Chesf

Humberto debate futuro da política brasileira no Encontro Nacional dos Vereadores em Bonito

Humberto participou da mesa de debate sobre o momento político atual do país. Foto: Asscom HC

Humberto participou da mesa de debate sobre o momento político atual do país. Foto: Asscom HC

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), participou, nessa quinta-feira (14), do Encontro Nacional de Legislativos Municipais do Brasil. O evento acontece em Bonito, no Agreste de Pernambuco, e conta com a participação de vereadores de todo o Brasil. O senador participou da mesa de debate sobre o momento político atual do país.

“Vivemos, hoje, um período dos mais difíceis para a política brasileira, em que as instituições seguem desacreditadas e o maior líder político deste país segue injustamente preso, vítima de uma das maiores perseguições políticas da história. Além disso, as medidas equivocadas tomadas pelo governo de Temer, que têm gerado miséria e caos em todo o país, estão agravando a nossa situação econômica. Temer segue acabando com projetos bem sucedidos, como o Farmácia Popular, o Ciência Sem Fronteiras e o Minha Casa, Minha Vida”, disse Humberto Costa.

O líder da Oposição citou o trabalho feito por ele e por outros parlamentares no Senado Federal contra a “privataria” do governo Temer. Ressaltou as lutas travadas em prol do Nordeste e, principalmente, na defesa da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e da Empresa Brasileira de Biotecnologia e Hemoderivados (Hemobrás).

“Em Pernambuco, estive junto com parlamentares de vários outros partidos na linha de frente de lutas importantes, como a manutenção da Hemobrás e em ações contra a venda da Chesf. É hora de também arregaçar as mangas e lutarmos juntos para tirar o país da crise econômica e social em que se encontra” afirmou o senador.

Humberto relembrou aos presentes do tempo em que foi eleito para a Câmara Municipal do Recife e destacou a importância da função dos vereadores para as cidades.

“Fui vereador do Recife e estive nesse mesmo lado que vocês estão hoje. É uma função importantíssima para os municípios e o trabalho deve ser árduo, cobrando e fiscalizando as prefeituras, além de ouvir uma parcela gigantesca da população, que, na maioria das vezes, não consegue cobrar os direitos que tem”, finalizou Humberto.

O evento teve início na última quarta e, nesta sexta, a programação começa a partir das 9h, com uma mesa de debate sobre Direitos da Natureza. O encontro encerra às 13h com a escolha da diretoria provisória da União de Vereadores do Brasil em Pernambuco (UVB-PE).

 

Em conversa com jornalistas, Humberto faz balanço do mandato

 

 

O senador apresentou aos jornalistas a revista eletrônica produzida pelo mandato, publicada em suas redes sociais.  Foto: Roberto Stuckert Filho

O senador apresentou aos jornalistas a revista eletrônica produzida pelo mandato, publicada em suas redes sociais. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), reuniu a imprensa pernambucana para realizar um balanço dos seus oito anos de mandato. Apontado como um dos dez melhores senadores do país pelo Atlas Político e um dos 100 cabeças do Congresso pelo Diap, Humberto, apresentou 79 projetos de lei e 10 Propostas de Emendas à Constituição. Desse total, quatro viraram lei e uma – aprovada pela Câmara e pelo Senado – foi vetada por Temer. Marca acima da média dentro do Congresso, onde uma lei demora cerca de sete anos para sair, segundo o Diap.

Na ocasião, o senador apresentou aos jornalistas a revista eletrônica produzida pelo mandato, publicada em suas redes sociais. No documento, o senador divide a sua atuação em diversos eixos como saúde, educação, investimentos em Pernambuco, segurança, a relação com os movimentos sociais e a atuação em defesa de Lula e Dilma e oposição a Michel Temer.

“A revista se confunde com as lutas políticas da última década e com os desafios impostos por 2018. É a tradução de um mandato coletivo, construído juntamente com os pernambucanos, que ganhou um sensível reforço das redes sociais para impulsionar esse trabalho. Tenho muito orgulho de dizer que durante todo o meu mandato estive entre os mais influentes do país, segundo alguns conceituados rankings político”, afirmou.

O senador fez questão, ainda, de ressaltar a sua luta em defesa dos trabalhadores e do povo do Estado. Ele esteve na linha de frente de lutas importantes, como a manutenção da Hemobras em Pernambuco e as ações contra a venda da Chesf e a reforma da previdência. Humberto também destacou que desde que assumiu o cargo de senador, mais de R$ 112 milhões em emendas já foram destinados a obras estruturantes em todo o Estado. Entre elas, a da construção dos hospitais Mestre Vitalino, em Caruaru, e da Mulher do Recife, além das adutoras do Pajeú e do Agreste. “Tenho sempre buscado exercer meu mandato de forma transparente e realizando uma prestação de contas de tudo que eu tenho feito no Senado, de forma periódica. E hoje estamos fazendo mais uma ação neste sentindo”, pontuou Humberto Costa.

Humberto quer unidade política em Pernambuco em defesa da indústria naval

Humberto: “Temos que transformar a luta em defesa da indústria naval em uma luta do nosso Estado. Foto: Asscom HC

Humberto: “Temos que transformar a luta em defesa da indústria naval em uma luta do nosso Estado. Foto: Asscom HC

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), defendeu uma ação conjunta para garantir as atividades do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco. Segundo o senador, o empreendimento está ameaçado pela política econômica, que voltou a priorizar o mercado estrangeiro, em detrimento da indústria naval brasileira.

“Temos que transformar a luta em defesa da indústria naval em uma luta do nosso Estado. Fizemos isso em relação à Hemobras e conseguimos evitar o seu sucateamento. E nos unimo também em relação à Chesf, garantindo que a companhia não fosse privatizada. Agora, precisamos esticar a pauta conjunta e nos unir em defesa do estaleiro, juntar a bancada federal, a bancada estadual e o governo do Estado e, independente de qualquer orientação política, nos integrarmos nessa luta. Os interesses de Pernambuco precisam sempre falar mais alto”, afirmou o senador.

Humberto participou hoje de audiência pública no auditório da Fiepe. O evento reuniu empresários, representantes de entidades sindicais ligadas ao setor, parlamentares e representantes do próprio EAS. O empreendimento emprega hoje 3,7 mil pessoas e ameaça paralisar as suas atividades por causa da crise brasileira da indústria naval.

Humberto destaca ainda que o fechamento do estaleiro também tem impacto direto em outros setores em Pernambuco. “A paralisação das atividades do estaleiro pode ter um efeito cascata devastador na economia pernambucana. Temos que unir Pernambuco para lutar contra esta política econômica que ameaça transformar um empreendimento dessa monta em sucata. Temos que ir a luta contra esse modelo defendido pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, denunciando este modelo de concorrência que vem sendo mantido por ele e que tem sido feito exclusivamente para impedir que a indústria naval nacional tenha condições de competir com as empresas estrangeiras”, assinalou o parlamentar.

Humberto ataca privatização da Eletrobrás e diz que Luz para Todos não existiria no Nordeste sem Chesf

 

Humberto: pelas mãos de Lula e de Dilma, a Chesf teve um crescimento recorde. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: pelas mãos de Lula e de Dilma, a Chesf teve um crescimento recorde. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Integrante da Frente Parlamentar em Defesa da Chesf, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou, nesta quarta-feira (16), que a Medida Provisória nº 814/17, que prevê a privatização da Eletrobrás e suas subsidiárias, é um “crime de lesa-pátria de Temer, mais uma dilapidação do patrimônio público em favor do setor privado, que será combatido duramente nas ruas e no Congresso Nacional”.

A MP foi aprovada na comissão e seguiu para a Câmara dos Deputados na semana passada. Humberto votou contra a proposta e acredita que o jogo vai virar contra o governo, pois acha impossível que um parlamentar nordestino vote, de sã consciência, contra um patrimônio da região e do povo. “Sem a Chesf, não teríamos levado luz para os nordestinos, como nos governos Lula e Dilma, por meio do Luz para Todos”, afirmou.

Ele ressaltou que, enquanto grandes nações, como a França, estão reestatizando setores basilares ao interesse nacional, o Palácio do Planalto está comercializado o pouco que sobrou da “privataria predatória dos governos do PSDB”.

Humberto disse que a Chesf, com 70 anos de experiência e responsável pelo atendimento de mais de 80% dos municípios nordestinos, cobra pela energia um preço que leva em conta a precária condição social de parte expressiva do povo – o que não irá ocorrer caso a companhia passe para o setor privado.

“A partir dessa canhestra privatização, o regime de cotas que hoje permite essa amortização nos preços praticados vai ter fim e o valor do Megawatt-hora aumentará em mais de 200%, afetando diretamente o bolso daqueles que mais precisam, especialmente nesse terrível momento de crise pelo qual passamos”, observou.

Segundo ele, pelas mãos de Lula e de Dilma, a Chesf teve um crescimento recorde, aumentando em 30% a quantidade de subestações e ampliando a oferta de energia para todo o Nordeste. São mais de 4 mil trabalhadores que erguem e honram um patrimônio de 14 usinas hidrelétricas, 130 subestações e mais de 20 mil quilômetros de linhas de transmissão.

“Agora, pelas garras nefastas de Temer, a companhia está sendo entregue à iniciativa privada numa transação espúria e vergonhosa”, criticou. “A venda da Chesf significa a privatização do próprio rio São Francisco.”

Eletrobrás
Para o líder da Oposição, a especulação a que Temer submeteu o sistema Eletrobrás já fez o lucro da empresa no primeiro trimestre deste ano despencar em 96% em relação ao mesmo período do mês passado. Tudo resultado, segundo ele, da ação do próprio governo, que contratou por R$ 2 milhões uma assessoria especializada para vazar dados negativos da empresa à imprensa, com a finalidade de que ela fosse atacada.

“É a estratégia de desgastar, diminuir, sucatear para, depois, vender aos amigos um patrimônio nacional a preço de banana. É mais um golpe no trabalhador, que, somente nos últimos dias, encarou um novo reajuste de 50 centavos no litro da gasolina, cujo valor já bate nos R$ 5, além de sofrer com aumentos abusivos do gás de cozinha e o da própria tarifa de energia elétrica”, disparou.

“O parlamentar que votar favorável a esse descalabro vai ser, juntamente com esse governo vendilhão, enxotado para o lixo da história, que é o local onde merecem estar aqueles que traem o Brasil e os brasileiros”, finalizou.

 

Assista ao discurso na íntegra:

Humberto diz que privatização da Chesf é atentado contra o povo nordestino

 

Humberto: Uma empresa privada vê a Chesf apenas como uma oportunidade de negócio, para poder lucrar ainda mais. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Uma empresa privada vê a Chesf apenas como uma oportunidade de negócio, para poder lucrar ainda mais. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

A declaração do presidente da Eletrobrás, Wilson Ferreira Júnior, de que vai incluir definitivamente a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) no conjunto de empresas que deverão ser privatizadas no ano que vem, levou o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), a endurecer o discurso. Para ele, a privatização da Chesf é um “atentado contra o povo nordestino”.

Para Humberto, a Chesf, que abastece 80% das cidades do Nordeste, também tem uma responsabilidade social e ambiental “de valor imensurável”. “Uma empresa privada vê a Chesf apenas como uma oportunidade de negócio, para poder lucrar ainda mais. Mas a Companhia tem papel estratégico para a nossa região. Se prevalecer apenas o interesse econômico, corremos dentro em breve o risco de não vermos mais o Rio São Francisco como vemos hoje”, afirmou.

Humberto também questionou a decisão do governo Temer de privatizar a empresa em um ano eleitoral: “A quem interessa vender o patrimônio nacional em ano de eleição? Quais são os interesses que estão por trás desse tipo de combinação, justamente em um período de transição política, em que vamos escolher o futuro governante do País? Estão querendo dilacerar o patrimônio nacional, entregando-o a preço de banana, e não querem dar sequer a oportunidade de os brasileiros decidirem sobre isso ”.

A expectativa é de que, já na próxima semana, o ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, encaminhe o projeto de lei sobre a venda da Eletrobrás e de suas subsidiárias para o Congresso Nacional. “É de fazer vergonha ver ministros pernambucanos apoiando uma ação criminosa como essa. São pessoas que traíram o voto e a confiança do povo pernambucano e que, agora, apoiam a destruição de uma das maiores e mais importantes empresas públicas do Nordeste”, sentenciou Humberto Costa.

Humberto vai à procuradora-geral Raquel Dodge em defesa da Chesf

Humberto avalia que o acompanhamento permanente por parte da Procuradoria-Geral da República sobre a possível privatização da Chesf será fundamental para aumentar a pressão sobre os planos do Palácio do Planalto. Foto: Antonio Augusto/PGR

Humberto avalia que o acompanhamento permanente por parte da Procuradoria-Geral da República sobre a possível privatização da Chesf será fundamental para aumentar a pressão sobre os planos do Palácio do Planalto. Foto: Antonio Augusto/PGR

 

 

Vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), se reuniu, nesta terça-feira (21), com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para tratar da situação da empresa e dos riscos da sua venda para o setor privado.

Segundo Humberto, a procuradora ouviu atentamente o relato feito sobre o assunto, que tratou dos impactos social e econômico diante da possível privatização planejada pelo governo Temer (PMDB), além das implicações ambientais, especialmente em relação à entrega do rio São Francisco às mãos de empresários.

“Pedimos que ela desse atenção, também, ao decreto editado pelo Poder Executivo que estimula a descotização das empresas públicas, incluindo as do setor elétrico. A procuradora-geral se mostrou extremamente sensível ao tema e afirmou que vai designar um procurador federal para acompanhar o desenrolar dessas questões, especificamente no que tange à Chesf”, declarou o senador.

O parlamentar ressaltou a importância estratégica da companhia elétrica para o Nordeste e lembrou que, na semana passada, a entidade anunciou um lucro de mais de R$ 1,2 bilhão nos primeiros nove meses deste ano e um investimento de R$ 890 milhões no mesmo período.

“Não dá para entregar de mão beijada e a preço de banana uma instituição que tem mais de 4,5 mil empregados e gera 25,8 GWh, abastecendo mais de 80% dos municípios do Nordeste. Temos de combater esse cruel plano do nefasto governo Temer em prol da população da região”, afirmou.

O senador avalia que o acompanhamento permanente por parte da Procuradoria-Geral da República sobre a possível privatização da Chesf será fundamental para aumentar a pressão sobre os planos do Palácio do Planalto.

“É muito importante que a sociedade civil e os órgãos públicos estejam atentos a esse crime de lesa-pátria de Temer. Estamos de olho e na luta para evitar a venda do nosso patrimônio”, concluiu. Outros deputados da Frente Parlamentar em Defesa da Chesf, como Danilo Cabral (PSB), Creuza Pereira (PSB) e Luciana Santos (PCdoB), também participaram da reunião com a procuradora Raquel Dodge.

Temer vai vender setor de energia e deixar o país com as dívidas

 

 

Humberto também criticou a decisão do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, de vender a Chesf, subsidiária da Eletrobrás. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto também criticou a decisão do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, de vender a Chesf, subsidiária da Eletrobrás. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Para vender as distribuidoras de eletricidade do Norte e Nordeste, a Eletrobras anunciou que vai assumir as dívidas de suas empresas. A decisão gerou dura reação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que classificou a medida como um contrassenso. “O que o governo Temer vai fazer é vender o carro para pagar o IPVA. Não faz absolutamente nenhum sentido”, afirmou.

Ao todo, o governo Temer espera vender seis distribuidoras que são responsáveis pelo abastecimento dos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Rondônia, Roraima e Piauí até abril do ano que vem. Apesar de não citar valores, calcula-se que o prejuízo que será assumido pela Eletrobrás ultrapasse R$ 2 bilhões.  A privatização da Eletrobras como um todo deve ficar para depois.

“É uma conta que não fecha. Vende a parte rentável da companhia e fica com o prejuízo. E o pior é que quem vai no final pagar todo este prejuízo é o consumidor porque eles dizem que estão fazendo isso para não aumentar a conta de luz. Mas a verdade é que a própria Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) já disse que a conta de luz deve subir até 17% depois da privatização. Este é um jogo que só quem perde somos nós brasileiros. Vamos liquidar o nosso patrimônio e pagar a conta disso”, questionou o senador.
Humberto também criticou a decisão do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, de vender a Chesf, subsidiária da Eletrobrás. Para Humberto a medida é um crime ainda mais grave, já que, só no primeiro semestre deste ano, a companhia gerou um lucro de R$ 370,3 milhões.
“A venda da Chesf é um atentado contra o Nordeste. Além de fornecer energia, a empresa tem um papel social extremamente importante. Vender a empresa é também vender um pouco da nossa região. E mais triste ainda é saber que sai das mãos de um ministro pernambucano esta decisão”, sentenciou Humberto.

Venda do Rio São Francisco estava nos planos dos golpistas, denuncia Humberto

Ao lado de lideranças políticas e sindicais, Humberto protesta contra a venda do São Francisco, em Petrolina

Ao lado de lideranças políticas e sindicais, Humberto protesta contra a venda do São Francisco, em Petrolina

 

Após participar, em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), de um grande ato político em defesa do Rio São Francisco e contra a venda da Chesf, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), mostrou-se confiante quanto ao papel da sociedade para barrar os planos do governo de Michel Temer de privatizar o setor elétrico, iniciativa que, segundo ele, já estava nos planos dos que derrubaram o governo de Dilma Rousseff. O ato ocorreu nessa sexta-feira (06) e contou com a participação de lideranças políticas de oposição, parlamentares, líderes sindicais, da CUT e do PT.

“Volto do Sertão do São Francisco muito animado, pois vejo que haverá reação. O governo ilegítimo quer vender a preço de banana patrimônios nacionais como são a Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco) e a Eletrobrás. Mas não será fácil. Constatamos que há uma grande mobilização contra essa sanha privatista, no fundo, um dos verdadeiros motivos de terem dado o golpe e afastado do poder uma presidenta legítima (Dilma Rousseff)”, declarou Humberto, que denunciou a decisão de vender o patrimônio nacional como uma estratégia dos golpistas derrubaram o governo do PT.

“Tudo é resultado do golpe perpetrado contra a presidenta Dilma, quando eles mentiam que era para equilibrar as contas do Brasil e acabar com a corrupção. Na verdade, era para tirar direitos dos trabalhadoras, desmontar as políticas sociais. E para fazer essa privatização selvagem, especialmente nesse setor tão estratégico como a da energia”, disse o senador petista em discurso para uma plateia atenta, às margens do Velho Chico, em Juazeiro.

Para o líder oposicionista, está claro para a população que haverá consequências muito duras com uma possível venda do setor elétrico. A primeira delas será o aumento da conta da energia, coisa que já é admitida, inclusive, pelos próprios governistas.  “Primeiro que não vai ter nada de bom com essa privatização. Eles mesmos reconhecem que vai haver aumento da conta de luz, o que significa um peso muito maior para as famílias”, acrescentou.

Humberto Costa reservou grande parte das críticas ao ministro das Minas e Energia, o petrolinense Fernando Bezerra Coelho Filho, segundo ele o “cabeça da venda da Chesf e da Eletrobrás”. Lembrou o senador que a venda da Chesf e da Eletrobrás não irá arrecadar nem de longe o que hoje vale o setor elétrico brasileiro, que é superavitário e desperta a cobiça do capital estrangeiro. Humberto chegou a demonstrar “vergonha” pela atuação do ministro. “Eu quero até pedir desculpas a vocês (o discurso foi em solo da Bahia), pois, infelizmente, o ministro que está tocando esse projeto absurdo é pernambucano. Mas é uma vergonha pra todos nós ter um ministro que vai ficar na História fazendo uma coisa dessa”, salientou.

O senador participou de toda a programação que incluiu concentração e protesto em frente à Igreja da Matriz, em Petrolina, uma grande caminhada até a margem do São Francisco, da qual participaram, além de políticos e sindicalistas, bandas e fanfarras de escolas locais. De lá, a comitiva seguiu numa travessia do Velho Chico, através de balsa, até Juazeiro, onde ocorreu apresentação de artistas da terra e pronunciamentos de lideranças políticas.

Humberto segue para Petrolina para ato em defesa da Chesf

Humberto: Esse é um grande ato pluripartidário que está reunindo parlamentares, inclusive da base do governo, que sabem da irresponsabilidade que é a privatização de órgãos como a Eletrobrás e a Chesf.

Humberto: Esse é um grande ato pluripartidário que está reunindo parlamentares, inclusive da base do governo, que sabem da irresponsabilidade que é a privatização de órgãos como a Eletrobrás e a Chesf.

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), segue nesta sexta-feira (06) para a cidade de Petrolina, no sertão pernambucano, para participar de um grande ato cultural em defesa da Chesf e do rio São Francisco. O evento, intitulado #TodospeloVelhoChico, quer chamar a atenção da sociedade e dos dirigentes públicos para a necessidade da preservação do rio São Francisco e reunirá artistas, organizações não governamentais, movimentos sociais e políticos dos Estados que são banhados pelo rio.

“Não podemos deixar que esse governo ilegítimo privatize a Eletrobrás e a Chesf. A consequência disso será a privatização também do rio São Francisco, que é um patrimônio do Nordeste. Isso sem falar de muitos outros prejuízos sociais e econômicos, como o aumento da energia elétrica. É mais um retrocesso sem tamanho que Temer quer impor no Brasil”, alertou o senador Humberto.

O ato começa na cidade de Petrolina, às 15h, com uma saudação da Frente Parlamentar em Defesa da Chesf e do Rio São Francisco na Concha Acústica, ao lado da Catedral. Depois, todos seguem em romaria para o município de Juazeiro, na Bahia, onde acontecerão diversas atividades culturais e políticas.

“Esse é um grande ato pluripartidário que está reunindo parlamentares, inclusive da base do governo, que sabem da irresponsabilidade que é a privatização de órgãos como a Eletrobrás e a Chesf. Não deixaremos que isso aconteça de forma alguma e lutaremos com todas as armas que temos para que a Chesf e o rio São Francisco continuem sendo um patrimônio do povo nordestino”, afirmou o senador, que é vice-presidente da Frente Parlamentar.

Temer faz povo de palhaço ao entregar Eletrobras e Chesf a preço de banana, diz Humberto

Para Humberto, o envio da MP ao Congresso Nacional foi mais uma ação desavergonhada desse "desgoverno antiético que afronta a inteligência dos brasileiros". Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, o envio da MP ao Congresso Nacional foi mais uma ação desavergonhada desse “desgoverno antiético que afronta a inteligência dos brasileiros”. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Rejeitado por quase 100% dos brasileiros e completamente desconectado dos interesses do povo, o governo Temer (PMDB) segue, de acordo com o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), cometendo um crime contra o país ao dar sequência com o seu plano de vender as maiores empresas de setores estratégicos do Brasil à iniciativa privada, inclusive à do exterior.

Esta semana, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PSB), afirmou que a Petrobras também está nos planos de privatização. Para Humberto, esse governo “da vergonha nacional, golpista e entreguista, está vilipendiando o patrimônio público e fazendo negociatas em benefício de grupos políticos e do capital internacional”.

Na próxima sexta, o senador estará em Petrolina, no Sertão do São Francisco, para um grande ato com parlamentares e governadores do Nordeste em defesa da Chesf, companhia que também está na mira da privatização de Temer.

“O governo está dando as joias da coroa do setor elétrico brasileiro, como a Eletrobras, estatal em que já se investiu mais de R$ 400 bilhões, mas deve ser alienada por apenas R$ 20 bilhões. Eles dão a isso o pomposo nome de descotização, tentando tomar por palhaço o povo brasileiro”, afirmou.

Para Humberto, Temer faz uma gatunagem de proporções absurdas, que tem a proeza de ser mais inconsequente do que todas as estripulias praticadas nos governos do PSDB. “Naquela época, nosso patrimônio foi vendido a preço de banana para investidores que o compraram com dinheiro público, emprestado a juros módicos. O mesmo está ocorrendo agora”, declarou.

Ministro do PSB entreguista
Humberto ressaltou que a Chesf, que conta com 20 mil quilômetros de linha de transmissão e que, somente no primeiro semestre deste ano, gerou mais de R$ 370 milhões de lucro, está no foco do ministro Fernando Filho, que é de Petrolina e conhecedor da importância da companhia para a região.

Ele lamentou que a privatização da empresa esteja sendo conduzida logo por alguém de dentro do PSB, o ministro Fernando Coelho Filho, “um partido que teve Miguel Arraes como seu presidente, um homem de visão nacional sem paralelo”. “O ministro entreguista está fazendo o serviço das multinacionais do petróleo. Felizmente, não é todo o PSB que está nessa canoa furada”, disse ele, ressaltando que esteve ao lado do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, também do PSB, na última segunda-feira (2), no Palácio do Campo das Princesas, para participar de um ato contra a venda da companhia. Juntamente com o deputado federal do PSB Danilo Cabral, Humberto integra a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Chesf.

Para o líder da Oposição, a companhia é um patrimônio inestimável e fundamental ao Nordeste e, principalmente, a Pernambuco. Ele registrou que milhares de brasileiros que vivem na região do Velho Chico são beneficiários de projetos sociais que a Chesf desenvolve ao longo de décadas, como incentivo à pesca, à fruticultura e recuperação do rio e de matas ciliares.

“Enfim, são programas que geram, também, centenas de empregos. Como, então, esse governo quer vender uma empresa que tem não só uma imensa dimensão econômica, mas principalmente humana?”, questionou.

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