Humberto Costa

Base fraqueja e governo pode sofrer nova derrota hoje, avalia Humberto

Humberto tem articulado, juntamente com movimentos sociais, votos de senadores para rejeitar reforma de Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto tem articulado, juntamente com movimentos sociais, votos de senadores para rejeitar reforma de Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho

A oposição entra na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (28), confiante de que imporá uma nova derrota ao presidente não eleito Michel Temer (PMDB) na votação da reforma trabalhista. Para o líder dos opositores na Casa, Humberto Costa (PT-PE), a base do Planalto rachou e as articulações intensas podem derrotar o parecer do líder do Governo, Romero Jucá (PMDB-RR), na CCJ.

Durante a sessão plenária de ontem, o Planalto tremeu com uma nova fala do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL). À frente da maior bancada do Senado, Renan sentenciou o fim da gestão de Michel Temer e – numa menção direta ao ex-presidente da Câmara e amigo do presidente, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso pelo juiz Sérgio Moro – expôs as vísceras do governo. “O erro do presidente Temer foi achar que poderia governar o Brasil influenciado por um presidiário de Curitiba”, atacou o peemedebista no microfone do plenário.

Renan afirmou, ainda, que pode usar das prerrogativas de líder para mexer na composição do PMDB na CCJ, trocando senadores que são favoráveis à reforma trabalhista por outros peemedebistas contrários à proposta. “Isso demonstra que o governo está agonizando e cresce a possibilidade de nós, uma vez mais, rejeitarmos a reforma trabalhista, a exemplo do que aconteceu na Comissão de Assuntos Sociais, duas semanas atrás”, entende Humberto Costa.

O líder da Oposição no Senado, que tem participado de intensas articulações para virar votos na CCJ, explica, ainda, que dois senadores titulares da Comissão, anteriormente favoráveis à proposta, mudaram seus votos nos últimos dias, tendo em conta as denúncias contra Temer e o aumento da rejeição ao governo, que chega a 97%. Lasier Martins (PSD-RS) resolveu apresentar um voto em separado, o que significa que não deve acompanhar o parecer do relator. Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) entregou os cargos que tinha do Governo Federal no Estado e anunciou que votará contra a reforma.

“Esse governo de Temer acabou. Só falta ser sepultado. O dia todo será de muita luta e nós apelamos aos brasileiros que pressionem seus senadores para que votem hoje contra Temer e a favor dos trabalhadores, que foram, afinal, quem os elegeu para os cargos que ocupam e não podem agir para destruir os direitos dos brasileiros”, explicou o senador petista.

É o fim da linha para Temer e suas reformas, afirma Humberto

Humberto acredita que reformas de Temer serão derrotadas no Congresso. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto acredita que reformas de Temer serão derrotadas no Congresso. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Primeiro presidente da História a ser denunciado à Suprema Corte por crimes cometidos no exercício do mandato, Michel Temer (PMDB) perdeu o tênue fio de governabilidade que lhe restava. A avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), é ainda de que as reformas do presidente não eleito no Congresso Nacional serão sepultadas de vez, juntamente com o seu governo, tendo em conta que no próprio Senado muitos parlamentares independentes e da própria base não querem mais se associar ao Planalto.

A reforma trabalhista deve ir à votação amanhã (28) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, a última pela qual passará antes de chegar ao plenário. “É visível o desconforto de muitos senadores em apoiar uma matéria patrocinada por um governo engolido pela corrupção. É hora de os senadores decidirem se ficam do lado de um presidente denunciado pelo Ministério Público ou dos trabalhadores”, afirma Humberto. “Estamos trabalhando firmemente, articulando, para que Temer sofra outra derrota nesta quarta-feira, a exemplo do que aconteceu na Comissão de Assuntos Sociais.”

Para o líder da Oposição, Temer está abrindo um conflito institucional sem precedentes ao anunciar uma guerra declarada contra a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Supremo Tribunal Federal. “Para tentar se agarrar no cargo a todo custo, ele está levando o Brasil para um buraco sem fundo, está acabando com o país ao colocar os poderes em confronto”, explica.

Humberto acusa o PSDB e o Planalto de selarem um acordão que se propõe a manter os foros privilegiados de caciques das legendas, como Temer e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), para evitar eventuais prisões no desdobramento de processos a que respondem.

“Os brasileiros estão sendo rifados para que sejam atendidos interesses pessoais. É um absurdo sem precedentes. Todos precisam estar atentos, cobrar a seus senadores para que se afastem desse governo criminoso e de sua pauta destrutiva de direitos. Amanhã, nós saberemos efetivamente que está com Temer e contra os trabalhadores e quem está com os trabalhadores e contra Temer”, concluiu Humberto Costa.

Humberto vê descaso na educação e critica paralisação de obras

Humberto: Estão acabando com a política de expansão do ensino . Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Estão acabando com a política de expansão do ensino . Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O líder da Oposição, Humberto Costa (PT-PE), atribuiu ao ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), a responsabilidade pelo atraso na execução de obras relacionadas a equipamentos educacionais em todo o Brasil. Segundo relatório divulgado com base no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mais da metade dos projetos da pasta está parada ou ainda não teve início. Entre as ações que aguardam na fila para execução, está a construção de novos prédios escolares e creches.

“O ministro mãos-de-tesoura segue honrando o alcunha que lhe deram: é bom para cortar. Mas, para construir, concluir, edificar, não tem competência. Estão acabando com a política de expansão do ensino e, consequentemente, enterrando o futuro de milhares de crianças que seguem esperando por equipamentos públicos de qualidade para poderem ter direito a um país melhor. A gente sabe que, sem educação, não se muda nada no Brasil. Acho que é este mesmo o objetivo dos que estão no poder hoje”, afirmou Humberto.

O senador ainda defendeu o legado dos governos de Lula e Dilma na área da educação. “Com Lula e Dilma, houve uma preocupação imensa com a ampliação das ofertas de ensino no país. Foram construídas mais de 400 escolas técnicas e cerca de 20 universidades federais, isso sem falar em programas como o ProUni e o Fies. No governo Temer, essa política de desenvolvimento da educação está morrendo de inanição pelas mãos perversas de Mendonça”, avisou Humberto.

Segundo os dados do Simec, 14 mil creches deveriam ser construídas pelo governo federal, mas só 47% delas estão em execução. “O governo Dilma sabia que havia uma grande demanda por creches, tanto que desenvolveu um programa especificamente para isso, o Proinfância. Só 25% das crianças com idade até quatro anos estão matriculadas em instituições deste tipo. Mas, infelizmente, um golpe político depôs a presidenta antes que ela conseguisse tirar boa parte das obras do papel. Agora, com este governo ilegítimo, o que a gente vê é um descaso completo com a educação. E a demora na execução desses projetos é a prova disso”, afirmou.

Liderança isolada de Lula mostra força política do ex-presidente, diz Humberto

Humberto: Nunca existiu um ditado mais certeiro para um político que aquele que diz: Lula é como massa de bolo, quanto mais batem, mais ele cresce. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Nunca existiu um ditado mais certeiro para um político que aquele que diz: Lula é como massa de bolo, quanto mais batem, mais ele cresce. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Apesar da campanha difamatória que vem sofrendo, o ex-presidente Lula segue despontando nas pesquisas de opinião. Nesta segunda-feira (26), foi a vez do Datafolha divulgar os números do seu levantamento em que Lula aparece isolado em primeiro lugar, com 29% a 30% das intenções de voto, em todos os cenários. Em segundo lugar, tecnicamente empatados aparecem Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva (Rede), com algo em torno de 13% a 15%. O candidato do PSDB mais bem posicionado na pesquisa é o prefeito de São Paulo, João Dória, com 10%.

Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), os números revelam a força política do ex-presidente. “Lula é um fenômeno, o melhor presidente que o Brasil já teve. E o povo sabe reconhecer isso. Mesmo com todos os ataques que vem sofrendo, ele segue disparado na frente. Nunca existiu um ditado mais certeiro para um político que aquele que diz: Lula é como massa de bolo, quanto mais batem, mais ele cresce”, enalteceu o senador.

Humberto também comemorou os dados do instituto que apontam o crescimento da popularidade do PT. De acordo com o levantamento, o partido alcançou a sua maior empatia popular desde a segunda posse da ex-presidente Dilma Rousseff. Para o Datafolha, é o partido favorito de 18% da população.

Para Humberto, o crescimento da avaliação positiva da legenda em um cenário tão adverso como o atual, com o País passando por uma grande crise política e econômica, mostra que as pessoas têm tomado consciência de que o PT é a melhor alternativa para o País sair da crise. “Com o golpe contra Dilma e a ascensão da direita no Brasil, a população começou a sentir os efeitos desse tipo de governo, que oprime os trabalhadores, mas mantém os privilégios do mais ricos. Vem crescendo um sentimento nas pessoas de que só um partido como o PT tem a legitimidade e a força para tirar o país da crise”, afirmou.

Após visitar obras paradas, Humberto comemora retomada da transposição

 

Humberto: Conversamos com o ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho, e ele nos assegurou que a previsão é de que as atividades sejam iniciadas já na próxima segunda-feira. Foto: Asscom HC

Humberto: Conversamos com o ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho, e ele nos assegurou que a previsão é de que as atividades sejam iniciadas já na próxima segunda-feira. Foto: Asscom HC

 

Depois de visitar obras paralisadas pelo governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) da transposição do São Francisco em Pernambuco e no Ceará esta semana, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), comemorou a decisão da Justiça de derrubar a liminar que impedia a sequência das obras e a assinatura da ordem de serviço para a retomada do projeto no Eixo Norte.

“Conversamos com o ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho, e ele nos assegurou que a previsão é de que as atividades sejam iniciadas já na próxima segunda-feira (26). Ao todo, o Eixo Norte está com 94,92% das obras finalizadas”, ressaltou o senador.

A ordem de serviço foi assinada após a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármem Lúcia, ter decidido cassar o embargo à continuidade do trecho, decretado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A decisão havia paralisado os avanços dos trabalhos entre Terra Nova, no Sertão de Pernambuco, e Jati, no Ceará, impedindo que as águas chegassem ao Rio Grande do Norte.

“A estrutura vai evitar que quatro estados – Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará – entrem em colapso hídrico. No total, a água do Velho Chico vai beneficiar cerca de 7,1 milhões de habitantes em 223 municípios nesses estados. Isso é muito importante para os nordestinos”, garante Humberto.

A primeira ordem de serviço para o consórcio Emsa-Siton, responsável por finalizar o trecho, será de R$ 132 milhões. Com a assinatura do documento, a expectativa é de que as empresas levem entre oito e dez meses para concluir a obra.

De acordo com Humberto, serão abertas várias frentes simultâneas para acelerar os trabalhos. As empresas estão autorizadas a iniciar a mobilização de pessoal e as máquinas já deverão estar em campo na semana que vem. No pico das atividades, segundo o Ministério da Integração, cerca de dois mil profissionais serão contratados.

“A água do São Francisco deverá chegar ao Ceará, no reservatório Jati, até o início de 2018. De lá, seguirá pelos canais para contemplar também a Paraíba, Pernambuco e o Rio Grande do Norte”, explicou o líder da Oposição.

Humberto já propôs ao Senado a criação da comissão de fiscalização das obras do São Francisco, que, nos anos anteriores, identificou problemas e sugeriu soluções ao empreendimento ao longo da evolução dos trabalhos.

Na última segunda-feira, o líder da Oposição integrou a Caravana das Águas, ao lado da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado, em uma visita técnica às obras do Eixo Norte e do Ramal do Apodi (Estação de Bombeamento EBI-3).

“Estivemos em Salgueiro (PE), Terra Nova (PE) e Jati (CE) para garantir que essa grande obra, que está mudando a vida de um povo que sempre sofreu com a falta de água no sertão nordestino, realmente continue andando. E é sempre bom ressaltar que foi o presidente Lula que acreditou e tirou do papel a transposição. E foi Dilma quem a acelerou, deixando-a em mais de 85% concluída”, disse Humberto.

Em 20 de abril, o Ministério da Integração Nacional assinou o contrato com o consórcio Emsa-Siton no valor de R$ 516,8 milhões para executar as três metas do Eixo Norte. A Meta 1N tem 140 quilômetros de extensão e passa pelos municípios pernambucanos de Cabrobó, Salgueiro, Terra Nova e Verdejante até a cidade de Penaforte (CE). As demais etapas (2N e 3N) estão em fase de construção.

De acordo com a pasta, a execução da primeira etapa do empreendimento foi interrompida após a construtora responsável (Mendes Júnior) ter informado ao ministério, em junho de 2016, a sua incapacidade técnica e financeira de continuar com os dois contratos firmados com o órgão. A partir deste momento, o governo federal iniciou o processo de substituição da empresa.

Na era Temer, Brasil bate recorde de desemprego e confirma fracasso do modelo econômico, aponta Humberto

Para Humberto, o projeto adotado pela gestão peemedebista, que mistura arrocho econômico e retirada de direitos dos trabalhadores é extremamente danosa para o País. Foto: Ricardo Stuckert Filho

Para Humberto, o projeto adotado pela gestão peemedebista, que mistura arrocho econômico e retirada de direitos dos trabalhadores é extremamente danosa para o País. Foto: Ricardo Stuckert Filho

 

Após ter prometido a retomada da economia, o governo de Michel Temer (PMDB) foi responsável por fechar 853.665 postos de trabalho com carteira assinada. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho. Ao todo, a gestão peemedebista foi responsável pela redução de 2,18% no contingente de empregados celetistas do País.

Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa, os números comprovam o fracasso do governo Temer. “Temer é um arremedo de presidente, um comandante sem legitimidade, sem apoio popular, que segue conduzindo o barco para a frente do iceberg. Ele e sua equipe econômica insistem em um modelo fracassado, reprovado nas urnas nas últimas quatro eleições e que levou milhares de pessoas ao desemprego e que fez o País bater todos os recordes negativos possíveis em um ano”, afirmou Humberto.

Para Humberto, o projeto adotado pela gestão peemedebista, que mistura arrocho econômico e retirada de direitos dos trabalhadores é extremamente danosa para o País. “Não tenho dúvidas de que continuaremos patinando enquanto Temer seguir à frente da presidência. Não tem povo que sobreviva a tantos golpes. Tiram direitos, cortam investimentos, acabam com a infraestrutura. Eles querem que o Brasil se desenvolva como?”, questionou o senador.

Humberto disse ainda que a crise econômica e política do País também vem atingindo a confiança dos brasileiros. “Há um crescente descontentamento da população e uma grande crise de legitimidade. O País segue afundando em meio a tantas denúncias de corrupção, acordos suspeitos selados nos bastidores do Congresso Nacional para tentar a todo custo manter este presidente moribundo. As pessoas estão perdendo aquilo que há muito custo tinham conseguido sentir, que é o orgulho de ser brasileiro. Só com eleições diretas, com a população escolhendo o rumo que o País vai tomar, é que vamos levar o País para frente”, afirmou.

No Senado, Humberto escancara as mentiras sobre tríplex atribuído a Lula

Para Humberto, o juiz Sérgio Moro deveria ter humildade para chegar agora, ao fim do processo, e reconhecer que as suas suspeitas iniciais eram infundadas. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, o juiz Sérgio Moro deveria ter humildade para chegar agora, ao fim do processo, e reconhecer que as suas suspeitas iniciais eram infundadas. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Um dia depois das alegações finais da defesa de Lula serem entregues ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), cansado de assistir a uma verdadeira caçada política e midiática ao ex-presidente, decidiu subir à tribuna do plenário da Casa para escancarar “todas as mentiras” existentes sobre o tríplex no Guarujá (SP) atribuído a Lula.

Humberto ressaltou que, até hoje, rigorosamente nada foi provado contra o ex-presidente. “Ao contrário, dia a dia, vão caindo uma a uma as alegações forjadas que lhe imputam”, resumiu, lembrando que a história não registra qualquer ato que o desabone, apesar de toda a devassa que já fizeram em vida dele e da família.

O parlamentar questionou a falta de provas contra o ex-presidente, a parcialidade e as irregularidades cometidas pelos “gênios da raça de Curitiba”. Segundo Humberto, Lula já provou sobejamente a sua inocência e cabe aos seus inquisidores, agora, provarem a sua culpa.

O senador entende que a perseguição empreendida contra Lula é uma clara tentativa de provocar, por meios tortos, a sua interdição judicial, impedindo que ele volte a se candidatar a presidente da República. “Basta observar esse ridículo caso do apartamento no Guarujá, que serviu apenas a mostrar ao Brasil que a palavra ‘tríplex’ é acentuada”, disse.

O líder da Oposição citou várias iniciativas no processo do apartamento, como a devassa sobre documentação e a ida de pessoas à cadeia sem qualquer amparo legal, e por tempo indeterminado, para que confessassem e incriminassem sob medida, ao gosto dos procuradores e do juiz. “Construiu-se uma torta argumentação para atribuir a propriedade do imóvel ao presidente e, ao final, vê-se que tudo não passou de uma grande obra de amadorismo jurídico”, comentou.

O senador lembrou que o apartamento – pretensamente repassado pela empreiteira OAS ao petista – jamais poderia ter sido dele porque, desde 2010, quando Lula ainda era presidente da República, o imóvel tinha seus direitos econômicos vinculados a um fundo de investimentos controlado pela Caixa Econômica Federal.

“Ou seja, a empreiteira jamais poderia fazer qualquer movimentação relativa ao imóvel, sem a autorização e o devido pagamento à Caixa”, registrou. Humberto reiterou que os procuradores acusaram Lula de ter recebido o tríplex de “maneira oculta” e criticou a ânsia de condenar o presidente, antes mesmo de seu julgamento. “A vontade era tão grande que os membros do Ministério Público em Curitiba esqueceram de uma regra básica atinente ao cargo que ocupam: investigar”, pontuou.

“Tivessem tido um ânimo mais jurídico e menos político iam descobrir, sem muito esforço, um documento chamado Cessão Fiduciária de Direitos Creditórios, firmado pela OAS com a Caixa, por meio do qual a empreiteira cedeu 100% dos direitos econômicos do tríplex para um fundo de investimentos administrado por aquele banco estatal”, ratificou.

Para o líder da Oposição, o juiz Sérgio Moro deveria ter humildade para chegar agora, ao fim do processo, e reconhecer que as suas suspeitas iniciais eram infundadas. Na opinião de Humberto, o grande magistrado é aquele que decide um caso levando em conta os fatos e provas, e não meramente convicções.

“Faço um apelo a Moro para que julgue com independência e pelas provas e saber jurídico. Não julgue por ideologia e por fatores que extrapolam o processo judicial. Baixe a sua arrogância e reconheça que errou. Seu papel é julgar, e não acusar”, clamou.

Humberto ressaltou que foram ouvidas 78 testemunhas, várias de acusação, que, inclusive, inocentaram o ex-presidente. Ele chamou a atenção para o fato de apenas o dono da empreiteira preso ter dito que o imóvel era de Lula. “Isso depois de ter negado várias vezes. Na verdade, ele foi submetido a uma tortura psicológica reiterada e tentou livrar a própria pele, naturalmente”, concluiu.

Quilombolas correm perigo com julgamento do TRF 5 nesta quarta, diz Humberto

Humberto: A questão é de imensa gravidade porque não são apenas os integrantes daquela comunidade que estão ameaçados, mas todos os remanescentes de quilombolas que passam por situação semelhante. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: A questão é de imensa gravidade porque não são apenas os integrantes daquela comunidade que estão ameaçados, mas todos os remanescentes de quilombolas que passam por situação semelhante. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Atento ao julgamento que o Tribunal Federal da 5ª Região (TRF 5) fará nesta quarta-feira (21) sobre o caso de uma área de quatro hectares em favor da comunidade Acauã, de remanescentes de quilombolas em Poço Branco (RN), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), pediu sensibilidade aos desembargadores da Corte para analisar a questão.

Com sede no Recife, o TRF-5 vai examinar um questionamento feito pelos antigos proprietários das terras, desapropriadas em favor dos quilombolas em 2013, mas que terá efeito para áreas semelhantes em todo o país.

“A questão é de imensa gravidade porque não são apenas os integrantes daquela comunidade que estão ameaçados, mas todos os remanescentes de quilombolas que passam por situação semelhante”, afirmou Humberto.

Ele explicou que o caso é amplo porque o que está sendo atacado na ação é o decreto nº 4.887, editado em 2003 pelo presidente Lula, que regula as desapropriações para titulação dos territórios quilombolas.

O senador ressaltou que se trata de uma disputa que está paralisada no Supremo Tribunal Federal (STF) até que os ministros retomem o julgamento de uma ação direta de inconstitucionalidade sobre o caso.

“Mas o fato poderá ganhar um contorno dramático caso o TRF 5, antecipadamente, adote uma posição pela inconstitucionalidade dessa norma. É algo que vai ameaçar a estabilidade jurídica de todas as desapropriações já realizadas e impedir o avanço na identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes dos quilombos”, observou.

Da tribuna do Senado, Humberto fez um apelo à sensibilidade social dos desembargadores do tribunal diante da gravidade do caso e pediu um voto do pleno daquela Corte pela constitucionalidade do decreto. Ou, alternativamente, que retirem o tema de pauta até uma decisão final do STF, dada a sua controvérsia, para evitar um clima de instabilidade jurídica.

“A decisão poderá afetar, principalmente, as minorias. Neste caso, os remanescentes dos quilombos. É esse o apelo que quero dirigir àquela Corte, da qual todos esperamos um espírito de responsabilidade e compromisso com causas sociais dessa relevância”, finalizou.

O movimento Somos Todos #Acauã foi criado em defesa dos quilombolas de Poço Branco e de todo o país. A principal alegação do grupo é de que a Constituição Federal de 1988 reconhece o direito de todas as comunidades quilombolas do Brasil terem seus territórios titulados.

Mas o movimento garante que, para o direito ser aplicado na prática, é preciso que exista o decreto 4.887/03, que regula o procedimento de desapropriação. É por meio desse instrumento que o Incra passa a ter a possibilidade de fazer esse direito constitucional acontecer na prática.

Humberto critica falta de investimentos e diz que Temer é responsável por queda no setor de infraestrutura

 

Segundo Humberto Costa, a região Nordeste é a que mais tem sentido a falta de investimentos.  Foto: Roberto Stuckert Filho

Segundo Humberto Costa, a região Nordeste é a que mais tem sentido a falta de investimentos. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Uma das mais estratégicas áreas da economia, o setor de infraestrutura sofreu um grande baque no governo de Michel Temer (PMDB). Segundo dados da Brasinfra (Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações de Classe de Infraestrutura), o setor teve um corte de 118 mil vagas de trabalho nos últimos 12 meses, o que corresponde a uma queda de 14,7% do total de empregados.

Para o líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT), a retração de empregos na área se dá por causa da falta de investimentos federais no País. “O governo Temer segue determinado a destruir o Brasil transformando-o em um grande cemitério de obras inacabadas. Não investe em ações para trazer o desenvolvimento e nem sequer está mantendo as ações que já estavam em andamento”, afirmou o senador.

A paralização dos investimentos federais em ações de infraestrutura também tem sido criticada por entidades ligadas ao setor. Várias delas já cobraram publicamente o governo pela retomada do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, criado ainda no governo do ex-presidente Lula).

Segundo Humberto Costa, a região Nordeste é a que mais tem sentido a falta de investimentos. “Várias obras seguem sem recursos e sem nenhuma sinalização do governo federal. Sabemos que o Nordeste é uma área de grande potencial de desenvolvimento, que cresceu enormemente nos governos Lula e Dilma por conta do apoio que recebeu. Agora, é a região que tem mais sofrido com o descaso de Temer”, assinalou.

Humberto disse ainda que a situação não deve melhorar enquanto estiver em vigor o projeto que determina o teto de gastos do governo, criado pela gestão peemedebista. “Este projeto, do jeito que foi elaborado, congelou todas as possibilidades de crescimento do País. Mesmo se quisesse, o governo estaria completamente imobilizado por causa de uma mordaça que ele mesmo colocou e isso vale tanto para as obras de infraestrutura como para a saúde e a educação”, criticou. De acordo com o senador, a úncia solução para os atuais problemas do país é a realização de eleições diretas: “Só um presidente legitimamente eleito poderá colocar o Brasil de volta aos trilhos”.

Era de derrotas de Temer no Congresso começou e precipita sua queda, diz Humberto

Humberto: O Senado deu um passo importante em sintonia com o povo, que rejeita fortemente esse governo corrupto e ilegítimo. Foto; Roberto Stuckert Filho

Humberto: O Senado deu um passo importante em sintonia com o povo, que rejeita fortemente esse governo corrupto e ilegítimo. Foto; Roberto Stuckert Filho

 

Após ajudar a rejeitar a reforma trabalhista proposta pelo presidente não eleito Michel Temer (PMDB) na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), declarou que o governo iniciará, a partir de agora, uma era de derrotas e vai perder, novamente, na Comissão de Constituição e Justiça, onde o texto será analisado a partir de amanhã, e no plenário, em julho.

“Hoje, terça-feira (20), o Senado deu um passo importante em sintonia com o povo, que rejeita fortemente esse governo corrupto e ilegítimo. Temer chegou ao poder por vias tortas com o apoio do PSDB, PMDB, DEM e PPS e, desde então, está trucidando os direitos dos brasileiros. Essa foi a primeira de muitas derrotas que virão”, afirmou.

Para Humberto, o Brasil vive, infelizmente, uma situação inédita em sua história, com um presidente acuado pelo Ministério Público (MP), Judiciário e Polícia Federal (PF). Os policiais, inclusive, já atestaram novos atos de corrupção praticados por Temer entre os tantos que integram o rosário de crimes aos quais responde.

“Todos sabemos que a intimidade de Temer com o combate a práticas ilícitas é a mesma que um vegetariano tem com um bife da Friboi: nenhuma”, ironizou o senador.

Segundo ele, por bem ou por mal, o presidente terá de responder a todas as questões assim que sair do cargo. “Temer está absolutamente enredado com o avanço das descobertas de todas as suas falcatruas, se mantendo com apenas um pé em corda bamba, graças à sombrinha do PSDB, que insiste em garantir sua sustentação”, disparou.

Da tribuna do plenário, o parlamentar perguntou a troco de que os tucanos mantêm o apoio a esse governo podre, em que pese haver um racha no partido entre os que querem se agarrar a Temer e os que querem abandoná-lo.

“Essa é uma questão a que os brasileiros têm de estar atentos. O PSDB, que viabilizou o golpe, é o mesmo PSDB que, hoje, segura o cadáver de um presidente detestado por 97% da população. Com a PF, o MP e o Supremo no seu encalço, ele foge do Brasil, corre desesperado para o outro lado do mundo, para não ter de dar respostas sobre os crimes de que é acusado”, observou.

O líder da Oposição voltou a pedir a renúncia de Temer, “antes que destrua o que sobrou do Brasil desde que o país foi devastado pelo seu desgoverno”. De acordo com Humberto, não é nem questão de grandeza o pedido para sair do Palácio do Planalto, pois cada um dá o que tem e grandeza não é uma virtude que Temer possua.

“Mas, se ainda lhe resta algo de discernimento, que renuncie em favor da convocação antecipada de eleições diretas, pelas quais o povo possa eleger um novo presidente que nos ajude a retirar o Brasil desse atoleiro em que Temer e essa sua trupe de salteadores nos meteram”, concluiu.

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