Aposentadoria

“Maioria da população é contra a Reforma da Previdência”, destaca Humberto

 

 

O Nordeste é a segunda região do País que mais rejeita a proposta de Reforma da Previdência. Foto: Roberto Stuckert Filho

O Nordeste é a segunda região do País que mais rejeita a proposta de Reforma da Previdência. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Apesar da insistente defesa do governo de Michel Temer (PMDB), a Reforma da Previdência é amplamente rejeitada pelos brasileiros. Segundo levantamento Vox Populi/ CUT, 85% dos brasileiros são contra o projeto, que prevê o aumento da idade mínima para aposentadoria, entre outras questões. O estudo mostra ainda que 71% dos brasileiros acham que não vão conseguir se aposentar pelas novas regras.

“Este levantamento mostra como o governo Temer e sua base aliada andam em descompasso com o que defende a população brasileira. Ninguém quer esta reforma que praticamente aniquila o direito do trabalhador brasileiro de se aposentar. Mas o governo Temer segue insistindo nesta pauta”, criticou o líder da Oposição, Humberto Costa (PT).

De acordo com o levantamento, o Nordeste é a segunda região do País que mais rejeita a proposta. Cerca de 85% dizem ser contra as mudanças na aposentadoria. A região só perde para o Sudeste, onde 91% dos entrevistados disseram se opor à reforma. A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 31 de outubro. O trabalho tomou como amostragem 118 municípios brasileiros e entrevistou um universo de 2 mil pessoas, todas maiores de 16 anos. A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

Para Humberto, a eleição do ano que vem servirá para que a população dê a sua resposta a aqueles que votam no sentido oposto aos interesses da população. “Tenho certeza de que tanto a Reforma da Previdência como a Reforma Trabalhista serão fortes temas de debate no ano que vem. A população não vai esquecer quem hoje vota contra o trabalhador, mas que em 2018 vai pedir a ele o voto. É muito importante que a gente siga mobilizado para que os parlamentares sintam que essas posições contrárias ao povo serão lembradas, sim, na hora de votar”, afirmou.

Humberto: “Rejeição a Temer mostra que seu governo é insustentável”

Humberto: O governo que aí está nunca teve a legitimidade. Emergiu de um golpe em que uma presidente eleita foi tirada do cargo por um crime de responsabilidade que não cometeu. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O governo que aí está nunca teve a legitimidade. Emergiu de um golpe em que uma presidente eleita foi tirada do cargo por um crime de responsabilidade que não cometeu. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Pesquisas realizadas pelo próprio Governo Federal, na internet , revelam que a popularidade do presidente Michel Temer (PMDB) segue despencando. Segundo o levantamento, o peemedebista tem hoje cerca de 5% de aprovação. No Nordeste, a situação de Temer é ainda mais grave. Em alguma das regiões metropolitanas avaliadas em levantamento, a reprovação chega a 99%.

Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), a avaliação negativa de Temer se dá por diversos fatores. Entre eles, a forma ilegítima com que chegou ao poder até os inúmeros casos de corrupção que envolvem o peemedebista e sua equipe. Recentemente, Temer apareceu em gravação com o presidente da JBS, Joesley Batista, conversando sobre uma mesada para que o ex-deputado Eduardo Cunha (PDMB-RJ) ficasse em silêncio na prisão.

“Essa rejeição mostra que a situação de Temer é insustentável. O governo que aí está nunca teve a legitimidade. Emergiu de um golpe em que uma presidente eleita foi tirada do cargo por um crime de responsabilidade que não cometeu. De lá para cá, o que a gente vê é o País afundando casa vez mais numa crise sem fim e um presidente ilegítimo às voltas, a cada semana, com uma nova denúncia. Temer, ao assumir, disse que queria fazer um governo de salvação nacional, mas, ao que parece, não conseguirá nem ele mesmo se salvar”, ironizou Humberto.

Segundo o senador, também contribuíram para o cenário as propostas de reformas Trabalhista e Previdenciária. “Nunca projetos como estes passariam pelo crivo das urnas. Só um governo ilegítimo seria capaz de impor essa agenda de retirada de direitos dos trabalhadores. E o pior é que, mesmo se segurando nas cordas, ele segue tentando enfiar goela baixo essa agenda perversa. Mas a população se mantém em luta contra o governo Temer e sua política nefasta de confisco de direitos do trabalhador”, afirmou o líder oposicionista.

 

Temer quer perdoar parte de dívida de ruralistas para conseguir votos para a Reforma da Previdência, denuncia Humberto

Para Humberto, a decisão de renegociar o débito confirma a tese de que Temer instaurou um “grande balcão de negócios no Congresso Nacional”. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, a decisão de renegociar o débito confirma a tese de que Temer instaurou um “grande balcão de negócios no Congresso Nacional”. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Na tentativa de garantir a aprovação da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, o governo de Michel Temer (PMDB) colocou na mesa de negociação com a bancada ruralista o perdão dos juros de uma dívida de R$ 10 bilhões dos produtores com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). A iniciativa que tem como objetivo financiar benefícios previdenciários ao trabalhador do campo.

Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), a decisão de renegociar o débito confirma a tese de que Temer instaurou um “grande balcão de negócios no Congresso Nacional”. “Essa ação comprova a falácia que está sendo montada pelo Governo Temer para realizar a Reforma da Previdência. Ele diz que há um rombo, que o País está deficitário, que não suporta a carga. Mas se isso é mesmo verdade como é que agora ele propõe perdoar dívida e até reduzir a contribuição de devedores da Previdência? Essa conta não fecha”, questionou o senador.

Humberto lembrou ainda que Temer já instituiu como moeda de troca com o Legislativo cargos e liberação de emendas parlamentares. “É um jogo sujo. O governo Temer está tentando de todas as formas comprar o apoio de congressistas porque sabe que a população não aceita este projeto. E vou além: garanto que os parlamentares que se juntarem a Temer por esta reforma vão pagar um preço alto nas eleições de 2018”, avaliou o líder da Oposição.

O senador disse ainda que, nas próximas semanas, deve intensificar a pressão da sociedade contra a Reforma da Previdência. “A partir dessa semana, em Brasília, vai haver uma intensa movimentação contra a Reforma. No último dia 28, o País parou para dizer não à reforma. Agora, a ordem é aumentar ainda mais a pressão para que os deputados entendam o que está em jogo e não cedam aos apelos nada republicanos do governo ilegítimo de Temer por uma proposta que mantem privilégios e corta na carne do trabalhador”, afirmou.

CPI da Previdência vai mostrar ao país caixa preta bilionária do sistema, diz Humberto

Humberto: É a primeira vez, em 92 anos, que uma CPI vai investigar essa caixa obscura, fechada, que desperta o interesse de empresários, muitos, inclusive, devedores da União. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: É a primeira vez, em 92 anos, que uma CPI vai investigar essa caixa obscura, fechada, que desperta o interesse de empresários, muitos, inclusive, devedores da União. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Um dos principais defensores da CPI da Previdência Social, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou, nessa quarta-feira (26), dia de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito, que o país terá uma oportunidade única de conhecer, a fundo, todas as receitas e despesas do bilionário sistema previdenciário brasileiro.

“É a primeira vez, em 92 anos, que uma CPI vai investigar essa caixa obscura, fechada, que desperta o interesse de empresários, muitos, inclusive, devedores da União, e deste governo ilegítimo que quer tirar, de maneira cruel, os direitos dos trabalhadores e aposentados”, avalia Humberto.

O senador acredita que os trabalhos da comissão terão como foco, independentemente da ideologia partidária, a apuração dos desvios de recursos, sejam anistias, desonerações, desvinculações, sonegação ou qualquer outro meio que propicie a retirada de fontes da Previdência.

“Vamos olhar com lupa não somente os valores, mas também os beneficiários desses desvios. Sabemos que, somente em quatro anos, mais de R$ 100 bilhões foram recolhidos do trabalhador e não foram repassados para a Previdência. Vamos investigar esses dados”, afirmou.

Na sessão de instalação da CPI, o senador Paulo Paim (PT-RS) foi eleito, por aclamação, presidente do colegiado. Hélio José (PMDB-DF) será o relator. A comissão, que tem sete membros titulares e cinco suplentes, irá se reunirá às terças-feiras, às 8h30, e realizará audiências públicas, às quartas e quintas-feiras, às 14h.

Para Humberto, os parlamentares terão a difícil missão de responder se existe ou não déficit na Previdência, motivo de polêmica até para economistas especializados na área, e quais são os setores deficitários e superavitários, a posição de órgãos de controle sobre o assunto e a melhor forma do governo zerar o eventual déficit.

“Nós vamos ouvir todos os interessados no assunto para descobrir quem são os mil maiores devedores da Previdência. Os procuradores da Fazenda já afirmaram que, somados, eles devem R$ 1 trilhão. É muito dinheiro, que serviria, com folga, para cobrir qualquer rombo no sistema”, afirmou.

O líder da Oposição foi um dos primeiros a assinar o requerimento de criação da CPI da Previdência, que contou com o apoio de 62 senadores, mais que o dobro do necessário, 27 assinaturas.

Reforma da Previdência segue desumana, apesar de recuos e derrotas de Temer, diz Humberto

Humberto tem ido às ruas para organizar oposição da sociedade à reforma da Previdência  Foto: Roberto Stuckert Filho/Liderança da Oposição

Humberto tem ido às ruas para organizar oposição da sociedade à reforma da Previdência
Foto: Roberto Stuckert Filho/Liderança da Oposição

 

Apesar dos sucessivos recuos do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) diante da pressão dos brasileiros e da falta de apoio no Congresso Nacional para bancar a reforma da Previdência, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), considera que as mudanças propostas não mudaram em nada o projeto, que segue prejudicial aos mais pobres e absolutamente desconexo da realidade. Segundo ele, o governo tem colecionado derrotas nas ruas e no Legislativo, o que demonstra sua impopularidade e fraqueza.

Em discurso nesta quarta-feira (19), o parlamentar afirmou que as mudanças propostas no texto, que será votado no dia 2 de maio após mais um fracasso do Palácio do Planalto na comissão especial da Câmara dos Deputados, em nada melhoram a vida da esmagadora maioria da população que depende da Previdência Social.

“Pelo contrário, as alterações irão aumentar seus prejuízos, obrigando a que todos trabalhem mais para, no fim, ganhar menos. Estamos falando de um projeto natimorto, que o governo ainda insiste, desesperadamente, em tentar salvar, fazendo mudanças epidérmicas que em nada alteram o seu caráter canhestro, perverso e desumano”, disse.

Para Humberto, sem apoio popular e no Congresso, Temer está oferecendo de café, almoço e jantar até cargos ou qualquer vantagem possível com a finalidade de comprar apoio parlamentar para vender direito alheio. “No caso, o dos brasileiros, os donos das conquistas que essa reforma da Previdência vai destruir”.

“O que Temer tem feito, de fato, é reduzir a sua margem de lucro nessa negociata espúria que está realizando com os direitos previdenciários. Em vez de faturar R$ 800 bilhões nos próximos 10 anos, como previa o projeto original, ele vai lucrar R$ 700 bilhões ao rifar o futuro alheio”, detonou.

O senador lembrou que até o Papa Francisco, ao recusar o convite do governo ilegítimo brasileiro para vir ao país, criticou severamente as reformas propostas. O mesmo fez a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Ordem dos Advogados do Brasil e o Conselho Federal de Economia, que divulgaram uma nota conjunta, nesta quarta, em que reiteram a sua posição por uma Previdência Social justa e ética.

“Todos querem sabe onde está a proteção aos vulneráveis, aos idosos, aos titulares do Benefício de Prestação Continuada, aos enfermos, aos acidentados, aos trabalhadores de baixa renda, aos trabalhadores rurais e às mulheres, que chefiam a maioria das famílias deste país? Não há proteção. Essa reforma de Temer destrói tudo, é uma aberração do ponto de vista humanitário”, alertou Humberto.

Ele conclamou o povo a ir às ruas no próximo dia 28 com o objetivo de parar o Brasil, também com uma greve geral, para não deixar dúvidas ao Congresso que a população rejeita veementemente a perda de direitos e que vai cassar nas urnas o mandato dos que apoiarem as reformas.

“Não haverá um dia de trégua a Michel Temer enquanto ele não for derrotado nessa sua cruzada contra o povo e deixe o Palácio do Planalto pela mesma porta dos fundos por onde entrou”, finalizou.

Humberto defende mobilização e prevê derrota de Temer na Reforma da Previdência

Para Humberto, Temer não tem legitimidade nenhuma para aprovar uma proposta como essa. Foto: Asscom HC

Para Humberto, Temer não tem legitimidade nenhuma para aprovar uma proposta como essa. Foto: Asscom HC

 
Para um auditório lotado, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), disse, nessa segunda-feira (17), ter convicção de que a Reforma da Previdência não passa no Congresso Nacional. Segundo Humberto, dois fatores devem pesar para que o parlamento assuma posição contrária ao projeto do governo de Michel Temer (PMDB): a crescente mobilização da sociedade e o enfraquecimento da gestão peemedebista.

“Não é por acaso que o governo vem batendo recorde de impopularidade. Temer não tem legitimidade nenhuma para aprovar uma proposta como essa. Ele é o representante de um modelo de governo fracassado que foi rejeitado nas quatro últimas eleições. Esse projeto não vai passar porque o País não aceita mais um golpe no trabalhador”, afirmou o senador, durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) sobre a Reforma da Previdência. Humberto participou do ato junto com parlamentares, sindicalistas, representantes do Movimento Sem Terra e trabalhadores rurais.

Entre os presentes também estavam o deputado federal Silvio Costa (PTdoB), o deputado estadual Silvio Costa Filho (PTB), a deputada estadual Teresa Leitão (PT), o deputado estadual Odacy Amorim (PT), o presidente da Fetape, Doriel Barros, o presidente da Contag, Aristides Santos e o presidente da CUT, Carlos Veras. A audiência pública integrou as atividades do dia do 6o Grito da Terra de Pernambuco. Após o evento, cerca de seis mil pessoas seguiram em marcha até o Palácio do Campo das Princesas. Uma comissão foi recebida pelo governador Paulo Câmara (PSB) no local, juntamente com secretários de estado e o senador Humberto Costa.

“Foi um encontro bastante produtivo. Discutimos várias pautas prioritárias para o movimento rural, inclusive a Reforma da Previdência. Estamos mobilizados para que não seja aprovado o projeto que, na prática, representa o fim da aposentadoria de milhões de brasileiros. Estamos ganhando o jogo, mas essa é uma batalha que só termina no dia da votação. Por isso, é importante que todos estejamos juntos para pressionar deputados e senadores para votarem contra essa matéria. Tenho certeza de que a mobilização de todos irá assegurara manutenção dos direitos dos trabalhadores”, disse Humberto.

Temer vai gastar R$180 milhões para dizer não tem dinheiro para a previdência, denuncia Humberto

Humberto: O governo Temer não tem apoio nem dentro e nem fora do Congresso para aprovar esse projeto que é absurdamente danoso para o trabalhador. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O governo Temer não tem apoio nem dentro e nem fora do Congresso para aprovar esse projeto que é absurdamente danoso para o trabalhador. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Apesar do discurso de austeridade, o governo de Michel Temer (PMDB) vai liberar R$ 180 milhões de verba de publicidade para tentar convencer a população de que a Reforma da Previdência é boa para os brasileiros. Entre as alterações previstas pelo governo estão a fixação de uma idade mínima de 65 anos para requerer aposentadoria e a elevação do tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 25 anos.

Para o líder da Oposição, Humberto Costa (PT), ação mostra o desespero da gestão peemedebista que, até agora, não conseguiu os votos necessários para a aprovação do projeto no Congresso Nacional. “O governo Temer não tem apoio nem dentro e nem fora do Congresso para aprovar esse projeto que é absurdamente danoso para o trabalhador. Vejam só, ele diz que não tem dinheiro para saúde, para a educação e nem mesmo para pagar a Previdência, mas tem dinheiro para gastar com propaganda para tentar enganar a população”, afirmou o senador.

A verba de publicidade será destinada para jornais, sites e emissoras de rádio e televisão cujos comunicadores aceitem falar bem da reforma. Deputados e senadores serão os responsáveis pela indicação dos órgãos que receberão a verba publicitária.

“A propaganda virou moeda de troca do desgoverno Temer, assim como a concessão de cargos e a liberação de emendas. Tudo para tentar garantir o apoio a essa reforma nefasta que, na prática, acaba com a aposentadoria dos trabalhadores desse país. Mas os parlamentares sabem o peso que é estar com esse governo impopular e apoiar esse projeto junto à população. Todos seguimos mobilizados, nas ruas e nas redes contra essa proposta que quer fazer com o trabalhador brasileiro morra de trabalhar”, concluiu.

Recuo de Temer sobre Previdência mostra que governo acabou, mas que luta segue, diz Humberto

Para Humberto, a luta da população contra a proposta tem de continuar . Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

Para Humberto, a luta da população contra a proposta tem de continuar . Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

 

 

Mesmo com o recuo do governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) em alguns dos pontos considerados absurdamente lesivos aos brasileiros na reforma da Previdência, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou, nesta sexta-feira (7), que a oposição, juntamente com os trabalhadores, entidades sindicais e movimentos sociais, vai seguir na luta para enterrar de vez a proposta.

“O que o Palácio do Planalto mandou fazer, sem nem mesmo retirar da Câmara o projeto, não muda em absolutamente nada o caráter nefasto da iniciativa. O governo acabou, mas a luta continua”, afirmou. Segundo Humberto, agora, é preciso atenção, pois o governo e os parlamentares podem piorar ainda mais o projeto inicial.

“Corre o risco de transformar tudo o que está lá na Câmara, que já é um desastre por natureza, em um monstrengo, em um Frankenstein à imagem e semelhança do governo que o pariu”, disse.

Segundo o parlamentar, a luta da população contra a proposta tem de continuar e o recuo, ocorrido diante da pressão das ruas e de aliados no Congresso Nacional, é o reconhecimento de um governo inepto e de que sua base aliada evaporou, sem qualquer condição de fazer passar a reforma no Legislativo.

“Nós assistimos ontem, com muita satisfação, a esse governo errático assinar o seu atestado de óbito, a sua sentença de condenação, o seu pedido de falência. A reforma de Temer desmoronou e, juntamente com ela, desmorona o próprio governo porque não vai conseguir entregar aos seus patrões rentistas o serviço que prometeu”, comentou.

O governo admitiu mudanças em cinco pontos da reforma, que incluem regras de transição, pagamento do benefício de prestação continuada, da aposentadoria rural, de pensões e de aposentadorias especial de professores e de policiais.

O líder da Oposição avalia que há uma debandada geral da base de Temer, mesmo fartamente alimentada com cargos e verbas públicas. “Os governistas fogem de Temer como o diabo foge da cruz, evitam aparecer ao lado dele, um presidente incompetente e perdido ao qual está associada uma impopularidade sem precedentes”, disparou.

Humberto entende que todos querem dispor das mamatas e das benesses, mas ninguém quer se associar a ele e mais coragem de defendê-lo. Para o senador, os seus apoiadores e maiores entusiastas sumiram, até mesmo no mercado financeiro, “que bancou o golpe para que Temer promovesse os desmontes que tem feito”.
“A desconfiança com ele é total. Os direitos e avanços que esse governo tem destruído ainda não são suficientes para saciar a fome dos rentistas. É preciso mais”, comentou.

Por fim, o parlamentar conclamou todos os brasileiros a seguir pressionando Temer para evitar que ele siga com a sua pauta destrutiva de reformas e, principalmente, para que ele seja imediatamente derrubado e que, com a sua queda, possa renascer a democracia no Brasil, por meio de eleições livres e diretas.

Humberto comemora resultado da grande mobilização popular dessa sexta-feira

 

 

Humberto: O 'fora Temer' é hoje o grito de todos os brasileiros que reprovam esse governo que nasceu de um golpe parlamentar e quer consolidá-lo às custas do trabalhador brasileiro. Foto: Asscom HC

Humberto: O ‘fora Temer’ é hoje o grito de todos os brasileiros que reprovam esse governo que nasceu de um golpe parlamentar e quer consolidá-lo às custas do trabalhador brasileiro. Foto: Asscom HC

 

O senador Humberto Costa (PT-PE), líder da Oposição no Senado, comemorou o sucesso da mobilização dessa sexta-feira (31) que reuniu multidões de trabalhadores no Recife e em mais nove capitais brasileiras, todos contra as reformas propostas pelo governo não eleito de Michel Temer.

“O Brasil e o Recife, em particular, estão de parabéns. Mais uma vez, o povo saiu às ruas e deu a a sua resposta contundente a essa farsa que se intitula de governo. O ‘fora Temer’ é hoje o grito de todos os brasileiros que reprovam esse governo que nasceu de um golpe parlamentar e quer consolidá-lo às custas do trabalhador brasileiro”, disse Humberto, lembrando que as reformas propostas por Michel Temer ameaçam sepultar direitos e conquistas do povo.

Milhares de pessoas participaram das manifestações convocadas ao longo da semana como uma ação preparatória para a greve geral prevista para o mês que vem. No Recife, um mar de gente portando bandeiras e cartazes tomou as ruas gritando contra o governo sem voto de Michel Temer e exigindo a manutenção dos diteitos e conquistas dos trabalhadores, tudo ameaçado pelo atual governo. Sobrou também para os parlamentares pernambucanos que votaram com o projeto de terceirização que precariza as relações de trabalho e rasga a CLT.

A passeata saiu da Praça da Independência, percorreu a Avenida Conda da Boa Vista e seguiu até a Praça do Derby. Ao longo do percurso, os pernambucanos mostraram que não irão admitir que o governo temerário interrompa a série de conquistas que vinha sendo obtida pelos trabalhadores nos governos de Lula e Dilma Rousseff.

Foi o caso de Almir Luiz (82 anos), que fez questão de chegar cedo para protestar contra as reformas Trabalhista e da Previdência. Confeccionou cartazes e foi pras ruas. Testemunha ocular do movimento militar de 1964, hoje ele diz que assiste com tristeza a um novo golpe. Para ele, a luta contra o governo Temer tem que ser constante. “Ele (Temer) não pode fazer mais nada contra mim porque já estou no fim da vida. Faço isso pelos meus netos e pelas outras pessoas”, afirmou o aposentado.

Para Humberto Costa, os protestos contra Temer são um caminho sem volta e a mobilização popular em defesa dos direitos dos trabalhadores só vai crescer e se multiplicar. “A população não aceita o que esse governo ilegítimo está fazendo a mando de forças retrógradas que querem acabar com tudo o que o povo conseguiu nos últimos anos. Não vamos deixar as ruas até tirar esse governo sem legitimidade e haver eleições diretas”, afirmou Humberto.

“Não há rombo na Previdência”, diz ex-ministro

Gabas: Esse projeto de Reforma da Previdência é ruim para todo mundo. Não pode passar porque ela é cruel com toda a sociedade. Foto: Assessoria de Comunicação

Gabas: Esse projeto de Reforma da Previdência é ruim para todo mundo. Não pode passar porque ela é cruel com toda a sociedade. Foto: Assessoria de Comunicação

 

Em debate organizado pelo líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), ontem, no Recife, o ex-ministro Carlos Gabas, criticou o projeto de Reforma da Previdência proposto pelo governo de Michel Temer (PMDB). Segundo ele. O governo vem “maquiando números” para defender mudanças que são “brutais e excludentes”.

“O governo faz uma confusão proposital dos números para dizer que estamos quebrados. Mas a verdade é que a Previdência não é deficitária. Podemos afirmar com muita certeza: a dificuldade apresentada hoje é conjuntural e não estrutural. E você não ataca um deficit conjuntural não indo na raiz do problema, que é a crise econômica”, disse Carlos Gabas, que estará nesta sexta-feira (24), às 10h, em Caruaru, no Agreste do Estado, também a convite do senador Humberto Costa, na sede da Acic (Associação Comercial e Empresarial de Caruaru) para falar sobre o projeto. O evento tem entrada franca.

Gabas disse, ainda, que a proposta não foi debatida com a população e pode gerar impactos econômicos ainda mais graves para um país em crise: “Esse projeto de Reforma da Previdência é ruim para todo mundo. Não pode passar porque ela é cruel com toda a sociedade. Tem que ser retirado. Não podemos ficar apresentando emenda. Tem que ser rejeitado na íntegra”. A proposta está tramitando na Câmara dos Deputados e, se aprovada, segue para o Senado Federal.

Segundo o senador Humberto Costa, o descontentamento com o projeto vem crescendo e a mobilização da sociedade contra a proposta é fundamental. “Na medida em que a população vem tomando conhecimento sobre a Reforma de Temer, aumenta também a sua rejeição . Por isso, é fundamental trazer essas informações para a sociedade. Só com a mobilização de todos vamos conseguir enterrar de vez esse projeto que é extremamente danoso para a população brasileira”, afirmou.

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