Blog

Temer e Jungmann são desequilibrados e irresponsáveis, acusa Humberto

ara Humberto, convocação das forças armadas mostra que governo virou elenco dos Trapalhões. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, convocação das forças armadas mostra que governo virou elenco dos Trapalhões. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) considerou como desastrosa a ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada por Michel Temer em Brasília, no fim da tarde dessa quarta-feira (24), e revogada na manhã de hoje. Para Humberto, a decisão de retirar as Forças Armadas das ruas da capital federal menos de 24 horas depois de autorizar a ocupação demonstra o despreparo e o desequilíbrio do governo para lidar com um tema dessa gravidade.

“Foi um erro colossal, que denunciamos desde a primeira hora, estabelecer um estado de exceção em Brasília por conta de uma manifestação contra o governo. Temer se mostrou um tresloucado e seu ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS-PE), um completo irresponsável”, criticou o líder da Oposição.

Para Humberto, o decreto de Temer – que pôs as Forças Armadas para exercer o controle da segurança de prédios federais na capital – era flagrantemente inconstitucional e foi pautado numa mentira. Jungmann alegou que a decisão havia sido tomada para atender a um pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que negou totalmente a informação. O decreto foi duramente criticado por parlamentares, juristas e pela imprensa internacional.

“Temer, mal assessorado por Jungmann, foi protagonista de mais um episódio patético. Seu governo é uma espécie de elenco de Os Trapalhões. Jungmann nunca teve atributo nem para chefe de Guarda Municipal, imagine para ministro da Defesa, Agora, vê-se que age com total despreparo. Deveria, a exemplo de Roberto Freire, pedir demissão do cargo.”

A informação da revogação do decreto chegou quando a bancada de Oposição no Senado estava em uma audiência com a presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, para dar entrada em uma mandado de segurança na Corte contra a decisão de Temer. Paralelamente, a Oposição também havia apresentado um projeto de Decreto Legislativo para que o Congresso Nacional anulasse o decreto presidencial.

Governo usa exército para se manter no poder, denuncia Humberto

Para Humberto, certamente Temer tem bons advogados a orientá-lo e "alguém que saiba ler" o que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, certamente Temer tem bons advogados a orientá-lo e “alguém que saiba ler” o que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Surpreendido com o decreto baixado pelo presidente não eleito Michel Temer (PMDB) que aciona a Garantia da Lei e da Ordem e estabelece que as tropas federais atuarão em Brasília até a próxima quarta-feira (31), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou a medida e informou que, junto com senadores do PT e da oposição, vai requerer informações ao Palácio do Planalto sobre o ato.

O parlamentar também pediu a organização de reunião emergencial entre todos os parlamentares para discutir a atual situação calamitosa do país e que a medida do governo pode ser anulada com a aprovação de um projeto de decreto legislativo no Congresso Nacional.

“Estamos vendo uma crise institucional da maior gravidade. Nós estamos vendo, sem ter as informações precisas, que o presidente da República extrapolou as suas competências e tomou uma decisão que compromete a democracia brasileira”, afirmou.

Para Humberto, certamente Temer tem bons advogados a orientá-lo e “alguém que saiba ler” o que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu. Maia já reiterou que não pediu o uso das Forças Armadas – ao contrário do que Temer disse. “Na medida em que o o chefe do Executivo é muito bem assessorado e sabe ler muito bem, nós temos que pensar se não é uma manobra diversionista essa que ele está fazendo”, ressaltou.

O senador declarou que, em meio à gravíssima crise institucional que vive o país, Temer tomou uma decisão absurda, pois o país não registra nenhuma convulsão social que justifique a medida.

Segundo ele, a manifestação Ocupa Brasília, nesta quarta-feira, que teria sido o mote para o decreto, foi pacífica e contou com a participação de mais de 100 mil pessoas. A violência no protesto, de acordo com o senador, foi provocada por um pequeno grupo de infiltrados que planejaram antecipadamente todo o distúrbio para, no fim, ter um pretexto a fim de chegar a intervenção da polícia e, agora, do Exército.

“Antes de convocar as Forças Armadas, ainda que fosse justificado o Estado de Defesa, o governo teria de determinar ao Ministério da Justiça, e não ao da Defesa, para chamar a Força Nacional. É uma questão que extrapola qualquer problema regimental e de ordem política”, afirmou.

Humberto avalia que Temer tenta, ao baixar o decreto, desviar a atenção de que o governo não existe mais, por estar extremamente fragilizado por conta da enxurrada de denúncias de corrupção. “Ele quer justificar o uso das Forças Armadas, que certamente não querem se prestar a esse papel, e querer justificar e condicionar a sua permanência no poder à ordem pública”, comentou.

Manifestantes de todo o país participaram do “Ocupa Brasília” para pedir a saída de Temer, eleições diretas já e o arquivamento das reformas trabalhista e da Previdência no Legislativo. O movimento foi iniciado, ainda pela manhã, no estádio Mané Garrincha e depois seguiu pelo centro da cidade até chegar à Esplanada e ao Congresso Nacional, onde foi reprimido pela PM.

A mando de Temer, PM reprime violentamente manifestação por diretas já, acusa Humberto

 
Humberto: Foi um verdadeiro enfrentamento militar com bombas e cavalaria. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Foi um verdadeiro enfrentamento militar com bombas e cavalaria. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Acabou com muita violência e repressão, por parte da Polícia Militar do Distrito Federal, uma manifestação pacífica com mais de 100 mil pessoas pedindo diretas já pelas ruas de Brasília. O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que participou do protesto na capital federal, lamentou a conduta policial e disse acreditar que a PM está a mando do presidente não eleito Michel Temer (PMDB).

“Foi um verdadeiro enfrentamento militar com bombas e cavalaria. Tudo o que tinha sido acertado conosco ontem, em reunião com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), não foi cumprido. Quem manda é o Palácio do Planalto, é Temer, que – acuado como está – manda bater e espancar para reprimir manifestantes”, afirmou Humberto, que foi vítima das bombas da PM.

Para Humberto, todos sabem que a ordem para que a polícia aja com violência parte diretamente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que se coordena com o comandante da corporação. “Estivemos ontem com o governador do DF para pedir que a PM agisse com respeito à lei. Mas parece que ele não manda na própria polícia. É lamentável”, disse.

Manifestantes de todo o país participaram do “Ocupa Brasília”, nesta quarta-feira (24), para pedir a saída de Temer, eleições diretas já e o arquivamento das reformas trabalhista e da Previdência no Legislativo. O movimento foi iniciado, ainda pela manhã, no estádio Mané Garrincha e depois seguiu pelo centro da cidade até chegar à Esplanada e ao Congresso Nacional, onde foi reprimido pela PM.

“A manifestação estava linda, colorida e com gente de todo o país. Só não sabíamos que acabaria daquela forma, com muita violência, feridos, pessoas sem conseguir respirar e um verdadeiro pânico no gramado central do poder do país. Nos resta lamentar e pedir explicações”, reiterou.

De acordo com o senador, é preciso manter o espírito de luta, pacífica, contra as propostas do governo Temer, que irão afetar negativamente milhões de brasileiros. “Não podemos ceder agora. É tudo que eles querem, que o povo não ocupe as ruas. Mas vamos mostrar a eles que estamos firmes nessa batalha”, comentou.

Aliados de Temer atropelam regimento do Senado para votar reforma trabalhista, acusa Humberto

Humberto: O governo moribundo conseguiu dar um novo golpe no povo: aprovou, por 13 X 11, a leitura do relatório da reforma trabalhista na comissão. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O governo moribundo conseguiu dar um novo golpe no povo: aprovou, por 13 X 11, a leitura do relatório da reforma trabalhista na comissão. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Afundado em denúncias gravíssimas de corrupção e desmandos na administração pública, o governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB), por meio de seus aliados no Senado, atropelou, na avaliação do líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), o regimento interno do Senado, ao dar como lido – sem efetivamente ler – o relatório da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Humberto ressaltou que o Palácio do Planalto, mesmo fragilizado, envolvido em diversas irregularidades e sem qualquer legitimidade, orientou a sua base aliada no Congresso Nacional a dar continuidade à apreciação das reformas. Porém, enfrentou forte oposição durante a tumultuada sessão na CAE – presidida pelo tucano Tasso Jereissati (CE), também presidente do PSDB – que chegou a ser suspensa por cerca de 30 minutos devido a protestos da oposição contra o tratoramento do governo.

“O governo moribundo conseguiu dar um novo golpe no povo: aprovou, por 13 X 11, a leitura do relatório da reforma trabalhista na comissão. Como esse governo zumbi tem legitimidade para mexer com direitos de milhões de brasileiros? Temos de lutar para evitar a continuidade dessas reformas nefastas de um governo acabado aqui no Legislativo”, disparou Humberto.

O parlamentar avalia que a base do governo quer passar a falsa impressão de que está tudo bem no Brasil, sendo que o Palácio do Planalto não tem mais qualquer estabilidade para governar e parte da própria base já começa a romper com ele.

“Essa posição de votar a reforma trabalhista aqui na marra é ruim para quem quer aprovar a proposta. O povo não aceita e aqui há discordâncias. Estamos diante de uma crise política com essa dimensão e é um ato de insensatez tentar votar e discutir as mudanças na legislação trabalhista na marra”, disparou.

O senador ressaltou que a oposição queria apenas que o relatório do tucano Ricardo Ferraço (ES) não fosse lido hoje, diante do momento, mas houve flagrante desrespeito ao regimento quando a comissão o deu como lido – sem lê-lo.

“Houve uma série de erros, porque desrespeitaram o tempo mínimo de publicação do relatório, o tempo mínimo para ser divulgado previamente. O próprio relator disse que seria deselegante da parte dele apresentar o texto antes de ouvir representantes da audiência pública que realizamos. Porém, para nossa surpresa, o relatório já estava pronto ao fim da audiência”, comentou.

Após a revelação dos escândalos envolvendo o presidente Temer e dirigentes da empresa JBS, que tiveram delação premiada homologada pelo Suprem Tribunal Federal, membros da base aliada chegaram a declarar publicamente que iriam paralisar a apreciação das reformas propostas pelo governo.

“Não há o menor clima para aprovar uma proposta como essa, que vai aumentar a precarização do mercado de trabalho brasileiro e desempregar ainda mais. Temos de deixar claro que não é a legislação trabalhista que dificulta a retomada do crescimento. O argumento que aumentaria o emprego é pífio”, afirmou.

Se ainda lhe restar alguma dignidade, que renuncie imediatamente, diz Humberto sobre Temer

Segundo Humberto, só será possível que o país cresça e volte a gerar emprego e desenvolvimento caso Temer saia imediatamente. Foto: Roberto Stuckert Filho

Segundo Humberto, só será possível que o país cresça e volte a gerar emprego e desenvolvimento caso Temer saia imediatamente. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

Defensor da realização de eleições diretas ainda este ano para reverter a imensa crise de legitimidade que o país está mergulhado, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou, nesta terça-feira (23), que o presidente não eleito Michel Temer (PMDB), envolvido numa avalanche de denúncias de corrupção, tem de tomar “semancol” e sair do cargo para o bem do Brasil.

Segundo Humberto, só será possível que o país cresça e volte a gerar emprego e desenvolvimento caso Temer saia imediatamente. “O povo brasileiro tem o direito de escolher o seu destino. Isso ocorrerá apenas se o presidente tomar um comprimido de ‘semancol’ e sair do cargo que ocupa ilegitimamente”, afirmou.

Para o senador, se restar a Temer um resquício de dignidade, ele deve o mais rapidamente possível largar a cadeira do Palácio do Planalto e não tornar o Brasil refém dele, de sua insistência em permanecer fazendo o mal à população brasileira.

“A oposição quer que o país retome os trilhos do crescimento e deseja um governo legítimo, que não faça o jogo do empresariado. Não queremos, jamais, prejudicar o país.”

Para além da enxurrada de crimes imputados pelo Ministério Público ao presidente e aos demais membros do governo, Humberto lembra que não é possível pedir a Temer que faça alguma coisa pelo Brasil agora, porque em todo o período de sua gestão ele não fez absolutamente nada de positivo ao país.

“Não tivemos absolutamente nenhum momento melhor. Tudo foi muito ruim nesse período. Pensávamos estar no fundo do poço, mas a semana passada chegou com as novas revelações que colocam um fim a esse governo”, comentou.

O senador lembrou que a população não deseja que o Senado e a Câmara dos Deputados elejam um novo presidente da República, por meio de eleições indiretas. Segundo ele, os parlamentares têm de aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permita a realização do pleito direto ainda em 2017.

“O Brasil não tem outra saída se não for pelo voto popular. E não adianta dizer que a PEC demoraria a ser aprovada e isso atrapalharia ainda mais o país, porque iremos levar o mesmo tempo com a realização de eleições indiretas, que precisam da aprovação de uma lei ordinária para regulamentar o assunto”, disse.

O líder da Oposição observou que não há regulamentação sobre que tipo de candidato poderá concorrer no pleito indireto, se terá de ser filiado a algum partido político ou se terá de se desincompatibilizar do cargo público que eventualmente ocupa.

Por fim, Humberto fez um chamamento para que todos venham a Brasília amanhã protestar contra as reformas propostas pelo governo. O movimento, chamado de “Ocupa Brasília”, promete levar milhares de pessoas às ruas da capital federal.

 

Analistas internacionais também preveem queda de Temer, destaca Humberto

 

 Para o líder da Oposição, Humberto Costa, a permanência de Temer no governo gera um ambiente ainda mais instável na economia brasileira e prejudica a imagem do país internacionalmente.  Foto: Roberto Stuckert Filho


Para o líder da Oposição, Humberto Costa, a permanência de Temer no governo gera um ambiente ainda mais instável na economia brasileira e prejudica a imagem do país internacionalmente. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Analistas dos Estados Unidos e da Europa já estão dando como certa a saída do presidente Michel Temer (PMDB) do cargo. Diretor de pesquisa macro da América Latina da Oxford Economics, Marcos Casarin, prevê como inevitável a saída do peemedebista antes do final do seu mandato. Já a consultoria norte-americana de risco político Eurasia avalia que é de 70% a probabilidade de o presidente Michel Temer cair. O percentual é bem acima dos 20% estimados desde dezembro do ano passado.

Para o líder da Oposição, Humberto Costa, a permanência de Temer no governo gera um ambiente ainda mais instável na economia brasileira e prejudica a imagem do país internacionalmente. “Tiraram uma presidente honesta e legitimamente eleita, numa manobra política e chamaram isso de pedalada fiscal. Agora, o que a gente vê é um grande esquema de corrupção, um gigantesco lamaçal político e um presidente sem voto que se segurando nas cordas. Até quando o País vai aceitar isso?”, questionou o senador.

Em gravação feita pelo presidente da JBS, Joesley Batista, e vazada na semana passada, Michel Temer aparece conversando sobre os planos do executivo para obstruir a Operação Lava Jato. Desde então, a pressão sobre o peemedebista tem aumentado e aprofundado a crise política no País. Antigos aliados políticos, inclusive, têm defendido abertamente a renúncia do peemedebista.

Segundo Humberto, apenas as eleições diretas conseguiriam tirar o País da instabilidade política que enfrenta agora e ajudará na retomada da confiança internacional. “A verdade é que o Brasil só conseguirá sair do buraco que cavaram para ele com eleições diretas, com o povo opinando sobre qual o modelo de país que queremos viver. Esta Câmara dos Deputados não tem legitimidade nenhuma para escolher o sucessor deste presidente da República. De uma vez por todas, precisamos dar voz às pessoas e respeitar as urnas”, sentenciou Humberto.

Humberto: “O governo Temer acabou”

Para Humberto, a única saída para a crise é a realização de eleições diretas no País. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, a única saída para a crise é a realização de eleições diretas no País. Foto: Roberto Stuckert Filho

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), classificou as novas denúncias contra o presidente Michel Temer (PMDB) como “alarmantes” e disse que o País vive hoje “a maior crise institucional dos últimos cinquenta anos”. Temer e outros parlamentares, como o senador e presidente do PSDB, Aécio Neves, foram gravados pelo presidente da JBS, Joesley Batista. Nas gravações, Temer aparece conversando com o empresário sobre uma mesada para que o ex-deputado Eduardo Cunha (PDMB-RJ) ficasse em silêncio, na prisão.

Para Humberto, a única saída para a crise é a realização de eleições diretas no País. “Em uma crise como esta, não podem existir meias medias. A única saída é criarmos um mecanismo jurídico para efetivamente convocarmos as eleições gerais para todos os cargos parlamentares, executivos do Brasil e com isso nós conseguirmos ter alguém legitimidade para enfrentar essa crise. O governo Temer esgotou-se, definitivamente. Não vejo nenhuma possibilidade, nenhuma condição politica, moral e até mesmo econômica de este governo continuar”, afirmou Humberto.

O líder da Oposição defendeu, ainda, o diálogo entre diversos setores da sociedade para que o País encontre uma saída legítima para a crise. “Este governo que aí está não tem mais nenhuma condição de continuar e qualquer outra ação que não seja a eleição direta pode agravar ainda mais a situação. Meias medidas representariam apenas mais golpes dentre dos golpes que já foram dados na população. Os líderes de todos os partidos precisam conversar e com ajuda de especialistas vamos encontrar uma saída legal, constitucional para termos eleições diretas. O Brasil não aguenta um presidente escolhido por este Congresso Nacional. É um consenso para todos de que esse governo acabou”, avaliou.

Reforma Trabalhista é tema de debate na Alepe

Um dos mais reconhecidos especialistas no tema em todo o Brasil, o senador Paulo Paim (PT/RS), será o palestrante. Foto: Roberto Stuckert Filho

Um dos mais reconhecidos especialistas no tema em todo o Brasil, o senador Paulo Paim (PT/RS), será o palestrante. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) será palco, nesta quinta-feira (18), às 18 horas, de um grande debate sobre a Reforma Trabalhista que vai reunir lideranças políticas, representantes dos movimentos sociais e sindicalistas. Um dos mais reconhecidos especialistas no tema em todo o Brasil, o senador Paulo Paim (PT/RS), será o palestrante. O evento foi solicitado pela deputada estadual Teresa Leitão (PT), em parceria com o senador Humberto Costa (PT-PE) e será aberto ao público.

Aprovada na Câmara Federal, a Reforma Trabalhista seguiu para avaliação no Senado. Entre os pontos polêmicos do projeto estão a prevalência do acordado sobre o legislado, a permissão do trabalho intermitente, a exclusão do tempo trabalhado durante o transporte para o local de trabalho, a exposição de grávidas a condições insalubres e a fragilização das entidades representativas dos trabalhadores.

Para a deputada Teresa Leitão, o evento vai ajudar a esclarecer pontos do projeto extremamente danosos para a população. “Esta audiência se reveste de grande importância para o momento atual, quando direitos essenciais dos trabalhadores estão sendo retirados. Contar com a presença do senador Paulo Paim como palestrante desta temática certamente nos ajudará a debater a reforma e a reforçar a mobilização da sociedade para barrá-la”, afirmou a parlamentar.

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT) também fez duras críticas à proposta de Michel Temer (PMDB). “O que estão propondo é a revogação da Lei Áurea. Esta é uma reforma cruel, que vai ser extremamente danosa para o trabalhador. E não é por acaso que Temer agora está propondo isto. Ele deu um golpe no País com o apoio dos patos amarelos da Fiesp e agora a elite está cobrando o seu preço. Mas não vamos permitir que a reforma seja aprovada no Senado. Vamos seguir mobilizados e esclarecendo os fatos para população para garantir que o trabalhador não tenha nenhum direito a menos”, afirmou Humberto.

 

Para Humberto, decisão do TRF reconhece excesso do Judiciário contra Lula

 Líder da Oposição denuncia caçada para impedir candidatura do ex-presidente. Foto: Roberto Stuckert Filho

Líder da Oposição denuncia caçada para impedir candidatura do ex-presidente. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Um dia depois do Tribunal Federal Regional da 1ª Região (TRF-1) determinar a imediata reabertura do Instituto Lula, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), saudou a decisão, em discurso no plenário da Casa. Humberto criticou a parcialidade do juiz que havia mandado interditar a entidade e a perseguição política gritante a que o ex-presidente Lula vem sendo submetido.

Para o líder da Oposição, a decisão de fechar a entidade foi tomada na semana passada por um juiz “desvairado” de Brasília, que agiu sem o respaldo até mesmo do Ministério Público.

“Não sei em que ele se baseou. Foi uma decisão da sua própria cabeça, talvez inspirado no juiz Sérgio Moro, e mais uma injustiça contra o presidente Lula. Infelizmente, temos visto magistrados de reputação duvidosa e de engajamento ideológico claro empreendendo uma verdadeira caçada política contra Lula, na tentativa de impedir sua candidatura em 2018”, afirmou.

Para Humberto, a decisão do TRF elimina o que ele chamou de mais um ataque perpetrado contra Lula, que é apenas um no meio de tantos outros que vem diuturnamente sofrendo, com amplo apoio da grande mídia.

Segundo o parlamentar, não basta o Congresso Nacional ter caçado o voto de 54 milhões de brasileiros com a deposição de uma presidenta legitimamente eleita, sem ter cometido qualquer crime. Agora, segundo ele, é necessário se caçar preventivamente o direito de voto de outras tantas dezenas de milhões de eleitores, para evitar que eles se manifestem nas urnas em favor de um homem que mudou este país.

“Mas quem já sobreviveu tantas décadas a todos esses ataques sórdidos e vis, seguramente terá força suficiente para enfrentar mais esses e, como sempre com o apoio do povo, voltar a governar o Brasil para retomar um projeto que transformou a face perversa deste país”, disse.

No discurso, o senador contou se solidarizar com o presidente Lula, com todos os funcionários do Instituto e com todos aqueles – entre eles, muitos países na América Latina, na África, na Ásia – que foram atrás da expertise da instituição para aprender a como combater a fome e a pobreza.

Bagagem
Humberto também participou, nesta quarta-feira (17), de uma audiência pública na Comissão de Transparência do Senado sobre cobrança de bagagem despachada, instituída por meio de resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O presidente da entidade, José Ricardo Botelho, e representantes das companhias aéreas e de órgãos de defesa do consumidor participaram da reunião.

Autor do projeto de decreto legislativo que susta a cobrança imposta pela Anac, aprovado por unanimidade no Senado e que aguarda entrar na pauta da Câmara dos Deputados, o líder da Oposição afirmou que ficou evidente que a medida, já criticada pela OAB, feriu uma série de dispositivos do Código de Defesa do Consumidor.

“Temos de pressionar aquele lacaio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que faz o jogo sujo do governo e das companhias áreas, para enterrar essa medida absolutamente descolada da atual situação econômica do país, do índice de desemprego e da condição de renda da nossa população”, declarou.

Mendonça não apresentou nada porque não fez nada , diz Humberto sobre audiência no Senado

Para Humberto, ministro da Educação só falou dos programas do PT porque não tem nada a mostrar. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, ministro da Educação só falou dos programas do PT porque não tem nada a mostrar. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Autor do requerimento que levou o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), ao Senado nesta terça-feira (16) para explicar o desmonte de programas como o Ciências sem Fronteiras, Fies e ProUni, o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), criticou a postura adotada pelo convidado “de atacar adversários para tentar encobrir a própria escassez de competência”. “Ele realmente não tinha nada no currículo para mostrar aos parlamentares”, disparou o senador.
Além de questionar a “política vulgar e paroquial” adotada pelo ministro, que atacou os governos do PT mais do que falou do próprio trabalho, Humberto afirmou que a ida de uma claque de cargos comissionados e apaniguados para aplaudi-lo na Comissão de Educação do Senado revelou-se um espetáculo vexatório de baixa estatura política.

“Nós queríamos entender o porquê de uma administração tão precária e desastrosa e de tanta negligência com uma área extremamente sensível. Mas, infelizmente, não foi um ministro que sentou à mesa. Foi um papagaio do Palácio do Planalto, foi alguém que veio aqui falar mais do PT e da presidenta Dilma do que de si mesmo”, disse Humberto.

Segundo ele, nada se ouviu de Mendonça Filho sobre o que ele fez neste um ano que está à frente do MEC por uma razão, de acordo com o senador, muito simples e até passível de compreensão: o ministro não falou nada porque não fez nada, porque não tem nada o que mostrar. “Tudo o que ele fez foi engatar uma ré e jogar o Brasil para trás numa área em que nós estávamos indo muito bem”, arrematou.

Para o senador, o ministro da Educação portou-se como se estivesse em cima de um palanque, fazendo ataques à presidenta Dilma e ao PT, sem apresentar nada de novo que tenha construído, ele ou seu chefe, o presidente não eleito Michel Temer (PMDB), a quem ele serve com uma “fidelidade canina”.

“O ministro veio aqui atacar os governos do PT, mas silenciou para o fato de que Lula aumentou, nos seus governos, em 200% o orçamento da educação. Silenciou sobre o crescimento de R$ 50 bilhões para R$ 100 bilhões que a presidenta Dilma promoveu na área até antes de ser golpeada”, disparou.

O líder da Oposição disparou contra os cortes promovidos pelo ministro nos programas do MEC e o contingenciamento orçamentário de mais de 80% imposto na pasta. “Ele está metendo um garrote que estrangula cada vez mais o setor em uma época de crise como a que estamos vivendo, crise da qual eles são a origem”, finalizou.

No embate travado entre Humberto e Mendonça, o parlamentar ainda perguntou ao ministro qual a posição dele sobre a reforma da Previdência em relação aos professores, que serão atingidos pelas mudanças propostas pelo governo. Mas ele não respondeu ao questionamento.

Página 1 de 29012345...102030...Última »