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Bagunça no MEC virou a imagem mais expressiva da inoperância do governo Bolsonaro, diz Humberto

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A completa desorganização registrada no Ministério da Educação (MEC) desde que Bolsonaro assumiu a Presidência da República fez o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), criticar, nesta terça-feira (9), a escolha de “um gerente de banco sem experiência na área” para comandar a pasta, questionar os posicionamentos preconceituosos do novo ministro sobre o Nordeste e declarar que a queda de Vélez Rodriguez não irá trazer soluções para o quadro de problemas do órgão.
Para Humberto, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) segue ameaçado, o pagamento do Fies continuará atrasado e vários cargos fundamentais do MEC permanecerão sendo ocupados por pessoas desqualificadas, prejudicando a execução de políticas públicas fundamentais. O senador avalia que Bolsonaro jogou lá dentro mais querosene em meio a toda essa balbúrdia em que se transformou a pasta.
“O novo ministro é um economista de direita servil ao mercado especulativo, do qual sempre foi empregado. É outro lunático caçador de fantasmas, que vive assombrado por conspirações imaginárias. É mais um olavista, seguidor do astrólogo terraplanista Olavo de Carvalho, que vai continuar travando essa queda-de-braço com militares pelo controle da pasta, paralisada há 100 dias”, resumiu.
De acordo com o parlamentar, de educação mesmo, Abraham Weintraub não entende nada, sendo absolutamente inexperiente na área. Humberto ironizou o novo ministro ao dizer que, entre as suas preocupações conhecidas para o setor, estão a de combater o que ele chama de “marxismo cultural” e a de condenar o ensino de filosofia e sociologia para os nordestinos.
“O ministro acha que o povo do Nordeste não tem por que estudar disciplinas dessa natureza. Essa é a visão que esse governo tacanho tem da região onde estão 23% dos brasileiros. Não à toa, impingimos a Bolsonaro uma fragorosa derrota nas eleições. É no Nordeste onde esse presidente nefasto é mais rejeitado”, ressaltou. “Os nordestinos entendem mais de filosofia, sociologia e história do que todo o governo Bolsonaro junto.”
O líder do PT no Senado disse que torce para que o MEC saia dessa paralisa, que hoje deixa vagos cargos sumamente importantes como a Secretaria de Educação Básica e a própria presidência do Inep, responsável pela execução do Enem.
80 tiros
Em nome da bancada do PT no Senado, Humberto também externou profundo pesar aos familiares e amigos do músico Evaldo Rosa dos Santos, e manifestou veemente indignação pelo seu brutal assassinato por integrantes do Exército no Rio, no último domingo.
Mais de 80 tiros de fuzil foram disparados por militares contra o carro dele, onde estava com a família, em plena luz do dia de um domingo. O senador criticou o silêncio de Bolsonaro e Moro diante da tragédia e cobrou rigorosa punição aos envolvidos.

Governo vai completar 100 dias sem gestão, sem comando e sem proposta, diz Humberto

 

 

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A três dias do governo Bolsonaro completar 100 dias, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), detonou a gestão desastrosa do capitão reformado, já reprovado por quase metade dos próprios eleitores dele, destacou que o povo foi às ruas em cidades do Brasil e do mundo pedir a libertação imediata de Lula e declarou que a reforma da Previdência será enterrada no Congresso Nacional – para a alegria dos brasileiros.
O senador avalia que a queda, nesta segunda-feira (8), de mais um ministro do governo, desta vez o da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues, não resolverá os problemas da área. Segundo ele, a demissão veio tarde, pois o ministro causou um caos na pasta em tempo recorde e só abria a boca para dizer bobagem, “assim como Bolsonaro”.
“Vélez conseguiu ser um ministro da Educação pior do que Mendonça Filho. Sua demissão está longe de solucionar os problemas. O substituto, Abraham Weintraub, é dos bancos, das corretoras e defensor entusiasta da reforma da Previdência. É esse o sujeito que vai ser colocado para comandar o MEC, um gerente de banco”, lamentou.
Para Humberto, essa troca mostra as prioridades de um governo torto e norteado somente pelo extremismo ideológico. De acordo com o parlamentar, não há dúvida de que o MEC seguirá intensificando o seu loteamento interno por tubarões da iniciativa privada, iniciado por Mendonça Filho.
“A finalidade é acelerar o desmonte das universidades federais e a privatização do ensino público. Um governo que acha que curso superior é somente direito de elite, que corta 13 mil cargos dos professores universitários e que tem um gerente de banco como ministro não quer outra coisa senão vender o ensino público para que as grandes corporações enriqueçam com cursos de baixa qualidade à custa dos mais pobres”, disparou.
O líder do PT no Senado afirmou que o governo vai completar 100 dias na próxima quarta-feira sem nada a comemorar. No seu entendimento, não são “cem” dias com “c”, mas, sim, “sem” dias com “s”: “s” de “sem gestão”, de “sem comando”, de “sem proposta”, de “sem governo”.
“O Brasil está à deriva. Desde o início do ano, o Planalto enviou só 16 propostas ao Congresso. Nenhuma delas andou. Não dá para confiar em um governo assim. Mesmo os eleitores de Bolsonaro despertaram para o erro cometido ao apostar num sujeito incompetente como ele para a Presidência. Quase metade daqueles que votaram nele em outubro passado reprova o seu governo, segundo o Datafolha”, comentou.
Humberto, que esteve em Curitiba nesse domingo para participar do ato nacional por Lula livre, também destacou que as manifestações a favor do ex-presidente tomaram as ruas de várias cidades do Brasil e do mundo. Em Pernambuco, atos expressivos foram registrados no Recife e em Garanhuns, onde uma carreata seguiu até o município vizinho de Caetés para fazer, no sítio em que o presidente nasceu, uma homenagem a ele.
“O povo quer que o Supremo e o Superior Tribunal de Justiça restaurem a legalidade e determine a soltura de Lula, devolvendo os seus direitos políticos. Deixem o povo decidir que projeto de país quer e quem melhor o representa.  Libertem Lula e deixem ele fazer o que Bolsonaro não faz: trabalhar pelo Brasil”, concluiu.

Reforma de Bolsonaro vai gerar uma nova classe de idosos miseráveis no Brasil, diz Humberto

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Para uma platéia formada de jovens, trabalhadores rurais e professores, em Jupi, no Agreste do Estado, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou que a Reforma da Previdência proposta pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) vai gerar uma nova legião de miseráveis no Brasil. Para o senador, o projeto é “inacreditavelmente cruel” e vai criar abismos sociais inimagináveis. O país já é o 9º mais desigual do planeta, segundo relatório apresentado pela organização internacional Oxfam, em 2018.
“Quem fala que essa Reforma da Previdência vai ser boa para o país ou é mau caráter ou está mal informado. O que o governo quer, sob o argumento de sanar um suposto rombo, é acabar com o direito dos mais pobres de se aposentar e, consequentemente, aniquilar qualquer possibilidade de milhões de pessoas ter uma vida digna durante a velhice. Essa proposta vai criar uma nova categoria de brasileiros, aqueles que são velhos demais para trabalhar e pobres demais para viver”, afirmou o senador, na última sexta-feira, durante audiência pública promovida pela Câmara de Vereadores de Jupi para tratar sobre o tema. Além de Humberto, participaram do evento os deputados federais João Campos (PSB), Fernando Monteiro (PP) e Marília Arraes (PT), além do prefeito do município Macos Patriota (DEM) e de lideranças políticas da região.
Segundo Humberto, a proposta do governo Bolsonaro também deve impactar consideravelmente as contas dos pequenos e médios municípios do Brasil, especialmente no Nordeste.”Na maioria das cidades do país, os benefícios recebido pelos beneficiários do INSS são maiores do que o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “Sem esse dinheiro rodando nas cidades, municípios inteiros vão quebrar porque o comerciante não vai contar com a sua principal fonte de renda, a dona da vendinha também não e isso vai criar um efeito cascata gigante”, afirmou.
QUILOMBOLAS – Em seu giro pelo Agreste, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, também foi a Bom Conselho e se reuniu com representantes da Comissão Estadual de Quilombos de Pernambuco para conversar sobre políticas públicas voltadas para remanescentes de quilombolas. Ao todo, existem mais de 200 comunidades quilombolas no Estado. “Foi uma oportunidade de ouvir as demandas dessa população que tem uma história de luta, mas que, por muito tempo, foi marginalizada”, afirmou o senador. Humberto também acompanhou a inauguração de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), na comunidade do Angico, ao lado do prefeito do município, Dannilo Godoy (PSB) e da vereadora Márcia do Angico (PT). A UBS vai atender mais de 3.000 pessoas da localidade.

Para Humberto, o povo não sossegará enquanto Lula não estiver livre

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Neste domingo (7), em que a prisão do ex-presidente Lula completa um ano, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse acreditar que a libertação do maior líder político da história do Brasil está próxima. Humberto está em Curitiba, onde Lula está preso na superintendência da Polícia Federal, para participar das manifestações em favor da liberdade do ex-presidente.
Para ele, a população já sabe que não existem provas contra Lula. Além disso, o momento de indefinição política no Brasil e a agenda de retrocessos do governo de Jair Bolsonaro fazem com que a mobilização em defesa do ex-presidente aumente.
 
“A gente hoje entende perfeitamente porque quiseram a prisão dele. Se Lula estivesse livre, teria sido presidente e jamais estaríamos assistindo ao que estamos vivendo.  A cada dia, tentam tirar mais um direito do povo brasileiro. Muitas das nossas conquistas estão ameaçadas. Os programas sociais estão sendo desmontados um a um. A Transposição do São Francisco, maior obra hídrica do Brasil, está parada e o desemprego só faz crescer”, disse o senador no ato da Jornada Lula Livre, ao lado de outras lideranças políticas, como o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), candidato à presidência da República em 2018. 
 
Além de Curitiba, dezenas de outras cidades do país realizam ato neste domingo pedindo a libertação do ex-presidente. Entre elas, Recife. Em outras 33 cidades pelo mundo, também acontecem eventos. “Não vamos descansar enquanto Lula estiver preso injustamente, não vamos parar enquanto ele não estiver nos braços do povo. Em cada trincheira deste país, vai haver um lutador, uma lutadora exigindo Lula Livre. E tenho certeza de que esse dia não vai demorar muito”, afirmou.

Bolsonaro vai completar cem dias de governo sem ter feito absolutamente nada, diz Humberto

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Nem os mais pessimistas poderiam imaginar que o país estaria vivendo um momento tão ruim, diante de um governo sem projetos, com forte viés autoritário, que envergonha a população perante o mundo e que pretende implementar um projeto ultraliberal que fará o Brasil perder a sua soberania. Esta é a avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), sobre os 100 dias de Bolsonaro como presidente, que serão completados no próximo dia 10.
Segundo o senador, em pouco mais de três meses, o governo não apresentou nenhuma proposta para combater o desemprego e conseguiu prejudicar milhões de brasileiros com a destruição do Mais Médicos, Minha Casa Minha Vida, Farmácia Popular e do Fies, colocou o Brasil como capacho dos Estados Unidos e ainda arrumou, com uma política externa extremamente ideologizada, conflitos com vários países de diferentes continentes.
“Sem preparo algum para ocupar o cargo de presidente e com a adoção de medidas absurdas que atingem apenas o povo, Bolsonaro não tem condições de fazer o país retomar o crescimento econômico. É uma gestão que vai se inviabilizando sozinha. O PT segue forte como o maior partido de oposição a esse desastre. Já identificamos as principais bandeiras que temos que trabalhar e a primeira delas é impedir a retirada de diretos do povo”, resumiu.
Para Humberto, as principais bandeiras da campanha eleitoral de Bolsonaro se desmancharam rapidamente, assim como a sua popularidade, que já despencou aos piores níveis históricos de começo de gestão. O parlamentar lembra que o discurso moral e ético de combate à corrupção, “mudar tudo isso que tá aí” e de pôr um fim à política do “toma lá, dá cá” já está no fundo da lata do lixo.
“Os mais pessimistas não poderiam imaginar. O tempo curto que vivemos mostrou todas as presepadas da família Bolsonaro, todo o limite de capacidade intelectual do presidente e o seu total despreparo para lidar com os problemas do país. É um desastre completo, dia após dia. A população já percebeu tudo isso e está apreensiva quanto ao futuro da nação”, disse Humberto.
O senador avisou que o PT e a oposição continuarão na trincheira de luta por liberdade e democracia, que estão sob ameaça, e que impedirão a aprovação da reforma da Previdência no Congresso Nacional. “Não deixaremos esse governo da destruição acabar com um sistema social que contempla milhões de brasileiros de baixa renda. Vamos à luta. Estamos juntos”, concluiu.

Humberto pede explicações a Moro sobre diminuição do imposto do cigarro

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Preocupado com o aumento do consumo de cigarro que poderá ocorrer por conta da redução do imposto do produto, meta de um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), solicitou formalmente, nessa quarta-feira (3), explicações para a pasta comandada por Sergio Moro.
De acordo com o senador, o requerimento para que o ministério conceda informações sobre a iniciativa, que tem como objetivo oficial “diminuir o consumo de cigarros contrabandeados para o país”, trará detalhes da portaria publicada no Diário Oficial da União. O documento trata “da conveniência e oportunidade da redução da tributação de cigarros fabricados no Brasil”.
Para Humberto, a medida é um retrocesso nas políticas de combate ao tabagismo. “Estudos no mundo inteiro comprovam que o preço do cigarro é determinante para as pessoas fumarem ou não. O aumento do valor ao longo dos anos no Brasil resultou na diminuição do consumo. Foi uma vitória. Agora, uma medida como essa poderá jogar tudo na lata do lixo”, comentou.
O requerimento de informação protocolado pelo líder do PT busca saber quais foram os estudos que precederam a criação da equipe que estudará o tema e também se houve reuniões com pessoas de fora do ministério.
“Esse governo Bolsonaro é realmente uma tragédia. Enquanto propõe aumentar a contribuição do funcionalismo e o preço dos combustíveis, quer baixar os impostos do cigarro, um produto cancerígeno que, a tanto custo, nós conseguimos reduzir o consumo. É inacreditável”, criticou.
De acordo com a portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o grupo responsável por avaliar a diminuição da tributação do cigarro será composto por representantes da Polícia Federal, Secretaria Nacional do Consumidor, Assessoria Especial de Assuntos Legislativos, representantes dos ministérios da Economia e da Saúde, além de pesquisadores e especialistas convidados. O relatório final de trabalho do grupo deverá ser apresentado para deliberação da pasta de Moro no prazo de 90 dias.

Política externa extremamente ideologizada de Bolsonaro envergonha o Brasil, diz Humberto

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As três viagens oficiais internacionais feitas pelo presidente Jair Bolsonaro entre março e este mês de abril reforçaram, na avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), a ideia de que o governo vem agindo frontalmente contra a tradição diplomática brasileira e contra os interesses objetivos do Brasil e de seus setores produtivos.
Para Humberto, a visão de mundo de Bolsonaro é responsável pela implantação de uma política externa hiperideologizada, baseada fundamentalmente  nos delírios metafísicos do astrólogo de Richmond, Olavo de Carvalho, e nas fantasias medievais do chanceler pré-iluminista, Ernesto Araújo.
Humberto acredita que o Brasil nunca esteve com a imagem em um nível tão baixo, passa vergonha e voltou a uma anacrônica Guerra Fria e uma total submissão aos Estados Unidos em nome de um feroz anticomunismo que resulta em inteira perda de soberania.
“O quadro de ideologização intensa da nossa política externa mostra total submissão do Brasil a Trump. Em nome disso, estamos praticando retrocessos em tratados e acordos internacionais, como os de meio ambiente e de migração, mudando unilateralmente política de concessão de vistos em favor dos americanos e renunciando a tratamentos favoráveis ao Brasil em foros internacionais, como a Organização Mundial de Comércio”, resumiu.
De acordo com o senador, o anúncio da transferência da Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém, transformada em “Escritório Comercial”, faz parte de todo esse equívoco e rompimento de tradição diplomática. Significa, em seu entendimento, tomar lado numa disputa geopolítica sensível que envolve todo o mundo e assumir apoiar interesses exclusivos do Estado de Israel, em detrimento do povo palestino.
“Isso não convém aos interesses objetivos do Brasil. É como o arcaico comprometimento público do governo Bolsonaro com ditaduras, que agrava o quadro ideológico da política externa do Brasil. Aqui e lá fora. Aqui, difunde-se oficialmente um vídeo favorável ao golpe de 64. Lá fora, Bolsonaro faz elogios constrangedores a Pinochet e a Stroessner. Um desastre”, disparou.
O parlamentar fez questão de ressaltar que a atual situação contrasta completamente com o tempo vivido nos governos de Lula e Dilma.
Para Humberto, a política externa dos governos do PT era “ativa e altiva” e alterou a inserção internacional do país, diversificou as relações bilaterais, resultou na ampliação das parcerias estratégicas com os emergentes e focou na integração regional.
“Com o PT, abandonou-se a ideia ingênua de que submissão aos EUA e a inclusão acrítica no processo de globalização faria aceder à independência e prosperidade. O Brasil passou a criar espaços próprios de influência, como os BRICS, articulando-se com outros emergentes em foros”, comentou.
Ele citou vários dados que registram o avanço das relações comerciais do país naquela época e o protagonismo mundial inédito obtido, com Lula se convertendo numa grande liderança cortejada e respeitada, figura central em qualquer foro mundial.
“Era o ‘cara’, como dizia Obama. E Celso Amorim foi tido pela prestigiada revista Foreign Policy como ‘o melhor chanceler do mundo’. A política externa seguiu pragmatismo comercial e geopolítico. Não foi guiada por viés ideológico”, observou.
O líder do PT no Senado destacou que, entre 2003 a 2013, as exportações brasileiras aos países em desenvolvimento cresceram fantásticos 514%, enquanto aos tradicionais parceiros desenvolvidos, 166%. “Os dados são muito eloquentes”, concluiu.

Bagunça no MEC coloca em risco até o Enem, diz Humberto

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A falência da gráfica que rodava as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a bagunça em que se transformou o Ministério da Educação (MEC) na gestão de Jair Bolsonaro levaram o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), a denunciar a possibilidade de o Enem ser prejudicado ou até mesmo não ser aplicado este ano. Segundo o senador, o despreparo da equipe do governo e as brigas internas no MEC entre militares e seguidores do polemista Olavo de Carvalho ameaçam o futuro de milhões de estudantes que pretendem prestar as provas.
“O que a gente vê é uma balburdia sem tamanho no ministério sob o comando de Ricardo Vélez, um despreparado para o cargo. Os integrantes da pasta não se entendem e vivem em guerra. O próprio ministro está na corda bamba. O resultado é uma bagunça generalizada que vem trazendo sérios prejuízos ao nosso sistema de ensino”, afirmou o senador. Desde o início do governo, já são 13 o número de integrantes do primeiro escalão do MEC que deixaram os postos. Entre eles, o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), responsável pela aplicação das provas, e o coordenador do Enem.
Em meio à tensão do ministério, o governo precisa correr para encontrar uma nova empresa que substitua a falida para realizar o exame. O Enem tem prazo de realização definido para novembro e, para cumprir o cronograma, a impressão das provas deve ocorrer até maio. “Até agora, o governo não conseguiu sequer definir o nome que vai comandar o Inep, imagine encontrar uma gráfica que atendas às necessidades de segurança das provas”, ironizou o senador.
Para Humberto, há um completo descaso com a educação no governo Bolsonaro. “Desde o governo Temer, estamos vendo um desmonte acelerado das políticas do MEC. Com Bolsonaro, a situação tem se agravado de maneira assustadora. E não é por acaso. Um governo eleito por fake news, como o kit gay e tantas outras, quer uma população desinformada e deseducada”, disse o senador.

Em ação do PT na PGR, Humberto pede punição a Bolsonaro por apologia à ditadura

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou, nesta terça-feira (2), que o Senado tem de emitir um voto de repúdio e que a Procuradoria-Geral da República (PGR) tem de levar o presidente Jair Bolsonaro à Justiça por ter difundido um vídeo pelas redes oficiais do Palácio do Planalto fazendo apologia ao regime que torturou, matou e fez desaparecer milhares de brasileiros entre 1964 e 1985. O PT e outros partidos entraram com uma representação na PGR contra o capitão reformado.
Para Humberto, que cobrou do Senado uma posição sobre o ato do presidente, é impossível não responsabilizar diretamente Bolsonaro, até porque o próprio presidente em exercício, Hamilton Mourão, atestou que o titular do cargo foi o responsável pela divulgação do material.
“Bolsonaro usou a estrutura pública descaradamente para defender um reconhecido golpe de Estado, responsável por violações sistemáticas contra os direitos humanos. E o ‘erro’ não foi por falta de aviso. A própria PGR já havia advertido que o ato seria ilegal, porque desrespeita a Constituição e diversas leis”, declarou o senador.
Segundo ele, é inadmissível uma atitude como essa ser praticada por um presidente da República num Estado democrático de Direito. O parlamentar ressaltou que o ato constrangeu a própria cúpula militar que sustenta o governo e que sabe que não é hora de ficar revirando coisas do passado.
De acordo com Humberto, o presidente deveria estar preocupado em fazer justamente o oposto, que é buscar entendimento e harmonia na sociedade, em vez de apontar na linha de comemoração de um período sombrio para o Brasil.
“O presidente da República quebrou o juramento constitucional e, ao fazer isso, legitimou violações de direito por parte do Estado. E isso ocorre, especialmente, num momento em que a Constituição está sob ataque. Princípios e dispositivos que asseguram garantias também vêm sendo desrespeitados por segmentos do próprio Ministério Público e do Judiciário nos últimos anos. Lula é prova disso”, comentou.
Na sua avaliação, não pode o Brasil ter o maior líder político da sua história, defensor da democracia e das liberdades, preso e, na cadeira de presidente, alguém que defenda ditaduras, torturas e mortes de opositores.
“É inaceitável que o país trilhe esse caminho perigoso, flerte com atrocidades que nos lançaram num abismo de 21 anos. Bolsonaro é despreparado e não honra o cargo que ocupa. Lula, que sempre o honrou, não pode seguir preso”, disse.
O senador lembrou que Lula também foi um preso político da ditadura militar e, sempre entusiasta e defensor da democracia, não trouxe qualquer revanchismo depois. Para Humberto, o Brasil nunca viveu um período de tanta liberdade e democracia como na gestão Lula.
“Este Congresso Nacional não pode ficar omisso diante do que Bolsonaro fez. Não podemos ficar calados diante de alguém que faz apologia aos crimes de tortura e de assassinato. O Senado tem de manifestar seu voto de repúdio à posição do presidente de comemorar um golpe sanguinário”, disparou.

Governo é imagem e semelhança de Bolsonaro: despreparado e desagregador, diz Humberto

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Prestes a completar cem dias na presidência, Jair Bolsonaro segue perdido e desarticulado. A avaliação é do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). Para ele, o presidente até agora não mostrou a que veio e tem se destacado apenas pelas inúmeras polêmicas que diariamente protagoniza e pelas desavenças dentro e fora do governo. O resultado, segundo o senador, pode ser comprovado pelo número de proposições apresentadas pelo Executivo ao Congresso Nacional. Até agora, o governo encaminhou apenas 16 projetos ou medidas provisórias. Nenhuma das propostas foi aprovada. Todas seguem tramitando em ritmo lento.

“Tudo isso mostra que o quão despreparado é o presidente e o quão incompetente é o seu governo. Jair Bolsonaro não tem estatura para o cargo que ocupa e nem uma proposta clara para o país. Ele parece mais um palhaço preocupado em fazer graça para o seu circo do que um presidente preocupado com o bem-estar da população. Nesses quase 100 dias de governo, ele somou mais desafetos do que apresentou projetos. Não à toa, sua rejeição aumenta consideravelmente”, disse o senador.

Entre as proposições apresentadas, se destaca a Reforma da Previdência, que vem sendo defendida arduamente pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. A proposta, no entanto, vem recebendo sérias críticas de partidos do governo e da oposição. “É um projeto cruel, que acaba com a Previdência Social como conhecemos hoje e amplia as distorções. Do jeito que está, jamais passará. É um disparate querer que os trabalhadores, especialmente os mais pobres, paguem a conta. A cada dia, as pessoas têm tomado conhecimento do projeto e a rejeição a medida é crescente na sociedade e no próprio Congresso”, afirmou Humberto.

O senador também lembrou que, além de não ter aprovado um projeto sequer no parlamento, o governo vem acumulando derrotas no Congresso. “A lua de mel durou muito pouco. E a aprovação do Orçamento Impositivo na Câmara dos Deputados foi a prova disso. O governo segue sendo a imagem e semelhança do seu mandatário: despreparado e desagregador. Nem mesmo os próprios integrantes da gestão se entendem. O mandato que mal começou e já parece estar com os dias contados”, avaliou o senador.

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