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Temer está levando o país de volta ao Mapa da Fome, afirma Humberto

Humberto: Tudo aquilo que conquistamos agora segue ameaçado por esta política de terra arrasada do governo Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Tudo aquilo que conquistamos agora segue ameaçado por esta política de terra arrasada do governo Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O governo de Michel Temer está deixando o Brasil mais pobre. A afirmação é do líder da Oposição, Humberto Costa (PT), com base no levantamento do Banco Mundial, que calcula que mais de 3,5 milhões de pessoas podem ter voltado a viver abaixo da linha da pobreza no Brasil, nos últimos dois anos. “É inegável o retrocesso que estamos vivendo no Brasil. Estão acabando com tudo que demoramos tanto a conquistar. Estamos criando uma nova massa de miseráveis, que viram a vida melhorar, mas que agora voltaram a conviver com a fome e com a pobreza extrema no Brasil. Mais do que qualquer outro dado, esses números mostram como está sendo perverso o governo Temer para o País”, afirmou Humberto.

O senador também avalia que um dos principais fatores determinantes para o crescimento da população que vive abaixo da linha da pobreza foi o corte promovido por Temer nos programas sociais. Só o Bolsa Família teve uma redução de 1,1 milhão de beneficiados, em todo o Brasil. “É inegável o papel que o Bolsa Família tem na redução das desigualdades e no combate à fome no País. Quando você corta, do dia para a noite, um programa como este, o resultado é extremamente cruel”.

Em relatório entregue às Nações Unidas, 40 ONGs que atuam no Brasil, entre elas o Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômica) e o ActionAid alertam sobre o aumento da miséria no País. Para Humberto, se continuar neste caminho o Brasil deve voltar ao Mapa da Fome da ONU. “O mais difícil de tudo isso é ver um governo que jamais passou pelo crivo popular torrar bilhões com a compra de apoio do Congresso enquanto milhões de pessoas voltam ao ciclo de miséria do qual já podiam ter saído definitivamente”, questionou Humberto.

O líder da Oposição também fez questão de lembrar o legado dos governos do PT no Brasil. O próprio Banco Mundial calcula que cerca de 28,6 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 2004 e 2014, quando o País deixou de constar no Mapa da Fome. “É inegável que o País avançou nos governos do PT. Mas tudo aquilo que conquistamos agora segue ameaçado por esta política de terra arrasada do governo Temer”, afirmou.

Temer destrói o Brasil, assalta a indústria naval e humilha Pernambuco, diz Humberto

Ao lado de Dilma e Lula, Humberto participa, em Ipojuca, de ato em defesa da indústria naval em agosto passado. Foto: Roberto Stuckert Filho

Ao lado de Dilma e Lula, Humberto participa, em Ipojuca, de ato em defesa da indústria naval em agosto passado. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Após denunciar intensamente, nos últimos meses, os planos de venda de setores estratégicos do país à iniciativa privada a preço de banana, como a Petrobras, a Eletrobrás e até a Amazônia, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou, nesta quarta-feira (18), o desmonte promovido pelo governo Temer (PMDB) à indústria naval, principalmente em Pernambuco.

Segundo o parlamentar, o Palácio do Planalto tomou mais uma medida monstruosa ao editar uma Medida Provisória (MP) que vai afetar a maior estatal de petróleo do país e também destruir o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife . A MP 795/2017 muda a legislação, baixa as alíquotas de importação e permite facilidade para que navios sejam importados do exterior.

“É uma medida que escancara o mercado nacional à importação de navios com uma régia isenção fiscal. Como o nosso país vai competir com os outros, que são bastante capacitados nessa área? Isso poderá resultar no fechamento das nossas portas, colocando em risco quase 4 mil postos de trabalho no Estado. Infelizmente, essa destruição pode começar a ocorrer já em 2018”, afirmou.

Humberto espera que a Comissão Mista no Congresso Nacional que analisa “mais essa anomalia parida por esse escroque de faixa presidencial chamado Temer” seja alterada para que o país não passe por uma nova espoliação. O senador também aproveitou e criticou a falta de apoio dos quatro ministros pernambucanos que compõem o governo federal.

“Nosso Estado está sendo destruído terrivelmente e é uma vergonha para nós, que estamos sendo discriminados abertamente, ver quatro ministros que não levantam a voz em nenhum momento para defender o nosso patrimônio. Eles se preocupam apenas com as suas bases eleitorais”, detonou.  O líder da Oposição afirmou que “quem tem quatro ministros como esses não precisa de inimigos”.

“De qualquer forma, estamos atentos a essas constantes investidas e, assim como já vencemos batalhas importantes como a da Hemobrás, venceremos mais essa em favor do Estaleiro Atlântico Sul, dos navios construídos em Pernambuco e dos quase quatro mil trabalhadores que lá estão e têm imenso orgulho da beleza de tudo o que produziram até hoje”, concluiu.

O estaleiro em Ipojuca foi criado em novembro de 2005 e tem o objetivo ser o maior e mais moderno no setor de construção naval e offshore do hemisfério Sul. O empreendimento, um marco na revitalização da indústria naval no Brasil, é resultado de investimentos de R$ 1,8 bilhão e tem capacidade instalada de processamento da ordem de 160 mil toneladas de aço por ano.

Estudo internacional aborda desigualdade no Brasil e critica agenda de Temer

 

 

 

Para o líder da Oposição, Humberto Costa (PT), os números mostram a importância do combate à pobreza à desigualdade social, uma das marcas dos governos do PT. Foto: Asscom HC

Para o líder da Oposição, Humberto Costa (PT), os números mostram a importância do combate à pobreza à desigualdade social, uma das marcas dos governos do PT. Foto: Asscom HC

 

Dezenove anos. É o tempo que um brasileiro que recebe um salário mínimo precisa trabalhar para ganhar o equivalente ao que um “super-rico” recebe em um único mês, no Brasil. Significa que as seis pessoas mais ricas do País ganham igual ao total que é divido entre as 100 milhões mais pobres. Os dados fazem parte do novo relatório da Oxfam Brasil, “A Distância Que Nos Une, Um Retrato das Desigualdades Brasileiras”, que investiga as raízes do problema no País.

Para o líder da Oposição, Humberto Costa (PT), os números mostram a importância do combate à pobreza à desigualdade social, uma das marcas dos governos do PT. “O PT sempre lutou para diminuir a distância entre os mais ricos e os mais pobres no Brasil, mas sabemos que o caminho é longo e que muito precisa ainda ser feito. O Bolsa Família, o Prouni, são alguns dos projetos importantes. O relatório da Oxfam comprova que, nos últimos 15 anos, 28 milhões de brasileiros saíram debaixo da linha da pobreza. Estávamos no caminho certo. No entanto, golpearam o País e impuseram uma agenda sem aprovação popular. O que a gente está vendo é um enorme retrocesso”, afirmou.

O estudo também traça um paralelo entre as “reformas radicais” implantadas pelo governo Temer e o avanço das desigualdades. Além de fazer uma crítica contundente à Emenda do Teto dos Gastos aprovada pela gestão peemedebista. “A Oxfam Brasil acredita que a Emenda do Teto de Gastos é um dos mais graves retrocessos observados no Brasil desde a Constituição, e um largo passo para trás na garantia de direitos”, afirma o texto.

Outro ponto importante do relatório mostra que a desigualdade também têm relação direta com gênero e raça. De acordo com o levantamento, as mulheres brasileiras só conseguirão ter mesmos salários dos homens no ano de 2047 e apenas em 2086 haverá equiparação entre a renda média de negros e brancos.

“Num momento como este, em que estamos retrocedendo tanto, um estudo desse porte não é só importante: é necessário porque desmistifica uma série de argumentos dos que hoje fazem tudo para se manter no poder. O estudo mostra que a construção de um projeto de país com oportunidades para todos é inadiável”, afirmou o senador.

 

 

 

 

Lula levará esperança ao Brasil com caravana que começa hoje no Nordeste, diz Humberto

 

Humberto: “A viagem vai levar esperança ao povo brasileiro. Lula vai sair renovado com o apoio do povo, com a conversa com as pessoas e aprender muito com realidade atual do Nordeste. Foto: Ricardo Stuckert

Humberto: “A viagem vai levar esperança ao povo brasileiro. Lula vai sair renovado com o apoio do povo, com a conversa com as pessoas e aprender muito com realidade atual do Nordeste. Foto: Ricardo Stuckert

 

Com formato semelhante à histórica “Caravana da Cidadania” feita na década de 90, o ex-presidente Lula inicia, nesta quinta-feira (17), em Salvador, uma nova caravana pelo Nordeste a fim de se aproximar ainda mais do povo da região mais carente do país, que foi beneficiado pelas políticas sociais implementadas nos 13 anos de governos do PT, mas hoje é renegado com o desmonte promovido por Michel Temer (PMDB).

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que estará ao lado de Lula hoje na Bahia e em grande parte do trajeto de 4 mil quilômetros que serão percorridos pelo ex-presidente em 25 municípios nos nove estados da região, avalia que é hora de levar esperança à população, principalmente diante do caos social que o país mergulhou sob a responsabilidade de Temer.

“Vamos denunciar, com veemência, todo o esfarelamento que acontece hoje em torno das políticas públicas, especialmente as sociais, como a exclusão sumária de mais de um milhão de famílias no Bolsa Família, programa referência para o mundo e que tanto ajuda os nordestinos”, afirmou Humberto.

Segundo ele, Lula vai conversar diretamente com as pessoas e conhecer agora, depois de ter sido presidente, os novos projetos que a região precisa para voltar ao caminho da redução das desigualdades sociais, crescimento econômico e da auto sustentabilidade.

“A viagem vai levar esperança ao povo brasileiro. Lula vai sair renovado com o apoio do povo, com a conversa com as pessoas e aprender muito com realidade atual do Nordeste. Será um aprendizado importante para que se reeleja presidente da República em 2018 e traga ao Brasil a felicidade novamente”, disse o senador.

O parlamentar ressaltou que várias medidas tomadas pelo governo Temer prejudicaram diretamente o povo sertanejo, como o fechamento de unidades do Farmácia Popular, a diminuição do Fies e do Pronatec, a redução do ritmo de execução de obras como a transposição do São Francisco e a Transnodestina, a diminuição do crédito do Minha Casa, Minha Vida e falta de prioridade nos estaleiros Atlântico Sul e Vard Promar, em Pernambuco.

Para o líder da Oposição, os projetos iniciados durante as gestões de Lula e Dilma na região andam, hoje, a passos de tartaruga porque o governo Temer deixa o Nordeste em segundo plano.

“Até a fábrica da Hemobrás eles queriam levar ao Sul. Mas nós vamos resgatar o nosso legado. Fizemos muitas coisas no Nordeste, como a transposição, a ampliação recorde de moradias, o Mais Médicos e a possibilidade de muitas famílias pobres colocar seus filhos na universidade. Vivíamos um tempo em que povo era feliz. Vamos enfatizar tudo nessa viagem”, resumiu Humberto.

Mendonça não apresentou nada porque não fez nada , diz Humberto sobre audiência no Senado

Para Humberto, ministro da Educação só falou dos programas do PT porque não tem nada a mostrar. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, ministro da Educação só falou dos programas do PT porque não tem nada a mostrar. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Autor do requerimento que levou o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), ao Senado nesta terça-feira (16) para explicar o desmonte de programas como o Ciências sem Fronteiras, Fies e ProUni, o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), criticou a postura adotada pelo convidado “de atacar adversários para tentar encobrir a própria escassez de competência”. “Ele realmente não tinha nada no currículo para mostrar aos parlamentares”, disparou o senador.
Além de questionar a “política vulgar e paroquial” adotada pelo ministro, que atacou os governos do PT mais do que falou do próprio trabalho, Humberto afirmou que a ida de uma claque de cargos comissionados e apaniguados para aplaudi-lo na Comissão de Educação do Senado revelou-se um espetáculo vexatório de baixa estatura política.

“Nós queríamos entender o porquê de uma administração tão precária e desastrosa e de tanta negligência com uma área extremamente sensível. Mas, infelizmente, não foi um ministro que sentou à mesa. Foi um papagaio do Palácio do Planalto, foi alguém que veio aqui falar mais do PT e da presidenta Dilma do que de si mesmo”, disse Humberto.

Segundo ele, nada se ouviu de Mendonça Filho sobre o que ele fez neste um ano que está à frente do MEC por uma razão, de acordo com o senador, muito simples e até passível de compreensão: o ministro não falou nada porque não fez nada, porque não tem nada o que mostrar. “Tudo o que ele fez foi engatar uma ré e jogar o Brasil para trás numa área em que nós estávamos indo muito bem”, arrematou.

Para o senador, o ministro da Educação portou-se como se estivesse em cima de um palanque, fazendo ataques à presidenta Dilma e ao PT, sem apresentar nada de novo que tenha construído, ele ou seu chefe, o presidente não eleito Michel Temer (PMDB), a quem ele serve com uma “fidelidade canina”.

“O ministro veio aqui atacar os governos do PT, mas silenciou para o fato de que Lula aumentou, nos seus governos, em 200% o orçamento da educação. Silenciou sobre o crescimento de R$ 50 bilhões para R$ 100 bilhões que a presidenta Dilma promoveu na área até antes de ser golpeada”, disparou.

O líder da Oposição disparou contra os cortes promovidos pelo ministro nos programas do MEC e o contingenciamento orçamentário de mais de 80% imposto na pasta. “Ele está metendo um garrote que estrangula cada vez mais o setor em uma época de crise como a que estamos vivendo, crise da qual eles são a origem”, finalizou.

No embate travado entre Humberto e Mendonça, o parlamentar ainda perguntou ao ministro qual a posição dele sobre a reforma da Previdência em relação aos professores, que serão atingidos pelas mudanças propostas pelo governo. Mas ele não respondeu ao questionamento.

Humberto recebe documento de trabalhadores rurais contra a Reforma da Previdência

Humberto: Estamos todos engajados na luta contra essa reforma nefasta que prejudica todos os trabalhadores brasileiros e, com muito mais perversidade, os rurais. Foto: Asscom HC

Humberto: Estamos todos engajados na luta contra essa reforma nefasta que prejudica todos os trabalhadores brasileiros e, com muito mais perversidade, os rurais. Foto: Asscom HC

O líder da Oposição no Senado,Humberto Costa (PT-PE), participou nesta segunda-feira (15), na Assembleia Legislativa de Pernambuco, da entrega de uma série de resoluções e moções que a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco (FETAPE) e a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Pernambuco (FETAEPE) entregaram para a Comissão Especial da Reforma da Previdência Social da ALEPE. O petista também foi contemplado com a documentação que recebeu da comissão de trabalhadores rurais que estavam presentes na reunião.

“Estamos todos engajados na luta contra essa reforma nefasta que prejudica todos os trabalhadores brasileiros e, com muito mais perversidade, os rurais. São medidas que levarão à favelização do campo, onde corremos o risco de voltar ao êxodo que existia antes dos governos de Lula e Dilma. Foi na gestão do PT que os agricultores receberam um olhar especial do poder público”, lembrou o Humberto.

As resoluções e moções foram colhidas durante 120 audiências públicas realizadas nos municípios pernambucanos. As audiências tiveram como objetivo esclarecer para a população do interior todos os pontos da Reforma da Previdência. Também foram recolhidas mais de 62 mil assinaturas de pernambucanos que são contra a reforma, durante as reuniões nos municípios. Todas foram entregues aos membros da Comissão Especial da ALEPE.

Estiveram presentes ao ato os deputados que compõem a Comissão Especial – Sílvio Costa Filho, Teresa Leitão, Odacy Amorim e Lucas Ramos -, o presidente da Fetape, Doriel Santos, o presidente da CUT, Carlos Veras, e representantes de diversos Sindicatos de Trabalhadores Rurais de todo o Estado.

Humberto lembrou que a luta para barrar a reforma da Previdência será árdua, mas que é necessária e vital para os trabalhadores brasileiros. “Se essa reforma passar teremos consequências devastadoras, pois muitos municípios do interior sobrevivem do dinheiro que circula dos benefícios desses agricultores. A Fetape nos informou que cerca R$ 500 milhões são injetados, por ano, por intermédio dos agricultores rurais nas cidades pernambucanas. Voltaremos a ter saques e pessoas morrendo de fome”, alertou o petista, o único parlamentar federal que estava presente na reunião.

O senador finalizou falando da importância das mobilizações da população no Brasil inteiro. “Não podemos parar de ir às ruas, não podemos descansar um dia sequer. Vamos ocupar, sim, Brasília no próximo dia 24 de maio. Os movimentos sociais devem mostrar para o Brasil que os trabalhadores não aceitam uma reforma que prejudica o povo e que foi proposta por um governo ilegítimo”, afirmou Humberto Costa.

Governo Temer leva ciência brasileira a retrocesso de uma década, diz Humberto

Humberto: Estão conseguindo destruir todo o trabalho que foi feito ao longo de mais de uma década de governos do PT. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Estão conseguindo destruir todo o trabalho que foi feito ao longo de mais de uma década de governos do PT. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 
O corte de recursos e a falta de apoio para projetos de Michel Temer (PMDB) à área de ciência, tecnologia e inovação gerou uma crise entre acadêmicos e o governo, e uma forte reação de outros setores. No Senado, o líder do PT, Humberto Costa (PE), criticou o que chamou de “extermínio” da ciência no Brasil. “Estamos voltando à Idade das Trevas. Além de ter extinguido o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, o governo Temer também vem fazendo uma série de cortes que estão mudando de maneira drástica o cenário de avanço nessas áreas que estávamos experimentando no Brasil. Onde havia apoio, incentivo, programas, agora não há praticamente nada. Estão matando por inanição uma das mais importantes políticas de Estado porque é com ela que chegamos ao futuro”, afirmou o senador.

Segundo dados da Academia Brasileira de Ciência (ABC), o orçamento aprovado pelo Congresso para este ano prevê cortes e condiciona a verba à arrecadação. O total de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) caiu de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,1 bilhão. Se considerada a inflação de 7,18% do IGPDI (Índice Geral de Preços), o valor é ainda menor para fazer face aos desafios.

Levantamento realizado pelo jornal O Globo confirma o descontentamento da comunidade acadêmica com o governo Temer. O jornal entrevistou 100 cientistas renomados do Brasil e 84% se posicionaram contra a fusão do antigo   (MCTI) com o das Comunicações, de acordo com o que foi promovido pela gestão peemedebista. A pesquisa também revela que 23% dos pesquisados cogitam sair do país por causa da falta de incentivo do governo Temer e 6% dos entrevistados já haviam, inclusive, deixado o Brasil em razão da derrocada do setor. Cerca de 75% dos cientistas também avaliam que o apoio e o reconhecimento do governo às pesquisas ficou pior em comparação com o início da década, na gestão do ex-presidente Lula (PT).

“O que estamos vendo é um retrocesso sem tamanho na ciência, na tecnologia, na inovação. Estão conseguindo destruir todo o trabalho que foi feito ao longo de mais de uma década de governos do PT. Com os incentivos dados por Lula e continuados por Dilma, a área científica brasileira começou a virar, inclusive, referência no exterior. Mas a fusão da pasta e os cortes feitos pelo governo Temer botaram quase tudo a perder e provocaram sérios danos ao setor. Os cortes prejudicam o futuro do Brasil, provocam a evasão de profissionais renomados. Vai demorar mais uma década para o Brasil se recuperar desse quadro de desolação em que hoje a comunidade científica se encontra”, avalia o senador.

Senado cometerá injustiça histórica se rasgar Constituição para derrubar Dilma, diz Humberto

Humberto critica impeachment sem crime de responsabilidade. Foto: Beto Barata/Agência Senado

Humberto critica impeachment sem crime de responsabilidade. Foto: Beto Barata/Agência Senado

 

A fala do líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), contra a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff no Senado, na madrugada desta quinta-feira (12), foi uma das mais duras da sessão aberta desde às 9h30 da quarta-feira.

Em discurso feito por volta das 4h30, pouco antes da votação em plenário, o parlamentar declarou que o Senado cometerá um erro histórico irreparável se decidir derrubar a presidenta da República do poder porque estará fazendo o mesmo com a Constituição Federal, a democracia brasileira e todas as políticas exitosas dos Governos Lula e Dilma.

“O Senado estará derrubando o Brasil que deu certo e deixando vulnerável uma larga maioria de brasileiros aos quais essas políticas devolveram a dignidade”, afirmou.

Segundo Humberto, é uma farsa o crime de responsabilidade que tentam imputar a Dilma. “Isso é uma verdadeira quartelada civil. É imoral, ilegítima e ilegal”. Para o senador, um “acordo espúrio sustenta esse golpe” que vergará o Estado democrático de Direito e banalizará o impeachment como instrumento constitucional.

O parlamentar reiterou que Dilma é uma presidenta honesta, elogiada como tal, inclusive, por líderes da oposição como Fernando Henrique Cardoso, e não cometeu qualquer crime. “Ela está sendo acusada por um delito que não existe. Ela não pode responder por um crime que não aconteceu”, resumiu.

De acordo com o líder do Governo no Senado, Dilma agiu no estrito cumprimento das suas responsabilidades constitucionais e não há nada que macule o exercício das suas funções como chefe do Executivo e, tampouco, a sua honra, contra a qual nada, rigorosamente nada, pesa.
“Agora, como em 1964, o golpe se repete, mas de forma soft. Substituíram tanques e fuzis por contorcionismos legais e fraudes constitucionais. Estão substituindo a UDN e os militares pelo PMDB, o voto dos brasileiros de todos os cantos deste país por um acerto de gabinete operado no Palácio do Jaburu, a sede da conspiração, o balcão de feira da República”, disparou.

Humberto não tem a menor dúvida que o impeachment sem crime de responsabilidade é golpe. “Podem travesti-lo de qualquer forma. Embalem na Constituição rasgada, embalem na bandeira nacional pisoteada, mas nada disso vai esconder o que essa farsa realmente é: um golpe”, ressaltou.
O senador reafirmou que a presidenta Dilma está sendo apeada do poder por conta de dois pontos absolutamente frágeis que constam na denúncia que tramita no Congresso Nacional: a edição de três decretos de créditos suplementares, que passou por diversas áreas técnicas do Governo e somam apenas R$ 980 milhões num universo de R$ 1,4 trilhão executado; e as chamadas pedaladas fiscais no Plano Safra, que representam atrasos de pagamentos – e não empréstimos – do Governo Federal ao Banco do Brasil.

“O Senado da República não pode perpetrar, em nome do Estado brasileiro, uma segunda injustiça contra essa mulher, que já sofreu violência na ditadura militar. E a História, novamente, vai colocar cada um no seu devido lugar”, observou.

Da tribuna, ele mostrou uma foto de Dilma, de 46 anos atrás, sendo submetida à “arbitrariedade de um tribunal de golpistas”. Humberto disse que a imagem é o retrato de uma mulher correta, honesta, honrada, que não havia cometido qualquer crime também naquela ocasião. “Apesar da atrocidade a que está sendo submetida, apesar de toda a tortura que lhe foi impingida, a cabeça dessa mulher está erguida, assim como hoje”, comentou.

Por fim, o parlamentar disse acreditar que os opositores irão vibrar e bater palmas com a aprovação do processo de impeachment da chefe do Executivo, mas que a alegria deles é diferente da verificada quando o PT chegou ao poder por meio do voto democrático nas urnas nas últimas quatro eleições.

“Estamos perdendo a batalha, mas voltaremos pela rampa da frente do Planalto para dar ao Brasil a continuidade do projeto inclusivo que ofereceu dignidade ao seu povo”, finalizou.

Aécio tem medo dos governos do PSDB, diz Humberto

Foto: PT no Senado

Foto: PT no Senado

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou nesta segunda-feira (2), em discurso na tribuna, que o senador e pré-candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves (MG), tem “medo e crise de pânico” quando se compara o Brasil atual, liderado pelo PT, e o de ontem, administrado pelo PSDB.

Munido de dados oficiais de órgãos como o IBGE e o Banco Central, o parlamentar comparou as gestões de Lula e Dilma (2003-2014) com a de Fernando Henrique (1995-2002). Humberto citou aumentos inimagináveis de preços de bens administrados no governo tucano, incluindo gasolina, luz, água e gás de cozinha.

“Nos governos do PSDB, as tarifas dos ônibus urbanos subiram 203% em apenas oito anos, o preço da gasolina explodiu em 223% e o telefone fixo teve um aumento de 509%, mesmo depois de o PSDB ter vendido todas as nossas teles. As tarifas de água e esgoto aumentaram em 169%, os planos de saúde subiram 188% e o preço do botijão de gás, que durante mais da metade do governo Lula não teve um único centavo de aumento, nos governos do PSDB cresceu 452%”, enumerou.

Segundo Humberto, naquele período, a tarifa da energia elétrica também aumentou 254%, o que “não impediu o Brasil de ser submetido a um vergonhoso apagão entre os anos de 2001 e 2002, gerando um prejuízo de R$ 45 bilhões ao país, segundo o Tribunal de Contas da União”.
“Em suma, quando o PSDB do senador Aécio Neves, pré-candidato do partido à Presidência da República comandava o Brasil, todos esses preços sensíveis à população subiram numa média de mais de 200%. Vou repetir os dados do Banco Central: no governo Fernando Henrique, mais de 200% de aumento médio nos preços das passagens de ônibus, do gás, da luz, do telefone, da gasolina para os trabalhadores. No governo Dilma, 11%”, resumiu.

O líder do PT lembrou ainda que nos governos do PT a inflação está na média de 5,8%, enquanto nos do PSDB foi superior a 9%. Além disso, o senador questionou o comportamento da oposição diante das peças publicitárias exibidas pelo Partido dos Trabalhadores que fazem um comparativo entre o Brasil de hoje e o do passado. A Justiça Eleitoral, a pedido da oposição, suspendeu a propaganda.

“Eles não gostaram do que viram quando nós levantamos o espelho. Mas os nossos adversários têm certa razão: relembrar o Brasil do passado, olhar aquele Brasil que aparece no retrovisor é trazer à tona todo o legado de miséria, de pobreza, de estagnação econômica, de desemprego, de preços altos e de arrocho salarial que eles nos deixaram. E que os governos do PT conseguiram superar”, declarou.

Desigualdade de renda cai em 80% dos municípios do Brasil em uma década

Dados Gini

De 2000 a 2010 aconteceu algo inédito no Brasil: em 80% dos municípios, a desigualdade de renda entre seus habitantes diminuiu. O fato é ainda mais relevante porque reverteu uma tendência histórica. Na década anterior, a desigualdade medida pelo índice de Gini aumentara em 58% das cidades brasileiras

A maior queda da desigualdade aconteceu numa cidadezinha do interior de São Paulo. No extremo oeste, perto de Presidente Prudente, Emilianópolis viu seu índice de Gini cair pela metade, de 0,76 para 0,38 em 2010. A escala varia de zero a 1. Se os 3 mil emilianopolenses ganhassem igual, o índice seria 0. Se um deles concentrasse toda a renda da cidade, o Gini seria 1.

Emilianópolis é um bom exemplo, uma vez que as condições em que se deu a redução da desigualdade são representativas do que aconteceu em outros 4.431 municípios brasileiros. O Gini da cidade crescera nos anos 1990, de 0,43 para 0,76. A reversão na década seguinte ocorreu com o enriquecimento da população em geral: a renda do emilianopolense foi de R$ 373 para R$ 585.

Na maior parte do Brasil foi igual. De 2000 a 2010, o rendimento domiciliar per capita cresceu 63% acima da inflação, na média dos 5.565 municípios. Foi um enriquecimento mais intenso do que nos dez anos anteriores, quando o ganho havia sido de 51%.

Isso é importante porque uma forma perversa de reduzir a desigualdade é via empobrecimento geral. Se os ricos perdem mais do que os pobres, a desigualdade também cai. Foi o que aconteceu em grande parte do Brasil nos anos 1980, por causa da recessão.

Nos dez anos seguintes, o alto desemprego comprometeu o salário dos trabalhadores e a renda voltou a se concentrar no topo da pirâmide. O índice de Gini do País cresceu, e a desigualdade aumentou em 58% dos municípios brasileiros.

Partilha do bolo- É o oposto do que aconteceu em 80% dos municípios do Brasil na década passada. Nos anos 2000, houve redistribuição da renda simultânea ao crescimento. O bolo aumentou para todos, mas a fatia dos pobres cresceu mais, em comparação à dos ricos.

Em quase todo lugar, os ricos não ficaram mais pobres. Ao contrário. Mesmo descontando-se a inflação, o rendimento médio dos 10% mais ricos de cada município cresceu 60%, na média de todos os municípios ao longo da década passada.

A desigualdade caiu porque a renda dos 20% mais pobres de cada município cresceu quase quatro vezes mais rápido do que a dos 10% mais ricos: 217%, na média. A distância que separava o topo da base da pirâmide caiu quase um terço. Ainda é absurdamente grande, mas o movimento está no sentido correto na imensa maioria dos municípios: o da diminuição.

Em 2000, a renda dos 20% mais pobres de cada um dos municípios era, na média, de R$ 58 por pessoa. Os 10% mais ricos ganhavam, também na média municipal, R$ 1.484. A diferença era, portanto, de 26 vezes. Em 2010, a renda dos 20% de baixo chegou a R$ 103, enquanto a dos 10% de cima ia a R$ 1.894. Ou seja, os mais ricos ganham, em média, 18 vezes mais.

Riqueza e pobreza não são conceitos absolutos, mas relativos. Em Emilianópolis, para estar nos 10% do topo da pirâmide de renda, o morador precisa ganhar pelo menos R$ 1.005 por mês. Mas, com essa renda, ele não estaria nem entre os 40% mais ricos de Porto Alegre, Santos, Curitiba e outros dez municípios brasileiros.

Já para estar entre os 20% mais pobres de sua cidade, basta a um emilianopolense ganhar menos do que R$ 250 por mês. Mas se ele morasse em Marajá do Sena, no Maranhão, e ganhasse os mesmos R$ 250, seria elite: estaria entre os 10% mais ricos da cidade. Apesar do nome, Marajá é o município mais pobre do Brasil.

A redução da desigualdade não foi total. Em 16% dos municípios, a distribuição de renda piorou. Principalmente no Norte do Brasil. O maior aumento aconteceu em Abreulândia, no Tocantins. As duas cidades de maior desigualdade entre seus moradores, Itamarati e São Gabriel da Cachoeira, ficam no Amazonas.

Trabalho e Bolsa Família – O aumento da renda obtida no trabalho é o protagonista da queda da desigualdade nos municípios entre 2000 e 2010. Ele é responsável por 58% da redução, segundo o presidente do Ipea, Marcelo Neri. Outros 13% podem ser atribuídos ao Bolsa Família. Os números foram calculados em pesquisa da instituição.

Em outras palavras, o Bolsa Família leva o “Oscar de coadjuvante”, brinca o pesquisador. Mas é um coadjuvante de peso. Sem as políticas de transferência de renda, “a desigualdade teria caído 36% menos”, afirma o estudo. No figurino do protagonista, estão aumentos reais do salário mínimo e formalização do emprego.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

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