Dilma

Desemprego vai crescer ainda mais no Brasil em 2017, lamenta Humberto

Humberto: “Não se pode achar que a economia vai melhorar e novos empregos surgirão com o tipo de gestão que a equipe do golpista Temer está realizando no País. Foto: Alessandro Dantas/Liderança do PT

Humberto: “Não se pode achar que a economia vai melhorar e novos empregos surgirão com esse  tipo de gestão. Foto: Alessandro Dantas/Liderança do PT

 

Em uma curva que só faz cair, a economia brasileira continua sofrendo com as medidas do governo Temer. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o desemprego vai crescer ainda mais em 2017, ultrapassando a casa do 13 milhões de pessoas que estarão à procura de um trabalho este ano.

Para o líder do PT no Senado, Humberto Costa, esse número é resultado de uma política econômica que arrocha o trabalhador. “Não se pode achar que a economia vai melhorar e novos empregos surgirão com o tipo de gestão que a equipe do golpista Temer está realizando no País. Sem dinheiro, o povo não consome, e sem o consumo não existe uma demanda que gere novos empregos. É realmente uma política que vai acabar com a nossa economia”, lamentou Humberto.

O próprio ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já admitiu que o desemprego vai crescer ainda mais no ano de 2017. O governo Temer ainda tenta “maquiar” os dados afirmando que a economia já estava em queda e que o número de empregos vai aumentar, mas defasadamente em relação ao crescimento econômico.

“É uma piada eles afirmarem que a economia está crescendo. É uma matemática simples: se a economia está em baixa, os empregos desaparecem e o número de desempregados aumenta. Não precisa ser um grande economista para saber disso”, afirmou o líder petista.

Um número que também assusta, divulgado no relatório da OIT na semana passada, aponta que, em 2017, a cada três desempregados no mundo, um será brasileiro. Esse é um registro dramático e desolador para a economia do Brasil que, no governo Temer, está em seu pior momento de crise financeira.

“Sempre afirmamos que 2016 seria um ano difícil, mas que em 2017 a economia iria melhorar. Só que o impeachment da presidenta Dilma e as medidas de arrocho do novo presidente golpista mudaram completamente o futuro do Brasil. Então, não tem milagre. Infelizmente, 2017 tende a piorar após as medidas anunciadas por esse governo que aí está”, analisou Humberto Costa.

“É uma piada pronta”, diz Humberto sobre Temer

Humberto: o que temos visto é a redução de recursos para o Nordeste. Foto: Asscom HC

Humberto: o que temos visto é a redução de recursos para o Nordeste. Foto: Asscom HC

O líder do PT no senado, Humberto Costa, criticou a fala do presidente Michel Temer, que afirmou, na última terça-feira (27), durante visita a Alagoas, que pretende ser “o maior presidente que o Nordeste já teve”. “É uma piada pronta, pois ao contrário do que o golpista diz, o que temos visto é a redução de recursos para o Nordeste”, disse o senador.

Humberto lembrou o tema da negociação do Governo Federal com a dívida dos estados brasileiros como o exemplo do tratamento dado por Temer à região. “Os estados nordestinos, que sempre cumpriram religiosamente a lei de Responsabilidade Fiscal, não tiveram qualquer tratamento especial por parte do governo. Como é que ele tem a coragem de vir à região e falar uma barbaridade dessas? É pra rir mesmo”, ironizou.

Para o senador petista, nem agora nem nunca o “governo não eleito de Michel Temer” poderá ser comparado às ações prioritárias das gestões de Lula e Dilma. “O Brasil e, em especial, o Nordeste cresceram durante os governos do PT. Foram milhares de ações que transformaram a vida dos mais necessitados. A desigualdade social caiu vertiginosamente. Uma prova disso é cerca de 10% dos mais pobres tiveram crescimento de renda quase três vezes maior que os 10% dos mais ricos”, assinalou.

Humberto lembrou as ações voltadas para o Nordeste e Pernambuco. “O presidente Lula trouxe a Refinaria, o Estaleiro, a Hemobrás e promoveu tantas outras ações como o fortalecimento de políticas sociais a exemplo dos programas Luz para Todos, do Minha Casa Minha Vida e do próprio Bolsa-Família. Não tem como Temer se comparar”, analisou o senador.

O líder do PT também falou sobre as políticas de arrocho de Temer para os trabalhadores e as propostas de emenda que reduzem drasticamente os investimentos e que vão prejudicar todos os brasileiros. “Além de todo o processo de desmonte de políticas públicas importantes, como a política de educação, assistência social e da própria política habitacional, ainda temos a PEC 55 que congela os gastos durante 20 anos e as reformas da Previdência e Trabalhista”, criticou Humberto Costa.

Desemprego no Brasil pode ultrapassar os 13%, afirma Humberto

Senador petista não vê nenhuma melhora na economia brasileira. Foto: Asscom HC

Senador petista não vê nenhuma melhora na economia brasileira. Foto: Asscom HC

 

Continuando em uma curva descendente, a economia brasileira não deve dar sinais de recuperação. Essa é a avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa, após a previsão de alguns bancos privados em relação ao índice de desemprego, que pode ultrapassar a casa dos 13%, em 2017.

“Estamos em uma queda livre quando se fala em economia. Diversas medidas de arrocho foram tomadas por Temer e sua equipe. Nada melhorou e nem dá sinais de melhora. Infelizmente não vejo luz nenhuma no fim do túnel com esse presidente não eleito à frente da presidência da República”, afirmou Humberto.

A projeção desses bancos é de uma taxa de, pelo menos, 12,7% de desempregados no Brasil, no caso do Santander. E de 12,9% no caso do Bradesco, que subiu sua projeção após os dados da piora do PIB divulgados na última segunda-feira. Esses números podem aumentar, a depender de novas divulgações do pessimismo em relação às contas do governo.

“Sempre dissemos que 2016 seria um ano difícil, mas que em 2017 iria melhorar. Só que não contávamos com o impeachment de Dilma. O que o golpista Temer está fazendo vai na contramão das ações da presidenta. Então, não tem milagre. Infelizmente, 2017 tende a piorar após as medidas anunciadas pelo governo temerário”,disse o senador.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o Indicador Coincidente de Desemprego, que mede a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, que subiu 3,8 pontos. O pessimismo cresce naquelas famílias com renda mensal entre R$ 2.100,00 e R$ 9.600,00.

“A chamada classe média está sentindo na pele, agora, as ações nocivas e daninhas desse governo. As classes mais humildes sentirão fortemente quando a PEC 55 entrar em vigor, a partir do próximo ano. Talvez o setor que sofra mais rapidamente seja o da saúde, pois faltarão medicamentos, profissionais, leitos em hospitais e muitos outros problemas com a falta de recursos”, concluiu o líder petista.

Tags >> bancos , Dilma , FGV , Michel Temer , PEC 55 , PIB

Humberto diz que Temer discrimina o Nordeste e cobra solução para impasse sobre repatriação

Para Humberto, o pacote de Temer é injusto e nocivo para a região Nordeste. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Para Humberto, o pacote de Temer é injusto e nocivo para a região Nordeste. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, cobrou do governo de Michel Temer (PMDB), uma solução para o impasse com os governadores do Nordeste sobre a proposta de ajuste fiscal da União, que determina as condições para que estados possam acessar parte dos recursos das multas do programa de regularização de ativos não declarados à Receita, conhecido como Lei da Repatriação.

Na semana passada, governadores se reuniram e divulgaram uma carta criticando a proposta e levantando uma série de pontos que consideram fundamentais para alavancar novamente a economia da região, como a retomada da Transposição do Rio São Francisco e a liberação de empréstimos.

Segundo Humberto, o pacote de Temer é injusto e nocivo para a região. “Essa proposta trata como iguais estados desiguais. Não dá para determinar um modelo pronto de ajuste, como se todas as unidades da federação vivessem a mesma situação. E o pior: sem que houvesse um diálogo realmente efetivo com os gestores”, afirmou o senador.

Humberto disse ainda que há uma mudança de rumo e de tratamento com a chegada de Temer ao poder. “Há um total descaso do governo Temer com a nossa região. Nos governos do PT, Pernambuco e todo o Nordeste sempre foram prioridade e foi exatamente por isso que a nossa região teve um grande salto de desenvolvimento”, afirmou.

Para Humberto, é importante que haja uma mobilização de toda a região contra a medida. “Sabemos porque Temer está penalizando o Nordeste. Foi daqui que saíram parte dos votos que garantiram a vitória de Lula e a de Dilma. O que ele quer agora é trazer de volta imagem que ficou para trás, um tempo em que existam flagelados da seca, querem transformar a região em curral eleitoral. Não vamos aceitar isso”, afirmou.

No interior, Humberto participa de agenda com lideranças e movimentos sociais

Para Humberto, a ida ao interior é ainda mais importante depois da denúncia feita contra o ex-presidente Lula. Foto: Assessoria de Imprensa HC

Para Humberto, a ida ao interior é ainda mais importante depois da denúncia feita contra o ex-presidente Lula. Foto: Assessoria de Imprensa HC

 

 

Dando prosseguimento às visitas ao interior de Pernambuco, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), cumpre uma longa agenda no Sertão e na Mata Sul neste fim de semana. Nos próximos três dias, o petista visitará 11 municípios: Araripina, Trindade, Exu, Serrita, São José do Belmonte, Carnaíba, Itapetim, Tabira, Água Preta e Ribeirão.

“Estamos visitando as cidades para mostrar à população que podemos nos organizar e lutar para que o povo não perca seus direitos com esse golpe que, a cada dia, se mostra continuado. Não podemos ficar parados e assistir de camarote a esse triste momento da nossa história”, afirmou Humberto. Na agenda do senador, reuniões com lideranças locais e com movimentos sociais.

Para Humberto, a ida ao interior é ainda mais importante depois da denúncia feita contra o ex-presidente Lula. “Precisamos contar a verdade ao povo sobre esses novos acontecimentos. É um absurdo o que estão fazendo com um homem que mudou a vida do nosso país. Mas não vamos esmorecer, continuarei percorrendo o Estado para mostrar à população como o Brasil mudou e que Lula foi o melhor presidente que esse país já teve”, pontuou Humberto Costa.

Ao lado de Humberto, Lula critica pirotecnia do MPF e diz que segue de cabeça erguida

Lula: “Ninguém respeita a lei neste país como eu. Conquistei o direito de andar de cabeça erguida. Provem uma corrupção minha que irei a pé para ser preso. Foto: Ricardo Stuckert

Lula: “Ninguém respeita a lei neste país como eu. Conquistei o direito de andar de cabeça erguida. Provem uma corrupção minha que irei a pé para ser preso. Foto: Ricardo Stuckert

 

 

O ex-presidente Lula se defendeu, nesta quinta-feira (15), das acusações feitas pelo Ministério Público Federal (MPF) de que chefiou um esquema corrupto que desviava recursos da Petrobras. Ao lado do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), que considerou o discurso do ex-presidente emocionante, motivador e robusto contra a falta de apresentação de provas, Lula reiterou que não é possível acusar alguém apenas com base na convicção – conforme a própria equipe de investigação da Operação Lava Jato chegou a admitir ontem, durante entrevista coletiva.

“Fui vítima de um momento de indignação. Alugaram um espaço pago com dinheiro público em um hotel para fazer show de pirotecnia à imprensa para falar que não há provas contra mim, mas sim convicção. Inventaram coisas que eu não tenho. Inventaram, com base em convicção e não em prova, que sou o comandante maior da corrupção”, declarou Lula, ovacionado pelos presentes.

Ele afirmou ter convicção e provas de que usou instrumentos legais para mudar a realidade social do país e o colocar em outro patamar, durante a sua presidência, e que, agora, também tem convicção de que quem mentiu sobre ele está numa enrascada.

Falando diretamente a Humberto, o ex-presidente ressaltou que foi o seu governo e o de Dilma que fortaleceram as instituições em defesa do Estado democrático de Direito, com o objetivo de “tirar o tapete da sala que sempre escondeu a corrupção deste país”.

“Ninguém respeita a lei neste país como eu. Conquistei o direito de andar de cabeça erguida. Provem uma corrupção minha que irei a pé para ser preso. A custo de que promoveram aquele espetáculo ontem, com um produto que não têm como entregar? Para desgastar a minha imagem? Bobagem”, afirmou o ex-presidente.

Lula, que se emocionou principalmente quando falou da falta de respeito com que os investigadores tratam Marisa Letícia, sua esposa, disse estar completamente disposto a cooperar com a Justiça, desde que haja honestidade com ele. “Querem me investigar, me investiguem. Querem me convocar, me convoquem. Agora, eu só quero que sejam honestos comigo e respeitem a dona Marisa”, cobrou.

Pela manhã, o senador Humberto participou de reunião do Diretório Nacional do PT em São Paulo, que divulgou nota em repúdio à denúncia feita pelo MPF contra o ex-presidente Lula. O senador, que acompanhou todo o discurso de Lula, segue em São Paulo para participar de reuniões do partido.

O Bolsa-Atleta, criado por Lula, foi um marco na história dos esportes no Brasil, afirma Humberto

Humberto: Nunca se investiu tanto no esporte durante os 13 anos de gestão de Lula e Dilma. Foto: Assessoria de Imprensa

Humberto: Nunca se investiu tanto no esporte durante os 13 anos de gestão de Lula e Dilma. Foto: Assessoria de Imprensa

Ao comentar algumas performances de competidores brasileiros na Olimpíada do Rio, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), ressaltou a importância do Bolsa-Atleta para os brasileiros que sempre tiveram dificuldades de receber ajuda para seus treinamentos. “O ex-presidente Lula criou esse incentivo em 2005 e definiu um marco para o esporte brasileiro. Em apenas 10 anos, os governos Lula e Dilma já destinaram mais de R$ 600 milhões para o programa”, afirmou Humberto.

O Bolsa-Atleta é o maior programa de patrocínio individual de esportistas do mundo. O público beneficiário é composto de atletas que têm a possibilidade de alto rendimento e que obtêm bons resultados em competições nacionais e internacionais de sua modalidade. O programa garante condições mínimas para que eles se dediquem ao treinamento e competições locais, sul-americanas, pan-americanas, mundiais, olímpicas e paraolímpicas.

Atletas como a medalhista de ouro Rafaela Silva, do judô, o medalhista de prata Felipe Wu, do tiro, e a nadadora Joanna Maranhão são exemplos de esportistas que recebem o Bolsa-Atleta. Atualmente, o programa é dividido em seis categorias: Atleta de Base, Estudantil, Nacional, Internacional, Olímpico/Paralímpico e Pódio. Essa última categoria foi criada, em 2012, após o Brasil ter sido escolhido para sediar os Jogos de 2016, destinando um recurso mais significativo para os atletas com chances de ganhar medalhas olímpicas.

Em 2005, ano de sua criação, o programa começou com 975 bolsas, ampliando para 6.093 bolsas concedidas em 2015, após completar uma década. Nesse período foram concedidas 43 mil bolsas para 17 mil atletas brasileiros. “Nunca se investiu tanto no esporte durante os 13 anos de gestão de Lula e Dilma. Precisamos ficar alerta para que, com esse desmonte das políticas sociais que o interino Temer tem promovido, esse tipo de programa não seja extinto”, avaliou Humberto Costa.

O valor da bolsa concedida pelo Governo Federal começa a partir de R$ 370,00 por mês para competidores estudantis e pode chegar até R$ 15 mil para aqueles atletas que tinham condições de chegar ao pódio na Olimpíada Rio-2016. O Bolsa-Atleta é um direito dos esportistas que devem se inscrever no site do Ministério dos Esportes para se enquadrar, de acordo com critérios técnicos das competições que já participaram, e receber sua ajuda mensalmente.

Negociado com Dilma, reajuste de servidores é aprovado no Senado

Para o senador, o PT vai defender todo reajuste costurado pelo governo anterior aos servidores públicos. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Para o senador, o PT vai defender todo reajuste costurado pelo governo anterior aos servidores públicos. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

 

 

O líder do Governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que participou das negociações de reajuste salarial envolvendo o Palácio do Planalto e diversas categorias do funcionalismo público nos primeiros meses deste ano, votou a favor de oito projetos de lei recompõem as perdas salariais da remuneração das categorias. Todos seguiram, nessa terça-feira (12), para sanção presidencial.

Entre os contemplados, estão servidores do magistério federal e de outras carreiras da educação, da Câmara dos Deputados, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Advocacia-Geral da União (AGU), de agências reguladoras, da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), além de militares das Forças Armadas.

Segundo Humberto, o impacto das propostas foi calculado pela equipe econômica da presidenta Dilma e previsto no Orçamento da União. “Temos de respeitar e aprovar todos aqueles projetos frutos de acordos financeiros feitos pelo governo Dilma, com base na questão do equilíbrio fiscal”, afirmou.

Para o senador, o PT vai defender todo reajuste costurado pelo governo anterior aos servidores públicos. “Queremos deixar claro que a própria iniciativa de sentar com os servidores ocorreu na gestão passada”, ressaltou.

Humberto lembrou que Lula e Dilma sempre se preocuparam com a valorização dos servidores públicos nos últimos 13 anos, recuperando perdas salariais e ajustando carreiras e cargos.

O projeto que cria cargos no Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi o único retirado de pauta e enviado para análise da Comissão de Assuntos Econômicos. Todas as matérias estranhas ao aumento dos vencimentos existentes nos textos aprovados pelos parlamentares serão vetadas.

Humberto critica Temer por indicação de general para a FUNAI

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Para Humberto, nomeação irá comprometer todo trabalho da fundação. Foto: Valdemir Barreto Agência Senado

O presidente interino Michel Temer deve nomear nos próximos dias o General Roberto Peternelli (PSC) para o cargo de presidente da Fundação Nacional do Índio (FUNAI). O futuro gestor é indicado do líder do governo Temer na Câmara, André Moura (PSC) e também do senador Romero Jucá (PMDB), afastado em maio do Ministério do Planejamento após ter conversas suas gravadas divulgadas onde ele sugere um pacto para acabar com a operação Lava Jato.

Para o líder do governo Dilma no Senado, Humberto Costa, a nomeação de Peternelli para a FUNAI vai contra todo o trabalho desenvolvido pela fundação nos últimos anos. “Uma pessoa que vive defendendo a ditadura militar e tende a acabar com todos os direitos já garantidos pelos povos indígenas não pode assumir a presidência de um órgão tão importante”, afirmou o senador.

Na última semana os servidores da FUNAI enviaram para a imprensa uma nota de repúdio protestando contra a indicação de Peternelli para a fundação. Na nota, os servidores afirmam que o general foi indicado pela articulação de parlamentares anti-indígenas, além de ser um político que exalta publicamente a ditadura civil-militar. Durante esse período, de acordo com a Comissão Nacional da Verdade (CNV), pelo menos 8.350 índios foram mortos em decorrência da ação direta ou da omissão de agentes governamentais.

Ainda segundo a nota, foi durante a ditadura que os governos militares implementaram um projeto de desenvolvimento integracionista que não considerava o direito dos povos indígenas à manutenção de seus modos de vida e territórios tradicionais. Os servidores do órgão indigenista que ousaram resistir a esse projeto autoritário e violento e lutar pelos direitos dos povos indígenas sofreram demissões, ameaças e perseguições de variadas formas.

Os servidores também afirmaram que o general Peternelli apoia a PEC 251, proposta que transfere do Executivo para o Legislativo a decisão final sobre a demarcação de terras indígenas e que está tramitando no Congresso Nacional. Essa PEC é vista como uma grande ameaça aos direitos indígenas. “A cada dia que passa comprovamos que esse presidente interino quer mudar radicalmente, para pior, nosso país. É nomeando pessoas com esse perfil para cargos estratégicos que ele vai destruindo tudo de positivo que já implantamos nas áreas sociais”, desabafou o senador Humberto Costa.

“Governo Temer confunde o que é público e privado”, diz Humberto sobre o Conselho Nacional da Educação

Humberto: Já sabemos que o presidente golpista Michel Temer não é mesmo afeito a regras. Pulou a catraca da Constituição para afastar uma presidente legitimamente eleita.  Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Humberto: Já sabemos que o presidente golpista Michel Temer não é mesmo afeito a regras. Pulou a catraca da Constituição para afastar uma presidente legitimamente eleita. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

 

 

Após ter revogado a indicação de nomes para o Conselho Nacional de Educação (CNE), o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM) resolveu escolher para o CNE Antônio Carbonari Netto, nome do setor privado de ensino e fundador da Faculdade Anhanguera. Segundo o senador Humberto Costa (PT), a indicação mostra, mais uma vez, uma clara confusão do governo Temer entre o que é público e privado.

“Já sabemos que o presidente golpista Michel Temer não é mesmo afeito a regras. Pulou a catraca da Constituição para afastar uma presidente legitimamente eleita. Agora e sua equipe tem demonstrado também nenhum a pego as instituições públicas. Tanto que o ministro da Educação vem minando aos poucos programas importantíssimos como o Ciência Sem Fronteiras e já fala em privatização de cursos em universidades públicas”, criticou Humberto.

Esta é a segunda indicação de nomes de entidades particulares de ensino para postos importantes no Ministério da Educação. O primeiro foi o do economista Maurício Romão, ligado ao Grupo Ser Educacional, que ocupa desde maio a Secretaria de Regulação e Supervisão da pasta.

Para Humberto, a indicação do fundador da Faculdade Anhanguera para o Conselho prejudica a autonomia e o fortalecimento do órgão. “Ao destituir 12 nomes indicados e aprovados por entidades independentes, o governo golpista e provisório retira a independência a do CNE e mais uma vez mostra que não gosta mesmo de democracia. A indicação de um nome do setor privado para o Conselho traz à luz ao tipo de interesse que o governo Temer quer servir”, resume o senador.

O CNE foi criado em 1995 como objetivo de debater de forma independente a implantação de políticas educacionais. De acordo com a legislação, pelo menos metade dos membros da câmara deve ser indicada a partir de consultas feitas a entidades da sociedade civil da área de educação. Durante os governos do ex-presidente Lula (PT) e da presidenta afastada Dilma Rousseff (PT), os membros nomeados pela Presidência de República eram sido escolhidos a partir das listas tríplices formulados pelas entidades do setor.

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