Câmara dos Deputados

Pré-candidatos de esquerda à Presidência articulam Frente Ampla, anuncia Humberto

Humberto: vamos aumentar a nossa resistência e poder de fogo no Congresso Nacional e nas ruas. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: vamos aumentar a nossa resistência e poder de fogo no Congresso Nacional e nas ruas. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), se reuniu com líderes das bancadas do PT, PDT, PCdoB, PSB e PSOL da Casa e da Câmara, na manhã desta quarta-feira (7), para traçar estratégias de combate às duras medidas do governo Temer contra a população e para unificar a esquerda, a fim de vencer as eleições em outubro.

Humberto afirmou que a ideia do grupo é lançar uma ampla frente em defesa da soberania e da democracia, com a participação de todos os pré-candidatos à Presidência da República de esquerda, durante o Fórum Social Mundial. O evento será realizado em Salvador, entre os dias 13 e 17 de março.

O parlamentar explicou que o grupo pretende levar até a capital baiana – para discutir o atual cenário político brasileiro e o futuro do país – Lula (PT), Ciro Gomes (PDT), Manuela d’Ávila (PCdoB), Guilherme Boulos (PSOL) e lideranças do PSB.

“Uma coisa está clara para nós nesta volta do recesso parlamentar e depois da condenação de Lula: vamos aumentar a nossa resistência e poder de fogo no Congresso Nacional e nas ruas contra essa nefasta reforma da Previdência e contra a privatização da Eletrobrás, cuja proposta já está na Câmara dos Deputados”, disse Humberto

Segundo ele, o trabalho de oposição no Legislativo servirá para barrar o avanço da pauta retrógrada e conservadora e para que as esquerdas cheguem fortes e unificadas nesse processo eleitoral. “Lutaremos juntos, em defesa dos brasileiros. Pode até haver divergências entre a gente, mas vamos construir uma agenda mínima que nos unifica e favorece o país. Todos nós do PT, PCdoB, PDT, PSOL e PSB somos contra as medidas de Temer”, declarou.

No próximo dia 20, os partidos irão lançar um manifesto em defesa das políticas sociais e contra o desmonte promovido pelo governo.

“O povo ganhou a sua primeira batalha contra a Reforma da Previdência”, diz Humberto

 

Humberto: O governo foi derrotado na tentativa de aprovar este ano a Reforma da Previdência. Isto mostra a importância da mobilização. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O governo foi derrotado na tentativa de aprovar este ano a Reforma da Previdência. Isto mostra a importância da mobilização. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

A decisão do governo de Michel Temer (PMDB) de adiar a votação da Reforma da Previdência foi vista pelo líder da Oposição, Humberto Costa (PT), como um marco na luta contra o projeto. A expectativa inicial do governo era de votar a proposta até a próxima semana. No entanto, com a resistência de parlamentares, inclusive da base governista, de votar favorável à medida, o governo resolveu só colocar o projeto em plenário em fevereiro do ano que vem.

“O governo foi derrotado na tentativa de aprovar este ano a Reforma da Previdência. Isto mostra a importância da mobilização. Os parlamentares estão sentindo a pressão dos seus eleitores que não aceitam de jeito nenhum este projeto que, na prática, representa o fim da aposentadoria”, declarou Humberto.

Antes de anunciar oficialmente o adiamento da votação da reforma, lideranças de Temer se estranharam publicamente. Enquanto o líder do Governo no Senado, Romero Jucá, já falava desde a quarta-feira no adiamento da votação. Setores do governo tentaram adiar ao máximo a notícia.

“É um governo de patos e patetas que tem atuado para acabar com todos os direitos do povo brasileiro para manter os seus privilégios. Gente que diz prega corte de gastos com saúde e com educação, mas que torra bilhões para comprar votos de deputados. É gente que defende a reforma trabalhista para ‘modernizar as relações de trabalho’, mas que mantém as velhas práticas de inchar a máquina pública de cabos eleitorais. São pessoas que querem aumentar a idade mínima para ter acesso a Previdência, mas que, seguindo o próprio exemplo de Temer, se aposentam aos 53 anos”, disse.

Para o senador petista, apesar do adiamento da votação, ainda não há nada definido quanto à reforma da Previdência. “Ainda temos um longo caminho pela frente para derrotar de vez este projeto. Temos que manter numa mobilização permanente e cada um tem que fazer a sua parte pressionando os parlamentares. Só assim conseguiremos enterrar este projeto nefasto”, concluiu.

Aumento de passagens aéreas mostra erro de cobrança de bagagem, denuncia Humberto

 

Para Humberto,  Maia nunca quis votar a proposta, pois foi pressionado pelo governo Temer e porque representa os interesses das aéreas. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, Maia nunca quis votar a proposta, pois foi pressionado pelo governo Temer e porque representa os interesses das aéreas. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Exatamente um ano depois de o Senado ter aprovado, por unanimidade, o projeto de decreto legislativo que proíbe as companhias áreas de cobrarem por bagagem despachada dos passageiros, de autoria do líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), a Câmara, até hoje, não votou a matéria.

Nesta terça-feira (12), o parlamentar cobrou, mais uma vez, que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), coloque a proposta na pauta do plenário para ser apreciada e dê fim aos valores abusivos que estão sendo cobrados pelas empresas de aviação. Ele recebeu apoio de outros senadores, que também estão indignados com a situação.

Humberto disse que Maia nunca quis votar a proposta, pois foi pressionado pelo governo Temer e porque representa os interesses das aéreas. O parlamentar apelou para que os colegas do Senado ajudem a pressioná-lo, pois o preço dos bilhetes subiu mais de 30% desde que a resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) instituindo a medida passou a vigorar, em maio deste ano.

“É um absurdo o que população está vivendo, uma verdadeira balbúrdia. Os dirigentes da Anac vieram até aqui para dizer que as passagens aéreas ficariam mais baratas com a adoção da resolução. Mas ocorreu justamente o contrário, como desconfiávamos. Todas subiram, e subiram muito. Ninguém compra mais passagens baratas, faltando dois ou três dias para o voo, por exemplo”, afirmou.

Entre junho e setembro, essa alta chegou a 35,9%, segundo dados da FGV. O senador ressaltou que um novo problema passou a ocorrer a partir da cobrança das bagagens despachadas. Como os usuários não querem pagar pela tarifa, costumam, agora, levar o que antes despachavam como item de mão.
“Malas de até 10 quilos não estão sendo despachadas, mas os aviões não oferecem espaço suficiente para todo mundo. É um Deus nos acuda atrás de um lugar vazio nos compartimentos das aeronaves”, comentou.

O líder da Oposição lembrou que a regulamentação concedeu às companhias a responsabilidade para estimar o preço de cada volume ou faixa de volume transportado. Antes, as empresas eram obrigadas a oferecer gratuitamente uma franquia de 23 quilos para passageiros domésticos e de duas malas de 32 quilos para voos internacionais.

Diante da situação, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprovou requerimento para ouvir os presidentes da Anac, José Ricardo Pataro Botelho de Queiroz, e de companhias aéreas. Eles terão de explicar por que os preços aumentaram após a resolução.

 

 

Humberto vota a favor de proposta que aumenta repasse da União a municípios

Humberto: o rateio do FPM é fundamental para a economia municipal e melhoria da qualidade de vida da população. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: o rateio do FPM é fundamental para a economia municipal e melhoria da qualidade de vida da população. Foto: Roberto Stuckert Filho

Em defesa do fortalecimento financeiro dos municípios, principalmente em meio à imensa crise econômica, aprofundada pelo governo Michel Temer (PMDB), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), votou a favor da proposta que eleva em um ponto percentual o repasse da União ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A matéria segue, agora, para a Câmara dos Deputados.

Para Humberto, o rateio do FPM é fundamental para a economia municipal e melhoria da qualidade de vida da população, principalmente das cidades de menor porte, que são mais dependentes dos repasses.

Ele afirmou que as cidades menores dependem fortemente das transferências de outros entes federados, em especial dos recursos do fundo, porque menos habitantes implica menor capacidade de consumo. “Menos gente significa menor participação municipal na distribuição da arrecadação do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços, de competência estadual”, explicou.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 29/2017 propõe a elevação de 49% para 50% do produto da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza e do imposto sobre produtos industrializados distribuído pela União.

Além disso, define a entrega desse um ponto percentual adicional ao FPM, a ser realizada no primeiro decênio do mês de setembro de cada ano, época em que os municípios sofrem um profundo impacto em suas receitas decorrente do repasse do fundo, em virtude dos procedimentos de restituição do imposto de renda aos contribuintes.

Segundo Humberto, a aprovação do texto visa diminuir as dificuldades suportadas pelas prefeituras. “Assim, sem prejuízos das questões que envolvem preocupações macroeconômicas, o olhar da Constituição e do Congresso Nacional à atual situação dos municípios brasileiros demanda uma imediata, porém responsável, resposta deste Parlamento, sobretudo em momentos de crise”, finalizou.

Humberto vota a favor de projeto que garante repasses para ações de segurança pública nos municípios

Para Humberto, a proposta, tem o objetivo de gerar menos prejuízos à população, que sofre com a paralisação de serviços essenciais por conta de problemas, muitas vezes, burocráticos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, a proposta, tem o objetivo de gerar menos prejuízos à população, que sofre com a paralisação de serviços essenciais por conta de problemas, muitas vezes, burocráticos. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

Com o voto do líder da Oposição no Humberto, Humberto Costa (PT-PE), o Senado aprovou, nessa terça-feira (28), o projeto de lei que garante aos Estados e municípios receberem repasses federais para executar ações de segurança pública mesmo que estejam com pendências fiscais. Atualmente, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) garante que as transferências da União sejam feitas, nessas condições, somente para ações de educação, saúde e assistência social.

Para Humberto, a proposta, que segue à Câmara dos Deputados, tem o objetivo de gerar menos prejuízos à população, que sofre com a paralisação de serviços essenciais por conta de problemas, muitas vezes, burocráticos. Ele argumenta que a medida é fundamental, principalmente por conta do ritmo crescente da violência no país e da grande insatisfação popular frente à atuação do poder público.

“A suspensão dos repasses acaba por penalizar, injustamente, a população do ente que sofreu a punição, pois os moradores das cidades não são responsáveis diretos pela inadimplência que motivou o cancelamento das transferências, e sim o gestor que não cumpriu adequadamente os termos do convênio ou deixou de prestar as contas junto à administração federal”, explicou.

Segundo ele, o responsável pelo município ou unidade da Federação deve ser pessoalmente responsabilizado, nos termos da lei, pelos prejuízos a que tiver dado causa. Hoje, 96,4% dos municípios estão no cadastro de inadimplência da União e sofrem com a suspensão dos repasses.

O senador lembra que os convênios são firmados entre a União, Estados e municípios justamente para que haja investimento em políticas públicas de interesse comum e ações de desenvolvimento social.

“Esses acordos fixam obrigações para os entes federativos que, se não cumpridas, sujeitam o ente à sanção temporária de não recebimento de novas transferências voluntárias. A vedação tem o objetivo de preservar o patrimônio público”, observa.

O parlamentar ressalta que o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu, em julgamento, que a inviabilidade de formalizar acordos e convênios, bem como receber repasses de verbas, pode gerar prejuízos ainda maiores para a população.

Humberto reconhece o fato de que as restrições impostas pela LRF, referentes às transferências voluntárias, têm foco no equilíbrio e na responsabilidade fiscal do país e objetiva impedir condutas fraudulentas de gestores de recursos públicos. Mas o senador entende que a proposta não contraria esse espírito da lei e não há desvio do foco no equilíbrio fiscal.

PSDB sai do governo, mas governo não sai do PSDB, afirma Humberto

Humberto: Aécio Neves e sua turma são os responsáveis por Temer e pela destruição do Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Aécio Neves e sua turma são os responsáveis por Temer e pela destruição do Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) ironizou o início da debandada tucana do governo Michel Temer (PMDB). O pedido de demissão de Bruno Araújo (PE) do Ministério das Cidades, apresentado nessa segunda-feira (13), foi encarado pelo petista como um “gesto clássico de oportunismo”, tomado justamente num momento de divisões internas no PSDB, de críticas da base aliada à atuação do ministro pernambucano e de derrocada política da gestão Temer.

“Bruno Araújo tinha sido convocado pela base do governo a prestar explicações na Câmara sobre sua atuação na pasta. Estava sem apoio nenhum para seguir. Além disso, tem sérios problemas em casa. Em Pernambuco, o PSDB repete o cenário do nacional: está implodindo na briga entre aqueles que seguem agarrados a Temer e os que querem se livrar desse cadáver insepulto, de olho nas eleições do ano que vem. O que ele fez foi pular do barco para tentar salvar a própria pele”, avaliou Humberto.

Para o líder da Oposição, o PSDB pode até sair do governo, mas o governo não sai do PSDB. “Aécio Neves e sua turma são os responsáveis por Temer e pela destruição do Brasil. São os responsáveis pelo congelamento dos investimentos em saúde e educação pelos próximos 20 anos. São os responsáveis pelo fim da CLT. São os responsáveis pela devolução do Brasil ao mapa da fome. Entregar os ministérios não vai apagar o que eles fizeram ao país e à democracia”, explicou o petista.

Humberto lembrou que o oportunismo tucano é tão escandaloso, que há ministros do PSDB avaliando deixar o partido somente para continuar como ministros do governo. “É óbvio que a entrega de cargos, se ocorrer, será formal. O PSDB continuará com Temer, votando com Temer, ganhando cargos, emendas e benesses para seguir na base desse governo nefasto. É um partido sem projeto para o Brasil, que está morrendo mergulhado em querelas internas”, pontou o líder da Oposição.

Humberto alerta para o risco da aprovação de projeto que criminaliza o aborto em casos previstos por lei

Humberto: Este projeto, do jeito que está, representa um grande retrocesso aos direitos da mulher no Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Este projeto, do jeito que está, representa um grande retrocesso aos direitos da mulher no Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), fez hoje um alerta sobre a aprovação da PEC 181/2011, aprovada em uma comissão especial da Câmara dos Deputados. O projeto, que inicialmente tratava da licença-maternidade em casos de bebês prematuros, acabou virando instrumento para a criminalização do aborto mesmo em caso de estupro, o que hoje é permitido por lei. A proposta foi aprovada na comissão por 18 votos a 1.

No texto, o relator da PEC, deputado Tadeu Mudalen (DEM-SP), alterou dois artigos da Constituição para definir que a vida começa desde a concepção, o que dá margem para a interpretação de que a interrupção da gravidez, em casos hoje considerados legais, possam se tornar crime. O projeto segue agora para o plenário da Câmara.

“Este projeto, do jeito que está, representa um grande retrocesso aos direitos da mulher no Brasil. Eles conseguem cometer a desfaçatez de usar um projeto que tinha uma pauta reconhecida e aprovada pela sociedade, que é a de ampliar a licença maternidade de mães com bebês prematuros, para inserir um cavalo de tróia que fere a liberdade das mulheres brasileiras”, afirmou o senador Humberto Costa.

Se aprovada na Câmara, a PEC segue para o Senado para ser apreciada. “Este projeto de ampliação da licença maternidade já havia sido aprovado no Senado, mas foi completamente modificado na Câmara. Por isso, precisamos alertar as pessoas sobre o risco desta nova proposta e seguirmos mobilizados para barrar este cavalo de tróia. Caso chegue no Senado, vamos trabalhar para a PEC voltar ao tema inicial e combater qualquer tipo de proposta conservadora, que restrinja os direitos das mulheres no País”, afirmou o senador.

Aumento de Temer ao plano de saúde para idosos é cruel e absurdo, diz Humberto

Humberto: O projeto é um absurdo inominável, que tem por maior atrocidade a possibilidade de aumento por faixa etária para idosos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O projeto é um absurdo inominável, que tem por maior atrocidade a possibilidade de aumento por faixa etária para idosos. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Contrário aos cortes em programas sociais e aos aumentos abusivos de preços promovidos pelo governo Temer (PMDB), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), denunciou, nesta quarta-feira (8), mais um descalabro: o apoio do Palácio do Planalto, do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), e do PSDB ao projeto de lei que vai aumentar os valores dos planos de saúde dos idosos.

Segundo Humberto, essa nova aberração da lavra de Michel Temer, que está em tramitação na Câmara dos Deputados e pode ser aprovada em plena crise econômica, mira, mais uma vez, as camadas mais frágeis da população.

“É uma medida escabrosa para favorecer os ricos enquanto os pobres têm de pagar a fatura dessa festa do andar de cima com os consecutivos aumentos na energia, na água, no gás, no combustível e, agora, até nos planos de saúde”, declarou. Ele explicou que o aumento nos planos não irá ocorrer apenas aos 59 anos, como é previsto hoje, mas sim ao longo do tempo, em todas as faixas etárias, de forma abusiva, não transparente e acima da inflação.

“O projeto é um absurdo inominável, que tem por maior atrocidade a possibilidade de aumento por faixa etária para idosos. Isso porque, depois dos 60 anos, e com o passar dos anos, é fato notório que a renda das pessoas vai diminuindo. Lutaremos para que o governo não jogue nas costas dos aposentados e pensionistas um abusivo aumento desse”, disse.

O parlamentar entende que é impossível aceitar que, justamente quando a renda cai e se passa a gastar mais com medicamentos, o governo proponha maior aumento no plano de saúde aos mais velhos. Ele avalia que o projeto é uma obra direta de Ricardo Barros, “um preposto das empresas privadas a serviço da destruição do SUS”.

Para o senador, o ministro é alguém que tem o exclusivo propósito de aumentar o lucro das entidades em prejuízo da população, com a finalidade de que ele possa se beneficiar de alguma forma das facilidades que tem oferecido a operadoras de planos, ao mercado de sangue e aos laboratórios.

“Em todos os setores onde o ministro vislumbre potenciais financiadores de suas aspirações políticas, ele atua de maneira desavergonhada. É uma atrocidade que tem as digitais das operadoras, elas que nunca aceitaram o Estatuto do Idoso e a proibição do reajuste de mensalidade após os 60 anos”, disparou.

O líder da Oposição acredita que o desejo do governo de majorar os planos de saúde é uma forma de provocar a expulsão dos idosos para favorecer as operadoras, que deveriam promover uma redução progressiva das mensalidades nessa faixa etária, em vez aumentá-las abusivamente.

Humberto também criticou os aumentos seguidos nos preços do gás, da energia e dos combustíveis. Desde que Temer assumiu, o preço do botijão já subiu em mais de 66%, a gasolina já vai em mais de 17% e a conta de luz, somente no mês passado, teve aumento superior a 4%.

“E qual é a consequência direta disso? A corrosão imediata da renda das famílias, especialmente as mais pobres. É a conta do descalabro mandada diretamente para quem menos pode na nossa sociedade”, ressaltou.

Temer reduz salário mínimo, vende pré-sal e faz no Brasil um eterno Dia das Bruxas, diz Humberto

Humberto reforçou as críticas ao desmonte do Estado promovido pelo governo. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto reforçou as críticas ao desmonte do Estado promovido pelo governo. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O Dia das Bruxas é uma data festiva comemorada em vários países do mundo há séculos, principalmente nos Estados Unidos. No Brasil, porém, desde que Michel Temer (PMDB) assumiu a Presidência, a população vive um pesadelo diário que parece não ter fim. Esta é a avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que reforçou as críticas ao desmonte do Estado promovido pelo governo e aos ataques ininterruptos dirigidos aos mais pobres e desfavorecidos.

Em discurso nesta terça-feira (31) no Senado, data do Halloween, Humberto ressaltou que o Palácio do Planalto reduziu, outra vez, o salário mínimo para o ano que vem.

Inicialmente, a previsão era de que passasse para R$ 979 em 2018. Porém, foi rebaixado para R$ 969 em agosto. Ontem, baixou de novo, desta vez para R$ 965.

“Há 14 milhões de brasileiros sem emprego, a economia está parada, as contas públicas alargando o déficit e esse facínora manda para os mais pobres a fatura de todo o seu descalabro. Com essa gestão de Temer, o Dia das Bruxas é todos os dias, porque não há um dia sequer em que não tenhamos uma notícia dantesca, um novo cenário de terror armado por essa camarilha”, disparou.

O senador ressaltou que, na sexta-feira passada, o governo realizou dois leilões para entregar a exploração de campos do pré-sal ao capital estrangeiro por “míseros” R$ 7,7 bilhões, mas nem isso conseguiu. O petróleo brasileiro localizado em área rica e estratégica da costa foi vendido por somente R$ 6,5 bilhões.

Como se não bastasse o prejuízo inicial, ele ficou abismado ao saber de um estudo feito pela Consultoria de Orçamento da própria Câmara, divulgado hoje, que atesta que não houve apenas o estrago direto.

“Além da redução do retorno na exploração do petróleo em relação à disputa do campo de Libra, havida na gestão da presidenta Dilma, esse governo nefasto está reduzindo imposto para as petrolíferas até o ano de 2040, o que vai gerar uma renúncia fiscal de mais de R$ 1 trilhão nos próximos 25 anos”, criticou.

De acordo com o parlamentar, todo o montante perdido deveria ser investido em saúde e educação, como a presidenta Dilma fez constar em lei, mas, agora, Temer “rouba” do povo brasileiro para abastecer regiamente os cofres das empresas estrangeiras, que fazem fortunas com as nossas riquezas e mandam tudo para o exterior.

“É um presidente entreguista, que se curva aos interesses das elites, dos ruralistas, dos grandes empresários, aos quais vende a Amazônia, perdoa dívidas bilionárias e permite escravizar seres humanos em troca de restar no cargo que usurpou”, acusou.

Além disso, Humberto acredita que o governo dá as costas para os 22% da população de pobres, que devolveu o Brasil ao mapa da fome, e que assiste inerte à escalada da violência, que, a cada hora, vitima sete brasileiros.

“Felizmente, no ano que vem, Lula estará de volta, pela força do voto dos brasileiros, para retomar esse projeto de país que nos foi covardemente roubado pelos que querem entregar o país ao capital estrangeiro. Não conseguirão”, concluiu.

Junto com PSDB, Temer compra votos, sai impune e gargalha do povo brasileiro, diz Humberto

Humberto: Temer e seu partido salvaram Aécio no Senado. Aécio e o seu partido salvam Temer lá na Câmara. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Temer e seu partido salvaram Aécio no Senado. Aécio e o seu partido salvam Temer lá na Câmara. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Pela segunda vez, a Câmara dos Deputados deverá, para decepção do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), enterrar a possibilidade de investigar o primeiro presidente da História do país acusado de cometimento de crimes no exercício do mandato. A conta aos cofres públicos para manter Temer (PMDB) no cargo já chega a incríveis R$ 32 bilhões, de acordo com cálculos da própria imprensa.

Em discurso nesta quarta-feira (25), antes do início da votação da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Temer por obstrução de Justiça e organização criminosa, Humberto afirmou que a Câmara, depois de um acordão fechado entre o PMDB e o PSDB, dará uma banana na cara do Brasil ao mandar às favas as robustas provas contra o presidente e a unânime rejeição popular do peemedebista.

“A Câmara passará, mais uma vez, pelo lamentável papel de coveira da Justiça do nosso país. Veremos a chancela da cultura da impunidade dos poderosos com a recusa de investigar, como deseja o povo brasileiro, um criminoso que se sustenta no cargo à custa de cargos, verbas, emendas, renúncia fiscal e perdão de dívidas bilionárias, com os quais compra descaradamente apoio parlamentar, cometendo toda essa traficância a céu aberto”, declarou.

O senador ressaltou que a rejeição da denúncia é a segunda parte da negociata costurada entre Temer e Aécio, cuja primeira parte foi executada no Senado, quando o plenário rejeitou as medidas cautelares aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal ao tucano. Ontem, ainda houve o arquivamento da representação que o PT protocolou no Conselho de Ética para investigá-lo por quebra de decoro.

“Esses foram os atos de abertura dessa trama em que um salva o outro. Temer e seu partido salvaram Aécio no Senado. Aécio e o seu partido salvam Temer lá na Câmara. Porque não há dúvida de que é com o voto do PSDB, que tem quatro ministros nesse governo nefasto, que Temer vai gargalhar na cara do povo brasileiro”, disse.

Apesar do resultado favorável ao presidente, já esperado, Humberto avalia que o governo acabou, está exaurido e ficará refém da extorsão parlamentar para aprovar qualquer projeto que queira daqui para frente. “Para usar uma expressão vinda da língua inglesa, Temer vai virar um ‘pato manco’, um sujeito que pode até permanecer no cargo, mas não terá mais qualquer influência política porque só se pensará no próximo mandatário”, comentou.
O líder da Oposição lembrou que, infelizmente, as contas públicas estão em frangalhos, vítima da inconsequência dos gastos desenfreados desse “pústula de faixa presidencial para comprar a própria salvação”. O senador reiterou que só por eleições diretas e livres é que a população poderá restaurar a confiança na democracia e tirar do poder “essa camarilha que tomou o Palácio do Planalto de assalto”.

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