Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

Brasil

Bolsonaro tem de explicar fotos ao lado de assassinos de Marielle, cobra Humberto

33487104438_e297ea906a_z

Passados 70 dias de governo Bolsonaro, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou que o Brasil está absolutamente estupefato com a sequência de escândalos sem fim patrocinados pela gestão do capitão reformado. Para Humberto, todos os dias, desde que “essa turma de lunáticos” subiu a rampa do Planalto, há um incêndio novo consumindo o país.
“O desemprego sobe, o Produto Interno Bruto cai, a participação da indústria no PIB é a menor desde 1947, os direitos sociais são terrivelmente rasgados e, a despeito de tudo isso, o presidente usa suas redes oficiais ora para fingir que governa, ora para gerar crises com suas postagens”, resumiu.
Segundo o senador, o Brasil em 2019 está marcado por retrocessos, declarações estapafúrdias, um vai-e-volta sem fim em decisões de governo, medidas absurdas, escândalos envolvendo laranjas e milícias e projetos extremamente danosos. Ele declarou que o povo assiste a tudo isso incrédulo e sem perspectiva.
O parlamentar não entende como alguém tão despreparado e desqualificado, que ataca uma jornalista pelas suas redes, com base em mentiras, é absolutamente alheio ao fato de ser vizinho de condomínio de um assassino de alta periculosidade, acusado pela execução de Marielle Franco e Anderson Gomes, cuja filha namorou um dos filhos do presidente.
“É muita coincidência para um caso só. O envolvimento da família Bolsonaro com a milícia é muito antigo. Agora, nós queremos saber quem são, verdadeiramente, os mandantes por trás desse crime horrendo. E o presidente da República, aliás, pode contribuir muito com toda a clareza desse processo, se expressar seu repúdio a esse bárbaro crime e aos assassinos ao lado dos quais aparecem em fotos que circulam na Internet”, disparou.
Humberto ressaltou que o caos promovido pela atual gestão atinge as principais áreas do governo e não há qualquer perspectiva de melhora. “Há muito o que fazer. O Brasil está à espera. Bolsonaro precisa desligar o computador, largar o celular, arregaçar as mangas e governar. Porque, até agora, além de escândalos e patacoadas por redes sociais, nada se viu dessa sua gestão pífia e inepta”, criticou.
O líder do PT lembrou que os principais ministérios do governo sofrem com sucessivos problemas sem solução. O Ministério das Relações Exteriores, citou, virou uma chacota internacional, em que o ministro já é reconhecido por pesquisadores e estudiosos como o pior chanceler do mundo. “É um sujeito que tem trabalhado para obedecer servilmente ao governo dos Estados Unidos”, resumiu.
Já o Ministério do Meio Ambiente, observou, varreu 21 dos 27 superintendentes regionais do Ibama, desmantelando o órgão e flexibilizando licenças ambientais para avançar o desmatamento ilegal. “O ministro condenado por improbidade administrativa manteve o superintendente do Rio, o mesmo que anulou uma multa ambiental aplicada a Bolsonaro por infração”, disse.
O Ministério da Educação, por sua vez, está conflagrado. De acordo com o líder do PT, o ministro Ricardo Vélez – que já chamou brasileiro de bandido e determinou que crianças fossem filmadas sem autorização em ambiente escolar depois da declamação do lema de campanha do presidente – é um refém do seu mentor, o terraplanista Olavo de Carvalho.
“No Ministério da Justiça e da Segurança Pública, outra situação embaraçosa. O superministro Sergio Moro virou uma figura microscópica. Todos os seus poderes têm sido mitigados. A gestão, até agora, é marcada por incontáveis recuos, todos eles determinados por Bolsonaro, após reação da matilha hidrófoba que o rodeia”, cravou.
No fim do discurso, Humberto perguntou, diante de todas as bobagens cometidas por Bolsonaro, até quando os militares aguentarão isso. “Até quando vão seguir jogando a credibilidade das Forças Armadas no mesmo esgoto por onde transita essa gente?”

Humberto propõe que bacia do rio Capibaribe seja incluída na área de atuação da Codevasf

47230278671_3e56010344_z

 

Defensor das políticas públicas que promovem o desenvolvimento regional no país, principalmente no Nordeste e em Pernambuco, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), apresentou um projeto de lei, nessa segunda-feira (25), que inclui a bacia hidrográfica do rio Capibaribe na área de atuação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Segundo ele, a inclusão da área, que abrange um total de 42 municípios, vai contribuir para o crescimento econômico e social da região e permitirá um melhor planejamento das ações da Codevasf na localidade, onde a companhia já atua parcialmente com o projeto de integração do rio São Francisco com as bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional.
“Estamos propondo que haja uma lei para explicitar a presença da Codevasf nessa região e acrescentar o restante da bacia hidrográfica do rio Capibaribe a sua área de atuação. Em particular, as ações do órgão voltadas para a inclusão produtiva beneficiarão as camadas mais pobres e contribuirão para a redução dos alarmantes níveis de desigualdade que se observam em nosso país”, resumiu Humberto.
O senador explicou que a companhia, criada em 1974 para atuar apenas na bacia hidrográfica do rio que lhe emprestou o nome, já ampliou a sua área de atuação diversas vezes ao longo do tempo.
Em 2000, por exemplo, por meio de lei, a Codevasf passou a atuar também no vale do rio Parnaíba, localizado em parte dos estados do Piauí e do Maranhão. Em 2018, uma proposta incluiu as bacias hidrográficas dos rios Una, Real, Itapicuru e Paraguaçu.
O parlamentar ressalta que o rio Capibaribe é uma importante fonte de vida em Pernambuco. O rio nasce no limite dos municípios de Jataúba e Poção, percorre 280 quilômetros por vários centros urbanos, servindo de corpo receptor de resíduos industriais e domésticos, até chegar à sua foz, no Recife. Vários reservatórios estão localizados no curso d’água.

Humberto é o parlamentar mais influente do Nordeste nas redes sociais, diz levantamento

46379921381_e206b36734_z (1)

Foto: Roberto Stuckert Filho

Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) é o maior influenciador digital em política do Nordeste dentro do Congresso Nacional. A afirmação é do ranking  FSB Influência Congresso, que analisa as redes sociais dos 594 parlamentares de todo o Brasil. O senador é também o único da região a figurar no ranking dos 20 parlamentares mais influentes do país. Além dele, só o senador e presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), figura na lista dos mais influentes entre os parlamentares das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

 

Com mais de 500 mil seguidores somente no Facebook, Humberto tem usado suas redes sociais para marcar posição contra as arbitrariedades do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e para apresentar seus projetos para Pernambuco e para o Brasil. Postagens feitas nas redes de Humberto chegaram a ter alcance de 40 milhões de usuários.

 

“Fico muito feliz com a resposta das pessoas ao nosso trabalho. Tenho dado prioridade à minha relação com a população e as redes sociais têm sido muito importantes no sentido de estreitar a nossa relação, de nos aproximar. É um canal privilegiado para falar à população e, principalmente, para ouvi-la”, afirmou o senador.

 

O ranking leva em consideração a inserção de deputados e senadores no Twitter, Instagram e Facebook e analisa fatores como número de seguidores, posts, curtidas, comentários, compartilhamentos e alcance estimado de cada post.

Bolsonaro usará cargos e milhões de reais para comprar apoio parlamentar por reforma, alerta Humberto

46048991545_93ebab1010_z

A notícia de uma articulação milionária para a aprovação da Reforma da Previdência levou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), a aumentar o tom contra o governo Bolsonaro. Segundo o senador, é um contrassenso vender um projeto com a mentira de que ele irá equilibrar as contas públicas e “torrar milhões para comprar votos de deputados e senadores no Congresso Nacional”. Além da distribuição de mais de mil cargos no segundo escalão, parlamentares têm condicionado seu apoio à liberação de recursos. Os valores negociados são da ordem de R$ 10 milhões em obras e repasses federais por voto. Para os parlamentares novatos, o valor seria um pouco mais modesto: R$ 7,5 milhões.
“O governo está absolutamente fragilizado por denúncias, vê sua popularidade erodir, já coleciona derrotas no Congresso e tem pela frente um projeto de reforma absolutamente rejeitado. Aí, a chamada nova política abre espaço para a barganha e a compra descarada de votos. Essa é a operação que está em marcha neste momento”, denuncia Humberto.
O governo Bolsonaro iniciou, ainda na semana passada, tratativas com parlamentares para leiloar cerca de mil cargos no segundo escalão na tentativa de conseguir apoios para aprovar a Reforma da Previdência entregue na última quarta-feira (20), na Câmara dos Deputados. “Bolsonaro, assim como Temer, está transformando o Congresso em um grande balcão de negócios, no pior estilo toma lá, dá cá. Para quem disse que ia ganhar e criar uma nova política, ele se rendeu rápido até demais ao que há de mais velho e repulsivo”, disse o líder do PT.
Para o senador, a proposta de reforma entregue ao Congresso Nacional é um ataque aos direitos dos trabalhadores. “É um projeto nefasto que vitima quem mais precisa. Chegam ao cúmulo de oferecer aos idosos mais pobres deste país uma aposentadoria de R$ 400, enquanto mantêm privilégios de vários outros setores. A mamata para alguns privilegiados no governo Bolsonaro, como empresários sonegadores e militares, segue mais forte do que nunca”, avaliou o senador.

Proposta de Bolsonaro para previdência é pena de morte para legião de miseráveis, afirma Humberto

46899949672_b4f8928e58_k

Entregue nesta quarta-feira (20), pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao Congresso Nacional, a proposta de Reforma da Previdência foi alvo de duras críticas por parte do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). Para ele, a medida é destrói direitos básicos, não ataca frontalmente o problema do alegado déficit, já que setores privilegiados não foram incluídos, e cria uma legião de miseráveis sentenciada à pena de morte.

 

“Não é uma proposta de reforma é de demolição dos direitos dos trabalhadores, muitos deles adquiridos. Bolsonaro quer cortar na carne do povo e deixar de fora quem sempre teve privilégios. Em vez de prejudicar os que mais precisam, ele deveria colocar na conta do ajuste as empresas sonegadoras do INSS, por exemplo, que juntas devem mais de R$ 426 bilhões, valor muito superior ao alegado rombo da Previdência Social”, disse o senador.

 

A proposta do governo define idade mínima para a aposentadoria (65 homens e 62 mulheres) e aumenta o tempo de contribuição para os trabalhadores, além de definir uma regra de transição de 10 a 12 anos, quando até mesmo Michel Temer (MDB) havia previsto 20 anos. Para ter direito à aposentadoria integral, o trabalhador precisará contribuir por 40 anos.

 

Além disso, a proposta ainda acaba com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) como se conhece hoje. Atualmente calculado em um salário mínimo, o benefício pago a idosos e pessoas com deficiência consideradas miseráveis passará a ser de R$ 400 reais.  O valor só será elevado a um salário mínimo caso o idoso chegue aos 70 anos.

 

“A proposta é de uma crueldade sem tamanho. Querem condenar os idosos, os que já vivem na miséria neste país à fome, ao completo abandono. Mais de 1,7 milhões de pessoas recebem o benefício hoje e o efeito cascata dessa medida vai ser devastador, especialmente no Nordeste, onde muitas das pequenas e médias cidades dependem da renda de seus aposentados”, explicou o senador. “Estão criando uma legião de miseráveis sentenciados à morte. É assustador.”

 

O senador também criticou a ausência dos militares no projeto. “É impossível se falar em Reforma da Previdência e deixar de fora os militares se é exatamente nesse setor que se encontram as maiores distorções. A aposentadoria concedida aos  militares é responsável por metade do rombo na previdência. É imoral se propor que o Benefício de Prestação Continuada para uma mulher pobre seja de R$ 400, enquanto a filha de militar recebe uma pensão de até R$ 20 mil por mês. Por que Bolsonaro não tem coragem de enfrentar essa mamata ? Será que não quer chatear os generais aos quais bate continência?”, ironizou o senador.

 

Moro omite combate à sonegação fiscal do seu projeto anticrime, acusa Humberto

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), criticou, nesta quarta-feira (13), o Projeto de Lei Anticrime que o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, vai encaminhar ao Congresso Nacional. De acordo com o senador, o texto tem toda uma marquetagem por trás e não prevê uma única linha de combate à sonegação fiscal, por exemplo. “Parece um enredo da Liga da Justiça escrito por alguém que se acha o próprio Batman”, afirmou.
O parlamentar avalia que o governo deixou de fora o combate a uma grave irregularidade que faz o país perder R$ 500 bilhões por ano. O valor que não chega aos cofres públicos por conta da sonegação fiscal é mais do que o dobro do que se esvai pelos ralos da corrupção, cujo total está na casa dos R$ 200 bilhões, e é superior à soma dos orçamentos dos ministérios da Educação, Saúde, Defesa e Cidadania para este ano.
“A sonegação fiscal tira recursos públicos, ministro. Assim como a corrupção, ela impede severamente a implementação de políticas de segurança pública efetivas. Mas por que Vossa Excelência não dedicou um só capítulo para punir os sonegadores? Será uma proteção oferecida aos milionários, aos ricos empresários que deixam de recolher bilhões ao país?”, questionou.
Segundo Humberto, além de deixar de lado uma questão crucial que desvia meio trilhão de reais dos cofres públicos, a proposta ameaça aumentar ainda mais a violência, ao dar carta branca à polícia para matar em um país onde a polícia é a que mais tira vidas em todo o mundo. Esta semana, 13 pessoas foram assassinadas em confronto com a polícia em favelas da região central do Rio de Janeiro.
“Será que a lógica para resolver a violência continuará sendo a de investir na criminalização da política e na legitimação da morte de jovens negros pobres, que é o que acontece todos os dias neste país, enquanto os mais ricos seguem absolutamente intocados pelos crimes de sonegação que cometem sob as vistas do poder público? É inaceitável”, declarou.
O líder do PT lembrou que, pela legislação atual, um indivíduo que age deliberadamente para burlar o fisco e sonegar, fica isento da punição se efetua o pagamento. Para o senador, isso nada mais é do que um prêmio a quem foi pego e teve de acertar o que deve.
“Essa extinção da punibilidade não pode ser a qualquer tempo. Ela poderia ser limitada, por exemplo, ao encerramento da etapa administrativa. Após isso, a punibilidade seria mantida contra o sonegador”, observou.
Ele sugeriu ao ministro da Justiça e da Segurança Pública que, “já que tem tanto a corrigir nesse projeto, faça a ele mais esse adendo para prever rigorosa punição à sonegação fiscal”.
O senador ressaltou não fala sobre criminalizar a atividade produtiva, inviabilizando e prendendo pequenos, médios e até grandes empresários que, por determinadas razões, não conseguem quitá-las no prazo previsto. Ele se refere aos sonegadores contumazes, profissionais, cujo produto do saque aos cofres públicos equivale a 17 vezes o orçamento do Bolsa Família para 2019.
O parlamentar avisou que vai travar o debate sobre o tema assim que o projeto anticrime chegar ao Senado e apresentará propostas e emendas necessárias a abrigar essa previsão. Humberto espera que o governo e sua base aliada sejam receptivos à ideia.32142087727_20390526e2_z

Brasil vive sob uma espécie de AI-5 soft, diferente na forma, mas igual nos métodos, diz Humberto

Humberto comentou que a ditadura militar coincidiu com a sua vida estudantil e o fez ingressar na política. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto comentou que a ditadura militar coincidiu com a sua vida estudantil e o fez ingressar na política. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Baixado pelo general Costa e Silva há exatos 50 anos, o Ato Institucional nº 5 (AI-5) foi, na avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), a síntese da ditadura militar, que deu forma legal à barbárie perpetrada pelo Estado, autorizando um poder de exceção para punir arbitrariamente os que fossem inimigos do regime ou como tal considerados.

O senador falou, nesta quinta-feira (13), do receio que tem diante dos ataques à democracia e aos direitos humanos promovidos pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e lembrou que o capitão reformado tem como ídolo um dos maiores torturadores da história do país, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, e já prometeu “expulsar os vermelhos da nação”.

De acordo com o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, criada no governo da presidenta Dilma Rousseff, 434 pessoas aparecem na lista de mortos e desaparecidos políticos. O documento apontou 377 pessoas como responsáveis diretas ou indiretas pela prática de tortura e assassinatos durante a ditadura militar, entre 1964 e 1985. Ustra é um deles.

Para o senador, o país vive, hoje, o que pode ser chamado de AI-5 soft. Ele explica que essa nova versão não é constituída em uma lei, como foi o caso do ato publicado em 1968, mas em um modo de agir arbitrário do sistema judicial.

“Só se difere do original em alguns métodos, mas é igual na forma abusiva como persegue, pune, tortura psicologicamente e prende os desafetos para atender a propósitos eminentemente políticos. O presidente Lula é o exemplo mais claro de perseguição e condenação sem provas que temos hoje no Brasil”, observa.

O parlamentar acredita que, ao que tudo indica, e para a desgraça da democracia brasileira, esse é um sistema que tende muito a prosperar com a chegada do governo Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Ele considera que nova gestão terá o Ministério da Justiça como um dos maiores expoentes desses métodos absolutamente reprováveis ao império da lei.

Humberto comentou que a ditadura militar coincidiu com a sua vida estudantil e o fez ingressar na política. Ele deu entrada, aos 17 anos, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e, exatamente neste período, se aproximou definitivamente da política, atuando no movimento que criou o PT em Pernambuco.

Humberto se encontra com Mujica no Uruguai e, junto com Haddad, debate união da esquerda

Humberto afirmou que Mujica deu uma verdadeira aula não só de história e política durante o bate-papo, mas também de humanidade. Foto: Rafael Carlota

Humberto afirmou que Mujica deu uma verdadeira aula não só de história e política durante o bate-papo, mas também de humanidade. Foto: Rafael Carlota

 

Ao lado de Fernando Haddad e outros companheiros do PT, o líder da Oposição ao governo Temer no Senado, Humberto Costa (PT-PE), visitou, nessa terça-feira (11), o ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica em seu sítio, nos arredores de Montevidéu, para tratar do cenário político dos dois países do Mercosul e da América Latina. Eles falaram sobre a união da esquerda para combater o fascismo e a extrema direita no continente.

Impressionado com a simplicidade do colega uruguaio, Humberto afirmou que ele deu uma verdadeira aula não só de história e política durante o bate-papo, mas também de humanidade. De acordo com o senador, Mujica demonstrou preocupação com o atropelo dos direitos humanos promovido por Jair Bolsonaro no Brasil e com a prisão política de Lula, há oito meses detido em Curitiba.

“Sem dúvida, saímos da casa dele com o espírito completamente renovado e acreditando cada vez mais na humanidade e numa sociedade mais justa. Ele é uma figura maravilhosa. O que nos preocupa, no momento, é a posse desse novo governo e a continuidade da perseguição sem fim ao ex-presidente Lula”, afirmou Humberto.

O parlamentar contou que Mujica deixou claro a sua posição em relação a Lula. Ele mandou um recado aos brasileiros, dizendo que Lula é uma causa, e não somente um homem, e está no coração dos mais necessitados e carentes. “Isso é o melhor de Lula. O tempo passará. Estão construindo um mito. E contra os mitos não se pode lutar”, comentou o ex-presidente do Uruguai.

Depois de deixar a casa de Mujica, Humberto e os demais membros do PT se reuniram com Javier Miranda, presidente da Frente Ampla (bloco de esquerda no país vizinho), e também participaram de um ato público em defesa da democracia brasileira e do ex-presidente Lula, na Casa Sindical Pepe D’Elia.

A atividade foi organizada pelo Comitê em Defesa da Democracia e da Liberdade de Lula e contou com a presença da Bancada Progressistas do Parlasul, composta por parlamentares da Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela.

Humberto foi até o Uruguai esta semana para participar da última reunião do ano do Parlasul. Ele retorna ao Brasil nesta quarta-feira.

Bolsonaro tem que deixar de lado o seu tapadismo para entender o Nordeste, diz Humberto

Humberto:  Precisamos de projetos e programas sérios de Estado que deem oportunidade ao Nordeste para se desenvolver de forma sustentada. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto:
Precisamos de projetos e programas sérios de Estado que deem oportunidade ao Nordeste para se desenvolver de forma sustentada. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

As declarações ofensivas e preconceituosas de Bolsonaro e seus aliados contra o Nordeste, que não se encerraram após o fim das eleições, preocupam o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE). Em discurso no plenário da Casa nesta quarta-feira (21), o parlamentar declarou que a região precisa de políticas públicas sérias, principalmente na área de infraestrutura, e não de discurso de ódio.

Humberto afirmou que a campanha eleitoral já passou e é necessário, agora, elevar o nível do debate político e federativo, deixando de lado o ranço e a visão torta que há sobre os nordestinos.

“Precisamos de projetos e programas sérios de Estado que deem oportunidade ao Nordeste para se desenvolver de forma sustentada. Não há, como Bolsonaro chegou a nos acusar durante a campanha, coitadismo na nossa região. E é preciso que o presidente eleito deixe de lado o seu tapadismo para poder entender isso”, alfinetou.

O senador considera um acinte que um governo que nem começou tenha um ministro que considera o Nordeste um “centro de roubalheira do país”. “Estamos falando de região onde vive um quarto da população brasileira, onde há homens e mulheres reconhecidos pela capacidade de trabalho e, sobretudo, de resistência às imensas adversidades em que vivem”, comentou Humberto.

Segundo ele, o novo governo precisa ficar atento à pauta dos nordestinos, que inclui a conclusão de obras de infraestrutura fundamentais, como a Transnordestina, a transposição do São Francisco, adutoras e barragens, para assegurar o desenvolvimento das potencialidades da região e o crescimento sustentado dos estados.

Ele disse ter ficado impressionado com a declaração do general Augusto Heleno, futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de Bolsonaro, de que “o Nordeste é o grande centro de roubalheira do país”.

O parlamentar lamentou que a frase não tenha causado nenhuma repreensão por parte do presidente eleito e sequer um pedido de desculpas do próprio militar que a “vomitou”.

“Essa declaração vergonhosa, dada ao jornal Valor Econômico, precisa ser imediatamente reparada antes do início de qualquer diálogo. É inaceitável que Bolsonaro não tenha repreendido, até a presente data, o seu braço direito e futuro ministro do GSI”, criticou.

Humberto lembrou que a perseguição ideológica de membros do governo eleito já causa sérios danos aos brasileiros. O líder da Oposição citou como exemplo o caso da expulsão dos médicos cubanos, que vai deixar quase 30 milhões de brasileiros sem atendimento hospitalar básico. Só em Pernambuco, mais de 400 profissionais deixarão de atuar, inclusive em municípios onde só existiam esses médicos.

Para o líder da Oposição, a diferença entre a forma de pensar do PT e dos partidos de extrema direita é exatamente na forma de pensar o Brasil: enquanto a sigla de esquerda entende que o país precisa de investimentos e inclusão dos mais pobres, os rivais defendem cortes e mais exclusão.

 

Confira o discurso do senador:

Ao Mercosul, Humberto denuncia escalada do autoritarismo no Brasil e pede vigilância internacional

Humberto:  Vivemos um momento político de muito temor por conta de uma pessoa que tem aversão aos direitos humanos.

Humberto: Vivemos um momento político de muito temor por conta de uma pessoa que tem aversão aos direitos humanos.

 

Membro da Comissão de Direitos Humanos do Parlasul, grupo de parlamentares do Mercosul, o líder da Oposição ao governo Temer no Senado, Humberto Costa (PT-PE), denunciou, nesta quinta-feira (8), em Buenos Aires, onde se encontra em missão oficial, que o discurso de ódio do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) contra quem pensa diferente dele já está gerando uma série de violações de direitos humanos no Brasil, principalmente em escolas e universidades.

Para Humberto, as ideias extremistas do capitão reformado, que chegou à Presidência da República do país no último dia 28, atentam contra o Estado democrático de Direito e exigem uma vigilância permanente dos países-membros do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Venezuela).

“Não sabemos o que vai acontecer no Brasil depois da posse de Jair Bolsonaro, um militar que foi deixou o Exército por ter concepções políticas e sociais muito extremas. Agora, temos certeza de que os direitos humanos não serão respeitados. Vivemos um momento político de muito temor por conta de uma pessoa que tem aversão aos direitos humanos”, declarou Humberto.

Ele lembrou aos colegas parlamentares dos outros países que o futuro ministro da fazenda do governo Bolsonaro já declarou que o Mercosul não será prioridade e que Bolsonaro defende abertamente a tortura como método legítimo a ser usado pelo Estado.

“O presidente eleito já afirmou que a ditadura militar no Brasil deveria ter matado 30 mil de pessoas. É um absurdo”, comentou.

Humberto pediu o apoio e a solidariedade dos colegas para que fiquem atentos ao desenrolar dos fatos no Brasil, que já registra casos de violência e intolerância contra homossexuais, negros, indígenas e professores e estudantes.

O líder da Oposição ressaltou que, durante esta semana, o Centro de Filosofia e Ciências Humanas, da Universidade Federal de Pernambuco, registrou um ato repugnante: panfletos apócrifos com ameaças nominais a alunos e professores foram distribuídos no local.

Para o senador, a iniciativa foi uma clara tentativa de criar um clima de terror e intimidação no ambiente universitário. Havia um aviso de que estudantes e docentes considerados de esquerda seriam banidos da UFPE quando Bolsonaro assumisse o governo.

Página 1 de 8312345...102030...Última »