Fundação Oswaldo Cruz

Senado aprova relatório de Humberto que amplia produção de vacinas da Fiocruz

umberto explicou que a proposta permite que outros produtos possam ser produzidos e comercializados, dando assim uma importante contribuição ao Brasil para que consiga exercer o papel de vanguarda na área da saúde e, especialmente, no que diz respeito à vigilância em saúde.  Foto: Roberto Stuckert Filho

umberto explicou que a proposta permite que outros produtos possam ser produzidos e comercializados, dando assim uma importante contribuição ao Brasil para que consiga exercer o papel de vanguarda na área da saúde e, especialmente, no que diz respeito à vigilância em saúde. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O Senado aprovou, no fim da tarde desta quarta-feira (12), o projeto de lei relatado pelo líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), que cria condições para que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tenha a possibilidade de ampliar a sua produção de medicamentos e vacinas, principalmente contra febre amarela. A matéria segue para sanção presidencial.

De acordo com o senador, a doença era considerada erradicada, mas está reemergindo no mundo inteiro, não sendo alvo, até agora, de interesse da indústria farmacêutica. “A Fiocruz tem ampla capacidade de produção e, hoje, já é a instituição que detém a maior parte do que é produzido em termos de vacina contra a febre amarela no mundo”, ressaltou.

Humberto explicou que a proposta permite que outros produtos possam ser produzidos e comercializados, dando assim uma importante contribuição ao Brasil para que consiga exercer o papel de vanguarda na área da saúde e, especialmente, no que diz respeito à vigilância em saúde.

“A impossibilidade de a fundação atuar no apoio às atividades de produção de bens que incorpora em sua missão institucional tem acarretado graves problemas, inclusive de relacionamento junto a organismos internacionais, demandando ações urgentes, visando superar tais limitações”, resumiu.

Segundo ele, entre essas restrições, destacam-se também demandas internacionais expressivas e urgentes para a exportação da vacina contra a febre amarela. O senador observou que o país tem compromissos pactuados com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para o fornecimento de doces da vacina contra a doença.

“Há grande expectativa de maior demanda dessa vacina brasileira pelas agências no exterior. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a demanda é de 130-170 milhões de doses/ano para os próximos seis anos. A Fiocruz já foi acionada por organismos internacionais que indicam a alta expectativa quanto à manutenção e ampliação das quantidades até então compromissadas”, contou.

Humberto, que já foi ministro da Saúde, disse que a vacina da Fiocruz é um exemplo de produto de base tecnológica nacional essencial para enfrentar problemas de saúde coletiva em nível mundial, cujo atual impedimento de fornecimento seria viabilizado com a medida aprovada no Senado.

“Para além dos benefícios em saúde em escala mundial, a exportação dessa vacina garante a geração de empregos no país e, igualmente importante, favorece a entrada de divisas, o que contribui para a redução do déficit da balança comercial na área da saúde”, explicou.

“Estamos vivendo o pior momento do SUS”, avalia Humberto

O líder petista, ex-ministro da Saúde, proferiu palestra sobre o SUs e a conjuntura política brasileira, na Fundação Oswaldo Cruz

O líder petista, ex-ministro da Saúde, proferiu palestra sobre o SUS e a conjuntura política brasileira

Para uma plateia de pesquisadores e profissionais da área da Saúde, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), fez duras críticas às políticas adotadas para o setor pelo governo de Michel Temer (PMDB). Segundo Humberto, desde que o Sistema Único de Saúde (SUS) foi implantado, é a primeira vez que um ministro da Saúde assume abertamente o papel de atender a interesses corporativos e de instituições privadas em detrimento do próprio sistema e do bem estar da população brasileira. Hoje, quem comanda a pasta é Ricardo Barros (PP).

“Vivemos, sem dúvida, o pior momento da história do SUS. Desde que o sistema foi implantado, em 1988, todos os ministros que passaram pela pasta, até mesmo nos governos de Collor e de Fernando Henrique Cardoso, tinham uma preocupação de melhorar o SUS, de garantir recursos, pensar novos projetos. Mas o atual comandante da pasta age exatamente fazendo o oposto. Ele defende mais os planos de saúde que os pacientes. Administra o SUS, mas é o primeiro a dizer que ele precisa diminuir de tamanho. A quem o ministro está servindo? Porque ao povo é que não é”, questionou o senador.

Ex-ministro as Saúde, Humberto foi convidado de debate sobre o SUS no Brasil na conjuntura política e econômica atual. A conversa fez parte da programação dos 30 anos do Núcleo de Estudos de Saúde Coletiva da Fundação Oswaldo Cruz (NESC). Para ele, há um claro desmonte das políticas públicas da área da saúde. “Ricardo Barros não é um médico, é engenheiro de profissão e só assumiu a pasta porque está na cota do PP. Não é à toa que estamos sofrendo este desmonte. Estão querendo acabar com tudo aquilo que foi estabelecido pela constituição de 1988 que, mesmo com idas e vindas, seguia o objetivo de produzir o bem estar social”, assinalou.

Segundo Humberto Costa, é fundamental manter a mobilização em favor do SUS. “Precisamos ter ainda mais debates, trazer a população para a conversa. Levar o problema para as ruas, para as redes e denunciar qualquer tipo de desmonte do Sistema Único de Saúde. Só com a força de todos é que conseguiremos barra este processo”, afirmou o senador.

Mais Médicos, criado por Dilma, atua nos municípios mais pobres, afirma pesquisa

Humberto: Temos que ficar atentos para evitar que, passadas as eleições municipais, o governo sem voto de Temer comece o desmonte desse programa tão importante. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Temos que ficar atentos para evitar que, passadas as eleições municipais, o governo sem voto de Temer comece o desmonte desse programa tão importante. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

O Mais Médicos foi criado em 2013 pela presidenta Dilma Roussef e é considerado um dos programas mais importantes da pasta da saúde. Estudo realizado pelo Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz em Recife (PE), indica que, no Nordeste, 63% dos profissionais estão atuando nos municípios mais pobres, o que resultou em um aumento da razão de médicos por mil habitantes na região.

“A presidenta Dilma criou o Mais Médicos para aquela população que vinha sofrendo com a falta de atendimento em seus municípios. Esse foi um programa que revolucionou o País e que, com esse governo atual, não tem garantias que vá continuar”, afirmou o líder do PT no Senado, Humberto Costa.

A pesquisa ainda apresenta dados indicando que 88% dos profissionais trabalham para a rede de saúde com municípios de até 50 mil habitantes. Os estados de Pernambuco, Bahia, Ceará e Maranhão foram os que mais absorveram o contingente de profissionais do programa. “Nós temos que ficar atentos para evitar que, passadas as eleições municipais, o governo sem voto de Temer comece o desmonte desse programa tão importante. Eles já deram vários sinais de que são contra o Mais Médicos quando voltaram a discutir se a MP que mantinha os médicos cubanos por mais três anos no Brasil iria passar ou não no Congresso Nacional”, lembrou o senador petista.

Outra informação importante apontada na pesquisa do Aggeu Magalhães indica que os pesquisadores identificaram um decréscimo no índice de alguns tipos de internações na região Nordeste. Com exceção do Maranhão, a redução foi de 35%. Em 2008, a média de casos de gastroenterite e diarreia, por exemplo, era de 6.093. No segundo ano de funcionamento do programa, foram reduzidos para 3.993 casos.

O Mais Médicos beneficia mais de 63 milhões de brasileiros e tem como objetivo suprir a carência de médicos nos municípios carentes do interior, principalmente no Nordeste, e nas periferias das grandes cidades brasileiras. Ao todo são 18.240 médicos atuando em 4.058 municípios (73% dos municípios brasileiros) e nos 34 distritos de saúde indígenas.

Humberto destaca investimento de R$ 10 mi contra zika

Humberto: O governo não tem medido esforços para vencer a guerra contra o Aedes aegypti, que vem espalhando doenças e afetando a vida de milhares de famílias brasileiras. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: O governo não tem medido esforços para vencer a guerra contra o Aedes aegypti, que vem espalhando doenças e afetando a vida de milhares de famílias brasileiras. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 
Em uma nova etapa na guerra contra o mosquito Aedes aegypti, o Governo Federal anunciou investimento de R$ R$ 10,4 milhões para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com a finalidade de desenvolver estudos no combate ao vírus zika, relacionado à proliferação de caso de microcefalia em bebês.

“O governo não tem medido esforços para vencer a guerra contra o Aedes aegypti, que vem espalhando doenças e afetando a vida de milhares de famílias brasileiras. Com esses novos recursos anunciados, estamos avançando para buscar soluções definitivas contra a zika”, disse o líder do Governo no Senado, Humberto Costa,

Cerca de R$ 6 milhões serão destinados para projetos de cooperação bilateral para pesquisas de zika e microcefalia entre a Fiocruz e o National Institutes of Health (NIH). O restante, R$ 4,4 milhões, será para o financiamento da vacina contra a doença.

Ao todo, o investimento do Ministério da Saúde em estudos científicos já ultrapassa R$ 125 milhões para o desenvolvimento de vacinas e soros para as doenças causadas pelo Aedes aegypti, que – além do zika – é vetor de doenças como a dengue e a chikungunya.

De acordo com o senador Humberto Costa, apesar do investimento contra o mosquito, é preciso um esforço conjunto para combater o mosquito. “O Brasil está na vanguarda das pesquisas sobre o Aedes, mas é só com o a união de todos que conseguiremos erradicar o vetor de tantas doenças. Até agora, a forma mais eficaz de combater o mosquito é eliminando o foco”, destacou o líder do Governo.

Pernambuco – Segundo o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado no último dia 1º de março, foram notificados 1.672 casos de bebês com microcefalia em Pernambuco, dos quais 215 já foram confirmados.