Bolsa-família

“Com PEC do Fim do Mundo, Governo Temer condenou à morte milhares de crianças brasileiras”, afirma Humberto

Somente este ano, o governo cortou 392 mil núcleos familiares do acesso ao Bolsa Família. Foto: Roberto Stuckert Filho

Somente este ano, o governo cortou 392 mil núcleos familiares do acesso ao Bolsa Família. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

As medidas de austeridade adotadas pelo governo de Michel Temer (MDB), que restringiu os recursos para programas sociais como o Bolsa Família, deverão ter um impacto direto na mortalidade infantil. De acordo com estudo realizado em parceria entre pesquisadores ingleses e brasileiros e publicado na revista internacional Plos Medicine, o país poderá ter mais de 20 mil de crianças mortas até 2030.

Somente este ano, o governo cortou 392 mil núcleos familiares do acesso ao programa, criado com o objetivo de reduzir desigualdades e auxiliar milhões de brasileiros que vivem na extrema pobreza. Este é o segundo maior corte da história do programa. Um outro, enorme, já havia sido feito pela gestão Temer, quando 543 mil famílias foram cortadas entre junho e julho do ano passado. “Com a economia em crise e sem alternativas, os cortes no programa ainda são ainda mais representativos e cruéis”, afirmou o senador.

Outra medida do governo de Michel Temer que tem impacto direto na morte de crianças é a chamada PEC do Fim do Mundo, que determinou que os gastos do governo, inclusive com saúde e educação, passassem a ser corrigidos exclusivamente pela inflação, por vinte anos. De acordo com o levantamento, as taxas de mortalidade infantil, causadas por problemas como desnutrição e infecções respiratórias, poderiam ser 8,6% mais baixas em 13 anos, caso o projeto não tivesse sido aprovado.

“O governo Temer suja as mãos com o sangue de milhares de brasileiros que vem massacrando, paulatinamente, com este programa neoliberal fracassado que mantém os benefícios dos mais ricos, enquanto aqueles que mais precisam seguem morrendo por conta da omissão e da crueldade deste governo”, assinalou o senador.

Humberto: “Bolsa Família está ameaçado”

Humberto: O governo Temer parece estar determinado a acabar com todo tipo de avanço que tivemos no País nos últimos anos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O governo Temer parece estar determinado a acabar com todo tipo de avanço que tivemos no País nos últimos anos. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Líder da Oposição, o senador Humberto Costa (PT), disse temer o futuro do Bolsa Família após as declarações do ministro do Desenvolvimento Social e Agrário. Osmar Terra afirmou que pretende acabar o programa e promete criar outro projeto. Segundo Humberto, a iniciativa é uma ameaça a um dos programas mais bem sucedidos dos governos petistas, premiado pela ONU como exemplo de erradicação de pobreza. Hoje, 13,8 milhões de famílias dependem do programa.

“O fim do Bolsa Família é um crime de lesa-pátria. Vai empurrar milhões de pessoas de volta à miséria, à fome e até à morte. O mínimo de dignidade que as pessoas conseguiram ter está sendo tirado. A gente sabe o que o programa significa para o Nordeste, o que significa para aqueles que vivem em situação de vulnerabilidade. O governo Temer parece estar determinado a acabar com todo tipo de avanço que tivemos no País nos últimos anos”, afirmou o senador.

No lugar do Bolsa Família, o ministro promete a criação de um novo programa chamado “Bolsa Dignidade” que criará novas condições para que as famílias tenham acesso ao benefício, como a obrigação de jovens realizarem estágios em empresas privadas e serviços obrigatórios denominados, indevidamente, de “trabalhos voluntários”. “Na prática, o que pretendem é acabar com o programa, dificultando o acesso de famílias ao benefício, reeditando o trabalho infantil e fazendo com que famílias em condição de extrema pobreza se tornem ainda mais vulneráveis”, salientou.

Para o senador, a tentativa de acabar com o Bolsa Família tem objetivos eleitorais. “Todos sabem que o programa é uma das marcas do PT, foi um projeto que pensado e que dá resultados comprovados. Porque, às vésperas da eleição, querem criar outro programa? Que segurança vamos ter sobre os objetivos reais desse projeto?”, questionou Humberto.

Trabalho infantil é retrato da volta do Brasil ao Mapa da Fome, lamenta Humberto

Humberto classifica as medidas de Temer como um rosário de crimes sem fim contra a população. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto classifica as medidas de Temer como um rosário de crimes sem fim contra a população. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Depois de esmagar os direitos trabalhistas, diminuir o Bolsa Família, Fies, ProUni, Minha Casa Minha Vida e o Mais Médicos, acabar com o Farmácia Popular e colocar o Brasil novamente no Mapa da Fome, o governo de Michel Temer (PMDB) terá de administrar mais um dado vergonhoso para o país, segundo o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE): 1,8 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos estão trabalhando.

Para Humberto, o quadro de caos completo é resultado do desmonte das políticas sociais e do Estado promovido pelo presidente golpista e seus ministros e tende a se agravar ainda mais, diante da combinação da “nefasta” reforma trabalhista, que entrou em vigor recentemente, e da Medida Provisória nº 808, enviada ao Congresso Nacional para acentuar os efeitos “perversos” do fim da CLT.

“Isso será fatal para os empregados e para a manutenção das condições mínimas de dignidade humana nesse campo. São cerca de 4,5% dos mais de 40 milhões de menores nessa faixa etária, de acordo com o IBGE, exercendo atividades irregularmente, sem qualquer proteção, carteira assinada, na completa indigência. É o chamado trabalho infantil em sua forma mais bem-acabada”, declarou.

Para o senador, é uma vergonha que, depois de ter sido condenado pela Organização Internacional do Trabalho por ter reinstituído o trabalho escravo, o Brasil passe pelo imenso constrangimento de voltar a vivenciar o drama social de crianças abandonando escolas para trabalhar, em condições subumanas, com a finalidade complementar a renda familiar. Mais de 64% dessas crianças em situação de trabalho irregular são pretas ou pardas.

“É o reflexo direto de um país que voltou ao Mapa da Fome e que teve destruída uma rede de proteção social que cuidava dos mais desvalidos e evitava que fossem tragados para o fosso da injustiça social. Mas o que nós vemos hoje é tudo sendo desmontado a passos largos”, ressaltou.

Ele lembrou que Temer está aniquilando até o Bolsa Família, ao expulsar miseravelmente pessoas em reconhecida situação de pobreza, deixando todas entregues à fome, e o Mais Médicos, desarticulando em seus pilares básicos de assistência à saúde.

O líder da Oposição classifica as medidas de Temer como um rosário de crimes sem fim contra a população. É por isso, segundo ele, que não é estranho que o Brasil siga mais esse caminho na contramão do resto do mundo, alargando o trabalho infantil, quando deveria erradicá-lo.

“Os governos Lula e Dilma tanto fizeram para eliminar esse problema vexatório, com a implantação da política do menor aprendiz. Agora, vem esse governo corrupto e golpista obrigar os brasileiros a trabalhar mais, obrigar o povo a se aposentar mais tarde para ganhar o benefício integral e quebrar direitos dos servidores públicos. É inaceitável”, criticou.

Ao lado do MST, Humberto critica ações de Temer no campo

Ao lado de Alexandre Conceição, coordenador nacional do MST, Humberto diz que é preciso resistir, denunciar e seguir a luta por melhores condições de vida. Foto: Roberto Stuckert Filho

Ao lado de Alexandre Conceição, coordenador nacional do MST, Humberto diz que é preciso resistir, denunciar e seguir a luta por melhores condições de vida. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O avanço do desmonte das políticas públicas do governo Temer (PMDB) voltadas ao campo levou o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), a declarar, nesta quinta-feira (23), ao lado de Alexandre Conceição, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que é preciso resistir, denunciar e seguir a luta por melhores condições de vida.

Para Humberto, os cortes promovidos pelo presidente ilegítimo na área social, incluindo a redução do Bolsa Família e de programas de assistência social, de saúde e de educação, demonstram a real intenção do golpe: beneficiar os mais abastados em detrimento absoluto dos pobres.

Além disso, o senador lembrou que o congelamento de recursos do orçamento federal já resultaram em aumento explosivo da violência no campo, com vários registros de homicídios de índios e camponeses, e também do aumento da miséria, tanto na zona rural quanto na urbana.

“O governo e seus aliados querem, agora, aprovar uma reforma da Previdência que obriga o brasileiro a trabalhar por 40 anos para que tenha direito a ganhar uma aposentadoria integral. Ao mesmo tempo, você não vê qualquer menção a cortes de altos salários, de altas aposentadoria e de cargos comissionados”, afirmou.

O parlamentar avalia que o Palácio do Planalto está implementando um programa de governo que foi derrotado quatro vezes na urna pelo PT com o objetivo de agradar o mercado e manter o seu apoio. “Há um desejo firme e forte de restringir os direitos de trabalhadores rurais e urbanos. O discurso do golpe era de que iriam acabar com a corrupção e recuperar a economia. Mas estamos vendo o quadro caótico em que PMDB, PSDB, DEM, PPS e outros enfiaram o Brasil”, disse.

Humberto ressaltou a importância do pagamento do Bolsa Família e da aposentadoria, principalmente para a área rural e para municípios pequenos no país. Segundo ele, em muitas cidades, a transferência de recursos do governo para o Bolsa Família chega a ser maior do que o próprio repasse da União por meio do fundo de participação do município.

Ele explicou que é esse dinheiro do programa social e do INSS que movimenta a economia local. “No dia em que são realizados os pagamentos é que a feira local abre e se movimenta, assim como o comércio lucra mais, gerando mais dinheiro em impostos ao Estado. É de suma importância”, observou.

O líder da Oposição lembrou, ainda, que a reforma da Previdência tem de diferenciar o trabalhador do campo e da cidade pois a vida longe das cidades é completamente diferente. “Todos nós sabemos que a vida na agricultura familiar, por exemplo, é muito mais desgastante. O serviço é pesado, na base da força manual. Tem de haver um critério justo”, comentou.

Temer está levando o país de volta ao Mapa da Fome, afirma Humberto

Humberto: Tudo aquilo que conquistamos agora segue ameaçado por esta política de terra arrasada do governo Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Tudo aquilo que conquistamos agora segue ameaçado por esta política de terra arrasada do governo Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O governo de Michel Temer está deixando o Brasil mais pobre. A afirmação é do líder da Oposição, Humberto Costa (PT), com base no levantamento do Banco Mundial, que calcula que mais de 3,5 milhões de pessoas podem ter voltado a viver abaixo da linha da pobreza no Brasil, nos últimos dois anos. “É inegável o retrocesso que estamos vivendo no Brasil. Estão acabando com tudo que demoramos tanto a conquistar. Estamos criando uma nova massa de miseráveis, que viram a vida melhorar, mas que agora voltaram a conviver com a fome e com a pobreza extrema no Brasil. Mais do que qualquer outro dado, esses números mostram como está sendo perverso o governo Temer para o País”, afirmou Humberto.

O senador também avalia que um dos principais fatores determinantes para o crescimento da população que vive abaixo da linha da pobreza foi o corte promovido por Temer nos programas sociais. Só o Bolsa Família teve uma redução de 1,1 milhão de beneficiados, em todo o Brasil. “É inegável o papel que o Bolsa Família tem na redução das desigualdades e no combate à fome no País. Quando você corta, do dia para a noite, um programa como este, o resultado é extremamente cruel”.

Em relatório entregue às Nações Unidas, 40 ONGs que atuam no Brasil, entre elas o Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômica) e o ActionAid alertam sobre o aumento da miséria no País. Para Humberto, se continuar neste caminho o Brasil deve voltar ao Mapa da Fome da ONU. “O mais difícil de tudo isso é ver um governo que jamais passou pelo crivo popular torrar bilhões com a compra de apoio do Congresso enquanto milhões de pessoas voltam ao ciclo de miséria do qual já podiam ter saído definitivamente”, questionou Humberto.

O líder da Oposição também fez questão de lembrar o legado dos governos do PT no Brasil. O próprio Banco Mundial calcula que cerca de 28,6 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 2004 e 2014, quando o País deixou de constar no Mapa da Fome. “É inegável que o País avançou nos governos do PT. Mas tudo aquilo que conquistamos agora segue ameaçado por esta política de terra arrasada do governo Temer”, afirmou.

Nordeste é a principal vítima da política econômica de Temer

Humberto também lembrou que, entre os estados do Nordeste, Pernambuco é um dos mais afetados. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto também lembrou que, entre os estados do Nordeste, Pernambuco é um dos mais afetados. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Novos números sobre o desemprego no Brasil mostram que o Nordeste é a região mais prejudicada pela política econômica do governo de Michel Temer. De 2015, quando começou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), até junho deste ano, a queda da população ocupada na região foi de 1,9 milhão. Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), a baixa expressiva no número de empregos na região se deve à escassez de investimentos e cortes nos programas federais.

“É claro que há uma inversão de prioridades. O Nordeste sempre foi uma região marginalizada pelos governantes brasileiros. Mas, esse cenário começou a mudar nos governos do PT e a região cresceu como nunca. Lula e Dilma mostraram que há muito a ser feito por aqui. Agora, vivemos um retrocesso geral. E a nossa região corre o risco de voltar ser vista com aquele estigma de pobreza, seca e fome”, afirmou o senador.

Humberto também lembrou que, entre os estados do Nordeste, Pernambuco é um dos mais afetados. De acordo com dados do IBGE, o Estado tem o maior desemprego do País. No trimestre de maio, junho e julho, o estado atingiu uma taxa de 18,8%. “Os números mostram como a gente vem sofrendo com essa política de arrocho. Cortaram o PAC, o Bolsa Família, estão acabando com as universidades públicas. De repente, o estado, que era a locomotiva do País, é o que mais vem sofrendo com Temer”, disse.

O senador ainda ironizou o fato de Pernambuco ter quatro ministros no Governo Temer. “Chega dá vergonha dizer que a gente tem político pernambucano nesse governo que, além de ser o mais corrupto da história desse País, é também o pior governo para o nosso Estado”, assinalou.

Estudo internacional aborda desigualdade no Brasil e critica agenda de Temer

 

 

 

Para o líder da Oposição, Humberto Costa (PT), os números mostram a importância do combate à pobreza à desigualdade social, uma das marcas dos governos do PT. Foto: Asscom HC

Para o líder da Oposição, Humberto Costa (PT), os números mostram a importância do combate à pobreza à desigualdade social, uma das marcas dos governos do PT. Foto: Asscom HC

 

Dezenove anos. É o tempo que um brasileiro que recebe um salário mínimo precisa trabalhar para ganhar o equivalente ao que um “super-rico” recebe em um único mês, no Brasil. Significa que as seis pessoas mais ricas do País ganham igual ao total que é divido entre as 100 milhões mais pobres. Os dados fazem parte do novo relatório da Oxfam Brasil, “A Distância Que Nos Une, Um Retrato das Desigualdades Brasileiras”, que investiga as raízes do problema no País.

Para o líder da Oposição, Humberto Costa (PT), os números mostram a importância do combate à pobreza à desigualdade social, uma das marcas dos governos do PT. “O PT sempre lutou para diminuir a distância entre os mais ricos e os mais pobres no Brasil, mas sabemos que o caminho é longo e que muito precisa ainda ser feito. O Bolsa Família, o Prouni, são alguns dos projetos importantes. O relatório da Oxfam comprova que, nos últimos 15 anos, 28 milhões de brasileiros saíram debaixo da linha da pobreza. Estávamos no caminho certo. No entanto, golpearam o País e impuseram uma agenda sem aprovação popular. O que a gente está vendo é um enorme retrocesso”, afirmou.

O estudo também traça um paralelo entre as “reformas radicais” implantadas pelo governo Temer e o avanço das desigualdades. Além de fazer uma crítica contundente à Emenda do Teto dos Gastos aprovada pela gestão peemedebista. “A Oxfam Brasil acredita que a Emenda do Teto de Gastos é um dos mais graves retrocessos observados no Brasil desde a Constituição, e um largo passo para trás na garantia de direitos”, afirma o texto.

Outro ponto importante do relatório mostra que a desigualdade também têm relação direta com gênero e raça. De acordo com o levantamento, as mulheres brasileiras só conseguirão ter mesmos salários dos homens no ano de 2047 e apenas em 2086 haverá equiparação entre a renda média de negros e brancos.

“Num momento como este, em que estamos retrocedendo tanto, um estudo desse porte não é só importante: é necessário porque desmistifica uma série de argumentos dos que hoje fazem tudo para se manter no poder. O estudo mostra que a construção de um projeto de país com oportunidades para todos é inadiável”, afirmou o senador.

 

 

 

 

Caravana de Lula mostrou destruição de Temer, resgatou conquistas do PT e propôs um novo Brasil, avalia Humberto

 

Humberto ressaltou que o legado do PT no Nordeste e em Pernambuco, mais especificamente, é algo visível e elogiado até por opositores ao partido. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto ressaltou que o legado do PT no Nordeste e em Pernambuco, mais especificamente, é algo visível e elogiado até por opositores ao partido. Foto: Roberto Stuckert Filho

Presente no ato de encerramento da caravana de Lula pelo Nordeste em São Luís (MA), nesta terça-feira (5), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que “o maior presidente da história do país” cumpriu a sua missão nos últimos 20 dias, após percorrer mais de 4 mil quilômetros em ônibus, barco e avião e conversar com centenas de pessoas pelos nove Estados da região.

“Ele esteve frente a frente com o povo mais sofrido do nosso país, que saiu da miséria e parou de morrer de fome no período de seca graças às políticas sociais implementadas durante o seu governo e o da presidenta Dilma. A população demonstrou todo o seu carinho pela maior figura política de nossa história e acompanhou toda a sua caravana em todos esses dias. Foi emocionante”, resumiu Humberto.

Para o senador, a passagem de Lula pelos nove estados do Nordeste também foi muito importante para denunciar todo o desmonte que está sendo promovido pelo governo de Michel Temer (PMDB), incluindo cortes sumários e sem critérios no Bolsa Família, no Minha Casa Minha Vida, no ProUni, no Farmácia Popular e nas obras de transposição do rio São Francisco.

O ato de despedida de Lula se deu diante de uma multidão, com milhares de pessoas aglomeradas e ansiosas para encontrar com o ex-presidente – marca da caravana –, em frente ao Palácio dos Leões, sede do governo do Maranhão.

Humberto participou intensamente da caminhada de Lula pelo Nordeste. Ele esteve com o ex-presidente no ato de inauguração da caravana, em Salvador (BA), no dia 17 de agosto, na Bahia, no Recife e em Ipojuca e no giro que Lula fez pelo Sertão pernambucano entre as passagens pelo Ceará e o Piauí, além do ato em São Luís.

“As pessoas contaram ao presidente que a vida hoje está muito mais difícil do que na época do seu governo. Elas querem a volta de Lula porque sabem que ele foi o principal responsável pela mudança mais radical registrada no Nordeste, que melhorou a qualidade de vida do nosso povo”, disse o líder da Oposição.

Humberto ressaltou que o legado do PT no Nordeste e em Pernambuco, mais especificamente, é algo visível e elogiado até por opositores ao partido. Ele lembrou que a região sempre foi lembrada por índices calamitosos de trabalho infantil, desnutrição, evasão escolar, entre outros, mas que agora registra, por exemplo, alta taxa de jovens em faculdades.

“Mais de 20% dos jovens nas universidades do país, hoje, são nordestinos. É a primeira vez que o Nordeste passa a região Sul em número de vagas na história. Isso só para falar em educação. Com o programa Luz para Todos, levamos energia a todas as casas da região e, com o de construção de cisternas, instalamos mais de 1,1 milhão de unidades. É algo absolutamente fantástico”, comentou.

O senador avalia que Lula deve descansar nos próximos dias para, em seguida, voltar a percorrer o país em outras caravanas com o objetivo de resgatar as conquistas do PT, questionar o desmanche da gestão Temer e apontar para a construção de um novo projeto de país a partir da sua volta à Presidência da República na eleição de 2018.

 

 

Em grande ato no sertão, Lula e Humberto pregam derrota de Temer e aliados

Humberto: Lula e Dilma colocaram o Nordeste como prioridade das políticas públicas, algo que jamais havia acontecido na história do Brasil, e mudaram a realidade do Sertão do Araripe. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Lula e Dilma colocaram o Nordeste como prioridade das políticas públicas, algo que jamais havia acontecido na história do Brasil, e mudaram a realidade do Sertão do Araripe. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Arrastando multidões por onde passa com a Caravana do Nordeste, iniciada há exatamente duas semanas, Lula voltou a Pernambuco, nesta quinta-feira (31), numa visita especial ao sertão do Araripe, onde fica Exu, terra de Luiz Gonzaga. Ao lado de Humberto Costa (PT-PE), líder da Oposição no Senado, o ex-presidente foi calorosamente recebido pelo povo sertanejo, que lotou a Praça Voluntários da Pátria, na cidade de Ouricuri.

Em um discurso acalorado, o senador afirmou que, graças aos programas sociais implementados durante os governos de Lula e Dilma, como o Bolsa Família, o Fies, o Minha Casa, Minha Vida, o Mais Médicos e o de construção de cisternas, os nordestinos melhoraram de vida e também deixaram de morrer de fome, principalmente no período de seca.

“Lula e Dilma colocaram o Nordeste como prioridade das políticas públicas, algo que jamais havia acontecido na história do Brasil, e mudaram a realidade do Sertão do Araripe. No passado, infelizmente, a vida era muita dura e as pessoas morriam de fome em tempos de seca”, contou.

Humberto ressaltou que os governos do PT implementaram ainda o Bolsa Estiagem, construíram mais de 1,1 milhão de cisternas e realizaram a transposição do rio São Francisco. “Foram essas ações que garantiram que nenhum nordestino morresse mais de fome num país tão rico como o nosso”, declarou.

Humberto, que foi chamado por Lula de “grande senador e companheiro histórico do PT”, olhou para o rosto do ex-presidente, no palco diante das milhares de pessoas, e comentou que a caminhada extenuante da caravana tem deixado o ex-presidente cansado. Mas, segundo o parlamentar, o rosto de Lula também traz a mensagem de que a missão está sendo rigorosamente cumprida.

“O maior presidente da história do país é um guerreiro. Hoje, faz um ano que os golpistas derrubaram uma presidente legitimamente eleita pelo povo e colocaram o maior ladrão que já passou pela história do Brasil, que é esse Michel Temer (PMDB)”, disparou.

De acordo com o líder da Oposição, a caravana está abrindo os olhos dos nordestinos para o que acontece hoje no Brasil, mostrando que o governo está querendo acabar com os direitos do povo de se aposentar, trabalhar e até de se alimentar e ter uma moradia, cortando o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.

A Caravana pelo Nordeste começou no último dia 17, em Salvador, e vai se encerrar no próximo dia 5, no Maranhão. No total, serão percorridos 4 mil quilômetros pelos nove estados da região. Humberto esteve ao lado de Lula na saída da caravana, na Bahia, e o acompanhou durante os três dias de intensa agenda por Pernambuco.

No discurso de hoje, Lula prometeu voltar a Pernambuco em 13 de dezembro para participar da Festa do Sanfoneiro, em Exu (PE). Ele deixa o Estado amanhã, quando segue ao Piauí.

Lula levará esperança ao Brasil com caravana que começa hoje no Nordeste, diz Humberto

 

Humberto: “A viagem vai levar esperança ao povo brasileiro. Lula vai sair renovado com o apoio do povo, com a conversa com as pessoas e aprender muito com realidade atual do Nordeste. Foto: Ricardo Stuckert

Humberto: “A viagem vai levar esperança ao povo brasileiro. Lula vai sair renovado com o apoio do povo, com a conversa com as pessoas e aprender muito com realidade atual do Nordeste. Foto: Ricardo Stuckert

 

Com formato semelhante à histórica “Caravana da Cidadania” feita na década de 90, o ex-presidente Lula inicia, nesta quinta-feira (17), em Salvador, uma nova caravana pelo Nordeste a fim de se aproximar ainda mais do povo da região mais carente do país, que foi beneficiado pelas políticas sociais implementadas nos 13 anos de governos do PT, mas hoje é renegado com o desmonte promovido por Michel Temer (PMDB).

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que estará ao lado de Lula hoje na Bahia e em grande parte do trajeto de 4 mil quilômetros que serão percorridos pelo ex-presidente em 25 municípios nos nove estados da região, avalia que é hora de levar esperança à população, principalmente diante do caos social que o país mergulhou sob a responsabilidade de Temer.

“Vamos denunciar, com veemência, todo o esfarelamento que acontece hoje em torno das políticas públicas, especialmente as sociais, como a exclusão sumária de mais de um milhão de famílias no Bolsa Família, programa referência para o mundo e que tanto ajuda os nordestinos”, afirmou Humberto.

Segundo ele, Lula vai conversar diretamente com as pessoas e conhecer agora, depois de ter sido presidente, os novos projetos que a região precisa para voltar ao caminho da redução das desigualdades sociais, crescimento econômico e da auto sustentabilidade.

“A viagem vai levar esperança ao povo brasileiro. Lula vai sair renovado com o apoio do povo, com a conversa com as pessoas e aprender muito com realidade atual do Nordeste. Será um aprendizado importante para que se reeleja presidente da República em 2018 e traga ao Brasil a felicidade novamente”, disse o senador.

O parlamentar ressaltou que várias medidas tomadas pelo governo Temer prejudicaram diretamente o povo sertanejo, como o fechamento de unidades do Farmácia Popular, a diminuição do Fies e do Pronatec, a redução do ritmo de execução de obras como a transposição do São Francisco e a Transnodestina, a diminuição do crédito do Minha Casa, Minha Vida e falta de prioridade nos estaleiros Atlântico Sul e Vard Promar, em Pernambuco.

Para o líder da Oposição, os projetos iniciados durante as gestões de Lula e Dilma na região andam, hoje, a passos de tartaruga porque o governo Temer deixa o Nordeste em segundo plano.

“Até a fábrica da Hemobrás eles queriam levar ao Sul. Mas nós vamos resgatar o nosso legado. Fizemos muitas coisas no Nordeste, como a transposição, a ampliação recorde de moradias, o Mais Médicos e a possibilidade de muitas famílias pobres colocar seus filhos na universidade. Vivíamos um tempo em que povo era feliz. Vamos enfatizar tudo nessa viagem”, resumiu Humberto.

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