Humberto Costa

Temer e Jungmann são desequilibrados e irresponsáveis, acusa Humberto

ara Humberto, convocação das forças armadas mostra que governo virou elenco dos Trapalhões. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, convocação das forças armadas mostra que governo virou elenco dos Trapalhões. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) considerou como desastrosa a ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada por Michel Temer em Brasília, no fim da tarde dessa quarta-feira (24), e revogada na manhã de hoje. Para Humberto, a decisão de retirar as Forças Armadas das ruas da capital federal menos de 24 horas depois de autorizar a ocupação demonstra o despreparo e o desequilíbrio do governo para lidar com um tema dessa gravidade.

“Foi um erro colossal, que denunciamos desde a primeira hora, estabelecer um estado de exceção em Brasília por conta de uma manifestação contra o governo. Temer se mostrou um tresloucado e seu ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS-PE), um completo irresponsável”, criticou o líder da Oposição.

Para Humberto, o decreto de Temer – que pôs as Forças Armadas para exercer o controle da segurança de prédios federais na capital – era flagrantemente inconstitucional e foi pautado numa mentira. Jungmann alegou que a decisão havia sido tomada para atender a um pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que negou totalmente a informação. O decreto foi duramente criticado por parlamentares, juristas e pela imprensa internacional.

“Temer, mal assessorado por Jungmann, foi protagonista de mais um episódio patético. Seu governo é uma espécie de elenco de Os Trapalhões. Jungmann nunca teve atributo nem para chefe de Guarda Municipal, imagine para ministro da Defesa, Agora, vê-se que age com total despreparo. Deveria, a exemplo de Roberto Freire, pedir demissão do cargo.”

A informação da revogação do decreto chegou quando a bancada de Oposição no Senado estava em uma audiência com a presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, para dar entrada em uma mandado de segurança na Corte contra a decisão de Temer. Paralelamente, a Oposição também havia apresentado um projeto de Decreto Legislativo para que o Congresso Nacional anulasse o decreto presidencial.

Governo usa exército para se manter no poder, denuncia Humberto

Para Humberto, certamente Temer tem bons advogados a orientá-lo e "alguém que saiba ler" o que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, certamente Temer tem bons advogados a orientá-lo e “alguém que saiba ler” o que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Surpreendido com o decreto baixado pelo presidente não eleito Michel Temer (PMDB) que aciona a Garantia da Lei e da Ordem e estabelece que as tropas federais atuarão em Brasília até a próxima quarta-feira (31), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou a medida e informou que, junto com senadores do PT e da oposição, vai requerer informações ao Palácio do Planalto sobre o ato.

O parlamentar também pediu a organização de reunião emergencial entre todos os parlamentares para discutir a atual situação calamitosa do país e que a medida do governo pode ser anulada com a aprovação de um projeto de decreto legislativo no Congresso Nacional.

“Estamos vendo uma crise institucional da maior gravidade. Nós estamos vendo, sem ter as informações precisas, que o presidente da República extrapolou as suas competências e tomou uma decisão que compromete a democracia brasileira”, afirmou.

Para Humberto, certamente Temer tem bons advogados a orientá-lo e “alguém que saiba ler” o que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu. Maia já reiterou que não pediu o uso das Forças Armadas – ao contrário do que Temer disse. “Na medida em que o o chefe do Executivo é muito bem assessorado e sabe ler muito bem, nós temos que pensar se não é uma manobra diversionista essa que ele está fazendo”, ressaltou.

O senador declarou que, em meio à gravíssima crise institucional que vive o país, Temer tomou uma decisão absurda, pois o país não registra nenhuma convulsão social que justifique a medida.

Segundo ele, a manifestação Ocupa Brasília, nesta quarta-feira, que teria sido o mote para o decreto, foi pacífica e contou com a participação de mais de 100 mil pessoas. A violência no protesto, de acordo com o senador, foi provocada por um pequeno grupo de infiltrados que planejaram antecipadamente todo o distúrbio para, no fim, ter um pretexto a fim de chegar a intervenção da polícia e, agora, do Exército.

“Antes de convocar as Forças Armadas, ainda que fosse justificado o Estado de Defesa, o governo teria de determinar ao Ministério da Justiça, e não ao da Defesa, para chamar a Força Nacional. É uma questão que extrapola qualquer problema regimental e de ordem política”, afirmou.

Humberto avalia que Temer tenta, ao baixar o decreto, desviar a atenção de que o governo não existe mais, por estar extremamente fragilizado por conta da enxurrada de denúncias de corrupção. “Ele quer justificar o uso das Forças Armadas, que certamente não querem se prestar a esse papel, e querer justificar e condicionar a sua permanência no poder à ordem pública”, comentou.

Manifestantes de todo o país participaram do “Ocupa Brasília” para pedir a saída de Temer, eleições diretas já e o arquivamento das reformas trabalhista e da Previdência no Legislativo. O movimento foi iniciado, ainda pela manhã, no estádio Mané Garrincha e depois seguiu pelo centro da cidade até chegar à Esplanada e ao Congresso Nacional, onde foi reprimido pela PM.

Aliados de Temer atropelam regimento do Senado para votar reforma trabalhista, acusa Humberto

Humberto: O governo moribundo conseguiu dar um novo golpe no povo: aprovou, por 13 X 11, a leitura do relatório da reforma trabalhista na comissão. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O governo moribundo conseguiu dar um novo golpe no povo: aprovou, por 13 X 11, a leitura do relatório da reforma trabalhista na comissão. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Afundado em denúncias gravíssimas de corrupção e desmandos na administração pública, o governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB), por meio de seus aliados no Senado, atropelou, na avaliação do líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), o regimento interno do Senado, ao dar como lido – sem efetivamente ler – o relatório da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Humberto ressaltou que o Palácio do Planalto, mesmo fragilizado, envolvido em diversas irregularidades e sem qualquer legitimidade, orientou a sua base aliada no Congresso Nacional a dar continuidade à apreciação das reformas. Porém, enfrentou forte oposição durante a tumultuada sessão na CAE – presidida pelo tucano Tasso Jereissati (CE), também presidente do PSDB – que chegou a ser suspensa por cerca de 30 minutos devido a protestos da oposição contra o tratoramento do governo.

“O governo moribundo conseguiu dar um novo golpe no povo: aprovou, por 13 X 11, a leitura do relatório da reforma trabalhista na comissão. Como esse governo zumbi tem legitimidade para mexer com direitos de milhões de brasileiros? Temos de lutar para evitar a continuidade dessas reformas nefastas de um governo acabado aqui no Legislativo”, disparou Humberto.

O parlamentar avalia que a base do governo quer passar a falsa impressão de que está tudo bem no Brasil, sendo que o Palácio do Planalto não tem mais qualquer estabilidade para governar e parte da própria base já começa a romper com ele.

“Essa posição de votar a reforma trabalhista aqui na marra é ruim para quem quer aprovar a proposta. O povo não aceita e aqui há discordâncias. Estamos diante de uma crise política com essa dimensão e é um ato de insensatez tentar votar e discutir as mudanças na legislação trabalhista na marra”, disparou.

O senador ressaltou que a oposição queria apenas que o relatório do tucano Ricardo Ferraço (ES) não fosse lido hoje, diante do momento, mas houve flagrante desrespeito ao regimento quando a comissão o deu como lido – sem lê-lo.

“Houve uma série de erros, porque desrespeitaram o tempo mínimo de publicação do relatório, o tempo mínimo para ser divulgado previamente. O próprio relator disse que seria deselegante da parte dele apresentar o texto antes de ouvir representantes da audiência pública que realizamos. Porém, para nossa surpresa, o relatório já estava pronto ao fim da audiência”, comentou.

Após a revelação dos escândalos envolvendo o presidente Temer e dirigentes da empresa JBS, que tiveram delação premiada homologada pelo Suprem Tribunal Federal, membros da base aliada chegaram a declarar publicamente que iriam paralisar a apreciação das reformas propostas pelo governo.

“Não há o menor clima para aprovar uma proposta como essa, que vai aumentar a precarização do mercado de trabalho brasileiro e desempregar ainda mais. Temos de deixar claro que não é a legislação trabalhista que dificulta a retomada do crescimento. O argumento que aumentaria o emprego é pífio”, afirmou.

Analistas internacionais também preveem queda de Temer, destaca Humberto

 

 Para o líder da Oposição, Humberto Costa, a permanência de Temer no governo gera um ambiente ainda mais instável na economia brasileira e prejudica a imagem do país internacionalmente.  Foto: Roberto Stuckert Filho


Para o líder da Oposição, Humberto Costa, a permanência de Temer no governo gera um ambiente ainda mais instável na economia brasileira e prejudica a imagem do país internacionalmente. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Analistas dos Estados Unidos e da Europa já estão dando como certa a saída do presidente Michel Temer (PMDB) do cargo. Diretor de pesquisa macro da América Latina da Oxford Economics, Marcos Casarin, prevê como inevitável a saída do peemedebista antes do final do seu mandato. Já a consultoria norte-americana de risco político Eurasia avalia que é de 70% a probabilidade de o presidente Michel Temer cair. O percentual é bem acima dos 20% estimados desde dezembro do ano passado.

Para o líder da Oposição, Humberto Costa, a permanência de Temer no governo gera um ambiente ainda mais instável na economia brasileira e prejudica a imagem do país internacionalmente. “Tiraram uma presidente honesta e legitimamente eleita, numa manobra política e chamaram isso de pedalada fiscal. Agora, o que a gente vê é um grande esquema de corrupção, um gigantesco lamaçal político e um presidente sem voto que se segurando nas cordas. Até quando o País vai aceitar isso?”, questionou o senador.

Em gravação feita pelo presidente da JBS, Joesley Batista, e vazada na semana passada, Michel Temer aparece conversando sobre os planos do executivo para obstruir a Operação Lava Jato. Desde então, a pressão sobre o peemedebista tem aumentado e aprofundado a crise política no País. Antigos aliados políticos, inclusive, têm defendido abertamente a renúncia do peemedebista.

Segundo Humberto, apenas as eleições diretas conseguiriam tirar o País da instabilidade política que enfrenta agora e ajudará na retomada da confiança internacional. “A verdade é que o Brasil só conseguirá sair do buraco que cavaram para ele com eleições diretas, com o povo opinando sobre qual o modelo de país que queremos viver. Esta Câmara dos Deputados não tem legitimidade nenhuma para escolher o sucessor deste presidente da República. De uma vez por todas, precisamos dar voz às pessoas e respeitar as urnas”, sentenciou Humberto.

Reforma Trabalhista é tema de debate na Alepe

Um dos mais reconhecidos especialistas no tema em todo o Brasil, o senador Paulo Paim (PT/RS), será o palestrante. Foto: Roberto Stuckert Filho

Um dos mais reconhecidos especialistas no tema em todo o Brasil, o senador Paulo Paim (PT/RS), será o palestrante. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) será palco, nesta quinta-feira (18), às 18 horas, de um grande debate sobre a Reforma Trabalhista que vai reunir lideranças políticas, representantes dos movimentos sociais e sindicalistas. Um dos mais reconhecidos especialistas no tema em todo o Brasil, o senador Paulo Paim (PT/RS), será o palestrante. O evento foi solicitado pela deputada estadual Teresa Leitão (PT), em parceria com o senador Humberto Costa (PT-PE) e será aberto ao público.

Aprovada na Câmara Federal, a Reforma Trabalhista seguiu para avaliação no Senado. Entre os pontos polêmicos do projeto estão a prevalência do acordado sobre o legislado, a permissão do trabalho intermitente, a exclusão do tempo trabalhado durante o transporte para o local de trabalho, a exposição de grávidas a condições insalubres e a fragilização das entidades representativas dos trabalhadores.

Para a deputada Teresa Leitão, o evento vai ajudar a esclarecer pontos do projeto extremamente danosos para a população. “Esta audiência se reveste de grande importância para o momento atual, quando direitos essenciais dos trabalhadores estão sendo retirados. Contar com a presença do senador Paulo Paim como palestrante desta temática certamente nos ajudará a debater a reforma e a reforçar a mobilização da sociedade para barrá-la”, afirmou a parlamentar.

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT) também fez duras críticas à proposta de Michel Temer (PMDB). “O que estão propondo é a revogação da Lei Áurea. Esta é uma reforma cruel, que vai ser extremamente danosa para o trabalhador. E não é por acaso que Temer agora está propondo isto. Ele deu um golpe no País com o apoio dos patos amarelos da Fiesp e agora a elite está cobrando o seu preço. Mas não vamos permitir que a reforma seja aprovada no Senado. Vamos seguir mobilizados e esclarecendo os fatos para população para garantir que o trabalhador não tenha nenhum direito a menos”, afirmou Humberto.

 

Para Humberto, decisão do TRF reconhece excesso do Judiciário contra Lula

 Líder da Oposição denuncia caçada para impedir candidatura do ex-presidente. Foto: Roberto Stuckert Filho

Líder da Oposição denuncia caçada para impedir candidatura do ex-presidente. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Um dia depois do Tribunal Federal Regional da 1ª Região (TRF-1) determinar a imediata reabertura do Instituto Lula, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), saudou a decisão, em discurso no plenário da Casa. Humberto criticou a parcialidade do juiz que havia mandado interditar a entidade e a perseguição política gritante a que o ex-presidente Lula vem sendo submetido.

Para o líder da Oposição, a decisão de fechar a entidade foi tomada na semana passada por um juiz “desvairado” de Brasília, que agiu sem o respaldo até mesmo do Ministério Público.

“Não sei em que ele se baseou. Foi uma decisão da sua própria cabeça, talvez inspirado no juiz Sérgio Moro, e mais uma injustiça contra o presidente Lula. Infelizmente, temos visto magistrados de reputação duvidosa e de engajamento ideológico claro empreendendo uma verdadeira caçada política contra Lula, na tentativa de impedir sua candidatura em 2018”, afirmou.

Para Humberto, a decisão do TRF elimina o que ele chamou de mais um ataque perpetrado contra Lula, que é apenas um no meio de tantos outros que vem diuturnamente sofrendo, com amplo apoio da grande mídia.

Segundo o parlamentar, não basta o Congresso Nacional ter caçado o voto de 54 milhões de brasileiros com a deposição de uma presidenta legitimamente eleita, sem ter cometido qualquer crime. Agora, segundo ele, é necessário se caçar preventivamente o direito de voto de outras tantas dezenas de milhões de eleitores, para evitar que eles se manifestem nas urnas em favor de um homem que mudou este país.

“Mas quem já sobreviveu tantas décadas a todos esses ataques sórdidos e vis, seguramente terá força suficiente para enfrentar mais esses e, como sempre com o apoio do povo, voltar a governar o Brasil para retomar um projeto que transformou a face perversa deste país”, disse.

No discurso, o senador contou se solidarizar com o presidente Lula, com todos os funcionários do Instituto e com todos aqueles – entre eles, muitos países na América Latina, na África, na Ásia – que foram atrás da expertise da instituição para aprender a como combater a fome e a pobreza.

Bagagem
Humberto também participou, nesta quarta-feira (17), de uma audiência pública na Comissão de Transparência do Senado sobre cobrança de bagagem despachada, instituída por meio de resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O presidente da entidade, José Ricardo Botelho, e representantes das companhias aéreas e de órgãos de defesa do consumidor participaram da reunião.

Autor do projeto de decreto legislativo que susta a cobrança imposta pela Anac, aprovado por unanimidade no Senado e que aguarda entrar na pauta da Câmara dos Deputados, o líder da Oposição afirmou que ficou evidente que a medida, já criticada pela OAB, feriu uma série de dispositivos do Código de Defesa do Consumidor.

“Temos de pressionar aquele lacaio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que faz o jogo sujo do governo e das companhias áreas, para enterrar essa medida absolutamente descolada da atual situação econômica do país, do índice de desemprego e da condição de renda da nossa população”, declarou.

Mendonça não apresentou nada porque não fez nada , diz Humberto sobre audiência no Senado

Para Humberto, ministro da Educação só falou dos programas do PT porque não tem nada a mostrar. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, ministro da Educação só falou dos programas do PT porque não tem nada a mostrar. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Autor do requerimento que levou o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), ao Senado nesta terça-feira (16) para explicar o desmonte de programas como o Ciências sem Fronteiras, Fies e ProUni, o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), criticou a postura adotada pelo convidado “de atacar adversários para tentar encobrir a própria escassez de competência”. “Ele realmente não tinha nada no currículo para mostrar aos parlamentares”, disparou o senador.
Além de questionar a “política vulgar e paroquial” adotada pelo ministro, que atacou os governos do PT mais do que falou do próprio trabalho, Humberto afirmou que a ida de uma claque de cargos comissionados e apaniguados para aplaudi-lo na Comissão de Educação do Senado revelou-se um espetáculo vexatório de baixa estatura política.

“Nós queríamos entender o porquê de uma administração tão precária e desastrosa e de tanta negligência com uma área extremamente sensível. Mas, infelizmente, não foi um ministro que sentou à mesa. Foi um papagaio do Palácio do Planalto, foi alguém que veio aqui falar mais do PT e da presidenta Dilma do que de si mesmo”, disse Humberto.

Segundo ele, nada se ouviu de Mendonça Filho sobre o que ele fez neste um ano que está à frente do MEC por uma razão, de acordo com o senador, muito simples e até passível de compreensão: o ministro não falou nada porque não fez nada, porque não tem nada o que mostrar. “Tudo o que ele fez foi engatar uma ré e jogar o Brasil para trás numa área em que nós estávamos indo muito bem”, arrematou.

Para o senador, o ministro da Educação portou-se como se estivesse em cima de um palanque, fazendo ataques à presidenta Dilma e ao PT, sem apresentar nada de novo que tenha construído, ele ou seu chefe, o presidente não eleito Michel Temer (PMDB), a quem ele serve com uma “fidelidade canina”.

“O ministro veio aqui atacar os governos do PT, mas silenciou para o fato de que Lula aumentou, nos seus governos, em 200% o orçamento da educação. Silenciou sobre o crescimento de R$ 50 bilhões para R$ 100 bilhões que a presidenta Dilma promoveu na área até antes de ser golpeada”, disparou.

O líder da Oposição disparou contra os cortes promovidos pelo ministro nos programas do MEC e o contingenciamento orçamentário de mais de 80% imposto na pasta. “Ele está metendo um garrote que estrangula cada vez mais o setor em uma época de crise como a que estamos vivendo, crise da qual eles são a origem”, finalizou.

No embate travado entre Humberto e Mendonça, o parlamentar ainda perguntou ao ministro qual a posição dele sobre a reforma da Previdência em relação aos professores, que serão atingidos pelas mudanças propostas pelo governo. Mas ele não respondeu ao questionamento.

Reforma trabalhista de Temer devolverá povo brasileiro à escravidão, diz Humberto

Para líder da Oposição, governo quer enganar brasileiros com falsa ideia de modernização de leis. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para líder da Oposição, governo quer enganar brasileiros com falsa ideia de modernização de leis. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

No plenário do Senado nesta terça-feira (16) para discutir os impactos da reforma trabalhista proposta pelo presidente não eleito Michel Temer (PMDB), o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), cobrou responsabilidade dos senadores para rejeitar a proposta que, segundo ele, vai fazer com que o povo brasileiro volte a ser escravo como em tempos passados.

Humberto afirmou que o governo está fazendo acordo até com o diabo para aprovar, no Congresso Nacional, as mudanças na legislação trabalhista e no sistema previdenciário. “Vejam que eles estão negociando débitos do Refis até com os ruralistas, que vai aliviar bilhões ao setor. Isso tudo num país com arrecadação lá embaixo. Isso não é possível e lutaremos para impedir esse retrocesso”, declarou.

Ele acredita que os senadores têm de lembrar que foram eleitos para melhorar a vida da população – não o contrário – e que haverá eleições em 2018, ano em que, se passar a reforma trabalhista, os brasileiros já estarão sentindo os efeitos perversos das alterações na lei.

Em duro discurso contra a proposta que tramita no Senado, Humberto criticou também o argumento propalado pelo governo e sua base aliada de que haverá modernização das relações trabalhistas e, com isso, aumento da quantidade de empregos no país. Muito pelo contrário, disse o senador, vários países de diferentes continentes que fizeram isso não tiveram qualquer êxito.

“Isso é um engodo, uma mentira. Os patrões não vão contratar mais com as mudanças. Eles irão terceirizar mais ou contratar intermitentes para reduzir os seus custos. Não queiram iludir a população brasileira com mentiras. Trata-se de uma visão canhestra da nossa elite econômica que visa melhorar as condições de produção e competitividade dos nossos produtos achatando o componente salário”, reiterou.

O parlamentar avalia que a lógica do governo, apoiado pelo capital que ajudou a derrubar a presidenta Dilma Rousseff do poder, é acabar com a proteção ao trabalhador, conquistada a duras penas ao longo do século passado e início deste atual.

Ele criticou diversos pontos da reforma trabalhista, como a prevalência do acordado sobre o legislado, a terceirização sem qualquer limite, a permissão do trabalho intermitente, a exclusão do tempo trabalhado durante o transporte para o local de trabalho (quando esta for a única opção), a exposição de grávidas a condições insalubres e a fragilização das entidades representativas dos trabalhadores.

“É uma legislação sob encomenda para ampliar a taxa de lucro dos empresários e retirar direitos do trabalhadores e conquistas. Essa reforma não pode ser chamada como tal. Como disse o presidente Lula, reforma normalmente é uma coisa boa. E isso aqui é um desmonte”, exclamou.

O parlamentar lembrou que, entre 2008 e 2015, o governo federal promoveu desonerações que passaram de R$ 500 bilhões e que o montante não foi usado como investimento pelas empresas nem para empregar as pessoas. “Só serviu para engordar o lucro do empresariado e dos bancos”, finalizou.

Humberto recebe documento de trabalhadores rurais contra a Reforma da Previdência

Humberto: Estamos todos engajados na luta contra essa reforma nefasta que prejudica todos os trabalhadores brasileiros e, com muito mais perversidade, os rurais. Foto: Asscom HC

Humberto: Estamos todos engajados na luta contra essa reforma nefasta que prejudica todos os trabalhadores brasileiros e, com muito mais perversidade, os rurais. Foto: Asscom HC

O líder da Oposição no Senado,Humberto Costa (PT-PE), participou nesta segunda-feira (15), na Assembleia Legislativa de Pernambuco, da entrega de uma série de resoluções e moções que a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco (FETAPE) e a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Pernambuco (FETAEPE) entregaram para a Comissão Especial da Reforma da Previdência Social da ALEPE. O petista também foi contemplado com a documentação que recebeu da comissão de trabalhadores rurais que estavam presentes na reunião.

“Estamos todos engajados na luta contra essa reforma nefasta que prejudica todos os trabalhadores brasileiros e, com muito mais perversidade, os rurais. São medidas que levarão à favelização do campo, onde corremos o risco de voltar ao êxodo que existia antes dos governos de Lula e Dilma. Foi na gestão do PT que os agricultores receberam um olhar especial do poder público”, lembrou o Humberto.

As resoluções e moções foram colhidas durante 120 audiências públicas realizadas nos municípios pernambucanos. As audiências tiveram como objetivo esclarecer para a população do interior todos os pontos da Reforma da Previdência. Também foram recolhidas mais de 62 mil assinaturas de pernambucanos que são contra a reforma, durante as reuniões nos municípios. Todas foram entregues aos membros da Comissão Especial da ALEPE.

Estiveram presentes ao ato os deputados que compõem a Comissão Especial – Sílvio Costa Filho, Teresa Leitão, Odacy Amorim e Lucas Ramos -, o presidente da Fetape, Doriel Santos, o presidente da CUT, Carlos Veras, e representantes de diversos Sindicatos de Trabalhadores Rurais de todo o Estado.

Humberto lembrou que a luta para barrar a reforma da Previdência será árdua, mas que é necessária e vital para os trabalhadores brasileiros. “Se essa reforma passar teremos consequências devastadoras, pois muitos municípios do interior sobrevivem do dinheiro que circula dos benefícios desses agricultores. A Fetape nos informou que cerca R$ 500 milhões são injetados, por ano, por intermédio dos agricultores rurais nas cidades pernambucanas. Voltaremos a ter saques e pessoas morrendo de fome”, alertou o petista, o único parlamentar federal que estava presente na reunião.

O senador finalizou falando da importância das mobilizações da população no Brasil inteiro. “Não podemos parar de ir às ruas, não podemos descansar um dia sequer. Vamos ocupar, sim, Brasília no próximo dia 24 de maio. Os movimentos sociais devem mostrar para o Brasil que os trabalhadores não aceitam uma reforma que prejudica o povo e que foi proposta por um governo ilegítimo”, afirmou Humberto Costa.

Temer quer perdoar parte de dívida de ruralistas para conseguir votos para a Reforma da Previdência, denuncia Humberto

Para Humberto, a decisão de renegociar o débito confirma a tese de que Temer instaurou um “grande balcão de negócios no Congresso Nacional”. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, a decisão de renegociar o débito confirma a tese de que Temer instaurou um “grande balcão de negócios no Congresso Nacional”. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Na tentativa de garantir a aprovação da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, o governo de Michel Temer (PMDB) colocou na mesa de negociação com a bancada ruralista o perdão dos juros de uma dívida de R$ 10 bilhões dos produtores com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). A iniciativa que tem como objetivo financiar benefícios previdenciários ao trabalhador do campo.

Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), a decisão de renegociar o débito confirma a tese de que Temer instaurou um “grande balcão de negócios no Congresso Nacional”. “Essa ação comprova a falácia que está sendo montada pelo Governo Temer para realizar a Reforma da Previdência. Ele diz que há um rombo, que o País está deficitário, que não suporta a carga. Mas se isso é mesmo verdade como é que agora ele propõe perdoar dívida e até reduzir a contribuição de devedores da Previdência? Essa conta não fecha”, questionou o senador.

Humberto lembrou ainda que Temer já instituiu como moeda de troca com o Legislativo cargos e liberação de emendas parlamentares. “É um jogo sujo. O governo Temer está tentando de todas as formas comprar o apoio de congressistas porque sabe que a população não aceita este projeto. E vou além: garanto que os parlamentares que se juntarem a Temer por esta reforma vão pagar um preço alto nas eleições de 2018”, avaliou o líder da Oposição.

O senador disse ainda que, nas próximas semanas, deve intensificar a pressão da sociedade contra a Reforma da Previdência. “A partir dessa semana, em Brasília, vai haver uma intensa movimentação contra a Reforma. No último dia 28, o País parou para dizer não à reforma. Agora, a ordem é aumentar ainda mais a pressão para que os deputados entendam o que está em jogo e não cedam aos apelos nada republicanos do governo ilegítimo de Temer por uma proposta que mantem privilégios e corta na carne do trabalhador”, afirmou.

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