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Pesquisa que aponta rejeição de Temer é a melhor resposta ao golpe, diz Humberto

Segundo a pesquisa CNI/Ibope, mais de 73% do povo desaprovam o modo de governar de Temer. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Segundo a pesquisa CNI/Ibope, mais de 73% do povo desaprovam o modo de governar de Temer. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou duramente o presidente Michel Temer, cuja popularidade despencou, segundo números da mais recente pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Ibope. De acordo com o levantamento, feito agora em março, 79% da população brasileira não confia no presidente.

“Cai a máscara de um presidente que chegou ao poder ilegitimamente, em função de um golpe parlamentar do qual ele saiu como traidor e usurpador. Até a faixa da população que acreditou na conversa fiada dos golpistas financiadores de Temer está agora se perguntando para que saíram as ruas, para que bateram panelas. A pergunta que essas pessoas se fazem está refletida nos números dessa pesquisa”, assinalou o senador petista.

Segundo a pesquisa CNI/Ibope, mais de 73% do povo desaprovam o modo de governar de Temer. A rejeição do presidente cresceu 7 pontos em relação à última pesquisa, de dezembro do ano passado. Já os que consideram o governo péssimo passarram de 46% para 55%, no mesmo período.

Para Humberto, tudo no governo de Temer leva aos “números desastrosos” apontados pela pesquisa, da formação de uma equipe de governo fraca e sem representatividade à adoção de medidas que visam retirar direitos e exterminar conquistas de trabalhadores, de estudantes e do povo em geral. Ele ressaltou, entre esses pontos que fizeram explodir a rejeição de Temer, o congelamento por 20 anos dos investimentos com saúde e educação, a reforma do ensino médio, além das reformas trabalhista e da previdência.

“Fica cada vez mais claro o que Temer e o seu arremedo de governo vieram fazer e para que foram colocados no poder por forças como os empresários da Federação das Indústrias de São Paulo e parte considerável da grande mídia. O presidente golpista está aí para implantar um modelo que jamais seria escolhido nas urnas. Por isso que apearam do cargo uma presidenta eleita por 54 milhões de brasileiros. Mas não há mentira que dure por muito tempo. E a farsa temerária desse governo está se desfazendo rapidamente”, afirmou Humberto.

Um dado importante, segundo Humberto, diz respeito aos entrevistados pela pesquisa no Nordeste, que apresentou o maior percentual dos que acham o governo ruim ou péssimo (67%). “A gratidão dos nordestinos é algo que eles não podem comprar, muito menos desfazer. O Nordeste inteiro saber que foi o presidente Lula que mudou o olhar para a região, trazendo obras estruturais como a Transposição do Rio São Francisco, que Dilma Rousseff deu continuidade”.

Humberto Costa fez uma analogia dos números da pesquisa na região com as visitas de Temer e de Lula e Dilma a Monteiro, na Paraíba, ambas neste mês de março. Para o líder petista, o governo tentou “faturar prestígio” em cima da obra, mas a sua visita ao canais da transposição em Monteiro, na Paraíba, foi “bisonha”, com uma comitiva restrita a autoridades e assessores. “O povo deu o troco, uma semana depois, com 70 mil pessoas lotando o local e agradecendo a Lula e a Dilma. O que a pesquisa diz agora é exatamente isso: o povo sabe quem está e quem não está do seu lado.”, concluiu.

PSDB tenta burlar TSE e quer dar golpe em eleição direta, diz Humberto

 

O líder da Oposição cobrou atenção da sociedade para o TSE nas próximas semanas. Foto:  Waldemir Barreto/Agência Senado

O líder da Oposição cobrou atenção da sociedade para o TSE nas próximas semanas. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

 

 

O pedido do PSDB no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que apenas a ex-presidenta Dilma Rousseff seja considerada culpada na ação que os próprios tucanos movem para cassar a chapa Dilma-Temer é, na avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), uma tentativa de burlar as regras da Corte e dar um golpe para evitar a realização de eleições presidenciais diretas.

O parlamentar afirmou, nesta terça-feira (28), que a solicitação feita pelos tucanos para isentar Michel Temer (PMDB) de responsabilidade, nas alegações finais apresentadas ao TSE, justamente no momento em que o julgamento do caso se aproxima, é o “escárnio dos escárnios”.

Ele acredita que o governo e os partidos da base têm receio de que uma cassação da chapa vitoriosa de 2014 provoque novas eleições diretas, logo num momento em que Lula vence em todos os cenários para a Presidência, de acordo com as últimas pesquisas de opinião.

“A ordem é buscar urgentemente uma solução para manter o débil Michel Temer no poder para que, trôpego no cargo, ele possa chegar cambaleando até o fim de 2018, refém dos aliados que o querem suceder. Isso é o metagolpe, o golpe dentro do golpe”, disse.

Segundo ele, o PSDB – “que mama avidamente nas largas tetas dessa administração nefasta, que se locupleta das benesses desse governo por meio de extorsão política com olhos em 2018 – desce abaixo da linha da vergonha tentando remendar seu próprio pedido inicial para livrar Temer de uma eventual condenação naquele tribunal. Mas eles perceberam que deram um tiro no pé”, ressaltou.

Para Humberto, há uma mobilização na República, liderada por Temer e seus aliados no Legislativo, Judiciário, Ministério Público e em setores econômicos e na mídia, que se baseia apenas nas conveniências que norteiam os interesses políticos.

Diante de um possível acordão que se trama, o líder da Oposição cobrou atenção da sociedade para o TSE nas próximas semanas. Ele reiterou que a defesa da presidenta Dilma já mostrou que não houve o cometimento de qualquer ilicitude na disputa de 2014.
Segundo ele, que foi o coordenador da campanha presidencial do Nordeste naquele ano, o PT fez uma campanha limpa e auditada por todas as instâncias competentes.

“Portanto, se o TSE entender de forma diversa, que o peso da sua decisão seja para a chapa, que é integrada pelo vice e dela não pode, sob qualquer hipótese, se dissociar. Salvo por um acordão político inaceitável, salvo por um novo golpe que venha para impedir a realização de eleições diretas”, observou.

Protestos
No discurso, Humberto também falou sobre as manifestações de domingo, organizadas por próceres da queda de Dilma, como o MBL e o Vem pra Rua. Segundo ele, a iniciativa foi um total fracasso e as panelas silenciaram nas varandas gourmet e os patos se recolheram diante de um governo atolado na lama da corrupção.

“Ficou evidente que esses movimentos neofascistas perderam total adesão popular ao se mostrarem completamente diferentes de como se vendiam. Eles não têm nada de apartidários e isentos. São, na verdade, fortes linhas auxiliares, cúmplices de Temer e atuam com partidos que os financiam”, disparou.

O parlamentar acredita partidos como o PSDB, DEM e PPS e a Fiesp e a mídia saem enfraquecidos após o último domingo. “Não houve mais filé mignon e champanhe servidos na avenida Paulista nem campanha com frases pretensamente cívicas na fachada da Fiesp. Lula e Dilma botaram mais gente em Monteiro (PB) na inauguração popular da transposição do São Francisco do que esse pessoal em todo Brasil”, finalizou.

Para Humberto, flexibilização das leis trabalhistas pode aumentar desemprego

Segundo Humberto, a proposta trabalhista defendida pelo governo Temer é ruim para os trabalhadores e só atende aos interesses patronais. Foto: Tarsio Alves

Segundo Humberto, a proposta trabalhista defendida pelo governo Temer é ruim para os trabalhadores e só atende aos interesses patronais. Foto: Tarsio Alves

 

Uma das principais medidas defendidas pelo governo de Michel Temer (PMDB) para implementar sua criticada agenda político-econômica no país, a flexibilização das leis trabalhistas tem contribuído para o aprofundamento do desemprego no mundo. A avaliação é do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). O parlamentar citou levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que afirma que os países que adotaram uma legislação trabalhista que favorece a contratação de temporários com baixo nível de direitos, tiveram, na verdade, um aumento do índice de desempregados.

Segundo dados da OCDE, países como a Espanha e a Irlanda tiveram aumento considerável do número de desempregados após reformas trabalhistas. Na Espanha, o desemprego alcançou 19,4% em 2009, valor 5,4 pontos percentuais acima do registrado um ano antes, quando o país ainda não havia aprovado a mudança. Na Irlanda, o desemprego praticamente dobrou após as reformas, passando de 7,7% para 12,9% no ano seguinte à flexibilização.

De acordo com o líder do PT no Senado, a proposta trabalhista defendida pelo governo Temer é ruim para os trabalhadores e só atende aos interesses patronais. “Eles estão preparando um pacote que não beneficia em nada o povo. É um projeto para agradar os patos da Fiesp, que ajudaram a patrocinar o golpe contra a presidente Dilma Rousseff. Já falaram até em jornada de trabalho de 12 horas para o trabalhador. Isso é inadmissível”, afirmou Humberto. “Querem eliminar direitos históricos, conquistados à custa de muita luta, destruindo a CLT. Não vamos permitir.”

Segundo o senador, só a mobilização da sociedade poderá barrar as reformas previstas pelo governo Temer. “É imprescindível que tomemos às ruas e que sigamos a luta para que os direitos sejam assegurados. Não podemos aceitar que um governo ilegítimo e sem voto vá na contramão da experiência mundial e prejudique quem mais precisa, que são os trabalhadores. Temos que ocupar as ruas, as redes para assegurar que, no Brasil, não haverá nenhum direito a menos”, afirmou Humberto.

Humberto pede suspensão do impeachment até que Temer responda por caixa 2

Humberto apresenta questão de ordem para que Senado ouça Temer sobre denúncias de caixa 2. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Humberto apresenta questão de ordem para que Senado ouça Temer sobre denúncias de caixa 2. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

 

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), apresentou uma questão de ordem na manhã desta terça-feira (9), com base na Constituição Federal e no regimento interno da Casa, com o objetivo de suspender a votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff até que o presidente interino Michel Temer (PMDB) e seus ministros sejam ouvidos pelos senadores sobre as denúncias de que receberam recursos ilícitos por meio de caixa 2 em 2014.

Para Humberto, trata-se de fato gravíssimo, divulgado pela imprensa no fim de semana, que precisa ser investigado. “Obviamente que a investigação sobre essa questão não somente interfere no juízo da opinião pública como também no juízo dos próprios senadores. Quem em sã consciência será capaz de votar pelo impedimento da presidenta, que está sendo julgada, pasmem, por apenas três decretos e as chamadas pedaladas fiscais?”, questionou.

O senador avalia que a situação atual abre espaço para que fique à frente do Executivo alguém que é vítima de denúncias graves, “o que é surreal”. Por isso, segundo ele, a questão de ordem pede que o processo contra Dilma realize diligências para o Senado esclarecer os fatos.

“Assim, cada senador poderá votar com plena consciência. Vamos colocar no lugar de uma presidenta honesta alguém que não tem esse mesmo valor na sua formação e que tenha praticado crime de corrupção? Isso é inconcebível”, afirmou.

O parlamentar ressaltou que não está fazendo pré-julgamento sobre as supostas delações premiadas de executivos da Odebrecht, que revelam que Temer pediu “apoio financeiro” ao PMDB para a empreiteira: R$ 10 milhões em dinheiro vivo teriam sido repassados a integrantes do partido em 2014.

A contribuição teria sido pedida a Marcelo Odebrecht, então presidente da empresa, em maio de 2014, quando Temer ainda ocupava a vice-presidência, em um jantar no Palácio do Jaburu, do qual também participou o ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha (PMDB-RS).

Consta que R$ 4 milhões foram encaminhados a Padilha e R$ 6 milhões ao presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) Paulo Skaf, que à época disputava a eleição estadual para o governo paulista. A Odebrecht informou que contabilizou a doação ao PMDB em seu “caixa paralelo”.

Reportagens também revelaram que funcionários da Odebrecht afirmaram a investigadores da Lava Jato que a campanha de José Serra à Presidência, atual ministro das Relações Exteriores, em 2010, recebeu da empresa R$ 23 milhões por meio de caixa dois.

Nessa segunda-feira (8), parlamentares do PT, PCdoB e Rede protocolaram representação na Procuradoria-Geral da República pedindo o afastamento do presidente interino do cargo. Eles alegam que Temer tem se valido da função que exerce provisoriamente para evitar investigações de denúncias que envolvem seu nome e que começam a vir a público por conta de delações.

“A se confirmar o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, Temer seria efetivado no posto, tornando incontornável a sua irresponsabilidade penal relativa, o que poderia configurar fraude à Constituição. Não podemos deixar isso acontecer”, argumentou Humberto.

A sessão de hoje do Senado, presidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, decidirá se Dilma deve ser julgada por crime de responsabilidade. Ele rejeitou a questão de ordem apresentada pelo líder do PT.

 

Humberto pede investigação para apurar suposta propina pedida por Temer

 Líder do PT afirma que impeachment de Dilma perde força diante da denúncia contra interino. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Líder do PT afirma que impeachment de Dilma perde força diante da denúncia contra interino. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), anunciou nesta segunda-feira (8) que o partido vai apresentar 11 questões de ordem amanhã, na sessão do plenário que decide se Dilma Rousseff vai a julgamento por crime de responsabilidade, para impedir a apreciação da denúncia contra a presidenta.

O parlamentar argumenta que é um contrassenso uma presidenta da República responder um processo por conta de três decretos de suplementação orçamentária enquanto o presidente interino Michel Temer (PMDB) é acusado pelo dono da maior empreiteira do Brasil de ter pedido e recebido, em espécie, R$ 10 milhões na forma de caixa dois em 2015 e não haver sequer uma investigação.

“Queremos o fim da seletividade de investigações. Um lado, investiga. O outro, todo mundo fica caladinho. A presidenta pode perder o mandato amanhã e Temer, que pode ter recebido R$10 milhões de caixa dois, vai continuar, lépido e fagueiro, como presidente da República”, afirmou.

Humberto avalia que Temer precisa, sem dúvida, vir a público se explicar e que tem de haver investigação. “Não estão investigando Lula, Dilma, senadores, deputados e governadores? Por que não investigam o Sr. Michel Temer, o Sr. Eliseu Padilha e o Sr. José Serra, citados pelos executivos da Odebrecht, segundo a imprensa”, disse.

Ele ressaltou que não está dizendo que as denúncias são verdade e quem irá concluir sobre isso é o Ministério Público. “E tem de investigar rápido, porque se for mentira, há uma injustiça contra ele. E, se for verdade, há uma injustiça contra o povo brasileiro”, complementou.

Denúncias publicadas na imprensa no fim de semana apontam que a delação premiada de executivos da Odebrecht apresentará à Lava jato documento com relato de que Temer pediu “apoio” financeiro” ao PMDB para a empreiteira, que teria repassado R$ 10 milhões em dinheiro vivo a integrantes do partido em 2014.

A contribuição teria sido pedida a Marcelo Odebrecht, então presidente da empresa, em maio de 2014, quando Temer ainda ocupava a vice-presidência, em um jantar no Palácio do Jaburu, do qual também teria participado o atual ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha (PMDB-RS).

Teriam sido repassados R$ 4 milhões a Padilha e R$ 6 milhões ao presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) Paulo Skaf, que à época disputava a eleição estadual para o governo paulista. Segundo as notícias, em acordo para a delação, a Odebrecht informou que contabilizou a doação ao PMDB em seu “caixa paralelo”.

Reportagens também revelam que funcionários da Odebrecht afirmaram a investigadores da Lava Jato que a campanha de José Serra à Presidência, atual ministro das Relações Exteriores, em 2010, recebeu da empresa R$ 23 milhões por meio de caixa dois.

Os senadores decidirão nesta terça-feira (9), a partir das 9h, se a presidente afastada Dilma Rousseff vai a julgamento por crimes de responsabilidade. A votação encerra a fase de pronúncia, segunda etapa do processo de impeachment. Caso a maioria simples dos senadores aceite o parecer da Comissão Especial do Impeachment, Dilma será julgada e pode perder definitivamente o mandato.

Para Humberto, governo Dilma entra num novo ciclo de desenvolvimento

 

Humberto: viramos a página do ajuste fiscal e damos início agora a um novo e promissor ciclo para o Brasil. Foto: : Alessandro Dantas/Liderança do PT

Humberto: viramos a página do ajuste fiscal e damos início agora a um novo e promissor ciclo para o Brasil. Foto: : Alessandro Dantas/Liderança do PT

 

Após a aprovação do projeto de lei que realinha a tributação sobre a folha de pagamento das médias e grandes empresas brasileiras, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), foi à tribuna nesta quinta-feira (20) afirmar que o Governo da presidenta Dilma Rousseff entra, agora, em um novo ciclo de desenvolvimento. Ele aproveitou e agradeceu, durante o discurso, o empenho dos parlamentares da base aliada em favor do pacote do ajuste fiscal.

“O fato é que nós, agora, viramos uma página, a do ajuste fiscal, e demos início a um novo e promissor ciclo para o Brasil. Concluída essa fase de projetos que tinham o condão de nos oferecer um reequilíbrio das contas públicas, o Congresso Nacional se debruça, agora, sobre uma agenda positiva para o Brasil”, declarou.

Para o senador, o Legislativo tem de trabalhar neste momento para melhorar o ambiente jurídico e de negócios a fim de atrair investidores e arrumar mecanismos que estimulem a produção e o emprego, deem efetividade ao equilíbrio fiscal e promovam a agilidade da máquina pública e do Estado.

“Temos de resolver os problemas federativos crônicos e seguir estimulando essa política de desenvolvimento inclusivo que trilhamos, sem gerar gastos que prejudiquem a nossa estabilidade econômica”, afirmou.

O parlamentar avalia que o cenário de mudança é visível e ressaltou a animadora e consistente carteira de projetos apresentada pelo Governo nos últimos meses para recolocar o país nos trilhos do crescimento. Entre eles, o Programa de Investimentos em Logística, com previsão de quase R$ 200 bilhões em investimentos; o plano Safra para médios e grandes produtores, da ordem de R$ 187 bilhões; e o programa de investimento em energia elétrica, com R$ 186 bilhões estimados.

Humberto destacou que, nesse contexto, a visita da chanceler da Alemanha Angela Merkel ao país, iniciada ontem, se reveste de um grande significado. “A líder alemã, que trouxe ao Brasil 12 ministros e uma comitiva de empresários, veio assinar acordos e receber, das mãos da presidenta Dilma, todo o mapa de possibilidades que o Brasil tem a oferecer para estreitar as relações entre nossos países”, comentou. A Alemanha é o quarto maior parceiro comercial do Brasil.

De acordo com o líder do PT, o país tem um horizonte de muitos desafios, mas também de muitas perspectivas e possibilidades de avanço e crescimento. Por isso, segundo ele, é um momento singular para que todos somem forças com a finalidade de mostrar a nossa capacidade de superação.

“O país vai driblar esse momento de dificuldade com muito trabalho e responsabilidade. A quem se alimenta de raiva e de crise, que se afunde com elas. O Brasil é maior que tudo isso e não será arrastado para essa vala comum onde vocês estão atolados”, concluiu.
Preocupadas com a estabilidade do país, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e as Confederações Nacional da Indústria (CNI), dos Transportes (CNT) e da Saúde (CNS) se manifestaram ontem a favor da união de todos os brasileiros em torno do crescimento. A Fiesp e a Firjan, as duas maiores federações de indústrias brasileiras, já haviam expressado o mesmo desejo.