Humberto Costa

Imagens do tríplex mostram que provas contra Lula simplesmente não existem, diz Humberto

 Para o senador, os vídeos gravados no imóvel no Guarujá (SP) provam justamente o contrário: que não houve qualquer reforma milionária, não houve reparação na cozinha e não há elevador na área interna do apartamento.  Foto: Roberto Stuckert Filho


Para o senador, os vídeos gravados no imóvel no Guarujá (SP) provam justamente o contrário: que não houve qualquer reforma milionária, não houve reparação na cozinha e não há elevador na área interna do apartamento. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

Depois de ver as imagens internas do tríplex atribuído a Lula pelo Ministério Público (MP) e pela Justiça, divulgadas com a ocupação dos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), reiterou que a condenação e a prisão do ex-presidente Lula são completamente injustas, pois vários elementos apontados nos autos como prova de crime simplesmente não existem.

Para o senador, os vídeos gravados no imóvel no Guarujá (SP) provam justamente o contrário: que não houve qualquer reforma milionária, não houve reparação na cozinha e não há elevador na área interna do apartamento.

“Mais uma alegação contra Lula foi abaixo. Fica claro que o tríplex nunca foi dele, é completamente simples e não recebeu nenhuma reforma, que teria sido feita em benefício do presidente. Ele não é e nunca foi proprietário do imóvel. Todo dia, uma prova nova mostra o quanto esse processo é falho e cheio de imperfeições”, afirmou.

O parlamentar ressaltou que uma procuradora do Ministério Público de Portugal, que leu todo o processo de Lula por curiosidade, fez um artigo declarando que “a decisão de Moro suscita várias perplexidades, sendo que a mais notável é porque não estão claramente identificados os fatos provados”.

Segundo ela, toda a decisão é uma redonda motivação e Lula desconhece rigorosamente as circunstâncias em que lhe dizem que praticou o crime. “É ler para crer”, escreveu ela, demonstrando a sua indignação com o caso brasileiro.

Por isso, de acordo com Humberto, a condenação de Lula é uma vergonha internacional para o Brasil, pois escancara a motivação política no MP e no Judiciário para interferir no processo eleitoral. Ele entende que a Justiça termina sendo seletiva, perseguindo uns e deixando outros voarem livremente.

“Não interessa que tenha transformado esse ou aquele em réu. Processos para privilegiados se arrastam por anos, não redundando em condenação e, quando ela ocorre, não é cumprida”, observou.

O líder da Oposição afirmou que outros políticos são beneficiados por entendimentos favoráveis, redigidos sob medida até por primos de amigos, que os isentam do foco de investigações. Já para Lula, lembra, não se aplica o rigor da lei, pois ela é distorcida. “Acontece algo pior: falta-se com a verdade, inventa-se, forja-se um processo fake para retirar o maior líder do país da corrida eleitoral”.

O senador acredita que o alento é a garra, a força e a disposição de Lula para continuar na luta e, mais do que isso, a certeza de que essa injustiça será revista e ele poderá receber o apoio de dezenas de milhões de brasileiros.

 

Veja o discurso do senador na íntegra:

Humberto participa de lançamento de manifesto pela democracia apoiado por 7 partidos

 

Para Humberto, o manifesto é um chamamento de todos os setores sociais comprometidos com os valores democráticos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, o manifesto é um chamamento de todos os setores sociais comprometidos com os valores democráticos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Um grande ato contra o avanço da violência, do ódio e da intolerância no país, que contou com a participação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), nesta quarta-feira (18), marcou o lançamento do manifesto pela democracia, soberania nacional e direitos do povo brasileiro.

Presidentes e representantes dos sete partidos – PT, PDT, PSB, PCdoB, PSOL, PCB, PCO – que assinam o documento criticaram o atual governo pelo desmantelamento das políticas públicas e defenderam o Estado Democrático de Direito na cerimônia, marcada por gritos de Lula Livre e Marielle presente.

Para Humberto, o manifesto é um chamamento de todos os setores sociais comprometidos com os valores democráticos, a partir de um amplo debate nacional, para mudar o atual quadro sombrio que vive o país.  “A retirada de direitos, promovida de maneira acelerada por Temer e sua base parlamentar, é parte de um preocupante surto autoritário, com ataques disseminados principalmente nas redes sociais. Eles tratam o Estado
Democrático de Direito como se fosse apenas um empecilho anacrônico em seu caminho”, resumiu Humberto.

Ele lembrou que o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes, foi o episódio mais dramático dessa espiral de violência, embora não tenha sido o único, como o atentado contra a caravana do ex-presidente Lula, no Paraná.

O parlamentar entende que é hora de reunir partidos, entidades da sociedade civil, movimentos sociais, professores, cientistas, operadores do direito, artistas, líderes religiosos, dentre outros, para articular a resistência democrática aos atentados contra a democracia e o estado de direito.

“Estamos aqui, com essa ampla frente, para fazer a defesa intransigente das liberdades democráticas, dos direitos políticos, de eleições livres, dos direitos sociais, da soberania e do patrimônio nacional e para o enfrentamento intransigente da violência disseminada pela extrema-direita”, disse.

Os presidentes do PDT, Carlos Lupi, do PT, Gleisi Hoffmann, do PSB, Carlos Siqueira, do PCdoB, Luciana Santos, do PSOL, Juliano Medeiros, e o secretário geral do PCB, Edmilson Costa, além do representante do presidente nacional do PCO, Rui Costa Pimenta, marcaram presença no ato.

 

Lula está forte, animado e interessado na situação de Pernambuco, diz Humberto

Humberto contou que Lula demonstrou preocupação com o país e perguntou sobre o Nordeste, especialmente sobre Pernambuco. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto contou que Lula demonstrou preocupação com o país e perguntou sobre o Nordeste, especialmente sobre Pernambuco. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Após visitar Lula e avaliar as condições de carceragem na superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, na tarde desta terça-feira (17), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou que, apesar de estar indignado com a prisão injusta e sem provas, o ex-presidente segue animado, forte, lúcido e sereno.

O senador contou que Lula demonstrou preocupação com o país e perguntou sobre o Nordeste, especialmente sobre Pernambuco.

“Contei a ele como estão as coisas no nosso Estado. E disse que estamos na luta por ele e com ele”, afirmou Humberto. “Nós, da Comissão de Direitos Humanos do Senado, constatamos que as condições são adequadas para uma prisão. No entanto, o grande problema que Lula frisa o tempo inteiro é o isolamento. Hoje, felizmente, nós quebramos um pouco essa rotina desumana a que ele está submetido como preso político.”

O parlamentar ressaltou que a defesa de Lula quer que ele tenha direito de receber mais visitas. O senador assegurou que vai cobrar do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), para que assuma uma postura mais ativa com o objetivo de dar possibilidade para que senadores possam visitar as instalações da PF em Curitiba com frequência – assim como acontece com qualquer unidade prisional do país.

“Lula passa o dia inteiro sem poder receber ninguém, só advogados. Nossa luta é para que ele tenha direito de receber os amigos com mais assiduidade. Também continuaremos atuando para que o Supremo Tribunal Federal (STF) tome uma decisão definitiva sobre o julgamento dele”, disse.

Segundo o parlamentar, Lula disse que é preciso continuar a luta política e social em favor do país, pois acha que, sob Michel Temer, o Brasil está desgovernado e com muitas instituições sem funcionar adequadamente. O senador contou que Lula espera que tudo volte aos eixos para que a população reaprenda a respeitá-las.

Humberto também foi até o acampamento montado ao redor da PF em apoio ao ex-presidente para conversar com a militância. O líder da Oposição agradeceu pela força que ela tem dado e passou o recado de que a luta tem de continuar, pelo bem do Brasil.

Humberto vai visitar Lula na sede da PF em Curitiba nesta terça-feira

Segundo Humberto, a ideia é avaliar as condições carcerárias da sede da PF no Paraná. Foto: Roberto Stuckert Filho

Segundo Humberto, a ideia é avaliar as condições carcerárias da sede da PF no Paraná. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Integrante da comissão temporária externa do Senado criada para verificar in loco as condições em que se encontra o ex-presidente Lula na Superintendência da Polícia Federal (PF) no Paraná, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), vai visitar Lula nesta terça-feira (17).

O colegiado, com 12 membros, foi aprovado na Casa na última quarta-feira. A comitiva de parlamentares ainda será composta por integrantes da Comissão de Direitos Humanos do Senado e da comissão externa criada pela Câmara dos Deputados para ir ao local. A visita foi autorizada pela Justiça Federal no Paraná nessa segunda-feira (16).

Do Senado, irão, ainda, Regina Sousa (PT-PI), Paulo Paim (PT-RS), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Roberto Requião (PMDB-PR), Paulo Rocha (PT-PA), João Capiberibe (PSB-AP), Fátima Bezerra (PT-RN), Lídice da Mata (PSB-BA), José Pimentel (PT-CE), Telmário Mota (PTB-RR) e Ângela Portela (PDT-RR).

Humberto explicou que a ideia é avaliar as condições carcerárias da sede da PF no Paraná. “Lula está em uma situação de confinamento, uma solitária. Só pode conversar com os advogados. Não creio que isso seja correto. Por isso, iremos lá verificar a situação”, afirmou.

Para o senador, é lamentável observar políticos de oposição ao PT comemorarem a prisão de Lula e exaltar as condições da prisão para estimular, ainda mais, o ódio ao ex-presidente. “É um atentado contra a dignidade humana que, infelizmente, muitos continuam cultivando”, observou.

Ele também lamentou o fato de a visita de nove governadores a Lula, na semana passada, ter sido impedida por uma decisão judicial que privilegiou mais as regras da carceragem do que a Lei de Execuções Penais. O líder do PT, porém, fez questão de ressaltar a importância da iniciativa dos chefes de Executivo estaduais.

“Qual líder político do Brasil, preso, seria capaz de mobilizar essa quantidade de governadores, dos mais diversos partidos, para lhe prestar solidariedade? Eram governadores que tiveram 15 milhões de votos em 2014 e representam estados com mais de 36 milhões de eleitores. Ficamos muito gratos a esse gesto”, disse.

Segundo Humberto, todos estão atentos aos ataques à democracia. O senador vai se juntar, também, ao grupo de manifestantes acampado nos arredores do prédio da PF.

“Não se enganem. Por trás dessa prisão ilegal e inconstitucional de Lula, existe um profundo ataque ao Estado democrático de Direito. Por isso, nós senadores e deputados do Partido dos Trabalhadores e da oposição, que defendemos a democracia, vamos a Curitiba para externar a nossa inconformidade com a prisão do maior líder político deste país, líder nas pesquisas para a Presidência da República, e exigir a sua imediata libertação”, finalizou.

Humberto vai ao Interior defender a liberdade de Lula

Humberto: o movimento em apoio a Lula segue crescendo no Brasil e no Mundo. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: o movimento em apoio a Lula segue crescendo no Brasil e no Mundo. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), viaja nesta sexta feira (13) para o Interior do Estado, onde tem encontros com lideranças políticas locais para organizar uma série de ações em apoio a Lula. A ideia do senador é ampliar as ações em apoio ao ex-presidente em todos os municípios de Pernambuco.

“Vamos percorrer o Estado defendendo o presidente que mais fez pelo nosso Estado e que hoje é vítima de uma das maiores injustiças políticas da história do nosso País. É um preso político, um condenado sem provas. Mas, se os adversários acham que a gente vai se calar diante das adversidades, eles estão muito enganados. É na dificuldade que reunimos mais forças, que ampliamos o grito e denunciamos os absurdos que estão acontecendo nesse País. Como disse o próprio presidente, não podem aprisionar uma ideia”, afirmou o senador.

Em dois dias, o senador percorre municípios do Agreste do Estado: Pesqueira, Pedra e Alagoinha. Além de encontro com lideranças em Pesqueira, na sexta-feira, no sábado o senador vai à cidade de Pedra, onde anuncia emenda parlamentar para a compra de um trator para o Centro de Ação Social para a Cidadania do município, no valor de R$ 165 mil. De lá, segue para Alagoinha, onde também se encontra com políticos da cidade e da região.

“Em cada cidade que percorremos, levaremos palavras de resistência e luta. Se eles pensam que vão nos calar, que vamos aceitar calados a prisão política do nosso presidente, pensam errado. O movimento em apoio a Lula segue crescendo no Brasil e no Mundo. Todos sabem que enquanto prendem Lula sem provas, os verdadeiros larápios do País seguem soltos”, disse.

Movimento suprapartidário consolida frente ampla em defesa da democracia e de Lula, diz Humberto

Humberto: Denunciamos que Lula é um preso político. E o maior líder brasileiro foi encarcerado para que não possa concorrer nas próximas eleições. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Denunciamos que Lula é um preso político. E o maior líder brasileiro foi encarcerado para que não possa concorrer nas próximas eleições. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Após participar de uma reunião no gabinete da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), na tarde desta quarta-feira (11), para articular o lançamento da ampla frente em defesa da democracia e pela liberdade de Lula, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou que o movimento contra o desrespeito à Constituição está crescendo em todo o país.

O encontro foi marcado pela união dos partidos progressistas do campo da esquerda contra todas as ilegalidades que estão sendo cometidas contra o ex-presidente, contra o sistema político e eleitoral e contra as liberdades individuais. A avaliação é de que, depois do impeachment de Dilma, o processo de atentado ao Estado de direito segue a todo vapor e deve ser impedido.

“Denunciamos que Lula é um preso político. E o maior líder brasileiro foi encarcerado para que não possa concorrer nas próximas eleições. Isso é amplamente acolhido pelos grandes veículos de comunicação em todo o mundo”, disse.

Além dessa iniciativa no Senado, Humberto destacou, em discurso na tribuna do plenário, que está sendo formada no Brasil, também, uma ampla e sólida frente, com lideranças de diversos partidos políticos, da classe artística, dos movimentos sociais e dos mais variados setores sociais, que enxergam nesse processo um atentado à democracia.

De acordo com Humberto, o movimento nada tem nada a ver com a candidatura de Lula à Presidência, que o PT defende, vai registrar e levar às últimas consequências, pois tem a plena certeza da ilegitimidade da condenação e confiança de que “essa anomalia será corrigida, no momento oportuno, pelas instâncias superiores”.

“Tratamos nessa frente da defesa da democracia brasileira e da necessidade de uma resistência social a esses retrocessos inaceitáveis. Estamos cientes de que o golpe após o golpe, que é tentar tirar Lula da disputa presidencial, irá ser finalizado com a permanência de Lula na prisão”, afirmou.

Segundo ele, há um diálogo em todos os níveis, com todas as forças progressistas, para a construção de uma pauta “que una a todos pelos largos pontos convergentes, em vez de separar pelas não tão grandes divergências”.

Apoio dos governadores mostra dimensão política de Lula, diz Humberto

Para Humberto, a carta é simbólica porque agrega políticos de diversas filiações partidárias e denuncia a sanha persecutória contra o ex-presidente. Foto: Ricardo Stuckert

Para Humberto, a carta é simbólica porque agrega políticos de diversas filiações partidárias e denuncia a sanha persecutória contra o ex-presidente. Foto: Ricardo Stuckert

 

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) reforçou o simbolismo político da ação dos nove governadores que estiveram nesta terça-feira (10), em Curitiba, para prestar solidariedade ao ex-presidente Lula. Os gestores, que haviam se programado para visitar pessoalmente o ex-presidente, foram impedidos pela Justiça Federal do Paraná de encontrar com Lula, que desde sábado só conseguiu receber a visita dos seus advogados. Os governadores, no entanto, escreveram uma carta em que reforçam o apoio ao ex-presidente.

“Estivemos aqui e sempre estaremos. Ao seu lado, firmes na luta. Infelizmente, a Lei de Execução Penal não foi cumprida adequadamente e não pudemos abraçá-lo pessoalmente. Mas, por nosso intermédio, milhões de brasileiros e brasileiras estão solidários e sendo a sua voz por um Brasil justo, democrático, soberano e livre”, diz o texto assinado pelos governadores.

Entre eles, Paulo Câmara (PSB-PE), Camilo Santana (PT-CE), Flávio Dino (PCdoB-MA), Ricardo Coutinho (PSB-PB), Wellington Dias (PT-PI) e Waldez Góes (PDT-AP). Além de governadores, parlamentares presentes também subscreveram o texto.

Para Humberto, a carta é simbólica porque agrega políticos de diversas filiações partidárias e denuncia a sanha persecutória contra o ex-presidente. “Desde sábado, Lula deixou de ser apenas uma liderança injustamente perseguida e se tornou preso político. O primeiro desde o Regime Militar. É natural que quem defende a democracia se manifeste. As ações em favor do ex-presidente seguem crescendo no Brasil e no mundo. Essa corrente de ódio que se espalhou pelo Brasil não vai conseguir deter a esperança”, afirmou o senador.

Humberto também fez questão de ressaltar o gesto do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, que integrou a comitiva. “Independentemente das questões políticas locais, esse gesto mostra que Paulo tem um compromisso com a democracia, a Constituição, as garantias individuais, que entende o que está em jogo e sabe da importância de Lula e do seu legado para o nosso Estado”, afirmou.

É um preso político que precisa ser urgentemente solto, afirma Humberto sobre Lula

Humberto: Incontáveis juristas renomados do Brasil e exterior se insurgiram contra a aberração da ordem de prisão. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Incontáveis juristas renomados do Brasil e exterior se insurgiram contra a aberração da ordem de prisão. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Após passar os últimos momentos com Lula antes da prisão, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), avalia que a reação no Brasil e no mundo sobre o mandado expedido pelo juiz Sérgio Moro é de revolta e indignação. Para o senador, Lula é um preso político que precisa ser urgentemente libertado.

Nesta terça-feira (10), em discurso no Senado, o parlamentar declarou, ainda, que ficou evidente para a população brasileira que o juiz Sérgio Moro, que decretou a questionável ordem de prisão, nutre um ódio contra o ex-presidente e o condenou sem provas.

“Incontáveis juristas renomados do Brasil e exterior se insurgiram contra a aberração da ordem de prisão e não conseguem entender como um país como o Brasil pode ter um juiz tão poderoso como ele. Os próprios ministros do Supremo Marco Aurélio, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski falaram em desrespeito à Constituição”, ressaltou Humberto.

Segundo ele, a reação à prisão de Lula também veio rápida nas ruas: em todos os pontos do território nacional, há mobilização, com manifestações e criações de comitês em defesa da democracia e pela liberdade do petista. O senador ressaltou que milhares de brasileiros estão mandando cartas de solidariedade e ligando para a sede da Polícia Federal no Paraná para manifestar apoio ao ex-presidente.

“O acampamento em Curitiba quadruplicou e já há uma romaria de grandes nomes querendo visitá-lo, como o ex-presidente uruguaio José Mujica, e uma dezena de governadores, todos impedidos de entrar por esse juiz que age como um semideus”, criticou.

O líder da oposição disse que há um sentimento geral de absoluta consciência de que Lula é vítima de uma caçada implacável que o transformou em preso político, o primeiro do país após a ditadura militar. “Alguém preso com o pretexto de ter cometido crimes comuns, mas que, em verdade, está preso para evitar que o povo o escolha para dirigir o Brasil”, comentou.

O líder da Oposição entende que a prisão significa a cassação dos votos de dezenas de milhões de brasileiros e contou que, em São Bernardo do Campo (SP), antes de ir para Curitiba, Lula acolheu cada pessoa que lá chegava, desesperada e chorando. “É uma força interior típica daqueles que sabem que não são pessoas comuns. São história”, arrematou.

Humberto disse que, o tempo todo, Lula esteve sereno e tranquilo, com a consciência limpa, convicto da sua inocência, mas indignado com a injustiça que sempre combateu. Para o senador, não há neste país ninguém com o espírito democrático de Lula e sua consciência da importância das instituições.

“E foi por isso que ele sempre falou que iria cumprir a decisão, ainda que em nenhum momento a reconhecesse com legítima”, explicou o parlamentar.

Com julgamento de Lula, STF enterrou princípio da presunção de inocência, afirma Humberto

Para o senador, o Supremo reverteu a lógica constitucional de que todos são inocentes até que se prove o contrário. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para o senador, o Supremo reverteu a lógica constitucional de que todos são inocentes até que se prove o contrário. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de negar a concessão de habeas corpus ao ex-presidente Lula enterrou o princípio constitucional da presunção de inocência no Brasil, afirmou o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE). O senador – que acompanhou, nesta quarta-feira (4), a decisão de Brasília e participou da manifestação pela liberdade de Lula na Esplanada dos Ministérios – se disse decepcionado pelo entendimento da Suprema Corte.

Na prática, os ministros definiram, por 6 votos a 5, que Lula deve ser preso pela condenação em 2 ª instância, mesmo antes do trânsito em julgado da sua sentença. Ou seja, ainda que ele recorra ao Superior Tribunal de Justiça ou ao STF com a finalidade de anular a condenação, isso não evita que cumpra a pena na cadeia.

“O STF entendeu que a liberdade de uma pessoa vale menos do que o patrimônio. A lei garante, por exemplo, que – se alguém pagar duas vezes por algo que comprou – tem direito a receber de volta o que pagou a mais, com juros e correção. Mas um cidadão preso que, nos tribunais superiores, tiver sua sentença condenatória anulada, quem vai repor a sua liberdade perdida injustamente?”, questionou. “Ê uma decisão lamentável, que coloca o valor do ser humano abaixo do de um bem.”

Para o senador, o Supremo reverteu a lógica constitucional de que todos são inocentes até que se prove o contrário. “Agora, todos somos culpados até que provemos ser inocentes. Isso vai contra toda a construção jurídica nacional e internacional consagrada”, analisou o senador. “O STF, que deveria ser o guardião da Constituição, julgou contra a Constituição. Eliminou um direito fundamental dos brasileiros.”

No início da manhã desta quinta-feira, Humberto partiu de Brasília para São Paulo com a finalidade de participar, ao lado de outros parlamentares, de uma reunião com Lula para avaliar o cenário político e os próximos passos a serem tomados pelo Partido dos Trabalhadores.

 

 

STF não pode se curvar a pressão militar, diz Humberto

Humberto participou das manifestações na Esplanada dos Ministérios em defesa da democracia e do princípio da inocência previsto na Constituição. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto participou das manifestações na Esplanada dos Ministérios em defesa da democracia e do princípio da inocência previsto na Constituição. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Preocupado com a tensão gerada sobre o julgamento do habeas corpus de Lula no Supremo Tribunal Federal (STF) – principalmente a partir de declarações como a do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, entendida como uma pressão sobre a Corte para punir o ex-presidente -, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), manifestou seu repúdio à irresponsabilidade de de manifestar posições que piorem o clima de instabilidade do país.

O parlamentar participou das manifestações na Esplanada dos Ministérios em defesa da democracia e do princípio da inocência previsto na Constituição, que ocorrem ao mesmo tempo da sessão do STF para julgar o caso.

Em discurso, Humberto afirmou que não cabe, por mais justa, por qualquer lado que tenha, uma manifestação de uma pessoa com a responsabilidade que tem o comandante do Exército num momento como este. Para o senador, essa manifestação é entendida como uma pressão completamente indevida sobre o STF.

“Estranhamos a manifestação, antecedendo essa sessão do STF. Estranheza porque o general sempre se caracterizou por uma posição de equilíbrio, moderação e exigência do cumprimento da Constituição, por posições até de conteúdo nitidamente nacionalista. E jamais extrapolou a sua posição como comandante e seguiu aquilo que a Constituição prevê, que é omitir-se de manifestar-se politicamente”, ressaltou.

Segundo o parlamentar, o mais grave é que a afirmação do general terminou servindo para a exploração por parte de segmentos que apostam no caos do nosso país, que não querem o cumprimento da Constituição, do calendário eleitoral e das liberdades da população.

“Eu espero que o Supremo assuma o seu papel soberano, que aqueles onze ministros que estão lá tenham consciência do que é o seu papel institucional e constitucional, cumprindo com a sua responsabilidade de ser guardião da democracia. A Constituição é clara ao dizer que há inocência até que um processo transite em julgado, portanto, depois da terceira instância”, disse.

O líder da Oposição avalia que todos esses fatos, sem dúvida, são resultado de todo um clima que foi construído desde 2014, quando no Brasil o ódio começou a ser semeado de forma permanente, cresceu a tolerância com posições autoritárias e com posições que agridem a Constituição brasileira.

 

Veja o discurso do senador Humberto Costa na íntegra:

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