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Desastre de Bolsonaro na política externa já causa estragos internacionais ao Brasil, diz Humberto

Para Humberto, os primeiros dias do capitão reformado depois do fim do 2º turno já resultaram em retaliação por parte da China, inquietude de países da União Europeia.

Para Humberto, os primeiros dias do capitão reformado depois do fim do 2º turno já resultaram em retaliação por parte da China, inquietude de países da União Europeia.

 

 

A primeira semana de Jair Bolsonaro (PSL) como presidente eleito foi um verdadeiro desastre aos brasileiros e ao país perante o mundo, com um show de amadorismo, bate-cabeça e idas e vindas.

Esta é a avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que, em discurso nesta terça-feira (6), em sessão do Congresso Nacional, ressaltou que até a volta da CPMF está sendo cogitada e que a inconsequência na política externa já provocou uma série de fortes reações diplomáticas.

Para Humberto, os primeiros dias do capitão reformado depois do fim do 2º turno já resultaram em retaliação por parte da China, inquietude de países da União Europeia e irritação completa das nações do Mercosul – sem contar a decisão do Egito de cancelar uma visita oficial do ministro de Relações Exteriores do Brasil com a cúpula do governo daquele país.

“Tudo isso, em tão pouco tempo, para se alinhar aos Estados Unidos, de quem o futuro governo se propõe a ser capacho. Inclusive, seremos um dos únicos do mundo, ao lado dos EUA, a transferir a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, o que irrita os países árabes, com quem temos grandes laços históricos e comerciais”, disse.

O parlamentar entende que a equipe de transição do governo Bolsonaro tem como marca o estelionato. Ele observa que o presidente eleito, inclusive, nomeou um estelionatário condenado na Justiça para ocupar um dos cargos. Trata-se de um aliado dele da Paraíba, enquadrado três vezes na Lei Maria da Penha. Entre os nomeados para a equipe, estão sete militares e o maior financiador de sua campanha. Nem uma mulher até agora.

“Esse grupo é o extrato do que será sua gestão. Bolsonaro segue em campanha, destilando ódio de maneira irresponsável; repetindo a mentira do kit gay, como forma de manter um link com eleitorado que enganou; e mandando que professores sejam gravados com a finalidade de os constranger em sala de aula. É um verdadeiro caos”, completou.

Humberto também criticou a ideia de criação de novos e velhos impostos, como a CPMF, e garantiu que a oposição estará atenta a todos os passos do novo governo.

“É preciso vigilância e resistência à pauta nefasta que Bolsonaro quer instaurar no país. Pelo andar da carruagem, se mantivermos o Brasil de pé, as instituições democráticas funcionando e assegurarmos as eleições em 2022, já terá sido grande vitória”, finalizou.

Humberto acusa governo de entregar 15 bilhões de barris de Petróleo da Petrobras a multinacionais

Humberto:  É uma medida escandalosamente danosa, que vai provocar sérios prejuízos não somente à Petrobrás e à União, mas também às gerações futuras. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: É uma medida escandalosamente danosa, que vai provocar sérios prejuízos não somente à Petrobrás e à União, mas também às gerações futuras. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Atento às negociações do governo “entreguista” e de sua base aliada “lambe-botas” no Congresso Nacional para aprovar, em regime de urgência, uma regra pela qual a Petrobras transfere a empresas privadas áreas altamente prolíferas na costa brasileira, o líder da Oposição do Senado, Humberto Costa (PT-PE), detonou, nesta terça-feira (19), essa nova tentativa de destruir o país.

De acordo com o senador, a maior estatal do Brasil recebeu da União, em condições excepcionalmente vantajosas, uma cessão onerosa de 15 bilhões de barris de petróleo, por meio de lei ainda no governo do presidente Lula, com o objetivo de garantir a capitalização da empresa.

“Agora, querem rasgar a regra. É uma medida escandalosamente danosa, que vai provocar sérios prejuízos não somente à Petrobrás e à União, mas também às gerações futuras, que podem desfrutar do investimento dessas riquezas. Entregar esse patrimônio de mãos beijadas ao capital estrangeiro é um ataque direto ao Brasil e aos brasileiros”, afirmou.

O parlamentar explicou que se trata de uma riqueza oriunda do pré-sal, que o Estado brasileiro cedeu à Petrobrás para que ela vendesse ações no mercado e, com a capitalização, pagasse em ações à União o petróleo que lhe foi repassado pela lei. Segundo ele, isso possibilitou que a empresa usasse seu dinheiro para investir, ainda mais, em tecnologia, expertise e na exploração do pré-sal.

“Foi graças a essa lei aprovada pelo Congresso durante o governo de Lula que a Petrobras conseguiu levantar mais de R$ 120 bilhões e se capitalizar em R$ 70 bilhões na maior arrecadação já feita no mundo em uma operação dessa natureza”, ressaltou.

Para o senador, isso é um crime de lesa-pátria e, também, um grande ato de corrupção. “Em alguns casos, calculam-se as perdas da Petrobras em R$ 500 bilhões”, observou.

O líder da Oposição lembrou que a ideia do plano original de Lula era destinar a riqueza do pré-sal a estados e municípios e para a saúde, educação e cultura, por meio de um fundo social soberano. “Mas o que Temer e sua base entreguista estão fazendo é engordar o lucro de empresas como a Shell e a Exxon Mobil e dos Estados Unidos, o grande interessado no controle do nosso patrimônio”, comentou.

 

Assista ao discurso do senador na íntegra:

Temer reduz salário mínimo, vende pré-sal e faz no Brasil um eterno Dia das Bruxas, diz Humberto

Humberto reforçou as críticas ao desmonte do Estado promovido pelo governo. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto reforçou as críticas ao desmonte do Estado promovido pelo governo. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O Dia das Bruxas é uma data festiva comemorada em vários países do mundo há séculos, principalmente nos Estados Unidos. No Brasil, porém, desde que Michel Temer (PMDB) assumiu a Presidência, a população vive um pesadelo diário que parece não ter fim. Esta é a avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que reforçou as críticas ao desmonte do Estado promovido pelo governo e aos ataques ininterruptos dirigidos aos mais pobres e desfavorecidos.

Em discurso nesta terça-feira (31) no Senado, data do Halloween, Humberto ressaltou que o Palácio do Planalto reduziu, outra vez, o salário mínimo para o ano que vem.

Inicialmente, a previsão era de que passasse para R$ 979 em 2018. Porém, foi rebaixado para R$ 969 em agosto. Ontem, baixou de novo, desta vez para R$ 965.

“Há 14 milhões de brasileiros sem emprego, a economia está parada, as contas públicas alargando o déficit e esse facínora manda para os mais pobres a fatura de todo o seu descalabro. Com essa gestão de Temer, o Dia das Bruxas é todos os dias, porque não há um dia sequer em que não tenhamos uma notícia dantesca, um novo cenário de terror armado por essa camarilha”, disparou.

O senador ressaltou que, na sexta-feira passada, o governo realizou dois leilões para entregar a exploração de campos do pré-sal ao capital estrangeiro por “míseros” R$ 7,7 bilhões, mas nem isso conseguiu. O petróleo brasileiro localizado em área rica e estratégica da costa foi vendido por somente R$ 6,5 bilhões.

Como se não bastasse o prejuízo inicial, ele ficou abismado ao saber de um estudo feito pela Consultoria de Orçamento da própria Câmara, divulgado hoje, que atesta que não houve apenas o estrago direto.

“Além da redução do retorno na exploração do petróleo em relação à disputa do campo de Libra, havida na gestão da presidenta Dilma, esse governo nefasto está reduzindo imposto para as petrolíferas até o ano de 2040, o que vai gerar uma renúncia fiscal de mais de R$ 1 trilhão nos próximos 25 anos”, criticou.

De acordo com o parlamentar, todo o montante perdido deveria ser investido em saúde e educação, como a presidenta Dilma fez constar em lei, mas, agora, Temer “rouba” do povo brasileiro para abastecer regiamente os cofres das empresas estrangeiras, que fazem fortunas com as nossas riquezas e mandam tudo para o exterior.

“É um presidente entreguista, que se curva aos interesses das elites, dos ruralistas, dos grandes empresários, aos quais vende a Amazônia, perdoa dívidas bilionárias e permite escravizar seres humanos em troca de restar no cargo que usurpou”, acusou.

Além disso, Humberto acredita que o governo dá as costas para os 22% da população de pobres, que devolveu o Brasil ao mapa da fome, e que assiste inerte à escalada da violência, que, a cada hora, vitima sete brasileiros.

“Felizmente, no ano que vem, Lula estará de volta, pela força do voto dos brasileiros, para retomar esse projeto de país que nos foi covardemente roubado pelos que querem entregar o país ao capital estrangeiro. Não conseguirão”, concluiu.

Analistas internacionais também preveem queda de Temer, destaca Humberto

 

 Para o líder da Oposição, Humberto Costa, a permanência de Temer no governo gera um ambiente ainda mais instável na economia brasileira e prejudica a imagem do país internacionalmente.  Foto: Roberto Stuckert Filho


Para o líder da Oposição, Humberto Costa, a permanência de Temer no governo gera um ambiente ainda mais instável na economia brasileira e prejudica a imagem do país internacionalmente. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Analistas dos Estados Unidos e da Europa já estão dando como certa a saída do presidente Michel Temer (PMDB) do cargo. Diretor de pesquisa macro da América Latina da Oxford Economics, Marcos Casarin, prevê como inevitável a saída do peemedebista antes do final do seu mandato. Já a consultoria norte-americana de risco político Eurasia avalia que é de 70% a probabilidade de o presidente Michel Temer cair. O percentual é bem acima dos 20% estimados desde dezembro do ano passado.

Para o líder da Oposição, Humberto Costa, a permanência de Temer no governo gera um ambiente ainda mais instável na economia brasileira e prejudica a imagem do país internacionalmente. “Tiraram uma presidente honesta e legitimamente eleita, numa manobra política e chamaram isso de pedalada fiscal. Agora, o que a gente vê é um grande esquema de corrupção, um gigantesco lamaçal político e um presidente sem voto que se segurando nas cordas. Até quando o País vai aceitar isso?”, questionou o senador.

Em gravação feita pelo presidente da JBS, Joesley Batista, e vazada na semana passada, Michel Temer aparece conversando sobre os planos do executivo para obstruir a Operação Lava Jato. Desde então, a pressão sobre o peemedebista tem aumentado e aprofundado a crise política no País. Antigos aliados políticos, inclusive, têm defendido abertamente a renúncia do peemedebista.

Segundo Humberto, apenas as eleições diretas conseguiriam tirar o País da instabilidade política que enfrenta agora e ajudará na retomada da confiança internacional. “A verdade é que o Brasil só conseguirá sair do buraco que cavaram para ele com eleições diretas, com o povo opinando sobre qual o modelo de país que queremos viver. Esta Câmara dos Deputados não tem legitimidade nenhuma para escolher o sucessor deste presidente da República. De uma vez por todas, precisamos dar voz às pessoas e respeitar as urnas”, sentenciou Humberto.

Em Washington, Humberto debate a combinação nociva entre álcool e trânsito

Humberto:  70% dos acidentes com vítimas fatais tiveram registro de ingestão de bebida alcóolica por parte dos envolvidos nos momentos que antecederam as mortes. Foto: Assessoria de Imprensa.

Humberto: 70% dos acidentes com vítimas fatais tiveram registro de ingestão de bebida alcóolica por parte dos envolvidos nos momentos que antecederam as mortes. Foto: Assessoria de Imprensa.

No segundo dia do encontro montado pela americana Georgetown University e pelo brasileiro Centro de Liderança Pública, mais de uma dezena de congressistas do país discute, nesta sexta-feira (18), na capital dos Estados Unidos, a mistura explosiva entre bebida alcóolica e direção. Convidado ao evento, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), faz uma intervenção à tarde no painel sobre segurança viária.

Segundo dados da ONG Paz no Trânsito, uma pessoa morre a cada 10 minutos no Brasil em acidentes de trânsito. Em São Paulo, 70% dos acidentes com vítimas fatais tiveram registro de ingestão de bebida alcóolica por parte dos envolvidos nos momentos que antecederam as mortes.

“Ao longo dos últimos anos, outra preocupação vem se somando a esse quadro que já era preocupante: o uso de telefones celulares por condutores enquanto dirigem. Algumas pesquisas mostram que eles têm provocado sete vezes mais acidentes do que a própria bebida alcoólica. É um dado absolutamente alarmante”, ponderou Humberto.

Durante a manhã, o evento foi dedicado às palestras do professor Robert Rogowsky, da Georgetown University, e do especialista Tony Bliss, da organização Juntos por Estradas Seguras, que mostraram a deputados e senadores brasileiros como elaborar e avaliar políticas públicas efetivas para regular o tema.

O encontro “Consumo inteligente e responsável de bebidas alcoólicas” pretende reunir agentes públicos e privados em torno da meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de reduzir em pelo menos 10% o consumo nocivo de álcool no planeta até 2025. O evento acaba na tarde deste sábado, 19.

Humberto propõe grupo parlamentar para enfrentamento ao consumo do álcool

Humberto propôs a criação de um grupo parlamentar para se dedicar especificamente ao tema no Congresso Nacional. Foto: Assessoria de imprensa

Humberto propôs a criação de um grupo parlamentar para se dedicar especificamente ao tema no Congresso Nacional. Foto: Assessoria de imprensa

 

Senadores, deputados, prefeitos, secretários de Estado e representantes de universidades, organizações sociais e iniciativa privada do Brasil e dos Estados Unidos deram início, nesta quinta-feira, em Washington, a um encontro para discutir políticas públicas mais duradouras com a finalidade de enfrentar o consumo do álcool. Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) propôs a criação de um grupo parlamentar para se dedicar especificamente ao tema no Congresso Nacional.

Pautado na meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de reduzir em 10% o consumo nocivo de bebida alcoólica em todo o mundo até 2025, o evento vai discutir, durante três dias, soluções para se alcançar a meta no Brasil. Os participantes vão se concentrar em estudos e novas práticas durante oito horas por dia para buscar saídas inovadoras ao enfrentamento do problema.

“Temos uma quadro de tragédia no nosso país. A cada 10 minutos, um brasileiro morre no trânsito em decorrência do consumo de álcool. De cada 10 leitos do SUS, sete são ocupados por uma vítima de trânsito. Precisamos mudar essa situação”, defendeu Humberto no encontro.

O senador propôs aos colegas parlamentares a instituição de um grupo permanente no Congresso Nacional para discutir leis que consigam fazer face aos desafios do consumo abusivo do álcool e ajudem o Brasil a alcançar a meta da OMS.

A principal preocupação recai sobre crianças e, particularmente, adolescentes, grupo em que o consumo da bebida alcoólica tem aumentado sensivelmente. Humberto é autor da Lei nº 13.106/15, que criminalizou a oferta, a qualquer título e em qualquer circunstância, de álcool a menores de 18 anos.

No Uruguai, Humberto acusa Temer de querer acabar com o Mercosul

 

Para Humberto, o interesse deles são os Estados Unidos, é a Europa. Eles dão as costas para a América Latina, para o Mercosul, para os nossos vizinhos. Foto: Assessoria de Imprensa

Para Humberto, o interesse deles são os Estados Unidos, é a Europa. Eles dão as costas para a América Latina, para o Mercosul, para os nossos vizinhos. Foto: Assessoria de Imprensa

 

A reunião da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos do Parlamento do Mercosul (ParlaSul), em Montevidéu, foi marcada por intenso debate dos congressistas, na manhã desta terça-feira (21), sobre a situação interna dos países do bloco. Representante brasileiro no encontro, o líder do Governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE), alertou os participantes do encontro de que a gestão interina de Michel Temer (PMDB) quer retirar, gradativamente, o Brasil do grupo.

Humberto fez um relato sobre o quadro institucional brasileiro e cravou aos colegas do continente: “no momento, há, sim, um golpe se desenrolando no Brasil. Um golpe que derrubou uma presidenta honesta com a intenção de paralisar as investigações sobre corrupção da maior operação da nossa história, que é a Lava Jato”, esclareceu o senador.

De acordo com o parlamentar, o governo interino de Temer já anunciou, por meio do seu ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), que está retirando o Brasil de diversos foros de que participa no Mercosul e que seu real interesse é deixar o bloco, que vem sendo construído desde a década de 1980.

“O interesse deles são os Estados Unidos, é a Europa. Eles dão as costas para a América Latina, para o Mercosul, para os nossos vizinhos. Esse governo golpista do Brasil quer implodir o bloco de integração que erguemos com tanto sacrifício”, esclareceu Humberto a mais de 20 parlamentares de Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela que participam da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos. No encontro, também estavam a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) e os deputados federais Roberto Freire (PPS-SP) e Jean Wyllys (PSol-RJ).

Os parlamentares aprovaram a realização de uma viagem à Venezuela para poder acompanhar de perto a situação do país, que passa por uma forte tensão entre governo e oposição e vive um sério quadro de desabastecimento. A visita da delegação do ParlaSul a Caracas deve ocorrer na segunda semana de julho.

Humberto vê retrocesso na política externa brasileira sob Serra

Crítico da gestão interina do Itamaraty, líder de Dilma diz que José Serra apequena o Brasil. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Crítico da gestão interina do Itamaraty, líder de Dilma diz que José Serra apequena o Brasil. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

 

 

Em meio à repercussão negativa mundial dos 20 dias do governo interino de Michel Temer, o senador Humberto Costa (PT-PE), líder de Dilma no Senado, fez um alerta sobre a mudança na condução da política externa brasileira proposta pelo ministro interino das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP). Segundo Humberto, o novo ministro tem desempenhado um papel que foge ao tom histórico da instituição, com ações “políticas” e “ideias persecutórias, que apequenam o Brasil”.

“A nossa política externa, agora, é escrever cartinhas para outros países e para veículos internacionais para tentar convencer a todo custo, e sem sucesso, que existe algum traço de legitimidade no golpe. É uma ação que vem constrangendo, inclusive, membros do Itamaraty. Tudo com textos agressivos e que não combinam com a postura que o Brasil vem adotando ao longo dos anos”, afirmou Humberto.

Em comunicados oficiais recentes, Serra utilizou termos como “falsidades”, “preconceitos” e “absurdo” para criticar as declarações de países vizinhos como Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador, El Salvador e Nicarágua e instituições como a Unasul e a Organização de Estados Americanos (OEA), que se manifestaram contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) por entender que ele se tratou de um golpe parlamentar.

“Como diz Chico Buarque, Serra reinaugura a diplomacia de vira-latas, em que o Brasil fala grosso com a Bolívia e fino com os Estados Unidos. O nosso país não merece essa redução à mediocridade de onde Lula e Dilma o retiraram”, criticou o senador. “São várias as manifestações no mundo inteiro contra este governo provisório e ilegítimo. Esta semana, por exemplo, 34 deputados de diferentes nacionalidades do Parlamento Europeu solicitaram que a União Europeia (UE) interrompa as negociações comerciais com o Mercosul, como resposta ao golpe político no País. Pelo visto, Serra vai cansar a mão de tanto escrever textos para tentar explicar aquilo que não tem nenhum sentido e fere a democracia”, afirmou.

O senador também chamou de “arrogante” e “atrasada” a possibilidade estudada pelo ministro interino das Relações Exteriores de fechar embaixadas brasileiras na África e no Caribe. “Em vez de ampliar o diálogo com o mundo, o ministro faz exatamente o contrário: ameaça cortar espaços que conquistamos. É uma postura arrogante, que menospreza a importância de nações em desenvolvimento e vai fazer a nossa política externa retroceder anos”, disse Humberto.

Para Humberto, discurso de Dilma demonstra sua grande responsabilidade como chefe de Estado

Humberto:A presidenta respeitou o rito da cerimônia, demonstrando mais uma vez a sua grandeza ao lidar com esse assunto.

Humberto:A presidenta respeitou o rito da cerimônia, demonstrando mais uma vez a sua grandeza ao lidar com esse assunto. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O discurso da presidenta Dilma Rousseff na Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) demonstrou sua grande responsabilidade como chefe de Estado, na avaliação do líder do Governo, senador Humberto Costa. A presidenta respeitou a agenda da reunião falando amplamente sobre a importância da assinatura do Acordo Paris e ressaltando o compromisso do Brasil no enfrentamento às mudanças climáticas. Para isso, enfatizou a necessidade indispensável de promover o desenvolvimento sustentável. Apenas no final de seu discurso é que a presidenta alertou o mundo para o que acontece nesse momento na política brasileira.

Na breve fala, Dilma disse que “o Brasil é um grande País, com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia. Nosso povo é um povo trabalhador e com grande apreço pela liberdade. Saberá, não tenho dúvidas, impedir qualquer retrocesso”, afirmou a presidenta. Ela também agradeceu ao apoio que vem recebendo de vários líderes mundiais.

“A presidenta respeitou o rito da cerimônia, demonstrando mais uma vez a sua grandeza ao lidar com esse assunto. Acredito que nas entrevistas e nas outras agendas da viagem, ela fará uma exposição mais direta dessa tentativa de golpe contra democracia brasileira”, destacou Humberto.

O senador ressaltou ainda que o mundo já sabe do golpe em curso no Brasil. “Vemos diariamente nas páginas dos principais jornais dos Estados Unidos, da Europa e da América Latina as diversas críticas ao processo de impeachment sem base legal, que está em andamento no país”, lembrou.

Humberto pede que Dilma lidere virada do Governo

Líder do PT acredita que o clima de pessimismo dos brasileiros vai passar sob a liderança de Dilma.  Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Líder do PT acredita que o clima de pessimismo dos brasileiros vai passar sob a liderança de Dilma. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), fez um apelo nesta quarta-feira (1º), em discurso no plenário da Casa, para que a presidenta Dilma Rousseff lidere um movimento de virada do pessimismo que atinge a maioria dos brasileiros para retomar o crescimento do país e o otimismo.

“Esse clima construído artificialmente por parte da mídia, pela oposição e pelas elites só será desfeito se a presidenta Dilma assumir a liderança, como animadora do desenvolvimento do país. Ela deve fazer isso em nome dos milhões de brasileiros que acreditam no projeto do PT e do Brasil, mesmo que estejam insatisfeitos momentaneamente”, declarou.

Para o senador, está na hora da área social voltar a ser a protagonista das políticas do Governo Federal e da área econômica retornar ao trabalho, fundamental, nos bastidores. “Presidenta Dilma, sei que as coisas não mudam por decreto e por palavra, mas proíba os ministros de falar sobre ajuste fiscal. Nós temos que sair dessa pauta defensiva que só interessa a quem torce contra o Brasil. Vamos mostrar a perspectivas de futuro que estamos apontando”, afirmou.

Segundo o parlamentar, o país, que passou por tantas crises na sua história contemporânea e ficou marcado pela forte inclusão social promovida na última década, já superou todas as adversidades sob a liderança de uma pessoa. “Faço esse apelo, agora, para que Dilma assuma essa função de ser a grande animadora do crescimento da nação”, disse.

Humberto lembrou que é preciso que um líder mundial de outro país, como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chame a atenção dos brasileiros e afirme que o Brasil é uma potência mundial. “Enquanto ele diz isso lá, nós estamos aqui com esse pessimismo. Temos vigor e musculatura para crescer. O Brasil é grande, em que pese muitos quererem diminuí-lo”, observou.

Humberto também conclamou o PT, os aliados e a militância a ajudarem a virar a pauta. “É importante que todos nós reajamos a essa onda negativa, que passemos a pautar o país e a opinião pública com uma postura proativa, de trabalho, para levar o Brasil a crescer e a avançar nessa agenda de desenvolvimento inclusivo em que ele se inseriu e da qual jamais deve se separar”, acredita.

Fim do ajuste
Humberto acredita que, passado o período de ajuste, um novo ciclo de crescimento sustentável está por vir. Prova disso, segundo ele, é o lançamento, apenas nos últimos 30 dias, de quatro gigantescos planos de amplo alcance para toda a sociedade brasileira que somam quase R$ 500 bilhões em investimentos.

Entre as iniciativas criadas recentemente estão o Programa de Investimento em Logística, com previsão de R$ 200 bilhões para resolver os gargalos de infraestrutura; o Plano Nacional de Exportações 2015-2018, que aperfeiçoa mecanismos de financiamentos às exportações; e o Plano Safra 2015-2016, com R$ 187 bilhões para expandir nossas fronteiras agrícolas.

De acordo com o senador, cumprido o caminho mais árido, chegou a hora do Governo investir naquilo que mais lhe dá prazer e com o que mais tem intimidade: a competência para fazer do Brasil um país socialmente mais justo e de oportunidades iguais para todos.

O parlamentar acredita que sobram motivos para demonstrar que, neste período em que se conclui o ajuste fiscal, o país também ingressa em uma fase promissora, inaugurando um longo e duradouro período em que o Governo e a população começarão a colher os frutos desse esforço inicial.

Segundo Humberto, para concluir o pacote de ajuste fiscal, falta apenas o Senado votar os textos referentes à restauração dos patamares de tributação de setores temporariamente beneficiados por desonerações e à majoração das alíquotas de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido dos bancos, “esse segmento tão rentável do mercado”.

No discurso, o líder do PT ressaltou, ainda, que em breve o Governo vai lançar o Plano Nacional de Reforma Agrária, por meio do qual vai apresentar suas metas para assentar 11 mil famílias até dezembro, 120 mil até o fim do mandato da presidenta Dilma, em 2018.

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