Datafolha

Humberto comemora pesquisa e diz que disputa sem Lula agravará o cenário de instabilidade política no País

Humberto: Lula segue sendo o nome preferido dos brasileiros para a disputa eleitoral deste ano.

Humberto: Lula segue sendo o nome preferido dos brasileiros para a disputa eleitoral deste ano.

 

 

O resultado da pesquisa Datafolha, divulgada nesta quarta-feira, animou o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT). De acordo com o levantamento, mesmo depois da condenação do ex-presidente Lula pelo TRF-4, o capital político do petista segue o mesmo. Lula aparece na frente com ampla vantagem no primeiro turno (de 34% e 37% em todos os cenários) e ganha de todos os adversários, por ampla margem, no segundo turno.

“Essa pesquisa é extremamente importante porque mostra que, para desespero da direita e de setores políticos e econômicos, Lula segue sendo o nome preferido dos brasileiros para a disputa eleitoral deste ano. Ele aparece, em todos os cenários, disparado na frente e com chances de ganhar já no primeiro turno. A verdade é que, quanto mais perseguem Lula, mais forte ele fica e isso nos anima muito para seguir lutando”, afirmou o senador.

Humberto também destacou o potencial de Lula para a transferência de votos na próxima eleição. Segundo a pesquisa, 27% dos eleitores afirmam que o apoio de Lula “com certeza” influenciaria na sua escolha, outros 17% admitem que “talvez” votassem no nome indicado por ele. “É impressionante a influencia de Lula no cenário eleitoral deste ano, mesmo depois de toda essa campanha massiva e perversa feita contra ele”, salientou.

Para o senador, um eventual cenário de disputa sem o presidente geraria uma instabilidade política ainda maior. “Temos hoje um presidente sem nenhuma credibilidade que assumiu o poder por meio de acordos escusos e de um golpe contra uma presidente legitimamente eleita. Uma eleição sem o maior político e cabo eleitoral desse país, colocará o Brasil num cenário político de maior insegurança ainda, à mercê de oportunistas. É impossível pensar uma disputa em que o ex-presidente não seja protagonista. Eleição sem Lula é fraude”, concluiu Humberto.

População é contra o modelo econômico de Temer, destaca Humberto

Humberto: mais do que nunca, o povo se identifica com pautas que são historicamente ligadas ao PT, sempre defendidas e realizadas pelo ex-presidente Lula e pela ex-presidenta Dilma”, afirmou o senador. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: mais do que nunca, o povo se identifica com pautas que são historicamente ligadas ao PT, sempre defendidas e realizadas pelo ex-presidente Lula e pela ex-presidenta Dilma”, afirmou o senador. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Uma nova pesquisa realizada pelo Datafolha, a pedido da ONG Oxfam Brasil, revela que o brasileiro é favorável a uma participação decisiva do Estado na construção de um país mais justo e é simpático às pautas defendidas por partidos que se identificam como de esquerda. Para 79% da população, o Estado tem o dever de agir para reduzir as desigualdades entre ricos e pobres. No que se refere à luta contra as desigualdades regionais, o índice é ainda maior: para 82% dos entrevistados, a União tem que diminuir as discrepâncias entre as regiões brasileiras. O mesmo percentual de pessoas defende a transferência de recursos aos estados para melhorar os serviços públicos.

Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), os números mostram a afinidade da população com as pautas defendidas pelo PT e a discrepância com o que tem sido feito, em escala nacional, pelo governo de Michel Temer. “A população está sentindo na pele os efeitos desse modelo nefasto que congela investimentos na ciência e na educação, por exemplo, e que está aniquilando com programas sociais importantíssimos como é o das cisternas, que levam água para regiões do Semiárido nordestino. Por isso, mais do que nunca, o povo se identifica com pautas que são historicamente ligadas ao PT, sempre defendidas e realizadas pelo ex-presidente Lula e pela ex-presidenta Dilma”, afirmou o senador.

A pesquisa também mostra que, embora a maioria rejeite a elevação de tributos para a população em geral, 71% dos entrevistados se declaram favoráveis a aumentar a carga para os “muitos ricos” com o objetivo de viabilizar o financiamento público em áreas como educação, saúde e moradia. Na pesquisa, são tidos como “muito ricos” aqueles que têm ganhos a partir de 80 salários mínimos. “Isso mostra que a população vai cobrar a conta daqueles que hoje estão do lado do governo Temer e que defendem essa agenda conservadora e de retirada de direitos que estamos vendo no Congresso Nacional. Em 2018, certamente o povo saberá pesar essas questões na hora de votar”, previu Humberto.

A pesquisa consultou 2.025 brasileiros de 129 municípios de pequeno, médio e grande portes, incluindo regiões metropolitanas e cidades do interior, durante o mês de agosto de 2017. A margem de erro dos dados apresentados é de dois pontos porcentuais.

Para Humberto, condenar Lula é ato político para impedir sua candidatura

Humberto assumiu defesa política do ex-presidente no plenário do Senado. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto assumiu defesa política do ex-presidente no plenário do Senado. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

Na reta final do julgamento do processo sobre um imóvel tríplex no Guarujá atribuído ao ex-presidente Lula, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), assumiu a linha de frente do maior líder político do país no plenário do Senado. Para o parlamentar, há uma tentativa clara de excluir o ex-presidente e o PT do processo eleitoral. Segundo pesquisa Datafolha, divulgada esta semana, o ex-presidente aparece isolado liderando a disputa para a Presidência da República e vence em todos os cenários.

“Nada parece satisfazer a sanha desmedida das figuras messiânicas de Curitiba em culpar Lula. Uma ação cuidadosamente orquestrada nos mesmos moldes do que eles vêm fazendo em outros processos, nos quais cidadãos têm sido sentenciados com base exclusivamente em delações premiadas, algumas delas manifestamente ilegais, sem quaisquer provas, com respaldo tão-somente nas palavras de réus. Talvez por isso, os procuradores de Curitiba tenham citado, nas suas alegações finais contra Lula, por mais de 60 vezes o depoimento do senhor Leo Pinheiro, empreiteiro da OAS, na tentativa de encobrir a total falta de provas dessa ação penal contra o ex-presidente”, ironizou o senador com base nas alegações finais do Ministério Público no Paraná.

Humberto também lembrou que os sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula, de seus familiares e colaboradores foram quebrados, mas “não encontraram um centavo sequer recebido ilegalmente pelo ex-presidente, nem da OAS nem de qualquer outra empresa ou pessoa no Brasil ou no exterior”. “A defesa do ex-presidente já provou que Lula não é e nunca foi dono desse imóvel, registrado em nome da OAS e com direitos econômicos alienados a um fundo gerido pela Caixa Econômica. Lula nunca teve a posse do imóvel, nunca recebeu as suas chaves. Nem ele nem sua família passaram sequer um dia ou uma noite nesse tríplex”, afirmou.

O senador também destacou a deliberação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que determinou a absolvição do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Para os desembargadores, a decisão da primeira instância, proferida pelo juiz Sérgio Moro, não respeitou os ditames legais. O TRF constatou que não há provas que corroborassem as falas desses delatores contra o ex-tesoureiro do PT. Segundo Humberto, a decisão dos desembargadores pode servir de exemplo para o processo contra Lula.

“Espero que a associação de inquisidores de Curitiba – muito presente em palestras até de cirurgias plásticas e em confraternizações onde a direita fascista e a grande mídia andam com desenvoltura – passe a rezar mais pela bíblia do bom direito e menos pela das convicções políticas. Se assim procederem, não precisarão ver suas decisões reformadas por instâncias superiores, que enxergam, à luz da legislação vigente, as aberrações, exageros e absurdos cometidos por aqueles que se acham senhores da verdade e donos das certezas”, afirmou.

Liderança isolada de Lula mostra força política do ex-presidente, diz Humberto

Humberto: Nunca existiu um ditado mais certeiro para um político que aquele que diz: Lula é como massa de bolo, quanto mais batem, mais ele cresce. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Nunca existiu um ditado mais certeiro para um político que aquele que diz: Lula é como massa de bolo, quanto mais batem, mais ele cresce. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Apesar da campanha difamatória que vem sofrendo, o ex-presidente Lula segue despontando nas pesquisas de opinião. Nesta segunda-feira (26), foi a vez do Datafolha divulgar os números do seu levantamento em que Lula aparece isolado em primeiro lugar, com 29% a 30% das intenções de voto, em todos os cenários. Em segundo lugar, tecnicamente empatados aparecem Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva (Rede), com algo em torno de 13% a 15%. O candidato do PSDB mais bem posicionado na pesquisa é o prefeito de São Paulo, João Dória, com 10%.

Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), os números revelam a força política do ex-presidente. “Lula é um fenômeno, o melhor presidente que o Brasil já teve. E o povo sabe reconhecer isso. Mesmo com todos os ataques que vem sofrendo, ele segue disparado na frente. Nunca existiu um ditado mais certeiro para um político que aquele que diz: Lula é como massa de bolo, quanto mais batem, mais ele cresce”, enalteceu o senador.

Humberto também comemorou os dados do instituto que apontam o crescimento da popularidade do PT. De acordo com o levantamento, o partido alcançou a sua maior empatia popular desde a segunda posse da ex-presidente Dilma Rousseff. Para o Datafolha, é o partido favorito de 18% da população.

Para Humberto, o crescimento da avaliação positiva da legenda em um cenário tão adverso como o atual, com o País passando por uma grande crise política e econômica, mostra que as pessoas têm tomado consciência de que o PT é a melhor alternativa para o País sair da crise. “Com o golpe contra Dilma e a ascensão da direita no Brasil, a população começou a sentir os efeitos desse tipo de governo, que oprime os trabalhadores, mas mantém os privilégios do mais ricos. Vem crescendo um sentimento nas pessoas de que só um partido como o PT tem a legitimidade e a força para tirar o país da crise”, afirmou.

Temer cria balcão de negócios no Congresso para tentar aprovar a Reforma da Previdência, denuncia Humberto

Humberto: O governo Temer já não esconde de ninguém a negociata da qual sobrevive o seu governo. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O governo Temer já não esconde de ninguém a negociata da qual sobrevive o seu governo. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

A decisão do presidente Michel Temer (PMDB) de acelerar a liberação de emendas para parlamentares que se comprometeram a votar a favor da Reforma da Previdência gerou críticas do líder da Oposição, Humberto Costa. Segundo o senador, Temer está oficializando o balcão de negócios, em Brasília. Ao todo, cerca de 330 parlamentares podem ser beneficiados na distribuição dos recursos pela gestão peemedebista. O valor pode chegar a R$ 1,9 bilhão em emendas deste ano, parte do valor deve ser distribuído nas próximas três semanas.

“O governo Temer já não esconde de ninguém a negociata da qual sobrevive o seu governo. Anunciou em alto e bom som que está trocando apoio por voto. Mas vejam que ironia: dizem que não tem dinheiro para pagar a aposentadoria, mas quanto custa para um desses parlamentares votar contra o povo?”, questionou o senador, que ainda lembrou que o projeto da Reforma da Previdência é reprovado por mais de 70% da população, segundo o Datafolha.

Segundo Humberto, o governo Temer sabe que ainda não tem os votos necessários no plenário da Câmara Federal para aprovar a reforma. O peemedebista precisa do apoio de 60% dos deputados para conseguir fazer passar a proposta. Antes de anunciar a liberação das emendas, a gestão peemedebista também demitiu indicados de parlamentares que se colocaram contra o projeto e distribuiu cargos a aliados. Semelhante ao que ocorreu na Reforma Trabalhista, Temer ainda planeja exonerar ministros para votar a favor da reforma, cinco deles pernambucanos: Mendonça Filho (DEM), Bruno Araújo (PSDB), Raul Jungmann (PPS), Roberto Freire (PPS) e Fernando Bezerra Filho (PSB).

Para Humberto, a nova ação mostra o desespero do governo Temer para conseguir aprovar o texto e confirma que as mobilizações contra o projeto tem dado certo. “Essa nova ação mostra que a mobilização contra a Reforma da Previdência tem funcionado. Os parlamentares têm sentido o peso da pressão de estar do lado desse governo temerário. Por isso, a ordem é intensificar ainda mais as ações, cobrar pessoalmente os deputados para, de uma vez por todas, afastar o risco que representa este projeto que, na prática, decreta o fim da aposentadoria”, afirmou.

Senado aprova PEC da Maldade e rejeita propostas de Humberto de preservar área social e salário mínimo

Humberto: “Infelizmente, estamos condenando o Brasil a um retrocesso social sem precedentes no planeta. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: “Infelizmente, estamos condenando o Brasil a um retrocesso social sem precedentes no planeta. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

Contrariando a opinião da maioria da população brasileira e de especialistas em políticas públicas sociais do Brasil e do mundo, a base parlamentar do governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) no Senado conseguiu aprovar, na tarde desta terça-feira (13), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que congela os gastos do Estado pelos próximos 20 anos – sem as alterações sugeridas pelo líder do PT na Casa, Humberto Costa (PE), cujo objetivo era preservar educação, saúde e o salário mínimo.

“Infelizmente, estamos condenando o Brasil a um retrocesso social sem precedentes no planeta. É uma medida perversa e muito maldosa desse governo ilegítimo, enrolado até os fios do cabelo com denúncias graves de corrupção, que se lixa para os mais pobres”, afirmou Humberto.

Por 53 votos a 16, os parlamentares aprovaram o texto principal da proposição em segundo turno e, mais uma vez, rejeitaram os destaques apresentados pelo líder do PT que visavam excluir do congelamento estipulado na proposta os investimentos públicos em saúde, educação e infraestrutura e também o salário mínimo do trabalhador brasileiro.

Preocupado com o congelamento das remunerações da população menos favorecida economicamente, o parlamentar fez um destaque ao texto principal da matéria cujo objetivo era manter a política de ganho real do salário mínimo, implementada pelo presidente Lula e mantida pela presidenta Dilma.

A cada ano, graças a essa medida, o reajuste aos milhões de brasileiros que ganham o piso salarial é concedido com base na variação do PIB do ano retrasado, somada à inflação acumulada do ano anterior. A PEC estabelece que, a partir de 2018 e pelos próximos 20 anos, os gastos federais só poderão aumentar de acordo com a inflação.

“Estamos defendendo o que prega a nossa Constituição Federal, que é a universalização das políticas sociais e um salário mínimo decente que dê condições mínimas de sobrevivência à população”, avalia Humberto.

Reforçando o discurso do senador contra a proposta, o Datafolha divulgou hoje pesquisa que revela que a maior parte da população brasileira rejeita a PEC nº 55. Segundo o instituto, 60% dos brasileiros são contra a aprovação da emenda, 24% apoiam a medida, 4% disseram que eram indiferentes e os outros 19% afirmaram não saber como responder. A entidade entrevistou 2.828 pessoas em 7 e 8 de dezembro.

“Essa PEC 55 é quase que uma sentença de morte para o futuro do Brasil porque o governo não vai poder garantir novas vagas para estudantes, já que os recursos estão congelados. Não vai poder fazer grandes obras de infraestrutura porque os recursos estarão congelados. Não vai sequer comprar novos e mais modernos equipamentos para a saúde. Estamos falando de milhões de vidas ameaçadas, de pessoas que não terão acesso a uma vida digna”, concluiu o parlamentar.

Com a aprovação da proposta, o texto será promulgado nesta quarta-feira pelo Senado, em sessão solene.

Humberto pede debate elevado e critica discurso golpista da oposição

Foto: Alessandro Dantas/ PT no Senado

Foto: Alessandro Dantas/ PT no Senado

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou nesta terça-feira (10), em seu primeiro discurso do ano no plenário da Casa, que a oposição ainda esperneia por conta do resultado das urnas do ano passado e segue disseminando o discurso “golpista raso e com argumentos frouxos” de impeachment contra a presidenta democraticamente eleita Dilma Rousseff.

Segundo o parlamentar, o discurso dos opositores agora é baseado em análises dos “cíclicos índices de aprovação e popularidade de governos”. “O debate é raso porque é respaldado em argumentos frouxos – alguns até encomendados e pagos a peso de ouro – feitos sob medida para prejudicar um governo legitimamente eleito, que acaba de começar”, declarou.

O senador acusou os partidos de oposição de usarem de maneira irresponsável um escândalo de corrupção e uma pesquisa de opinião pública negativa para querer fomentar o “fora, Dilma”. “Se forem nessa linha, peço que não esqueçam, também, de pegar o caso do trensalão tucano e a última Datafolha para usar contra o recém-empossado governador de São Paulo. Garanto que ele cai no mesmo dia”, ressaltou.

Humberto lembrou ainda que, “mesmo com a queda nos índices de ótimo e bom após todas essas semanas de espancamento midiático”, a presidenta Dilma, neste primeiro ano de segundo mandato, ainda tem mais prestígio do que tinha Fernando Henrique Cardoso no primeiro ano do seu segundo período, em 1999.

O líder do PT conclamou os agentes políticos do país a ter responsabilidade e gosto pelo trabalho em que foram investidos pelos eleitores para tratar de temas relevantes para o cidadão, como as reformas política e tributária.
“Muitos desses agentes se dizem investidos no papel de porta-vozes da sociedade, mas não vociferam aqui nada além do que a fala histérica de seus correligionários golpistas, gente que ainda hoje chama a ditadura de revolução”, disse.

O congressista acredita que a oposição ainda esperneia muito porque o projeto do PT, que tirou mais de 50 milhões de brasileiros da pobreza, saiu mais uma vez vitorioso das urnas. “O remédio amargo que eles sempre impuseram aos brasileiros não gerou outra coisa senão mais doença à população: mais pobreza, mais miséria, mais fome, mais FMI, mais desemprego, mais arrocho salarial”, enumerou.

Medidas econômicas
Ainda no discurso, o senador defendeu as medidas econômicas adotadas pela presidenta Dilma. Ele afirmou que, se por um lado os juros sobem atualmente, por outro o país mantém o controle sobre a inflação. O mesmo ocorre com a gasolina e o álcool. Se por um lado há reajuste no preço do combustível, por outro o Brasil teve um crescimento nominal de 95% nos seus investimentos em educação. “Se por um lado há adequação de tributos a novos patamares, por outro chegamos ao menor índice de desemprego da nossa história”, disse.

Sobre a relação do Executivo com o Legislativo, o senador declarou que não vê um cabo de guerra entre os dois poderes, como muitos querem fazer parecer. Para Humberto, tensões são naturais num sistema democrático, provocadas, muitas vezes, por diferença de visão política sobre determinados temas. “Mas isso não significa, mesmo porque atenta contra os princípios constitucionais, uma desarmonia que prejudique o funcionamento democrático”, analisa.

 

Disputa política não pode chegar ao Judiciário, alerta Humberto

Foto: Alessandro Dantas/ PT no Senado

Foto: Alessandro Dantas/ PT no Senado

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), declarou nesta terça-feira (9) que a disputa política não pode chegar ao Poder Judiciário. Em discurso na tribuna do Senado, o parlamentar afirmou que estranha imensamente a “recomendação técnica” supostamente feita por servidores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que as contas de campanha da presidenta Dilma Rousseff sejam reprovadas pela Corte. A reprovação pode causar, em última instância, o impedimento da sua diplomação para o cargo.

Segundo Humberto, essa nova suspeição levantada contra a reeleição de Dilma vem travestida sob a amorfa e anônima classificação de “recomendação técnica”. Ele tem convicção, porém, de que as contas da campanha do PT serão aprovadas pela Justiça.

“Fato inusitado na história deste país e da sua Justiça Eleitoral, pretensas imprecisões em despesas e receitas de campanha são apresentadas hoje como mais um artifício de intimidação a uma presidenta legitimamente eleita. Fico me perguntando quando esse tipo de acossamento terá fim”, afirmou.

O senador ressaltou outras iniciativas que atentam contra o resultado democrático alcançado nas urnas em novembro, como o pedido feito pelo PSDB junto ao TSE para auditar urnas eletrônicas e o apoio de parte da oposição às manifestações de rua que desejam o impeachment da presidenta.  “Se isso fosse apenas parte do despautério dessa meia dúzia de hidrófobos que anda espumando raiva em balneários ou em passeatas fracassadas, até se entenderia. Mas preocupa o fato de ver que alguns magistrados – cuja função é regida, entre outros princípios sagrados à Justiça, pela sobriedade e pela imparcialidade – estejam escondendo uma verdadeira comichão política sob a toga”, observou.

Humberto disse que se preocupa com o julgamento que será feito sobre as contas de campanha do PT. Para ele, não pode haver qualquer diferença de tratamento na análise das contas de todos os candidatos que disputaram a eleição, e o rigor deve ser o mesmo em todos os casos.
“Nós sabemos, por exemplo, que o candidato do PSDB contratou dois juízes famosos, ex-ministros do Supremo Tribunal Federal, para defendê-lo em um processo que se refere ao período em que era governador de Minas Gerais. Ora, essa despesa não deveria ter sido paga pela pessoa física de Aécio? Por que isso não é divulgado pela mídia?”, questionou.

O parlamentar se referiu à obra no aeroporto de Cláudio (MG), no valor de R$ 14 milhões, construída com recursos do governo mineiro em um terreno que pertencia a um parente do senador Aécio Neves.  Humberto lembrou ainda que a candidata Marina Silva não informou, na sua prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral, a origem e a propriedade do avião utilizado durante parte da sua campanha.

O líder do PT destacou que, mesmo em meio a tantos ataques à presidenta, 75% da população, segundo pesquisa Datafolha, avaliam positivamente o Governo Federal. Desse total, a maior parcela, 42%, considera o governo da presidenta ótimo ou bom. Além disso, 68% dos brasileiros atribuem à figura de Dilma a responsabilidade pela cruzada contra a corrupção.

“Fica comprovado, então, o que já tive oportunidade de chamar a atenção aqui desta tribuna: que os derrotados nas urnas continuam sendo derrotados pelos brasileiros; que as suas atitudes não encontram eco no país; que os brasileiros querem trabalhar, estão interessados em ver o país crescer, progredir e já não suportam mais esse lenga-lenga prolongado de eleição em que se meteram algumas carpideiras”, disse. “Arrumem com o que se o ocupar e deixem a presidenta trabalhar.”