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Governo Federal incentiva o parto humanizado e prioriza o método na área de Saúde da Mulher

Dar à luz de cócoras ou na banheira acompanhada pela família. Quem sabe até com uma trilha sonora? Algumas grávidas acreditam que o parto humanizado é a melhor opção. Esse tipo de parto natural é incentivado pelo Governo Federal e tem comemoração especial nesta quinta-feira (5/5), no Dia Internacional das Parteiras.

Desde 2000 o Sistema Único de Saúde tem a humanização do parto como uma das prioridades na área de Saúde da Mulher. A permanência de uma outra pessoa junto à mulher no parto e pós-parto, por exemplo, contribui ainda para reduzir a possibilidade da paciente sofrer de depressão pós-parto, doença que hoje atinge cerca de 15% de todas as mães do mundo. Assista matéria do jornal NBR sobre o assunto:

Senador pede mais recursos para a saúde em discurso na Plenária

Em discurso nesta quarta-feira (4/5) no Plenário do Senado Federal, o líder do PT e do Bloco de Apoio ao Governo, Humberto Costa (PT-PE), disse que o principal problema da gestão da saúde no Brasil é a questão do financiamento. “Precisamos encontrar novos caminhos para o financiamento da saúde pública”, afirmou.

Humberto Costa declarou que um dos passos para um financiamento mais justo da saúde é a regulamentação da Emenda Constitucional nº 29. O texto da EC 29 busca assegurar os recursos mínimos para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde. Segundo o senador, a Câmara dos Deputados já está acertando um acordo para a aprovação do texto da regulamentação. “Quando a matéria chegar ao Senado, precisamos agilizar a sua aprovação”, declarou.

O parlamentar ainda disse que é preciso definir de onde virão os recursos para a saúde e lembrou que, com a extinção da CPMF, a pasta deixou de contar com R$ 40 bilhões. Segundo o senador, o debate sobre mais recursos deve vir junto com o debate da qualidade da gestão e da responsabilidade sanitária.

Humberto aproveitou para pedir a aprovação da Lei de Responsabilidade Sanitária, de sua autoria. O projeto propõe a criação de um instrumento legal que estabeleça obrigações e defina responsabilidades para os gestores dos recursos destinados à saúde pública, nas esferas federal, estadual e municipal. “A ideia é melhorar a gestão da saúde e punir o mau gestor em casos específicos, com o objetivo de melhorar a aplicação do dinheiro público”, afirmou.

Humberto Costa também disse que é preciso encontrar equilíbrio na relação entre o setor público e privado na questão da saúde. Segundo o senador, o setor público gasta pouco e ainda subsidia direta e indiretamente o setor privado, com redução de impostos e atendimento do SUS a procedimentos mais caros, que não são cobertos pelos planos de saúde privados.

Enchentes – Humberto Costa também manifestou preocupação com as enchentes ocorridas nos últimos dias no estado de Pernambuco. O senador anunciou que o governador Eduardo Campos está em Brasília para levar a situação ao Palácio do Planalto. O senador pediu a solidariedade do Congresso Nacional. “É uma situação de calamidade pública e enorme sofrimento para a população de Pernambuco”, lamentou.

Fonte (texto e foto): Agência Senado.

TAM homenageia o São João de Caruaru, a capital do Forró

O programa TAM Nas Nuvens, exibido dentro dos aviões da companhia aérea, aproveitou a proximidade do mês do São João, comemorado no dia 24 de junho, para prestar uma homenagem ao município de Caruaru, no Agreste pernambucano, considerado “A Capital do Forró”. Assista ao vídeo abaixo.

Bancada de Pernambuco pede inclusão de barragens no PAC II

A representação de Pernambuco no Congresso Nacional entregou nesta quarta-feira (4/5/11) ao Secretário-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, pedido para que as obras de cinco barragens a serem construídas no Estado sejam incluídas no Plano de Aceleração do Crescimento – PAC II.

O encontro foi articulado pela manhã, em vista das consequências das fortes chuvas que caíram sobre o estado nos últimos dias, especialmente nas bacias hidrográficas dos rios que banham os municípios da Zona da Mata Sul.

Deputados e senadores se juntaram à iniciativa do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e pediram ao Governo Federal a inclusão no PAC II das obras das barragens de Igarapeba, dos Gatos, Panelas, Panelas II e Serra Azul. As duas primeiras já tem projetos executivos prontos e as demais tem previsão de conclusão dos projetos até junho deste ano.

O senador Humberto Costa participou do encontro e informou que, segundo declarou Gilberto Carvalho, a demanda da bancada pernambucana seria encaminhada imediatamente à presidenta Dilma Rousseff.

Também receberam o ofício os ministros Antonio Palocci Filho (Casa Civil), Fernando Bezerra (Integração Nacional) e Mirian Belchior (Planejamento).

Artigo: "Democracia com D maiúsculo", por Humberto Costa

A participação de Lula no processo em disputa pela reforma política será fundamental para levar adiante temas caros ao Partido dos Trabalhadores: financiamento público de campanha, voto proporcional em lista fechada e fidelidade partidária

Foto: Agência Senado

A reforma política entra mais uma vez na pauta de debates do Congresso Nacional, mas agora com um componente novo e animador para quem espera mudanças reais no sistema político-eleitoral brasileiro. A novidade é que bandeiras desde sempre defendidas pelo PT, e muitas vezes satanizadas pelo senso comum, saíram do limbo das utopias e ganharam protagonismo no debate. Entre elas, os pilares da proposta do partido para o sistema políticoeleitoral brasileiro: financiamento público de campanha, voto proporcional em lista fechada e fidelidade partidária. Essas foram algumas das proposições encampadas pela Comissão de Reforma Política criada no Senado Federal, que concluiu a primeira etapa dos trabalhos no dia 13 de abril.

A comissão tem até o final de maio para transformar suas conclusões em Projetos de Lei e Propostas de Emenda Constitucional, para apreciação do conjunto dos senadores. O PT teve intensa participação nos debates, com a presença de quatro senadores – além de mim, integram a comissão os petistas Jorge Viana (AC), Ana Rita (ES) e Wellington Dias (PI). Mais do que intensa, porém, a presença do PT na Comissão de Reforma Política foi altamente produtiva, trazendo para o centro do debate questões fundamentais e arejando um processo que corria sério risco de limitar-se aos temas periféricos.

Graças à representação petista na comissão, pela primeira vez estarão em pauta, fora dos limites dos partidos de esquerda, temas fundamentais como o financiamento público de campanha e a votação proporcional em lista fechada. Esses dois pontos, aliados à fidelidade partidária, representam mais que simples mudanças no sistema político-eleitoral. Representam uma ruptura com práticas políticas tão antigas quanto arraigadas. Nosso sistema político-eleitoral foi construído e moldado para atender aos interesses do poder econômico, amalgamando uma cultura política baseada na centralização, no coronelismo, no assistencialismo e no fisiologismo. Romper com isso significa aprofundar a democracia, ampliar a participação popular e promover mudanças efetivas nas regras do jogo, de forma a criar condições de igualdade na disputa eleitoral e permitir que maiorias e minorias sejam legitimamente representadas nas instâncias de poder.

Foi com essa perspectiva que criamos o PT. Porque entendemos que o partido é o instrumento de representação política e ideológica de um grupo social. E que uma democracia forte pressupõe a existência de partidos fortes e de um sistema político no qual o que tem peso são as ideias. Eu resumiria em quatro pontos os fundamentos da proposta do PT:

- Partidos fortes, para que a população possa escolher entre propostas para a sociedade e para que maiorias e minorias possam se fazer representar;

- Um sistema eleitoral fundamentado no voto proporcional para as casas legislativas, porque isso permite a representação das maiorias e das minorias, ao contrário do “distritão” e do voto distrital puro, que consolidam a representação das elites;

- O voto no partido e em seu ideário, em vez do voto no candidato, por meio de um sistema de lista fechada – o que também contribui para a governabilidade, evitando o paradoxo do sistema atual: vencer uma eleição majoritária sem obter maioria no Legislativo.

- A fidelidade partidária, fundamental para que o partido, que é o instrumento de efetivação da democracia, detenha a posse do mandato.

Outro ponto fundamental é a existência de condições iguais para a disputa. Por que os bem intencionados que defendem o financiamento privado não querem o financiamento público? Porque estão identificados com interesses e posições de um segmento importante das elites. E, se as elites econômicas decidem apostar naqueles que defendem seus interesses, a esquerda está fora da disputa.

Hoje o PT obtém apoio financeiro porque está no poder. Mais do que amar as ideias, as elites amam o poder, principalmente as que dependem da relação com o Estado para sobreviver. O PT, por sua vez, tem um compromisso histórico com as classes populares. Para que ideias distintas possam ser disputadas em condições de igualdade na sociedade, fortalecendo o conceito de democracia, o financiamento público é o único caminho.

No sistema atual, quem não tem dinheiro, mesmo com um trabalho relevante para a sociedade, não tem como ocupar espaço, enquanto outros, sem trabalho, sem relevância, sem construção social alguma, conseguem mandatos para legislar em

nome da sociedade.

Não é preciso ir muito longe para entender isso. Basta analisar o perfil dos doadores de campanha. O doador mais comum não é o cidadão, mas a empresa que tem algum tipo de interesse em relação ao Estado, desde gozar do prestígio de conhecer o governante até mesmo de querer tratamento diferenciado, ilegal, ilícito para obter vantagens nessa relação.

O financiamento público, além de diminuir o risco de corrupção, é mais barato para o Estado. Reduz o número de candidatos, torna as campanhas menos onerosas e elimina a relação promíscua do representante eleito com o doador. Essa é uma questão-chave para o PT. E o sistema eleitoral que melhor viabiliza o financiamento público é a

votação proporcional em lista fechada, por isso optamos por esse sistema.

Com a lista fechada, a campanha é do partido, não do candidato. Elimina-se a disputa entre os candidatos. Se por um lado há o risco de o sistema de lista fechada fortalecer

o caciquismo partidário, por outro é perfeitamente possível evitar que isso aconteça. Por exemplo, com uma legislação que defina claramente como se dá o processo de escolha dos candidatos dentro dos partidos. Com mecanismos que garantam a representação de maiorias e minorias.

No entanto, a defesa do sistema proporcional com lista fechada não pode ser uma obsessão para o PT. Se for possível construir uma alternativa de sistema que preserve a representação das minorias e, ao mesmo tempo, seja compatível com o financiamento público, defendo o debate dessa proposta dentro do partido. Nas próximas semanas, além das proposições aprovadas pela Comissão de Reforma Política do Senado, outras certamente serão apresentadas pelos partidos e discutidas pelo conjunto dos senadores, para, em seguida, ser submetidas à votação.

Ao lado da fidelidade partidária, do voto proporcional em lista fechada e do financiamento público de campanha, a comissão levará ao plenário do Senado as seguintes propostas:

- Redução no número de suplentes de senador, de dois para um; em caso de afastamento, o suplente assume o cargo mas não sucede o titular, só com uma nova eleição; proibição de suplente que tenha parentesco com o titular.

- Nova data de posse: governadores e prefeitos em 10 de janeiro e presidente da República em 15 de janeiro.

- Manutenção do voto obrigatório.

- Fim da reeleição e aumento de quatro para cinco anos no prazo do mandato de presidente da República, governadores e prefeitos.

- Fim das coligações nas eleições proporcionais, mantendo-se a permissão para as eleições majoritárias.

- Fixação de teto para os gastos de campanhas eleitorais efetuados pelos partidos.

- Candidatura avulsa (o que considero a grande contradição da proposta, porque é incompatível com o sistema de lista fechada).

- Manutenção do prazo mínimo de um ano para filiação partidária.

- Proibição de que prefeitos e viceprefeitos mudem de domicílio durante o mandato, para evitar que, após a eleição, possam se candidatar em outro município.

- Manutenção da cláusula de desempenho com os critérios atuais, ou seja, têm direito ao funcionamento parlamentar na Câmara dos Deputados apenas os partidos que tenham elegido e mantenham filiados, no mínimo, três representantes de diferentes

estados.

- Cota de 50% de mulheres e 50% de homens nas listas fechadas.

- Realização de consulta pública sobre o sistema eleitoral.

No caso dos suplentes, pretendo apresentar uma emenda que permita o afastamento do cargo de um senador apenas para ocupar, no Executivo, posto do mesmo nível, ou seja, de ministro. Além disso, a ausência temporária só seria permitida por período correspondente a um mandato do Executivo – se o afastamento for maior que isso, o senador deve renunciar.

No tocante à fidelidade partidária, talvez seja conveniente agregar uma emenda que exija tempo mínimo para a fusão de partidos novos com outros já existentes, para impedir que novas legendas sejam criadas apenas como “janelas” para a migração de parlamentares de um partido para outro.

Tudo isso ainda será objeto de discussão e aperfeiçoamento dentro e fora dos partidos, e é fundamental que a sociedade entre no debate, inclusive pressionando para que esses esforços não morram na praia. Nenhuma reforma política será aprovada pelo

Congresso sem que haja pressão da sociedade.

Para isso, contamos com um ator importante no processo, que tem condições de ajudar a mobilizar a sociedade em torno do tema, por sua credibilidade e por sua capacidade de ser ouvido: o ex-presidente Lula. Ele já está a postos para se engajar em mais esta etapa da luta do PT por uma democracia forte e verdadeira, uma democracia com D maiúsculo.

* Artigo originalmente publicado na revista Teoria e Debate, publicada pela Fundação Perseu Abramo, edição de número 91 – especial sobre reforma política. Humberto Costa é senador da República e líder do PT no Senado Federal, participando ativamente da Comissão de Reforma Política da Casa.

Senadores fazem cobranças ao ministro da Saúde

Após exposição do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em audiência nesta quarta-feira (4/5) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), os senadores fizeram análise das propostas para o setor apresentadas e cobraram medidas para melhorar a área. O senador Casildo Maldaner (PMDB-SC), afirmou ter gostado da proposta de interiorização do profissional de saúde apresentada pelo ministro, que prevê estímulos para reter em pequenas cidades médicos recém-formados, entre outras ações. Para o senador, 80% dos problemas da área poderão ser resolvidos com essa proposta.

O senador Eduardo Amorim (PSC-SE) cobrou a instalação de um hospital específico para tratamento de pacientes de câncer em seu estado, doença que mata cerca de 140 mil por ano. Segundo o senador, pesquisas indicam que cerca de 40% das mortes poderiam ser evitadas se houvesse precocidade no diagnóstico e tratamento adequado. Ele cobrou também a aprovação da proposta de regulamentação da Emenda 29 (que assegura recursos para a área), proposição em exame pela Câmara dos Deputados.

A regulamentação da Emenda 29 também foi reivindicada pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que disse ser necessário, contudo, rejeitar emenda para criação de um novo tributo para o setor – a contribuição social da saúde (CSS). Já o senador Paulo Davim (PV-RN) cobrou recursos para a área e disse ser necessário instituir punição severa para desvios de verbas da saúde, crime que deveria ser classificado como hediondo em sua avaliação. Ele também lembrou a necessidade de incentivo à formação de pediatras, setor carente de profissionais no país. O político também aplaudiu a medida de adotada pelo governo de distribuição de medicamentos para hipertensos e diabéticos.

Para o senador Mozarildo Cavacanti (PTB-RR), o problema maior na área da saúde é o desvio de recursos, “a corrupção na área”. Ele citou investigação da Controladoria Geral da União (CGU) que descobriu desvios de cerca de R$ 500 milhões na Fundação Nacional da Saúde (Funasa). O senador também concordou com Paim quanto à necessidade de conter o consumo de álcool no país. Ele fez um apelo para realização de uma “força-tarefa” em seu estado para deter a corrupção na área de saúde.

Entre outros assuntos, o senador Humberto Costa (PT-PE) defendeu a revisão da regulamentação da profissão de mototaxista, em razão do número elevado de acidentes que acontecem com esses profissionais. Ele afirmou ainda ser necessário cobrar o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) por parte dos gestores públicos, já que não há apenas “bonzinhos” na área da saúde.

Parceria – Em resposta aos senadores, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pediu apoio do Congresso para a aprovação de propostas que ampliem os mecanismos de controle do uso de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Para ele, o país enfrenta o desafio de consolidar o sistema, condição para superar as dificuldades enfrentadas.

“Não podemos ‘dourar a pílula’. Estamos conscientes que 41% da população consideram a saúde o principal problema do país”, disse ele, ao reconhecer que a melhoria de gestão e de controle de recursos seria a principal forma de ampliar os investimentos na Saúde.

Entre as propostas que tramitam no Congresso e que visam aperfeiçoar a gestão do SUS, ele citou projeto do senador Humberto Costa (PT-PE), que estabelece a Lei de Responsabilidade Sanitária (PLS 174/2001). A proposta torna prefeitos, governadores e o governo federal gestores solidários do Sistema Único de Saúde, prevê a definição de metas e a adoção de mecanismos para assegurar o cumprimento das mesmas, além prever punições administrativas e criminais para os casos de gestão fraudulenta.

 

Fonte (texto e fotos): Agência Senado.

Usuários de planos de saúde poderão mudar de operadora sem novos prazos de carência

Mais 12 milhões de usuários de planos de saúde passarão a ter direito de mudar de plano sem precisar cumprir novos prazos de carência. A norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já foi publicada no Diário Oficial da União e começará a valer a partir do dia 27 de julho. As operadoras de planos de saúde têm 90 dias para se adequarem à nova resolução.

Desde abril de 2009, clientes de planos individuais contratados desde janeiro de 1999 já são beneficiados por essa norma. Agora a ANS ampliou esse benefício para usuários de planos individuais, familiares ou coletivo contratado por uma entidade de classe ou profissional após janeiro de 1999. No entanto, a norma não vigora para planos coletivos contratados por empresas para seus funcionários, os chamados planos empresariais.

Segundo a resolução da ANS, os usuários poderão fazer a portabilidade independente da abrangência do pacote de serviços ser municipal, estadual ou nacional. Outra mudança é a redução no prazo de permanência mínima no plano que caiu de dois para um ano, contando a partir da segunda portabilidade.

As operadoras do plano de origem deverão também informar aos clientes sobre as datas inicial e final para solicitar a migração levando o período de carência cumprido por meio do boleto de pagamento ou em comunicado enviado aos titulares.

Para fazer a portabilidade, o cliente precisa estar com o pagamento das mensalidades em dia e migrar para um pacote de serviços do mesmo padrão ou superior.

A ANS criou também uma portabilidade especial para cliente de planos extintos por causa da morte do titular e usuário de plano coletivo contratado por uma entidade representativa de uma profissão ou setor, como conselhos profissionais ou sindicatos. Esse tipo de portabilidade vale também para clientes de operadora que esteja sem condições de cumprir os contratos por dificuldade financeira e sob intervenção da ANS.

Fonte: Agência Brasil.

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Sistema Cartão: mais uma melhoria para a Saúde Pública no Brasil

Assista a matéria veiculada na TV NBR sobre o Sistema Cartão, nova tecnologia que vai funcionar como registro e prontuário eletrônico nacional. Na prática, um cartão magnético, entregue a cada usuário do Sistema Público de Saúde, que irá armazenar todas as informações dos pacientes, de tipo sanguíneo a exames de alta complexidade. Os estados e municípios, além do Distrito Federal, têm prazo de 360 dias para se adequar a novidade.

Humberto reage a preconceito contra Pernambuco

O líder do PT e do Bloco de Apoio ao Governo, Humberto Costa (PE), reagiu nesta terça-feira (3/5), ao artigo “Vinte metros de profundidade”, de Claudio de Moura Castro, publicado na revista Veja desta semana. Para o senador petista, o texto, que trata do desenvolvimento econômico de Pernambuco, é preconceituoso com o Estado, uma vez que atribui o crescimento da região apenas à existência do Porto de Saupe.

“Infelizmente no artigo que publicou nessa semana, o colunista não só demonstrou um grande preconceito, que todos nós imaginávamos fosse algo superado em nosso País, como também um certo grau de desconhecimento da história e da economia brasileira, para tratar principalmente do tema Pernambuco”, enfatizou Humberto.

“Queria fazer esta referência e manifestar a minha indignação com um artigo com este conteúdo, publicado numa revista importante como esta. Não faço aqui referência a quem escreve, mas ao conteúdo, que, tão somente, demonstra preconceito, desconhecimento e, acima de tudo, falta de uma visão do que o Brasil precisa hoje. O Brasil precisa hoje da união do seu povo, da unidade das suas regiões e de um trabalho em conjunto para que o futuro a que todos aspiramos possa chegar o mais rapidamente possível”, completou.

Segundo Humberto, o Nordeste está pagando atualmente por ter sido esquecido, durante décadas, da agenda nacional. “O que fez com que Pernambuco e outros Estados do Nordeste tivessem um desenvolvimento mais relativo, mais difícil do que outras regiões do País, foi exatamente a falta de visão e de políticas de desenvolvimento regional. O Brasil, no governo do Presidente Lula, pela primeira vez começou a olhar para outras regiões, a olhar para o Nordeste”, acrescentou.

Abaixo o artigo publicado na revista Veja desta semana (clique na imagem para ampliar)

“Naturalmente, um Estado que, ao longo de todo este tempo, não foi olhado pelo Governo Federal, foi olhado só agora no Governo Lula, tem dificuldades, como a falta de mão-de-obra qualificada, o que, na verdade, é um bom problema para ser resolvido e não deve ser objeto de qualquer preconceito, no sentido de tentar qualificar os trabalhadores nordestinos e pernambucanos como incapazes. Estamos à altura desse desafio, desse grande desenvolvimento”, garantiu.

Humberto ainda lembrou o crescimento econômico de Pernambuco e de todo o Nordeste, que hoje é maior que o crescimento nacional. “Eu não poderia deixar de aqui fazer esse registro, manifestar aqui a minha estranheza, acima de tudo, pela falta de conhecimento sobre por que Estados como Pernambuco e outros chegaram a níveis de dificuldade no seu desenvolvimento, como vários deles chegaram e, agora, estão sendo resgatados, resgatados por um Governo que, pela primeira vez, nos últimos anos, como eu disse, começou a entender desenvolvimento regional como algo fundamental para o desenvolvimento de um país”, disparou o petista.

Clique aqui para ler o discurso completo do senador Humberto Costa e o artigo na íntegra do colunista Cláudio de Moura Castro, publicado na revista Veja desta semana.

Fonte: Assessoria da Liderança do PT.
Foto: Agência Senado.

Índice de pobreza no Brasil cai 50% em oito anos

Estudo da Fundação Getúlio Vargas indica ainda que em 2010 o País atingiu menor nível de desigualdade de renda desde 1960

RIO – A pobreza no Brasil caiu 50,64% entre dezembro de 2002 e dezembro de 2010, período em que Luiz Inácio Lula da Silva esteve à frente da presidência da República. O dado consta da pesquisa divulgada nesta terça-feira (3/5), pelo professor do Centro de Politica Social da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Marcelo Neri. O critério da FGV para definir pobreza é uma renda per capita abaixo de R$ 151. A desigualdade dos brasileiros, segundo ele, atingiu o “piso histórico” desde que começou a ser calculada na década de 60.

Segundo o estudo, a queda da pobreza nos mandatos de Lula superou a registrada durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, incluindo o período de implementação do Plano Real. Nesse período, a pobreza caiu 31,9%. “Acho que essa década (anos 2000) pode ser chamada de década da redução da desigualdade; assim como os anos 90 foram chamados de década da estabilização”, afirmou Neri.

O estudo toma como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad) e Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Pela pesquisa, a renda dos 50% mais pobres cresceu 67,93% entre dezembro de 2000 e dezembro de 2010. No mesmo período, a renda dos 10% mais ricos cresceu 10%.

Assista a entrevista do economista Marcelo Nery sobre a pesquisa:

Desigualdade – A desigualdade de renda dos brasileiros caiu nos anos 2000 para o menor patamar desde que começou a ser calculada, mas ainda está abaixo do padrão dos países desenvolvidos, segundo Neri. Ele tomou como base para o estudo o índice de Gini, que começou a ser calculado nos anos 60. Com esse resultado, o País recuperou todo o crescimento da desigualdade registrado nas décadas de 60 a 80.
O índice Gini brasileiro está em 0,5304, acima do taxa de 0,42 dos Estados Unidos. Quanto mais próximo do número 1, maior a desigualdade. “Acredito que ainda vai demorar mais uns 30 anos para que possamos chegar aos níveis dos EUA”, estimou Neri.

Para o professor da FGV, o aumento da escolaridade e o crescimento dos programas sociais do governo foram os principais responsáveis pela queda da diferença de renda dos brasileiros mais ricos e mais pobres entre 2001 e 2009. “Isso mostra que a China não é aqui”, afirmou. E completou: “O grande personagem dessa revolução é o aumento da escolaridade. Mas, ainda temos a mesma escolaridade do Zimbábue”, mostrando que há um longo caminho a ser percorrido.

Entre os 20% mais pobres, a escolaridade avançou 55,6%, enquanto entre os 20% mais ricos, aumentou 8,12%. Outro fato que, para Neri, ajuda a entender a redução da desigualdade é o fato de pessoas de cor preta terem ganho aumentos de 43% no período, enquanto os brancos tiveram 21%.

Fonte: Mônica Ciarelli, de O Estado de S. Paulo.

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