Governo Federal

Humberto denuncia corte de 62% no orçamento para ações contra câncer

Para Humberto, o programa nacional para controle do câncer está sendo atacado radicalmente. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, o programa nacional para controle do câncer está sendo atacado radicalmente. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Atento aos “absurdos” cortes promovidos pelo governo Temer em áreas sociais sensíveis à população, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), denunciou, nessa terça-feira (7), durante a sessão do Senado, o contingenciamento de 62% da verba destinada a ações de controle do câncer no país. Segundo ele, a tesourada no orçamento vai prejudicar, principalmente, milhares de mulheres que precisam realizar exames e tratamentos de câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS).

No plenário, o parlamentar pediu ao presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que coloque em votação o projeto de decreto legislativo que susta a portaria do Ministério da Saúde que cria dificuldades para o acesso de mulheres com idade entre 40 e 49 anos ao exame de mamografia pelo SUS. Em resposta à solicitação de Humberto, o peemedebista afirmou que a proposta será apreciada nesta quarta-feira (8).

“Precisamos debater aqui nesta Casa a Lei Orçamentária Anual de 2018, encaminhada por esse nefasto governo, para tentar recompor esses recursos no setor e voltar a dar prioridade ao tema, tão importante à população. O câncer de mama é o que mais mata no nosso país, depois do câncer de pele não-melanoma, e temos de manter as políticas de prevenção e enfrentamento criadas e difundidas por Lula e Dilma”, disse Humberto.

Segundo ele, o programa nacional para controle do câncer, que tem como objetivo reduzir a mortalidade e a incapacidade causadas pela incidência de alguns tipos nas pessoas, está sendo atacado radicalmente.

“Com a prioridade dada pelos nossos governos, ampliamos a rede de tratamento, oferecendo os procedimentos de radioterapia e quimioterapia, e instalamos centros para diagnósticos e realização de biopsias. Tudo financiado com recursos do governo federal”, explicou.

Ele ressaltou que, em novembro de 2015, foram realizados 3,7 milhões de exames de mamografia diagnóstica bilateral para detectar o câncer de mama, sendo gastos R$ 167 milhões. Deste total, 2,2 milhões foram realizados na população entre 50 e 69 anos. Em relação ao tratamento, foram 258 mil cirurgias, 2,6 milhões procedimentos de quimioterapia e mais de 9,6 milhões de radioterapias. Mais de R$ 2,6 bilhões foram investidos.

Temer destrói o Brasil, assalta a indústria naval e humilha Pernambuco, diz Humberto

Ao lado de Dilma e Lula, Humberto participa, em Ipojuca, de ato em defesa da indústria naval em agosto passado. Foto: Roberto Stuckert Filho

Ao lado de Dilma e Lula, Humberto participa, em Ipojuca, de ato em defesa da indústria naval em agosto passado. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Após denunciar intensamente, nos últimos meses, os planos de venda de setores estratégicos do país à iniciativa privada a preço de banana, como a Petrobras, a Eletrobrás e até a Amazônia, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou, nesta quarta-feira (18), o desmonte promovido pelo governo Temer (PMDB) à indústria naval, principalmente em Pernambuco.

Segundo o parlamentar, o Palácio do Planalto tomou mais uma medida monstruosa ao editar uma Medida Provisória (MP) que vai afetar a maior estatal de petróleo do país e também destruir o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife . A MP 795/2017 muda a legislação, baixa as alíquotas de importação e permite facilidade para que navios sejam importados do exterior.

“É uma medida que escancara o mercado nacional à importação de navios com uma régia isenção fiscal. Como o nosso país vai competir com os outros, que são bastante capacitados nessa área? Isso poderá resultar no fechamento das nossas portas, colocando em risco quase 4 mil postos de trabalho no Estado. Infelizmente, essa destruição pode começar a ocorrer já em 2018”, afirmou.

Humberto espera que a Comissão Mista no Congresso Nacional que analisa “mais essa anomalia parida por esse escroque de faixa presidencial chamado Temer” seja alterada para que o país não passe por uma nova espoliação. O senador também aproveitou e criticou a falta de apoio dos quatro ministros pernambucanos que compõem o governo federal.

“Nosso Estado está sendo destruído terrivelmente e é uma vergonha para nós, que estamos sendo discriminados abertamente, ver quatro ministros que não levantam a voz em nenhum momento para defender o nosso patrimônio. Eles se preocupam apenas com as suas bases eleitorais”, detonou.  O líder da Oposição afirmou que “quem tem quatro ministros como esses não precisa de inimigos”.

“De qualquer forma, estamos atentos a essas constantes investidas e, assim como já vencemos batalhas importantes como a da Hemobrás, venceremos mais essa em favor do Estaleiro Atlântico Sul, dos navios construídos em Pernambuco e dos quase quatro mil trabalhadores que lá estão e têm imenso orgulho da beleza de tudo o que produziram até hoje”, concluiu.

O estaleiro em Ipojuca foi criado em novembro de 2005 e tem o objetivo ser o maior e mais moderno no setor de construção naval e offshore do hemisfério Sul. O empreendimento, um marco na revitalização da indústria naval no Brasil, é resultado de investimentos de R$ 1,8 bilhão e tem capacidade instalada de processamento da ordem de 160 mil toneladas de aço por ano.

PAC sofre com cortes do governo Temer, denuncia Humberto

Para Humberto, o cortes no PAC paralisam o Brasil e dificultam a retomada da nossa economia. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, o cortes no PAC paralisam o Brasil e dificultam a retomada da nossa economia. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Os projetos financiados pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) têm sofrido duro golpe no governo de Michel Temer. Mesmo depois da Lei Orçamentária deste ano ter previsto um total de R$ 36 bilhões para o programa, valor menor que o repassado no ano passado, o PAC recebeu uma nova tesourada de R$ 12,6 bilhões. O programa é o principal responsável por promover obras de infraestrutura em todo o País, como portos, rodovias, ferrovias, aeroportos, saneamento, geração de energia e hidrovias.

Segundo o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), o cortes no PAC paralisam o Brasil e dificultam a retomada da nossa economia. “O programa foi criado como uma ferramenta para estimular o desenvolvimento do País, garantindo ações estruturadoras que trouxessem benefícios diretos aos brasileiros. Estão reunidas no programa as obras mais importantes. Cortar o PAC é congelar o crescimento e paralisar construções que podem acabar se tornando elefantes brancos e custar ainda mais dinheiro à União”, alertou o senador.

De acordo com o balanço mais recente do governo federal, em 2015 foram investidos R$ 47,2 bilhões no programa. Em 2016, houve uma redução e foram repassados para o PAC R$ 42 bilhões. Neste ano, no entanto, o corte é ainda mais expressivo. Até junho deste ano, foram investidos apenas R$ 10,3 bilhões. “O País precisa de estradas, ferrovias, obras estruturadoras para atrair investimentos, gerar mais empregos e melhorar a qualidade de vida da população. O PAC é um programa imprescindível que faz a roda da economia girar. Sem investimento, todos os setores perdem”, avaliou.

O senador disse ainda que o Nordeste é a principal vítima dos cortes do PAC. Só em Pernambuco, existem 2.111 empreendimentos financiados pelo programa. “O Nordeste é quem mais sente o efeito dos desatinos desse governo. Temer está promovendo uma paralisia na economia da região. Pernambuco, por exemplo, tem um dos piores índices de desemprego do País e não é por acaso. Estão querendo matar por inanição a região brasileira que mais cresceu nos últimos 14 anos”, assinalou Humberto Costa.

Humberto se reúne com ministro da Integração para cobrar verba à adutora do Pajeú

Humberto explicou que as emendas das duas bancadas poderiam chegar a pouco mais de R$ 100 milhões no orçamento e, assim, contribuir para os 30% de obras restantes.Foto:  Roberto Stuckert Filho

Humberto explicou que as emendas das duas bancadas poderiam chegar a pouco mais de R$ 100 milhões no orçamento e, assim, contribuir para os 30% de obras restantes.Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Preocupado com o ritmo da execução da obra da adutora do Pajeú, em Pernambuco, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PE-PT), sugeriu, nesta terça-feira (26), em reunião com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, que os parlamentares do Estado e da Paraíba apresentem emendas de bancada para concluir o empreendimento.

Humberto explicou que os congressistas dos dois Estados estão atentos aos cortes orçamentários feitos pelo governo federal, pois consideram fundamental a chegada da água do rio São Francisco nos 22 municípios pernambucanos e nos oito paraibanos contemplados pelo projeto.

O senador explicou que as emendas das duas bancadas poderiam chegar a pouco mais de R$ 100 milhões no orçamento e, assim, contribuir para os 30% de obras restantes.

“O desgoverno Temer não pode contingenciar esses recursos e paralisar a obra, tão importante para diminuir o problema da seca na nossa região. Não estamos falando de um projeto bilionário, mas sim da liberação de R$ 185 milhões, no total, para finalizar o empreendimento em 2018. A situação hídrica atual é caótica”, ressaltou.

Segundo ele, os munícipios estão numa situação de colapso há muitos anos e os parlamentares precisam, na disputa que há pelos poucos recursos existentes, estarem unidos a fim de beneficiar o povo sertanejo.

“O que nós queremos do ministério é R$ 25 milhões para concluir a 1ª fase da 2ª etapa este ano, que inclui as cidades de Triunfo e Santa Cruz da Baixa Verde, e R$ 160 milhões para a sua totalidade. O governo federal tem de se sensibilizar com a falta d’água em uma das regiões mais sofridas do país”, avalia.

O projeto da segunda etapa prevê duas unidades de captação no Eixo Leste do projeto de Integração do Velho Chico nos municípios de Betânia (PE) e Sertânia (PE), 13 estações elevatórias, mais de 400 quilômetros de adutoras com diâmetro de 100 a 700 milímetros, 11 reservatórios com capacidade unitária variando de 200 a 7 mil metros cúbicos.

Governo Temer contingencia 44% dos recursos das Forças Armadas, alerta Humberto

Humberto: Michel Temer vem deixando o país abandonado na área da segurança nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Michel Temer vem deixando o país abandonado na área da segurança nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho

Com a economia aos frangalhos e um governo chegando a quase 100% de avaliação negativa, Michel Temer vem apresentando uma política de defesa cada vez mais ineficaz e, mês a mês de definhando, vem deixando o país abandonado na área da segurança nacional. Essa é a avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), ao comentar o contingenciamento de 44% dos recursos imposto às Forças Armadas neste ano.

“Segundo o comando da corporação, os recursos disponíveis só serão suficientes para cobrir os gastos até este mês. Depois disso, veremos um verdadeiro caos e desmonte no Exército, Marinha e Aeronáutica”, denunciou Humberto.

Integrantes do Alto Comando das três forças já estão avaliando que haverá um verdadeiro colapso caso o Governo Federal não libere mais verbas, reduzindo o expediente e antecipando a baixa dos recrutas. Atualmente, já está sendo realizado um plano de “economia” com a substituição do quadro de efetivos por temporários com o objetivo de reduzir o custo previdenciário.

“É impressionante ver como esse governo ilegítimo veio para destruir todos os avanços de Lula e Dilma que investiram na aquisição de tecnologia com vistas à defesa da soberania nacional”, lembrou o senador petista.

Humberto alertou para o enfraquecimento das fronteiras com esse corte drástico de recursos das Forças Armadas. A consequência disso, segundo o parlamentar, é que o país ficará completamente à mercê do tráfico de drogas e violência que entram pelas bordas com outros países, pois apenas 600 km dos 17 mil km de fronteiras secas estarão protegidos.

“Com esse corte de quase 50% que Temer deu nas corporações, teremos menos de 5% das nossas fronteiras protegidas pelos militares. Se já estávamos convivendo com uma violência de grandes proporções, sem a ajuda das Forças Armadas, que está sofrendo esse desmonte, a situação ficará pior ainda”, prenunciou Humberto Costa.

Cortes de Temer ameaçam funcionamento de serviços essenciais, alerta Humberto

Humberto: falta dinheiro para absolutamente tudo neste país, menos para comprar os votos de parlamentares no Congresso nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: falta dinheiro para absolutamente tudo neste país, menos para comprar os votos de parlamentares no Congresso nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O risco iminente de paralisação de vários serviços essenciais do governo federal levou o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), a elevar o tom das críticas à gestão de Michel Temer (PMDB). Com um déficit primário de R$ 139 bilhões, até agora, a gestão peemedebista tem tido dificuldades para cumprir a meta fiscal deste ano e já anunciou novos cortes de R$ 45 bilhões. Alguns serviços já estão sendo paralisados por falta de recursos e órgãos federais já estão com dificuldades para pagar contas como água, luz, limpeza e segurança.

“Quando foi dado o golpe falaram que fariam um governo de salvação nacional. Mas a verdade é que estavam interessados em salvar apenas a própria pele. Falta dinheiro para absolutamente tudo neste país, menos para comprar os votos de parlamentares no Congresso nacional. Só para os ministros tucanos, sócios deste desgoverno, foram liberados R$ 19,2 milhões em emendas empenhadas entre junho e julho. Mas dinheiro para pagar a conta de luz das universidades, não tem”, afirmou o senador Humberto Costa.

Este ano, as universidades federais tiveram o orçamento deste ano reduzido em 11,4%, em relação a 2016. E para piorar, dos R$ 7 bilhões que seriam gastos no ensino superior, R$ 2,4 bilhões foram contingenciados. Algumas instituições já anunciaram que só têm recursos disponíveis para bancar as despesas básicas até agosto. “Mendonça Filho, também conhecido como ministro mãos de tesoura, vai entrar para a história com uma triste marca. Nunca, em tão pouco tempo, se viu tamanha deterioração do ensino público deste País, com unidades ameaçando fechar por falta de recurso”, afirmou Humberto.

Além do funcionamento das universidades públicas, outros serviços estão ameaçados. A operação de distribuição de água no Nordeste para municípios também foi afetada. Os recursos disponíveis para o serviço se esgotaram em julho deste ano. “Mais uma vez, o Nordeste é prejudicado por este governo ilegítimo de Temer. Cortar a distribuição de água a municípios que sofrem com a seca é mais do que uma amostra da incompetência deste governo. É crueldade”, afirmou Humberto.

Humberto exige permanência da Hemobras em Pernambuco

umberto quer saber o que leva o Ministério da Saúde a querer retirar produção da Hemobras de Pernambuco. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto quer saber o que leva o Ministério da Saúde a querer retirar produção da Hemobras de Pernambuco. Foto: Roberto Stuckert Filho

Considerando a retirada da Hemobras uma ação política de retaliação a Pernambuco, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), exigiu do governo Temer que impeça, imediatamente, a ideia do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), de construir uma fábrica de hemoderivados em Maringá (PR), reduto eleitoral do ministro. A posição foi externada pelo senador ao próprio Barros na noite dessa quarta-feira (5), ao exigir do Ministério da Saúde mais informações sobre o projeto.

Humberto, juntamente com outros deputados e senadores de Pernambuco, está atento à movimentação, que pode prejudicar o funcionamento da unidade de produção da Hemobras em Goiana (PE), na Mata Norte, na qual já foi investido mais de R$ 1 bilhão, e perdeu prioridade para o governo federal.

“A bancada do Estado decidiu, nessa quarta-feira (5) em reunião, de forma unânime, ir até o ministro para defender a fábrica pernambucana, que gera empregos e renda ao nosso povo. Queremos saber qual o objetivo da construção de uma unidade no Sul do país e a quais interesses essa movimentação atende”, afirmou.

O líder da Oposição disse que não é contra a construção da fábrica no Paraná, desde que as regras fiquem claras para que não haja qualquer prejuízo a Pernambuco, tanto do ponto de vista da produção dos produtos e tratamento de hemofílicos quanto em relação aos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com a questão.

Com cerca de 48 mil metros quadrados, a fábrica de hemoderivados em Goiana tem a gestão do plasma como um dos carros-chefes da empresa. “A Hemobras, a estatal do sangue Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia, foi criada em 2004 na minha gestão como ministro da Saúde do presidente Lula, com o objetivo de garantir a autossuficiência em derivados de sangue no Brasil e já é uma realidade, um patrimônio de Pernambuco. O que vai acontecer com o que foi investido até hoje pelo governo federal? Vai se jogar no ralo?”, questionou o parlamentar.

O senador lembrou que o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) também está preocupado com a negociação no Ministério da Saúde que prevê a construção de uma unidade em Maringá (PR). Um pedido formal de esclarecimentos foi encaminhado para que o ministro apresente as justificativas legais, técnicas e as vantagens econômicas do acordo.

De acordo com a proposta, um consórcio seria formado entre os laboratórios públicos estaduais Butantã (SP), Tecpar (PR), a Hemobrás e a empresa suíça Octapharma.

Humberto está atento às iniciativas do Ministério da Saúde desde que Temer assumiu o Palácio do Planalto, em maio do ano passado. Desde então, tem denunciado o desmonte na pasta, como a edição da portaria, em 4 de abril de 2017, que retira da fábrica em Pernambuco a responsabilidade do fracionamento do plasma captado no Brasil – abrindo caminho para a construção de uma unidade no Paraná.

Construção de nova fábrica de hemoderivados gera especulações sobre o desmonte da Hemobras

Humberto: O que vai acontecer com os R$ 820 milhões que foram investidos pelo Governo Federal? Vão jogar no ralo? Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O que vai acontecer com os R$ 820 milhões que foram investidos pelo Governo Federal? Vão jogar no ralo? Foto: Roberto Stuckert Filho

A notícia de que o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PMDB), planeja a construção de uma nova fábrica de hemoderivados no seu reduto, a cidade de Maringá (PR), gerou preocupação ao líder da Oposição e ex-ministro da Saúde, Humberto Costa (PT). Segundo o senador, a medida pode esvaziar a ação da Hemobras em Pernambuco e, consequentemente, trazer prejuízos ao Estado.

“A Hemobras foi criada com o objetivo de garantir a autossuficiência em derivados de sangue no Brasil e já é uma realidade, um patrimônio de Pernambuco O que vai acontecer com os R$ 820 milhões que foram investidos pelo Governo Federal? Vão jogar no ralo?”, questionou Humberto. O senador também lembrou que o Governo do Estado é um dos acionistas da empresa e cobrou uma ação “enérgica” para evitar o esfacelamento da fábrica.

O líder da Oposição disse ter acendido o alerta sobre o desmonte da Hemobras a partir de uma nova portaria do Ministério da Saúde, do dia 4 de abril de 2017. A portaria retira da fábrica a responsabilidade do fracionamento do plasma captado no Brasil. Com cerca de 48 mil metros quadrados, a fábrica de hemoderivados em Goiana tinha a gestão do plasma como um dos carros-chefes da empresa. O documento também fala na “necessidade de revisão do modelo de negócio”.

As suspeitas sobre o esvaziamento da empresa se agravaram ainda mais após as declarações do ministro sobre a construção de uma nova fábrica de hemoderivados no Paraná. Com base na portaria, o senador pediu esclarecimentos ao Ministério da Saúde e convocou Ricardo Barros para participar de audiência pública no Senado.

“Não vamos permitir que destruam uma empresa como a Hemobras. Já é uma prática recorrente do governo golpista. Primeiro desmonta, quebra o patrimônio público, e depois vende a preço de banana. Vamos pedir explicações ao ministro e saber quais são as reais intenções para construir uma nova fábrica no seu reduto eleitoral quando temos aqui uma empresa de hemoderivados com um enorme potencial para ser explorado”, afirmou.

O senador também lembrou que, por causa da Hemobras, foi montado um polo farmacoquímico e outras empresas estão se instalando em Pernambuco. Uma delas é a Aché, que anunciou, este ano, a instalação de uma nova fábrica com investimento R$ 500 milhões. O novo empreendimento vai gerar 500 empregos diretos e 2.5 mil indiretos.

O próprio Ministério Público e o TCU também já fizeram pedidos formais de esclarecimentos ao Ministério da Saúde sobre a nova fábrica. Um dos pontos de questionamento dos órgãos de controle é a possibilidade de criação de um novo consórcio entre a Hemobras e os laboratórios Tecpar, Butantan e Octapharma, empresa condenada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) por formação de cartel.

“O ministério já tem uma política muito bem sucedida (Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo – PDP) que dita as regras do acordo de cooperação entre a Hemobras e um laboratório privado para transferência de tecnologia. Além de não explicar porque pretende construir uma nova fábrica, já que existe uma funcionando em Pernambuco, o ministro também deixa dúvidas sobre a legalidade deste novo consórcio. A única justificativa plausível para tudo isto é o imenso desejo do ministro de fazer barganha política com o dinheiro público”, concluiu.

Humberto: “Rejeição a Temer mostra que seu governo é insustentável”

Humberto: O governo que aí está nunca teve a legitimidade. Emergiu de um golpe em que uma presidente eleita foi tirada do cargo por um crime de responsabilidade que não cometeu. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O governo que aí está nunca teve a legitimidade. Emergiu de um golpe em que uma presidente eleita foi tirada do cargo por um crime de responsabilidade que não cometeu. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Pesquisas realizadas pelo próprio Governo Federal, na internet , revelam que a popularidade do presidente Michel Temer (PMDB) segue despencando. Segundo o levantamento, o peemedebista tem hoje cerca de 5% de aprovação. No Nordeste, a situação de Temer é ainda mais grave. Em alguma das regiões metropolitanas avaliadas em levantamento, a reprovação chega a 99%.

Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), a avaliação negativa de Temer se dá por diversos fatores. Entre eles, a forma ilegítima com que chegou ao poder até os inúmeros casos de corrupção que envolvem o peemedebista e sua equipe. Recentemente, Temer apareceu em gravação com o presidente da JBS, Joesley Batista, conversando sobre uma mesada para que o ex-deputado Eduardo Cunha (PDMB-RJ) ficasse em silêncio na prisão.

“Essa rejeição mostra que a situação de Temer é insustentável. O governo que aí está nunca teve a legitimidade. Emergiu de um golpe em que uma presidente eleita foi tirada do cargo por um crime de responsabilidade que não cometeu. De lá para cá, o que a gente vê é o País afundando casa vez mais numa crise sem fim e um presidente ilegítimo às voltas, a cada semana, com uma nova denúncia. Temer, ao assumir, disse que queria fazer um governo de salvação nacional, mas, ao que parece, não conseguirá nem ele mesmo se salvar”, ironizou Humberto.

Segundo o senador, também contribuíram para o cenário as propostas de reformas Trabalhista e Previdenciária. “Nunca projetos como estes passariam pelo crivo das urnas. Só um governo ilegítimo seria capaz de impor essa agenda de retirada de direitos dos trabalhadores. E o pior é que, mesmo se segurando nas cordas, ele segue tentando enfiar goela baixo essa agenda perversa. Mas a população se mantém em luta contra o governo Temer e sua política nefasta de confisco de direitos do trabalhador”, afirmou o líder oposicionista.

 

Temer vai gastar R$180 milhões para dizer não tem dinheiro para a previdência, denuncia Humberto

Humberto: O governo Temer não tem apoio nem dentro e nem fora do Congresso para aprovar esse projeto que é absurdamente danoso para o trabalhador. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O governo Temer não tem apoio nem dentro e nem fora do Congresso para aprovar esse projeto que é absurdamente danoso para o trabalhador. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Apesar do discurso de austeridade, o governo de Michel Temer (PMDB) vai liberar R$ 180 milhões de verba de publicidade para tentar convencer a população de que a Reforma da Previdência é boa para os brasileiros. Entre as alterações previstas pelo governo estão a fixação de uma idade mínima de 65 anos para requerer aposentadoria e a elevação do tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 25 anos.

Para o líder da Oposição, Humberto Costa (PT), ação mostra o desespero da gestão peemedebista que, até agora, não conseguiu os votos necessários para a aprovação do projeto no Congresso Nacional. “O governo Temer não tem apoio nem dentro e nem fora do Congresso para aprovar esse projeto que é absurdamente danoso para o trabalhador. Vejam só, ele diz que não tem dinheiro para saúde, para a educação e nem mesmo para pagar a Previdência, mas tem dinheiro para gastar com propaganda para tentar enganar a população”, afirmou o senador.

A verba de publicidade será destinada para jornais, sites e emissoras de rádio e televisão cujos comunicadores aceitem falar bem da reforma. Deputados e senadores serão os responsáveis pela indicação dos órgãos que receberão a verba publicitária.

“A propaganda virou moeda de troca do desgoverno Temer, assim como a concessão de cargos e a liberação de emendas. Tudo para tentar garantir o apoio a essa reforma nefasta que, na prática, acaba com a aposentadoria dos trabalhadores desse país. Mas os parlamentares sabem o peso que é estar com esse governo impopular e apoiar esse projeto junto à população. Todos seguimos mobilizados, nas ruas e nas redes contra essa proposta que quer fazer com o trabalhador brasileiro morra de trabalhar”, concluiu.

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