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Humberto apresenta projeto para criminalizar grandes sonegadores, esquecidos por Bolsonaro

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Enquanto os mais pobres terão que trabalhar, em média, 11 anos a mais do que uma pessoa da classe média para se aposentar, o governo Bolsonaro não destinou, de acordo com o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), uma linha sequer de projeto contra os sonegadores fiscais no país, que levam mais de R$ 500 bilhões dos cofres públicos por ano.
O senador afirmou, nesta sexta-feira (22), em discurso no plenário do Senado, que a bancada do partido na Casa apresentou uma proposta, o Projeto de Lei do Senado nº 1.537/19, para fulminar o problema, que tem levado ao escoamento de muito dinheiro que poderia ser empregado na saúde, educação, infraestrutura e segurança pública. O texto propõe que as penas relacionadas à sonegação passem a ter como referência aquelas associadas a condutas de corrupção, previstas nos artigos 317 (corrupção ativa) e 333 (corrupção passiva), do Código Penal.
“A sonegação draga bilhões de reais do Estado anualmente, mas, por uma curiosa conveniência, foi negligenciada pelo governo de Jair Bolsonaro nos seus poucos e malfadados projetos enviados ao Congresso Nacional nos quase três meses dessa gestão inepta. Não é aceitável se falar em qualquer reforma, em qualquer ajuste na legislação penal, sem se falar disso”, disparou.
Humberto ressaltou que a sonegação é uma prática adotada especialmente por aqueles de alto poder aquisitivo e até hoje premiada pela legislação brasileira. O parlamentar diz que, enquanto os mais ricos se livram, o governo insiste na ideia de jogar a conta da Previdência nas costas dos mais pobres.
“A proposta reduz para menos de um salário mínimo o pagamento de Benefícios de Prestação Continuada aos idosos, levando a que eles, entre 60 e 70 anos, recebam não mais de 400 reais para sobreviver; e ainda aumenta o tempo de idade e de contribuição, o que leva o pobre, que começa no mercado mais cedo, a trabalhar 11 anos mais, cerca de 30% além do que alguém de classe média”, reiterou.
Para o líder do PT, a reforma estende, de maneira desumana, o tempo de atividade e de contribuição dos trabalhadores rurais; acaba com o regime especial dos professores; ignora as diferenças regionais e, particularmente, as especificidades de gênero; e promove toda essa crueldade com a justificativa de que combate privilégios para sanear as contas previdenciárias.
Diante do caos, Humberto explica que o projeto contra sonegação protocolado no Senado ataca o andar de cima também, pois a legislação atual abre uma brecha para extinguir a punibilidade, a qualquer tempo, de crimes contra a ordem tributária. Além de gerar impunidade, o senador acredita que isso estimula o cometimento da sonegação.
“Hoje, o sonegador profissional, contumaz – que não se confunde com aquele que, por alguma razão de força maior, não consegue quitar suas obrigações fiscais – esse sonegador profissional, ele, quando pego pelo fisco e quita o débito sonegado, tem a sua punibilidade extinta, a qualquer tempo do processo”, observou.
Para ele, isso é um prêmio para o crime. “É por isso que estamos acabando com esse dispositivo que extingue a punibilidade se o sujeito paga a dívida. A punição vai continuar ainda que ele a quite. O pagamento servirá, apenas, para reduzir a pena e melhorar o regime de prisão.”
Enquanto isso, o governo segue tomando dos pobres com uma mão e afagando a cabeça dos ricos com a outra. “E é importante que se  diga, também, que o governo frequentemente brinda esses sonegadores oficiais com permanentes programas de refinanciamento dos seus débitos, os chamados Refis, que somente no governo Temer perdoou R$ 47 bilhões de dívidas tributárias dos ricos, enquanto retirava dinheiro da saúde e da educação dos pobres”, ressaltou.

Em lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Previdência Social, Humberto chama povo para as ruas

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Com um discurso convocando o povo a ir para as ruas contra a reforma da Previdência e para participar intensamente dos debates sobre o tema no Congresso Nacional, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou que, quanto mais a sociedade ter conhecimento do texto e pressionar, mais chances a proposta do governo Bolsonaro terá de ser barrada. Ele participou, nessa quarta-feira (20), do lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social.
Para Humberto, o clima atual entre deputados e senadores é de rejeição do projeto. Na sua avaliação, a proposição promove um desmonte da política de seguridade social desenhada na Constituição Federal, elimina direitos importantes conquistados e condena milhões de brasileiros a viver na pobreza. Enquanto isso, segundo ele, a reforma dos militares é mais branda.
“Essa reforma já era. Do jeito que está, repleta de ataques aos brasileiros, não passa. Até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é a favor de mudanças no sistema previdenciário, sabe disso. Vamos seguir na pressão para derrubar essa barbaridade que quer detonar o futuro dos trabalhadores”, disse.
O senador acredita que a unidade das bancadas nas duas casas legislativas, junto com lideranças e movimentos populares, “vai nos dar a força política para poder enfrentar a reforma. “Quanto mais rápido esclarecermos a população sobre as maldades previstas na medida, mais chances temos de derrubar a matéria”, comentou.
O líder do PT entende que um dos principais problemas da atual reforma é que ela, assim como a proposta de Temer, só ataca um lado da questão, que é o de corte das despesas – sem analisar o impacto na vida do brasileiro. Ele observa que o aumento da receita, principalmente cobrando dos mais ricos, está descartado no texto enviado ao Congresso.
“O governo não prevê uma linha sequer para combater os sonegadores neste país, que devem cerca de R$ 500 bilhões aos cofres públicos. Só este valor cobriria o rombo previdenciário estipulado pelas autoridades”, disparou. O senador tem certeza que a reforma da Previdência, do jeito que está, vai estourar nas costas dos mais pobres. Ele explicou o que irá ocorrer.
“Um pobre que começar a trabalhar aos 14 anos como jovem aprendiz terá de contribuir 48 anos, se for mulher, ou 51 anos, se for homem, para atingir a idade mínima de aposentadoria (62/65 anos). Alguém de classe média que comece a vida profissional aos 25 anos terá de trabalhar menos. Em 37 anos, se for mulher, ou 40 anos, se for homem. Assim, atingirá a idade mínima. Ou seja, os pobres podem ter de contribuir por até 11 anos ou quase 30% a mais que a classe média”.
Membro da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, Humberto garantiu que irá trazer os movimentos sociais para debater o assunto no Congresso Nacional sempre que possível e levar a mobilização nacional às ruas de todas as regiões de Pernambuco.

Perda de certificado de erradicação do sarampo é grande retrocesso, diz Humberto

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A perda do certificado de erradicação do sarampo pelo Brasil representa um retrocesso de anos de políticas públicas na área da saúde. A avaliação é do líder do PT no Senado e ex-ministro da Saúde do governo Lula, Humberto Costa (PE). Segundo ele, o Brasil lutou muito, e por muito tempo, para conseguir o selo de área livre da doença, obtido em 2016. A falta de novas campanhas de alto impacto para alertar a população, a dificuldade de encontrar a vacina em postos de saúde, além do movimento antivacinal, do qual faz parte o guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, são apontados como razões para o aumento de casos de sarampo no país.
“É isso que acontece quando os boatos ganham e a desinformação chega ao poder. O que se pode dizer de um país cujo o presidente tem como o seu principal ídolo um astrólogo aspirante a filósofo que diz absurdos como que as vacinas são nocivas e que a terra é plana? Esse tipo de retórica irresponsável traz imensos prejuízos ao país e leva pessoas, principalmente crianças, à morte”, afirmou o senador.
 
Em 2018, o Brasil viveu um surto de sarampo e foram registrados cerca de 10 mil casos da doença. Não por acaso, o Ministério da Saúde admitiu que houve uma redução do número de crianças vacinadas contra a doença. Quase metade dos municípios não atingiu a meta de vacinação contra o sarampo. Esta semana, a pasta confirmou mais um caso endêmico no pais, completando mais de um ano de transmissão.
Segundo o senador, é preocupante a postura do governo Bolsonaro, que é ambígua com relação ao tema e que vem precarizando a saúde pública.  Para Humberto, é necessária uma ação de mobilização nacional para conscientizar a população dos riscos de não vacinar as crianças. “O SUS atende 80% da população brasileira, mas, para o presidente, a saúde não precisa de recursos e, sem investimento, o SUS não tem condições de atender a demanda crescente. Não podemos permitir que pessoas adoeçam e, em casos extremos, sejam levadas a óbito por total incompetência de gestão. Um retrocesso como a redução do número de pessoas imunizada contra o sarampo tem efeitos danosos sobre a população e para o SUS, que, em vez de estar investindo na prevenção, agora tem que arcar com boa parte dos custos do tratamento daqueles infectados pela doença”, afirmou.

 

Comissão do Senado aprova relatório de Humberto contra tabagismo

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Fumar dentro do carro vai continuar liberado. Mas, se o relatório do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), aprovado nessa quarta-feira (20) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), passar a valer, o fumo em veículos será proibido na presença de menores de 18 anos. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e a Câmara dos Deputados ainda irão analisar o texto.
Humberto explica que a proposta altera o Código Brasileiro de Trânsito ao prever a vedação do uso de produtos fumígenos em veículos na presença de crianças ou adolescentes, sujeito à multa e cômputo de pontos na carteira para o motorista que fumar ou permitir o fumo no carro com menor de idade.
“Temos que proteger os mais vulneráveis do fumo passivo, sabidamente pernicioso e responsável por significativa parcela da carga de doenças provocada pelo tabaco”, justificou.
O parecer de Humberto ainda proíbe o uso de aditivos e aromas em produtos de tabaco, como mentol, que refresca a garganta e facilita a adaptação do iniciante ao fumo, ou a amônia, que acelera a absorção da nicotina; e também veda a exibição de qualquer forma de propaganda e exposição, mesmo nos pontos de venda.
Segundo o senador, a restrição ao uso de aditivos é uma medida de controle do tabagismo adotada mundialmente. “Pelo menos 40 países impuseram restrições a aditivos de sabor e aroma em cigarros, incluindo o Canadá, que baniu o uso de mentol em produtos de tabaco em 2017, e os 28 membros da União Europeia, cuja proibição para sabores característicos em cigarros e outros produtos de tabaco será ampliada para incluir o mentol em 2020”, explicou.
De acordo com o parlamentar, as restrições de publicidade e exposição, inclusive nos pontos de venda, também são registradas em diversos países do mundo, com a finalidade de evitar o contato e a familiarização das crianças e adolescentes com esses produtos.
“Estamos dando um grande passo para a redução do uso de cigarro no país. Cerca de 130 mil brasileiros morrem por ano pelos efeitos do fumo, sendo que o Brasil gasta R$ 21 bilhões anualmente com saúde apenas para tratar doenças relacionadas ao tabaco. É um quadro aterrorizante”, comentou.
Humberto.
O líder do PT ressaltou ainda que o seu parecer, feito com base em um projeto de José Serra (PSDB-SP) e em outro de sua autoria, obriga a adoção de embalagens padronizadas para os cigarros. Ele contou que a iniciativa está embasada em sólidas evidências científicas, citando como exemplo França e Austrália, onde a introdução de medida semelhante resultou em declínio na prevalência do tabagismo e elevação do percentual de fumantes dispostos a largar o vício.
“Na América do Sul, coube ao Uruguai o pioneirismo na adoção de embalagens padronizadas, seguindo tendência já bastante estabelecida na Europa”, finalizou.

Paralisia atual do país é resultado da perseguição da Lava Jato a Lula, diz Humberto

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A paralisia do país causada pelo governo Bolsonaro é, na avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), resultado do desvirtuamento da Lava Jato por projetos personalistas cada vez mais evidentes, que resultaram na prisão de inocentes como Lula, líder de todas as pesquisas de intenção de voto nas eleições do ano passado.
“O resultado da prisão injusta de Lula está aí: o Brasil está pagando hoje por esse desgoverno, com o país completamente à deriva”, declarou. O senador afirmou, nesta quarta-feira (20), que a operação que nasceu para combater a corrupção – e cumpriu, em parte, seu papel – acabou fazendo perseguições com desrespeito à lei e à Constituição, como no caso de Lula.
Para Humberto, Sérgio Moro, o primeiro juiz da Lava Jato, que parecia haver virado o único magistrado do Brasil, por concentrar tudo da operação, trucidou o direito para perseguir e condenar Lula injustamente. Vazou, inclusive, conversas dele com a presidenta da República e delações fantasiosas às vésperas das eleições, criminalizando o PT.
“Depois, assistimos ao juiz ser agraciado pelo candidato adversário, Jair Bolsonaro, com o cargo de ministro da Justiça, que ocupa atualmente à espera de uma vaga no Supremo Tribunal Federal ou de alguma oportunidade eleitoral”, criticou.
O parlamentar ressaltou que a operação, iniciada para combater desvios de R$ 50 bilhões na Petrobras, foi além dos limites ao gerar perda econômica para o país 3 vezes maior, segundo o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis.
No discurso, Humberto também disparou contra o que chamou de aberração da Fundação Lava Jato. De acordo com o líder do PT, essa instituição foi criada por um acordão dos iluminados de Curitiba, à margem da lei, para desviar R$ 2,5 bilhões do Tesouro Nacional e financiar a promoção pessoal, sabe-se lá com que finalidade, dos autores dessa entidade supra-estatal.
“As evidências demonstram claramente que Lula foi vítima de todo esse processo persecutório. Quem não se lembra do dia do Power Point em que Lula foi colocado como o centro, o chefe de uma organização criminosa que atuava na Petrobras? O dia em que provas deram lugar a convicções”, observou.
O entendimento do senador é claro: Lula foi julgado, sentenciado e preso em velocidade espantosa, teve sua candidatura cassada e todos os recursos e habeas corpus negados.
“Mas isso não ficará assim. No próximo dia 7, quando se completa um ano de prisão política dele, haverá grande mobilização em todo o país: a Jornada Lula Livre. Os comitês populares espalhados por todo o Brasil estão organizando uma ampla manifestação para marcar a data e exigir liberdade para Lula”, comentou.

Humberto denuncia corte de 13 mil cargos nas universidades e alerta para desmonte

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), viu com muito preocupação a decisão do governo Jair Bolsonaro (PSL) de extinguir 13.710 cargos, funções e gratificações em instituições de ensino superior. O senador classificou a ação como o início do projeto de desmonte das universidades públicas pelo presidente. O corte foi determinado por decreto e visa eliminar 21 mil vagas na área pública. Nas instituições de ensino superior, a área mais afetada, o corte corresponde a 65% do total das vagas fechadas e, segundo a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (Adufepe), vai inviabilizar o campus de Goiana, na Mata Norte de Pernambuco, e a ampliação da unidade de Caruaru, no Agreste.
“O que estamos vendo é uma tentativa de ataque às universidades públicas, um desmonte acelerado. Com profissionais desestimulados pelo perda de remuneração, o governo vai aos poucos iniciando o seu projeto de destruição do ensino público em nosso país. Afinal, segundo o discurso desse governo, universidade é só para a elite”, avaliou Humberto. “Frequentemente, vemos um discurso de ódio dirigido às universidades, consideradas por esses lunáticos não como centros de ensino e pesquisa, mas como reduto de ‘esquerdistas’”.
De acordo com o decreto, serão extintos imediatamente 2.449 postos em instituições de ensino. Outras 11.261 funções gratificadas atualmente em uso deixarão de existir em 31 de julho. Os funcionários que hoje ocupam essas vagas serão dispensados. “A quem interessa uma nação sem educação? Apenas àqueles que não têm muito o que oferecer para os brasileiros, os que usam o medo na tentativa de mobilizar a população, mas que não apresentam nada de bom. Foi o próprio presidente que falou abertamente que quer desconstruir o Brasil e não disse isso por acaso. Um país sem educação é um país sem futuro”, afirmou o senador.
Para Humberto, existe um receio de que o corte de vagas seja apenas o começo. “Bolsonaro não tem projeto para o país e já disse que se gasta demais com educação. Mas a verdade é que o gasto por aluno no Brasil é baixo em comparação com os países desenvolvidos e em desenvolvimento. Há um grande receio, inclusive de quem atua na área da educação no Brasil, do que pode se transformar o ensino no governo de um presidente que se elegeu propagando ódio e disseminando mentiras”, avaliou o líder do PT.

Ida de Bolsonaro aos EUA deixa o Brasil em posição vexatória e subserviente, critica Humberto

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Marcada pela entrega do Brasil sem qualquer contrapartida e repleta de declarações controversas – até mesmo contra brasileiros –, a viagem de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos se tornou, na avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), uma vergonha mundial que colocou o Brasil numa posição subserviente e faz lembrar o complexo de vira-lata, cunhado por Nelson Rodrigues.
Para o senador, a passagem do presidente pelos EUA está se mostrando lamentável sob todos os aspectos, principalmente pela fácil entrega do patrimônio do Brasil aos americanos, como a base militar de Alcântara e a isenção do visto para que venham para cá, sem qualquer reciprocidade.
“Depois de falarem tanta besteira e que adoram jeans, Coca-Cola e a Disneylândia, Bolsonaro e sua equipe deveriam passar em Orlando para bater uma selfie com o Pateta, porque essa viagem e as declarações deles são uma vergonha ao Brasil”, declarou.
O senador disse que Bolsonaro foi até a maior potência mundial levando um Brasil apequenado no bolso, subserviente, com base numa política externa errática e tresloucada, que anda a reboque da política americana. Segundo Humberto, o presidente não tem a menor compreensão do papel que o Brasil tem no mundo.
“Eles ganharam a nossa base e a isenção no visto, mas não nos deram nada, a não ser um bonezinho de Trump de 2022. Isso realmente nos deixa em situação vexatória perante o mundo”, disse.
Humberto lembrou que Bolsonaro começou a viagem agredindo os próprios brasileiros que moram ilegalmente nos EUA – e são perseguidos. O capitão reformado disse que “a grande maioria dos imigrantes em potencial não tem boas intenções nem quer o melhor ou fazer bem ao povo americano”. “Que declaração contra os seus compatriotas”, comentou.
O parlamentar também questionou duramente a visita que Bolsonaro e sua comitiva fizeram à CIA, agência central de inteligência americana. De acordo com ele, a ida envergonha não só o Brasil e a cidadania brasileira como também a democracia e a América Latina.
“O presidente foi até a agência que espiona o Brasil há décadas e foi responsável pela ditadura mais sanguinária da América Latina, que foi a de Pinochet, no Chile. É algo profundamente lamentável. E só soubemos dessa visita da comitiva graças à empolgação do filho de Bolsonaro, que posta tudo. Seria uma agenda secreta. Inacreditável!”, disparou.

 

 

 

Injusta e prejudicial aos mais pobres, Reforma da Previdência perdeu velocidade no Congresso, analisa Humberto

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Os descompassos, erros de agenda legislativa e falta de coordenação política do governo fizeram a proposta de Reforma da Previdência enviada ao Congresso por Bolsonaro perder velocidade. A avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), é de que a injustiça do projeto com os mais pobres e a posição contrária dos governadores do Nordeste ao teor da proposta também vão levar o projeto a naufragar ainda na Câmara dos Deputados.
“Do jeito que está, isso não passa. É inaceitável o que querem fazer aos mais pobres, estabelecendo menos da metade de um mínimo para os idosos com 60 anos, o que querem fazer aos trabalhadores rurais, às mulheres, aos professores”, afirma Humberto. Segundo o líder do PT, a proposta de Bolsonaro leva, os mais pobres a trabalharem, em média, cerca de 11 anos a mais que do trabalhadores de classe média, que começam as atividades mais tarde, por exemplo.
“Os mais pobres, normalmente, começam a trabalhar mais cedo, muitas vezes em empregos que demandam mais, inclusive fisicamente. Mas vão ter de cumprir um tempo excessivo de idade e contribuição para receberem a integralidade do benefício ao fim da vida. Isso leva os mais pobres a trabalharem 30% mais do que um trabalhador da classe média”, afirmou o senador.
De acordo com o projeto, o trabalhador precisará contribuir por 40 anos para ter direito à aposentadoria integral, além de ter que cumprir a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. “A Reforma da Previdência é um projeto cheio de distorções, que aprofunda as desigualdades já existentes no país e que foi produzido sem qualquer diálogo com a sociedade”, disse Humberto.
Para o senador, a proposta encontra muita resistência no Congresso Nacional. “O governo não terá vida fácil com essa proposta. Até mesmo dentro de sua base, há parlamentares contrários à medida. A sociedade civil também já está começando a se mobilizar para derrubar essa reforma. Não vamos permitir que esse retrocesso seja aprovado no Congresso. Estamos unindo forças e vamos seguir na luta.”

Decisão do STF de investigar rede suja das fake news é positiva, apesar de tardia, diz Humberto

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou, nesta sexta-feira (15), que viu com bons olhos a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de abrir inquérito para apurar notícias falsas (fake news) que tenham a Corte como alvo. Para o senador, apesar de tardia, a investigação poderá mostrar que os que atacam os ministros da Suprema Corte e destroem as suas reputações devem ser os mesmos difusores de mentiras nas redes sociais que ofendem jornalistas, o PT e o ex-presidente Lula.
“Todos nós acompanhamos claramente o que aconteceu nas eleições. Uma grande estrutura foi montada, usando tecnologia de ponta, ilegalmente financiada por empresários de extrema direita, para produzir a maior campanha de notícias falsas da história do país, que definiu a eleição não só para presidente da República, como também para governadores, senadores e deputados”, declarou.
O parlamentar ressaltou que o PT já havia recorrido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois que a Folha de S.Paulo, no 2º turno do pleito, provou que empresários financiaram ilegalmente grupos de WhatsApp para veicular mentiras e ataques violentos ao candidato do PT, Fernando Haddad. Ele lamentou que o TSE ainda não tenha tomado qualquer medida em relação às representações.
“O fato é gravíssimo e, por si só, seria motivo suficiente para a cassação da chapa que ganhou a disputa. Ainda esperamos uma resposta da Justiça Eleitoral sobre essa usina de mentiras criada por Bolsonaro e aliados”, disse.
Humberto lembrou que, durante o pleito, divulgaram exaustivamente a mentira do kit gay, que teria sido criado por Haddad, inclusive com a difusão de uma mamadeira que simulava um pênis, com a informação de que foi distribuída a crianças em creches.
“Na campanha, mostraram até uma foto de Haddad dirigindo uma Ferrari, dizendo que ele era milionário. Ele andou no carro a convite da Ferrari como prefeito de São Paulo. Chegaram ao cúmulo, na véspera da eleição, de espalhar que Haddad teria estuprado uma menina de 12 anos. Foram esses os discursos que ganharam a eleição e influenciaram pessoas de boa fé a votar em Bolsonaro. Assim, essa tragédia está há mais de dois meses governando o país”, disparou.
Para o senador, o governo só tem propostas para destruir e acabar com reputações, e promove linchamentos digitais. Ele reiterou que o próprio presidente da República vai ao Twitter atacar jornalistas pessoalmente, que passam a ser vítimas nas redes, com ameaças de morte.
“Essa é a política de comunicação do governo. O próprio presidente da República é o maior divulgador de fake news do país. Por isso, essa decisão do STF de investigar essa rede vem tarde, mas ainda em boa hora. Agora. Esperamos que o STF identifique também quem paga e quem estimula a produção e difusão de fake news”, comentou.
Humberto avalia que a ditadura da internet no país, instalada principalmente por Bolsonaro e seus aliados, tem de acabar. “A torcida é para que o STF vá a fundo e identifique esses assassinos de reputações, esses indivíduos que usam como argumento a liberdade de expressão para caluniar e difamar”, concluiu.

Humberto acusa Ministério da Saúde de mentir sobre Samu e pasta retira informação do ar

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Ex-ministro da Saúde do governo Lula, o atual líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), identificou, nessa quinta-feira (14), que o Ministério da Saúde publicou nas suas redes oficiais, na noite de ontem, informações falsas sobre a data de criação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-192). Ele denunciou a disseminação de fake news em post publicado no Twitter, em resposta ao próprio ministério, e, na sequência, a pasta retirou o conteúdo do ar.
O Ministério da Saúde havia divulgado, no seu Instagram e no próprio Twitter, que o Samu foi criado em 1995. Humberto, que foi ministro da Saúde entre 2003 e 2005, ressaltou que, na verdade, o serviço que hoje atende mais de 163 milhões de brasileiros em cerca de 3,4 mil municípios foi implementado no país por meio de uma portaria assinada por ele em 2003.
“O Ministério da Saúde espalhou uma notícia falsa para todo o Brasil. Que mentira sem tamanho! O Samu foi criado pelo presidente Lula e por mim, que era seu ministro. Estamos diante de um governo, realmente, que só vive de fake news. Um governo estelionatário que falseia tudo e nega a história”, afirmou. Após a contestação de Humberto nas próprias redes da Saúde, a pasta tirou a postagem do ar.
O parlamentar reiterou que o Samu é um serviço de referência internacional que atua com inteligência, rapidez e eficiência. Ele explicou que as ambulâncias são distribuídas estrategicamente, de modo a otimizar o tempo-resposta entre os chamados da população e o encaminhamento aos serviços hospitalares de referência.
“De todos os projetos que ajudei a criar na minha vida pública, o Samu é um dos que mais me orgulha porque diariamente ele é responsável por salvar vidas de milhares de pessoas nos mais diferentes cantos do país. É ele que chega primeiro quando acontece um acidente ou alguém precisa de atendimento médico de urgência”, observou.
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