BNDES

Humberto cobra liberação de US$ 1 bilhão do BNDES a Estaleiro Atlântico Sul

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Preocupado com o quadro desolador em que se encontram os estaleiros brasileiros, na iminência de fechamento depois que o governo Temer tomou medidas que favorecem importações, especialmente da China, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), cobrou, nesta terça-feira (22), a imediata liberação de quase U$$ 1 bilhão do BNDES ao Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco.

“O governo Temer é um navio a pique, que vai afundar sozinho. Mas não pode levar a nossa indústria naval com ele”, declarou. Segundo Humberto, Pernambuco está às vésperas de um novo desastre econômico, pois o estaleiro deverá suspender 3,7 mil contratos de trabalho para evitar imediatas demissões, em razão da terrível crise que afeta o setor.

O senador explicou que, com as medidas desleais adotadas pelo governo, não há condição mínima da indústria nacional concorrer com o mercado estrangeiro, livre de impostos por conta das ações de Temer.

“A Petrobras vai precisar de 80 plataformas e 210 navios nos próximos 25 anos para explorar o pré-sal. Mas deixará de comprar no Brasil para adquirir lá fora, com imposto zero, gerando empregos na China, na Coreia e em Singapura”, resumiu.

Segundo ele, a indústria naval, depois de ter renascido por obra de Lula e Dilma, com diversas plataformas e navios petroleiros produzidos com inteligência política de conteúdo local, amarga seus piores dias sob Michel Temer. Pernambuco, que gerou dezenas de milhares de empregos diretos e indiretos e impulsionou vigorosamente a economia, que virou uma locomotiva do Nordeste, é um dos alvos.

O parlamentar lembrou que o estrangulamento ocorre também no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, que viraram polos dessa área a partir de políticas implementadas por Lula. Para ele, é preciso restaurar urgentemente a política de conteúdo local e garantir uma desoneração planejada para esse setor estratégico e que tanto emprega.

“A indústria naval precisa ter retomada, rapidamente, uma política de incentivo sustentada. O ministro dos Transportes de Temer, Valter Casimiro, esteve em Pernambuco para ver os estaleiros há um mês. E nada fez. A situação crítica de ameaça de fechamento definitivo dos estaleiros já no ano que vem segue viva”, disparou.

O líder da Oposição avalia que é inadmissível que o governo federal preveja imposto zero para a importação de navios do exterior, enquanto dá as costas para a indústria nacional. Ele garante que é inaceitável que algo que nos orgulhe tanto, pelo trabalho de inteligência e de tecnologia empregado, seja reduzido a pó por esse governo nefasto.

“Pernambuco e o país têm o direito de terem retomados os investimentos na indústria naval, da qual dependem milhares de trabalhadores e as suas famílias. É de uma burrice atroz abandoná-la e deixá-la morrer, quando tudo de que ela precisa é de incentivos para seguir florescendo, como ocorreu quando Lula e Dilma foram presidentes”, ressaltou.

Temer age contra Pernambuco ao asfixiar indústria naval, denuncia Humberto

 

Humberto: Temer privilegia a compra de equipamentos navais do exterior. É uma ação que gera empregos lá fora, enquanto se dizima os do Brasil e se fecha nossa indústria. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Temer privilegia a compra de equipamentos navais do exterior. É uma ação que gera empregos lá fora, enquanto se dizima os do Brasil e se fecha nossa indústria. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) subiu à tribuna da Casa, na tarde desta terça-feira (24), para denunciar a crise pela qual passa a indústria naval brasileira, especialmente em Pernambuco. Citando o Manifesto pelo Salvamento do setor lançado ontem, no Estado, o senador atribuiu responsabilidade direta do governo Michel Temer (MDB) no desmantelamento pelo qual passa essa área estratégica da economia nacional.

Segundo Humberto, o fim da política de conteúdo local, assegurada nas gestões de Lula e Dilma, associada à falta de investimentos no setor, tem sido uma combinação destrutiva para os estaleiros. “A Petrobras vai precisar de cerca de 300 navios e plataformas, nas próximas duas décadas, para explorar nosso Pré-Sal. Mas Temer privilegia a compra desses equipamentos do exterior. É uma ação que gera empregos lá fora, enquanto se dizima os do Brasil e se fecha nossa indústria. É inaceitável”, afirmou o líder da Oposição.

O senador ressaltou que foi pelas mãos de Lula que a indústria naval refloresceu no país, gerando mais de 50 mil empregos diretos e indiretos somente em Pernambuco, com a instalação de estaleiros no município de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. “Essa foi uma política que nos assegurou soberania e, além disso, nos encheu de orgulho porque nos deu a certeza de que somos capazes de erguer nossa própria indústria”, disse Humberto. “Agora, sem investimentos e com apoio a uma concorrência externa predatória, tudo isso está sendo destruído.”

Para o líder da Oposição, é inaceitável que o BNDES esteja retendo, há mais de um ano, um empréstimo da ordem de US$ 980 milhões ao Estaleiro Atlântico Sul para que ele viabilize a construção de navios encomendados por uma empresa. “Ao passo em que gasta descontroladamente para comprar apoio parlamentar para barrar denúncias contra si no Congresso, Temer bloqueia investimentos importantíssimos, que poderiam dinamizar nossa economia e reduzir o altíssimo índice de desemprego, que só faz crescer sob a gestão dele”, explicou Humberto.

 

 

Com Temer, BNDES deve ter o pior ano da década, afirma Humberto

Humberto: os números mostram que o governo age na contramão para garantir a retomada da economia brasileira. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: os números mostram que o governo age na contramão para garantir a retomada da economia brasileira. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O governo Temer é responsável pelo pior ano da década do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Nos primeiros nove meses de 2017, o desembolso da instituição somou R$ 50 bilhões, ante os R$ 62,2 bilhões no mesmo período de 2016. Se mantiver o mesmo ritmo, o banco deverá fechar o ano com menos de R$ 70 bilhões emprestados, número somente superior aos R$ 64,9 bilhões de 2007.

Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), os números mostram que o governo age na contramão para garantir a retomada da economia brasileira. “O BNDES financia projetos importantíssimos que ajudam o desenvolvimento do nosso País. Numa época de crise, o banco deveria ter uma relevância maior ainda e ajudar a fomentar projetos que estimulem a economia, gerem empregos. Mas o governo Temer dá às costas à instituição”, afirmou.

Segundo dados do próprio banco, todas as fases do processo de crédito apontaram recuo, inclusive as consultas. Na comparação com o mesmo período de 2016, os atendimentos caíram 12%, as aprovações também tiveram baixa de 12%, enquanto que os enquadramentos recuaram 9%.

“É preciso fazer a roda da economia girar novamente. Mas o governo Temer parece ignorar os dados que se acumulam sobre os milhões de desempregados do País e o aumento da pobreza. Não faz absolutamente nada para mudar a situação. Segue apenas preocupado em salvar a sua própria pele em meio ao lamaçal de denúncias de corrupção”, disse Humberto.

Campanha é lançada com objetivo de preservar o patrimônio público do Brasil

Humberto atacou veementemente a possível tentativa do governo provisório em promover privatizações das estatais públicas. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto atacou veementemente a possível tentativa do governo provisório em promover privatizações das estatais públicas. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

A campanha “Se é Público é Para Todos”, que tem como objetivo levantar o debate sobre a valorização do que é público no país, como empresas, cultura, saúde e educação, foi lançada esta semana e já começou a tomar o Brasil. O evento foi organizado pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas e teve como principal convidado o ex-presidente Lula.

O petista defendeu a manutenção da Lei da Partilha para garantir recursos do pré-sal para o Brasil e também a continuidade de empresas públicas fortes que são responsáveis pelo desenvolvimento do país. “Eu me orgulho de ter investido em muitos setores como a indústria naval e de ser o presidente que mais investiu e visitou a Petrobras”, disse o ex-presidente.

Lula relembrou todas as ações sociais e econômicas que fazem parte do legado dos 13 anos de gestão do petista e da presidenta Dilma. Programas como o Bolsa-família, Minha Casa Minha Vida e Luz Para Todos foram implantados para melhorar a vida do brasileiro. Empresas estatais importantes e criadas há muito tempo como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o BNDES e o BNB também foram lembrados por Lula. Ele alertou para o fato de que essas empresas fazem parte do patrimônio brasileiro e lembrou que o povo não pode permitir que elas sejam privatizadas ou de terem seu capital aberto para venda de fatias.

Participaram do ato dezenas de entidades que representam milhares de trabalhadores como a CUT, CTB, Intersindical, FUP, Fenae e Contraf-CUT. Entre os pontos que foram discutidos, estão projetos de lei como PLS 555, que pretende transformar as empresas estatais em sociedade anônimas e proibiria a participação de representantes sindicais e/ou políticos de seus conselhos, do pré-sal (PL 4567) e dos fundos de pensão (PLP 268).

O líder do governo Dilma no Senado, Humberto Costa, também atacou veementemente a possível tentativa do governo provisório em promover privatizações das estatais públicas. “Cada vez mais vemos que esse presidente interino e sem voto está tentando destroçar nosso patrimônio público. O atual presidente da Petrobras, Pedro Parente, já falou em revisão da lei do pré-sal, o que pode acarretar em prejuízos gigantescos para quem mais deveria ganhar com a descoberta: o povo brasileiro”, frisou Humberto.

Pedro Parente anunciou durante o seu discurso de posse na Petrobras que iria revisar a Lei da Partilha do pré-sal e que também seguirá com o plano de desinvestimentos da estatal. A lei obriga a Petrobras a ter participação mínima obrigatória de 30% em todos os campos de exploração.

Plano Temer é um dos maiores retrocesso da história do país, diz Humberto

Para o senador, a redução de investimentos estabelecida por Termer nessas áreas vai comprometer seriamente várias ações dos dois setores e agride a  Constituição. Foto:  Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Para o senador, a redução de investimentos estabelecida por Temer nessas áreas vai comprometer seriamente várias ações dos dois setores e agride a Constituição. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O senador Humberto Costa (PT-PE), que exerceu a liderança do Governo Dilma Rousseff, denunciou que o Plano Temer representa “um grande retrocesso para o país e joga no lixo todos os avanços sociais que o Brasil teve nos últimos anos”. Segundo Humberto, o plano prevê ações que vão do fim da garantia de recursos para a saúde e educação até cortes no Bolsa Família.

De acordo com análise do senador, o corte de recursos na Saúde e na Educação põe em risco o Sistema Único de Saúde (SUS) e deve deteriorar as instituições de ensino brasileiras. “Em vez de garantir e ampliar as políticas públicas de Saúde e Educação, que são fundamentais para o desenvolvimento de qualquer país, o governo provisório quer matar os dois setores por inanição”, disse Humberto.

Para o senador, a redução de investimentos estabelecida por Temer nessas áreas vai comprometer seriamente várias ações dos dois setores e agride a Constituição. A Carta Magna garante o direito dos brasileiros à saúde e à educação. “Quando se cortam recursos de áreas tão fundamentais, a gente restringe o acesso da população a estes serviços, o que fere cláusula pétrea da Constituição. Mas não podemos esperar que um governo golpista, que chegou ao poder pulando a catraca, tenha algum respeito às leis”, afirmou.

O senador também criticou a possibilidade de cortes no Bolsa Família. Levantamento feito pela Fundação Perseu Abramo revela que 10,5 milhões de famílias podem ser excluídas do programa pelo Plano Temer, que prevê bolsas para apenas os 5% mais pobres da população. “O Bolsa Família é um programa reconhecido internacionalmente. Desde que foi implantado, em 2003, o programa já retirou 36 milhões da linha de pobreza. Reduzir o programa é reduzir a oportunidade de milhões de pessoas de ter uma vida mais digna, sem miséria e com mais oportunidades”, explicou o senador.

Humberto ainda denunciou a tentativa de asfixiamento do BNDES com a exigência ilegal da devolução de R$ 100 bi ao Tesouro Nacional. “Essa ação, se vier a se consolidar, terá sérios reflexos para os investimentos no país. Em um momento de crise como o que vivemos, precisamos criar alternativas para a nossa economia e não restringir as ações do BNDES , que sempre teve um papel fundamental no desenvolvimento nacional”, disse Humberto.

Para o senador, apenas a mobilização poderá conter os retrocessos do Plano Temer. “Estamos na luta e ela vai crescer. Ninguém pense que o Brasil vai aceitar calado aos desmandos desse governo golpista. Vamos ocupar as ruas, a tribuna, conversar com a população. Apenas a mobilização permanente será capaz de conter tamanho retrocesso”, avalia o senador.

Humberto comemora medida de Dilma que facilita negociação de dívidas rurais de nordestinos

 

 

Para Humberto, a medida é fundamental para amenizar o sofrimento pelo qual passam milhares de agricultores familiares do Nordeste. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Para Humberto, a medida é fundamental para amenizar o sofrimento pelo qual passam milhares de agricultores familiares do Nordeste. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O Senado aprovou nesta terça-feira (17), com o apoio do líder do Governo Dilma na Casa, Humberto Costa (PT-PE), a proposta encaminhada pela presidenta ao Congresso Nacional no fim do ano passado que facilita a renegociação de dívidas rurais e de caminhoneiros e prorroga o prazo para proprietários de terras se inscreverem no Cadastro Ambiental Rural. A matéria vai à sanção.

Para Humberto, a medida é fundamental para amenizar o sofrimento pelo qual passam milhares de agricultores familiares do Nordeste, já que estabelece descontos de até 95% para o pagamento de dívidas de até R$ 100 mil a produtores de municípios atingidos por estiagem.

“As ações previstas no texto são louváveis frente aos gravíssimos problemas enfrentados pelo longo período de seca dos últimos anos. Esses agricultores, além de enfrentar queda na já reduzida renda, não conseguem honrar seus compromissos financeiros, colocando em risco suas propriedades rurais e meios de sustento”, afirma. “É uma demonstração inequívoco do compromisso de Dilma com as parcelas mais necessitadas da população.”

O projeto estende o prazo de inscrição no Cadastro Ambiental Rural, que havia se encerrado em 5 de maio, para o fim de 2017. Sem estar na listagem, os produtores não conseguem ter acesso aos créditos rurais ou negociar a dívida junto aos bancos. A imposição está prevista no novo código Florestal.

Além disso, a proposta aprovada hoje pelos parlamentares amplia também, até o fim do ano que vem, o prazo para que os produtores inadimplentes sejam cobrados judicialmente ou que seus débitos sejam encaminhados à dívida ativa da União.

A proposta estende, ainda, prazo até dezembro de 2017 para o refinanciamento de dívida de empresas de transporte e caminhoneiros com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Trata-se da linha de crédito Procaminhoneiro, destinada à compra de veículos.

Humberto avalia que as medidas são imperativas e urgentes, pois ajudam os transportadores rodoviários de carga e possibilitam melhores condições para o refinanciamento das dívidas rurais dos agricultores atingidos pela grave seca que persiste no Nordeste.

“Essas dívidas já estão em execução fiscal e bancária e os leilões de pequenas propriedades rurais hipotecadas em garantia continuam a angustiar essa população sofrida, tirando o sossego daqueles que temem perder suas moradias”, disse.

O líder do Governo Dilma destacou que, entre 2010 e 2015, a presidenta Dilma sancionou pelo menos seis leis e foram publicadas 22 resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), com o objetivo de prorrogar vencimentos de parcelas, conceder perdão de dívidas de até R$ 10 mil e conceder rebates que chegam a 85% para liquidação de pequenas dívidas.

Para Humberto, BNDES melhora condições de apoio à exportação de bens industriais

Humberto: Com essa ação do Governo Federal e BNDES poderemos ter efeitos positivos na cadeia produtiva das empresas beneficiadas. Foto: JeffersonRudy/ Agência Senado

Humberto: Com essa ação do Governo Federal e BNDES poderemos ter efeitos positivos na cadeia produtiva das empresas beneficiadas. Foto: JeffersonRudy/ Agência Senado

 

O Governo Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram a ampliação e melhoria das condições da linha de financiamento do BNDES Exim Pré-Embarque. O crédito é voltado para o financiamento da produção interna de bens brasileiros destinados à exportação. Essa medida reduzirá o custo e facilitará o acesso, de forma ágil e simplificada, aos financiamentos de pré-embarque realizados pelo BNDES.

Os créditos beneficiarão mais de 3,5 mil empresas brasileiras que atuam no segmento de alto valor agregado. O BNDES estima que existe uma demanda em potencial de financiamentos a serem contratados, ainda em 2016, que podem atingir até R$ 15 bilhões. As empresas podem, com isso, ampliar sua competitividade no mercado externo. “Com essa ação do Governo Federal e BNDES poderemos ter efeitos positivos na cadeia produtiva das empresas beneficiadas, pois permitem que as exportadoras tenham um bom capital de giro”, afirmou o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE).

A partir de agora, os financiamentos nas linhas do BNDES Exim Pré-embarque destinados à produção de bens de capital terão custo integral em TJLP (a taxa de juros de longo prazo do BNDES, atualmente em 7,5% ao ano), e a produção de bens de consumo será beneficiada com o aumento para até 70% da parcela de TJLP em seus financiamentos. Antes, o custo financeiro da linha de pré-embarque variava de 50% a 70% em TJLP para a produção exportável de máquinas e equipamentos; e o financiamento a bens de consumo era realizado inteiramente a taxas de mercado, o que encarecia o produto final.

As melhores condições financeiras da linha estão disponíveis para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs, empresas com receita operacional bruta de até R$ 90 milhões). Pelas novas regras, elas poderão tomar o financiamento integralmente em TJLP tanto para a produção de máquinas e equipamentos quanto para a produção de bens de consumo manufaturados a serem exportados.

Essas mudanças acarretarão uma grande redução nos custos das empresas que serão beneficiadas. Com isso, elas vão ter uma melhoria nos preços para exportação, tornando-as muito mais competitivas do que são hoje.

Humberto ressalta investimentos que garantem água ao Nordeste

Para líder do Governo, investimentos vão dinamizar produção agrícola no semiárido. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Para líder do Governo, investimentos vão dinamizar produção agrícola no semiárido. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Agricultores do semiárido pernambucano vão contar com novas alternativas de acesso à água para a produção agrícola. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) anunciou a segunda etapa de uma parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para implantação de estruturas hídricas de consumo e produção em toda a região Nordeste.

Ao todo, serão construídas 3,4 mil unidades de captação e distribuição de água na região do semiárido nordestino. O investimento é da ordem de R$ 46,8 milhões. “Esta ação diz muito sobre o governo Dilma. Nós seguimos avançando nas políticas públicas que priorizam aqueles que mais precisam. É dessa forma que transformamos a vida de milhões de pessoas e trazemos novas perspectivas para a região”, disse o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE).

Além das estruturas hídricas, o programa também vai implantar, no semiárido, bancos comunitários para selecionar e preservar as sementes nativas adaptadas ao clima da região. Só na primeira etapa do programa, foram investidos R$ 84 milhões para implantar 20 mil tecnologias para produção e acesso à água.

“A gente não precisa puxar muito pela memória para lembrar o que era o semiárido antes dos governos Lula e Dilma. O que a gente via eram saques em período de seca e gente morrendo de fome e de sede. Mas esta realidade está ficando para trás com os investimentos do governo. Só com a transposição do rio São Francisco, que deve ser concluída até o início do ano que vem, vamos garantir a segurança hídrica de 12 milhões de nordestinos em 390 municípios nos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte”, destacou Humberto.

BNDES investe R$ 269,4 milhões em parque eólico do Estado, afirma Humberto

Humberto explica que investimentos federais serão feitos em Paranatama, no Agreste. Foto: EBC

Humberto explica que investimentos federais serão feitos em Paranatama, no Agreste. Foto: EBC

O Nordeste está despontando como um novo polo de energia eólica no Brasil. Com o objetivo de ampliar cada vez mais esse potencial, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou investimentos da ordem de R$ 665,4 milhões para a implantação de parques eólicos em Pernambuco e no Rio Grande do Norte.

A unidade de Pernambuco será instalada no município de Paranatama, no Agreste do Estado. O Complexo Eólico Serra das Vacas receberá o montante de R$ 269,4 milhões para a criação de quatro parques eólicos com capacidade instalada total de 90,745 megawatts (MW). A conexão desses parques com o Sistema Interligado Nacional (SIN) será na subestação de Garanhuns, que já está em operação e tem capacidade para receber a energia produzida pelo novo complexo.

“O Nordeste vem crescendo bastante no setor de produção de energia eólica. Cada vez mais devemos investir em soluções para a geração de energia limpa e, com a chegada desse investimento, poderemos realmente despontar como um grande polo nacional nesse setor”, comemorou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

A viabilidade do projeto se deu graças à criação de quatro Sociedades de Propósito Específico (SPE), subsidiárias integrais da Eólica Serra das Vacas Holding. O controle da SPE é dividido entre a PEC Energia e a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).

O Estado do Rio Grande do Norte receberá recursos da ordem de R$ 396 milhões, que serão investidos em cinco parques eólicos nos municípios de Lagoa Nova, Cerro Corá, São Vicente, Tenente Laurentino Cruz, Bodó e Santana do Matos.

No Senado, Humberto sai em defesa de Lula

 

 Humberto diz que agressões torpes a ex-presidente Lula não apagarão a sua história. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto diz que agressões torpes a ex-presidente Lula não apagarão a sua história. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), foi à tribuna do plenário da Casa nesta quarta-feira (28) prestar a sua homenagem aos 70 anos de Lula e, em nome da bancada, fazer um desagravo ao ex-presidente.

Humberto afirmou que “essas agressões e perseguições torpes e mesquinhas a Lula não vão destruir a biografia de um dos líderes políticos mais importantes da história do país”, responsável por tirar 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza e fazer do Brasil um país mais justo e igualitário.

“Lula é um homem que, nessas suas sete décadas de caminhada, entra para a história como o primeiro presidente da República a ter mudado, em oito anos de governo, cinco séculos de um modo perverso de administrar, em que se relegava ao desprezo e ao esquecimento dezenas de milhões brasileiros”, declarou.

Para o senador, que listou dezenas de conquistas alcançadas durante a gestão de Lula nas mais diversas áreas, o ex-presidente jamais baixou a cabeça às incontáveis adversidades que a vida lhe impingiu. “Da fuga da fome à mutilação física em uma fábrica, da perda de uma esposa à cadeia imposta pela ditadura militar, esse guerreiro nunca abandonou as causas pelas quais sempre lutou”, declarou.

O parlamentar ressaltou que, “apesar do espancamento midiático e dessa jogatina política de baixo nível tramada em porões, cujas razões têm fundo meramente eleitoral”, recente pesquisa encomendada pelos “seus inquisidores” mostra a força de Lula.  De acordo com a pesquisa, o ex-presidente guarda, entre os brasileiros, a maior certeza de voto para 2018, se desejar concorrer novamente no próximo pleito. Um em cada quatro eleitores diz que votaria “com certeza” no petista.

“É o reconhecimento da população ao trabalho e à dedicação desse homem ao Brasil. É a consciência do povo de que ninguém que está aí atacando a honra do presidente Lula fez tanto pelo nosso país como ele ou merece a credibilidade e o respeito que ele tem”, comentou Humberto.
Na avaliação do líder do PT, os resultados do governo do ex-presidente podem ser atestados por qualquer brasileiro, porque todos puderam experimentar das maravilhas do Brasil que venceu a sina de estar condenado a um futuro que nunca chegava.

“Com Lula, nós chegamos ao futuro. Pela obra desse homem, foi possível derrubar em 64% a pobreza extrema no Brasil em pouco mais de uma década e promover a maior mobilidade social da nossa história, com uma massa humana de 42 milhões de pessoas ascendendo à classe média”, ressaltou.

Em oito anos de governo, o país triplicou o seu Produto Interno Bruto brasileiro. O PIB per capita saltou de R$ 7,6 mil, registrado no último ano de Fernando Henrique Cardoso, para R$ 24,1 mil em 2010, último ano de Lula.

Humberto lembrou que Lula é reconhecido internacionalmente por seus feitos e ostenta, hoje, mais de 30 títulos e prêmios internacionais, muitos deles de doutor honoris causa, conferidos por algumas das maiores universidades do mundo.

O senador acredita que o ex-presidente chega aos 70 anos com muita saúde, garra e lucidez política e absolutamente em forma para novas missões, da mesma maneira que estava Winston Churchill quando se tornou primeiro-ministro do Reino Unido, pela segunda vez, aos 76 anos.
“A força de Lula aflige muita gente vazia por aí que, sem nada a oferecer de construtivo ao Brasil, gasta os seus dias a tentar destruir a biografia que outros, com tanta luta, construíram. Não conseguirão. Salve, Lula, salve os seus 70 anos! Feliz aniversário, presidente!”, concluiu.

 

Conquistas de Lula:

- PIB per capita triplicou: saltou de R$ 7,6 mil para R$ 24,1 mil;

- Redução da dívida líquida do setor público em relação ao PIB de 60% para 34%;

- Lucro do BNDES pulou de R$ 550 milhões para mais de R$ 8 bilhões;

- Lucro do Banco do Brasil saltou de R$ 2 bilhões para quase R$ 16 bilhões;

- Produção de veículos duplicou;

- Produção da safra agrícola duplicou;

- Investimento Estrangeiro Direto quadruplicou: saltou de R$ 16,6 bilhões para R$ 64 bilhões;

- Reservas internacionais aumentaram em mais de 10 vezes;

- Geração de mais de 20 milhões de empregos formais;

- Valor da Petrobras subiu de R$ 15,5 bilhões para R$ 104,9 bilhões em 12 anos;

- Petrobras passou a lucrar 6 vezes mais;

- Mais de 25 mil empresas fechavam as portas por ano no país antes de Lula. Com o petista, o número caiu para 5 mil;

- Salário mínimo saltou de R$ 200,00 para R$ 788,00, valor atual;

- Dívida externa equivalia a 557% das reservas. Agora, essa relação chegou a 81%;

- Brasil passou a ser a 7ª maior economia do mundo, abrindo aos brasileiros as portas de entrada para uma sociedade digna e igualitária a todos;

- Criação de 214 escolas técnicas: mais do que o dobro de tudo o que havia sido feito no Brasil em mais de 500 anos de história;

- Construção de 18 novas universidades federais; gestão FHC não fez nenhuma;

- Lançamento do ProUni, por meio do qual foi concedido mais de 1,2 milhão de bolsas para o ensino universitário;

- Criação do Fies, que concedeu financiamento estudantil a 1,3 milhão de estudantes;

- Mais de 6 milhões de pessoas contempladas com educação profissionalizante do Pronatec;

- Inauguração de mais de 7 mil creches;

- Pagamento da dívida ao FMI, de quem o país era devedor depois de quebrar três vezes. Hoje, o Brasil é credor do fundo internacional;

- 100 milhões de brasileiros ganharam o direito de utilizar os aviões como meio de transporte: número três vezes superior ao de 2002;

- Retirada de mais de 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza graças ao Bolsa Família, o maior programa de transferência de renda e de inclusão social do planeta, pelo qual o país recebeu os maiores reconhecimentos mundiais;

- Redução de 64% de pessoas da pobreza extrema no Brasil em 12 anos;

- Ascensão de 42 milhões de pessoas à classe média;

- Investimentos quintuplicados em saúde e em educação em 10 anos.

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