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Precisamos de união contra os retrocessos de Bolsonaro, afirma Humberto no Araripe

 Humberto foi o senador mais votado em todos os municípios do Sertão do Araripe e aproveitou a plenária para reafirmar o sentimento de indignação com o fim do programa Mais Médicos. Foto: Asscom HC


Humberto foi o senador mais votado em todos os municípios do Sertão do Araripe e aproveitou a plenária para reafirmar o sentimento de indignação com o fim do programa Mais Médicos. Foto: Asscom HC

 

União dos brasileiros contra as medidas retrógradas anunciadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro e pelo fortalecimento da democracia. Esse foi o pedido do líder da Oposição a Temer no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que, no sábado(17), participou de uma plenária na Câmara Municipal de Ouricuri com prefeitos, vereadores e outros líderes do Sertão do Araripe.

“Bolsonaro ainda não assumiu e já está trazendo retrocessos para o povo. Nós precisamos de muita união nesse momento para que possamos nos ajudar. Meu mandato será uma trincheira de resistência e vocês sabem que podem contar sempre comigo, assim como eu pude contar com vocês na minha grande votação aqui no Araripe”, disse Humberto.

Humberto foi o senador mais votado em todos os municípios do Sertão do Araripe e aproveitou a plenária para reafirmar o sentimento de indignação com o fim do programa Mais Médicos.

“Bolsonaro conseguiu acabar com um programa que, só aqui em Pernambuco, respondia pela atenção básica a 125 municípios, beneficiando mais de um milhão de pernambucanos. Muitas cidades, aqui do Araripe, contavam com 70% ou até mais do seu quadro de médicos com profissionais de Cuba. E agora? Vamos ficar sem essa atenção? Será que o presidente eleito sabe disso? É neste aspecto que vamos precisar, mais do que nunca, de união e luta”, alertou o senador.

O prefeito de Moreilândia, Eri (PSDB), agradeceu a presença de Humberto em Ouricuri. “É muito importante essa vinda de Humberto aqui, nós ficamos gratos. O senador vai ser a nossa voz em Brasília”, pontuou o prefeito. Enquanto o chefe do Executivo de Parnamirim, Tácio Pontes (PSB), falou do empenho do município para eleger o senador: “Nós fomos para as ruas levantando a bandeira de Humberto e ele foi o mais votado de Parnamirim. O povo está com o senador e vamos estar juntos e preparados para o que vem por aí nesses 4 anos”.

Já o prefeito de Trindade, Everton Costa (PSB), destacou a importância dessa unidade para defender os interesses dos nordestinos. “Nós não podemos aceitar menos direitos, menos médicos”. ele agradeceu ao senador “pelo empenho pelo Araripe e por todo o estado de Pernambuco”.

No domingo (18), Humberto foi até o Sítio do Ingá, distrito de Serrita, acompanhado pelo vice-prefeito do município, Tadeu Sá (PT), entregar um trator e equipamentos vindos de uma emenda parlamentar do senador (foto). “Esse trator vai ajudar demais a vida dos moradores aqui da região. Ele vem equipado com uma caçamba e um equipamento de aração. Os benefícios virão, desde o processo de plantio até na comercialização e transporte dos produtos”, justificou Humberto.

O vice-prefeito de Serrita, Tadeu Sá (PT), falou sobre a importância do equipamento. “Todas as famílias poderão utilizar o trator nas suas terras, o equipamento é do povo de Serrita. Humberto nunca faltou com o nosso município e essa entrega veio em um ótimo momento”, afirmou o prefeito.

Pernambuco perde quase 500 profissionais cubanos do Mais Médicos, lamenta Humberto

O Nordeste será uma das regiões brasileiras mais atingidas com a saída dos profissionais de Cuba.

O Nordeste será uma das regiões brasileiras mais atingidas com a saída dos profissionais de Cuba.

 

O Nordeste será uma das regiões brasileiras mais atingidas com a saída dos profissionais de Cuba. Eles estão deixando o programa Mais Médicos, após as declarações “ameaçadoras” do presidente eleito Jair Bolsonaro, que, durante a campanha eleitoral, afirmou que expulsaria os médicos cubanos com base na prova do Revalida.
“Só aqui em Pernambuco, perderemos exatamente 414 profissionais que atuavam em 123 municípios, inclusive nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que são cobertos exclusivamente pelos médicos cubanos”, lamentou o líder da Oposição a Temer no Senado, Humberto Costa (PT).
O parlamentar afirmou que quase 35 mil indígenas ficarão sem atendimento médico. “São 12 etnias, entre elas os Pankararus, Trukás e Fulni-ô, que ficarão à margem de qualquer tipo de serviço de saúde. É muita maldade com um povo com quem temos dívidas históricas e que não merecia passar por isso. Pela primeira vez após a criação do Mais Médicos, milhares desses índios tiveram acesso a um profissional de medicina”, lastimou o senador.
Segundo a Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE), a saída dos médicos cubanos causará um impacto em 1,6 milhão de pernambucanos, especialmente do sertão do estado. Ao todo, são 57 municípios sertanejos, sendo 46 atendidos pelo Mais Médicos e quase todos contando com profissionais de Cuba.
“Temos cidades de Pernambuco que contam quase que exclusivamente com médicos cubanos e que ficarão completamente sem assistência médica. Isso sem falar da excelência no atendimento que esses profissionais atuam nos locais mais carentes visitando os acamados e também fortalecendo a parte de prevenção”, lembrou Humberto.
Quando se fala em números, apenas dos médicos cubanos, está se falando em 594 mil pessoas cobertas pelos profissionais que realizam uma média de 350 atendimentos por mês. Serão, no mínimo, 50 mil consultas que Pernambuco perderá por mês com a saída dos cubanos.
“É de uma irresponsabilidade sem tamanho o que Bolsonaro provocou. O Mais Médicos, principalmente com a participação dos profissionais cubanos, mostrou ser um sucesso desde que foi criado em 2013 pela presidenta Dilma Rousseff”, alegou o senador.
Ao todo, são 18.240 profissionais em mais de 4 mil municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Desse quantitativo, mais de 8.500 são médicos cubanos. O programa atende a cerca de 63 milhões de brasileiros, de acordo com o Ministério da Saúde. Levantamento do governo divulgado em 2016 apontou que o Mais Médicos é responsável por 48% das equipes de Atenção Básica em municípios com até 10 mil habitantes. E em 1.100 municípios atendido pelo programa, o Mais Médicos representava 100% da cobertura de Atenção Básica.

Bolsonaro cometeu estelionato eleitoral ao omitir que quer reforma da Previdência, acusa Humberto

 Para o líder da Oposição, os eleitores não foram informados pelo então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro da intenção de aprovar mudanças na reforma da Previdência propostas pelo atual governo.


Para o líder da Oposição, os eleitores não foram informados pelo então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro da intenção de aprovar mudanças na reforma da Previdência propostas pelo atual governo.

O plano do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), de aprovar a reforma da Previdência ainda este ano configura, na avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), um grande estelionato eleitoral. Segundo o parlamentar, em nenhum momento durante a campanha presidencial, Bolsonaro disse aos brasileiros que queria a aprovação da tão criticada reforma do sistema previdenciário proposta por Temer.

Além disso, o senador afirmou, nesta sexta-feira (16), que tanto Temer quanto o presidente eleito querem, agora, jogar a conta do desiquilíbrio das contas públicas nas costas dos servidores, ao tratarem de adiar reajustes já previstos em lei para 2019 e proporem igualdade de salários de funcionários públicos com trabalhadores do setor privado.

“Como já alertamos diversas vezes: Temer é Bolsonaro e Bolsonaro é Temer. Juntos, eles elegem muitos inimigos em comum para abafar a própria incompetência: os imigrantes, os pobres e, agora, os servidores públicos, a quem resolveram culpar pelos problemas do país”, declarou Humberto.

Reeleito para mais um mandato no Senado, ele disse que vai trabalhar para rejeitar qualquer tentativa de reforma ainda este ano e para que o debate sobre o tema seja realizado intensamente, com toda a sociedade, a partir de 2019. O senador entende que não dá para colocar a conta da crise nos trabalhadores do Estado e do setor privado que irão se aposentar.

“Não permitiremos que esse grande estelionato eleitoral seja realizado. Na campanha, Bolsonaro não disse nada. Agora, quer aprovar a reforma de Temer, aumentando a idade mínima inclusive a trabalhadores rurais e tentando incluir novos modelos de capitalização que deram errado em todos os países do mundo que o fizeram”, disse.

Para o líder da Oposição, os eleitores não foram informados pelo então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro da intenção de aprovar mudanças na reforma da Previdência propostas pelo atual governo. “Isso é um grande estelionato eleitoral. Ele enganou todo o eleitorado”, disparou Humberto.

Veja o vídeo:

Bolsonaro rompe acordo com Cuba e enterra Mais Médicos conforme prometeu, denuncia Humberto

Humberto, que foi o relator da Medida Provisória no Senado que possibilitou a prorrogação do programa por mais três anos, em 2016, afirmou que a ideia de Bolsonaro de expulsar os médicos da nação caribenha é um desastre. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto, que foi o relator da Medida Provisória no Senado que possibilitou a prorrogação do programa por mais três anos, em 2016, afirmou que a ideia de Bolsonaro de expulsar os médicos da nação caribenha é um desastre. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

As reiteradas ameaças de Jair Bolsonaro (PSL) de expulsar do Brasil os profissionais cubanos do Mais Médicos fizeram o governo de Cuba decidir oficialmente, nesta quarta-feira (14), retirar todos os 11 mil profissionais do país. Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que repudiou as posições do presidente eleito e lamentou o prejuízo causado a milhões de brasileiros atendidos pelos médicos de Cuba, Bolsonaro rompeu o acordo internacional ao querer introduzir, unilateralmente, cláusulas não previstas quando da assinatura do convênio entre os dois países.

Humberto, que foi o relator da Medida Provisória no Senado que possibilitou a prorrogação do programa por mais três anos, em 2016, afirmou que a ideia de Bolsonaro de expulsar os médicos da nação caribenha é um desastre.

“Milhões de brasileiros irão perder aquilo que conquistaram há tão pouco tempo. É mais uma demonstração cabal daquilo que estamos vivendo com Bolsonaro, que não tem qualquer preocupação com os mais pobres e os que mais necessitam. Tudo isso vai antecipando o que será o seu governo, com posições extremistas e danosas ao povo”, disparou.

De acordo com o documento divulgado pelo Ministério da Saúde de Cuba nesta quarta, Bolsonaro “desrespeita a dignidade dos cubanos, em tom direto e depreciativo, ameaça a presença de nossas referências médicas e reitera que vai modificar os termos e condições do programa, com desrespeito à Organização Pan Americana da Saúde (Opas) e à Cuba”.

Na avaliação de Humberto, as mudanças anunciadas por Bolsonaro, de impor o exame Revalida aos profissionais de Cuba mesmo depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) já ter autorizado a dispensa da validação de diploma estrangeiro, são inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, em 2013.

O senador ressaltou que os termos do acordo foram ratificados, ainda em 2016, com a renegociação da cooperação entre a Opas e o Ministério da Saúde do Brasil e de cooperação entre a Opas e a pasta cubana.

O líder da Oposição observou que, durante esses cinco anos de trabalho, cerca de 20 mil colaboradores cubanos atenderam mais de 113 milhões brasileiros em mais de 3,6 mil municípios. Os cubanos representaram 80% de todos os médicos participantes do programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história.

O parlamentou afirmou que os médicos cubanos atuaram em locais de extrema pobreza, como favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife, e em 34 distritos especiais indígenas, especialmente na Amazônia. Esse trabalho, segundo Humberto, foi amplamente reconhecido pelos governos federal, estaduais e municipais e pela população, que concedeu 95% de aceitação, segundo estudo encomendado pelo Ministério da Saúde à Universidade Federal de Minas Gerais.

O governo da nação caribenha considerou ser inaceitável Bolsonaro questionar a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores de Cuba que, com o apoio de suas famílias, prestam atualmente serviços em 67 países. “Em 55 anos, 600 mil missões internacionalistas foram realizadas em 164 países, envolvendo mais de 400 mil trabalhadores de saúde, que, em muitos casos, cumpriram essa honrosa tarefa em mais de uma ocasião”, aponta o documento.

O texto ressalta ainda as façanhas da luta contra Ebola na África, cegueira na América Latina e no Caribe, a cólera no Haiti e a participação de 26 brigadas Contingente Internacional de Médicos Especializados em Desastres e grandes epidemias no Paquistão, Indonésia, México, Equador, Peru, Chile e Venezuela, entre outros países.

“Na esmagadora maioria das missões concluídas, as despesas foram assumidas pelo governo cubano. Da mesma forma, em Cuba, 35,6 mil profissionais de saúde de 138 países foram capacitados gratuitamente, como expressão de nossa solidariedade e vocação internacionalista”.

Veja o vídeo:

Reforma trabalhista de Temer estagnou emprego formal e precarizou mercado, critica Humberto

Humberto lembrou que os ministros de Temer diziam que valia a pena fazer as mudanças na CLT porque as medidas gerariam até 6 milhões de novos postos, dois milhões dos quais já nos primeiros dois anos. Mas as estatísticas desmentiram completamente essa previsão. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto lembrou que os ministros de Temer diziam que valia a pena fazer as mudanças na CLT porque as medidas gerariam até 6 milhões de novos postos, dois milhões dos quais já nos primeiros dois anos. Mas as estatísticas desmentiram completamente essa previsão. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Passado um ano de vigência da reforma trabalhista, o líder da Oposição ao governo Temer no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou, nesta quarta-feira (14), que as mudanças nos mais de 100 dispositivos da CLT foram um fiasco e só geraram estagnação do emprego formal, precarizaram as relações de trabalho e lançaram os brasileiros na informalidade.

Para o senador, que também criticou a intenção de Bolsonaro de fundir o Ministério do Trabalho e criar uma carteira de trabalho verde e amarela que vai retirar direitos básicos dos trabalhadores, a reforma trabalhista também produziu uma queda no volume de ações trabalhistas, por medo dos trabalhadores de serem responsabilizados por reclamações que eventualmente levem à Justiça e não tenham condições de oferecer plenas provas.

“De nada serviu essa reforma de Temer a não ser a aprofundar as condições precárias de trabalho e o abismo entre ricos e pobres. E todo esse contexto de terror deve aumentar com a assunção de Bolsonaro, cujo compromisso de governo é com os empresários e não com os trabalhadores”, afirmou.

Humberto lembrou que os ministros de Temer diziam que valia a pena fazer as mudanças na CLT porque as medidas gerariam até 6 milhões de novos postos, dois milhões dos quais já nos primeiros dois anos. Mas as estatísticas desmentiram completamente essa previsão.

Entre novembro de 2017 e setembro deste ano, foram criadas apenas 372,7 mil vagas formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). De acordo com o IBGE, o índice de desemprego era 12% naquele mês do ano passado. Em setembro agora, foi de 11,9%. Ou seja, nada melhorou.

“E o cenário para os próximos anos se mostra sombrio, principalmente porque o presidente eleito defende claramente a retirada de mais direitos. Ele diz que o trabalhador precisa optar entre ter direitos ou ter emprego. Essa é uma equação absolutamente equivocada. No mundo inteiro, as duas coisas caminham concretamente juntas”, observou.

De acordo com o parlamentar, a incorporação do Ministério do Trabalho, que existe há 88 anos, a outra pasta, é um equívoco, assim como a criação da chamada carteira de trabalho verde e amarela, em substituição à atual.

O senador acredita que, em vez de garantir ao trabalhador uma série de direitos – como salário mínimo, hora extra, vale transporte, aviso prévio, seguro-desemprego, repouso semanal remunerado, salário-família, 13º salário, FGTS, licença-maternidade, licença-paternidade, auxílio-doença, adicional noturno e insalubridade e aposentadoria -, a carteira de trabalho verde e amarela de Bolsonaro garantirá apenas três direitos: FGTS, férias remuneradas e 13º salário, também ameaçados de extinção pelo vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão.

“E não adianta atribuir ao PT uma suposta herança maldita para justificar os fracassos que estão por vir. Há dois anos, o país é governado por Michel Temer. Se há uma herança maldita, ela é de Temer”, declarou. O líder da Oposição entende que os movimentos sociais e as centrais sindicais estão atentos aos movimentos do governo eleito contra os trabalhadores e irão lutar por seus direitos, com mobilizações e até greves.

Ao Mercosul, Humberto afirma que despreparo de Bolsonaro gera instabilidade e gafes mundiais

Humberto disse ter a impressão de que o capitão reformado do Exército ainda parece estar em cima do palanque, em plena campanha eleitoral, porque segue com um discurso de ódio à oposição, estimulando a violência psicológica e física na população. Foto: Divulgação

Humberto disse ter a impressão de que o capitão reformado do Exército ainda parece estar em cima do palanque, em plena campanha eleitoral, porque segue com um discurso de ódio à oposição, estimulando a violência psicológica e física na população. Foto: Divulgação

 

Em missão oficial para participar de reunião no Parlamento do Mercosul (Parlasul), em Montevidéu, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), denunciou, nesta segunda-feira (12), o desrespeito e os ataques promovidos pelo presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), e seus familiares e aliados aos que são contrários às ideias deles.

Em discurso no plenário do Parlasul, o senador também chamou a atenção dos colegas parlamentares do maior bloco econômico da América do Sul para o visível despreparo da equipe de transição do novo governo, que já cometeu gafes internacionais com os próprios países do Mercosul, do mundo árabe e com a China.

Humberto disse ter a impressão de que o capitão reformado do Exército ainda parece estar em cima do palanque, em plena campanha eleitoral, porque segue com um discurso de ódio à oposição, estimulando a violência psicológica e física na população.

“Nós desejamos que Bolsonaro não faça o que prometeu durante as eleições, porque, se o fizer, a democracia no Brasil e no hemisfério Sul estará comprometida. Como presidente eleito, ele tem de respeitar os mais de 47 milhões de brasileiros, quase 45% dos eleitores do país, que votaram no candidato do PT no 2º turno”, afirmou.

Para Humberto, não é possível falar em reconciliação no Brasil diante de uma pessoa que segue rejeitando o respeito aos homossexuais, é racista e defende uma pauta contra os direitos humanos, assumindo-se, inclusive, como defensor da tortura e da ditadura sanguinária.

O parlamentar ressaltou que um dos filhos de Bolsonaro, em entrevista publicada hoje na imprensa, disse apoiar o projeto de lei que transforma, na prática, movimentos sociais em organizações terroristas. “Todo esse discurso vem desde a campanha. Na última semana antes da eleição, Bolsonaro gritou que os ‘vermelhos’ no Brasil teriam de ir para o exílio ou para a cadeia”, comentou.

O líder da Oposição avalia que Bolsonaro só chegou à vitória por dois motivos: o impedimento da candidatura de Lula na Justiça e a enxurrada de fake news contra o PT disparada a milhões de brasileiros com dinheiro sujo.

“A eleição no Brasil foi bastante peculiar. Vale lembrar aos senhores e senhoras que o candidato que liderava todas as pesquisas de intenção de voto foi condenado e teve a sua candidatura negada num processo sem prova alguma”, observou.

Humberto fez questão de registrar que o Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas chegou a reconhecer o direito de Lula ser candidato, mas a Suprema Corte brasileira sequer julgou a questão interposta pela defesa do ex-presidente.

Ao Mercosul, Humberto denuncia escalada do autoritarismo no Brasil e pede vigilância internacional

Humberto:  Vivemos um momento político de muito temor por conta de uma pessoa que tem aversão aos direitos humanos.

Humberto: Vivemos um momento político de muito temor por conta de uma pessoa que tem aversão aos direitos humanos.

 

Membro da Comissão de Direitos Humanos do Parlasul, grupo de parlamentares do Mercosul, o líder da Oposição ao governo Temer no Senado, Humberto Costa (PT-PE), denunciou, nesta quinta-feira (8), em Buenos Aires, onde se encontra em missão oficial, que o discurso de ódio do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) contra quem pensa diferente dele já está gerando uma série de violações de direitos humanos no Brasil, principalmente em escolas e universidades.

Para Humberto, as ideias extremistas do capitão reformado, que chegou à Presidência da República do país no último dia 28, atentam contra o Estado democrático de Direito e exigem uma vigilância permanente dos países-membros do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Venezuela).

“Não sabemos o que vai acontecer no Brasil depois da posse de Jair Bolsonaro, um militar que foi deixou o Exército por ter concepções políticas e sociais muito extremas. Agora, temos certeza de que os direitos humanos não serão respeitados. Vivemos um momento político de muito temor por conta de uma pessoa que tem aversão aos direitos humanos”, declarou Humberto.

Ele lembrou aos colegas parlamentares dos outros países que o futuro ministro da fazenda do governo Bolsonaro já declarou que o Mercosul não será prioridade e que Bolsonaro defende abertamente a tortura como método legítimo a ser usado pelo Estado.

“O presidente eleito já afirmou que a ditadura militar no Brasil deveria ter matado 30 mil de pessoas. É um absurdo”, comentou.

Humberto pediu o apoio e a solidariedade dos colegas para que fiquem atentos ao desenrolar dos fatos no Brasil, que já registra casos de violência e intolerância contra homossexuais, negros, indígenas e professores e estudantes.

O líder da Oposição ressaltou que, durante esta semana, o Centro de Filosofia e Ciências Humanas, da Universidade Federal de Pernambuco, registrou um ato repugnante: panfletos apócrifos com ameaças nominais a alunos e professores foram distribuídos no local.

Para o senador, a iniciativa foi uma clara tentativa de criar um clima de terror e intimidação no ambiente universitário. Havia um aviso de que estudantes e docentes considerados de esquerda seriam banidos da UFPE quando Bolsonaro assumisse o governo.

Humberto critica discurso de ódio de Bolsonaro e denuncia perseguição a professores e alunos da UFPE

 

Para Humberto, que fez a denúncia da tribuna do Senado, o ato foi uma clara tentativa de criar um clima de terror e intimidação no ambiente universitário.  Foto: Divulgação

Para Humberto, que fez a denúncia da tribuna do Senado, o ato foi uma clara tentativa de criar um clima de terror e intimidação no ambiente universitário. Foto: Divulgação

 

Preocupado com a onda de ódio e violência crescente em escolas e universidades de todo o país, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), denunciou, nesta quarta-feira (7), a distribuição de um panfleto apócrifo no Centro de Filosofia e Ciências Humanas, da Universidade Federal de Pernambuco, com ameaças nominais a alunos e professores.

Para Humberto, que fez a denúncia da tribuna do Senado, o ato foi uma clara tentativa de criar um clima de terror e intimidação no ambiente universitário. Alunos e professores foram acusados pejorativamente de comunistas, defensores de drogados, gays, feminazi, esquerdistas, entre outras aberrações, com o aviso de que seriam banidos da UFPE quando Bolsonaro assumisse o governo.

Humberto pediu que a Advocacia-Geral da União, a Polícia Federal e o Ministério Público ajam urgentemente para impedir que os casos de constrangimentos, ameaças e agressões se proliferem pelo país, especialmente em instituições federais de ensino.

“Professores e alunos em todo o país estão sitiados por esse cerco da intolerância promovido por Jair Bolsonaro. São práticas que fariam Mussolini e Hitler ficarem orgulhosos”, declarou.

Ele também cobrou que a Procuradoria-Geral da República tome uma medida para, por meio do Poder Judiciário, impedir o presidente eleito de continuar fazendo incitação ao ódio e à violência, ao estimular esse tipo de comportamento.

Segundo o parlamentar, o patrulhamento das salas de aula é estimulado por Jair Bolsonaro, “perito em satanizar o debate e disseminar mentiras”, para transformar um ambiente de aprendizado em um ambiente de perigo.

“É uma prática própria de ditadores, que querem é ver seus seguidores na mais completa ignorância. Esse discurso tem fomentado um ambiente de perseguição inaceitável”, afirmou.

De acordo com Humberto, é inconcebível que espaços dedicados à instrução, aprendizado, debate, discussão de ideias e ao conhecimento possam ser transformados em locais onde fascistas se achem no direito de perseguir professores e alunos por discordar de suas ideias.

“O presidente eleito quer retirar um nome da dimensão internacional de Paulo Freire das bases da nossa educação para substitui-lo, talvez, pela figura desprezível do seu ídolo torturador, o coronel Brilhante Ustra. Não demora, nós o veremos mandar seus seguidores fazerem fogueiras de livros nas ruas, como havia nos tempos da Alemanha nazista”, criticou.

O senador lembrou que, esta semana, duas moças foram espancadas por sete pessoas dentro da Universidade de Brasília por andarem de mãos dadas. No Rio, uma escola privada censurou um livro infanto-juvenil sobre a ditadura. E a USP chegou a ser invadida por três alienados de tendência nazista.

Em Santa Catarina, uma deputada estadual eleita, aliada de Bolsonaro, foi proibida pela Justiça de manter um canal por meio do qual estimulava alunos a denunciar professores que externassem posição política contrária à do capitão reformado.

Desastre de Bolsonaro na política externa já causa estragos internacionais ao Brasil, diz Humberto

Para Humberto, os primeiros dias do capitão reformado depois do fim do 2º turno já resultaram em retaliação por parte da China, inquietude de países da União Europeia.

Para Humberto, os primeiros dias do capitão reformado depois do fim do 2º turno já resultaram em retaliação por parte da China, inquietude de países da União Europeia.

 

 

A primeira semana de Jair Bolsonaro (PSL) como presidente eleito foi um verdadeiro desastre aos brasileiros e ao país perante o mundo, com um show de amadorismo, bate-cabeça e idas e vindas.

Esta é a avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que, em discurso nesta terça-feira (6), em sessão do Congresso Nacional, ressaltou que até a volta da CPMF está sendo cogitada e que a inconsequência na política externa já provocou uma série de fortes reações diplomáticas.

Para Humberto, os primeiros dias do capitão reformado depois do fim do 2º turno já resultaram em retaliação por parte da China, inquietude de países da União Europeia e irritação completa das nações do Mercosul – sem contar a decisão do Egito de cancelar uma visita oficial do ministro de Relações Exteriores do Brasil com a cúpula do governo daquele país.

“Tudo isso, em tão pouco tempo, para se alinhar aos Estados Unidos, de quem o futuro governo se propõe a ser capacho. Inclusive, seremos um dos únicos do mundo, ao lado dos EUA, a transferir a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, o que irrita os países árabes, com quem temos grandes laços históricos e comerciais”, disse.

O parlamentar entende que a equipe de transição do governo Bolsonaro tem como marca o estelionato. Ele observa que o presidente eleito, inclusive, nomeou um estelionatário condenado na Justiça para ocupar um dos cargos. Trata-se de um aliado dele da Paraíba, enquadrado três vezes na Lei Maria da Penha. Entre os nomeados para a equipe, estão sete militares e o maior financiador de sua campanha. Nem uma mulher até agora.

“Esse grupo é o extrato do que será sua gestão. Bolsonaro segue em campanha, destilando ódio de maneira irresponsável; repetindo a mentira do kit gay, como forma de manter um link com eleitorado que enganou; e mandando que professores sejam gravados com a finalidade de os constranger em sala de aula. É um verdadeiro caos”, completou.

Humberto também criticou a ideia de criação de novos e velhos impostos, como a CPMF, e garantiu que a oposição estará atenta a todos os passos do novo governo.

“É preciso vigilância e resistência à pauta nefasta que Bolsonaro quer instaurar no país. Pelo andar da carruagem, se mantivermos o Brasil de pé, as instituições democráticas funcionando e assegurarmos as eleições em 2022, já terá sido grande vitória”, finalizou.

No Banco do Brasil, Humberto ressalta a importância das agências nos municípios

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O líder da Oposição ao governo Temer no Senado, Humberto Costa (PT-PE), visitou, nesta segunda-feira (05), ao lado do prefeito de Sairé, Fernando Pergentino (PSB), o superintendente do Banco do Brasil em Pernambuco, Nacib Lomes.

O encontro serviu para reforçar a importância das agências bancárias pelo interior do estado e o papel econômico fundamental destas no giro da economia local dos municípios. Também entrou em pauta, a violência contra essas instituições. Somente este ano, segundo o Sindicato dos Bancários de Pernambuco, foram registrados 152 crimes. Destes, 66 ocorreram na região do Agreste, 34 no Sertão, 33 na Região Metropolitana do Recife e 19 na Zona da Mata.

“Estamos preocupados com o fechamento de agências bancárias pelo interior do estado, especialmente aquelas que foram explodidas por bandidos, que é o caso também de Sairé, porque elas são importantes para a economia dos nossos municípios e não podem fechar as portas. É fundamental que, após a restauração, elas sejam reabertas”, pontuou Humberto.

Sairé é um dos municípios do Agreste que sofreu com a ação dos bandidos e teve sua agência explodida. O prefeito Fernando Pergentino reforçou a preocupação de Humberto com a economia e se comprometeu a intensificar a segurança da cidade.

“Sairé tem uma economia forte, uma agricultura muito rica, somos o maior produtor de laranja cravo de Pernambuco. Eu vim do campo e sei a importância de ter na cidade essas agências bancárias. O dinheiro circula dentro do município e fortalece nossa economia” destacou o prefeito.

O superintendente do Banco do Brasil, Nacib Lomes, afirmou que levará para Brasília, ainda nesta semana, as sugestões do prefeito de Sairé e do senador Humberto Costa.

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