Brasil

Humberto pede bom senso e diálogo pelo fim da crise institucional

Para Humberto, esse incêndio político, alimentado pelo PSDB, é consequência da ruptura da ordem democrática que levou à deposição de Dilma Rousseff. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, esse incêndio político, alimentado pelo PSDB, é consequência da ruptura da ordem democrática que levou à deposição de Dilma Rousseff. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Em meio à crise institucional vivida no país, aprofundada pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de afastar Aécio Neves (PSDB-MG) do cargo de senador, o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), pediu, nesta terça-feira (3), a retomada do bom senso e do diálogo por parte dos Poderes da República para pôr fim ao clima de confronto entre as instituições.

Humberto afirmou que é hora de dar um basta a esse clima de enfrentamento, em que o acirramento dos ânimos está jogando o país num desconhecido e temerário caminho de radicalizações. “É hora de trazer de volta o Brasil ao terreno da união e da pacificação”, disse Humberto. Segundo ele, esse incêndio político, alimentado pelo PSDB, é consequência da ruptura da ordem democrática que levou à deposição de Dilma Rousseff.

“O fogo ateado na base da sociedade subiu e está na iminência de queimar os poderes da República, colocando uns contra os outros e pondo em risco os princípios da harmonia e da independência. Essa cisão institucional não pode prosperar”, declarou.

“Aqueles que incendiaram o país, como o PSDB, não só não conseguem mais controlar o fogo, como estão sendo queimados por ele, haja vista a situação das suas principais lideranças. O que a gente vê agora é uma onda de ataques às artes, são museus fechados, é gente perseguida, é livro sendo proscrito, é a reinauguração da pior face do medievalismo no Brasil”, ressaltou.

Ele lembrou que o momento é tão grave que há, por exemplo, generais sugerindo intervenção militar e também que o povo se revolte e vá às ruas. “Eu sugiro que os generais se calem e cuidem do papel que a Constituição atribui às Forças Armadas porque, dessa forma, contribuirão mais para a pacificação dos ânimos”, afirmou Humberto.

O líder da Oposição entende que o momento ruim vivido pelo Brasil tem de acabar, assim como também tem de ter um ponto final o que ele chama de visível caçada política de baixo nível em que se enquadrilham membros da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário com a única finalidade de perseguir desafetos, como se fazia na inquisição.

“O ex-presidente Lula é o alvo preferencial, sofre uma perseguição implacável. Mesmo assim, segue firme na liderança das pesquisas de voto para a Presidência da República em 2018 e não pode ser impedido de concorrer às eleições do ano que vem. Democracia brasileira sem Lula não é democracia”, disse.

PT demonstra força em encontro de prefeitos em Brasília, afirma Humberto

Humberto: . Os brasileiros sabem que foi o nosso partido que promoveu a maior revolução social da história deste país, que salvou milhões da pobreza e retirou o Brasil do mapa da fome. Roberto Stuckert Filho

Humberto: . Os brasileiros sabem que foi o nosso partido que promoveu a maior revolução social da história deste país, que salvou milhões da pobreza e retirou o Brasil do mapa da fome. Roberto Stuckert Filho

 
O Encontro Nacional de Prefeitos, Prefeitas e Vices do Partido dos Trabalhadores (PT), realizado em Brasília nesta terça-feira (3), demonstrou uma coesão dos integrantes da legenda mais próximos da população em torno de projetos para oferecer uma alternativa ao Brasil em 2018. De acordo com o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PE), os gestores municipais estão absolutamente alinhados para a batalha do ano que vem em torno de um novo projeto para o país.

Presente ao evento, Humberto pontuou aos participantes que a luta da bancada federal do PT na Câmara dos Deputados e no Senado tem sido dura para tentar impedir a aprovação de projetos nocivos de Michel Temer e os retrocessos sociais impostos por ele. “Mesmo assim, muitos têm sido aprovados, graças a uma base fisiológica, que vende votos contra os interesses dos brasileiros. Por isso, essa luta também tem de ser nos municípios, informando à população para que a gente possa mudar o Brasil de baixo para cima”, disse Humberto.

Atualmente, o PT comanda 256 municípios brasileiros, com gestões premiadas, nacional e internacionalmente, por políticas públicas exitosas, especialmente na área social. “Os brasileiros conhecem o jeito de governar que começou em algumas prefeituras na década de 80, passou para o comando de alguns Estados nos anos 90 e chegou a governar o Brasil por quatro vezes consecutivas, a partir de 2003. Os brasileiros sabem que foi o nosso partido que promoveu a maior revolução social da história deste país, que salvou milhões da pobreza e retirou o Brasil do mapa da fome. É essa a vontade que nos une, desde os municípios mais distantes até os grandes centros, para mudar o país no ano que vem”, afirmou o líder da Oposição.

Humberto aproveitou o encontro para se reunir diretamente com gestores pernambucanos que foram a Brasília para participar do evento. Entre eles, o de Serra Talhada, Luciano Duque. Na sexta-feira, o senador, que é vice-presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Chesf, viaja para Petrolina, onde participa de um ato em defesa da companhia, que está sendo colocada à venda pelo governo Temer.

Pressionado, Temer recua na ideia de vender a Amazônia, avalia Humberto

 

Humberto avalia que o governo reconheceu o erro só agora, tardiamente, graças às mobilizações vindas de todas as partes do mundo. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto avalia que o governo reconheceu o erro só agora, tardiamente, graças às mobilizações vindas de todas as partes do mundo. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Encurralado pela opinião pública e por uma forte pressão internacional, o presidente Michel Temer (PMDB) teve de recuar no seu propósito de vender a Amazônia. Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), a iniciativa tomada pelo Palácio do Planalto de suspender a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) é a prova mais bem acabada de que o governo não teve força política pra bancar a medida, que autorizava, por um decreto publicado no fim de agosto, a exploração da área por parte de mineradoras.

Crítico da ideia desde então, Humberto avalia que o governo reconheceu o erro só agora, tardiamente, graças às mobilizações vindas de todas as partes do mundo e, principalmente, dos brasileiros. “Rejeitado por mais de 94% da população brasileira, esse presidente fantasma que nós temos desperdiça o tempo do Brasil. Não é mais concebível que permaneça onde está. Chega. É retrocesso atrás de retrocesso”, acredita o senador.

Segundo ele, o risco para a manutenção da Renca ainda existe, já que, entre idas e vindas, o governo pode novamente mudar de ideia. Em nota publicada na noite de ontem, por exemplo, em pleno domingo, o Palácio afirmou que “a reserva não é um paraíso, como querem fazer parecer, erroneamente, alguns”.

O parlamentar ressaltou que, para justificar a venda do patrimônio mais simbólico do país, o governo teve a ousadia de escrever essa nota, em que afirma que, “infelizmente, territórios da Renca original estão submetidos à degradação provocada pelo garimpo clandestino de ouro, que, além de espoliar as riquezas nacionais, destrói a natureza e polui os cursos d ‘água com mercúrio”.

“Ora, se há problemas de exploração ilegal de minério na região, que o governo tome medidas de combate ao crime e resolva a situação de todos os envolvidos. Não dá é para ofuscar os problemas entregando a floresta mais rica do mundo, em termos de fauna e flora, para a iniciativa privada”, explicou.

O decreto extinguia uma área de 46,5 mil km² na divisa entre os estados do Pará e do Amapá. A área, que possui reservas minerais de ouro, ferro e cobre, foi criada em 1984, durante o regime militar.

O líder da Oposição conta que ficará atento aos próximos passos do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho (PSB), responsável pelo tema. Nesta terça-feira, a pasta deverá publicar no Diário Oficial da União a revogação da extinção da Renca. “Vamos esperar para ver. Não dá para confiar em absolutamente nada do que vem desse governo corrupto e mentiroso”, disparou Humberto.

“Protestos se espalham pelo Brasil e reforçam luta contra reformas”, diz Humberto

 

ato no recife

Após participar da greve geral no Recife, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), disse que as manifestações que ocorreram em todo o País devem dar novo fôlego na luta contra as reformas Trabalhista e da Previdência no Congresso Nacional. Só em Pernambuco, foram montados cerca de 20 pontos de bloqueios, atingindo todas as regiões do Estado. Várias categorias aderiram à paralisação, como os metroviários, rodoviários, policiais civis, professores, entre outros.

“Estamos no meio de uma batalha muito dura para tentar barrar as reformas. Nós sabemos que o trabalhador brasileiro vai ser o mais prejudicado nesse pacote de maldades de Temer. Ele quer botar o povo para pagar a conta de uma crise patrocinada por ele, ao mesmo tempo que mantém os privilégios de determinados grupos. Por isso, ações como estas são fundamentais para reforçar a nossa luta e mostrar que o povo não aceita estes projetos”, disse o senador.

Além de Pernambuco, centenas de cidades brasileiras realizaram atos. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, por exemplo, uma multidão também saiu às ruas para defender a saída do presidente Michel Temer (PMDB) e a realização de eleições diretas. “As manifestações se espalharam pelo Brasil de Norte a Sul. Este ato vem se somar à luta que está sendo permanente. Fizemos um grande greve geral em abril. No mês passado, vários artistas se manifestaram e fizeram shows para pedir a saída de Temer. Outra atividade já está sendo marcada, provavelmente para o próximo mês. São atos que se somam e que mostram a inconformidade dos brasileiros com o governo golpista”, afirmou.

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Parlamento do Mercosul aprova relatório de Humberto condenando violência policial de Temer

Humberto: Trata-se de uma importante moção, que contou com apoio da esmagadora maioria, em meio à situação absurda pela qual passa o nosso país hoje. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Trata-se de uma importante moção, que contou com apoio da esmagadora maioria, em meio à situação absurda pela qual passa o nosso país hoje. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O plenário do Parlamento do Mercosul (ParlaSul) aprovou, na tarde desta segunda-feira (29), por 51 votos a 3, uma resolução relatada pelo líder da Oposição no Senado brasileiro, Humberto Costa (PT-PE), que condena a violência policial no Brasil durante as manifestações contra o governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) e também contra os massacres ocorridos no campo a índios e trabalhadores rurais. A reunião dos parlamentares do bloco ocorre em Montevidéu, capital do Uruguai.

Coube a Humberto, que participa do encontro como membro permanente da delegação brasileira, relatar a proposta da Bancada Progressista do bloco formada por parlamentares do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O documento também expressa a vontade do Parlasul a favor de uma saída democrática para o Brasil e pede respeito à soberania popular.

“Trata-se de uma importante moção, que contou com apoio da esmagadora maioria, em meio à situação absurda pela qual passa o nosso país hoje, em que um ministro da Justiça é trocado em pleno domingo com o claro objetivo de tentar salvar a pele de Michel Temer da investigação da Lava Jato”, afirmou Humberto.

Ele ressaltou que os integrantes do ParlaSul consideram que a democracia brasileira, juntamente com os trabalhadores e as minorias, está sob forte ataque por parte do governo Temer. O senador explicou que, durante o debate sobre a moção, aliados de Temer agiram de maneira absurda, ofendendo, inclusive, o deputado Jean Wyllys (PSol-RJ), e tentaram obstruir a votação.

“O ex-ministro da Cultura e atual deputado Roberto Freire (PPS-SP), e o deputado Rubens Buenos (PPS-PR) foram agressivos, truculentos e tentaram confundir as pessoas aqui no ParlaSul. Eles querem mascarar a realidade do país, falando apenas sobre a Venezuela e deixando o Brasil de lado, como se estivesse tudo norma no país. Mas foram amplamente rechaçados e não obtiveram sucesso”, contou.

Também nesta segunda-feira, enquanto os parlamentares do Mercosul articulavam a condenação da violência no campo e contra manifestantes no Brasil, várias ações articuladas por outros deputados e senadores da oposição marcaram protestos contra a corrupção e a violência do governo Temer.

Na Universidade de Brasília (UnB), está sendo realizado, durante todo o dia de hoje, o seminário “Estado de Direito ou Estado de Exceção”, que conta com a participação de vários juristas e parlamentares da oposição a Temer.

Já à noite, em São Paulo, vai ocorrer um ato em defesa das eleições presidenciais diretas e também pelo lançamento de um plano popular de emergência. Irão participar do debate o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), o ex-ministro da Ciência e Tecnologia e ex-presidente do PSB Roberto Amaral, além de artistas e outras personalidades.

Produção industrial brasileira cai no governo Temer, diz Humberto

Humberto: Não conseguimos sair desse buraco que Temer cavou com suas próprias mãos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Não conseguimos sair desse buraco que Temer cavou com suas próprias mãos. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Números divulgados pelo IBGE revelam uma queda de 1,8% na produção industrial brasileira em abril, no comparativo com o mês de março. Dos 24 ramos pesquisados pelo IBGE, 15 tiveram resultado negativo. Para o líder da Oposição, Humberto Costa (PT), os números mostram que há um agravamento da recessão no País.

“O governo fica tentando vender a falácia de que a economia está melhorando, mas os números não mentem e o que a gente vê é uma gestão incompetente, que mantém os privilégios dos mais ricos, enquanto acaba com os direitos dos mais pobres. São cerca de 14 milhões de desempregados no País. Não conseguimos sair desse buraco que Temer cavou com suas próprias mãos”, disse o senador.

Segundo dados do IBGE, a produção industrial em todo o ano de 2017 permaneceu com comportamento “predominantemente negativo”. Em janeiro, a queda havia sido de 0,4% em relação ao mês imediatamente anterior. Em fevereiro, a variação foi nula, na mesma base comparativa.

Para Humberto, a dificuldade de garantir retomada da economia no governo de Michel Temer se deve a falta de incentivo a setores essenciais para o crescimento econômico. “A gestão peemedebista não consegue fazer a roda girar. Não há investimento para as empresas, nem na educação e na ciência. Não temos como fazer o País voltar a crescer com esse governo ilegítimo tentando implantar essa pauta negativa e acabando com o futuro e a esperança dos brasileiros. O nosso povo precisa ser valorizado para voltar a acreditar em si, a consumir e garantir o desenvolvimento”, afirmou.

Para Humberto, mudanças na lei dos trabalhadores rurais são ainda mais perversas

Humberto: o que estão querendo fazer com os trabalhadores rurais não é nada menos do que restituir a escravatura no Brasil e pior: fazer com que o trabalho escravo vire lei. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: o que estão querendo fazer com os trabalhadores rurais não é nada menos do que restituir a escravatura no Brasil e pior: fazer com que o trabalho escravo vire lei. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

Após a votação da reforma trabalhista na Câmara, os parlamentares agora debatem mudanças nas leis específicas para os agricultores. Entre as alterações propostas estão a permissão de jornada de trabalho de 12 horas, o fim das férias e até a troca de serviço por alimentação ou casa. A proposta já vem gerando reações de diversos setores da sociedade. No Senado, o líder da Oposição, Humberto Costa (PT), chamou as mudanças de “abolição da Lei Áurea”.

“O que estão propondo agora para os trabalhadores rurais consegue ser ainda mais perverso do que o que estão tentando fazer com os trabalhadores urbanos Querem que o trabalhador não tire férias, trabalhe ininterruptamente e tenha como moeda de troca comida. Nunca pensei que chegaríamos a esse ponto, mas o que estão querendo fazer com os trabalhadores rurais não é nada menos do que restituir a escravatura no Brasil e pior: fazer com que o trabalho escravo vire lei”, afirmou o senador Humberto Costa.

Para o senador, há uma tentativa crescente de aniquilar os direitos e a voz dos trabalhadores no governo de Michel Temer. “O que vemos é a construção de uma agenda permanente deste governo que aí está para dizimar os trabalhadores. Estão fazendo ressurgir um pensamento de um período remoto da história brasileira em que aceitava o trabalho como algo que feria a dignidade humana, em que o próprio trabalhador era visto como mercadoria e que o mantinha submisso a uma situação de exploração extrema.

O líder oposicionista também defendeu que a mobilização contra as reformas precisa ser permanente. “Na última sexta-feira, paramos o Brasil para dizer que não aceitamos esse projeto. Precisamos continuar a luta em todos os espaços possíveis para dizer que não aceitamos retrocessos e que não descansaremos enquanto estiverem em jogo os direitos dos trabalhadores do nosso país. Só assim conseguiremos virar esse jogo”, afirmou Humberto.

Ipea e até o Papa provam que reformas de Temer prejudicam mais pobres, alerta Humberto

 Para líder da Oposição, população deve manter pressão nas ruas para evitar aprovação de reformas. Foto:  Roberto Stuckert Filho

Para líder da Oposição, população deve manter pressão nas ruas para evitar aprovação de reformas. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

Crítico da reforma da Previdência proposta pelo governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB), principalmente por prejudicar a população mais pobre, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), chamou a atenção, nesta terça-feira (18), para um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que mostra que as mudanças no sistema previdenciário irão atingir diretamente os brasileiros mais desfavorecidos.
Os dados foram apresentados pela pesquisadora do Ipea Luciana Jaccoud, durante audiência pública, nessa segunda-feira (17), na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Segundo ela, as alterações previstas causarão grande impacto ao país, como o enfraquecimento da seguridade social na sua capacidade protetiva, a ampliação do contingente de trabalhadores na velhice e o aumento da desigualdade social.

“A pesquisadora explicou que a alteração no tempo mínimo de contribuição, que vai passar de 15 anos para 25 anos, vai afetar explicitamente as pessoas de menor renda e escolaridade. O estudo mostra que, quanto menor o nível de escolaridade do trabalhador, menor é o seu tempo de contribuição. Ou seja, mais trabalhadores de menor renda e baixa escolaridade estarão desprotegidos”, afirmou Humberto.

O líder da Oposição citou, ainda, a carta enviada pelo Papa Francisco a Temer, por meio da qual o Pontífice recusou o convite do presidente não eleito para vir ao Brasil. “Não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira”, disse Francisco no texto. Não se pode “confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado”, concluiu.

“O Papa, assim como os bispos do Brasil, que têm se posicionado contra as reformas de Temer, possui a clareza de ver que esse desmonte proposto pelo governo é jogar nas costas dos pobres a conta para que os ricos lucrem mais. Só não enxerga isso quem não quer”, analisou Humberto.

O parlamentar ressaltou que a proposta de reforma que tramita no Congresso Nacional, que também vai desvincular o crescimento do salário mínimo ao pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), vai gerar aumento da pobreza também entre as pessoas com deficiência contempladas e a ampliação da sua situação de vulnerabilidade.

“A reforma de Temer é um pacote de maldades sem fim com o povo. O Ipea também deixa claro isso ao mostrar, de forma objetiva, que as mudanças previstas irão fazer crescer a pobreza entre os idosos, a desigualdade entre homens e mulheres idosos e a desigualdade entre os idosos do campo e da cidade. Não podemos deixar que isso seja aprovado”, disse o senador. “Vamos derrubar essa monstruosidade já na Câmara.”

A pesquisadora do Ipea Luciana Jaccoud declarou que a reforma fará com que 26% dos homens deixem de se aposentar pelas regras atuais. O mesmo vai acontecer com 44% das mulheres. No campo, a situação é ainda mais grave: até 80% dos trabalhadores rurais deverão perder o direito da aposentadoria.

Para Humberto, as mudanças demográficas em curso no país exigem, de fato, alterações no sistema previdenciário. Porém, segundo ele, elas devem ser graduais e progressivas a fim de garantir a inclusão, a universalidade e a equidade. “É tudo que nós não vemos nessa reforma de Michel Temer, que só traz punições aos brasileiros. Temos de pressionar ainda mais nas ruas para enterrar de vez essa matéria”, finalizou.
Impactos da reforma da Previdência*:
- Aumento da desproteção dos trabalhadores: 26% dos homens e 44% das mulheres deixarão de se aposentar;
- Aumento da desproteção dos trabalhadores rurais: até 80% dos idosos do campo irão perder o direito de se aposentar;
- Aumento da desproteção dos trabalhadores de menor renda e baixa escolaridade;
- Aumento da pobreza entre os idosos;
- Aumento da desigualdade entre homens e mulheres idosos;
- Aumento da desigualdade entre idosos do campo e da cidade;
- Aumento da pobreza entre pessoas com deficiência e ampliação da vulnerabilidade;
- Enfraquecimento da seguridade social na sua capacidade protetiva;
- Ampliação do contingente de trabalhadores na velhice;
- Aumento da desigualdade social.
Conclusão:
- Mudanças demográficas em curso no país exigem mudanças, mas elas devem ser graduais, progressivas a fim de garantir a inclusão, a universalidade e a equidade.

*Análise feita pela pesquisadora do Ipea Luciana Jaccoud

“O número de desempregados no Nordeste mostra que a Região foi a que mais sofreu com o golpe”, afirma Humberto

O número recorde de desempregados no Nordeste mostra que a região foi a que mais sofreu com o golpe. Foto:  Edilson Rodrigues / Agência Senado

O número recorde de desempregados no Nordeste mostra que a região foi a que mais sofreu com o golpe. Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

 

Levantamento realizado pelo IBGE revela que foi a região Nordeste que mais perdeu empregos no Brasil em 2016. Só no quarto trimestre do ano passado, a taxa de desocupação subiu de 10,5% para 14,4%, um incremento de 33%. No Brasil, a taxa de desocupação foi de 12%. Para o líder da oposição no Senado, Humberto Costa, os números comprovam que houve uma inversão de prioridades na gestão de Michel Temer (PMDB) e mostram a ausência total de políticas públicas para o Nordeste.

“O número recorde de desempregados no Nordeste mostra que a região foi a que mais sofreu com o golpe. Nos governos de Lula e Dilma havia uma preocupação com o desenvolvimento regional e uma série de ações voltadas para cá. Com Temer, essa política acabou. O que a gente vê são cortes e mais cortes de investimentos na região. E programas como o de distribuição de cisternas, fundamental para garantir água para milhares de pessoas neste período de seca, estão à míngua”, afirmou Humberto.

O senador também voltou a criticar o atraso nas obras da Transposição do Rio São Francisco. “Dilma deixou a obra da Transposição com 90% das suas atividades concluídas. Nada justifica que passe por um atraso de mais de um ano. Estamos vivendo um retrocesso enorme no Nordeste inteiro. Temer quer restituir a política velha dos coronéis. Mas nós não vamos permitir isso. Seguiremos lutando pelo povo nordestino e denunciando”, disse o líder da oposição.

“Ao cogitar volta da CPMF, governo Temer comprova fracasso do seu modelo econômico”, avalia Humberto

Humberto: Ninguém tem mais esperanças de melhora da economia com esse governo Temer. Essa política de arrocho que penaliza o trabalhador e amplia as desigualdades sociais no Brasil nunca fez bem ao nosso País. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Ninguém tem mais esperanças de melhora da economia com esse governo Temer. Essa política de arrocho que penaliza o trabalhador e amplia as desigualdades sociais no Brasil nunca fez bem ao nosso País. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

 

Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa, as especulações sobre o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) mostram que o modelo de desenvolvimento proposto pelo governo de Michel Temer (PMDB) para o Brasil “naufragou” e que Temer e sua equipe econômica tentaram enganar a população com um discurso contra o aumento de tributos.

“Quando Temer entrou pela porta traseira do Palácio do Planalto, ele prometeu um regime de salvação nacional. Mas a única coisa que ele parece estar preocupado em salvar é a sua pele e a dos seus comparsas, com tantos conchavos e acordos. As pessoas queriam a saída de Dilma porque vivíamos uma crise mundial e o Brasil sentiu os efeitos dela. Quando Dilma saiu, Temer prometeu o céu e a terra, disse que a economia se recuperaria de pronto e o que a gente viu foi exatamente o oposto. O mundo todo saiu da crise, mas o País parece afundar mais e mais. É um poço sem fim”, afirmou.

O senador também lembrou que até mesmo o mercado anda pessimista com o governo de Michel Temer. Levantamento realizado porinstituições financeiras revela que a expectativa mercado é de que o déficit primário em 2017 seja ainda maior do que a meta da gestão peemedebista. Enquanto o mercado prevê um rombo de R$ 148,3 bilhões, o déficit previsto pelo governo é de R$ 139 bilhões.

“Ninguém tem mais esperanças de melhora da economia com esse governo Temer. Essa política de arrocho que penaliza o trabalhador e amplia as desigualdades sociais no Brasil nunca fez bem ao nosso País. Como é que o Brasil vai se desenvolver se os gastos com saúde, educação e infraestrutura seguem congelados por Temer? Não vamos sair desse ciclo destrutivo se continuarmos nas mãos desse grupo político”, criticou Humberto.

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