Guilherme Boulos

Pré-candidatos de esquerda à Presidência articulam Frente Ampla, anuncia Humberto

Humberto: vamos aumentar a nossa resistência e poder de fogo no Congresso Nacional e nas ruas. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: vamos aumentar a nossa resistência e poder de fogo no Congresso Nacional e nas ruas. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), se reuniu com líderes das bancadas do PT, PDT, PCdoB, PSB e PSOL da Casa e da Câmara, na manhã desta quarta-feira (7), para traçar estratégias de combate às duras medidas do governo Temer contra a população e para unificar a esquerda, a fim de vencer as eleições em outubro.

Humberto afirmou que a ideia do grupo é lançar uma ampla frente em defesa da soberania e da democracia, com a participação de todos os pré-candidatos à Presidência da República de esquerda, durante o Fórum Social Mundial. O evento será realizado em Salvador, entre os dias 13 e 17 de março.

O parlamentar explicou que o grupo pretende levar até a capital baiana – para discutir o atual cenário político brasileiro e o futuro do país – Lula (PT), Ciro Gomes (PDT), Manuela d’Ávila (PCdoB), Guilherme Boulos (PSOL) e lideranças do PSB.

“Uma coisa está clara para nós nesta volta do recesso parlamentar e depois da condenação de Lula: vamos aumentar a nossa resistência e poder de fogo no Congresso Nacional e nas ruas contra essa nefasta reforma da Previdência e contra a privatização da Eletrobrás, cuja proposta já está na Câmara dos Deputados”, disse Humberto

Segundo ele, o trabalho de oposição no Legislativo servirá para barrar o avanço da pauta retrógrada e conservadora e para que as esquerdas cheguem fortes e unificadas nesse processo eleitoral. “Lutaremos juntos, em defesa dos brasileiros. Pode até haver divergências entre a gente, mas vamos construir uma agenda mínima que nos unifica e favorece o país. Todos nós do PT, PCdoB, PDT, PSOL e PSB somos contra as medidas de Temer”, declarou.

No próximo dia 20, os partidos irão lançar um manifesto em defesa das políticas sociais e contra o desmonte promovido pelo governo.

Humberto critica ação do Estado e pede liberação de integrantes do MTST

Humberto: Desse confronto desproporcional entre policiais armados e civis no exercício da sua liberdade constitucional de manifestação, saíram prisões arbitrárias e feridos somente de um lado: o do MTST. Foto: Alessandro Dantas/Liderança do PT no Senado

Humberto: Desse confronto desproporcional entre policiais armados e civis no exercício da sua liberdade constitucional de manifestação, saíram prisões arbitrárias e feridos somente de um lado: o do MTST. Foto: Alessandro Dantas/Liderança do PT no Senado

 

Crítico da ação policial do Governo do Estado que resultou em 10 detenções de integrantes do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Teto (MTST), além de vários manifestantes feridos, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), colocou seu gabinete à disposição da entidade para prestar toda a ajuda necessária e tentar viabilizar assistência adequada aos feridos e o fim das prisões consideradas ilegais.

Humberto ouviu do líder do MTST, Guilherme Boulos, que uma caminhada pacífica feita pelo movimento, na tarde dessa terça-feira (21), acabou com forte repressão policial na Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), no bairro de Campo Grande, no Recife. Para o senador, esse é um “lamentável caso que entristece e diminui Pernambuco ante o Brasil”.

O parlamentar defendeu o direito constitucional de livre manifestação e considerou como grave a ação da Polícia Militar na repressão armada aos manifestantes. “Desse confronto desproporcional entre policiais armados e civis no exercício da sua liberdade constitucional de manifestação, saíram prisões arbitrárias e feridos somente de um lado: o do MTST. Entre os dez presos, está, inclusive, um advogado ligado aos movimentos sociais”, ressaltou.

O grupo dos sem-teto, que ocupa um terreno do governo no Barro, na Zona Oeste da capital pernambucana, havia agendado uma reunião com o secretário estadual de Habitação, Bruno Lisboa, para tratar da situação das 961 famílias que estão no local. Mas o encontro foi cancelado e, diante disso, o movimento ocupou pacificamente a Cehab. No entanto, segundo relatos dos presentes, os policiais repreenderam o ato com bombas de efeito moral e balas de borracha.

“Num momento em que Pernambuco vive uma grave explosão da violência e a maior onda de insegurança da última década, que aterrorizam sua população, é inaceitável que o efetivo policial do Estado, em vez de resguardar os cidadãos da criminalidade, seja usado para impedir o direito à liberdade de manifestação e suprimir garantias individuais e coletivas, exercidas legitimamente em favor do direito à moradia digna”, avalia Humberto.

Para o senador, esse lamentável episódio ocorreu coincidentemente no mesmo dia em que moradores da mesma Zona Oeste do Recife se viram sitiados por uma guerra urbana sem precedentes, travada sob uma chuva de munição de grosso calibre disparada por uma poderosa quadrilha de bandidos que intimidou o poder do Estado.

Diante do aumento brutal da criminalidade em Pernambuco, o líder da Oposição no Senado diz esperar que o governador do Estado, Paulo Câmara (PSB), priorize a questão a fim de resolver o problema dos detidos arbitrariamente e assuma mais incisivamente o desafio da segurança pública.

Paralelamente, Humberto articula com a oposição no Senado uma ação para reprovar o fato ocorrido em Pernambuco, que repete os métodos reprováveis da PM do governo tucano de São Paulo, especializada em espancar e ferir manifestantes indistintamente, repressão que tomou proporções alarmantes a partir da gestão de Alexandre de Moraes, indicado por Michel Temer ao Supremo Tribunal Federal (STF), como secretário de Segurança Pública do Estado.