banco do brasil

No Banco do Brasil, Humberto ressalta a importância das agências nos municípios

31863026548_ac6fe9348a_o (1)

 

 

 

O líder da Oposição ao governo Temer no Senado, Humberto Costa (PT-PE), visitou, nesta segunda-feira (05), ao lado do prefeito de Sairé, Fernando Pergentino (PSB), o superintendente do Banco do Brasil em Pernambuco, Nacib Lomes.

O encontro serviu para reforçar a importância das agências bancárias pelo interior do estado e o papel econômico fundamental destas no giro da economia local dos municípios. Também entrou em pauta, a violência contra essas instituições. Somente este ano, segundo o Sindicato dos Bancários de Pernambuco, foram registrados 152 crimes. Destes, 66 ocorreram na região do Agreste, 34 no Sertão, 33 na Região Metropolitana do Recife e 19 na Zona da Mata.

“Estamos preocupados com o fechamento de agências bancárias pelo interior do estado, especialmente aquelas que foram explodidas por bandidos, que é o caso também de Sairé, porque elas são importantes para a economia dos nossos municípios e não podem fechar as portas. É fundamental que, após a restauração, elas sejam reabertas”, pontuou Humberto.

Sairé é um dos municípios do Agreste que sofreu com a ação dos bandidos e teve sua agência explodida. O prefeito Fernando Pergentino reforçou a preocupação de Humberto com a economia e se comprometeu a intensificar a segurança da cidade.

“Sairé tem uma economia forte, uma agricultura muito rica, somos o maior produtor de laranja cravo de Pernambuco. Eu vim do campo e sei a importância de ter na cidade essas agências bancárias. O dinheiro circula dentro do município e fortalece nossa economia” destacou o prefeito.

O superintendente do Banco do Brasil, Nacib Lomes, afirmou que levará para Brasília, ainda nesta semana, as sugestões do prefeito de Sairé e do senador Humberto Costa.

Humberto crítica plano de demissões da Caixa Econômica

Humberto: Este governo que aí está parece empenhado a desestruturar os nossos bancos públicos que são, na verdade, um patrimônio de todos os brasileiros. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Este governo que aí está parece empenhado a desestruturar os nossos bancos públicos que são, na verdade, um patrimônio de todos os brasileiros. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

A notícia de que o governo de Michel Temer (PMDB) planeja demitir cerca de 10 mil funcionários da Caixa Econômica Federal gerou reação imediata do líder do PT no Senado, Humberto Costa. Segundo o senador, a redução no quadro de funcionários significará quase 10% a menos no quadro de empregados do banco e deve prejudicar o funcionamento de agência da instituição em todo o país.

“Este governo que aí está parece empenhado a desestruturar os nossos bancos públicos que são, na verdade, um patrimônio de todos os brasileiros. Mas não se pode esperar nada diferente de alguém como Temer, que já foi para os jornais dizer que queria privatizar tudo o que fosse possível”, afirmou o senador.

Recentemente, o Banco do Brasil também sofreu com uma onda de cortes e demissões, além do fechamento de 14% das 5.430 agências que existiam em todo o País. Outras 51 agências do Banco do Brasil já haviam sido fechadas em outubro. E 31 superintendências também foram extintas. Até dezembro, sete agências haviam sido fechadas em Pernambuco e outras nove viraram apenas terminais de atendimento. O fechamento das unidades gerou uma onda de protestos de correntistas em todo o Estado por conta da demora no atendimento dos usuários.

O senador disse ainda que não existem argumentos para ações como as que ocorreram no Banco do Brasil e na Caixa Econômica. Tanto a Caixa como o Banco do Brasil tiveram lucros significativos nos últimos anos. Só no terceiro trimestre de 2016, a Caixa registrou um lucro líquido de R$ 998,118 milhões e o do Banco do Brasil foi ainda maior, R$2337 bilhões. “Os números mostram que esses cortes não têm justificativa nenhuma a não ser a de agradar aos interesses de outros grupos econômicos. Mas não vamos aceitar calados este desmonte”, disse Humberto.

Mercado projeta queda do PIB para 3,4% com o governo Temer

Humberto: Estamos vivendo uma situação extremamente grave na área econômica. O que vemos é um governo completamente perdido e sem controle nenhum na gestão. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Estamos vivendo uma situação extremamente grave na área econômica. O que vemos é um governo completamente perdido e sem controle nenhum na gestão. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 
A economia e o Brasil estão sofrendo cada vez mais com as “medidas irresponsáveis” do governo Temer. Essa é a avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa, após as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) projetarem a queda do PIB (Produto Interno Bruto) para 3,4% deste ano.

De acordo com a pesquisa Focus, a estimativa da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é de haver uma redução de 6,84% para 6,80%. Mas de continuar acima do limite máximo da meta do governo que é de 6,5%.

“Estamos vivendo uma situação extremamente grave na área econômica. O que vemos é um governo completamente perdido e sem controle nenhum na gestão. O desemprego só faz aumentar e o povo continua perdendo direitos que eram garantidos na época da presidenta Dilma Roussef”, avaliou o senador petista.

A expectativa de crescimento também foi alterada para 2017, caindo de 1,13% para 1%. Outra previsão divulgada no Boletim Focus foi o aumento da cotação do dólar, de R$ 3,22 para R$ 3,30. No caso da taxa Selic, que segue em alta, a 13,75%, o que se observa, diz Humberto, é que a saída da presidenta Dilma não foi solução para resolver o problema econômico.

“Muitos pregavam que Dilma e o PT eram os algozes do Brasil. O que nós vemos são os problemas aumentando, mais desempregados e mais pessoas desacreditadas no nosso País. A questão social não é mais prioridade para esse governo sem voto e, com isso, quem está sofrendo é o povo mais carente”, lamentou Humberto Costa.

Para Humberto, Temer quer desmontar o Banco do Brasil

 

Humberto: claro que o corte das agências vai afetar as comunidades mais carentes e com maior dificuldade de acesso. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: claro que o corte das agências vai afetar as comunidades mais carentes e com maior dificuldade de acesso. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O anúncio do governo de Michel Temer de cortes e demissões no Banco do Brasil gerou reação da bancada de oposição. No Senado, o líder do PT, Humberto Costa, criticou a iniciativa e disse que há “uma clara tentativa de desmonte da instituição, que é o maior e um dos mais lucrativos bancos brasileiros”.

Temer anunciou a extinção de 14% das 5.430 agências que existem hoje. O governo já havia anunciado o fechamento de outras 51 agências em outubro. Além disso, 31 superintendências regionais serão fechadas. O banco também quer o desligamento de cerca de nove mil funcionários, através do plano de incentivo à aposentadoria.

Para Humberto, o fechamento das agências deverá prejudicar principalmente os clientes de localidades mais afastadas e da periferia das grandes cidades. “Claro que o corte das agências vai afetar as comunidades mais carentes e com maior dificuldade de acesso. É sempre o povo que paga pelas decisões deste governo temerário”, afirmou.

O senador disse ainda que não existe argumentos para os cortes no Banco do Brasil, uma vez que só no ano passado o banco teve um lucro líquido de R$ 14,4 bilhões, um aumento de 28% em relação a 2014. “Esses cortes não têm justificativa. Até porque o Banco do Brasil ampliou os seus lucros no ano passado, o que nos traz dúvidas sobre o verdadeiro interesse de fazer uma medida como essa. O próprio Temer já falou que queria privatizar tudo. Agora, mais do que nunca, precisamos estar em alerta e mobilizados para assegurar que o patrimônio do Brasil e dos brasileiros seja preservado”, avaliou Humberto.

Banco do Brasil deixará de financiar Minha Casa Minha Vida, denuncia Humberto

Humberto: Esse presidente golpista realmente está empenhado em beneficiar unicamente os mais ricos. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Esse presidente golpista realmente está empenhado em beneficiar unicamente os mais ricos. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

Articulado com o Palácio do Planalto, o Banco do Brasil (BB) acaba de anunciar que não financiará habitações do Minha Casa Minha Vida. A reestruturação vem sendo planejada desde o início do governo Temer e pode prejudicar milhares de brasileiros.

“Essa é uma ação de extrema maldade com o povo que precisa de casa própria e que contava com o financiamento de um banco público. Esse presidente golpista realmente está empenhado em beneficiar unicamente os mais ricos”, afirmou o líder do PT no Senado, Humberto Costa.

O Banco do Brasil se concentrará apenas nos financiamentos de imóveis para a classe média e para o público de alta renda, que são considerados de baixo risco pelo governo. Além disso, o BB já extinguiu a sua diretoria de Crédito Imobiliário (Dimob) concentrando suas operações na diretoria de Empréstimos e Financiamentos.

“A Caixa Econômica já havia anunciado que abriria crédito para imóveis de até R$ 3 milhões, verdadeiras mansões. E agora vem o BB anunciar que não vai oferecer crédito para os mais carentes. Trabalhamos bastante para que a população com menos recursos tivesse várias fontes para financiar seu imóvel, mas, infelizmente, esse governo sem voto veio para acabar com o sonho da casa própria”, lamentou o senador.

O Minha Casa Minha Vida, criado pelo ex-presidente Lula em 2009, já levou a casa própria para mais de 10 milhões de brasileiros, beneficiando cerca de 2,6 milhões de famílias. Ainda estão em andamento quase 1,7 milhão de unidades habitacionais e já foram investidos R$ 294,494 bilhões no programa que teve sua terceira fase anunciada pela presidenta Dilma Roussef, antes de ser afastada.

Julgamento de Dilma começa hoje e Humberto aposta em virada

Humberto: Temos de ter responsabilidade com a democracia do país. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Temos de ter responsabilidade com a democracia do país. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

Confiante de que é possível reverter votos de senadores para barrar o impeachment de Dilma Rousseff, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), declarou nesta quinta-feira (25), data em que se inicia o julgamento final da presidenta, que a falta do crime de responsabilidade ficará evidenciada e os parlamentares terão consciência para fazer uma análise justa sobre os fatos que constam da denúncia.

“Nós, senadores, atuaremos como juízes. Temos de ter responsabilidade com a democracia do país e decidir se a presidenta cometeu ou não crime de responsabilidade – fundamental para o afastamento definitivo de um chefe do Executivo – pela edição de decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso e por atrasos de repasses do Plano Safra ao Banco do Brasil”, resumiu.

Para Dilma ser impedida de exercer a Presidência da República de forma definitiva, são necessários pelo menos 54 votos dos 81 senadores. Caso contrário, ela será absolvida e reassumirá o cargo imediatamente. “Vimos nos últimos dias que o presidente golpista Michel Temer (PMDB) está preocupado com o resultado do julgamento. Ele tem se reunido com parlamentares e fazendo promessas para garantir uma vitória, que, aliás, já tem anunciado como certa. Estamos lutando para isso não acontecer”, afirmou Humberto.

A sessão de julgamento terá início pela arguição de oito testemunhas, sendo duas da acusação e seis da defesa. As duas de acusação serão ouvidas nesta quinta-feira: Júlio Marcelo de Oliveira, procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), e Antonio Carlos Costa D’Ávila Carvalho Junior, auditor federal de controle externo do TCU.

Uma testemunha de defesa também deverá ser inquirida no dia de hoje. Os seis são: Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Geraldo Luiz Mascarenhas Prado, consultor jurídico; Nelson Barbosa, ministro do Planejamento e da Fazenda de Dilma; Esther Dweck, ex-secretária de Orçamento Federal; Luiz Cláudio Costa, secretário executivo do Ministério da Educação no governo Dilma; e Ricardo Lodi, advogado e professor de graduação e pós-graduação da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Cada testemunha será ouvida separadamente no plenário do Senado, em depoimentos que continuarão nesta sexta-feira (26), podendo avançar pelo sábado e domingo, se necessário, de forma a estarem concluídos no fim de semana. Senadores inscritos junto à Secretaria-Geral da Mesa a partir de 24 horas antes do início da sessão terão o tempo de seis minutos para fazer perguntas, seguidas de seis minutos para que a testemunha responda.

A acusação e a defesa terão dez minutos cada para formular suas perguntas diretamente às testemunhas, divididos em seis minutos iniciais e quatro para esclarecimentos complementares. As testemunhas terão o mesmo tempo e sistemática para as respostas.

Quem preside a sessão é o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Ficará ao lado dele, no plenário do Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Nosso voto em separado desmonta, ponto a ponto, denúncia contra Dilma, diz Humberto

Humberto afirma que processo contra Dilma atropela Constituição. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Humberto afirma que processo contra Dilma atropela Constituição. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

 

Os senadores contrários ao afastamento de Dilma Rousseff apresentaram, nesta terça-feira (2), voto em separado na Comissão do Impeachment que demonstra, de acordo com o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), que o respaldo técnico, as normas do país, os fartos documentos e os depoimentos prestados são frontalmente contrários aos elementos que constam da denúncia contra a presidenta.

O voto foi apresentado depois que o relator da comissão, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), leu parecer que pede o impeachment de Dilma sob a alegação de que ela cometeu crime de responsabilidade com base nas chamadas pedaladas fiscais e na edição de decretos suplementares sem aval do Congresso Nacional.

Para Humberto, a acusação das pedaladas, que já era frágil, tornou-se completamente insustentável depois que que o Ministério Público Federal determinou o arquivamento da investigação criminal que apurava o atraso do repasse de verbas a programas sociais por meio de bancos oficiais.

“O procurador da República Ivan Cláudio Marx analisou o caso a fundo e simplesmente concluiu, no último dia 14, que não há crime e que não houve operação de crédito – como alega a acusação – no atraso de pagamentos do Plano Safra por parte do Banco do Brasil. Ou seja, não houve qualquer crime cometido por Dilma”, reitera Humberto.

Além disso, o parlamentar ressalta que, quanto aos decretos, a própria junta pericial indicada pela Comissão do Impeachment considerou que havia amparo em pareceres técnicos e jurídicos unânimes quanto à legalidade e conformidade com a Lei Orçamentária Anual de 2015 e com a Constituição Federal.

“Os consultores do Senado concluíram que o Governo Federal cumpriu as metas de resultado fiscal e que os decretos de contingenciamento editados foram suficientes para assegurar o cumprimento das metas de resultado fiscal do ano passado. Como punir a presidenta diante dessa constatação feita por técnicos apartidários da nossa instituição?”, questiona.

O senador também fez questão de registrar outros pontos que deveriam anular o processo de impeachment que tramita contra Dilma no Congresso. Ele citou o desvio de origem, quando da instauração da denúncia pelo então presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por vingança; e o desvio de finalidade, evidenciado nos votos proferidos pelos deputados na sessão daquela Casa que afastou a presidenta.
“Ainda tem a questão da suspeição do relator Anastasia, por ser do mesmo partido de um dos advogados que subscreveram a denúncia contra a presidenta; e da revelação, com base nas gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, de que a cúpula do PMDB planejou tirar Dilma do poder para deter o avança da Lava Jato”, complementa.

Humberto avalia que, diante de tantos argumentos técnicos da defesa da presidenta, houve quebra de diversos direitos, atropelamento da democracia e usurpação da soberania popular. “A sanha ao apoderamento ilegítimo é um retrato desse golpe maquinado por um grupelho, que contou com o apoio de setores do empresariado e da mídia. A guerra ainda não acabou. Vamos à votação no plenário do Senado reverter essa situação”, afirma.

A Comissão do Impeachment se reúne na próxima quinta-feira (4) para votar o relatório de Anastasia. Caso seja rejeitado, o que provavelmente não irá ocorrer, os integrantes do colegiado irão apreciar o voto em separado apresentado pelos defensores de Dilma. Até o começo de setembro, o plenário do Senado vai decidir se Dilma deve ser impedida definitivamente de exercer a Presidência da República.

Marco legal dos fundos de pensão traz transparência e rigor, diz Humberto

 

Aprovação do texto que cria novas regras para fundos de pensão foi fruto de articulação entre oposição e governo. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Aprovação do texto que cria novas regras para fundos de pensão foi fruto de articulação entre oposição e governo. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O Senado aprovou, na noite desta quarta-feira (6), a proposta que cria regras de gestão mais rígidas e transparentes para os fundos de pensão das estatais. Segundo o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que orientou os partidos da base a votar favoravelmente à matéria, trata-se da criação de um marco legal que dará suporte a melhorias na governança e na proteção dos interesses dos participantes e dos demais cidadãos brasileiros.

O projeto, que atinge entidades fechadas de previdência complementar como o Postalis, dos Correios; Funcef, da Caixa Econômica Federal; Petros, da Petrobras; e Previ, do Banco do Brasil, segue para análise da Câmara dos Deputados.

“Essas entidades têm um grande papel social e um peso sobre a economia que demandam regras e normas legais que disciplinem seu bom funcionamento. Por isso, creio que aprovamos aqui hoje uma proposta que representa um avanço institucional muito importante para o Brasil, fruto de um amplo entendimento entre Governo e oposição. O Senado Federal deu uma bela contribuição ao país”, avalia Humberto.

Infelizmente, segundo ele, é preciso reconhecer que os casos de desvios e prejuízos verificados em algumas dessas entidades exigiram a revisão imediata da legislação. Em 2012, os ativos dos fundos de pensão brasileiros alcançavam quase 18% do PIB.

De acordo com o parlamentar, um dos objetivos da proposta é coibir a influência política nas indicações de dirigentes, tida como um dos principais problemas das instituições, e aumentar o nível de profissionalismo.

Ele ressalta que várias medidas foram propostas no texto, incluindo a que estabelece que a escolha dos diretores dos fundos de pensão terá de ser por meio um processo seletivo, conduzida por empresa especializada em recrutamento.

Pelo texto, de autoria do senador Paulo Bauer (PSDB-SC), é proibido o exercício de atividade político-partidária aos conselheiros nos dois anos anteriores à sua nomeação. Além disso, não se admite que ele tenha ocupado cargo comissionado de direção e assessoramento superior no governo controlador do respectivo fundo de pensão nos últimos dois anos.

“Assim, a influência política estará limitada”, garante o líder do Governo. Aos membros independentes dos conselhos será imposta uma quarentena de um ano para o exercício de atividades profissionais que impliquem a utilização de informações obtidas durante seu mandato nos conselhos deliberativo e fiscal.

Humberto ressaltou que as entidades fechadas de previdência, organizadas por empresas ou grupos de empresas, têm o objetivo de realizar investimentos para garantir uma complementação da aposentadoria aos empregados que aderirem ao plano.

O dinheiro investido forma um patrimônio que é aplicado em imóveis, ações e renda fixa. “Quando o empregado se aposenta, passa a receber o benefício mensalmente. Se sai da empresa, tem direito de retirar a parte que contribuiu”, complementou.

Senado aprova proposta que autoriza BB e CEF a comprar fatias de bancos

Humberto: Banco do Brasil e Caixa Econômica serão fortalecidos. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Humberto: Banco do Brasil e Caixa Econômica serão fortalecidos. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

 

Sob a orientação do líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), os senadores dos partidos da base de sustentação do governo da presidenta Dilma Rousseff deram vitória, na noite dessa quarta-feira (2), à proposta que autoriza o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF) a adquirirem participação em outros bancos e também em empresas no ramo de tecnologia da informação. A medida, editada pelo Governo, segue para sanção presidencial.

Para Humberto, o projeto tem como objetivo fortalecer os dois principais bancos públicos federais do país ao capacitá-los para concorrer em igualdade de condições com instituições financeiras privadas na aquisição de ativos.

O aval vale até 2018, sendo que a compra poderá ser realizada diretamente ou por intermédio das subsidiárias dos dois bancos. “O projeto não é exatamente uma novidade, já que há autorização semelhante concedida a outras empresas estatais federais. No entanto, permite uma atuação mais competitiva, com foco na rentabilidade do conglomerado”, afirmou.

Humberto avalia que tanto o BB como a CEF poderão igualar as condições de concorrência, inclusive, com instituições internacionais, num eventual processo de consolidação do sistema financeiro brasileiro.

“Além disso, abre uma oportunidade relevante para que os bancos públicos fortaleçam suas bases para o desenvolvimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais ao mesmo tempo em que contribuem para minimizar o impacto da atual instabilidade do cenário econômico internacional e dos possíveis reflexos na economia brasileira”, disse.

A proposta aprovada pelos senadores também autoriza a Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex) a contar com temas complementares para permitir a exploração mercadológica de eventos de grande apelo popular, datas comemorativas, referências culturais, licenciamentos de marcas ou personagens e demais elementos gráficos e visuais que possam aumentar a atratividade comercial do produto.

Segundo o líder do Governo, isso vai dar maior dinamicidade de atuação à Lotex, permitindo a sua exploração não somente com a utilização de marcas, emblemas, hinos e todos os elementos alusivos às entidades desportivas de futebol, mas também permitindo o emprego de outros conjuntos simbólicos que permitam a atratividade do apostador em todo território nacional, descolada da questão de preferências pessoais do futebol.

“É melhor para todos, de acordo com as tendências de mercado. Resulta em mais vendas e, consequentemente, maiores recursos financeiros ao Governo Federal e às entidades desportivas de futebol, uma vez que os repasses a esses beneficiários legais ficam assegurados”, explicou.

O produto da loteria instantânea é uma importante fonte de recursos ao Estado. Estima-se que, com as mudanças previstas na Medida Provisória nº 695/2015, haverá a geração de aproximadamente R$ 1 bilhão ao ano para a União.

No Senado, Humberto sai em defesa de Lula

 

 Humberto diz que agressões torpes a ex-presidente Lula não apagarão a sua história. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto diz que agressões torpes a ex-presidente Lula não apagarão a sua história. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), foi à tribuna do plenário da Casa nesta quarta-feira (28) prestar a sua homenagem aos 70 anos de Lula e, em nome da bancada, fazer um desagravo ao ex-presidente.

Humberto afirmou que “essas agressões e perseguições torpes e mesquinhas a Lula não vão destruir a biografia de um dos líderes políticos mais importantes da história do país”, responsável por tirar 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza e fazer do Brasil um país mais justo e igualitário.

“Lula é um homem que, nessas suas sete décadas de caminhada, entra para a história como o primeiro presidente da República a ter mudado, em oito anos de governo, cinco séculos de um modo perverso de administrar, em que se relegava ao desprezo e ao esquecimento dezenas de milhões brasileiros”, declarou.

Para o senador, que listou dezenas de conquistas alcançadas durante a gestão de Lula nas mais diversas áreas, o ex-presidente jamais baixou a cabeça às incontáveis adversidades que a vida lhe impingiu. “Da fuga da fome à mutilação física em uma fábrica, da perda de uma esposa à cadeia imposta pela ditadura militar, esse guerreiro nunca abandonou as causas pelas quais sempre lutou”, declarou.

O parlamentar ressaltou que, “apesar do espancamento midiático e dessa jogatina política de baixo nível tramada em porões, cujas razões têm fundo meramente eleitoral”, recente pesquisa encomendada pelos “seus inquisidores” mostra a força de Lula.  De acordo com a pesquisa, o ex-presidente guarda, entre os brasileiros, a maior certeza de voto para 2018, se desejar concorrer novamente no próximo pleito. Um em cada quatro eleitores diz que votaria “com certeza” no petista.

“É o reconhecimento da população ao trabalho e à dedicação desse homem ao Brasil. É a consciência do povo de que ninguém que está aí atacando a honra do presidente Lula fez tanto pelo nosso país como ele ou merece a credibilidade e o respeito que ele tem”, comentou Humberto.
Na avaliação do líder do PT, os resultados do governo do ex-presidente podem ser atestados por qualquer brasileiro, porque todos puderam experimentar das maravilhas do Brasil que venceu a sina de estar condenado a um futuro que nunca chegava.

“Com Lula, nós chegamos ao futuro. Pela obra desse homem, foi possível derrubar em 64% a pobreza extrema no Brasil em pouco mais de uma década e promover a maior mobilidade social da nossa história, com uma massa humana de 42 milhões de pessoas ascendendo à classe média”, ressaltou.

Em oito anos de governo, o país triplicou o seu Produto Interno Bruto brasileiro. O PIB per capita saltou de R$ 7,6 mil, registrado no último ano de Fernando Henrique Cardoso, para R$ 24,1 mil em 2010, último ano de Lula.

Humberto lembrou que Lula é reconhecido internacionalmente por seus feitos e ostenta, hoje, mais de 30 títulos e prêmios internacionais, muitos deles de doutor honoris causa, conferidos por algumas das maiores universidades do mundo.

O senador acredita que o ex-presidente chega aos 70 anos com muita saúde, garra e lucidez política e absolutamente em forma para novas missões, da mesma maneira que estava Winston Churchill quando se tornou primeiro-ministro do Reino Unido, pela segunda vez, aos 76 anos.
“A força de Lula aflige muita gente vazia por aí que, sem nada a oferecer de construtivo ao Brasil, gasta os seus dias a tentar destruir a biografia que outros, com tanta luta, construíram. Não conseguirão. Salve, Lula, salve os seus 70 anos! Feliz aniversário, presidente!”, concluiu.

 

Conquistas de Lula:

- PIB per capita triplicou: saltou de R$ 7,6 mil para R$ 24,1 mil;

- Redução da dívida líquida do setor público em relação ao PIB de 60% para 34%;

- Lucro do BNDES pulou de R$ 550 milhões para mais de R$ 8 bilhões;

- Lucro do Banco do Brasil saltou de R$ 2 bilhões para quase R$ 16 bilhões;

- Produção de veículos duplicou;

- Produção da safra agrícola duplicou;

- Investimento Estrangeiro Direto quadruplicou: saltou de R$ 16,6 bilhões para R$ 64 bilhões;

- Reservas internacionais aumentaram em mais de 10 vezes;

- Geração de mais de 20 milhões de empregos formais;

- Valor da Petrobras subiu de R$ 15,5 bilhões para R$ 104,9 bilhões em 12 anos;

- Petrobras passou a lucrar 6 vezes mais;

- Mais de 25 mil empresas fechavam as portas por ano no país antes de Lula. Com o petista, o número caiu para 5 mil;

- Salário mínimo saltou de R$ 200,00 para R$ 788,00, valor atual;

- Dívida externa equivalia a 557% das reservas. Agora, essa relação chegou a 81%;

- Brasil passou a ser a 7ª maior economia do mundo, abrindo aos brasileiros as portas de entrada para uma sociedade digna e igualitária a todos;

- Criação de 214 escolas técnicas: mais do que o dobro de tudo o que havia sido feito no Brasil em mais de 500 anos de história;

- Construção de 18 novas universidades federais; gestão FHC não fez nenhuma;

- Lançamento do ProUni, por meio do qual foi concedido mais de 1,2 milhão de bolsas para o ensino universitário;

- Criação do Fies, que concedeu financiamento estudantil a 1,3 milhão de estudantes;

- Mais de 6 milhões de pessoas contempladas com educação profissionalizante do Pronatec;

- Inauguração de mais de 7 mil creches;

- Pagamento da dívida ao FMI, de quem o país era devedor depois de quebrar três vezes. Hoje, o Brasil é credor do fundo internacional;

- 100 milhões de brasileiros ganharam o direito de utilizar os aviões como meio de transporte: número três vezes superior ao de 2002;

- Retirada de mais de 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza graças ao Bolsa Família, o maior programa de transferência de renda e de inclusão social do planeta, pelo qual o país recebeu os maiores reconhecimentos mundiais;

- Redução de 64% de pessoas da pobreza extrema no Brasil em 12 anos;

- Ascensão de 42 milhões de pessoas à classe média;

- Investimentos quintuplicados em saúde e em educação em 10 anos.

Página 1 de 212