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Fim do Ministério do Trabalho é um desastre para um país com 27 milhões de desempregados e subocupados, diz Humberto

Humberto:  Essa extinção do Ministério do Trabalho está em consonância com todo o projeto já iniciado no Brasil por Temer e que será aprofundado, orgulhosamente, por Bolsonaro, a partir do ano que vem. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Essa extinção do Ministério do Trabalho está em consonância com todo o projeto já iniciado no Brasil por Temer e que será aprofundado, orgulhosamente, por Bolsonaro, a partir do ano que vem. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Crítico da reforma trabalhista de Temer, que precarizou os empregos dos brasileiros e agravou o mercado de trabalho no país, o líder da Oposição ao governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), detonou, nesta terça-feira (4), o plano de Bolsonaro de acabar com o Ministério do Trabalho e as mentiras contadas pelo presidente eleito de que reduziria a quantidade de ministérios de 29 para 15. Hoje, já são 22 pastas previstas no novo governo.

Para o senador, além de Bolsonaro voltar atrás, mais uma vez, sobre a decisão de extinguir o Ministério do Trabalho, agora está claro que áreas importantes da pasta serão distribuídas pela Esplanada. Ele acredita que isso vai trazer prejuízos imensos às funções institucionais e à própria interligação desses setores, que estarão agindo separadamente a partir de 1º de janeiro, atingindo especialmente os mais jovens e o combate ao trabalho infantil e escravo.

“Estamos diante de uma medida desastrosa para um país que amarga 27 milhões de desempregados e subocupados. Essa extinção do Ministério do Trabalho está em consonância com todo o projeto já iniciado no Brasil por Temer e que será aprofundado, orgulhosamente, por Bolsonaro, a partir do ano que vem”, declarou.

Humberto avalia que a área responsável pela emissão de registros sindicais, por exemplo, vai para a alçada do Ministério da Justiça, do juiz exonerado Sérgio Moro. Na visão do parlamentar, a mudança indica um viés preocupante de subordinar atividades sindicais à jurisdição policial. Mas ele espera que não seja mais um passo na criminalização dos movimentos sociais e na liberdade de organização, “pauta defendida por Bolsonaro e aliados”.

Outro indicativo muito ruim, segundo o senador, vem com o direcionamento que está sendo dado aos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), da ordem de quase R$ 1 trilhão. O montante será destinado à gestão do Ministério da Economia.

“Eles irão meter a mão no dinheiro dos trabalhadores para fazer novos acenos ao mercado? O patrimônio dos trabalhadores é intocável. Não pode ser utilizado para manobras fiscais, que serão realizadas, inclusive, por um ministro investigado pelo Ministério Público Federal sob acusação de fraude em fundos de pensão e para a qual Bolsonaro faz vista grossa”, ressaltou.

O parlamentar resumiu como vê a situação: são mudanças danosas porque foram pautadas por interesses ideológicos, no que tange aos sindicatos, e econômicos, em relação a essa vontade de passar nos cobres o dinheiro dos trabalhadores.

 

Assista ao discurso completo do senador:

Humberto agradece trabalho de cubanos e participa de despedida de médicos em Brasília

 

Humberto: Mais de 700 municípios tiveram, pela primeira vez na sua história, um médico atuando nos seus limites geográfico. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Mais de 700 municípios tiveram, pela primeira vez na sua história, um médico atuando nos seus limites geográfico. Foto: Roberto Stuckert Filho

A expulsão dos médicos cubanos do Brasil promovida por Jair Bolsonaro (PSL) já está causando, de acordo com o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), graves danos ao sistema público de saúde. O parlamentar lamentou, nesta segunda-feira (3), que a decisão do presidente eleito esteja deixando vários postos do SUS sem atendimento e também elogiou o trabalho e solidariedade dos cubanos. Hoje, ele participa de uma despedida dos profissionais no aeroporto de Brasília.

“As vagas ofertadas pelo edital aberto pelo Ministério da Saúde foram preenchidas, em grande parte, por profissionais que já estão no Sistema Único de Saúde e que simplesmente saíram de prefeituras ou de organizações sociais para ingressar agora Mais Médicos. Ou seja, muitos estão saindo dos postos que têm no SUS e isso ameaça desorganizar inteiramente a rede”, afirmou.

Da tribuna do Senado, Humberto agradeceu “em nome do povo brasileiro, de milhões de pessoas que tiveram a oportunidade de ter, nos seus municípios, nas aldeias indígenas, na periferia das grandes cidades, um atendimento com profissionais médicos altamente capacitados”.

“Eles nos deram uma lição de solidariedade, assim como o governo cubano, que nos ajudou de forma significativa a melhorar os indicadores de saúde do nosso país. Mais de 700 municípios tiveram, pela primeira vez na sua história, um médico atuando nos seus limites geográficos”, comentou.

O senador avalia que o rompimento do contrato do programa feito pela decisão de Bolsonaro de alterar unilateralmente as cláusula vai aumentar os custos do Estado com saúde. Ele citou um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas, este ano, para ressaltar o número de ampliação do número de médicos no atendimento básico de saúde, que evitou 521 mil internações em 2015.

Segundo Humberto, a medida gerou uma economia de quase R$ 840 milhões, o que correspondeu a cerca de 33% dos R$ 2,6 bilhões dedicados ao Mais Médicos em 2017.
“O fim do programa já está trazendo graves prejuízos à sociedade, principalmente aos mais desfavorecidos. A forma profundamente desrespeitosa e agressiva com que o presidente eleito tratou os profissionais do país caribenho só prejudica os mais de 30 milhões de brasileiros atendidos exclusivamente por eles”, disse.

O líder da Oposição, que foi o relator da Medida Provisória que prolongou o funcionamento do programa no Brasil por mais três anos, em 2016, ressaltou que a iniciativa partiu da constatação de uma realidade de que a relação médico por mil habitantes no Brasil é muito baixa e os chamamentos públicos para preenchimento de cargos em locais longínquos não melhoravam o índice.

“Em cinco anos do programa, em nenhum dos editais, os médicos brasileiros supriram a necessidade apresentada, embora sempre tivessem prioridade em serem contratados. Em cinco anos, cerca de 20 mil médicos cubanos realizaram mais de 113 milhões de atendimentos”, observou.

Festival de asneiras do governo Bolsonaro ameaça o Brasil em diversas áreas, diz Humberto

 

 

O parlamentar também considerou um mico internacional a retirada da candidatura do Brasil a sediar a Conferência do Clima da ONU, que ocorreria no país no próximo ano. A decisão foi publicada hoje na imprensa. Foto: Roberto Stuckert Filho

O parlamentar também considerou um mico internacional a retirada da candidatura do Brasil a sediar a Conferência do Clima da ONU, que ocorreria no país no próximo ano. A decisão foi publicada hoje na imprensa. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

As seguidas bobagens ditas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e seus aliados já causam, na avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), imensos estragos, preocupação e desconforto em diversos setores do país. Para o senador, as tolices sem fim têm um imenso potencial destrutivo ao Brasil e pautam o viés ideológico da futura gestão.

Referência da direita e de Bolsonaro, o escritor Olavo de Carvalho também foi alvo, nesta quarta-feira (28), de críticas de Humberto. Depois de ter indicado os ministros das Relações Exteriores e da Educação, que acreditam que o aquecimento global é uma criação para beneficiar comunistas e que a ditadura brasileira deve ser celebrada, respectivamente, Carvalho é cotado para assumir a embaixada do Brasil nos Estados Unidos.

“O presidente eleito é um grande fã de Olavo de Carvalho, figura que tem como hobby matar ursos para comer as suas carnes e que diz que cigarro não causa câncer de pulmão, vacinação infantil mata ou endoida crianças, Pepsi é feita com células de feto abortado e a Terra não gira em torno do sol”, detonou.

Humberto, que já foi ministro da Saúde no governo Lula, ressaltou que a onda estimulada por Carvalho sobre não-vacinação, em meio à difusão de teorias absurdas e sem qualquer base científica, fez o índice de imunização no Brasil cair, em 2017, à pior taxa dos últimos 16 anos.

“Isso poderá resultar, infelizmente, no crescimento da mortalidade infantil e trazer de volta doenças erradicadas ou sob controle”, analisou.

O parlamentar também considerou um mico internacional a retirada da candidatura do Brasil a sediar a Conferência do Clima da ONU, que ocorreria no país no próximo ano. A decisão foi publicada hoje na imprensa.

Ele atribuiu a culpa a Bolsonaro e ao futuro chanceler, Ernesto Araújo, que critica o aquecimento global e o chama de alarmismo climático. O futuro ministro também já prometeu atacar o que chama de pautas abortivas e anticristãs e a imigração. “Um desastre”, diz Humberto.

Já o futuro ministro da Educação, Ricardo Rodrígues Vélez, lembra o parlamentar, já disse que o presidente eleito terá o direito de ver a prova do Enem antecipadamente para interferir diretamente na condução do seu conteúdo, que o golpe militar de 1964 deve ser comemorado e que é bobagem falar em democratização das universidades “porque nem todo mundo é chamado a fazer ensino superior”.

“É absolutamente lamentável e deprimente assistir a essa exaltação da burrice. E imaginar que, anos atrás, nós tínhamos como presidente um torneiro mecânico que foi o responsável pela construção do maior número de universidades e escolas técnicas da nossa história”, declarou o líder da Oposição.

No entendimento do senador, o país está diante de um retrocesso anunciado em costumes, em direitos políticos e direitos civis, em conquistas históricas, que precisa ser vigorosamente combatido para evitar a queda para um pavoroso obscurantismo de ideias e comportamentos. “Torço para que esse festival de asneiras não se concretize e que o país retome o seu caminho”, concluiu.

Denúncia contra Lula é absurda, sem provas e reforça perseguição ao PT, diz Humberto

Para o senador, a peça apresentada pelos procuradores, nessa segunda-feira, é uma obra de ficção . Foto: Roberto Stuckert Filho

Para o senador, a peça apresentada pelos procuradores, nessa segunda-feira, é uma obra de ficção . Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

Indignado com mais uma denúncia sem provas apresentada pelo Ministério Público Federal contra Lula, que tem como base uma doação recebida pelo instituto do ex-presidente em 2012, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou, nesta terça-feira (27), a perseguição implacável ao petista e afirmou que a doação foi legal e devidamente documentada.

Para o senador, a peça apresentada pelos procuradores, nessa segunda-feira, é uma obra de ficção que volta ao ano de 2011 para dizer que Lula, já na condição de ex-presidente da República, teria influenciado decisivamente em favor de negócios de um grupo empresarial na Guiné Equatorial junto ao então presidente Teodoro Obiang.

A denúncia alega que, em função disso, houve uma doação ilegal de R$ 1 milhão da empresa para o funcionamento do instituto, o que configuraria lavagem de dinheiro.

“Mas, na peça apresentada, não há qualquer tipo de prova que corrobore as acusações. E por um motivo bem simples: não há crime cometido, em que pese todo o esforço para criminalizar uma relação institucional entre agentes privados. A doação realizada foi, como todas as outras recebidas, regularmente contabilizada e declarada às autoridades, como provam os documentos de posse da Receita Federal e do próprio Ministério Público”, ressaltou.

Humberto avalia que a peça transforma convicções em provas, criminaliza atos idôneos e tipifica condutas absolutamente legais como penalmente alcançáveis, com a finalidade exclusiva de dar mais combustível ao chamado lawfare, “que é essa implacável perseguição jurídica ao maior líder político da história deste país”.

O parlamentar entende que se trata de uma denúncia construída em cima de mera retórica, absolutamente desconectada de fatos, que faz ilações desarrazoadas nascidas tão-somente da criatividade dos seus acusadores. “É uma obra atentatória à Constituição brasileira, à legislação infraconstitucional e se configura como mais um ataque virulento ao Estado democrático de Direito”, declarou.

O líder da Oposição lamenta que de nada adiantem as provas de correção quando há uma implacável cruzada contra Lula, já privado de sua liberdade há quase oito meses e ao qual, nessa denúncia, sequer foram assegurados o devido processo legal e a presunção da inocência, tendo em conta que lhe foi cassada a oportunidade de prestar qualquer esclarecimento “antes desse novo espetáculo midiático”.

Humberto diz que está muito evidenciada, inclusive para incontáveis observadores internacionais, que há uma sucessão coordenada de ataques, a partir de instituições policiais e judiciárias, com a finalidade de excluir o PT da vida política brasileira.

“Querem nos tornar um partido proscrito, ao mesmo tempo em que agem com extrema condescendência, por exemplo, em relação às denúncias de caixa 2 e outros crimes eleitorais que envolveram a campanha de Bolsonaro. Outros tantos governadores e políticos de outros partidos, com contas no exterior e gravações telefônicas comprometedoras, também estão soltos e vivendo na tranquilidade, sem serem alcançados pela Justiça”, comentou.

Não vamos permitir que Bolsonaro retire direitos daqueles que mais precisam, afirma Humberto em Caruaru

Humberto: Precisamos de uma reforma mais ampla relativa à saúde mental e, principalmente, de investimentos nesta área que não pode ser deixada de lado pelo novo governo. Foto: Asscom HC

Humberto: Precisamos de uma reforma mais ampla relativa à saúde mental e, principalmente, de investimentos nesta área que não pode ser deixada de lado pelo novo governo. Foto: Asscom HC

 

O líder da Oposição ao governo Temer no Senado, Humberto Costa (PT-PE), disse nessa sexta-feira (23), em Caruaru, que a sociedade e os políticos precisam estar vigilantes para não permitir que ocorram perdas de direitos e conquistas a partir de janeiro, quando começa o governo de Jair Bolsonaro, particularmente na área de saúde. A afirmação foi feita durante o 5º Encontro da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (RENILA), que ocorreu no Assentamento Normandia e reuniu militantes de todo o país.

“Nós não vamos permitir que um governo autoritário, como se anuncia o de Bolsonaro, retire direitos que conquistamos com muita luta nos últimos anos. Durante muito tempo, no Brasil, o atendimento às pessoas com transtornos mentais era algo que se limitava ao tratamento dado nos hospitais psiquiátricos. Esses pacientes sofriam com o isolamento social, com a perda de direitos individuais e com o profundo desrespeito à condição humana. Isto não pode se repetir”, pontuou Humberto.

Em 2017, o Governo Federal aprovou a reformulação da rede de atenção psicossocial que foi considerada por muitos especialistas um retrocesso. O papel dos hospitais psiquiátricos voltou a ser reforçado pela reforma. No encontro dessa sexta-feira, Humberto conversou com lideranças estaduais e colocou o mandato à disposição dos movimentos e contra qualquer tipo de retrocesso.

“Podem contar comigo para defender os interesses da saúde no Brasil. Precisamos de uma reforma mais ampla relativa à saúde mental e, principalmente, de investimentos nesta área que não pode ser deixada de lado pelo novo governo. Vamos cobrar, estaremos vigilantes, não admitiremos retrocessos”, assinalou Humberto.

No mesmo dia, em entrevista para a rádio COM FM, de Pelotas-RS, o senador fez uma cobrança pela unidade de diversos setores, no sentido de fiscalizar as necessidades no âmbito da saúde mental.

“Não apenas os profissionais de saúde, mas a sociedade com um todo, o Judiciário, o Ministério Público, todos devem estar articulados entre si para que possamos resistir a qualquer tentativa de retirada de direitos. Não podemos permitir que o Brasil regrida depois de nós termos proporcionado às pessoas que precisam uma atenção à saúde mental galgada no respeito, na cidadania e na manutenção dos direitos”, disse o senador.

O 5º Encontro Nacional da RENILA seguiu com atividades durante todo o dia e terá neste sábado (24) o seu encerramento.

Bolsonaro tem que deixar de lado o seu tapadismo para entender o Nordeste, diz Humberto

Humberto:  Precisamos de projetos e programas sérios de Estado que deem oportunidade ao Nordeste para se desenvolver de forma sustentada. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto:
Precisamos de projetos e programas sérios de Estado que deem oportunidade ao Nordeste para se desenvolver de forma sustentada. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

As declarações ofensivas e preconceituosas de Bolsonaro e seus aliados contra o Nordeste, que não se encerraram após o fim das eleições, preocupam o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE). Em discurso no plenário da Casa nesta quarta-feira (21), o parlamentar declarou que a região precisa de políticas públicas sérias, principalmente na área de infraestrutura, e não de discurso de ódio.

Humberto afirmou que a campanha eleitoral já passou e é necessário, agora, elevar o nível do debate político e federativo, deixando de lado o ranço e a visão torta que há sobre os nordestinos.

“Precisamos de projetos e programas sérios de Estado que deem oportunidade ao Nordeste para se desenvolver de forma sustentada. Não há, como Bolsonaro chegou a nos acusar durante a campanha, coitadismo na nossa região. E é preciso que o presidente eleito deixe de lado o seu tapadismo para poder entender isso”, alfinetou.

O senador considera um acinte que um governo que nem começou tenha um ministro que considera o Nordeste um “centro de roubalheira do país”. “Estamos falando de região onde vive um quarto da população brasileira, onde há homens e mulheres reconhecidos pela capacidade de trabalho e, sobretudo, de resistência às imensas adversidades em que vivem”, comentou Humberto.

Segundo ele, o novo governo precisa ficar atento à pauta dos nordestinos, que inclui a conclusão de obras de infraestrutura fundamentais, como a Transnordestina, a transposição do São Francisco, adutoras e barragens, para assegurar o desenvolvimento das potencialidades da região e o crescimento sustentado dos estados.

Ele disse ter ficado impressionado com a declaração do general Augusto Heleno, futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de Bolsonaro, de que “o Nordeste é o grande centro de roubalheira do país”.

O parlamentar lamentou que a frase não tenha causado nenhuma repreensão por parte do presidente eleito e sequer um pedido de desculpas do próprio militar que a “vomitou”.

“Essa declaração vergonhosa, dada ao jornal Valor Econômico, precisa ser imediatamente reparada antes do início de qualquer diálogo. É inaceitável que Bolsonaro não tenha repreendido, até a presente data, o seu braço direito e futuro ministro do GSI”, criticou.

Humberto lembrou que a perseguição ideológica de membros do governo eleito já causa sérios danos aos brasileiros. O líder da Oposição citou como exemplo o caso da expulsão dos médicos cubanos, que vai deixar quase 30 milhões de brasileiros sem atendimento hospitalar básico. Só em Pernambuco, mais de 400 profissionais deixarão de atuar, inclusive em municípios onde só existiam esses médicos.

Para o líder da Oposição, a diferença entre a forma de pensar do PT e dos partidos de extrema direita é exatamente na forma de pensar o Brasil: enquanto a sigla de esquerda entende que o país precisa de investimentos e inclusão dos mais pobres, os rivais defendem cortes e mais exclusão.

 

Confira o discurso do senador:

Com voto de Humberto, Senado aprova MP que beneficia indústria automobilística no Nordeste

O parlamentar votou a favor da MP que prorroga os incentivos fiscais, que venceriam em 2020, para 2030.

O parlamentar votou a favor da MP que prorroga os incentivos fiscais, que venceriam em 2020, para 2030. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Relator, em 2011, da Medida Provisória (MP) que possibilitou a instalação da fábrica da Fiat-Jeep em Goiana, na Mata Norte de Pernambuco, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou, nesta terça-feira (20), que a manutenção dos benefícios fiscais à indústria automobilística no Nordeste é de suma importância para o desenvolvimento regional do país.

O parlamentar votou a favor da MP que prorroga os incentivos fiscais, que venceriam em 2020, para 2030. O texto, aprovado no início da noite pelo plenário do Senado, institui o chamado Programa Rota 2030 e segue, agora, para sanção presidencial.

“A renovação da medida é fundamental para a geração de empregos, tecnologia e para avanços sociais na nossa região. Só em Pernambuco, a fábrica da Fiat-Jeep emprega mais de 13,6 mil funcionários e produziu, só no ano passado, 179 mil veículos. Tudo isso se reflete em aumento das atividades como o comércio e o setor de serviços, desenvolvimento e renda aos pernambucanos”, afirmou.

O senador lembrou que a unidade da Fiat-Jeep em Goiana está transformando a vida de milhares de pessoas e também a qualidade da mão de obra de Pernambuco e do Nordeste: a fábrica tem 95% de trabalhadores nordestinos, sendo 85% pernambucanos.

Humberto avalia que a medida provisória mira no desenvolvimento mais igualitário do Brasil, política iniciada, segundo ele, no governo Lula e continuada no de Dilma. Para o senador, as medidas beneficiam diretamente o polo industrial e o Nordeste.

O líder da Oposição ressaltou que, de acordo com nota técnica da Consultoria do Orçamento da Câmara dos Deputados, os benefícios concedidos pela proposta somarão R$ 2,1 bilhões em 2019. O valor terá que ser previsto no orçamento. A previsão de renúncia é de R$ 1,6 bilhão em 2020 e o mesmo valor em 2021.

“Estamos dando mais uma chance para os nordestinos mostrarem que, em iguais condições, têm capacidade de mostrar ao Brasil que é possível fazer o país crescer de maneira mais democrática. Não dá para ficar centralizando os recursos apenas no centro-sul. É preciso diversificar os investimentos”, comentou.

Edital para contratação de médicos não preencherá vagas dos cubanos, diz Humberto

Para Humberto, Bolsonaro é hipócrita ao falar de trabalho escravo, pois o acordo do Mais Médicos no Brasil é supervisionado pela OPAS, braço da Organização Mundial de Saúde nas Américas. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, Bolsonaro é hipócrita ao falar de trabalho escravo, pois o acordo do Mais Médicos no Brasil é supervisionado pela OPAS, braço da Organização Mundial de Saúde nas Américas. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Ex-ministro da Saúde do governo Lula, o atual líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou, nesta terça-feira (20), que o edital lançado hoje pelo governo Temer para contratar 8,5 mil médicos é apenas uma fantasia para atender o presidente eleito Jair Bolsonaro. Segundo Humberto, as vagas não serão preenchidas – como nunca foram – e a medida, dessa forma, não resolverá o problema da expulsão dos profissionais cubanos gerado por Bolsonaro.

De acordo com o parlamentar, o edital para suprir a carência dos cubanos está longe de ser suficiente, pois as vagas nunca foram preenchidas, em diversas tentativas anteriores, por conta da recusa dos médicos brasileiros a ocupar as vagas em locais longínquos, como o semiárido nordestino e a região amazônica.

“Os governos do PT fizeram esse esforço: abriam edital para médicos brasileiros e as vagas nunca eram preenchidas. Nunca foi possível levar atendimento às regiões mais difíceis por recusa dos profissionais em ocupar esses postos. Faço uma aposta que o quadro permanecerá assim. Os cubanos conseguiram cumprir essa demanda com louvor, mas foram expulsos do Brasil por absurda ruptura de acordo”, afirmou.

O parlamentar fez questão de registrar que a gestão Dilma ainda tentou cobrir a falta de profissionais e ampliar a oferta deles ao aumentar o número de faculdades de medicina no país. Mas lembrou que essa expansão foi proibida no Brasil, no início deste ano, pelo então ministro da Educação Mendonça Filho (DEM-PE), que “atendeu interesses corporativos escusos”.

“O prejuízo é direto no semiárido nordestino, comunidades quilombolas, povos ribeirinhos, periferia dos grandes municípios e na região amazônica. Os distritos indígenas perderam 301 dos seus 372 médicos. Só Pernambuco perderá quase 500 médicos cubanos reconhecidos pelos excelentes serviços que sempre prestaram à população”, disse.

Humberto ressaltou que mais de 30 milhões de brasileiros serão prejudicados pelo descumprimento do acordo internacional que mantém o Mais Médicos. O senador entende que Bolsonaro tomou a bizarra decisão com base em argumentos pífios insustentáveis, disseminados pelas redes como fake news.

O líder da Oposição avalia que Cuba não rompeu o acordo nem agiu por questão ideológica, “como quer fazer crer essa turma difusora de informações falsas de Bolsonaro”. Segundo ele, se fosse movido por esses interesses, o país caribenho teria deixado o Brasil quando Dilma foi derrubada do poder por meio de um golpe.

Humberto reconheceu que, mesmo sob Michel Temer, o Estado brasileiro honrou o acordo internacional assinado. “Bolsonaro, agora, rasgou esse documento e fez o Brasil perder médicos cubanos com mais de 10 anos de formados, todos com residência em medicina geral e comunitária, sendo mais da metade com segunda especialização e 40% com mestrado. É desse capital intelectual que o Brasil está abrindo mão”, lamentou.

Para Humberto, Bolsonaro é hipócrita ao falar de trabalho escravo, pois o acordo do Mais Médicos no Brasil é supervisionado pela OPAS, braço da Organização Mundial de Saúde nas Américas. Ele garante que, se Bolsonaro tivesse realmente preocupação com o tema, não estaria pondo fim ao Ministério do Trabalho, que combate o trabalho escravo, e teria votado para abolir o último reduto da senzala brasileira, que eram os empregados domésticos sem direitos, contra os quais ele votou para impedir a extensão dos direitos trabalhistas e previdenciários garantidos a todos os demais trabalhadores.

Assista ao discurso do senador na íntegra:

Precisamos de união contra os retrocessos de Bolsonaro, afirma Humberto no Araripe

 Humberto foi o senador mais votado em todos os municípios do Sertão do Araripe e aproveitou a plenária para reafirmar o sentimento de indignação com o fim do programa Mais Médicos. Foto: Asscom HC


Humberto foi o senador mais votado em todos os municípios do Sertão do Araripe e aproveitou a plenária para reafirmar o sentimento de indignação com o fim do programa Mais Médicos. Foto: Asscom HC

 

União dos brasileiros contra as medidas retrógradas anunciadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro e pelo fortalecimento da democracia. Esse foi o pedido do líder da Oposição a Temer no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que, no sábado(17), participou de uma plenária na Câmara Municipal de Ouricuri com prefeitos, vereadores e outros líderes do Sertão do Araripe.

“Bolsonaro ainda não assumiu e já está trazendo retrocessos para o povo. Nós precisamos de muita união nesse momento para que possamos nos ajudar. Meu mandato será uma trincheira de resistência e vocês sabem que podem contar sempre comigo, assim como eu pude contar com vocês na minha grande votação aqui no Araripe”, disse Humberto.

Humberto foi o senador mais votado em todos os municípios do Sertão do Araripe e aproveitou a plenária para reafirmar o sentimento de indignação com o fim do programa Mais Médicos.

“Bolsonaro conseguiu acabar com um programa que, só aqui em Pernambuco, respondia pela atenção básica a 125 municípios, beneficiando mais de um milhão de pernambucanos. Muitas cidades, aqui do Araripe, contavam com 70% ou até mais do seu quadro de médicos com profissionais de Cuba. E agora? Vamos ficar sem essa atenção? Será que o presidente eleito sabe disso? É neste aspecto que vamos precisar, mais do que nunca, de união e luta”, alertou o senador.

O prefeito de Moreilândia, Eri (PSDB), agradeceu a presença de Humberto em Ouricuri. “É muito importante essa vinda de Humberto aqui, nós ficamos gratos. O senador vai ser a nossa voz em Brasília”, pontuou o prefeito. Enquanto o chefe do Executivo de Parnamirim, Tácio Pontes (PSB), falou do empenho do município para eleger o senador: “Nós fomos para as ruas levantando a bandeira de Humberto e ele foi o mais votado de Parnamirim. O povo está com o senador e vamos estar juntos e preparados para o que vem por aí nesses 4 anos”.

Já o prefeito de Trindade, Everton Costa (PSB), destacou a importância dessa unidade para defender os interesses dos nordestinos. “Nós não podemos aceitar menos direitos, menos médicos”. ele agradeceu ao senador “pelo empenho pelo Araripe e por todo o estado de Pernambuco”.

No domingo (18), Humberto foi até o Sítio do Ingá, distrito de Serrita, acompanhado pelo vice-prefeito do município, Tadeu Sá (PT), entregar um trator e equipamentos vindos de uma emenda parlamentar do senador (foto). “Esse trator vai ajudar demais a vida dos moradores aqui da região. Ele vem equipado com uma caçamba e um equipamento de aração. Os benefícios virão, desde o processo de plantio até na comercialização e transporte dos produtos”, justificou Humberto.

O vice-prefeito de Serrita, Tadeu Sá (PT), falou sobre a importância do equipamento. “Todas as famílias poderão utilizar o trator nas suas terras, o equipamento é do povo de Serrita. Humberto nunca faltou com o nosso município e essa entrega veio em um ótimo momento”, afirmou o prefeito.

Pernambuco perde quase 500 profissionais cubanos do Mais Médicos, lamenta Humberto

O Nordeste será uma das regiões brasileiras mais atingidas com a saída dos profissionais de Cuba.

O Nordeste será uma das regiões brasileiras mais atingidas com a saída dos profissionais de Cuba.

 

O Nordeste será uma das regiões brasileiras mais atingidas com a saída dos profissionais de Cuba. Eles estão deixando o programa Mais Médicos, após as declarações “ameaçadoras” do presidente eleito Jair Bolsonaro, que, durante a campanha eleitoral, afirmou que expulsaria os médicos cubanos com base na prova do Revalida.
“Só aqui em Pernambuco, perderemos exatamente 414 profissionais que atuavam em 123 municípios, inclusive nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que são cobertos exclusivamente pelos médicos cubanos”, lamentou o líder da Oposição a Temer no Senado, Humberto Costa (PT).
O parlamentar afirmou que quase 35 mil indígenas ficarão sem atendimento médico. “São 12 etnias, entre elas os Pankararus, Trukás e Fulni-ô, que ficarão à margem de qualquer tipo de serviço de saúde. É muita maldade com um povo com quem temos dívidas históricas e que não merecia passar por isso. Pela primeira vez após a criação do Mais Médicos, milhares desses índios tiveram acesso a um profissional de medicina”, lastimou o senador.
Segundo a Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE), a saída dos médicos cubanos causará um impacto em 1,6 milhão de pernambucanos, especialmente do sertão do estado. Ao todo, são 57 municípios sertanejos, sendo 46 atendidos pelo Mais Médicos e quase todos contando com profissionais de Cuba.
“Temos cidades de Pernambuco que contam quase que exclusivamente com médicos cubanos e que ficarão completamente sem assistência médica. Isso sem falar da excelência no atendimento que esses profissionais atuam nos locais mais carentes visitando os acamados e também fortalecendo a parte de prevenção”, lembrou Humberto.
Quando se fala em números, apenas dos médicos cubanos, está se falando em 594 mil pessoas cobertas pelos profissionais que realizam uma média de 350 atendimentos por mês. Serão, no mínimo, 50 mil consultas que Pernambuco perderá por mês com a saída dos cubanos.
“É de uma irresponsabilidade sem tamanho o que Bolsonaro provocou. O Mais Médicos, principalmente com a participação dos profissionais cubanos, mostrou ser um sucesso desde que foi criado em 2013 pela presidenta Dilma Rousseff”, alegou o senador.
Ao todo, são 18.240 profissionais em mais de 4 mil municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Desse quantitativo, mais de 8.500 são médicos cubanos. O programa atende a cerca de 63 milhões de brasileiros, de acordo com o Ministério da Saúde. Levantamento do governo divulgado em 2016 apontou que o Mais Médicos é responsável por 48% das equipes de Atenção Básica em municípios com até 10 mil habitantes. E em 1.100 municípios atendido pelo programa, o Mais Médicos representava 100% da cobertura de Atenção Básica.
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