Brasília

Humberto participa de evento comemorativo do MST no Pontal de Petrolina

Foto HC_MST Petrolina

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), participou de um ato com 900 famílias do Movimento dos Sem-Terra (MST) no acampamento Pontal em Petrolina, no sertão pernambucano. O evento foi em comemoração pela liminar expedida por uma juíza que cancelou a reintegração de posse que iria retirar todas as famílias do acampamento no dia 12 de setembro e permitiu que elas continuassem no local, morando e trabalhando na agricultura familiar.

“Essas pessoas estão no Pontal há bastante tempo e já provaram que podem produzir nesta terra melhor do que os empresários que nunca fizeram nada nesta área. Agora, precisamos nos unir mais ainda para que a decisão dessa juíza seja realmente definitiva”, afirmou Humberto.

Estavam presentes no almoço de comemoração a vereadora do PT de Petrolina Cristina Costa e o deputado estadual Odacy Amorim (PT), que também estão engajados na luta em favor do MST para que as famílias continuem no acampamento Pontal de Petrolina.

Com a chegada dessas 900 famílias na região, o Pontal, que até então era improdutivo, mesmo tendo um grande canal passando por suas terras, passou a ser uma área de agricultura familiar. Com isso, o MST começou a explorar a região para subsistência daquelas famílias que passaram a morar naquele acampamento.

“Foi muito importante essa liminar que conseguimos com a juíza. Mas temos um grande trabalho pela frente. Precisamos garantir que as pessoas que estão aqui tenham garantia da posse das terras em que moram e que possam realmente sobreviver da agricultura familiar. Aqui tem um grande canal que deve ser devidamente aproveitado. O Ministério da Integração pode ajudar com isso e eu me coloco à disposição de ir em Brasília para ajudar a comunidade em mais essa conquista”, se comprometeu o senador Humberto Costa.

Temer e Jungmann são desequilibrados e irresponsáveis, acusa Humberto

ara Humberto, convocação das forças armadas mostra que governo virou elenco dos Trapalhões. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, convocação das forças armadas mostra que governo virou elenco dos Trapalhões. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) considerou como desastrosa a ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada por Michel Temer em Brasília, no fim da tarde dessa quarta-feira (24), e revogada na manhã de hoje. Para Humberto, a decisão de retirar as Forças Armadas das ruas da capital federal menos de 24 horas depois de autorizar a ocupação demonstra o despreparo e o desequilíbrio do governo para lidar com um tema dessa gravidade.

“Foi um erro colossal, que denunciamos desde a primeira hora, estabelecer um estado de exceção em Brasília por conta de uma manifestação contra o governo. Temer se mostrou um tresloucado e seu ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS-PE), um completo irresponsável”, criticou o líder da Oposição.

Para Humberto, o decreto de Temer – que pôs as Forças Armadas para exercer o controle da segurança de prédios federais na capital – era flagrantemente inconstitucional e foi pautado numa mentira. Jungmann alegou que a decisão havia sido tomada para atender a um pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que negou totalmente a informação. O decreto foi duramente criticado por parlamentares, juristas e pela imprensa internacional.

“Temer, mal assessorado por Jungmann, foi protagonista de mais um episódio patético. Seu governo é uma espécie de elenco de Os Trapalhões. Jungmann nunca teve atributo nem para chefe de Guarda Municipal, imagine para ministro da Defesa, Agora, vê-se que age com total despreparo. Deveria, a exemplo de Roberto Freire, pedir demissão do cargo.”

A informação da revogação do decreto chegou quando a bancada de Oposição no Senado estava em uma audiência com a presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, para dar entrada em uma mandado de segurança na Corte contra a decisão de Temer. Paralelamente, a Oposição também havia apresentado um projeto de Decreto Legislativo para que o Congresso Nacional anulasse o decreto presidencial.

Humberto critica “sabatina informal” realizada com o indicado de Temer para o STF

Humberto: O cargo de ministro do STF é de grande responsabilidade, e nós senadores, temos que ser mais responsáveis ainda quando estamos em processo de aprovação ou rejeição de um indicado para o STF. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: O cargo de ministro do STF é de grande responsabilidade, e nós senadores, temos que ser mais responsáveis ainda quando estamos em processo de aprovação ou rejeição de um indicado para o STF. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 
O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), classificou como, “no mínimo, estranha”, a “sabatina informal” realizada com o indicado de Michel Temer para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e um grupo de oito senadores. O encontro aconteceu em um barco de propriedade do senador Wilder Moraes (PP-GO), na noite da última segunda-feira (07), em Brasília.

“É realmente muito estranho acontecer uma sabatina, mesmo informal, de uma pessoa indicada para ministro do STF com senadores da República, fora do Senado Federal e ainda por cima em um barco atracado na residência de um senador. O que eles conversaram lá que não podiam conversar no Congresso?”, indagou Humberto.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o encontro aconteceu em uma “casa flutuante” do senador Wilder Moraes. Participaram do “jantar” os senadores Benedito de Lira (PP-AL), Cidinho Santos (PR-MT), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Ivo Cassol (PP-RO), José Medeiros (PSD-MT), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Zezé Perrela (PMDB-MG). Dos oito parlamentares presentes na “sabatina”, dois são membros titulares da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Wilder e Benedito, e dois são suplentes, Petecão e Cassol.

“O cargo de ministro do STF é de grande responsabilidade, e nós senadores, temos que ser mais responsáveis ainda quando estamos em processo de aprovação ou rejeição de um indicado para o STF”, criticou o senador Humberto Costa que já se posicionou contra a indicação de Moraes.

Reforma da Previdência de Temer vai retirar isenções dos pequenos empresários e cobrar contribuições até dos pequenos agricultores

Senador Humberto Costa:  "governo sempre mira nos pequenos"

Senador Humberto Costa: “governo sempre mira nos pequenos”

A reforma da Previdência desenhada pelo Palácio do Planalto deve vir com mais novidades, todas prejudiciais aos mais pobres e benéficas aos mais ricos. Esta é a avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa, sobre as novas medidas que devem constar na reforma da Previdência que será encaminhada pelo presidente Michel Temer ao Congresso Nacional.

Além de “conter gastos”, a reforma virá com medidas para aumentar a receita. Na lista daqueles que deverão ser atingidos estão o agronegócio, chegando até o pequeno produtor rural, e os micro e pequenos empresários inscritos no Simples, que atualmente pagam a Previdência aglutinada com uma série de outros tributos, além de suspender diversas isenções de instituições filantrópicas e sem fins lucrativos.

“Em vez de taxar com mais rigor as grandes riquezas, esse governo sempre mira nos pequenos. O que vai acabar acontecendo é o fechamento de mais micro e pequenas empresas. E os pequenos agricultores rurais ficarão à míngua, sem poder pagar mais impostos. Quer dizer, essa reforma que Temer quer fazer é uma completa aberração”, denunciou o senador petista.

Nos bastidores, o que se comenta é que o texto da reforma deve ser enviado ao Congresso até a segunda quinzena deste mês e deverá conter uma série de medidas que vão prejudicar os mais necessitados. “Sabemos da importância de se ter uma reforma. Mas, da forma como eles estão querendo fazer, vai se prejudicar apenas os mais humildes. Medida como desvincular o salário mínimo das aposentadorias e pensões é de uma maldade sem tamanho. Daqui alguns anos teremos pessoas que poderão estar recebendo até metade de um salário”, lamentou Humberto.

Na maior passeata pró-Dilma em Brasília, Humberto faz defesa inflamada do Governo

Humberto participa de ato em defesa da democracia ao lado do povo. Foto: Assessoria de Comunicação

Humberto participa de ato em defesa da democracia ao lado do povo. Foto: Assessoria de Comunicação

 

Ao lado de mais de 200 mil pessoas, de acordo com os organizadores, o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), foi para a rua nesta quinta-feira (31) em Brasília para defender a democracia e criticar o golpe planejado contra a presidenta Dilma Rousseff. As manifestações pró-Dilma ocorreram em todo o país e em cidades do exterior, como Londres e Berlim.

Em Brasília, o parlamentar caminhou junto com a população pela Esplanada dos Ministérios e parou em frente ao Congresso Nacional, já no começo da noite, onde um trio elétrico animava os presentes. De lá, discursou.
“A verdade dói. Eles não querem que falemos que é golpe. Mas sim, é um golpe contra o povo, a democracia e a Constituição. A nossa Carta Magna prevê o impedimento da presidenta, mas para que isso ocorra é preciso crime de responsabilidade”, afirmou.

“Dilma roubou? Não! Dilma pegou propina? Não! Dilma desviou dinheiro público? Não! Então a presidenta não cometeu nenhum crime”, complementou. Lasers foram usados no ato para iluminar a fachada do prédio do Legislativo brasileiro com a frase “Fora Cunha”. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é réu em processo no Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro.
Os manifestantes lembraram ainda a data história de hoje: aniversário de 52 anos do Golpe Militar de 1964, que deixou o país sob ditadura por mais de duas décadas. “Foram 24 anos que levaram o nosso povo ao sofrimento, tortura e falta de liberdade. Hoje, 52 anos depois, neste 31 de março de 2016, o povo brasileiro está na rua para enterrar essa tentativa de golpe que eles querem fazer agora”, disse.
Para o congressista, de professores a estudantes, de organizações sindicais a artistas, de juristas a religiosos, cresce no país e fora dele uma frente suprapartidária em defesa da democracia e contra o golpe.

Segundo o parlamentar, aprovando ou não a política do Governo, quem defende o Estado de Direito tem lado e ido às ruas contra o ódio, a intolerância e o desrespeito à decisão nas urnas que reelegeu a primeira mulher presidenta.
“Nossa festa é de um Brasil alegre, de todas as cores, de todos os credos, de todos os brasileiros. Isso é para mostrar a todos os deputados e senadores que ainda têm dúvida sobre o impeachment que estamos vivos no debate em defesa da nossa Constituição”, disse.

O senador ressaltou que as manifestações pró-governo em todo o Brasil mostram, mais uma vez, a força do movimento. “Viemos para as ruas com a bandeira do Brasil para mostrar que o símbolo nacional não é de propriedade de meia dúzia. A bandeira é do povo brasileiro”, lembrou. “Vamos ocupar as ruas e defender os direitos do cidadão brasileiro. Vocês podem ter certeza que não adianta o Michel Temer, o Aécio, o Cunha e a Globo, porque vamos impedir esse golpe”, disparou.

Atos pelo país
Os atos em favor do mandato da presidenta ocorreram em todo o país. Em São Paulo, mais de 30 mil pessoas foram até a praça da Sé protestar contra o golpe que a oposição e setores do empresariado e da grande imprensa planejam. A mesma quantidade de público foi para a rua em Porto Alegre e Belo Horizonte.

No Recife, mais de 40 mil pessoas se concentraram na Praça do Derby, segundo os organizadores, e saíram em caminhada por uma das vias da avenida Conde da Boa Vista. Bonecos gigantes de Lula e de Dilma foram usados na mobilização. “O grito principal pelos quatro cantos do país é só um: não vai ter golpe! Vai ter luta!”, declarou Humberto.

Articulação de Humberto garante Brasil como sede de assembleia do ParlAmericas

Humberto: Será importante ter congressistas das três Américas e do Caribe discutindo temas de interesse dos legislativos continentais aqui no nosso país.  Foto: Assesoria de Comunicação

Humberto: Será importante ter congressistas das três Américas e do Caribe discutindo temas de interesse dos legislativos continentais aqui no nosso país. Foto: Assessoria de Comunicação

 

A 12ª Assembleia Plenária do Parlamento das Américas (ParlAméricas), que reúne congressistas dos 35 países do continente, terminou nesse sábado (5), no Panamá, com uma vitória para o Brasil. Integrante do Conselho de Administração do grupo, o senador Humberto Costa garantiu que o encontro de 2016 seja sediado aqui no país.

“Costuramos um entendimento e vamos fazer a 13ª Assembleia Plenária no Brasil. Será importante ter congressistas das três Américas e do Caribe discutindo temas de interesse dos legislativos continentais aqui no nosso país”, afirmou o líder do PT no Senado.

Humberto ressaltou que o ParlAméricas tem se tornado um foro de discussões parlamentares sobre temas muito sensíveis, como a questão de gênero e a participação feminina nos parlamentos, e que isso pode virar um importante contraponto à onda conservadora que reacende nas Américas.

A assembleia plenária de 2016 deve ocorrer entre os meses de setembro e outubro. A cidade ainda não foi definida. O assunto será tratado com o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), e a organização do evento ficará a cargo de Humberto.

7 DE SETEMBRO – O líder do PT deixa o Panamá no fim da tarde deste domingo e desembarca, na madrugada desta segunda-feira (7), diretamente em Brasília. O senador deve ir às ruas da Capital acompanhar a 21ª edição do Grito dos Excluídos, cuja concentração será na Catedral Metropolitana de Brasília.

Os atos devem ocorrer em mais de 300 cidades de todo o Brasil e servirá para que os movimentos sociais mostrem oposição à agenda conservadora do Congresso e exijam mais avanços em políticas públicas.

Na terça-feira, o senador retoma as atividades parlamentares com uma reunião coordenada pela presidenta Dilma Rousseff e os líderes da base no Senado. À tarde, a Casa deve votar o projeto de repatriação de recursos não declarados à Receita Federal no exterior.

Reforma agrária ajudará saída da crise, diz Humberto ao MST

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Líder do PT no Senado, Humberto Costa deixou o Senado, na tarde desta terça-feira (4), após discursar na tribuna do plenário, para uma agenda no Ministério da Fazenda. Mas a conversa não foi com Joaquim Levy e o senador nem chegou a entrar na sede do órgão. Ficou do lado de fora, conversando com os manifestantes do Movimento Sem-Terra (MST), que desde ontem estão acampados em frente ao prédio, o bloco P da Esplanada dos Ministérios.

Chamado a discursar, Humberto prestou solidariedade aos sem-terra na luta para evitar que os cortes orçamentários atinjam os programas de reforma agrária do Governo Federal. “Fazer com que a reforma agrária avance é, sem dúvida, contribuir para a saída dessa crise, é contribuir para que o Brasil volte a crescer e se desenvolver”, disse o líder do PT.

Humberto se colocou à disposição do movimento para ajudar nas negociações com o governo e para cobrar dos ministérios responsáveis a recomposição dos recursos para as políticas de reforma agrária. “Meu mandato no Senado está a serviço dessa causa. É um processo onde não pode haver retrocesso”, afirmou o líder do PT aos manifestantes.

O senador tem uma estreita relação com os trabalhadores rurais e, desde o início do mandato, tem feitos reiterados pronunciamentos em defesa das mulheres e dos homens do campo. Recentemente, em evento do Ministério do Desenvolvimento Agrário em Pernambuco, Humberto reafirmou aos trabalhadores que a meta do governo da presidenta Dilma é assentar, até 2018, cerca de 120 mil famílias. Somente em Pernambuco, existem ainda 166 acampamentos com mais de 16 mil pessoas aguardando acesso à terra.

MP é avanço para modernizar esporte, diz Humberto

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Os senadores aprovaram, na noite desta segunda-feira (13), a Medida Provisória (MP) que tem como objetivo modernizar e moralizar o esporte mais popular do país. A chamada MP do Futebol, nº 671/2015, passou no Senado com o apoio do líder do PT na Casa, Humberto Costa (PE), e segue agora para sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Para Humberto, membro da comissão especial que analisou a proposta, o texto é um passo importante para melhorar a gestão dos recursos e dar mais transparência ao futebol brasileiro – apesar de ter sido modificado no Congresso. “A MP, apesar de todas as limitações – e nós reconhecemos essas limitações – representa um avanço importante numa área tão hermeticamente fechada e dominada por pequenos grupos como essa, sejam nos clubes, federações e também na CBF”, declarou, na tribuna do plenário.
Ele ressaltou que o projeto nasceu de um amplo entendimento entre todos os envolvidos com o esporte e estabelece regras para o parcelamento de dívidas dos clubes, além de prever, entre outros pontos, responsabilidade fiscal, financeira, gestão transparente e democrática para as entidades esportivas. Nas últimas semanas, o senador se reuniu com membros do Bom Senso FC, dirigentes de clubes e federações, torcedores e estudiosos no assunto.
O parlamentar lembrou que a proposta foi encaminhada ao Congresso pela presidenta Dilma e era muito mais transformadora originalmente, antes de ser modificada pelos deputados. Ele registrou, porém, que o Legislativo é o espaço de discussão e entendimento da sociedade.
“Essa MP tem várias propostas importantes e vai garantir a oportunidade de sobrevivência de vários clubes brasileiros, que terão de administrar bem os seus recursos caso não queiram ser punidos”, afirmou. Humberto disse que entre as punições estabelecidas estão o rebaixamento de campeonato e o afastamento dos dirigentes que desempenharem gestão temerária à frente dos clubes.
“Haverá rebaixamento se não houver o devido pagamento das dívidas com o Estado e salários dos profissionais. Isso representa, sem dúvida, um avanço muito importante, pois vai fazer com o que os próprios torcedores assumam a cobrança de responsabilidade por parte de seus times de coração”, comentou.
Para o senador, o torcedor até admite, atualmente, que o seu clube se endivide e não pague jogadores, por exemplo, mas não tolera o rebaixamento para uma divisão inferior por causa do não cumprimento de responsabilidades.
O líder do PT fez questão de registrar outros pontos positivos da MP, como a limitação de antecipação de receitas, para não prejudicar as diretorias subsequentes, a instalação de conselhos fiscais autônomos e a obrigatoriedade da redução do déficit financeiro.
“Em que pese não ser tudo o que nós queríamos, como uma maior participação também dos atletas em decisões importantes do futebol brasileiro, consideramos o texto um avanço. É um passo limitado, mas importante para mudar a face do futebol”, resumiu.
Humberto reconhece que o parcelamento das dívidas estabelecido na MP é condescendente, mas é “melhor conseguir arrecadar algum recurso do que não ver a cor do dinheiro”. “No médio prazo, vamos levantar R$ 4 bilhões e os clubes terão de ficar em dia com as suas obrigações”, finalizou.

Principais pontos da MP do Futebol:
- Estabelece princípios e práticas de responsabilidade fiscal e financeira e de gestão transparente e democrática para entidades desportivas profissionais de futebol;
- Cria o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (PROFUT);
- Os clubes terão a responsabilidade de manter a regularidade das obrigações trabalhistas e tributárias federais; fixar o período do mandato de seus dirigentes em até quatro anos, permitida uma única recondução; comprovar a existência e a autonomia do seu conselho fiscal; e proibir a antecipação ou comprometimento de receitas referentes a períodos posteriores ao término da gestão ou do mandato;
- Os clubes terão de reduzir as duas dívidas com prazos estabelecidos: a partir de 1º de janeiro de 2017, para até 10% de sua receita bruta; a partir de 1º de janeiro de 2019, para até 5%, e a partir de 1º de janeiro de 2021, sem déficit ou prejuízo;
- Os clubes serão obrigados, também, a publicar as suas demonstrações contábeis padronizadas, depois de submetidas a uma auditoria independente, e cumprir os contratos e regular pagamento dos encargos relativos a todos os profissionais contratados, referentes a verbas de salários, FGTS, contribuições previdenciárias, pagamento das obrigações contratuais e outras relacionadas aos atletas e demais funcionários, inclusive direito de imagem;
- Os clubes terão de prever, em seu estatuto ou contrato social, o afastamento imediato e inelegibilidade, pelo período de no mínimo cinco anos, de dirigente que praticar ato de gestão irregular ou temerária;
- Os clubes terão de demonstrar que os custos com folha de pagamento e direitos de imagem de atletas profissionais de futebol não superam 70% da receita do futebol;
- Os clubes terão de manter um investimento mínimo na formação de atletas e no futebol feminino e oferta de ingressos a preços populares;
- A dívida objeto do parcelamento deverá ser paga em até 240 parcelas, com redução de 80% das multas, 50% dos juros e de 100% dos encargos legais. O valor das parcelas de que trata este artigo não poderá ser inferior a R$ 3 mil;
- A falta de pagamento de três parcelas consecutivas implicará imediata rescisão do parcelamento, com cancelamento dos benefícios concedidos;
- Os dirigentes terão seus bens particulares sujeitos às sanções do Código Civil. Eles responderão solidária e ilimitadamente pelos atos ilícitos praticados e pelos atos de gestão irregular ou temerária;
- Os dirigentes estão proibidos de aplicar créditos ou bens sociais em proveito próprio ou de terceiros; obter vantagem a que não faz jus e que resulte em prejuízo para a entidade; celebrar contrato com empresa da qual seja sócio (ou seu parente) e antecipar ou comprometer receitas referentes a períodos posteriores ao término dos seus mandatos;
- Cria, no âmbito do Ministério do Esporte, a Autoridade Pública de Governança do Futebol (Apfut), responsável por fiscalizar as obrigações dos clubes e, em caso de descumprimento, comunicar ao órgão federal responsável para fins de exclusão das vantagens da lei;
- Permite a criação da Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex), tendo como tema marcas, emblemas, hinos, símbolos, dos times. O dinheiro será aplicado em esporte e no Fundo Penitenciário Nacional.

Em discurso no Senado, Humberto diz que Mais Médicos será aprovado por ampla maioria

Em um discurso que centralizou boa parte do debate no Plenário nesta quarta-feira (28/8), o senador Humberto Costa (PT/PE) defendeu o programa Mais Médicos e disse acreditar na aprovação da matéria “por larga maioria” no Congresso Nacional. “Tenho certeza de que essa Casa dará a resposta correta, porque aqui nós não somos advogados, nem médicos, nem engenheiros, nem empresários. Somos representantes do povo”, declarou o senador. A discussão durou mais de meia hora e ganhou apartes de noves senadores no Plenário todos favoráveis ao programa. Entre eles, Armando Monteiro (PTB/PE), Eduardo Suplicy (PT/SP) e Cristovam Buarque (PDT/DF).

Humberto, que é médico e ex-ministro da Saúde, fez questão de ressaltar a importância do programa para garantir a assistência da população que sofre hoje com a carência de profissionais de saúde. “Antes de pensarmos nos interesses corporativos, temos que pensar nos interesses dos cidadãos, como os índios do Amapá, que pela primeira vez na história terão, em cada aldeia, médico 24 horas por dia. Temos que pensar na população do interior do Pernambuco, do Piauí, do Ceará e do Rio Grande do Norte, onde, muitas vezes, não há um médico sequer que resida em suas cidades e que a partir de agora terá médicos brasileiros, cubanos, espanhóis ou argentinos”.

O senador criticou entidades de classe que vem se posicionando contra o programa. “Temos de dizer com todas as letras: por ter uma visão estreita, algumas instituições estão jogando o movimento dos médicos a uma situação de isolamento. Não precisaria ser assim. Todos nós aqui temos absoluta sensibilidade para discutir as questões que forem justas. O próprio Governo já admitiu ser incorreto tentar ampliar o número de anos para formação de um médico no Brasil, até porque precisamos também de médicos especialistas, e, quanto mais rapidamente essa especialização se fizer, melhor para o nosso País”, lembrou o parlamentar. Ouça o discurso completo:

O senador também voltou a condenar atos hostis contra cubanos que aderiram ao programa Mais Médicos. Humberto disse que as declarações da jornalista potiguar que em tom jocoso comparou médicas cubanas a empregadas domésticas “envergonharam a todos os nordestinos”. “O preconceito, a xenofobia e o racismo não podem ser o fator e a linha para a construção de uma nova sociedade”, disse Humberto que completou: “Feliz será o dia – e eu tenho certeza de que não vai demorar – que a maioria dos nossos médicos forem filhos de empregadas domésticas, forem filhos de pedreiros, forem filhos do povo; aí, sim, com certeza, nós teremos começado a promover uma grande mudança social no nosso País”.

O senador ainda defendeu mais recursos para a Saúde. Humberto é relator da Comissão de Financiamento que discute novas fontes de recursos para o setor. “Nós sabemos que não vamos resolver todos os problemas da saúde apenas trazendo mais médicos. São necessários mais recursos. E é por isso que nós apresentaremos, na semana que vem, a nossa proposta de aumento de verbas para a área, concorde ou não o Governo com essa proposição”, lembrou o senador.

Fonte: Blog de Humberto.
Foto: André Corrêa / Liderança do PT no Senado.

Dilson Peixoto fala sobre a importância da Reforma Política e cobra empenho social

Companheiro de várias lutas do Partido os Trabalhadores (PT), o ex-vereador recifense Dilson Peixoto, hoje parte da equipe do senador Humberto Costa (PT/PE) em Brasília, concedeu a TV Tempus entrevista sobre a importância da Reforma Política para a democracia brasileira. Forte ativista nas redes sociais, ele reforça que o movimento iniciado nas ruas há algumas semanas precisa continuar, em busca de um debate sobre os melhores rumos políticos para o País. “São debates que a gente precisa fazer, sem as amarras do interesse específico e imediato de quem detêm o mandato”. Assista ao vídeo:

Fonte: Blog de Humberto.

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