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Humberto defende criação de polícias penitenciárias para melhorar sistema prisional

 

Humberto avalia que a medida vai fortalecer a segurança do sistema prisional brasileiro e, consequentemente, das cidades do país. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto avalia que a medida vai fortalecer a segurança do sistema prisional brasileiro e, consequentemente, das cidades do país. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O Senado deve votar nesta semana, em segundo turno, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a criação de polícias penitenciárias federal e estaduais. O texto, defendido pelo líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), e aprovado em primeira votação na semana passada, assegura aos agentes penitenciários os mesmos direitos dos policiais, sem onerar os cofres públicos, e libera os policiais civis e militares das atividades de guarda e escolta de presos.

Caso passe em segundo turno, a matéria vai para apreciação da Câmara dos Deputados. Humberto avalia que a medida vai fortalecer a segurança do sistema prisional brasileiro e, consequentemente, das cidades do país. “Além de liberar os policias que hoje estão em desvio de função cuidando de guarda e escola de presos, a polícia penal vai atuar na prevenção e elucidação de crimes que possam ocorrer dentro e a partir dos presídios”, explicou.

O parlamentar se reuniu com representantes do Sindicato dos Agentes e Servidores no Sistema Penitenciário do Estado de Pernambuco (Sindasp), nessa quinta-feira (14), em seu gabinete. Eles agradeceram o empenho de Humberto a fim de aprovar o texto.

Para o senador, a proposta altera o art. 144 da Constituição Federal com o objetivo de preencher uma lacuna que consolida o ciclo do Sistema de Segurança Pública. Ele entende que a polícia penal amplia a atuação do Estado na perspectiva de uma segurança pública integrada e libera policiais civis e militares que atuam na segurança de unidades prisionais, custódia e escoltas de presos.

“Os agentes penitenciários têm papel fundamental na sociedade. A proposta é muito importante à melhoria das condições de trabalho e vai resultar, inclusive, em condições mais dignas aos presos. Temos de ter como objetivo a construção de um ambiente de paz nos presídios, que pode propiciar melhor processo de ressocialização dos presos”, afirmou.

O líder da Oposição explicou que a polícia penal será formada a partir do quadro dos atuais agentes penitenciários e deverá ter como meta a realização de ações destinadas à segurança no âmbito do sistema prisional.

“Os agentes penitenciários prestam serviços públicos essenciais de custódia e vigilância de presos. A atividade também preserva a ordem pública e a incolumidade das pessoas. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a profissão é a segunda mais perigosa do mundo, depois dos mineradores. Nada mais justo que melhorar suas condições”, acredita.

O Brasil está em quarto lugar no ranking de nações com maior número de presos, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Rússia. Atualmente, há 608 mil presos no Brasil, sendo 580 mil no sistema penitenciário e 28 mil sob custódia das polícias. Estima-se, no entanto, que haja somente 65 mil agentes penitenciários no País.

“Em 20 anos, a população carcerária brasileira quadruplicou. Nesse contexto, as facções passaram a existir e doutrinar a massa carcerária, utilizando-se dos ambientes fechados para praticar diferentes crimes”, ressaltou.

Por isso, segundo ele, é mais do que urgente que o Estado se utilize de meios legais para a retomada da ordem e do controle. “A polícia penal busca justamente atender a esses objetivos, com atuação mais padronizada e profissional”, resumiu.

Humberto critica plano de privatização da Infraero

Humberto: stão dilapidando o patrimônio nacional. A Infraero é uma empresa importante, ativa e que está dando lucro.  Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: stão dilapidando o patrimônio nacional. A Infraero é uma empresa importante, ativa e que está dando lucro. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Depois de anunciar a privatização da Eletrobras, o governo de Michel Temer (PMDB) mira agora na Infraero. Nessa quarta-feira (14), o Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella (PR), confirmou que o governo tem a intenção de abrir o capital da estatal aeroportuária. A medida, no entanto, já enfrenta reação. Segundo o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), não existem motivos reais para a venda da empresa que, este ano, deve lucrar R$ 400 milhões.

“Estão dilapidando o patrimônio nacional. A Infraero é uma empresa importante, ativa e que está dando lucro. Não existe nenhum motivo para acabar com uma estatal que é eficiente, uma referência nacional. Uma ação como esta vai gerar ainda uma série de demissões”, afirmou. A empresa tem hoje mais de 10 mil funcionários.

O senador disse que a abertura do capital da Infraero pode gerar, inclusive, perda na qualidade de serviço. “Temer, o maior chefe de quadrilha que esse país já teve, segue tentando vender o Brasil a preço de banana. Está sendo assim com a Eletrobrás, com a Chesf e até com a Amazônia. Dá para imaginar todas as tramas e negociatas que estão sendo feitas para vender aquilo que nós lutamos tanto para construir. Isto a preço de banana e sem nenhuma garantia de que isso vai gerar algum retorno em relação ao serviço já oferecido”, criticou Humberto.

O senador ainda questionou o modelo econômico do governo de Michel Temer. “É um governo ilegítimo que bate recorde no rombo das contas públicas. Também pudera: só na primeira tentativa de salvar a sua pele no Congresso Nacional ele gastou 15 bilhões de reais para fazer um acordão que o livrasse da primeira denúncia da Procuradoria Geral da República. Imaginem quanto não vai gastar agora. Um governo que oprime os mais pobres, beneficia os mais ricos e quer salvar a sua pele e da sua ‘entourage’ a qualquer custo, inclusive acabando com o patrimônio dos brasileiros”, afirmou.

Humberto comemora projeto que regulamenta atribuições dos agentes de saúde

Humberto: Era uma reivindicação muito antiga de uma categoria de profissionais da maior importância para os brasileiros. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Era uma reivindicação muito antiga de uma categoria de profissionais da maior importância para os brasileiros. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Defensor e autor de iniciativas que melhoram as condições de trabalho dos agentes comunitários de saúde, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que a aprovação da proposta que reformula as atribuições, flexibiliza a jornada, aumenta o grau de formação profissional e os cursos de formação técnica e cria a indenização de transporte tanto dos agentes comunitários quanto os de combate às endemias é um marco histórico.

“Era uma reivindicação muito antiga de uma categoria de profissionais da maior importância para os brasileiros. São eles, mais de 250 mil trabalhadores, que realizam visitas domiciliares rotineiras, casa a casa, na busca de pessoas com sintomas de doenças, visando encaminhá-las a tratamento específico. É a medicina de prevenção que gera economia aos cofres públicos e menos filas no SUS”, ressaltou.

Para o senador, o projeto, aprovado nessa quarta-feira (13) pelo Senado e que agora retorna à Câmara dos Deputados por ter sofrido alteração, prevê, além do ensino médio, curso de formação inicial de 40 horas e curso de aprimoramento de 200 horas a cada dois anos de atuação. Nada muda para quem já atua como agente.

O parlamentar explica que a proposta divide a jornada de trabalho de 40 horas, já prevista na legislação atual, em 30 horas semanais para as atividades externas de visita domiciliar e outras ações de campo e 10 horas semanais a atividades de planejamento e avaliação das ações, entre outras.

“Muitas vezes, os agentes comunitários, por exercerem papel de liderança em muitas comunidades, são procurados pela população fora do horário de expediente para solucionarem situações diversas. Nada mais justo que acrescentar, também, o direito à indenização de transporte no caso de uso de seus próprios meios de locomoção”, avalia.

Atualmente, os agentes não recebem qualquer reparação pelos custos envolvidos. A proposta aprovada no Senado ainda permite que o agente more longe da comunidade na qual atende, caso resida em casa própria.

Apesar de contente com a proposta, Humberto demonstrou preocupação quanto a um possível veto do presidente não-eleito Michel Temer (PMDB). Em outubro do ano passado, Temer vetou um projeto de lei que estabelecia novos benefícios trabalhistas e sociais para agentes comunitários de saúde.

Humberto chama Moro de perseguidor-geral da República

Humberto: Lula mostrou que é inocente e perseguido. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Lula mostrou que é inocente e perseguido. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Um dia depois do segundo depoimento prestado por Lula ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que o ex-presidente apresentou explicações a todas as acusações feitas contra ele, com altivez e dignidade, contestou a imparcialidade do magistrado e declarou que Moro redige as suas sentenças não a partir de provas e testemunhos contidos nos autos, mas sim baseado em editoriais e opiniões de articulistas publicados em jornais.

“Lula ficou, mais uma vez, cara a cara, com o perseguidor-geral da República, um juiz que não respeita a defesa porque não é isento e porque faz o papel de acusador. Em muitas vezes, melhor até do que o próprio Ministério Público (MP), que ele socorre nos ataques a Lula toda vez que os procuradores fraquejam na tentativa de provar mentiras”, disparou Humberto.

Para o senador, o ex-presidente mostrou que os membros do MP que integram a Lava Jato são prisioneiros da própria inconsequência, pois acusaram Lula de crimes que não têm como provar e, agora, não encontram rota de fuga para a saia justa em que se meteram.

De acordo com o parlamentar, ao juiz Sérgio Moro, “que poderia ser chamado de Sérgio Globo”, Lula mostrou que é inocente e perseguido. “Na absurda condenação que impôs a Lula, há mais menções ao jornal O Globo do que a testemunhas de defesa”, garantiu.

O líder da Oposição acredita que, quem achava que a figura messiânica de Moro iria subjugar à de Lula, enganou-se totalmente. “Diante da representação do juiz-promotor, não estava um réu, mas um perseguido político determinado a provar sua inocência e demonstrar a violenta caçada a que está sendo submetido”, disse.

Humberto avalia que não haverá outra saída para essa sanha persecutória a Lula que não seja um verdadeiro pedido de desculpas a ele por essa terrível cruzada jurídico-midiática que tem por finalidade condená-lo sem provas para inviabilizar a sua candidatura às eleições presidenciais do ano que vem, para as quais ele aparece disparadamente na frente em todas as pesquisas.

O senador foi a Curitiba prestar solidariedade ao ex-presidente, nessa quarta-feira, e participou do ato público em apoio a Lula na praça Generoso Marques. Mais de 7 mil pessoas estavam no local em defesa do Estado Democrático de Direito. Humberto também acompanhou o ex-presidente em maio, quando falou pela primeira vez a Moro.

Ato em Brasília condena privatização da Chesf e do São Francisco, diz Humberto

Para Humberto, a venda da companhia é um ato criminoso contra a população, que vai acabar arcando com os custos finais da operação e com o aumento de tarifas. Foto: Cleia Viana/ Câmara dos Deputados

Para Humberto, a venda da companhia é um ato criminoso contra a população, que vai acabar arcando com os custos finais da operação e com o aumento de tarifas. Foto: Cleia Viana/ Câmara dos Deputados

 

Vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou, nesta quinta-feira (14), a continuidade do plano do governo Michel Temer (PMDB) de privatizar a entidade responsável por fornecer energia a todo o Nordeste, dona de um patrimônio líquido de R$ 12,6 bilhões e responsável pela administração de 14 usinas próprias e 40 parques eólicos em sociedade.

Nessa quarta-feira (13), a Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, diversas lideranças partidárias, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional e a Frente da Chesf fizeram um grande debate sobre o pacote de concessões e privatizações anunciado pelo Governo Federal, que inclui a Eletrobrás, a Chesf, a Casa da Moeda e mais de 50 ativos da União.

No fim do ato, um grupo se encaminhou ao Salão Verde para protestar, mas foi duramente reprimido pelos policiais legislativos do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM). Deputados também sofreram com a ação e reclamaram do uso de gás de spray de pimenta. A truculência policial será investigada formalmente pela Câmara.

Para Humberto, a pressão sobre o Palácio do Planalto tem de aumentar para que a ideia da comercialização da Chesf e outras instituições brasileiras seja completamente enterrada.

Segundo o líder da Oposição, a venda da companhia, reiterada pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho (PSB-PE), na última segunda-feira, é um ato criminoso contra a população, que vai acabar arcando com os custos finais da operação e com o aumento de tarifas, sem ter acesso ao devido retorno dos serviços com qualidade.

Humberto lembrou que a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) foi vendida e não houve melhoria da rede nem redução de tarifas, conforme promessa inicial. “Ao contrário, as pessoas continuam morrendo eletrocutadas nas ruas do Recife por causa do descaso com que a companhia compradora lida com a rede de energia.”

“Entregar a Chesf, dona de uma receita operacional líquida de R$ 12,6 bilhões, é um crime de lesa-pátria e que privatiza o próprio rio São Francisco. O plano é concluir o modelo do negócio em 2018 e fazer com que os estados beneficiados pela transposição, que inclui Pernambuco, paguem pela água. Não podemos tolerar isso”, resumiu o parlamentar.

Atualmente, a Chesf tem quase 4,6 mil empregados e possui mais de 20 mil quilômetros de linhas de transmissão. “Não podemos simplesmente entregar todo esse patrimônio, toda esse capital humano de uma empresa fundada em 1945 à iniciativa privada. Isso é uma afronta a uma bela conquista brasileira”, finalizou o líder da Oposição.

Lula desmontou argumentos do Ministério Público e calou Moro, diz Humberto

Humberto: Temos convicção de que, se julgado com isenção, Lula será inocentado e será nosso candidato e futuro Presidente da República.

Humberto: Temos convicção de que, se julgado com isenção, Lula será inocentado e será nosso candidato e futuro Presidente da República.

 

Em Curitiba para prestar apoio ao ex-presidente Lula por conta de seu depoimento ao juiz Sérgio Moro, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que Lula, mais uma vez, foi muito enfático, seguro e conseguiu desmontar todos os argumentos utilizados pelo Ministério Público no processo oferecido à Justiça que investiga a compra de um terreno para o instituto Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo (SP). E deu todas as respostas ao juiz Sérgio Moro, que, por vezes, quis constrangê-lo no depoimento.

Segundo Humberto, que esteve ao lado do ex-presidente assim que ele chegou à Justiça para o seu segundo depoimento a Moro e também no ato de solidariedade realizado após o testemunho, a expectativa já era muito boa, tendo em vista a falta de provas no processo.

“Sabemos que o magistrado não foi imparcial ao condená-lo no caso do tríplex do Guarujá naquela primeira oportunidade, mesmo diante de todas as evidências que apontavam que ele não era e nunca foi proprietário do imóvel. Agora, Moro tem mais uma chance para mostrar que pode ser imparcial ao julgar o ex-presidente”, comentou o senador.

O parlamentar desembarcou na capital paranaense para acompanhar o segundo depoimento do ex-presidente de perto, assim como já havia feito no primeiro testemunho, em 10 de maio deste ano. Ele sentiu um clima muito positivo nas ruas e a uma força impressionante dos movimentos sociais, que mais uma vez lotaram os locais por onde Lula passou.

“Temos convicção de que, se julgado com isenção, Lula será inocentado e será nosso candidato e futuro Presidente da República. Sabemos que ele foi o maior presidente que este país já teve e, diante do caos econômico, social e político que vivemos por responsabilidade de Michel Temer, que chegou onde está com a ajuda de Moro e dos procuradores, Lula é a melhor solução. Uma disputa eleitoral sem ele seria um golpe ao Estado Democrático de Direito”, avalia Humberto.

O depoimento de Lula a Moro durou pouco mais de duas horas nesta quarta-feira, tempo inferior ao gasto na sua primeira ida a Curitiba, quando o testemunho passou de cinco horas.

Ministério Público quer criminalizar incentivos fiscais para o Nordeste, diz Humberto

Humberto está articulando, junto com governadores e senadores do Nordeste, uma nota de apoio às medidas adotadas a partir da MP. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto está articulando, junto com governadores e senadores do Nordeste, uma nota de apoio às medidas adotadas a partir da MP. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Alvo de suspeitas por parte do Ministério Público Federal por supostamente ter sido editada de maneira irregular, a Medida Provisória (MP) nº 471, de 2009, que renovou a concessão de incentivos fiscais para a indústria automobilística seguir com investimentos nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, foi defendida, nesta terça-feira (12), pelo líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE).

No plenário da Casa, Humberto ressaltou que a MP, editada pelo presidente Lula para ampliar uma política já implementada no governo FHC em 1999, possibilitou a instalação da fábrica da Jeep/Fiat, em Pernambuco, e a ampliação da fábrica da Hyundai, em Goiás. Além disso, foi aprovada, de forma unânime, pelos deputados e senadores durante sua tramitação no Congresso Nacional.

“Estamos falando de uma iniciativa que permitiu o desenvolvimento regional e levou riqueza, renda e emprego a regiões mais pobres. Sem esse regime de benefícios fiscais, nenhuma dessas empresas teria ido se instalar lá”, afirmou.

O parlamentar informou que está articulando, junto com governadores e senadores do Nordeste, uma nota de apoio às medidas adotadas a partir da MP. Ele destacou que, durante a década de 90, foram concedidos incentivos fiscais visando a regionalização da indústria automotiva brasileira, notadamente às empresas do setor instaladas ou que viessem a se instalar no Nordeste, Norte e Centro-Oeste. A vigência desses benefícios expiraria em 31 de dezembro de 2010.

A Medida Provisória editada por Lula, em 2009, teve o objetivo de ampliar o prazo de vigência de parte desses incentivos fiscais por cinco anos, para que a política de desenvolvimento regional continuasse tendo o sucesso que demonstrava até aquele momento.

Humberto explicou que, embora o início de sua vigência fosse somente em 2011, a medida foi adotada no final de 2009 para que fosse garantida segurança jurídica e previsibilidade aos planos de investimentos do setor, pois as decisões de investimento ocorrem com antecedência mínima de um ano.

“Além disso, a proposta, com seu potencial de colaborar para a manutenção dos investimentos da indústria automobilística nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, era relevante e urgente para combater a crise econômica global de 2009, que já afetava a indústria nacional e a geração de empregos”, sublinhou. “O que o Ministério Público faz, nessa sua sanha persecutória para condenar Lula, é condenar as regiões mais pobres do país ao atraso.”

O senador destacou que as medidas de incentivo fiscal que estavam sendo prorrogadas tinham sido fundamentais para a expansão da indústria automobilística, na última década, em estados como Bahia, Goiás, Pernambuco e Ceará. Em 1998, os empregos formais na indústria automotiva, nesses quatro estados, representavam 0,26% em relação ao total nacional; em 1999, 3,92%; em 2004, 10,30%; em 2009, 13,07%.

“Mesmo com os avanços mencionados, ainda existia um distanciamento considerável nos indicadores econômicos das regiões mencionadas: na ocasião, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste detinham, conjuntamente, 43% da população brasileira, mas respondiam por apenas 27% da participação no PIB. A MP foi extremamente importante para diminuir esse fosso de desigualdade”, resumiu.

Humberto comemora suspensão de reintegração de posse em Petrolina

Humberto esteve no local e viu de perto o trabalho, o esforço para desenvolver uma agricultura familiar sustentável na área . Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto esteve no local e viu de perto o trabalho, o esforço para desenvolver uma agricultura familiar sustentável na área . Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), comemorou, nesta terça-feira (12), a decisão judicial que determinou a imediata suspensão da desocupação que seria feita hoje, a pedido da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), dos assentamentos Dom Tomaz e Democracia, em Petrolina, no Vale do Rio São Francisco.

O parlamentar avalia que foi uma importante vitória conquistada por cerca de 900 famílias que vivem e produzem, de maneira sustentável, na área de 1,5 mil hectares, contra a ganância da Codevasf. “A empresa, que deveria trabalhar ao lado dos agricultores, pediu a reintegração de posse dessa área ocupada dentro do Projeto Pontal. Outra aberração parida nesse governo Temer”, disparou.

Humberto contou que esteve no local na semana passada e viu de perto o trabalho, a produção agrícola das famílias, o esforço para desenvolver uma agricultura familiar sustentável na área que ocupam e onde plantam milho, feijão, mandioca e manga.

O terreno havia sido concedido a uma empresa vencedora de licitação em 2013, que não cumpriu com as exigências contratuais para produção na área e foi retirada do projeto. Os trabalhadores, então, ocuparam a terra e deram início à produção de alimentos por meio da agricultura familiar, mas acabaram virando algo da Codevasf, a mando da Casa Civil da Presidência da República.

A 17ª Vara da Justiça Federal, em Juazeiro (BA), impediu qualquer desocupação por parte da Polícia Federal, marcada para esta terça. “É importante que a Codevasf aproveite essa oportunidade e chame os trabalhadores para negociar. Não é possível que famílias que produzem alimentos em pleno sertão, num momento em que a fome está voltando, sejam impedidas de seguir trabalhando”, afirmou o líder da Oposição.

Temer quer cortar 95% do orçamento para a reforma agrária de 2018

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O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2018 proposto pelo governo Temer pode cortar até 95% dia recursos destinados à reforma agrária, em comparação ao ano de 2015, segundo estudo apresentado por Gerson Teixeira, ex-presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária.

Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), a proposta não é nenhuma surpresa e condiz com as “novas ações” do governo ilegítimo. “Infelizmente, não me causa estranheza o que esse presidente golpista está fazendo no setor agrário. Ele quer acabar com todas as conquistas sociais que tivemos no campo, com os agricultores e trabalhadores rurais, para atender aos latifundiários”, afirmou o senador.

O valor destinado à obtenção de terras para a Reforma Agrária para 2018 será de R$ 34,2 milhões, segundo proposta de Temer. Em 2015, ainda sob o governo Dilma, esse montante chegou a R$ 800 milhões. “É uma diferença gritante. Com essa decisão, ele afetará programas importantes como o de Aquisição de Alimentos, o PAA, que criou uma grande revolução nas áreas rurais democratizando a produção agrícola. É uma grande irresponsabilidade”, lamentou o parlamentar.

A proposta está para ser analisada nos próximos dias na Comissão de Agricultura, Pecuária e Abastecimento da Câmara dos Deputados. Para o líder da Oposição, se ela for aprovada da forma que foi apresentada pelo governo, as consequências serão irreparáveis.

“Se realmente houver esse corte de 95%, a violência no campo aumentará de uma forma que o governo não terá controle. Como política pública, Temer vai acabar com programas de assistência técnica, de produção de alimento saudável e de comercialização de alimentos oriundos da agricultura familiar. Será um grande desastre”, avaliou o senador Humberto Costa.

 

Caravana de Lula mostrou destruição de Temer, resgatou conquistas do PT e propôs um novo Brasil, avalia Humberto

 

Humberto ressaltou que o legado do PT no Nordeste e em Pernambuco, mais especificamente, é algo visível e elogiado até por opositores ao partido. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto ressaltou que o legado do PT no Nordeste e em Pernambuco, mais especificamente, é algo visível e elogiado até por opositores ao partido. Foto: Roberto Stuckert Filho

Presente no ato de encerramento da caravana de Lula pelo Nordeste em São Luís (MA), nesta terça-feira (5), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que “o maior presidente da história do país” cumpriu a sua missão nos últimos 20 dias, após percorrer mais de 4 mil quilômetros em ônibus, barco e avião e conversar com centenas de pessoas pelos nove Estados da região.

“Ele esteve frente a frente com o povo mais sofrido do nosso país, que saiu da miséria e parou de morrer de fome no período de seca graças às políticas sociais implementadas durante o seu governo e o da presidenta Dilma. A população demonstrou todo o seu carinho pela maior figura política de nossa história e acompanhou toda a sua caravana em todos esses dias. Foi emocionante”, resumiu Humberto.

Para o senador, a passagem de Lula pelos nove estados do Nordeste também foi muito importante para denunciar todo o desmonte que está sendo promovido pelo governo de Michel Temer (PMDB), incluindo cortes sumários e sem critérios no Bolsa Família, no Minha Casa Minha Vida, no ProUni, no Farmácia Popular e nas obras de transposição do rio São Francisco.

O ato de despedida de Lula se deu diante de uma multidão, com milhares de pessoas aglomeradas e ansiosas para encontrar com o ex-presidente – marca da caravana –, em frente ao Palácio dos Leões, sede do governo do Maranhão.

Humberto participou intensamente da caminhada de Lula pelo Nordeste. Ele esteve com o ex-presidente no ato de inauguração da caravana, em Salvador (BA), no dia 17 de agosto, na Bahia, no Recife e em Ipojuca e no giro que Lula fez pelo Sertão pernambucano entre as passagens pelo Ceará e o Piauí, além do ato em São Luís.

“As pessoas contaram ao presidente que a vida hoje está muito mais difícil do que na época do seu governo. Elas querem a volta de Lula porque sabem que ele foi o principal responsável pela mudança mais radical registrada no Nordeste, que melhorou a qualidade de vida do nosso povo”, disse o líder da Oposição.

Humberto ressaltou que o legado do PT no Nordeste e em Pernambuco, mais especificamente, é algo visível e elogiado até por opositores ao partido. Ele lembrou que a região sempre foi lembrada por índices calamitosos de trabalho infantil, desnutrição, evasão escolar, entre outros, mas que agora registra, por exemplo, alta taxa de jovens em faculdades.

“Mais de 20% dos jovens nas universidades do país, hoje, são nordestinos. É a primeira vez que o Nordeste passa a região Sul em número de vagas na história. Isso só para falar em educação. Com o programa Luz para Todos, levamos energia a todas as casas da região e, com o de construção de cisternas, instalamos mais de 1,1 milhão de unidades. É algo absolutamente fantástico”, comentou.

O senador avalia que Lula deve descansar nos próximos dias para, em seguida, voltar a percorrer o país em outras caravanas com o objetivo de resgatar as conquistas do PT, questionar o desmanche da gestão Temer e apontar para a construção de um novo projeto de país a partir da sua volta à Presidência da República na eleição de 2018.

 

 

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