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"O PT não tem dono", diz o líder do PT em entrevista ao Record News

O programa Brasília ao Vivo, do canal Record News, veiculou na noite desta terça-feira (17/5) uma entrevista com senador e líder do PT no Senado, Humberto Costa. O político falou sobre temas importantes relacionados à atual situação do partido, ao projeto político da legenda e à gestão da presidenta Dilma Rousseff. Leia abaixo parte da entrevista, postada no blog da jornalista Chrisina Lemos:

 
Assista a entrevista do senador Humberto no Brasília ao Vivo:
 
 

Portal R7 – O senhor foi dos poucos petistas que se declararam publicamente contra a readmissão de Delúbio Soares no partido. O PT ficou desgastado por isso?

Senador Humberto Costa - Eu acho que a volta de Delúbio ao PT se deu num momento que não foi muito adequado. Acho que o melhor momento era aquele em que, após o julgamento do STF, ele tivesse sido absolvido, não apenas do ponto de vista dos desgastes que isso poderia gerar para o PT, porque sempre gera, mas principalmente porque esse fato traz novamente todos os holofotes para o processo, faz com que haja uma pressão da sociedade sobre o STF. Para a imagem do partido acarreta, de uma certa forma, algum prejuízo, na medida em que as pessoas geralmente fazem um prejulgamento, mas nós trabalhamos muito para mostrar que o Delúbio, até o presente momento, não foi condenado, não foi sequer julgado pelo que é acusado e que no presente momento é considerado inocente.

A vitória de Delúbio neste episódio é uma demonstração de força de José Dirceu? Ele aumenta seu poder junto ao PT?

José Dirceu é uma pessoa cuja história está indissoluvelmente ligada ao PT, não há como não reconhecer que ele teve um papel importante no partido, inclusive na construção da vitória em 2002, do presidente Lula. E por toda essa história, por toda essa dedicação, não há dúvidas de que ele exerce uma influência importante no PT, mas o partido realmente não tem dono. Não é uma figura de linguagem, de retórica, é a realidade. Quantas vezes o presidente Lula já foi derrotado em discussões e disputas internas!

A presidente Dilma acertou na divisão das fatias de poder no governo?

Acho que no caso do PT do nordeste, até pela grande votação que a presidente teve no nordeste, talvez pudéssemos ter espaços um pouco mais generosos. Nós também temos que levar em consideração que, na hora de decidir as ocupações destes espaços, ela não pode decidir meramente por um critério regional. É preciso discutir a sua força na Câmara, no Senado, aspectos que ela colocou como ponto importante, como a questão de gênero, o problema regional, o problema partidário. O nordeste está e continua a ser visto pelo governo como prioridade.

Fonte: blog de Chrisina Lemos.

Senado aprova CPI que vai investigar possíveis irregularidades no Ecad

A Mesa do Senado leu nesta semana o requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com objetivo de investigar as denúncias de irregularidades praticadas pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) na arrecadação de direitos autorais de músicos e artistas de todo o País. Agora, a CPI do Ecad já pode ser instalada.

Para justificar a criação da CPI, o senador que a propôs, Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), apontou para denúncias que atribuem ao Ecad: “abuso da ordem econômica e prática de cartel no arbitramento de valores de direito autoral e conexo”. Além disso, o parlamentar pede exame do “modelo de gestão coletiva centralizada de direitos autorais de execução pública no Brasil”. A CPI também discutirá o aprimoramento da Lei 9610/98, que rege o direito de autor.

O requerimento para criar a CPI do Ecad contou com 28 assinaturas de apoio e foi encaminhado na quarta-feira (11) à Secretaria-Geral da Mesa. O senador e líder do PT, Humberto Costa, já se pronunciou sobre o assunto nas redes sociais e afirmou que indicará um dos senadores do partido para participar da CPI.

Denúncias – A Folha de S. Paulo denunciou, em 3 de maio, o pagamento de direitos autorais a compositores-laranja. Randolfe Rodrigues disse que denúncias de irregularidades envolvendo o Ecad não são recentes: uma CPI da Câmara dos Deputados apurou, em 1995, indícios de ilícitos penais como falsidade ideológica, sonegação fiscal, apropriação indébita, enriquecimento ilícito, formação de quadrilha e de cartel e abuso de poder econômico.

O parlamentar ressaltou que, diante das recorrentes denúncias de irregularidades praticadas pelo Ecad e do descontentamento dos diversos agentes envolvidos – poder público, sociedade, compositores, músicos e associações de classe -, cabe ao Senado contribuir para apuração dos desvios apurados. Randolfe Rodrigues disse acreditar que, após as conclusões da CPI, o Senado poderá aprovar novas regras que assegurem a correta arrecadação e distribuição dos direitos autorais.

Fonte: Por Paulo Cezar Barreto, da Agência Senado.

Tags >> Brasil , CPI , Cultura , Ecad

Livros eletrônicos e leitores digitais podem ficar isentos de impostos no Brasil

A definição de livro, constante da lei que institui a Política Nacional do Livro, poderá incluir os formatos digital, magnético e ótico. É o que prevê projeto (PLS 144/2010) aprovado nesta terça-feira (17) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Com a mudança, os leitores eletrônicos ficariam isentos de impostos, a exemplo do que acontece com os livros de papel.

Para o autor da matéria, Acir Gurgacz (PDT-RO), já estaria superada a definição de livro apenas como publicação em papel. O texto passa a tratar como livro todo equipamento cuja função exclusiva ou primordial seja a leitura de texto em formato digital. O relator da matéria, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que deu parecer favorável à matéria, elogiou o autor pela iniciativa.

Ouça matéria da Rádio Senado sobre o tema
 

Na justificativa à proposta, Acir Gurgacz argumenta que a permanência do atual conceito representa um atraso diante da evolução tecnológica. Conforme o autor, hoje as pessoas podem ter fácil acesso a audiolivros ou mesmo armazenar uma biblioteca com centenas ou milhares de obras em pen drives, CD e DVD.

O autor aponta a “abismal diferença de preço” entre as obras impressas e suas versões digitais, “muito mais baratas”. Ele explica que, com as mudanças propostas, a importação de obras convertidas para formato digital, magnético ou ótico serão incluídas entre os produtos imunes de impostos, benefício já assegurado a livros impressos no formato tradicional e no sistema braille.

Questionamentos – Depois de manifestar voto favorável ao projeto, o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), adiantou que há questionamento em relação a seu conteúdo, mas que estes serão apresentados na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde o texto será examinado, em decisão terminativa.

Acir Gurgacz disse esperar apoio do governo, no sentido de oferecer mais um instrumento a favor da educação e do ensino. Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) também elogiou o autor e disse que o reconhecimento do livro em meio digital já vem tarde.

Fonte: Gorette Brandão, da Agência Senado.
Foto: Amazon/Divulgação.

Líder do PT no Senado participa do 17º Grito da Terra, em Brasília


Cerca de cinco mil trabalhadores rurais promoveram na manhã desta terça-feira (17/5), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o 17º Grito da Terra. A manifestação visa reivindicar melhorias para os profissionais do campo e das florestas. O líder do PT no Senado, Humberto Costa, esteve presente e firmou compromisso do governo defender as grandes bandeiras que lutam pela reforma agrária.

 
Humberto firmou novo compromisso com a reforma agrária
 

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, disse que este tipo de ação é importante para que o trabalhador do campo tenha inserção social. “Em um país com as dimensões do Brasil, não podemos aceitar que de cada quatro trabalhadores rurais, um viva na miséria extrema. A reforma agrária é necessária, ou melhor, é imediatamente necessária”.

Entre as principais reivindicações dos manifestantes está o assentamento emergencial de 150 mil famílias acampadas, a criação de uma política nacional de fortalecimento da organização produtiva da juventude no campo, a luta por terra e produção de alimento sem criminalizar o produtor e a garantia de políticas especificas para as mulheres trabalhadoras. Os representantes rurais também participaram da reunião com a frente parlamentar que trata do novo Código Florestal.

Ouça discurso do senador durante o evento:
 

Durante a marcha, os manifestantes divulgaram dados que mostram que apenas 1% da população rural tem acesso a rede sanitária, 8,7 milhões de pessoas vivem sem água no campo e 40% da população do campo nunca havia ido a uma consulta médica em 2008. Segundo Alberto Broch, acordos com 16 ministérios estão em andamento e pelo menos 40 reuniões foram feitas para tratar da reforma agrária no país.

Fonte: com informações da Agência Brasil.
Fotos: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr (1) e Anamaria Rossi (2).

Prefeituras com menos de 50 mil habitantes serão beneficiadas pelo Água para Todos

Municípios com população abaixo de 50 mil habitantes poderão se inscrever no período de 15 de junho a 15 de julho para receber investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) na área de abastecimento de água. A informação foi dada pela ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, que na noite desta segunda-feira (16/5) fez uma apresentação do desempenho do PAC no Gabinete da bancada do PT no Senado. “O governo tem R$ 13 bilhões para oferecer aos municípios que apresentarem propostas”, disse ela.

O programa Água para Todos, que é um dos seis eixos no PAC 2, tem por objetivo levar aos municípios com população abaixo de 50 mil habitantes água potável. Com a iniciativa, o resultado imediato é a melhoria das condições de vida da população e, consequentemente, redução nos gastos com saúde. Os senadores que participaram da apresentação quiseram saber da ministra como está o andamento das obras previstas no PAC.

 
Segundo Mirian Belchior, abastecimento é uma das prioridades
 

Segundo ela, o Governo Federal já concluiu 82% das obras previstas no PAC 1 para serem entregues até dezembro de 2010. “Esse indicador é expressivo para o desempenho do PAC”, observou. Em termos financeiros, Miriam Belchior disse que a execução correspondeu a 92%. “São bons indicadores. Além disso, o País cresceu, milhares de empregos foram criados e houve aumento da renda, fundamentais para o crescimento”, salientou.

Em números, os 82% das obras previstas significaram investimentos da ordem de R$ 444 bilhões de um total de R$ 657,4 bilhões. Foram investimentos nas áreas de logística, energia e social e urbano. Os 18% das obras não concluídas até dezembro de 2010 representam, segundo a ministra, R$ 115,6 bilhões em investimentos alocados no PAC 2, cuja previsão de entrega é a partir deste ano. Entre tais investimentos estão incluídos a usina hidrelétrica de Jirau, em Rondônia; as refinarias no Nordeste; o Eixo Norte de transposição do Rio São Francisco; a Comperj e a ferrovia Transnordestina.

Sobre as críticas de que a execução das obras do PAC está num ritmo lento, a ministra ponderou que essa conclusão está errada, já que não se pode comparar um investimento de R$ 300 mil numa obra de município para um investimento de R$ 9 bilhões como na construção de uma usina em Rondônia, embora as obras sejam fundamentais para o desenvolvimento do País.

A ministra reforçou que o eixo estruturante para modernização do País, no âmbito do PAC 2, criou uma situação sui generis no mercado de projetos. “O mercado da área de projetos está em franca expansão. Em alguns casos, a empresa é obrigada a descartar a contratação feita pelas empresas interessadas”, disse ela.

No PAC 1 a área de logística recebeu R$ 104 bilhões em investimentos, valor que se repete no PAC 2. A área de energia recebeu R$ 295 bilhões no PAC 1 e R$ 461 bilhões para o PAC 2, 56% a mais. A área Social e Urbana recebeu R$ 239 bilhões no PAC 1 e, agora, no PAC 2, receberá R$ 389 bilhões, 63% a mais. “Para mobilidade urbana R$ 18 bilhões em projetos já foram selecionados”, informou.

A ministra também ressaltou que o ritmo de liberação dos recursos está mais rápido do que em anos anteriores. Numa comparação dos primeiros quadrimestres, a liberação em 2007 foi de R$ 1 bilhão; em 2008 foi de R$ 2,2 bilhões; em 2009 foi de R$ 2,6 bilhões; em 2010 foi de R$ 5,4 bilhões e, nos primeiros quatro meses deste ano, os valores pagos na rubrica restos a pagar somaram R$ 7,6 bilhões. O pagamento, segundo ela, reflete a execução das obras. Os restos a pagar de 2011 cresceram 26% em relação a 2010, menor do que a dotação que cresceu 40%.

O encontro promovido pelo Gabinete da Liderança do PT, conforme disse o líder Humberto Costa (PT-PE), faz parte da nova filosofia da liderança em aprofundar o conhecimento dos senadores em relação aos projetos estruturantes e políticas públicas executadas pelo governo federal. Já foram realizadas apresentações dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, da ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, e do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Luiz Sérgio.

Clique aqui para saber mais detalhes sobre o Programa de Aceleração do Crescimento.

Fonte: Por Marcello Antunes, do site da Liderança do PT no Senado.
Fotos: reprodução da internet.

Computadores em forma de tablets podem ficar até 36% mais baratos no Brasil

Brasília – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta terça-feira (17/5) que a desoneração dos tablets (computadores portáteis em formato de prancheta) produzidos no Brasil pode baratear esses equipamentos em até 36%, na comparação com o similar importado.

Assista matéria do jornal NBR sobre o tema:
 
 

Segundo ele, essa redução do preço será possível com a retirada de um conjunto de tributos, entre eles o PIS/Cofins.

O ministro participou durante a manhã do seminário Estímulos à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) no Setor de Telecomunicações, promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O governo deve publicar esta semana a medida provisória (MP) que regulamentará a produção de tablets no país. A MP vai incluir esses equipamentos na mesma categoria dos computadores e notebooks, concedendo ao produto desoneração de impostos.

Fonte: Agência Brasil.

Senador Humberto Costa debate reforma política em BH nesta quinta

O senador pelo estado de Pernambuco, líder do PT e membro da Comissão da Reforma Política do Senado Federal Humberto Costa (PT) virá a Belo Horizonte no próximo dia 19 para debater a reforma política, apontando a posição do PT em relação aos debates que acontecem no Congresso Nacional. O debate acontecerá em uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) às 14h.

“Acho importante iniciativas como esta. A Reforma Política é um tema que precisa ser debatido com toda a sociedade. Ela é essencial para o aperfeiçoamento da democracia no Brasil. O PT está nesta luta porque sabe o quanto a Reforma é importante para o País”, afirmou o senador sobre o convite para o debate.

O senador que virá a convite da Comissão Extraordinária de Acompanhamento da Reforma Política da ALMG, aponta a importância do PT na discussão sobre o tema. “A reforma política entra mais uma vez na pauta de debates do Congresso Nacional, mas agora com um componente novo e animador para quem espera mudanças reais no sistema político-eleitoral brasileiro. A novidade é que bandeiras desde sempre defendidas pelo PT, e muitas vezes satanizadas pelo senso comum, saíram do limbo das utopias e ganharam protagonismo no debate. Entre elas, os pilares da proposta do partido para o sistema políticoeleitoral brasileiro: financiamento público de campanha, voto proporcional em lista fechada e fidelidade partidária”, afirmou.

O senador Humberto Costa - Humberto iniciou a sua vida pública em 1975, ainda durante o período da Ditadura Militar. Foi um dos fundadores do PT em Pernambuco e tem sua trajetória política extremamente ligada a legenda. Humberto é ex-secretário das Cidades (2007/2010) do governo Eduardo Campos, ex-ministro da Saúde do Governo Lula (2003/2005) e ex-secretário de Saúde do Recife do governo João Paulo (2000/2003). O petista também já foi deputado federal (1994/1997), estadual (1990/1993) e até hoje ostenta o título de ter sido o vereador mais votado da história do Recife (2000). Em 2010, Humberto foi eleito o primeiro senador do PT de Pernambuco e na nova legislatura assumiu mais uma tarefa: ser o líder do partido na Casa Alta.

Fonte: Diretório Estadual do PT de Minas Gerais (www.ptmg.org.br).
Foto: Sérgio Figueirêdo.

Novas regras sobre medidas provisórias podem ser votadas nesta semana no Senado

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), avalia que a proposta de emenda à Constituição (PEC 11/11) que altera a tramitação das medidas provisórias (MPs) deverá ser votada nesta quarta-feira (18). Ele prevê também que a votação das matérias que trancam a pauta ocorrerá nesta terça-feira (17) ou mesmo na própria quarta-feira, de forma que o Plenário possa deliberar sobre o assunto.

Jucá adiantou ainda que a votação da PEC das MPs poderá ocorrer de forma acelerada, ou seja, com a dispensa dos intervalos de tempo obrigatório entre os dois turnos e entre as votações em cada turno. Nesse caso, todas as oito sessões de discussão e as duas votações poderão ser realizadas no mesmo dia para concluir rapidamente o exame da proposição, que, se aprovada, será enviada à Câmara.

As PECs são discutidas e votadas em dois turnos, em cada Casa do Congresso, e são aprovadas se obtiverem, na Câmara e no Senado, três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49).

Pauta Trancada – A votação da PEC 11/11 depende da desobstrução da pauta, atualmente trancada por duas MPs: a 515/10 e a 518/10, que tratam, respectivamente, da concessão de crédito extraordinário de R$ 26,6 bilhões a ministérios e órgãos do Executivo e da criação do cadastro de bons pagadores para diminuir o custo do crédito no país.

Pelo artigo 62, parágrafo 6º, da Constituição, as MPs e os projetos de lei de conversão (PLVs) – que são MPs modificadas no Congresso – têm prioridade de votação sobre as demais matérias. Com isso, todas as demais deliberações legislativas ficam sobrestadas até que se proceda à votação das medidas provisórias. Além dessas matérias, os projetos de lei de iniciativa da Presidência da República com solicitação de urgência para votação no Congresso também trancam a pauta dos trabalhos legislativos enquanto não forem votados, conforme prevê o artigo 64, parágrafo 2º da Constituição.

“Doutrina Temer” – Os senadores, no entanto, já fizeram, há um ano, um acordo político para poder aprovar matéria que consideravam urgente, mesmo com a pauta de votações trancada. Isso aconteceu quando da aprovação, no dia 19 de maio de 2010, depois de acerto entre os líderes dos partidos, do projeto que instituiu a Lei Complementar 135/10, conhecida como Ficha Limpa.

Naquela ocasião, a pauta estava trancada por MPs e também por quatro projetos de lei do Executivo que tratavam do petróleo da camada pré-sal e estavam com pedido para tramitação de urgência. A solução encontrada pelos líderes foi realizar uma sessão extraordinária e votar o projeto da Ficha Limpa, vencendo, dessa forma, o obstáculo da pauta trancada. A sessão ordinária estava trancada, mas a sessão extraordinária na qual aprovaram o Ficha Limpa estava liberada, conforme o acerto.

Acordos semelhantes vêm sendo utilizados também na Câmara dos Deputados, onde foi criada essa nova prática, que alguns parlamentares têm chamado de “Doutrina Temer”, em referência ao então presidente daquela Casa, o hoje vice-presidente da República Michel Temer. Amparado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), ele decidiu convocar sessões extraordinárias para votar determinadas matérias, independentemente de a pauta estar trancada ou não.

Fonte: Helena Daltro Pontual, da Agência Senado.
Foto: Moreira Mariz / Agência Senado.

Humberto articula sanção integral da MP do Setor Automotivo

Relator da Medida Provisória 512/2010, a MP do Setor Automotivo, o senador Humberto Costa (PT-PE) iniciou uma maratona de conversas com ministros nos gabinetes de Brasília em defesa da proposta aprovada pelo Congresso que garante benefícios fiscais para fábricas de automóveis e também para a produção de peças e autopeças. O líder do PT no Senado já tem agenda com o ministro da Fazenda, Guido Mantega (foto acima), nesta terça-feira (17/5) e espera outros encontros os ministros da Casa Civil, Antonio Palocci, do Trabalho, Carlos Lupi, e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, nos próximos dias.

A preocupação do senador gira em torno da declaração do Secretário Executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, que, em entrevista ao portal IG na semana passada, disse existir a possibilidade da matéria não ser aprovada na íntegra. Segundo Humberto, a aprovação completa do texto é fundamental porque permite que cerca de 30 empresas se associem para serem fornecedoras diretas da fábrica da Fiat em Pernambuco. Com isso, diz ele, “saímos de um investimento de R$ 3 bilhões para R$ 8 bilhões”.

 
Humberto já debateu sanção com ministro Fernando Pimentel
 

As articulações em busca da aprovação da matéria iniciaram ainda na semana passada. Na última terça-feira (10/5), o senador teve encontro com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e pediu apoio para que seja sancionado na íntegra o texto aprovado por unanimidade no Senado – fruto de uma ampla negociação, coordenada por Humberto, envolvendo desde a base governista até a oposição.

O ministro Pimentel comprometeu-se a defender a extensão do benefício fiscal – concedido originalmente à produção de veículos – para a indústria de autopeças, um dos acréscimos feitos pelos parlamentares à proposta original. A MP foi aprovada no último dia 27 de abril, garantindo incentivos fiscais aos fabricantes de autopeças e a novos projetos automotivos apresentados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Pernambuco será diretamente beneficiado pela medida, que facilita a instalação de nova fábrica da Fiat, em Jaboatão dos Guararapes, com investimento previsto de R$ 3 bilhões e geração de aproximadamente 5.000 empregos diretos. O projeto conta com o apoio do governador Eduardo Campos (PSB), um dos grandes responsáveis pela vinda da Fiat para Pernambuco.

Fotos: J. Freitas/Agência Senado (1) e Anamaria Rossi (2).

Projeção para inflação oficial este ano volta a cair e chega a 6,31%

A projeção de analistas do mercado financeiro para a inflação oficial neste ano caiu pela segunda semana seguida. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6,33% para 6,31%, segundo o boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC) feita com base em projeções para os principais indicadores da economia. Para 2012, a estimativa para o IPCA permanece em 5%.

Apesar da queda, a estimativa para o IPCA neste ano está longe do centro da meta de inflação de 4,5%, mas dentro do limite superior de 6,5%. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação e, para isso, o principal instrumento usado é a taxa básica de juros, a Selic. Na avaliação dos analistas, essa taxa, atualmente em 12% ao ano, deve encerrar 2011 em 12,50% ao ano. A previsão para o final de 2012 é de 12,25% ao ano.

O boletim Focus também traz projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que neste ano deve ficar em 5,90%, contra 5,82% previstos anteriormente. Em 2012, a expectativa para esse índice passou de 4,78% para 4,79%.

A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu de 7% para 6,94%, neste ano. No caso do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), passou de 6,92% para 6,81%. Para esses dois índices, a previsão para 2012 é 5%.

A estimativa dos analistas para os preços administrados subiu de 4,80% para 4,95%, em 2011, e permanece em 4,50%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.

Fonte: Kelly Oliveira, da Agência Brasil.

Tags >> Brasil , Economia , Inflação
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