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Com apoio de Humberto, Senado mantém acordo entre lotéricos e Caixa para assegurar serviços à população

Para Humberto, os dois lados saíram ganhando com a costura do acordo. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, os dois lados saíram ganhando com a costura do acordo. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Um dos articuladores no Senado do andamento do projeto de lei que visava garantir a continuidade da prestação dos serviços das casas lotéricas à população, o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), comemorou, nessa terça-feira (5), o acordo firmado entre os lotéricos e a Caixa Econômica Federal (CEF) para garantir o funcionamento dos estabelecimentos, que atendem mais de 120 milhões de brasileiros.

Com o acerto direto entre os representantes das loterias e a CEF, a proposta em tramitação, que tratava do valor das tarifas dos serviços prestados pelos permissionários, perdeu o objeto e foi arquivada pelos senadores. “Os agentes lotéricos são importante canal de arrecadação e fonte geradora de recursos para programas sociais, especialmente por estarem distribuídos em todo o território nacional. Era fundamental que se chegasse a um acerto nesse setor”, disse Humberto.

Para ele, os dois lados saíram ganhando com a costura do acordo. A instituição bancária garantiu a manutenção dos serviços de pagamento de contas como água, luz e telefone e de boletos bancários diversos e também o pagamento de benefícios sociais nos estabelecimentos. E os lotéricos conseguiram estabelecer reajustes nos convênios com a União e o índice data-base nos contratos.

“Sabemos do sucesso da parceria da Caixa com os permissionários lotéricos. São mais de 13 mil lotéricas no Brasil, que prestam serviços essenciais, principalmente em cidades do interior. O setor gera mais de 60 mil empregos formais e contribui fortemente para a empregabilidade nos mais de 5 mil municípios brasileiros”, afirmou o senador.

O parlamentar avalia que não era mais possível que os estabelecimentos continuassem com um faturamento que não atende o mínimo necessário para cobertura das despesas.

Segundo ele, nos últimos anos, os permissionários tiveram que arcar com o acréscimo muito grande de gastos, ocasionados principalmente pela crise econômica do país, sejam elas de ordem de segurança ou econômica.

“São inúmeras as empresas lotéricas que fecharam as suas portas porque a remuneração já não era suficiente para mantê-las abertas. Agora, haverá equilíbrio econômico-financeiro ao contrato de permissão firmado com a Caixa para corrigir as injustiças e propiciar condições justas para que desenvolvam sua atividade”, disse.

Crise dos combustíveis provocada por Temer leva tragédia ao cotidiano dos brasileiros, diz Humberto

Humberto avalia que os resultados desastrosos dessa política errática já começam a aparecer porque a conta não fecha de jeito nenhum. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto avalia que os resultados desastrosos dessa política errática já começam a aparecer porque a conta não fecha de jeito nenhum. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

As medidas equivocadas tomadas pelo governo, que têm gerado miséria e caos em todo o país, foram duramente criticadas, nesta terça-feira, pelo líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE). Em discurso no plenário da Casa, o parlamentar questionou os cortes milionários promovidos em educação e saúde para cobrir rombos oriundos da própria incompetência governamental e também para beneficiar acionistas da Petrobras.

Ao comentar que Temer quer leiloar uma área do pré-sal que rende a Petrobras 5 bilhões de barris de petróleo, que o Brasil superou o patamar de 30 homicídios a cada 100 mil habitantes pela primeira vez na história e que R$ 1 bilhão orçados para obras de conservação de rodovias não serão usados para cobrir os 46 centavos prometidos no preço do diesel, Humberto detonou:
“Isso tem de ter um basta. O país está exaurido, não aguenta mais. A desesperança já atinge 92% da população e essa falta de confiança no futuro lança o Brasil numa incerteza muito perigosa. A miséria caminha a passos largos sob a batuta conivente desse governo golpista, que nos arrastou para um buraco sem fundo”, declarou.

O senador avalia que os resultados desastrosos dessa política errática já começam a aparecer porque a conta não fecha de jeito nenhum. Ele entende que, para tentar oferecer um valor melhor do diesel aos caminhoneiros, o governo vai destruir, inclusive, as estradas por onde passam os próprios caminhões.

“Isso é de uma burrice atroz porque, numa análise bem rasa, fica evidente que o custo do frete – pretensa origem da crise que nos levou ao caos nas últimas semanas – vai continuar elevado pelas condições precárias das rodovias, levando os caminhoneiros a uma nova paralisação do país”, observou.

Segundo ele, o quadro de terror geral invadiu a casa das pessoas e os aspectos mais simples das suas vidas, como cozinhar. Em todo o país, há uma dificuldade imensa de encontrar gás de cozinha, cujos preços extorsivos já impede milhões, especialmente no Nordeste, de usar o produto. O parlamentar lembrou que, no governo de Dilma, um botijão custava menos de R$ 50 reais. Hoje, está em valor superior a R$ 70.

“As pessoas estão voltando a usar lenha ou recorrer a gás clandestino e até a álcool para poder cozinhar. O resultado é uma explosão de mais de 60% no número de queimados somente no Hospital da Restauração, no Recife, uma das maiores emergências do Nordeste”, ressaltou.

O líder da Oposição disse que o desinvestimento em áreas essenciais à infraestrutura abala não só o presente da população, mas também compromete seriamente o futuro. Só do Ministério da Educação, mais de R$ 200 milhões foram “tungados para tapar os erros desse governo de néscios”.

“Da saúde, estão roubando R$ 35 milhões do Mais Médicos, R$ 12 milhões do Farmácia Popular – programa que eles já fecharam 400 unidades próprias e agora querem destruir o resto –, R$ 15 milhões da saúde indígena e R$ 39 milhões da manutenção das unidades de saúde. É uma dilapidação em larga escala”, concluiu.

 

Assista ao discurso na íntegra:

Incompetência e burrice de Temer abrem espaço para alienados pedirem intervenção militar, diz Humberto

 

Para Humberto, a tibieza e a falta de pulso de Temer para resolver, com a urgência devida, os problemas do Brasil levaram a população a uma imensa descrença nas instituições e abriu espaço para que alguns grupos defendam a volta dos militares. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, a tibieza e a falta de pulso de Temer para resolver, com a urgência devida, os problemas do Brasil levaram a população a uma imensa descrença nas instituições e abriu espaço para que alguns grupos defendam a volta dos militares. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Defensor do Estado democrático de Direito desde o período em que o país vivia sob a ditadura militar, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou, nesta segunda-feira (4), os pedidos de destituição do governo civil feitos por “fanáticos alienados” e afirmou que a burrice e a incompetência do governo Temer são responsáveis por levar o Brasil a esse caos.

Ele defendeu intenso diálogo com a sociedade, principalmente com os mais jovens, para evitar que apoiem a volta do país “ao seu mais tenebroso período da história”.

Para Humberto, a tibieza e a falta de pulso de Temer para resolver, com a urgência devida, os problemas do Brasil levaram a população a uma imensa descrença nas instituições e abriu espaço para que alguns grupos defendam a volta dos militares.

Segundo ele, a fraqueza do governo diante da greve dos caminhoneiros fez com que 92% dos brasileiros, de acordo com pesquisa publicada na imprensa, passassem a ter uma percepção negativa do país.

“É o descrédito completo a que esse governo aparvalhado tem levado o país, fazendo com que a própria confiança da população seja tragada por esse sentimento de caos em que fomos metidos por esse fracassado presidente golpista”, afirmou.

O senador reiterou que é inaceitável e criminosa a postura de propor a derrubada de um governo civil e um flagrante desrespeito à Constituição e a outras leis que proíbem esse tipo de manifestação.
“O Poder Executivo, a Polícia Federal e Ministério Público têm de agir de forma severa para coibir esse tipo de abuso. É importante porque fazer propagação de derrubada do regime democrático é um crime que não pode ser tolerado”, ressaltou.

O parlamentar avalia que alguns poucos jovens caem na balela de intervenção porque não viveram o que era uma ditadura. Ele acredita que os democratas e, principalmente quem viveu o regime militar, têm a obrigação de martelar permanente a nocividade de um governo autoritário.

Humberto lembrou que havia corrupção naquele período, mas que ela era escondida, e que a censura começaria na internet e nas redes sociais, com a decretação do fim da liberdade de expressão.

“Todo o conteúdo, que hoje é livre, seria derrubado. Pessoas que externassem opiniões contrárias à ditadura, ou mesmo a seus costumes, seriam perseguidas e presas. Não poderiam nem ir para a rua defender qualquer que fosse a ideia”, observou.

O líder da Oposição entende que Temer tem o dever de dar uma solução definitiva para a questão dos combustíveis e evitar que o país rume, mais uma vez, para o caos, cujas consequências finais são inimagináveis. “A quatro meses da eleição, o Brasil não pode ser jogado num movediço terreno de incertezas pela irresponsabilidade de um governo incompetente e atrapalhado”, comentou.

No discurso, Humberto ainda defendeu a realização de eleições diretas e livres, mas, para isso, declarou ser urgente o governo agir para assegurar a paz social e colocar o país minimamente nos trilhos para que chegue em outubro organizado para escolher seu novo presidente.

 

Veja o vídeo do discurso do senador completo:

“Saída de Parente não resolve a crise”, afirma Humberto

Para Humberto, demissão de Parente é o resultado da luta dos brasileiros contra o aumento dos combustíveis

Para Humberto, demissão de Parente é o resultado da luta dos brasileiros contra o aumento dos combustíveis

 

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), o senador Humberto Costa comemorou a saída do presidente da Petrobras, Pedro Parente (PSDB) do cargo. Para o senador, a demissão de Parente é o resultado da luta dos brasileiros contra o aumento dos combustíveis, mas advertiu que a queda do presidente da Petrobras não resolve o problema.

“Isso mostra a força da luta do povo brasileiro. Os caminhoneiros paralisaram a economia do Brasil por 10 dias e conseguiram baixar o preço do diesel e tirar do posto Pedro Parente. Mas a saída dele, por si só, não resolve o problema. O que precisa mudar é a lógica deste governo que aí está e que privilegia um grupo pequeno de acionistas bilionários, em detrimento de toda a população brasileira”, afirmou.

O senador também questionou a decisão do governo de realizar cortes no orçamento de R$ 3,82 bilhões de áreas como saúde, educação, desenvolvimento agrário para garantir a subvenção ao diesel. Só do ministério da Saúde serão cortados mais de R$ 179 milhões. Projetos como o Samu e o Farmácia Popular serão afetados.

“O governo perdeu as condições de governabilidade. Há um descontentamento geral da população com a política de aumento de combustíveis adotada pelo governo de Michel Temer. Para tentar camuflar o problema, o governo quer que todos paguem a conta, tirando de setores importantíssimos como a saúde e a educação”, disse Humberto.

Em conversa com jornalistas, Humberto faz balanço do mandato

 

 

O senador apresentou aos jornalistas a revista eletrônica produzida pelo mandato, publicada em suas redes sociais.  Foto: Roberto Stuckert Filho

O senador apresentou aos jornalistas a revista eletrônica produzida pelo mandato, publicada em suas redes sociais. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), reuniu a imprensa pernambucana para realizar um balanço dos seus oito anos de mandato. Apontado como um dos dez melhores senadores do país pelo Atlas Político e um dos 100 cabeças do Congresso pelo Diap, Humberto, apresentou 79 projetos de lei e 10 Propostas de Emendas à Constituição. Desse total, quatro viraram lei e uma – aprovada pela Câmara e pelo Senado – foi vetada por Temer. Marca acima da média dentro do Congresso, onde uma lei demora cerca de sete anos para sair, segundo o Diap.

Na ocasião, o senador apresentou aos jornalistas a revista eletrônica produzida pelo mandato, publicada em suas redes sociais. No documento, o senador divide a sua atuação em diversos eixos como saúde, educação, investimentos em Pernambuco, segurança, a relação com os movimentos sociais e a atuação em defesa de Lula e Dilma e oposição a Michel Temer.

“A revista se confunde com as lutas políticas da última década e com os desafios impostos por 2018. É a tradução de um mandato coletivo, construído juntamente com os pernambucanos, que ganhou um sensível reforço das redes sociais para impulsionar esse trabalho. Tenho muito orgulho de dizer que durante todo o meu mandato estive entre os mais influentes do país, segundo alguns conceituados rankings político”, afirmou.

O senador fez questão, ainda, de ressaltar a sua luta em defesa dos trabalhadores e do povo do Estado. Ele esteve na linha de frente de lutas importantes, como a manutenção da Hemobras em Pernambuco e as ações contra a venda da Chesf e a reforma da previdência. Humberto também destacou que desde que assumiu o cargo de senador, mais de R$ 112 milhões em emendas já foram destinados a obras estruturantes em todo o Estado. Entre elas, a da construção dos hospitais Mestre Vitalino, em Caruaru, e da Mulher do Recife, além das adutoras do Pajeú e do Agreste. “Tenho sempre buscado exercer meu mandato de forma transparente e realizando uma prestação de contas de tudo que eu tenho feito no Senado, de forma periódica. E hoje estamos fazendo mais uma ação neste sentindo”, pontuou Humberto Costa.

Humberto denuncia governo Temer por perseguição política ao cineasta Kleber Mendonça

Humberto: Produtores e artistas são unânimes em reconhecer essa posição mesquinha do Ministério da Cultura contra Kleber. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Produtores e artistas são unânimes em reconhecer essa posição mesquinha do Ministério da Cultura contra Kleber. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Defensor da produção do cinema nacional, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), denunciou no Congresso Nacional, nesta quarta-feira (30), a perseguição política do governo Temer a um dos maiores cineastas do Brasil na atualidade, Kleber Mendonça Filho.

O parlamentar deverá apresentar requerimento de convocação do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, para tratar do tema. “Produtores e artistas são unânimes em reconhecer essa posição mesquinha do Ministério da Cultura contra Kleber. Ele tem a minha solidariedade, pois está sendo perseguido por esse governo em razão dos seus talentos, competências e opiniões”, ressaltou Humberto.

O senador explicou que a pasta puniu o autor pernambucano por uma suposta captação de recursos irregular feita para o filme O Som ao Redor, ainda em 2009. Kleber já havia deixado a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) no ano passado, onde trabalhava há mais de uma década, após “mesquinhez política do então ministro da Educação Mendonça Filho”.

“Mendonça havia aberto uma verdadeira caçada aos funcionários da Fundaj que se opuseram ao golpe contra Dilma. Agora, é a vez do MinC, que está cobrando a devolução de uma verba que a própria pasta autorizou e que foi captada para um dos mais premiados filmes da produção cultural do diretor pernambucano”, afirmou Humberto.

O parlamentar ressaltou que essas medidas do governo foram tomadas depois das contundentes críticas feitas pelo cineasta ao golpe e que ganharam dimensão internacional ao serem levadas ao Festival de Cannes pelo elenco e direção do filme Aquarius, com o qual Kleber concorreu.

O senador lembrou que, de imediato, a primeira retaliação “desse governo nanico e tacanho” foi impedir que uma obra cinematográfica da dimensão de Aquarius fosse indicada para representar o Brasil no prêmio internacional do Oscar.

Humberto detalhou o atual entrave do governo com o diretor: a Cultura pede a devolução de R$ 2,2 milhões por conta de uma suposta captação de recursos para a produção de O Som ao Redor. O MinC alega que o orçamento total do filme, de 2009, deveria ser de R$ 1,3 milhão, mas a produção teria custado R$1,7 milhão.

“Só que ocorre que o valor captado por meio do edital de 2009 correspondeu, em termos de recursos federais, a exatamente o previsto no edital, sendo que o valor excedente foi captado por meio de edital do Estado de Pernambuco, portanto recursos estaduais, o que era permitido, já que a redação se cingia apenas a novas captações de recursos federais”, explicou.

O líder da Oposição ainda observou que Kleber Mendonça só recorreu ao edital do governo estadual depois que teve o aval do próprio Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de que a captação não violaria as normas.

“Isso beira o ridículo. Kleber tem em sua posse, inclusive, os comprovantes que o autorizaram a isso. É inadmissível essa situação. Há uma absoluta indignação no meio cultural”, comentou.
Humberto contou ainda que soube que a atual gestão do Ministério da Cultura comemorou, no gabinete do ministro, essa decisão contra Kleber Mendonça, o que demonstra a “imensa pequenez do governo Temer”.

“É lamentável que um lutador do cinema brasileiro como ele, um expoente dos trabalhadores desse setor tão sem apoio e espaço de visibilidade, esteja sendo usado pelo governo como objeto de uma perseguição somente imaginável sob um presidente de mentalidade estreita como Michel Temer”, concluiu.

 

Assista ao discurso do senador na íntegra:

Senado dá cheque em branco a Temer para pagar subsídio de combustível, diz Humberto

 

Pra Humberto, o Palácio do Planalto vai jogar a conta bilionária nas costas do povo. Foto: Roberto Stuckert Filho

Pra Humberto, o Palácio do Planalto vai jogar a conta bilionária nas costas do povo. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

A oposição no Senado votou favoravelmente, na noite desta terça-feira (29), ao Projeto da Lei da Câmara nº 52/2018, que prevê a reoneração de vários setores da economia para honrar o acordo firmado com os caminhoneiros. Mas, liderados por Humberto Costa (PT-PE), os oposicionistas propuseram a retirada do item que previa a isenção do PIS/Cofins sobre o óleo diesel até o fim do ano, sob a alegação de que esses recursos virão da assistência social aos mais pobres, como o seguro-desemprego.

O destaque feito pela oposição acabou rejeitado por 51 a 14 e o texto vindo da Câmara foi integralmente mantido. Ele seguiu para a análise do presidente da República, Michel Temer (MDB), que prometeu ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), vetar o trecho específico sobre PIS/Cofins sobre o diesel.

Apesar de acatar o acordo emergencial feito entre os caminhoneiros e o governo, Humberto Costa avalia que o Palácio do Planalto vai jogar a conta bilionária nas costas do povo, o que não é justo, segundo ele, tendo em vista que a política abusiva de preços da Petrobras só favoreceu os acionistas da empresa e prejudicou os brasileiros.

“O Congresso Nacional está dando um cheque em branco para que Temer retire dinheiro de áreas importantes como saúde, assistência social e previdência social ou de investimentos em cultura e agricultura familiar. Ele prometeu vetar os artigos relacionados à compensação das perdas de arrecadação do PIS/Confins. Mas não há quem acredite nas palavras desse homem”, disparou.

Humberto explicou que os recursos para cobrir a redução de R$ 0,46 no diesel, a ser proposta por meio de nova lei, virão de recursos orçamentários ou serão resultado do contingenciamento ou de ampliação do déficit fiscal. Isso porque, observou, a Emenda Constitucional nº 95 não permite que novos recursos venham a ser gastos de acordo com o que aconteceu no ano anterior e superior à inflação.

O parlamentar lembrou que o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, falou hoje no Senado que o governo mandou, no ano passado, uma medida para tributar os chamados fundos fechados, que abrigam grandes fortunas. Para ele, parte do problema poderia ser resolvido com a votação da matéria.

“Por que é que uma medida como essa não pode ser aprovada aqui pelo Congresso? Por que é que não se volta a tributar os lucros e dividendos no nosso país? Por que é que não se faz os mais ricos pagarem mais imposto de renda e não como é hoje no Brasil, que quem paga são o pobre e a classe média, já tão sacrificados?”, questionou.

O líder da Oposição fez uma proposta para resolver a situação o país: que o governo faça como no governo Lula, que durante oito anos concedeu aumentos anuais – sem exageros, o que não deixava de levar em consideração a valorização média dos preços internacionais.

“Portanto, não vamos enganar a população, dizendo que estamos resolvendo o problema. Nós estamos descobrindo um santo para poder cobrir outro, quando, na verdade, nós deveríamos estar botando a Petrobras e os ricos do Brasil para pagar por isso”, afirmou.

RESULTADO DO GOLPE
Humberto voltou a criticar a derruba ilegal de Dilma. Segundo o senador, o PT, há dois anos, denunciava que o resultado final daquele golpe parlamentar perpetrado sob o nome de impeachment contra a presidenta levaria o Brasil para uma situação de insolvência e de ingovernabilidade pela falta de legitimidade do governo.

“E aí está a crise com a sua cara: falta de combustível, falta de alimentos e dificuldade de funcionamento dos serviços públicos básicos. E, na verdade, não se fala aqui da causa real. A causa real é esse governo e a causa real especificamente desse problema é a política que vem sendo conduzida pela Petrobras com apoio desse governo que aí está”, concluiu.

Oposição apresenta propostas para tirar país da crise gerada pelo governo

Humberto: As duas principais soluções são demitir Pedro Parente e o colegiado diretor da estatal e rever drasticamente a política que privilegia acionistas. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: As duas principais soluções são demitir Pedro Parente e o colegiado diretor da estatal e rever drasticamente a política que privilegia acionistas. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Disposto a votar medidas emergenciais que atendam o acordo firmado para pôr fim à greve dos caminhoneiros, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou, nesta terça-feira (29), que o caos gerado no país pela política abusiva de preço adotada por Michel Temer e Pedro Parente só será integralmente superado com a demissão de toda a atual diretoria da empresa e com a mudança na política dos valores dos combustíveis.

Segundo Humberto, a oposição tem propostas sérias para resolver a situação de maneira definitiva, e não de forma paliativa, como está tentando o Palácio do Planalto. As duas principais soluções são demitir Pedro Parente e o colegiado diretor da estatal e rever drasticamente a política que privilegia acionistas.

Ele avalia ser inadmissível que, em apenas dois anos, o governo tenha reajustado o valor dos combustíveis quase 200 vezes e que a Petrobras tenha sucateado as refinarias brasileiras e começado a importar petróleo e derivados do exterior, deixando nossa economia extremamente à mercê das variações do mercado internacional.

“Diante dessa gestão trágica e, agora, de uma denúncia de que um sócio de Parente teria sido beneficiado por um contrato com a Petrobras no valor de R$ 11 milhões, já são vários os motivos para que esse tucano saia de onde está”, disparou.

Para o senador, a população assiste diariamente a um país à beira de um colapso diante de um governo fraco, inerte, atordoado e absolutamente perdido.

“Ao longo de 13 anos dos governos Lula e Dilma, o país teve apenas 16 aumentos de combustível. Isso só foi possível por conta de uma política de valorização da produção nacional e do suor do trabalhador brasileiro que não visava apenas o lucro dos acionistas”, ressaltou.

O parlamentar disse que considera legítimo o movimento dos caminhoneiros, que ganhou a solidariedade do povo, também atingido pelos preços extorsivos dos combustíveis nas bombas. Mas que, agora, as manifestações acabaram sendo instrumentalizadas por outros interesses perigosos.

“A greve está sendo usada por segmentos antidemocráticos que querem a implementação de ditadura. Empresários oportunistas, movimentos de caráter político e militares da reserva pegaram carona no protesto para fazer valer os seus direitos econômicos”, observou.

O líder da Oposição ainda repudiou as posições a favor da intervenção militar para solucionar os problemas do Brasil. De acordo com o senador, pedir intervenção é a mesma coisa que cobrar a volta da ditadura.

“Não há nada de diferente, como andam dizendo alguns energúmenos por aí. O que nós temos de ter é mais democracia, mais liberdade, eleições livres e diretas e não esse discurso estreito que nos conduzirá ao abismo, autoritarismo e ditadura”, comentou.

 

Veja o discurso do senador na íntegra:

Humberto cobra demissão de Parente e diz que medidas do governo não resolvem política de preços

Humberto: A Petrobras não pode trabalhar unicamente para garantir a lucratividade de seus acionistas. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: A Petrobras não pode trabalhar unicamente para garantir a lucratividade de seus acionistas. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Preocupado com a situação caótica pela qual passa o país, por conta das políticas desastrosas do governo Temer, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou, durante reunião de líderes da Casa realizada nesta segunda-feira (28), que as medidas anunciadas pelo Palácio do Planalto, em acordo com os caminhoneiros, deverão ser apoiadas pela oposição, mas o problema da política abusiva de preços está longe de ser resolvido.

Segundo ele, que pediu a demissão do presidente da Petrobras, Pedro Parente, os partidos que se opõem a Temer avaliam que o acordo fechado entre governo e caminhoneiros para solucionar imediatamente a paralisação nas estradas tem de ser cumprido.

Por isso, Humberto diz que votará pela aprovação das Medidas Provisórias (MPs) que criam uma tabela mínima de preço de frete e isenta o pagamento pelo eixo suspenso em pedágios, iniciativas que aliviam os custos pagos pelos motoristas nas rodovias.

“Vamos apoiar as medidas emergenciais, que foram frutos do acordo, e também fazer uma discussão bem mais ampla. A Petrobras não pode trabalhar unicamente para garantir a lucratividade de seus acionistas”, afirmou.

Para ele, não é justo que a população inteira pague pela preservação do lucro dos acionistas, na medida que a empresa também exerce papel social fundamental e relevante papel de regulação de mercado.

“As medidas anunciadas não são suficientes, pois não passam pelo debate sobre a política de preço da empresa, que trata da composição dos valores dos derivados do petróleo, entre outros temas importantes como a importação de derivados e a subutilização das refinarias”, disse.

O senador entende que as discussões para uma solução definitiva para os sucessivos aumentos abusivos dos preços dos combustíveis têm de ser muito mais global. “A maioria dos senadores acredita que a discussão tem de ser feita de forma mais ampla, passando por impostos estaduais e federais e contribuições estaduais e federais”, citou.

O parlamentar ressaltou que, se o ICMS dos estados em relação aos combustíveis for reduzido, a crise das contas dos entes será agravada, pois já vivem momento extremamente difícil. Ele explica que situação semelhante ocorreria com a retirada de recursos da PIS/Cofins, já que estaria onerando áreas como a saúde, assistência social e previdência social.

“Então, por que que só a Petrobras e seus acionistas são eximidos de dar a sua contribuição num momento como esse?”, questionou.

O Congresso recebeu, na manhã de hoje, as três MPs que resultaram do acordo do governo com os caminhoneiros para pôr fim à greve iniciada há oito dias. Pressionado, o Planalto já anunciou a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias. A redução do preço do combustível é um dos pontos principais da pauta dos grevistas.
Humberto cobra demissão de Parente e diz que medidas do governo não resolvem política de preços

Preocupado com a situação caótica pela qual passa o país, por conta das políticas desastrosas do governo Temer, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou, durante reunião de líderes da Casa realizada nesta segunda-feira (28), que as medidas anunciadas pelo Palácio do Planalto, em acordo com os caminhoneiros, deverão ser apoiadas pela oposição, mas o problema da política abusiva de preços está longe de ser resolvido.

Segundo ele, que pediu a demissão
do presidente da Petrobras, Pedro Parente, os partidos que se opõem a Temer avaliam que o acordo fechado entre governo e caminhoneiros para solucionar imediatamente a paralisação nas estradas tem de ser cumprido.

Por isso, Humberto diz que votará pela aprovação das Medidas Provisórias (MPs) que criam uma tabela mínima de preço de frete e isenta o pagamento pelo eixo suspenso em pedágios, iniciativas que aliviam os custos pagos pelos motoristas nas rodovias.

“Vamos apoiar as medidas emergenciais, que foram frutos do acordo, e também fazer uma discussão bem mais ampla. A Petrobras não pode trabalhar unicamente para garantir a lucratividade de seus acionistas”, afirmou.

Para ele, não é justo que a população inteira pague pela preservação do lucro dos acionistas, na medida que a empresa também exerce papel social fundamental e relevante papel de regulação de mercado.

“As medidas anunciadas não são suficientes, pois não passam pelo debate sobre a política de preço da empresa, que trata da composição dos valores dos derivados do petróleo, entre outros temas importantes como a importação de derivados e a subutilização das refinarias”, disse.

O senador entende que as discussões para uma solução definitiva para os sucessivos aumentos abusivos dos preços dos combustíveis têm de ser muito mais global. “A maioria dos senadores acredita que a discussão tem de ser feita de forma mais ampla, passando por impostos estaduais e federais e contribuições estaduais e federais”, citou.

O parlamentar ressaltou que, se o ICMS dos estados em relação aos combustíveis for reduzido, a crise das contas dos entes será agravada, pois já vivem momento extremamente difícil. Ele explica que situação semelhante ocorreria com a retirada de recursos da PIS/Cofins, já que estaria onerando áreas como a saúde, assistência social e previdência social.

“Então, por que que só a Petrobras e seus acionistas são eximidos de dar a sua contribuição num momento como esse?”, questionou.

O Congresso recebeu, na manhã de hoje, as três MPs que resultaram do acordo do governo com os caminhoneiros para pôr fim à greve iniciada há oito dias. Pressionado, o Planalto já anunciou a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias. A redução do preço do combustível é um dos pontos principais da pauta dos grevistas.

Humberto quer unidade política em Pernambuco em defesa da indústria naval

Humberto: “Temos que transformar a luta em defesa da indústria naval em uma luta do nosso Estado. Foto: Asscom HC

Humberto: “Temos que transformar a luta em defesa da indústria naval em uma luta do nosso Estado. Foto: Asscom HC

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), defendeu uma ação conjunta para garantir as atividades do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco. Segundo o senador, o empreendimento está ameaçado pela política econômica, que voltou a priorizar o mercado estrangeiro, em detrimento da indústria naval brasileira.

“Temos que transformar a luta em defesa da indústria naval em uma luta do nosso Estado. Fizemos isso em relação à Hemobras e conseguimos evitar o seu sucateamento. E nos unimo também em relação à Chesf, garantindo que a companhia não fosse privatizada. Agora, precisamos esticar a pauta conjunta e nos unir em defesa do estaleiro, juntar a bancada federal, a bancada estadual e o governo do Estado e, independente de qualquer orientação política, nos integrarmos nessa luta. Os interesses de Pernambuco precisam sempre falar mais alto”, afirmou o senador.

Humberto participou hoje de audiência pública no auditório da Fiepe. O evento reuniu empresários, representantes de entidades sindicais ligadas ao setor, parlamentares e representantes do próprio EAS. O empreendimento emprega hoje 3,7 mil pessoas e ameaça paralisar as suas atividades por causa da crise brasileira da indústria naval.

Humberto destaca ainda que o fechamento do estaleiro também tem impacto direto em outros setores em Pernambuco. “A paralisação das atividades do estaleiro pode ter um efeito cascata devastador na economia pernambucana. Temos que unir Pernambuco para lutar contra esta política econômica que ameaça transformar um empreendimento dessa monta em sucata. Temos que ir a luta contra esse modelo defendido pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, denunciando este modelo de concorrência que vem sendo mantido por ele e que tem sido feito exclusivamente para impedir que a indústria naval nacional tenha condições de competir com as empresas estrangeiras”, assinalou o parlamentar.

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