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Ida de Bolsonaro aos EUA deixa o Brasil em posição vexatória e subserviente, critica Humberto

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Marcada pela entrega do Brasil sem qualquer contrapartida e repleta de declarações controversas – até mesmo contra brasileiros –, a viagem de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos se tornou, na avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), uma vergonha mundial que colocou o Brasil numa posição subserviente e faz lembrar o complexo de vira-lata, cunhado por Nelson Rodrigues.
Para o senador, a passagem do presidente pelos EUA está se mostrando lamentável sob todos os aspectos, principalmente pela fácil entrega do patrimônio do Brasil aos americanos, como a base militar de Alcântara e a isenção do visto para que venham para cá, sem qualquer reciprocidade.
“Depois de falarem tanta besteira e que adoram jeans, Coca-Cola e a Disneylândia, Bolsonaro e sua equipe deveriam passar em Orlando para bater uma selfie com o Pateta, porque essa viagem e as declarações deles são uma vergonha ao Brasil”, declarou.
O senador disse que Bolsonaro foi até a maior potência mundial levando um Brasil apequenado no bolso, subserviente, com base numa política externa errática e tresloucada, que anda a reboque da política americana. Segundo Humberto, o presidente não tem a menor compreensão do papel que o Brasil tem no mundo.
“Eles ganharam a nossa base e a isenção no visto, mas não nos deram nada, a não ser um bonezinho de Trump de 2022. Isso realmente nos deixa em situação vexatória perante o mundo”, disse.
Humberto lembrou que Bolsonaro começou a viagem agredindo os próprios brasileiros que moram ilegalmente nos EUA – e são perseguidos. O capitão reformado disse que “a grande maioria dos imigrantes em potencial não tem boas intenções nem quer o melhor ou fazer bem ao povo americano”. “Que declaração contra os seus compatriotas”, comentou.
O parlamentar também questionou duramente a visita que Bolsonaro e sua comitiva fizeram à CIA, agência central de inteligência americana. De acordo com ele, a ida envergonha não só o Brasil e a cidadania brasileira como também a democracia e a América Latina.
“O presidente foi até a agência que espiona o Brasil há décadas e foi responsável pela ditadura mais sanguinária da América Latina, que foi a de Pinochet, no Chile. É algo profundamente lamentável. E só soubemos dessa visita da comitiva graças à empolgação do filho de Bolsonaro, que posta tudo. Seria uma agenda secreta. Inacreditável!”, disparou.

 

 

 

Injusta e prejudicial aos mais pobres, Reforma da Previdência perdeu velocidade no Congresso, analisa Humberto

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Os descompassos, erros de agenda legislativa e falta de coordenação política do governo fizeram a proposta de Reforma da Previdência enviada ao Congresso por Bolsonaro perder velocidade. A avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), é de que a injustiça do projeto com os mais pobres e a posição contrária dos governadores do Nordeste ao teor da proposta também vão levar o projeto a naufragar ainda na Câmara dos Deputados.
“Do jeito que está, isso não passa. É inaceitável o que querem fazer aos mais pobres, estabelecendo menos da metade de um mínimo para os idosos com 60 anos, o que querem fazer aos trabalhadores rurais, às mulheres, aos professores”, afirma Humberto. Segundo o líder do PT, a proposta de Bolsonaro leva, os mais pobres a trabalharem, em média, cerca de 11 anos a mais que do trabalhadores de classe média, que começam as atividades mais tarde, por exemplo.
“Os mais pobres, normalmente, começam a trabalhar mais cedo, muitas vezes em empregos que demandam mais, inclusive fisicamente. Mas vão ter de cumprir um tempo excessivo de idade e contribuição para receberem a integralidade do benefício ao fim da vida. Isso leva os mais pobres a trabalharem 30% mais do que um trabalhador da classe média”, afirmou o senador.
De acordo com o projeto, o trabalhador precisará contribuir por 40 anos para ter direito à aposentadoria integral, além de ter que cumprir a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. “A Reforma da Previdência é um projeto cheio de distorções, que aprofunda as desigualdades já existentes no país e que foi produzido sem qualquer diálogo com a sociedade”, disse Humberto.
Para o senador, a proposta encontra muita resistência no Congresso Nacional. “O governo não terá vida fácil com essa proposta. Até mesmo dentro de sua base, há parlamentares contrários à medida. A sociedade civil também já está começando a se mobilizar para derrubar essa reforma. Não vamos permitir que esse retrocesso seja aprovado no Congresso. Estamos unindo forças e vamos seguir na luta.”

Decisão do STF de investigar rede suja das fake news é positiva, apesar de tardia, diz Humberto

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou, nesta sexta-feira (15), que viu com bons olhos a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de abrir inquérito para apurar notícias falsas (fake news) que tenham a Corte como alvo. Para o senador, apesar de tardia, a investigação poderá mostrar que os que atacam os ministros da Suprema Corte e destroem as suas reputações devem ser os mesmos difusores de mentiras nas redes sociais que ofendem jornalistas, o PT e o ex-presidente Lula.
“Todos nós acompanhamos claramente o que aconteceu nas eleições. Uma grande estrutura foi montada, usando tecnologia de ponta, ilegalmente financiada por empresários de extrema direita, para produzir a maior campanha de notícias falsas da história do país, que definiu a eleição não só para presidente da República, como também para governadores, senadores e deputados”, declarou.
O parlamentar ressaltou que o PT já havia recorrido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois que a Folha de S.Paulo, no 2º turno do pleito, provou que empresários financiaram ilegalmente grupos de WhatsApp para veicular mentiras e ataques violentos ao candidato do PT, Fernando Haddad. Ele lamentou que o TSE ainda não tenha tomado qualquer medida em relação às representações.
“O fato é gravíssimo e, por si só, seria motivo suficiente para a cassação da chapa que ganhou a disputa. Ainda esperamos uma resposta da Justiça Eleitoral sobre essa usina de mentiras criada por Bolsonaro e aliados”, disse.
Humberto lembrou que, durante o pleito, divulgaram exaustivamente a mentira do kit gay, que teria sido criado por Haddad, inclusive com a difusão de uma mamadeira que simulava um pênis, com a informação de que foi distribuída a crianças em creches.
“Na campanha, mostraram até uma foto de Haddad dirigindo uma Ferrari, dizendo que ele era milionário. Ele andou no carro a convite da Ferrari como prefeito de São Paulo. Chegaram ao cúmulo, na véspera da eleição, de espalhar que Haddad teria estuprado uma menina de 12 anos. Foram esses os discursos que ganharam a eleição e influenciaram pessoas de boa fé a votar em Bolsonaro. Assim, essa tragédia está há mais de dois meses governando o país”, disparou.
Para o senador, o governo só tem propostas para destruir e acabar com reputações, e promove linchamentos digitais. Ele reiterou que o próprio presidente da República vai ao Twitter atacar jornalistas pessoalmente, que passam a ser vítimas nas redes, com ameaças de morte.
“Essa é a política de comunicação do governo. O próprio presidente da República é o maior divulgador de fake news do país. Por isso, essa decisão do STF de investigar essa rede vem tarde, mas ainda em boa hora. Agora. Esperamos que o STF identifique também quem paga e quem estimula a produção e difusão de fake news”, comentou.
Humberto avalia que a ditadura da internet no país, instalada principalmente por Bolsonaro e seus aliados, tem de acabar. “A torcida é para que o STF vá a fundo e identifique esses assassinos de reputações, esses indivíduos que usam como argumento a liberdade de expressão para caluniar e difamar”, concluiu.

Humberto acusa Ministério da Saúde de mentir sobre Samu e pasta retira informação do ar

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Ex-ministro da Saúde do governo Lula, o atual líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), identificou, nessa quinta-feira (14), que o Ministério da Saúde publicou nas suas redes oficiais, na noite de ontem, informações falsas sobre a data de criação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-192). Ele denunciou a disseminação de fake news em post publicado no Twitter, em resposta ao próprio ministério, e, na sequência, a pasta retirou o conteúdo do ar.
O Ministério da Saúde havia divulgado, no seu Instagram e no próprio Twitter, que o Samu foi criado em 1995. Humberto, que foi ministro da Saúde entre 2003 e 2005, ressaltou que, na verdade, o serviço que hoje atende mais de 163 milhões de brasileiros em cerca de 3,4 mil municípios foi implementado no país por meio de uma portaria assinada por ele em 2003.
“O Ministério da Saúde espalhou uma notícia falsa para todo o Brasil. Que mentira sem tamanho! O Samu foi criado pelo presidente Lula e por mim, que era seu ministro. Estamos diante de um governo, realmente, que só vive de fake news. Um governo estelionatário que falseia tudo e nega a história”, afirmou. Após a contestação de Humberto nas próprias redes da Saúde, a pasta tirou a postagem do ar.
O parlamentar reiterou que o Samu é um serviço de referência internacional que atua com inteligência, rapidez e eficiência. Ele explicou que as ambulâncias são distribuídas estrategicamente, de modo a otimizar o tempo-resposta entre os chamados da população e o encaminhamento aos serviços hospitalares de referência.
“De todos os projetos que ajudei a criar na minha vida pública, o Samu é um dos que mais me orgulha porque diariamente ele é responsável por salvar vidas de milhares de pessoas nos mais diferentes cantos do país. É ele que chega primeiro quando acontece um acidente ou alguém precisa de atendimento médico de urgência”, observou.

Ódio disseminado por Bolsonaro alimenta tragédias como a de Suzano, diz Humberto

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No dia em que se completa um ano da execução de Marielle Franco e Anderson Gomes e o Brasil se vê em luto por outra tragédia nacional, a de Suzano (SP), o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou que o ódio disseminado por Bolsonaro alimenta uma onda de intolerância e violência inédita no país.
Segundo o parlamentar, a escalada de matanças é produto de uma sociedade doente, em que o diálogo, o embate de ideias e os fatos estão cedendo espaço a mentiras e perseguições. Ele acredita que todo esse ambiente pernicioso no Brasil vem sendo intensificado nos últimos meses, com a entusiasmada militância do presidente da República.
“Não tem como nós não enxergamos nos dois jovens responsáveis pela barbárie em Suzano, um deles, pelo menos, defensor e apoiador de Bolsonaro nas redes sociais, as digitais do discurso de ódio propagado permanentemente pelo capitão reformado não só no período de campanha, mas também no exercício do cargo para o qual foi eleito. O presidente e os que agem como ele influenciam autores de tragédias como essa”, avalia.
Humberto ressaltou que não é segredo para ninguém que toda a vida de Bolsonaro foi pautada pelo discurso da truculência, ataque ao outro, desqualificação alheia e defesa da tortura. E que tudo isso foi potencializado na campanha, em que o ódio aos adversários, em especial ao PT, “foi disseminado criminosamente”.
“Ele criou um personagem associado a um justiceiro. Vendeu aos brasileiros a imagem de que iria resolver os problemas da violência no país na base da bala, na prisão indiscriminada de desafetos, na lei do olho por olho, dente por dente, na supressão do direito de minorias, na eliminação de desafetos. E assegurou que todos iriam poder resolver suas desavenças do mesmo jeito”, observou.
O senador lembrou que foi Bolsonaro que disse, como candidato, que iria exilar ou mandar prender seus opositores e insuflou seus eleitores a “fuzilar a petralhada”, usando objetos nos comícios para simular fuzis e consagrando o gesto de se fazer uma arma com a mão, inclusive em crianças.
Para o líder do PT, as milícias são um exemplo bem-acabado do poder paralelo que existe no Brasil e que estão absolutamente fora de controle em lugares como o Rio de Janeiro, onde seus membros recebem honrarias e homenagens do Poder Público.
Humberto crê que é absolutamente inaceitável, vivendo num cenário de guerra como o registrado no Brasil, abrir as portas para que o país receba uma enxurrada de armamentos que acabem ficando à mão das nossas crianças e jovens, como os que ontem praticaram os homicídios em Suzano.
“O Estado sobe o morro para revistar favelas. Esculacha com pobres e negros. Vai a escolas revistar bolsas de crianças à procura de arma. Mas é incapaz de descobrir que um vizinho do presidente é matador de aluguel e tem 117 fuzis sob sua posse. Como pode o Estado fazer face ao crime e à violência?”, declarou.
O senador finalizou dizendo que não é um decreto de Bolsanaro que amplia a posse de armas e um pacote anticrime fantasioso que irão resolver os problemas do país. De acordo com o parlamentar, são ações substantivas e consistentes que irão oferecer soluções mais duradouras e efetivas no combate a essa chaga social que ceifa tantas vidas e faz sangrar tantas famílias todos os dias no Brasil.

 

Em meio a toda barbárie que o país vive, governo se preocupa em liberar mais armas, diz Humberto

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O sentimento do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), de que o país está metido num atoleiro desde que Bolsonaro tomou posse como presidente se intensificou nesta quarta-feira (13). Segundo ele, os escândalos e a paralisia geral tendem a agravar a forma absolutamente atabalhoada com que o Planalto toca o Brasil e as suas relações com o Congresso Nacional.

 

 

“O que se vê é uma enorme falta de competência para a formatação de uma pauta prioritária que ofereça soluções aos graves e urgentes problemas brasileiros, como a estagnação econômica, desemprego, avanço da pobreza e desmantelamento de políticas sociais estruturantes à população”, resumiu.

 

 

Humberto ressaltou que, num cenário em que 13 milhões de pessoas estão formalmente sem emprego, um dos primeiros atos do presidente da República foi um decreto pelo qual permitiu, “em afronta à legislação”, que o cidadão possa ter a posse de quatro armas de fogo.

 

 

Ele lamentou a tragédia em Suzano, na Grande São Paulo, que resultou em pelo menos dez mortes em uma escola na manhã desta quarta, e ressaltou que Bolsonaro defende que o Brasil seja inundado por mais armas sob o argumento de que é preciso garantir a segurança do chamado “cidadão de bem”.

 

“Nós estamos vivendo no Brasil um processo acelerado para a constituição de uma sociedade armada, o que não guarda qualquer relação com a índole e com a tradição do povo brasileiro”, comentou.

 

 

O senador lembrou que as principais medidas encaminhadas pelo Palácio do Planalto ao Congresso ou destroem direitos do povo ou tratam de absurdos. Ele citou o projeto que autorizou funcionários subalternos da administração federal a classificar o acesso a documentos, impedindo a consulta pública por décadas (já barrado pela própria base aliada), e o “midiático pacote anticrime” de Sergio Moro, que oficializa a licença para matar.

 

 

“E ainda temos a reforma da Previdência, que violenta a própria dignidade humana, que cobra dos mais pobres a fatura de um torto ajuste que se quer fazer, estabelecendo em apenas R$ 400 por mês, menos da metade de um salário mínimo, o Benefício de Prestação Continuada dos idosos”, criticou.

 

 

O parlamentar acredita que o governo tem de se encontrar para governar e melhorar a vida dos brasileiros, estabelecendo uma pauta robusta com o Legislativo à altura dos desafios do país. “Não é com bravatas, que mais atrapalham do que ajudam o Brasil a sair da imensa crise em que se encontra”, disse.

 

 

O líder do PT observou que todos sentem na pele esse desgoverno generalizado, principalmente o Nordeste, que, durante os períodos de Lula e Dilma, foi uma locomotiva brasileira, crescendo mais que a média nacional. Atualmente, a região tem um PIB que chega apenas à metade do PIB do país.

 

Mudanças das regras da contribuição sindical previstas por Bolsonaro prejudicam trabalhadores, diz Humberto

 

Recém-chegada ao Congresso Nacional, a Medida Provisória (MP) nº 873/19, que proíbe o desconto em folha das contribuições sindicais, tem como objetivo dificultar ao máximo a organização das entidades que representam os trabalhadores e impedir a liberdade dos sindicatos. Esta é a avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), sobre a iniciativa da equipe econômica do governo Bolsonaro.
Segundo o parlamentar, a medida afronta os trabalhadores, é inconstitucional e será derrubada no Supremo Tribunal Federal (STF), onde já há algumas ações contra a MP ingressadas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Confederação Nacional das Carreiras Típicas de Estado (Conacate) e Federação de Sindicatos dos Professores de Instituições Federais de Ensino (Proifes).
O senador ressaltou que, nessa terça-feira (12), se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e com várias centrais sindicais para tratar da medida provisória.
“Ontem, estivemos na presidência da Casa com os representantes das centrais para impedir essas mudanças nas regras da contribuição sindical, que restringem a liberdade dos sindicatos. Estamos diante de mais um ato inconstitucional de Bolsonaro contra os trabalhadores, que vamos derrubar no STF”, afirmou.
Para Humberto, as entidades sindicais terão severamente dificultado o recolhimento das contribuições que provêm seu sustento e o financiamento de suas atividades, prejudicando todos os trabalhadores brasileiros.
“A repercussão será instantânea em razão da imediata produção de efeitos da norma, afetando os recursos para a manutenção das entidades no próximo mês, o que por sua vez comprometerá o pagamento de inúmeras obrigações de naturezas diversas, inclusive as remunerações de milhares de trabalhadores dessas instituições”, disse.
Assim como a OAB, o líder do PT destaca que os formas de financiamento dos sindicatos estão previstas na Constituição, e tais “direitos” não podem ser confundidos com “privilégios”.
Segundo ele, se a atuação dos sindicatos representa, em análise última, uma garantia adicional ao respeito dos direitos sociais dos trabalhadores, evidente que os entes se revestem da condição de entidades privadas de interesse social.

Acordo bilionário da Lava Jato é inadmissível e tem de ser anulado, diz Humberto

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Um dos autores da ação ingressada no Tribunal de Contas da União (TCU) que pede a anulação do acordo bilionário celebrado pelos procuradores da Lava Jato com a Petrobras, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), avalia que os recursos recuperados devem ser geridos pela União e não pelos integrantes do Ministério Público Federal (MPF).
De acordo com o senador, a medida proposta pelos responsáveis pela operação é inconstitucional. Os integrantes do MPF firmaram, em janeiro deste ano, acordo com a estatal, que resultou no depósito de R$ 2,5 bilhões em juízo. Após a celebração do acordo, a Força Tarefa da Lava Jato anunciou a criação de uma fundação de direito privado para fazer a gestão dos recursos.
Porém, nessa terça-feira (12), depois de críticas de diversos setores, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal que anule o acordo. Mas, aparentemente, os signatários do acordo não querem abrir mão do dinheiro, que seria usado para promover “cursos e campanhas em defesa da ética e da moralidade” e no “combate à corrupção”.
Para Humberto, os membros do MPF não submeteram o acordo ao TCU e tampouco à Comissão de Valores Mobiliário (CVM) e usurpam funções tanto do Poder Executivo (eximindo de tributação qualquer valor, além burlar qualquer responsabilidade em razão da competência da autoridade central para celebração de acordos internacionais) quanto do poder Judiciário, ao homologar acordo sem ter competência para tal.
“Além disso, atropelaram o Legislativo, ao deliberar, para além do que prevê a lei, acerca da destinação dos valores em questão. Não é possível pegar dinheiro público para instituir uma fundação, não se sabe dirigida por quem, nem para qual finalidade, nem, inclusive, se tem uma conotação de tentar promover pessoas a futuros projetos eleitorais”, disparou.
O parlamentar questionou, ainda, os colegas no plenário do Senado sobre o que acham desse tipo de utilização do recurso público feito a partir de um acordo questionável na Justiça e, ao mesmo tempo, desrespeitando duas decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal.
Ele explicou que a Corte já determinou que recursos de ressarcimento ou de compensação por crimes não podem ser apropriados privadamente por ninguém, como é o caso. “Os recursos não devem ser administrados por determinados segmentos que não sejam o próprio orçamento público do nosso país”, comentou.
Os R$ 2,5 bilhões do fundo correspondem a 80% das penalidades definidas no acordo celebrado pela Petrobras com autoridades dos Estados Unidos, divulgado em setembro de 2018. A pedido do MPF do Paraná, a juíza federal Gabriela Hardt  homologou o acordo, que previa que metade da cifra fosse destinada a um fundo patrimonial (endowment), cuja gestão será feita por uma fundação independente, ainda em fase de criação

Bolsonaro tem de explicar fotos ao lado de assassinos de Marielle, cobra Humberto

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Passados 70 dias de governo Bolsonaro, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou que o Brasil está absolutamente estupefato com a sequência de escândalos sem fim patrocinados pela gestão do capitão reformado. Para Humberto, todos os dias, desde que “essa turma de lunáticos” subiu a rampa do Planalto, há um incêndio novo consumindo o país.
“O desemprego sobe, o Produto Interno Bruto cai, a participação da indústria no PIB é a menor desde 1947, os direitos sociais são terrivelmente rasgados e, a despeito de tudo isso, o presidente usa suas redes oficiais ora para fingir que governa, ora para gerar crises com suas postagens”, resumiu.
Segundo o senador, o Brasil em 2019 está marcado por retrocessos, declarações estapafúrdias, um vai-e-volta sem fim em decisões de governo, medidas absurdas, escândalos envolvendo laranjas e milícias e projetos extremamente danosos. Ele declarou que o povo assiste a tudo isso incrédulo e sem perspectiva.
O parlamentar não entende como alguém tão despreparado e desqualificado, que ataca uma jornalista pelas suas redes, com base em mentiras, é absolutamente alheio ao fato de ser vizinho de condomínio de um assassino de alta periculosidade, acusado pela execução de Marielle Franco e Anderson Gomes, cuja filha namorou um dos filhos do presidente.
“É muita coincidência para um caso só. O envolvimento da família Bolsonaro com a milícia é muito antigo. Agora, nós queremos saber quem são, verdadeiramente, os mandantes por trás desse crime horrendo. E o presidente da República, aliás, pode contribuir muito com toda a clareza desse processo, se expressar seu repúdio a esse bárbaro crime e aos assassinos ao lado dos quais aparecem em fotos que circulam na Internet”, disparou.
Humberto ressaltou que o caos promovido pela atual gestão atinge as principais áreas do governo e não há qualquer perspectiva de melhora. “Há muito o que fazer. O Brasil está à espera. Bolsonaro precisa desligar o computador, largar o celular, arregaçar as mangas e governar. Porque, até agora, além de escândalos e patacoadas por redes sociais, nada se viu dessa sua gestão pífia e inepta”, criticou.
O líder do PT lembrou que os principais ministérios do governo sofrem com sucessivos problemas sem solução. O Ministério das Relações Exteriores, citou, virou uma chacota internacional, em que o ministro já é reconhecido por pesquisadores e estudiosos como o pior chanceler do mundo. “É um sujeito que tem trabalhado para obedecer servilmente ao governo dos Estados Unidos”, resumiu.
Já o Ministério do Meio Ambiente, observou, varreu 21 dos 27 superintendentes regionais do Ibama, desmantelando o órgão e flexibilizando licenças ambientais para avançar o desmatamento ilegal. “O ministro condenado por improbidade administrativa manteve o superintendente do Rio, o mesmo que anulou uma multa ambiental aplicada a Bolsonaro por infração”, disse.
O Ministério da Educação, por sua vez, está conflagrado. De acordo com o líder do PT, o ministro Ricardo Vélez – que já chamou brasileiro de bandido e determinou que crianças fossem filmadas sem autorização em ambiente escolar depois da declamação do lema de campanha do presidente – é um refém do seu mentor, o terraplanista Olavo de Carvalho.
“No Ministério da Justiça e da Segurança Pública, outra situação embaraçosa. O superministro Sergio Moro virou uma figura microscópica. Todos os seus poderes têm sido mitigados. A gestão, até agora, é marcada por incontáveis recuos, todos eles determinados por Bolsonaro, após reação da matilha hidrófoba que o rodeia”, cravou.
No fim do discurso, Humberto perguntou, diante de todas as bobagens cometidas por Bolsonaro, até quando os militares aguentarão isso. “Até quando vão seguir jogando a credibilidade das Forças Armadas no mesmo esgoto por onde transita essa gente?”

Para Humberto, proposta de desvinculação total do Orçamento formulada pelo governo Bolsonaro é um desastre

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), criticou a proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, de desvinculação total do Orçamento Geral da União, para a qual o governo Bolsonaro quer tramitação paralela com a Reforma da Previdência. Segundo o senador, a medida ameaça diretamente áreas como a saúde e a educação, que possuem determinado um valor mínimo de aplicação de recursos.

 

 

“Isso é um desastre. Hoje, a gente sabe que os recursos já são insuficientes. Imagine como vão ficar essas áreas se um governante não aplicar essa fatia mínima? Vai haver um grande colapso.  É algo que não podemos permitir”, afirmou o senador.

 

 

Para ele, o presidente Jair Bolsonaro tem demonstrado diariamente sua total incapacidade de governar ao apresentar propostas que inviabilizam direitos básicos da população, bem como serviços públicos. “Mesmo eu, que sempre fui pessimista quanto ao governo de Bolsonaro, porque já conhecia a sua incapacidade desde os tempos em que fui deputado federal, não imaginava um início de governo tão ruim como esse. Eu nunca vi um governo com menos de 90 dias fazer tanta bobagem ao mesmo tempo”, afirmou Humberto.

 

 

Segundo o senador, o governo não tem conseguido criar nenhuma agenda positiva nesses primeiros dois meses de atuação. “Não existe nenhuma proposta para beneficiar a população, para gerar empregos, renda, melhorar a saúde e a educação. Pelo contrário, tudo que Bolsonaro faz é trabalhar para destruir. Há uma falta total de compromisso com políticas públicas e sociais”, afirmou o senador.

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