Blog

Giro de Humberto pelo Sertão inclui Lula e Petrolina

Para o líder da Oposição, a organização e a mobilização da população são extremamente importantes para barrar mais retrocessos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para o líder da Oposição, a organização e a mobilização da população são extremamente importantes para barrar mais retrocessos. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Depois de acompanhar a caravana do ex-presidente Lula pelo sertão pernambucano, que teve atos em Exu, Ouricuri e Araripina, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), seguiu pela região para cumprir agenda política em Petrolina e Santa Maria da Boa Vista. Entre as atividades programadas, está o encontro com lideranças do PT e com o ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB).

 

Sempre engajado nas viagens pelo interior do Estado, o senador tem traçado uma agenda política estratégica por todas as regiões. “O parlamentar, por obrigação, passa parte do seu tempo em Brasília trabalhando em questões nacionais. Mas é fundamental para a gente ouvir a população, saber quais são as suas principais demandas. É junto das pessoas que a gente sente realmente como é danoso esse governo Temer para os nordestinos e como as pessoas têm sofrido com tanto desemprego, com a perda de direitos e com projetos fundamentais que vêm sendo abandonados”, afirmou o senador.

 

O líder da Oposição disse ainda que a organização e a mobilização da população são extremamente importantes para barrar mais retrocessos. “O presidente Michel Temer está colocando o Brasil à venda. Do São Francisco à Amazônia, passando pelo setor elétrico, tudo está sendo entregue aos especuladores, com a finalidade de manter funcionando a sua fábrica de compra de votos no Congresso Nacional. Por isso, precisamos dizer ao povo o que está em jogo. Só a união da população poderá barrar essas medidas”, avalia Humberto.

Em grande ato no sertão, Lula e Humberto pregam derrota de Temer e aliados

Humberto: Lula e Dilma colocaram o Nordeste como prioridade das políticas públicas, algo que jamais havia acontecido na história do Brasil, e mudaram a realidade do Sertão do Araripe. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Lula e Dilma colocaram o Nordeste como prioridade das políticas públicas, algo que jamais havia acontecido na história do Brasil, e mudaram a realidade do Sertão do Araripe. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Arrastando multidões por onde passa com a Caravana do Nordeste, iniciada há exatamente duas semanas, Lula voltou a Pernambuco, nesta quinta-feira (31), numa visita especial ao sertão do Araripe, onde fica Exu, terra de Luiz Gonzaga. Ao lado de Humberto Costa (PT-PE), líder da Oposição no Senado, o ex-presidente foi calorosamente recebido pelo povo sertanejo, que lotou a Praça Voluntários da Pátria, na cidade de Ouricuri.

Em um discurso acalorado, o senador afirmou que, graças aos programas sociais implementados durante os governos de Lula e Dilma, como o Bolsa Família, o Fies, o Minha Casa, Minha Vida, o Mais Médicos e o de construção de cisternas, os nordestinos melhoraram de vida e também deixaram de morrer de fome, principalmente no período de seca.

“Lula e Dilma colocaram o Nordeste como prioridade das políticas públicas, algo que jamais havia acontecido na história do Brasil, e mudaram a realidade do Sertão do Araripe. No passado, infelizmente, a vida era muita dura e as pessoas morriam de fome em tempos de seca”, contou.

Humberto ressaltou que os governos do PT implementaram ainda o Bolsa Estiagem, construíram mais de 1,1 milhão de cisternas e realizaram a transposição do rio São Francisco. “Foram essas ações que garantiram que nenhum nordestino morresse mais de fome num país tão rico como o nosso”, declarou.

Humberto, que foi chamado por Lula de “grande senador e companheiro histórico do PT”, olhou para o rosto do ex-presidente, no palco diante das milhares de pessoas, e comentou que a caminhada extenuante da caravana tem deixado o ex-presidente cansado. Mas, segundo o parlamentar, o rosto de Lula também traz a mensagem de que a missão está sendo rigorosamente cumprida.

“O maior presidente da história do país é um guerreiro. Hoje, faz um ano que os golpistas derrubaram uma presidente legitimamente eleita pelo povo e colocaram o maior ladrão que já passou pela história do Brasil, que é esse Michel Temer (PMDB)”, disparou.

De acordo com o líder da Oposição, a caravana está abrindo os olhos dos nordestinos para o que acontece hoje no Brasil, mostrando que o governo está querendo acabar com os direitos do povo de se aposentar, trabalhar e até de se alimentar e ter uma moradia, cortando o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.

A Caravana pelo Nordeste começou no último dia 17, em Salvador, e vai se encerrar no próximo dia 5, no Maranhão. No total, serão percorridos 4 mil quilômetros pelos nove estados da região. Humberto esteve ao lado de Lula na saída da caravana, na Bahia, e o acompanhou durante os três dias de intensa agenda por Pernambuco.

No discurso de hoje, Lula prometeu voltar a Pernambuco em 13 de dezembro para participar da Festa do Sanfoneiro, em Exu (PE). Ele deixa o Estado amanhã, quando segue ao Piauí.

Humberto denuncia cortes de recursos para o ensino superior

 Líder da Oposição diz que ministro é covarde ao culpar reitores pela crise nas universidades. Foto: Roberto Stuckert Filho

Líder da Oposição diz que ministro é covarde ao culpar reitores pela crise nas universidades. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
O corte de R$ 250 milhões de recursos para universidades federais do Brasil no primeiro semestre deste ano levou o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), a tecer duras críticas à gestão do ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), à frente da pasta. Segundo dados do próprio ministério, o repasse para as instituições de ensino superior no primeiro semestre deste ano é menor dos últimos quatro anos.
“Há uma ação deliberada de desmonte do ensino superior público do País. Muitas instituições, aliás, já ameaçam não terminar o ano letivo por não ter condições de manter serviços essenciais como água e luz. As mãos de tesoura de Mendonça estão dilacerando o futuro de toda uma geração e acabando com as universidades deste país”, afirmou o senador Humberto Costa.
O contingenciamento dos recursos atinge 44 das 64 universidades federais do país. Entre elas, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). “Falta dinheiro para absolutamente tudo nesse governo que aí está, só não falta para o balcão de votos do Congresso Nacional. Enquanto isso, o ministro Mendonça Filho coloca a culpa da crise nas universidades, no que chama de ‘má gestão’ dos reitores das instituições. Além de ser a resposta mais covarde e conveniente que ele poderia dar, certamente ela não é crível. Quer dizer que todos os reitores são incompetentes, só quem presta é o ministro?”, questionou Humberto.
Humberto também lembrou o legado dos governos Lula e Dilma na área do ensino superior. “Os governos de Lula e Dilma criaram três vezes mais escolas técnicas do que nos cem anos anteriores e bateram recorde no ensino superior. Em 13 anos de gestão do PT, criaram mais de 20 universidades federais e de 200 campi. É muito triste perceber que, em tão pouco tempo, um governo como esse coloca a perder tudo o que foi investido na educação”, afirmou.

Em fúria privatizante, Temer quer vender até o rio São Francisco, denuncia Humberto

Humberto acusa Temer de exigir dos Estados beneficiados que paguem pela água da transposição. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto acusa Temer de exigir dos Estados beneficiados que paguem pela água da transposição. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O anúncio do Ministério da Integração Nacional de que irá privatizar as operações da transposição do rio São Francisco, feito nesta quarta-feira (30), foi duramente atacado pelo líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que vê a iniciativa como um crime de lesa-pátria.

O plano do governo do presidente não eleito Michel Temer é concluir o modelo do negócio em 2018 e fazer com que os Estados beneficiados pelo empreendimento (Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba) paguem pela água.

Para Humberto, a privatização da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) é um ato criminoso contra a população, que vai acabar arcando com os custos finais da operação e não deverá ser contemplada a contento.

“A privatização do rio São Francisco atenta contra os interesses da nação e da empresa, cuja democratização nos governos Lula e Dilma minimizaram os efeitos da seca na região. Temer que recupere o Brasil e o tire do banco de feira em que foi colocado, a partir do desmonte, do patrimônio retalhado, das terras vilipendiadas e de tudo o mais colocado à venda a especuladores”, afirmou o senador.

O parlamentar avalia que a venda do patrimônio público feito pelo governo para pagar a dívida pública e fazer caixa é uma fórmula fracassada. Segundo ele, a Europa adotou mecanismo semelhante no fim da década de 70 e isso a levou, nos anos 2000, a uma das piores crises desde o início do Século 20.

“A privatização do setor se mostrou absolutamente desastrosa ao Brasil nos governos do PSDB e, em Pernambuco especificamente, nos governos do PMDB e do DEM. A venda da Celpe no nosso Estado não melhorou a rede nem baixou as tarifas. Ao contrário, aumentou o custo da energia e, ainda hoje, as pessoas morrem eletrocutadas nas ruas do Recife com fios soltos e expostos pelo desleixo da companhia que a comprou”, disparou.

O líder da Oposição entende que fato idêntico ocorrerá com a privatização da Eletrobrás, que “Temer chama graciosamente de descotização”. Humberto lembra que a empresa, que conta com 47 hidrelétricas, 32,2% da capacidade de geração de energia do país e 50% das linhas de transmissão, recebeu R$ 400 bilhões de investimentos e o governo espera receber pouco mais de R$ 20 bilhões com a venda de suas cotas.

“É mais um escândalo escabroso de um governo vendilhão, que está entregando o Estado à iniciativa privada, terceirizando o país para ser administrado por especuladores”, destacou. O senador acredita que o país só irá estancar a “dilapidação do patrimônio público em marcha” derrubando Temer.

Humberto critica rombo recorde e diz que modelo econômico de Temer fracassou

Líder da Oposição afirma que governo torra dinheiro do orçamento com a própria salvação. Foto: Roberto Stuckert Filho

Líder da Oposição afirma que governo torra dinheiro do orçamento com a própria salvação. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Às vésperas da votação da nova meta fiscal no Congresso prevendo um déficit bilionário nas contas públicas e diante da liberação de R$ 15 bilhões em programas e emendas para parlamentares da base que votaram pelo engavetamento das investigações contra Michel Temer (PMDB), o governo fechou o mês de julho com o pior rombo em 21 anos. Segundo dados da Secretaria de Tesouro Nacional, o déficit primário foi de R$ 20,15 bilhões.

No balanço do primeiro semestre do ano, o governo Temer também bate recorde. Entre janeiro e julho deste ano, as contas governamentais tiveram um rombo de R$ 76,27 bilhões. O resultado também é o pior dos últimos 21 anos. Os números mostram que os gastos da gestão de Michel Temer superaram, em muito, aquilo que foi arrecadado, mesmo depois do aumento de impostos e do combustível.

Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), os dados mostram o descaso total de Temer com a economia nacional. “A única conta que tem de fechar para ele é a da sua salvação. Aos olhos de quem quiser ver, Temer transforma o Congresso num balcão de negócios, gasta o que pode e o que não pode. Agora, quer cobrar essa contra liquidando o patrimônio nacional, acabando com as empresas públicas e loteando a Amazônia”, disse o senador.

Para Humberto, o modelo econômico proposto por Temer fracassou. “É um modelo que estagnou o Brasil e faz ajuste nas costas dos mais pobres, mantendo o privilégio dos mais ricos. A verdade é que a mola que move este país é a dos trabalhadores. São eles que movimentam a economia. Foi nisso que Lula investiu e fez o Brasil se tornar a 6a maior economia do mundo. Enquanto não mudar essa lógica perversa dos que hoje comandam esse governo nefasto, a economia vai seguir patinando”, avaliou Humberto.

Senado mantém veto de Temer a projeto de Humberto que fecha farmácias com remédio falsificado

 Líder da Oposição criticou, em plenário, a conivência dos senadores governistas com a adulteração de produtos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Líder da Oposição criticou, em plenário, a conivência dos senadores governistas com a adulteração de produtos. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Os aliados de Michel Temer (PMDB) no Senado mantiveram, na noite desta terça-feira (29), o veto presidencial ao projeto de autoria do líder da oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), que interdita farmácias que vendem medicamentos, insumos e cosméticos falsificados, até o fim das investigações. Por 35 votos a 12, com uma abstenção, os senadores foram favoráveis ao veto do governo.

A proposta de Humberto, que havia sido aprovada na Câmara e no Senado, previa que o estabelecimento flagrado cometendo irregularidades deveria ficar fechado enquanto perdurasse o inquérito policial, para evitar riscos à população. Hoje, o local pode ser reaberto após 90 dias.

Eram necessários 41 votos para derrubar o veto de Temer no Senado. Se isso tivesse ocorrido, o veto passaria a ser analisado pelos deputados. Temer justificou a medida alegando que o projeto de Humberto “contraria o interesse público e é inconstitucional”. “Infelizmente, boa parte dos senadores que votaram massivamente pela aprovação do projeto agora resolveram se curvar aos interesses escusos do Palácio do Planalto”, criticou.

O senador falou sobre o projeto e explicou que, em muitas ocasiões, a investigação sobre as irregularidades detectadas nas farmácias ultrapassa os três meses previstos atualmente como punição e o local volta a atuar, sem sofrer qualquer tipo de sanção ou impedimento, mesmo tendo cometido crime.

“Os processos administrativos e judiciais destinados à apuração das responsabilidades, frequentemente, arrastam-se por anos, quase como uma abonação aos infratores. Isso iria mudar”, lamentou o parlamentar.

O líder da Oposição lembrou que, no veto publicado por Temer no Diário Oficial da União (DOU), o governo chegou a elogiar a iniciativa, classificando-a de louvável. Porém, alegou que a inexistência de prazo para o estabelecimento voltar a funcionar é “irrazoável do ponto de vista econômico, podendo representar o fim das atividades do empreendimento”.

O Palácio do Planalto também argumentou, no DOU, que o projeto criaria “um incentivo negativo, ao não estabelecer um limite ao setor público para a conclusão de etapa do processo administrativo sanitário”.

Para Humberto, as duas justificativas são falhas e os senadores não poderiam ter se convencido com base nelas. “Ora, o governo está admitindo a possibilidade de que a administração pública se sentiria desobrigada ou desestimulada a investigar rapidamente os crimes cometidos. Ele também está demonstrando uma preocupação com o comércio que age de má-fé, visando especificamente o lucro, em detrimento da população. Isso é ridículo”, disparou.

Humberto acredita que, com o veto de Temer, mantido agora pelo Senado, as atividades de pirataria e adulteração de produtos destinados ao consumo, infelizmente, continuarão ocorrendo no país sem o devido rigor na fiscalização e controle.

Humberto critica veto de Temer a incentivo ao audiovisual e propõe benefícios até 2021

Líder da Oposição afirmou que medida do governo é um duro golpe contra o cinema nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho

Líder da Oposição afirmou que medida do governo é um duro golpe contra o cinema nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

Preocupado com os prejuízos do veto do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) à medida provisória que prorrogava até 2019 os incentivos previstos na Lei do Audiovisual ao setor, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou a medida, nesta terça-feira (29), durante sessão do Congresso Nacional que analisa a questão.

O parlamentar, que classificou o veto como “mais uma patacoada” do Palácio do Planalto, apresentou duas emendas estendendo o prazo dos benefícios até dezembro de 2021. A concessão dos incentivos, que contempla todo o setor de audiovisual, está em vigência desde 1993. O veto põe um fim aos benefícios até dezembro deste ano.

Da tribuna do plenário, Humberto detonou Temer por não ter nenhuma sensibilidade com o setor e explicou que o Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica (Recine) tem por motivação estimular os investimentos na implantação de novas salas de cinema. “De 2012 até o final de 2016, mais de 1 mil salas de cinema foram implantadas no país, quase todas com projetos credenciados para os benefícios do Recine”, ressaltou.

Segundo ele, essa medida, no âmbito do Programa Cinema Perto de Você, suspende todos os tributos federais incidentes sobre os investimentos sem causar impacto significativo sobre a arrecadação da União.

“O financiamento público ao audiovisual tem se demonstrado fundamental para a defesa da cultura brasileira e a diversidade no mercado de bens simbólicos. Todos os países com alguma expressão na produção audiovisual mantêm mecanismos de financiamento público, inclusive os detentores de posições hegemônicas no sistema internacional de distribuição de filmes e séries”, disse.

O líder da Oposição lembrou, ainda, que o parque exibidor brasileiro opera desde o final de 2015 com projeção universalmente digitalizada. “Esse fato só foi possível por conta do Recine e da expressiva redução dos custos de importação dos equipamentos. Hoje, o parque exibidor brasileiro é o mais moderno da história”, afirmou.

O parlamentar acredita que, por tudo isso, os mecanismos de incentivo demandam renovação, pois têm sido vetores importantes para o investimento em obras brasileiras de cinema e televisão, cujos projetos geram empregos qualificados para milhares de brasileiros em centenas de empresas.

Da tribuna do plenário da Câmara, durante sessão do Congresso, Humberto ainda questionou a falta de cumprimento de acordos feitos pelos líderes partidários da base. Eles prometeram que Temer não vetaria a proposta aprovada por eles.

Humberto diz que venda da Amazônia é sentença de morte da floresta

No Senado, Humberto lidera oposição a projeto de Temer que acaba com reserva no Norte do país. Foto: Roberto Stuckert Filho

No Senado, Humberto lidera oposição a projeto de Temer que acaba com reserva no Norte do país. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

A mobilização contra a decisão do governo de Michel Temer (PMDB) de extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) segue crescendo em todo o País. No senado, o líder da Oposição, Humberto Costa (PT-PE), chamou a medida, que abre o caminho para a exploração de uma área de cerca de 45 mil quilômetros na Amazônia pela mineração privada, de “sentença de morte da floresta”.

Para o senador, a medida pode ter um efeito irreversível. “Temer já deixou claro que, para se manter no poder, faz qualquer negócio. E isso inclui acabar com uma área equivalente ao estado do Espírito Santo, do tamanho da Suíça, dentro da Amazônia. É um crime horrendo. Enquanto os principais países do mundo têm na sua pauta a questão da preservação, o Brasil está dizimando a maior floresta do planeta. Vamos derrubar árvores para explorar minérios. É algo tão abjeto quanto esse governo”, atacou Humberto.

Segundo o senador, a medida atende interesses da bancada ruralista, que votou maciçamente pelo golpe contra Dilma Rousseff e em favor do engavetamento da denúncia feita pelo Ministério Público contra Temer. “Esta ação é o primeiro passo para o avanço do desmatamento e da grilagem na área. Uma vez que as empresas privadas comecem a explorar a localidade, vamos seguir num caminho sem volta para o fim da maior floresta do mundo e o mais importante patrimônio nacional”, afirmou.

Desde 1984, estava em vigor um decreto que determinava que somente a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, avaliaria as ocorrências de minérios na reserva. Cerca de 90% da área dela estão destinados a terras indígenas e unidades de conservação. Os outros 10% das terras públicas são cobertos por floresta.

Segundo o senador, a medida é uma ameaça à população indígena. “Além de ser um grande problema para o meio ambiente, a exploração da reserva por grupo privados atinge diretamente diversas populações indígenas da região que ficarão ainda mais vulneráveis a ação de grileiros e de mineiros”, denunciou Humberto.

Esta semana, serão realizados atos em diversas cidades do país pedindo a saída de Temer e contra a decisão do governo de permitir a exploração da Amazônia. “Vamos seguir mobilizando e denunciando. Só com uma grande ação poderemos barrar mais esse retrocesso”, avalia. Vários artistas também estão mobilizados contra a medida e já se manifestaram publicamente contra a decisão de Temer, como a modelo Gisele Bündchen, o cantor Caetano Veloso e a atriz Regina Casé.

Lula, Dilma e Humberto denunciam desmonte da indústria nacional em Ipojuca

 

Humberto ressaltou que foi graças aos governos do PT que o Nordeste e Pernambuco se desenvolveram como nunca. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto ressaltou que foi graças aos governos do PT que o Nordeste e Pernambuco se desenvolveram como nunca. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Em um grande ato em defesa da indústria petrolífera e naval em Ipojuca, no litoral sul de Pernambuco, nesta sexta-feira (25), os ex-presidentes Lula e Dilma, ao lado do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticaram o desmonte do Estado que tem sido feito por Michel Temer (PMDB). A indústria naval já demitiu cerca de 50 mil pessoas e hoje tem dívida bilionária.

Em discurso para uma multidão que se deslocou até o centro do município no Grande Recife para abraçar carinhosamente Lula e Dilma, Humberto afirmou que “esse governo golpista está deixando milhares de nordestinos sem emprego”. “Suape e Ipojuca são exemplos de como Lula Dilma transformaram a região, trazendo renda e desenvolvimento para nós”, declarou Humberto.

A programação de hoje da Caravana pelo Nordeste de Lula inclui, às 17h, um grande ato no Pátio do Carmo, no centro do Recife. Amanhã, às 10h, eles estarão frente a frente com os moradores de Brasília Teimosa, comunidade transformada pelas gestões petistas em bairro-símbolo do combate à pobreza.

Em Ipojuca, Humberto disse que foi graças aos governos do PT que o Nordeste e Pernambuco se desenvolveram como nunca, pois a região mais carente do país, desprezada durante séculos, passou a ser priorizada.

“A Refinaria Abreu e Lima e o Estaleiro Atlântico Sul, em Ipojuca, trouxeram pujança à economia do nosso Estado. Milhares de pessoas se profissionalizaram, homens que largaram a atividade pesada no campo cortando cana de açúcar e mulheres que eram cabeleireiras, por exemplo, passaram a trabalhar lá. Hoje, com Temer, eles estão voltando ao passado”, afirmou Humberto.

De acordo com o parlamentar, os investimentos feitos em prol do povo nordestino não podem simplesmente ser desfeitos. “Lutamos muito para trazer para cá a industrialização que gera riqueza apenas no Sul e Sudeste do país. Temos de continuar a batalha hoje, com todas as forças, para que essa sem-vergonhice de Temer, de privatizar nosso patrimônio, seja enterrada”, comentou.

No ato em Ipojuca, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) entregou uma homenagem a Lula pelos serviços prestados ao setor. Ontem à noite, ele e Humberto participaram no Recife de um ato de apoio ao Mais Médicos, após a visita de Lula ao Museu Cais do Sertão. Eles conversaram com dona Quitéria, que teve o seu primeiro atendimento médico da vida feito por um profissional do programa.

No Parlamento do Mercosul, Humberto denuncia dumping social do Brasil

Humberto alertou os integrantes do bloco para o início de uma concorrência desleal brasileira alcançada em cima dos direitos dos trabalhadores. Foto: Asscom HC

Humberto alertou os integrantes do bloco para o início de uma concorrência desleal brasileira alcançada em cima dos direitos dos trabalhadores. Foto: Asscom HC

 

A reforma trabalhista do governo Michel Temer (PMDB) – que precarizou as relações laborais no Brasil, com alterações em mais de 100 dispositivos da legislação – pode levar o país a praticar dumping social, uma prática rechaçada pelos organismos internacionais. A argumentação foi levada ao Parlamento do Mercosul (ParlaSul), em Montevidéu, no Uruguai, pelo líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que alertou os integrantes do bloco para o início de uma concorrência desleal brasileira alcançada em cima dos direitos dos trabalhadores.

“Essa reforma elimina direitos da classe trabalhadora. Barateia o capital humano. Ela vai promover a redução do emprego qualificado e a proliferação do subemprego. É uma distorção. Por isso, vimos com muita satisfação a manifestação do Uruguai junto ao Mercosul em razão dessa ameaça de prática desleal por parte do Brasil”, informou Humberto no plenário do ParlaSul.

Juntamente com outros parlamentares progressistas do bloco, o líder da Oposição vai acionar a Comissão de Relações Laborais do Mercosul para que discuta o tema e avalie se o que o governo Temer chama de “modernização das leis trabalhistas” não se configura como um artifício para que o Brasil pratique uma concorrência desleal de mercado, o que poderia até mesmo levar o país a ser acionado na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Na intervenção que fez no plenário do ParlaSul, Humberto também relatou aos colegas a rejeição pela Câmara dos Deputados da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República contra Michel Temer, o que classificou como triste episódio. “É lamentável que os deputados tenham ignorado as provas contundentes contra o presidente e resolvido enterrar qualquer possibilidade de investigação. Mas outras denúncias virão. E vamos observar como a Câmara vai se portar diante delas”, alertou o líder da Oposição.

Página 30 de 329« Primeira...1020...2829303132...405060...Última »