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Temer realiza maquiagem administrativa e emprega mais de sete mil aliados em apenas dois meses, diz Humberto

Para Humberto, o governo Temer está promovendo uma verdadeira lambança. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Para Humberto, o governo Temer está promovendo uma verdadeira lambança. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

Levantamento feito com base em dados do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos do Governo Federal revela que o governo de Michel Temer (PMDB) nomeou cerca de sete mil cargos comissionados no Executivo Federal em apenas dois meses: junho e julho. Os números contrariam o discurso do ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, que prometeu cortar mais de quatro mil cargos ainda em junho.

“O que o governo Temer tentou fazer foi uma maquiagem, um discurso bonito de que queria enxugar a máquina pública, uma fala para agradar economista. Mas o que a gente vê é exatamente o oposto. O governo Temer está promovendo uma verdadeira lambança, enchendo a máquina de apaniguados e nomeando até melancia, como disse um senador aliado dele, em meio a negociatas”, ironizou o senador.

A declaração de Humberto relembra a gravação divulgada pela imprensa do senador Hélio José (PMDB-DF), que afirmou que poderia nomear “a melancia que quiser” para cargo de superintendente da Secretaria de Patrimônio da União (SPU). Os cargos da direção do SPU foram loteados por Temer e oferecidos ao senador aliado.

Mesmo se comparado no quadro geral de nomeações e exonerações nos meses de junho e julho, o número total de exonerados foi de 5.524 pessoas contra 7.236 cargos comissionados contratados em órgãos do Executivo Federal, o que significa mais de 1.712 novas nomeações.

Humberto diz que a MP do ensino médio é uma lambança e que o problema da educação não se resolve por decreto

Humberto: Estão sugerindo uma mudança, que pode implicar no futuro do nosso País sem que aja nenhum debate.  Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Estão sugerindo uma mudança, que pode implicar no futuro do nosso País sem que aja nenhum debate. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, fez duras críticas à Medida Provisória (MP) que muda a estrutura do ensino médio no Brasil. A proposta do governo Michel Temer (PMDB) flexibiliza as disciplinas e, entre outras coisas, possibilita que profissionais sem licenciatura sejam contratados. Outra parte do material divulgado pela gestão de Temer sobre a MP dizia ainda que disciplinas como artes, educação física, filosofia e sociologia deixariam de ser obrigatórias. Mas essa parte foi retirada, posteriormente, do texto final.

“O que fizeram foi uma lambança. Eles escrevem e apagam qualquer coisa com a mesma velocidade. Primeiro propõem o fim de disciplinas que vão da sociologia à educação física. Estão sugerindo uma mudança, que pode implicar no futuro do nosso País sem que aja nenhum debate. Isso é inadmissível”, afirmou o senador.

Segundo o senador, o governo tem feito uma gestão “temerária” na educação. “Mendonça Filho, que não faz outra coisa desde que assumiu a não ser cortar os programas que se tornaram referência, agora diz que quer resolver os problemas da educação por decreto. Isso até parece piada. Sem nenhuma consulta aos estudantes, aos professores e a sociedade civil organizada, ele apregoa um modelo em que priva os estudantes de um contato amplo com as mais variadas disciplinas, sonegando conhecimento escolar a milhões de estudantes brasileiros”, questionou o senador.

Para Humberto, o projeto, além de apresentar falhas graves, é incipiente porque propõe mudanças na grade curricular, mas não trata de questões importantes como a falta de estrutura física e material nas escolas. “A reforma é um retrocesso para o ensino e deixa de fora questões importantíssimas como a melhoria na estrutura física e da capacitação dos professores”, afirmou o senador.

Humberto também questionou a revogação da portaria que garantia o funcionamento do Sistema de Avaliação da Educação Básica do MEC. Criado para avaliar e aprimorar as políticas públicas de educação, o projeto foi elaborado durante a gestão de Dilma Rousseff após dois anos de discussão envolvendo diversas entidades como o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Conselho Nacional de Educação (CNE) e a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped).

“O governo Mendonça Mãos de Tesoura age na contramão do que é a boa política pública de ensino. Ele está cortando tudo aquilo que foi construído não por um decreto, mas com debate e participação. Isso mostra bem de onde ele vem e de que tipo de governo ele participa. Um governo ilegítimo que rasgou a Constituição e patrocinou um golpe para chegar ao poder”, disse Humberto.

Humberto critica gestão do PSB e diz que prefeito é “mal-agradecido”

Segundo o senador, os cortes no Estado fazem parte da mudança de postura do governo federal com relação ao Nordeste. Foto: Társio Alves

Segundo o senador, os cortes no Estado fazem parte da mudança de postura do governo federal com relação ao Nordeste. Foto: Társio Alves

 

 

Ao lado do presidente Lula no Recife, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), questionou a postura do prefeito da cidade Geraldo Júlio (PSB) e de seu partido com relação aos investimentos do governo Lula e Dilma, em Pernambuco. Segundo Humberto, o prefeito não reconhece o apoio que recebeu nas obras que ele considera vitrine na sua gestão, a Via Mangue e o Hospital da Mulher.
“Esse prefeito que está aí é mal-agradecido. Quando perguntam a ele o que ele fez, ele só fala em duas coisas: na Via Mangue, que começou com João Paulo, continuou com João da Costa, foi inaugurada por Dilma e que quem mandou dinheiro foi Lula; e no Hospital da Mulher, que teve quase metade dos recursos repassados por Dilma e com o apoio de João Paulo”, lembrou o senador.

O líder do PT também fez uma comparação entre as ações da gestão de Lula e Dilma em Pernambuco e os cortes de investimentos no Estado defendido por Temer. “Lula trouxe a refinaria, a transposição, a duplicação de duas BRs, entre tantas outras coisas. Mas sabem o que Temer trouxe pra gente? Ele suspendeu o processo de construção do Arco Metropolitano, a duplicação da BR-232 até o município de Arcoverde, tudo isso obras que tinham tido o compromisso assumido por Dilma”, afirmou.

Segundo o senador, os cortes no Estado fazem parte da mudança de postura do governo federal com relação ao Nordeste. “Esses mal-agradecidos votaram para derrubar Dilma. Eles são golpistas iguais aos que estavam naquele dia na Câmara dos Deputados. Agora, eles estão tendo problemas com Temer porque ele não gosta de nordestino, não gosta de pernambucano. Mas são golpistas iguais. Se merecem. Essa direita jamais vai dar ao Nordeste o direito de viver com dignidade”, afirmou.

Humberto ainda criticou a má gestão do PSB no Recife. “Eles aumentaram em 30% o número de cargos comissionados para poder dar emprego a vereador, gente para dar sustentação. Mas o que eles diziam é que ia ser um governo de uma grande gestão. Que grande gestão é essa que eles gastaram mais dinheiro em propaganda do que calçando as ruas da cidade do Recife?”, questionou Humberto.

Autoritário com servidores, Serra é convocado por Humberto a se explicar no Senado

Líder do PT afirma que chefe da diplomacia "não pode agir como elefante em loja de cristal".  Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Líder do PT afirma que chefe da diplomacia “não pode agir como elefante em loja de cristal”. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), apresentou três requerimento de convocação do ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), para explicar sua “falta de trato e postura autoritária” diante da greve dos servidores do Itamaraty, iniciada há um mês e sem previsão para término, já que o chanceler se recusa a recebê-los para tratar da pauta reivindicatória.

Humberto ressaltou que, nesse período, cerca de 115 dos 212 postos do Ministério das Relações Exteriores (MRE), muitos deles de grande expressão, como os que ficam em Paris, Londres e em Nova York, paralisaram parte sensível das suas atividades.

O senador explicou que se tratam de embaixadas, missões diplomáticas, escritórios, consulados-gerais, consulados e vice-consulados que deixaram de emitir vistos e passaportes, registrar nascimentos e óbitos, entre outros serviços aos cidadãos, por conta do movimento “legítimo” dos servidores.

“Todos temos conhecido a inabilidade de Serra desde que ele assumiu o cargo o Itamaraty. Seja pra fora, criando embaraços diplomáticos ao Brasil, seja pra dentro, desprezando as questões administrativas e evitando o contato com os próprios servidores do Ministério. Um chanceler, mais do que qualquer outro ministro, tem de ter tato, não pode agir como um elefante em loja de cristal”, criticou o líder do PT.

Humberto disse estar perplexo com o fato do tucano ainda não ter recebido, desde que foi iniciada a greve em 22 de agosto, os servidores do Itamaraty para conversar mesmo sobre a pauta não-remuneratória das categorias que compõem o Serviço Exterior Brasileiro. O líder do PT lembrou que o ministro já recebeu até mesmo o pessoal da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), os “velhos colegas da turma de Higienópolis, para aquela conversa de comadres que o PSDB de São Paulo tão bem conhece”.

Segundo Humberto, o chefe do Itamaraty, antes mesmo de uma posição da justiça sobre a paralisação, mandou cortar o ponto dos funcionários, retirando quase um terço dos vencimentos de setembro dos grevistas.

“É um desastre atrás do outro. Serra se nega a negociar ao mesmo tempo em que pune um movimento legítimo. Esse é o modelo do PSDB de tratar o funcionalismo público: no desprezo, no arrocho e na chibata”, disparou. O líder do PT argumentou que foi por esses motivos que apresentou o requerimento de convocação em plenário, na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

“O ministro José Serra tem de vir ao Senado explicar por que está se negando a receber os servidores e a negociar a pauta apresentada, parte dela não-remuneratória, e por que determinou o corte de ponto antes mesmo de abrir qualquer possibilidade de diálogo. Não pode agir com esse autoritarismo”, finalizou.

Temer age contra Nordeste com apoio de ministros pernambucanos, diz Humberto

Líder do PT diz que os quatro ministros do Estado aplaudem discriminação de Temer a Pernambuco. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Líder do PT diz que os quatro ministros do Estado aplaudem discriminação de Temer a Pernambuco. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

 

Priorizado como nunca nos governos Lula e Dilma, o Nordeste voltou a ser tratado, na avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), como o patinho feio da Federação e assumiu papel secundário na gestão “golpista” do presidente Michel Temer (PMDB).

Em discurso na tribuna nesta terça-feira (20), o senador ressaltou que os estados da região, principalmente Pernambuco, não foram contemplados pelas políticas fiscais e de infraestrutura do novo governo e sofreram cortes bilionários de importantes obras que estavam previstas anteriormente – tudo com o apoio dos quatro ministros pernambucanos que ocupam a Esplanada.

São eles: Bruno Araújo (PSDB), das Cidades; Mendonça Filho (DEM), da Educação; Raul Jungmann (PPS), da Defesa; e Fernando Bezerra Filho (PSB), de Minas e Energia. Segundo Humberto, Pernambuco é uma das unidades que mais sofreu com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), lançado pela equipe de Temer esta semana e “totalmente desfavorável e discriminatório” contra o Estado.

O parlamentar ressaltou que vários projetos anunciados por Dilma, como o Arco Metropolitano, as obras nas BRs 101 e 232 e melhorias em Suape, que teriam investimentos de mais R$ 6,6 bilhões, foram sumariamente descartados, assim como a prorrogação de contratos de arrendamento ligados a portos públicos, cujo reembolso renderia ao Estado algo em torno de R$ 10,8 bilhões.

“Pernambuco teria concessões para dois terminais de contêineres e dois terminais de granéis minerais. De nove aeroportos que teriam investimento no nosso Estado, a tesourada de Temer levou sete, cortando R$ 180 milhões em recursos para ampliação de unidades regionais”, lembrou.

O líder do PT observou que, na administração Dilma, Pernambuco dispunha de tratamento igualitário por parte do governo federal. “Agora, vemos esses quatro senhores do golpe representantes do Estado assistirem, impávidos, ao desmonte das políticas de redução de desigualdades que eram a tônica dos governos do PT”, lembrou.

Pior do que isso, segundo Humberto, é ver os ministros pernambucanos – que já ganharam apelidos curiosos pela atuação considerada “pífia” à frente das pastas, como o “mãos de tesoura” atribuído a Mendonça – não darem uma palavra e ainda aplaudirem efusivamente as ações maléficas adotadas pelo governo “ilegítimo” ao qual pertencem.

“A guilhotinada nos investimentos que estavam previstos para Pernambuco acontece nas barbas dos quatro que, por aderirem ao golpe, foram aquinhoados com pastas importantes e para quais, está provado no dia-a-dia, não estavam preparados”, registrou.

O líder do PT também questionou a posição do PSB-PE, que, de acordo com os jornais locais, agora começa a bater forte em Temer, “querendo se livrar dele como o diabo da cruz”. O partido foi favorável ao impeachment de Dilma e indicou o ministro das Minas e Energia para o cargo.

“Agora, acusam Temer de ser discriminatório e preconceituoso. Parece que já perceberam, em tão pouco tempo de aliança, que mesmo sendo adesistas, são nordestinos. E nordestino não é prioridade desse temerário governo. Mas o que eu quero lhes dizer é o seguinte: quem pariu Mateus, que o embale. Vocês são responsáveis por isso que está aí”, disparou.

Humberto encerrou o discurso ironizando os quatro ministros pernambucanos, aos quais deu parabéns por constatar que, como “apoiadores do golpe contra a democracia, eles também têm apoiado um golpe contra o próprio Estado”.

Humberto comemora perdão de dívidas de agricultores que sofrem com seca no Nordeste

Para o senador, a medida beneficia pequenos agricultores de fato e os retira da mira de execuções do seu patrimônio ou a cobranças em dívida ativa da União. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Para o senador, a medida beneficia pequenos agricultores de fato e os retira da mira de execuções do seu patrimônio ou a cobranças em dívida ativa da União. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Graças a emendas apresentadas pelo líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), e parlamentares do partido, a Casa aprovou, na manhã desta terça-feira (20), a Medida Provisória (MP) que beneficia pequenos agricultores do Norte e do Nordeste com a inclusão da proposta que garante o perdão de dívidas de até R$ 10 mil aos agricultores. Inicialmente, a proposta encaminhada pelo presidente Michel Temer (PMDB) ao Congresso Nacional não previa a anistia. A matéria segue, agora, para sanção.

Humberto explicou que o Senado já havia votado favoravelmente a uma MP semelhante, apresentada pela então presidenta Dilma, mas que, “lamentavelmente, o presidente à época interino vetou trechos importantes, incluindo o que garantia o perdão integral àqueles agricultores que devessem menos de R$ 10 mil”.

O parlamentar entende que, na verdade, não se trata de nenhum tipo de “perdão”, porque essa definição termina sendo mais barata do que o próprio processo de cobrança dessas dívidas e, ao mesmo tempo, permitirá que aqueles que foram mais atingidos pela seca possam ter esses recursos ou eliminar suas dívidas. Para o senador, a medida beneficia pequenos agricultores de fato e os retira da mira de execuções do seu patrimônio ou a cobranças em dívida ativa da União.

“Vamos permitir que os agricultores tenham tempo para melhorar sua condição financeira, sem, contudo, terem suas dívidas enviadas para cobrança judicial ou inscritas na dívida ativa, o que dificultaria ainda mais a sua permanência na atividade”, avalia.

Segundo ele, essa é uma política que Dilma adotou o tempo inteiro: não de beneficiar a inadimplência, mas de entender que as condições objetivas que assolaram principalmente o Nordeste, que entra agora praticamente no 6º ano de seca seguido, exige tratamento diferenciado aos seus agricultores, que são, inclusive, de natureza familiar.

“As adversidades climáticas enfrentadas pelos produtores rurais na área têm dificultado a obtenção de renda da atividade agropecuária e, consequentemente, a liquidação dos compromissos juntos às instituições financeiras. Por isso, há necessidade de medidas para readequação das dívidas decorrentes de operações de crédito rural”, diz.

Humberto aproveitou o debate da proposta no plenário para criticar as políticas fiscais de Temer que, de acordo com ele, beneficiam estados ricos em detrimento do Norte e do Nordeste. Para o líder do PT, a renegociação da dívida dos estados e os projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), por exemplo, contemplam muito mais unidades federativas como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas.

“Estamos vendo a continuidade daqueles governos que existiam antes de Lula e Dilma, que só olham para o Sul e o Sudeste. O foco deles é São Paulo e outros Estados ricos, deixando os demais em posição absolutamente secundária”, criticou.

A MP aprovada nesta terça pelos senadores autoriza a concessão de rebates para a liquidação ou para a repactuação, até 29 de dezembro de 2017, das operações de crédito rural contratadas até 31 de dezembro de 2011 pelo Banco do Nordeste, relativas a empreendimentos localizados na área de abrangência da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), com recursos oriundos do Fundo Constitucional do Nordeste.

Em defesa de Lula, Humberto pede imparcialidade ao Judiciário

 

 Humberto critica procuradores do Ministério Público Federal de Curitiba. Foto:  Jefferson Rudy/Agência Senado

Humberto critica procuradores do Ministério Público Federal de Curitiba. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), foi à tribuna da Casa, nesta segunda-feira (19), e fez uma defesa enfática do ex-presidente Lula diante do que ele classificou como um ato de incompetência ou de extrema má-fé por parte da equipe do procurador Deltan Dallagnol, que apresentou denúncia contra o ex-presidente na última quarta-feira. O parlamentar questionou a isenção do trabalho e pediu para que o Poder Judiciário julgue o caso com imparcialidade.

Para o senador, os integrantes do Ministério Público Federal (MPF) de Curitiba promoveram um verdadeiro “show pirotécnico” para a imprensa, em um hotel pago com dinheiro público, sem apresentar qualquer prova de crime cometido por Lula.
Da tribuna, Humberto afirmou ser inconcebível um país que já consumou um golpe político contra uma presidente democraticamente eleita referendar, agora, um golpe jurídico sobre os direitos mais básicos e elementares de todos os cidadãos.

“Pela primeira vez na nossa história, observamos a lei, as provas e o trabalho investigativo que devem fundamentar uma denúncia serem substituídos por um PowerPoint que virou piada até entre os críticos mais ferrenhos do PT”, declarou.
Ponto a ponto, Humberto criticou as alegações dos procuradores para indiciar o ex-presidente – ressaltando, sempre, a importância do trabalho do MPF em todo o país.

Para começar, ele observou que há grave um erro evidente: se Lula é o comandante máximo da organização criminosa, o general do esquema batizado de propinocracia, “onde está a denúncia contra ele por formação de quadrilha, a exata tipificação em que se enquadra alguém acusado de cometer um crime dessa natureza? Ela não existe. E é por isso que os procuradores não o denunciaram, apesar de o terem acusado sobejamente do crime, citando seu nome 121 vezes no espetáculo pirotécnico que promoveram”, lembrou.

O parlamentar também questionou o fato de a equipe de Dallagnol ter usado e enviado, conforme apontou a imprensa no fim de semana, material à Justiça contra o ex-presidente pautado fortemente na delação premiada feita pelo ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, que foi cancelada por ordem do próprio procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Além disso, Humberto registrou que os procuradores denunciaram Lula por solicitar, aceitar promessa e receber vantagens indevidas do ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos principais delatores da Operação Lava Jato.
“Só que o próprio Paulo Roberto sempre negou, categoricamente, essa afirmação em todos os depoimentos que prestou até hoje, incluindo a sua delação firmada com o Ministério Público. Então, eu pergunto: é lícito adulterar a fala de um réu para tentar incriminar alguém? Eu queria perguntar aos procuradores de Curitiba: isso não pode ser caracterizado como um crime de falsidade ideológica?”, disparou.

Da tribuna, o líder do PT ainda disse esperar que o juiz Sérgio Moro, a quem foi distribuída a denúncia, aja com a imparcialidade e a parcimônia que faltaram aos procuradores. “Ou isso ou estará destruído o edifício jurídico que erguemos no Brasil, no qual provas e fatos, e não convicções pessoais, são fundamentais para embasar o devido processo legal”, concluiu.

Para Humberto, flexibilização das leis trabalhistas pode aumentar desemprego

Segundo Humberto, a proposta trabalhista defendida pelo governo Temer é ruim para os trabalhadores e só atende aos interesses patronais. Foto: Tarsio Alves

Segundo Humberto, a proposta trabalhista defendida pelo governo Temer é ruim para os trabalhadores e só atende aos interesses patronais. Foto: Tarsio Alves

 

Uma das principais medidas defendidas pelo governo de Michel Temer (PMDB) para implementar sua criticada agenda político-econômica no país, a flexibilização das leis trabalhistas tem contribuído para o aprofundamento do desemprego no mundo. A avaliação é do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). O parlamentar citou levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que afirma que os países que adotaram uma legislação trabalhista que favorece a contratação de temporários com baixo nível de direitos, tiveram, na verdade, um aumento do índice de desempregados.

Segundo dados da OCDE, países como a Espanha e a Irlanda tiveram aumento considerável do número de desempregados após reformas trabalhistas. Na Espanha, o desemprego alcançou 19,4% em 2009, valor 5,4 pontos percentuais acima do registrado um ano antes, quando o país ainda não havia aprovado a mudança. Na Irlanda, o desemprego praticamente dobrou após as reformas, passando de 7,7% para 12,9% no ano seguinte à flexibilização.

De acordo com o líder do PT no Senado, a proposta trabalhista defendida pelo governo Temer é ruim para os trabalhadores e só atende aos interesses patronais. “Eles estão preparando um pacote que não beneficia em nada o povo. É um projeto para agradar os patos da Fiesp, que ajudaram a patrocinar o golpe contra a presidente Dilma Rousseff. Já falaram até em jornada de trabalho de 12 horas para o trabalhador. Isso é inadmissível”, afirmou Humberto. “Querem eliminar direitos históricos, conquistados à custa de muita luta, destruindo a CLT. Não vamos permitir.”

Segundo o senador, só a mobilização da sociedade poderá barrar as reformas previstas pelo governo Temer. “É imprescindível que tomemos às ruas e que sigamos a luta para que os direitos sejam assegurados. Não podemos aceitar que um governo ilegítimo e sem voto vá na contramão da experiência mundial e prejudique quem mais precisa, que são os trabalhadores. Temos que ocupar as ruas, as redes para assegurar que, no Brasil, não haverá nenhum direito a menos”, afirmou Humberto.

“Consumidor vai pagar conta mais cara após privatização”, alerta Humberto

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Para Humberto, Temer pretende alugar o Brasil e fazer com que brasileiros paguem a conta (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

 

A série de privatizações defendida pelo governo de Michel Temer (PMDB) deve afetar diretamente o bolso do consumidor. Isso porque a gestão peemedebista quer mudar a regra que determina que a proposta vencedora em leilões de infraestrutura seja sempre aquela que possua a menor tarifa para o usuário dos serviços. Sem nenhum tipo de regulamentação, as empresas poderão cobrar valores bem mais altos aos consumidores.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, criticou as mudanças nas normas de concessão e o grande número de privatizações propostas pelo gestão de Temer. “O que esse governo que aí está faz  é alugar o Brasil e pior que isso: querem que todos paguem a conta. Estão abolindo os critérios que levam em conta o bolso do consumidor para pensar apenas no que interessa a essa gestão e sua gastança descontrolada”, afirmou o senador.

Humberto também questionou os gastos do governo Temer, que praticamente dobrou a previsão do déficit primário. No início do ano, ainda na gestão de Dilma Rousseff (PT), a equipe econômica da petista previa um déficit de R$ 96,7 bilhões em 2016. Ao assumir, Temer ampliou a previsão de gastos em mais R$66,7 bilhões, somando um déficit de R$ R$ 170,5 bilhões.

“O PMDB sempre quer que a população pague as contas dos seus desmandos. Mas não vamos permitir retrocessos e nem que empresários continuem lucrando com concessões públicas e que não tenham nenhuma compensação por isso. No final, quem prejudicado toda a população, que vai acabar pagando mais caro por serviços que poderiam ter valores menores”, afirmou o senador.

O pacote de concessões e privatizações defendido por Temer é composto por 34 projetos entre aeroportos (incluindo o de Recife), rodovias (como a BR-101/), terminais portuários e ferrovias, além de ativos no setor elétrico, óleo e gás, mineral e de saneamento.

No interior, Humberto participa de agenda com lideranças e movimentos sociais

Para Humberto, a ida ao interior é ainda mais importante depois da denúncia feita contra o ex-presidente Lula. Foto: Assessoria de Imprensa HC

Para Humberto, a ida ao interior é ainda mais importante depois da denúncia feita contra o ex-presidente Lula. Foto: Assessoria de Imprensa HC

 

 

Dando prosseguimento às visitas ao interior de Pernambuco, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), cumpre uma longa agenda no Sertão e na Mata Sul neste fim de semana. Nos próximos três dias, o petista visitará 11 municípios: Araripina, Trindade, Exu, Serrita, São José do Belmonte, Carnaíba, Itapetim, Tabira, Água Preta e Ribeirão.

“Estamos visitando as cidades para mostrar à população que podemos nos organizar e lutar para que o povo não perca seus direitos com esse golpe que, a cada dia, se mostra continuado. Não podemos ficar parados e assistir de camarote a esse triste momento da nossa história”, afirmou Humberto. Na agenda do senador, reuniões com lideranças locais e com movimentos sociais.

Para Humberto, a ida ao interior é ainda mais importante depois da denúncia feita contra o ex-presidente Lula. “Precisamos contar a verdade ao povo sobre esses novos acontecimentos. É um absurdo o que estão fazendo com um homem que mudou a vida do nosso país. Mas não vamos esmorecer, continuarei percorrendo o Estado para mostrar à população como o Brasil mudou e que Lula foi o melhor presidente que esse país já teve”, pontuou Humberto Costa.

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