Eduardo Campos

Agenda neoliberal de Temer gera desemprego a Pernambuco, diz Humberto

 

 

 Segundo Humberto, o desmantelamento da indústria naval e o sucateamento da Petrobras promovidos pelo governo federal estão atingindo em cheio uma verdadeira locomotiva da economia pernambucana e do país. Foto: Roberto Stuckert Filho


Segundo Humberto, o desmantelamento da indústria naval e o sucateamento da Petrobras promovidos pelo governo federal estão atingindo em cheio uma verdadeira locomotiva da economia pernambucana e do país. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O líder da Oposição ao governo Michel Temer (MDB) no Senado, Humberto Costa (PT-PE), denunciou, nesta terça-feira (18), as demissões em massa registradas no Complexo Portuário e Industrial de Suape provocadas pela agenda neoliberal do atual presidente. Apenas este mês, o complexo, que abriga cerca de 20 mil trabalhadores, vai mandar 800 para a rua. A refinaria Abreu e Lima desligou mais de 1 mil empregados este ano.

Segundo Humberto, o desmantelamento da indústria naval e o sucateamento da Petrobras promovidos pelo governo federal estão atingindo em cheio uma verdadeira locomotiva da economia pernambucana e do país. E ele não tem esperança que o quadro mude com a chegada de Jair Bolsonaro (PSL) ao Palácio do Planalto, que pretende aprofundar a agenda neoliberal de Temer.

De acordo com o parlamentar, os dois empreendimentos em Pernambuco foram resultado de anos de investimentos feitos pelos governos Lula e Dilma, em parceria com os governadores Eduardo Campos (PSB) e Paulo Câmara (PSB). Um estaleiro como o Atlântico Sul, que manteve 11 mil trabalhadores, hoje não tem mais que 2 mil, com meta de redução para 1,3 mil no ano que vem.

“Era evidente que a agenda neoliberal proposta por Temer, consubstanciada nos termos do documento chamado Ponte para o Futuro, levaria a um largo desmonte de programas sociais, ao aumento da pobreza, à perda de direitos e à venda acelerada do patrimônio nacional”, resumiu.

O líder da Oposição lembrou que o governo chegou a ter cinco ministros pernambucanos na atual gestão, mas que nenhum deles foi capaz de mover um dedo sequer para evitar essa destruição em larga escala pela qual tem passado o Complexo Portuário e Industrial de Suape.

“Temos, hoje, mais de 703 mil desocupados em Pernambuco e sabemos que esse quadro é muito pior se contarmos o número daqueles que estão em subocupações”, lamentou.
Para o senador, Pernambuco sofreu nos últimos dois anos por ter sido retaliado por Temer e também com a intensa crise gerada pelos cortes de direitos da população e das políticas públicas sociais. Mas ele acredita que a situação poderia ser ainda pior.

“Felizmente, o governador Paulo Câmara tem feito um trabalho de muita competência para vencer esse cenário não só de crise, como também de retaliação pelo qual passamos com Temer. Nossa economia, que chegou a crescer mais do que a do próprio Brasil, não pode parar pela incompetência e pela má gestão do governo federal”, declarou.

Humberto ressaltou que o estado foi considerado o quarto mais eficiente do Brasil, o único no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e que o Ideb mostrou avanços na educação. Ele também lembrou que, apesar de toda a crise nas contas das unidades federadas, Pernambuco está com as finanças em dia e honrando todos os seus compromissos, inclusive com os servidores públicos.

O senador ainda registrou que, no último trimestre, o PIB do Estado cresceu 2,5%, fato que mostra, segundo ele, uma forte resiliência a essa péssima maré econômica que engole o Brasil.

“Nós vamos continuar lutando para impedir esses retrocessos, seguir colocando o nosso mandato em favor da construção de um projeto alternativo que garanta ao povo pernambucano a oportunidade de voltar a desfrutar do período de pleno emprego que lhe foi assegurado durante os anos dos nossos governos”, afirmou.

 

Confira o discurso do senador na íntegra:

Ao Mercosul, Humberto afirma que despreparo de Bolsonaro gera instabilidade e gafes mundiais

Humberto disse ter a impressão de que o capitão reformado do Exército ainda parece estar em cima do palanque, em plena campanha eleitoral, porque segue com um discurso de ódio à oposição, estimulando a violência psicológica e física na população. Foto: Divulgação

Humberto disse ter a impressão de que o capitão reformado do Exército ainda parece estar em cima do palanque, em plena campanha eleitoral, porque segue com um discurso de ódio à oposição, estimulando a violência psicológica e física na população. Foto: Divulgação

 

Em missão oficial para participar de reunião no Parlamento do Mercosul (Parlasul), em Montevidéu, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), denunciou, nesta segunda-feira (12), o desrespeito e os ataques promovidos pelo presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), e seus familiares e aliados aos que são contrários às ideias deles.

Em discurso no plenário do Parlasul, o senador também chamou a atenção dos colegas parlamentares do maior bloco econômico da América do Sul para o visível despreparo da equipe de transição do novo governo, que já cometeu gafes internacionais com os próprios países do Mercosul, do mundo árabe e com a China.

Humberto disse ter a impressão de que o capitão reformado do Exército ainda parece estar em cima do palanque, em plena campanha eleitoral, porque segue com um discurso de ódio à oposição, estimulando a violência psicológica e física na população.

“Nós desejamos que Bolsonaro não faça o que prometeu durante as eleições, porque, se o fizer, a democracia no Brasil e no hemisfério Sul estará comprometida. Como presidente eleito, ele tem de respeitar os mais de 47 milhões de brasileiros, quase 45% dos eleitores do país, que votaram no candidato do PT no 2º turno”, afirmou.

Para Humberto, não é possível falar em reconciliação no Brasil diante de uma pessoa que segue rejeitando o respeito aos homossexuais, é racista e defende uma pauta contra os direitos humanos, assumindo-se, inclusive, como defensor da tortura e da ditadura sanguinária.

O parlamentar ressaltou que um dos filhos de Bolsonaro, em entrevista publicada hoje na imprensa, disse apoiar o projeto de lei que transforma, na prática, movimentos sociais em organizações terroristas. “Todo esse discurso vem desde a campanha. Na última semana antes da eleição, Bolsonaro gritou que os ‘vermelhos’ no Brasil teriam de ir para o exílio ou para a cadeia”, comentou.

O líder da Oposição avalia que Bolsonaro só chegou à vitória por dois motivos: o impedimento da candidatura de Lula na Justiça e a enxurrada de fake news contra o PT disparada a milhões de brasileiros com dinheiro sujo.

“A eleição no Brasil foi bastante peculiar. Vale lembrar aos senhores e senhoras que o candidato que liderava todas as pesquisas de intenção de voto foi condenado e teve a sua candidatura negada num processo sem prova alguma”, observou.

Humberto fez questão de registrar que o Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas chegou a reconhecer o direito de Lula ser candidato, mas a Suprema Corte brasileira sequer julgou a questão interposta pela defesa do ex-presidente.

Senado vai derrubar golpe com apoio do povo nordestino, diz Humberto

Humberto: população nordestina é contrária ao golpe contra Dilma. Foto: Alessandro Datas/ Liderança do PT

Humberto: população nordestina é contrária ao golpe contra Dilma. Foto: Alessandro Datas/ Liderança do PT

 

Membro suplente da comissão especial do Senado que vai analisar, a partir desta segunda-feira (25), a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff, o líder do Governo na Casa, Humberto Costa (PT-PE), declarou que os senadores terão a oportunidade de derrubar “esse golpe parlamentar aplicado pela Câmara dos Deputados”, contra uma presidenta honesta, com o apoio da população do Nordeste e de vários estados do Norte.

Em discurso no começo desta tarde no plenário, Humberto ressaltou que a maioria do povo das duas regiões é contrária ao impedimento da presidenta da República. Pesquisa Vox Populi realizada este mês mostrou que 54% dos nordestinos desaprovam a iniciativa.

“Sabemos que muitos senadores querem votar contra o impeachment por não verem crime de responsabilidade. Mas, preocupados com a questão da popularidade e da pressão dos Estados, vão optar pelo contrário. Queria dizer apenas que os senadores nordestinos e nortistas aqui não precisam se preocupar com isso. A maioria da população lá é contra esse golpe”, disse Humberto.

Ele aproveitou a fala para criticar os políticos pernambucanos que deram respaldo à conspiração chefiada pelo vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). De acordo com Humberto, esses parlamentares de Pernambuco traem a memória de figuras importantes do Estado como Frei Caneca, Miguel Arraes e Eduardo Campos.

“No próximo dia 1º de maio, vamos fazer uma grande manifestação em todo o país, reunindo setores de esquerda e pessoas que amam o Brasil, para dizer que não aceitamos qualquer ruptura com a democracia. Vamos às ruas mostrar a nossa posição e ajudar a pressionar os parlamentares. Vamos vencer essa batalha no Senado”, disparou.

Para o líder do Governo, haverá tempo para argumentar e reverter essa “aberração”, esperando que os julgadores atentem para todos os erros e vícios que fulminam esse processo. “Em tudo o que couber, não abriremos mão, também, de recorrer ao Supremo Tribunal Federal para assegurar que a lei seja cumprida e que direitos sejam resguardados”, observou.

Segundo ele, é preciso deixar claro que ninguém está defendendo uma pessoa ou um governo, mas sim o Estado democrático de Direito. “Vamos lutar para que todas as normas sejam aplicadas com rigor, em respeito aos direitos constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório”, declarou.

Humberto reforçou ainda que a tentativa de impedir o mandato legítimo de Dilma conquistado nas urnas sem a observância do crime de responsabilidade é um golpe à democracia e está sendo questionado, inclusive, pelos principais veículos de comunicação do mundo. O New York Times, por exemplo, falou em criação de um tribunal de Exceção na Câmara, com uma gangue de bandidos contra uma presidenta honesta.

Na última sexta-feira (22), o Bloco de Apoio ao Governo indicou os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), José Pimentel (PT-CE) e Telmário Mota (PDT-RR) como titulares da comissão e dos suplentes Fátima Bezerra (PT-RN), Acir Gurgacz (PDT-RO), João Capiberibe (PSB-AP) – além de Humberto. A comissão tem 21 membros titulares.

No Senado, Humberto presta homenagem a Eduardo

Segundo Humberto, no atual ambiente de polaridade e intolerância no país, Eduardo faz muita falta. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Segundo Humberto, no atual ambiente de polaridade e intolerância no país, Eduardo faz muita falta. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Na sessão especial realizada pelo Senado nesta quinta-feira (13) para reverenciar a memória do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos pela passagem de um ano do seu falecimento, o líder do PT no Casa, Humberto Costa (PE), subiu à tribuna para falar do amigo e relembrar a sua trajetória política.

No discurso, o senador afirmou que a homenagem prestada pela Casa era absolutamente justa a “alguém que conseguiu, ao longo de sua trajetória, construir pontes, relações e produzir consensos”. Para Humberto, a história de Eduardo Campos é profundamente vinculada à história do avô, Miguel Arreas, “outro brasileiro que deixou muita saudades”.

“Eduardo fez um grande projeto que uniu Pernambuco. Costumo dizer que sem Lula o Estado jamais avançaria como avançou. Mas, sem Eduardo, Pernambuco não teria aproveitado a oportunidade. Ele fez uma grande gestão, principalmente porque soube trabalhar em parceria com governo federal”, declarou.

Segundo o senador, Eduardo conseguiu, na prática, mostrar que é possível mexer na estrutura do Estado para ajudar a população. “Ele fez, como costumamos dizer no Nordeste, a máquina moer para os que mais precisavam. Essa foi a maior contribuição que deu ao nosso Estado. Ao Brasil, ele deu a sua contribuição pela capacidade de articulação e diálogo”, comentou.

De acordo com Humberto, no atual ambiente de polaridade e intolerância no país, Eduardo faz muita falta. “Qualquer que fosse a sua posição e mesmo que fosse um político sem mandato agora, ele estaria tentando unir a nossa sociedade para superar a crise e construir um Brasil melhor”, afirmou.

“Em meu nome, no nome de Lula e do PT, fazemos aqui esse reconhecimento do papel cumprido por Eduardo”, disse Humberto.

Trajetória
No discurso, o líder do PT explicou que a relação entre ele e Eduardo Campos começou em 1979, com a volta de Miguel Arraes ao Brasil após o período de exílio. “Eu e Eduardo pudemos materializar, ali, a admiração e compreensão do papel que Arraes exercia”, disse.

Humberto comentou que, naquela época, o ex-presidente Lula também se aproximou dos políticos pernambucanos. Lula era sindicalista e organizava a criação de um novo partido, o PT. “A relação dos três só fez se aprofundar desde então.”

Em 1990, Humberto pelo PT e Eduardo pelo PSB foram eleitos deputados estaduais e fizeram parte do mesmo bloco de oposição ao governo do Estado. “Passei a conhecer, então, o compromisso e a liderança dele”, contou.

Em 1994, apesar da derrota de Lula à Presidência da República, que contou com o apoio do PSB, Humberto e Eduardo foram eleitos deputados federais. O pessebista foi, inclusive, o mais votado do Estado.

“Ali, nossos destinos foram separados, pois ele passou a ocupar uma função fundamental no terceiro mandato de Arraes no governo de Pernambuco e eu permaneci na Câmara. Vivemos uma terrível turbulência naquele período, mas ele soube superar”, lembrou.

O senador disse que, em 2002, Eduardo já era conhecido como grande articulador e, assim, exerceu papel político fundamental para a vitória de Lula nas urnas. “Depois, no papel de ministro de Ciência e Tecnologia, fez com que a área desse um salto, dialogando com a comunidade científica e avançando muito no campo das pesquisas de células tronco, fundamental ao país”.

O parlamentar ressaltou ainda que Eduardo teve papel fundamental na estabilização do governo no momento de crise política em 2005, quando retornou à Câmara como deputado, já que tinha sido eleito no pleito anterior.

Em 2006, Humberto afirmou que, apesar de serem concorrentes no primeiro turno, dividiram o palanque e estiveram juntos no segundo turno, apoiando Lula.

Eduardo Campos deixa lacuna enorme no Brasil, diz Humberto

Foto: PT no Senado

Foto: PT no Senado

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), lamentou nesta quarta-feira (13), em discurso na tribuna da Casa, a morte do colega Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e candidato do PSB à Presidência da República. Chocado e triste com a notícia da tragédia, o parlamentar afirmou que os brasileiros, em especial os pernambucanos, perdem um dos maiores quadros da política do país.

“Eduardo Campos deixa uma lacuna enorme para o Brasil e, especialmente, para o povo de Pernambuco porque, como governador, fez uma administração revolucionária em nosso estado, em parceria com Lula e depois com Dilma. Ele se afirmou como líder político. Era alguém que pensava e vivia política 24 horas por dia. Sem dúvida, se mostrou um competente articulador”, declarou.

Segundo Humberto, o legado deixado por Campos é muito importante para o Brasil e a morte prematura dele interrompe “uma presença nacional forte que vinha construindo”. “Perde o Brasil e perde a esquerda brasileira. É um episódio de muita tristeza para todos nós. Quero levar minhas condolências ao povo de Pernambuco, que, sem dúvida, está vivendo uma das maiores comoções da sua história recente”, afirmou.

O senador lembrou que a morte trágica ocorre exatamente nove anos depois do falecimento do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, avô e grande inspirador de Campos. “Quero manifestar meu profundo pesar, minhas condolências e sentimentos à família de Eduardo, à sua esposa, Drª. Renata, que está profundamente abalada com a notícia, assim como todos os seus filhos. Eles formavam uma bonita família”, disse.

Humberto lamentou ainda a morte de outros três amigos seus que estavam no avião: o jornalista Carlos Percol, o fotógrafo Alexandre Severo e o ex-deputado federal Pedrinho Valadares.

No discurso, o líder do PT ressaltou que a sua relação política com Eduardo Campos teve início nos anos 90. “Tive a oportunidade de ser deputado estadual com ele entre 1991 e 1995. Pude, naquela ocasião, não somente desfrutar da sua relação pessoal e do seu bom humor, mas, acima de tudo, dividir na bancada da oposição um trabalho de construção de ideias, algo que nos engrandeceu”, observou.

No governo Lula, ambos foram ministros no mesmo período: Humberto, da Saúde; Eduardo, da Ciência, Tecnologia e Inovação. Em 2006, os dois disputaram o Governo de Pernambuco numa eleição, segundo Humberto, “muito mais marcada pela solidariedade entre nós do que pelo enfrentamento. No segundo turno, apoiei-o integralmente”. Na primeira gestão de Eduardo à frente do Estado, Humberto foi nomeado por ele secretário das Cidades.

O caminho político dos dois permaneceu unido nas eleições seguintes quando Eduardo disputou a reeleição e Humberto concorreu ao Senado na mesma chapa, da qual também participou Armando Monteiro (PTB). “Em que pesem divergências circunstanciais que tínhamos neste momento, nós tivemos uma longa trajetória conjunta e, seguramente, seguiríamos assim, não fosse essa tragédia que se abateu sobre todos nós”, afirmou Humberto.

Senador lamenta campanha errática de Eduardo Campos

Foto: PT no Senado

Foto: PT no Senado

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), lamentou nesta quarta-feira (16), em discurso na tribuna, as críticas feitas pelo candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, ao governo da presidenta Dilma Rousseff. Segundo o parlamentar, o ex-governador de Pernambuco é injusto, mostra desconhecimento ao questionar o governo federal e faz uma campanha errática, com discursos incoerentes.

Ontem, em sabatina realizada por veículos de comunicação, Campos afirmou que “Dilma será a primeira presidente da República do ciclo democrático no Brasil que vai entregar o país pior do que recebeu”. Para Humberto, essa declaração é um total equívoco. “Primeiro, porque acredito que a presidenta não vai entregar o Brasil a ninguém. Depois, ele está desinformado ao dizer que o país, no fim do primeiro mandato de Dilma, estará pior”, ressaltou o líder do PT.

O senador fez questão de deixar de lado a comparação do governo petista com o deixado por Fernando Henrique Cardoso em 2002, por considerar a gestão do PT muito superior. No discurso, o parlamentar confrontou o governo Dilma com o último ano de Lula no Planalto, mostrando avanços, e ressaltou que o projeto do PT, ao longo dos últimos 12 anos, é um só. Ele citou, por exemplo, a diminuição da pobreza extrema no Brasil, de 4,2% da população no fim de 2010 para menos de 3%; e o aumento do salário mínimo, de R$ 510 para R$ 724.

“O que se observa é uma campanha meio errática, ora pendendo para um lado, ora pendendo para outro; ora criticando o que chama de raposas, ora se aliando com elas; ora integrando por mais de uma década determinado governo, ora querendo renegá-lo”, disse o senador sobre Eduardo Campos.

Em relação ao comentário do presidenciável do PSB de que “não há uma obra importante no Nordeste iniciada e entregue no governo Dilma”, o líder do PT avalia que é a crítica mais injusta sobre a presidenta – e também ao próprio ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra (PSB), hoje candidato ao Senado em Pernambuco na chapa articulada por Campos. Bezerra já declarou algumas vezes que nunca um governo investiu tanto em obras hídricas estruturantes no país.

“O ex-governador não faz justiça à verdade dos fatos. Desde 2011, são mais de R$ 32 bilhões em obras para garantir oferta d´água em quantidade e qualidade para populações que vivem no semiárido e outras regiões com escassez de água. Eu quero ter a alegria de ver amanhã o ex-ministro Fernando Bezerra ocupar os jornais do nosso Estado para reafirmar o que ele disse tantas e tantas vezes sobre o Nordeste e a segurança hídrica, que a presidenta Dilma foi quem mais fez nesse assunto pela nossa região. Ele precisa dizer se o ex-governador está sendo justo ou injusto com a presidenta Dilma”, observou Humberto.

Quem apostou contra o Brasil é verdadeiro derrotado da Copa, diz Humberto

Foto: PT no Senado

Foto: PT no Senado

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), declarou nesta terça-feira (15) que o governo não vai deixar de comemorar o sucesso do Brasil na realização da Copa do Mundo. Em discurso na tribuna, o parlamentar avaliou que o êxito do maior evento esportivo do planeta ocorrido no país é resultado do esforço feito pelo governo federal. Ele lamentou que o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, e o partido, por meio de nota do Instituto Teôtonio Vilela, tenham criticado o governo por querer se apropriar politicamente do evento.

“Ainda hoje vi tristemente essa nota do PSDB. Nós realmente queremos nos apropriar da Copa. É verdade. Se houvesse fracasso, iriam nos rotular de sócios do fracasso. Mas nós ganhamos pela competência do governo e do povo brasileiro. Que a oposição ache ruim, reclame e aprenda a fazer algo semelhante pelo bem de nosso país”, afirmou.

Humberto ressaltou que, antes do início do mundial, a oposição detonou a organização do evento. Segundo ele, o senador Aécio Neves falou que éramos o país do improviso, de um cemitério de obras inacabadas, enquanto o presidenciável do PSB, Eduardo Campos, apontou que nada ficaria pronto a tempo de receber o evento. Parte da imprensa brasileira chegou a calcular que o Maracanã só ficaria pronto em 2038.

“Quem jogou fora de campo contra o Brasil, jogou de uma forma suja e desleal, que não engrandeceu nem o país nem o debate político. Por isso, foram derrotados – eles, sim – de forma humilhante nessa aposta torta feito contra o Brasil e as competências do nosso povo”, observou.

Para o líder do PT no Senado, os dados divulgados ontem pelo governo mostram que o país deu uma demonstração de sua força. “Não houve apagão, não houve caos aéreo. Muito pelo contrário. Batemos recorde de passageiros voando em um mesmo dia. A imprensa internacional deu um show de reconhecimento à capacidade do Brasil em sediar o mundial”, disse.

Humberto lembrou que pesquisa Datafolha publicada hoje reforça o sucesso do evento. O levantamento mostra que 83% dos estrangeiros avaliaram positivamente a realização da Copa, 92% aprovaram o conforto e segurança dos estádios e 95% deles asseguram que irão voltar ao país.

Líder do PT no Senado avalia como positiva pesquisa Ibope

Foto: PT no Senado

Foto: PT no Senado

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, avaliou como positivo o resultado da pesquisa CNI/Ibope, divulgada hoje, que aponta a presidente Dilma Roussef (PT) como a grande favorita para a disputa eleitoral deste ano. No levantamento, a presidente está com 39% das intenções de voto, enquanto o segundo colocado, senador Aécio Neves (PSDB), aparece com 21%. Já o ex-governador Eduardo Campos tem 10%, seguido pelo Pastor Everaldo com 3%.

“A pesquisa demonstra claramente que a presidente Dilma está numa posição de equilíbrio, de estabilidade. Todos as pesquisas divulgadas até agora mostram que ela lidera com folga, inclusive com possibilidade de vitória no primeiro turno”, avaliou o senador.

Para Humberto, a presidente Dilma deve crescer ainda mais quando começar a campanha eleitoral. “Creio que daqui para frente à tendência é que ela amplie, tem muitas ações do governo que precisam ser conhecidas pela população. A Copa, que tinha sido pintada como um fator negativo, tem se mostrado bem organizada, bem estruturada. Isso é muito bom pro Brasil. Além disso, com a campanha de TV vamos poder esclarecer a população e mostrar todas as ações do Governo Dilma”, disse o senador.

Pré-candidatos erraram, diz Humberto Costa

Foto: PT no Senado

Foto: PT no Senado

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), criticou nesta quarta-feira (18), em discurso na tribuna, o apoio dado pelos presidentes dos principais partidos de oposição aos xingamentos feitos contra a presidenta Dilma Rousseff no jogo inaugural da Copa do Mundo no estádio Itaquerão, em São Paulo.

Para o parlamentar, as ofensas – reprovadas pela maioria dos brasileiros – estimulam o ódio e demonstram o raso nível político em que transitam os adversários da presidenta.

Humberto avalia que os pré-candidatos à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), além do presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), que comemoraram as vaias e os palavrões, erraram ao aplaudir os ataques imorais à presidenta.

“Aquela cena, largamente festejada pela oposição, envergonhou a ampla maioria dos brasileiros, que seria incapaz de insultar alguém com palavrões e expressões tão chulas, ditas diante de câmeras para o mundo todo e assistidas, inclusive, por crianças”, afirmou o líder do PT.

De acordo com o senador, o Palácio do Planalto não é um lugar em que se chega pelos esgotos. “Estimular o ódio e fazer política no submundo da baixaria, dos ataques e da desqualificação dos adversários são atos que não honram a disputa de um cargo tão importante como o de presidente da República”, ressaltou.

Humberto acredita que não há, entre todos aqueles que insultaram a presidenta Dilma no estádio, uma única pessoa cuja vida tenha piorado nos últimos 12 anos. “Então, de onde vem tanto ódio, tanto rancor? Eu entendo que esse tipo de comportamento externa a índole irascível de uma parcela da nossa sociedade que tem profundo desprezo pela liberdade, pelo diálogo, pela vivência democrática”, disse.

Ele classificou os xingamentos como “uma agressão abominável à Chefe de Estado e um ato perverso e covarde contra uma mulher, uma cidadã que não tinha ali nem mesmo o direito de se defender”.

Eduardo se equivoca sobre Dilma, diz Humberto

Foto: PT no Senado

Foto: PT no Senado

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), classificou como equivocadas e de gosto duvidoso as declarações feitas pelo pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, de que o governo federal não tem controle sobre a inflação e que implantou uma ditadura no setor elétrico.

Em discurso na tribuna nesta terça-feira (27), o parlamentar lamentou a antecipação do debate eleitoral e condenou a postura do ex-governador de Pernambuco. “Tendo em conta a história de luta de Dilma durante o regime militar neste país, acusá-la de implantar uma ditadura no setor elétrico é até uma associação de gosto duvidoso a se fazer”, afirmou. “Enquanto a vida de alguns é ser pré-candidato, a vida de Dilma é ser presidenta da República”, complementou.

Humberto ressaltou os avanços conquistados nos últimos 12 anos e criticou a falta de propostas concretas apresentadas por Eduardo para tornar o setor elétrico mais eficiente. Ele citou o aumento da capacidade de geração de energia de 80 mil para 120 mil MegaWatts, a implantação de mais de 20 mil quilômetros de linhas de transmissão, a construção de três das maiores hidrelétricas do mundo e a chegada de eletricidade a 15 milhões de brasileiros no campo.

Sobre inflação, o líder do PT avalia que é errado tentar colar na presidenta Dilma uma imagem de descuido, como afirmou Eduardo. “A inflação está absolutamente sob controle e converge para o centro da meta. A presidenta Dilma tem trabalhado incansavelmente para que a economia do Brasil resista à crise internacional sem que a população sofra prejuízos”, disse Humberto.

O senador observou que a média anual inflacionária no governo Dilma chega a 5,9%, enquanto nos governos adversários ultrapassava os 9%. Humberto declarou ainda que o país não pode voltar ao tempo em que o mercado ditava as regras e os trabalhadores pagavam as contas com seus empregos e salários. “Os que hoje se cercam de antigos economistas do período neoliberal aqui no Brasil não podem ter nada de novo a apresentar ao nosso país”, afirmou.

O líder do PT concluiu o discurso ressaltando que o partido não vai deixar que os fatos sejam distorcidos pelos adversários no debate político.

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