Humberto Costa

Humberto denuncia descaso de Temer com instituições indígenas

Para Humberto Costa, a polícia agiu contra a violência desnecessária contra os índios. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Para Humberto Costa, a polícia agiu contra a violência desnecessária contra os índios. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

 

O encontro nacional que reúne 3 mil representantes de comunidades indígenas, que se realiza em Brasília, e o tratamento repressivo dispensado a alguns deles pela Polícia Militar em frente ao Congresso Nacional, na última terça-feira (24), levaram o líder da Oposição, Humberto Costa, a tratar do tema no Plenário do Senado. A polícia usou balas de borracha e bombas de efeito moral contra o grupo que protestava contra o governo Temer e contra as mudanças nas regras de demarcação de terras.

Para Humberto Costa, a polícia agiu contra a violência desnecessária contra os índios. “Repudio a forma com que esses cidadãos brasileiros foram recebidos ontem, aqui no Congresso Nacional. Promovendo uma manifestação legítima e pacífica, eles foram agredidos pela Polícia Militar, alguns chegaram a ser detidos. Foi necessária a intervenção de parlamentares para que as coisas voltassem ao normal”, disse o senador.

Desde segunda-feira (24), três mil índios estão reunidos em Brasília, onde participam do Acampamento Terra Livre para denunciar o que chamam de “maior ofensiva contra os direitos indígenas nos últimos trinta anos”. Recentemente, a Funai anunciou a suspensão das atividades de 5 das 19 bases de proteção a índios isolados. A entidade ainda analisa parar as atividades de outras seis unidades. O governo Temer também paralisou toda e qualquer demarcação de terra.

“Vivemos o desmantelamento das instituições e políticas públicas indigenistas, a começar pela Funai, completamente esvaziada e acéfala, assim como estão as unidades de Distrito de Sanitário Especial Indígena. Isto implica em prejuízos graves aos serviços de Educação e Saúde para milhares de pessoas dessas comunidades”, afirmou Humberto.

O senador voltou a lembrar que ações violentas e de perseguição a minorias tem sido uma constante do governo de Michel Temer. “É crescente a tentativa de criminalizar as lideranças e organizações simpáticas à causa dos índios. Bem como são as agressões constantes e até os assassinatos ocorridos pela falta de diálogo e de tolerância, assim como de apoio oficial e proteção”, alertou o senador.

“Pernambuco vai parar na próxima sexta-feira”, diz Humberto

Humberto: Vamos parar Pernambuco e o Brasil para dizer que não aceitamos desmonte de direitos assegurados há 70 anos. Foto: Rafael Carlota

Humberto: Vamos parar Pernambuco e o Brasil para dizer que não aceitamos desmonte de direitos assegurados há 70 anos. Foto: Rafael Carlota

 

A crescente mobilização contra a Reforma da Previdência e Trabalhista e o governo Temer deixou o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), animado quanto aos resultados da greve geral do dia 28 de abril (sexta-feira). Cerca de 50 categorias já declararam apoio à paralisação em Pernambuco como a Polícia Civil, os metroviários, rodoviários e bancários. Instituições como a Arquidiocese de Olinda também declararam apoio à greve e convocaram os católicos a participaram do movimento.

“Vamos parar Pernambuco e o Brasil para dizer que não aceitamos desmonte de direitos assegurados há 70 anos, como a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e o fim real da aposentadoria. Não vamos permitir que o Governo Temer acabe com direitos que os trabalhadores conseguiram conquistar com muita luta”, afirmou o senador, que estará no Recife na próxima sexta-feira.

Humberto vai acompanhar as mobilizações na Capital Pernambucana. Às 15h, participa de ato na Praça do Derby. Representantes das sindicais CUT, Intersindical, Conlutas, Força Sindical, além das frentes de mobilização do Povo Sem Medo e do Brasil Popular também já confirmaram presença.

“Não tenho dúvida que será a maior greve geral do País desde 1980. O povo vai mostrar a sua força e dizer que não aceita essas mudanças que estão sendo orquestradas por uma elite mesquinha que quer manter e ampliar os seus privilégios e um governo ilegítimo, que está prestes a cair de tão podre”, afirmou o senador.

Onda de violência no campo marca de sangue as mãos de Temer, acusa Humberto

De acordo com Humberto, o último relatório anual da CPT sobre o tema atestou que todos os tipos de conflito e todas as formas de violência no campo aumentaram no ano passado em relação a 2015. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

De acordo com Humberto, o último relatório anual da CPT sobre o tema atestou que todos os tipos de conflito e todas as formas de violência no campo aumentaram no ano passado em relação a 2015. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 

Preocupado com a escalada recorde de violência no campo, que vem se agravando desde o ano passado, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou, nesta terça-feira (25), que não há como não enxergar sangue nas mãos do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) diante da situação. Nove trabalhadores rurais foram brutalmente assassinados em Colniza (MT) no fim de semana, sem que o Palácio do Planalto sequer tenha se manifestado sobre o assunto.

De acordo com Humberto, o último relatório anual da CPT sobre o tema atestou que todos os tipos de conflito e todas as formas de violência no campo aumentaram no ano passado em relação a 2015. O documento mostra que são os maiores números dos últimos 10 anos, sendo que os de terra, especificamente, são os maiores já registrados em 32 anos de documentação.

“Não há como analisar essa escandalosa situação que toma conta do campo sem apontar o dedo para esse governo infame e desastroso que aí está, que extinguiu o Ministério do Desenvolvimento Agrário, desmantelou as políticas do campo, suprimiu as estruturas responsáveis pelo bom andamento das questões fundiárias e estancou a reforma agrária, abandonando mais de 120 mil famílias que aguardam assentamento em todo o país”, criticou.

Segundo ele, esse é o governo dos latifundiários e dos ruralistas, que menospreza completamente os trabalhadores rurais. “Então, não há como deixar de se responsabilizar, diretamente, Temer e seu governo desastroso por essa violência bárbara que avança no campo”, afirmou.

Para o senador, o atual presidente ilegítimo é o maior fiador de um sistema que leva matadores de aluguel a se sentirem novamente protegidos e impunes para, covardemente, matar homens, mulheres e crianças.

“Não houve uma nota sequer do Palácio do Planalto lamentando a chacina de Colniza e anunciando providências do governo federal, o que é prova cabal de que Michel Temer é cúmplice desses assassinatos que explodiram sob sua nefasta gestão”, detonou.

O parlamentar avalia que a discussão sobre a violência no campo renasce de forma brutal no país. “E ocorre justamente quando nós julgávamos controlado esse terrível barril de pólvora que já fez milhares de vítimas ao longo de séculos, chaga debelada pelo diálogo com todos os atores envolvidos e as tantas ações efetivas empreendidas nos 13 anos de governos do presidente Lula e da presidenta Dilma”, ressaltou.

Diante do quadro absurdo na zona rural, que causa revolta para Humberto, o país tem outra grande razão, desta vez de caráter humanitário, para “derrubar esse governo podre, que agasalha, na sua imensa inépcia e incompetência, o estímulo a que os campos brasileiros virem um mar de sangue, um cemitério do seu próprio povo”.

“Não há outro caminho a seguir no Brasil, neste momento, que não seja a saída imediata de Temer para que nós, por meio de eleições diretas, retomemos as rédeas do país e impeçamos esses massacres dos quais ele é diretamente partícipe”, finalizou.

Humberto vê enfraquecimento da base de Temer

Humberto: Temer é o presidente sem voto, sem apoio nas ruas e no Congresso Nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Temer é o presidente sem voto, sem apoio nas ruas e no Congresso Nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

As recentes derrotas do presidente Michel Temer (PMDB) no Congresso Nacional e sua queda na popularidade levaram o líder da Oposição, Humberto Costa (PT), a vislumbrar um cenário ainda mais negativo para o governo peemedebista. Nas primeiras 20 votações nominais do governo Temer, no ano passado, 92% dos deputados seguiram a orientação do Planalto. Já nas 20 mais recentes, apenas 68% fizeram o mesmo, segundo levantamento do Basômetro, ferramenta interativa do Estadão Dados.

“Temer é o presidente sem voto, sem apoio nas ruas e no Congresso Nacional. Nem a política do toma lá, dá cá, nem os jantares luxuosos e nem mesmo as conversas impublicáveis ao pé do ouvido tem surtido efeito. Até aqueles parlamentares mais fisiológicos estão dia após dia se afastando do governo Temer porque eles sabem o peso de estar ao lado de um governo fracassado, com uma pauta impopular”, disse Humberto.

Para Humberto, a falta de apoio de Temer no Congresso pode, inclusive atrapalhar os planos do peemedebista para aprovar as Reformas Trabalhistas e da Previdência. “À medida que a sociedade está se mobilizando, dizendo que não aceita esses dois projetos que, na prática, significam o fim da aposentadoria e dos direitos trabalhistas, o governo Temer perde força. Temer, hoje, já é o político mais impopular do Brasil. Falta muito pouco para que esse governo caia de podre”, avalia o senador.

O líder da Oposição falou ainda sobre a importância de uma grande mobilização na próxima sexta-feira dia 28, data em que as centrais sindicais de todo o Brasil planejam uma greve geral. “O Brasil tem que parar para dizer que não aceita esse projeto que fez o país em um ano retroceder 14. Já batemos recorde em desemprego e vemos um governo que todo dia quer dar um golpe novo no nosso povo. Não vamos aceitar calados essa pauta retrógada que prejudica o trabalhador”, afirmou Humberto.

Em Brasília, Humberto e Lula dizem que reformas de Temer agravam crise

Para Humberto, Lula deu mais uma aula sobre o que o Brasil precisa fazer para sair dessa infernal crise política em que o PMDB e o PSDB mergulharam o país. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, Lula deu mais uma aula sobre o que o Brasil precisa fazer para sair dessa infernal crise política em que o PMDB e o PSDB mergulharam o país. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Ao lado do ex-presidente Lula, na noite desta segunda-feira (24), em seminário sobre economia, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que as políticas de desmonte do Estado promovidas pelo presidente não eleito Michel Temer (PMBD) não serão capazes de tirar o país da crise e recolocá-lo nos trilhos.

No encontro em Brasília, promovido pela Fundação Perseu Abramo e pelas bancadas do PT no Senado e na Câmara, o ex-presidente foi recebido por Humberto, ao chegar ao local, e saudado com muita festa por lideranças e pela militância do partido, ao entrar no auditório. Os dois criticaram as reformas propostas por Temer.

“Muito lúcido e de bom humor, como de costume, e sem demonstrar nenhum abatimento diante de denúncias sem provas que insistentemente costumam levantar contra ele, Lula deu mais uma aula sobre o que o Brasil precisa fazer para sair dessa infernal crise política em que o PMDB e o PSDB mergulharam o país”, afirmou Humberto.

Segundo o parlamentar, as duras medidas adotadas pelo governo contra os trabalhadores e aposentados brasileiros, que atingem diretamente os mais pobres e também fragilizam a classe média, são exemplos de como o país não deve proceder para avançar.

Para ele, a história recente prova justamente o contrário, quando o Brasil cresceu como nunca justamente investindo nos mais desfavorecidos, na lógica de que os pobres do Brasil nunca foram o problema, mas sim a solução para o país.

“A fórmula criada pelo presidente Lula foi a mais simples e a mais inteligente possível, mas que era refutada por todos os governos que o antecederam: investir no povo. Enquanto o mundo sucumbia diante de uma crise mundial de proporções catastróficas, o Brasil saia do Mapa da Fome, tirando 36 milhões de pessoas que viviam abaixo da linha da pobreza e elevando mais de 42 milhões à classe média”, declarou.

Humberto disse que a presidente Dilma seguiu com uma política fortemente voltada à melhoria de vida do povo, com investimentos pesados em construção civil, por exemplo, com o programa Minha Casa, Minha Vida. Mas, de acordo com ele, a gestão da petista errou ao não identificar rapidamente, por exemplo, setores empresarias que eram beneficiados por isenções fiscais para estimular o consumo e não davam retorno esperado à economia brasileira.

“O fato é que, mesmo com falhas, havia no governo de Dilma um sentimento de total respeito a direitos e conquistas sociais. Havia um sentimento de que não era saída para qualquer crise econômica atacar os mais pobres. Todos os ajustes que fizemos na Previdência Social em 2015, por exemplo, foram para corrigir erros e coibir irregularidades, como no caso do seguro-desemprego”, ressaltou.

O senador lembrou que o governo Dilma jamais mexeu na idade mínima para a aposentadoria, no direito das mulheres a uma regra mais justa, no que estava assegurado aos trabalhadores rurais. Mas, com a derrubada da presidenta, ele avalia que um grupo tomou de assalto o poder para impor ao Brasil uma série de fórmulas cruéis e ultrapassadas, sob a alegação de que só elas podem tirar o país da crise.

“É uma mentira contada atrás da outra, quando do que o Brasil precisa mesmo é de um presidente legítimo, escolhido por meio de eleições livres e diretas, para dar credibilidade à condução do país. Com esse arremedo de governo tétrico e nefasto, nada vai avançar a não ser o desmonte de tudo o que foi construído a duras penas, ao longo de décadas, pelos brasileiros”, disparou.

Humberto pede renúncia de Temer e eleições gerais

Humberto: Não será esse governo incompetente, ilegítimo e despreparado que está aí capaz de construir o futuro do país. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Humberto: Não será esse governo incompetente, ilegítimo e despreparado que está aí capaz de construir o futuro do país. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

 

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), pediu, nesta segunda-feira (24), a renúncia do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) e a convocação de eleições diretas gerais para que o país saia da imensa crise de representatividade em que se encontra e volte aos trilhos.

“Só o povo será capaz, ao escolher os seus governantes, senadores, deputados, aqueles que irão dirigir os destinos do Brasil, de trazer a recuperação do crescimento do país com legitimidade e credibilidade. Vamos dar ao povo o direito de construir uma saída para essa crise”, afirmou.

Da tribuna do Senado, Humberto ressaltou que a tese é compartilhada, inclusive, por parlamentares de partidos da base de apoio ao governo no Congresso Nacional, como o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO). O democrata também já pediu a renúncia do presidente e a realização de um novo pleito.

“É um movimento que vem tomando corpo a cada dia e, muito breve, teremos um manifesto nesse sentido. Não será esse governo incompetente, ilegítimo e despreparado que está aí capaz de construir o futuro do país. Até os políticos mais conservadores, como Caiado, reconhecem a situação e já se manifestaram publicamente. Só teremos uma luz no fim do túnel para voltarmos a ser o que fomos recentemente com a saída de Temer e eleições”, disse.

O líder da Oposição ressaltou que a pressão sobre o presidente, que já sofre rejeição de mais dos 90% da população, de acordo com pesquisas recentes de popularidade, será ainda maior na próxima sexta-feira (28), quando várias categorias prometem parar o país em greve geral.

“Vamos às ruas mais uma vez contra essas reformas da Previdência e trabalhista, que são contra o povo brasileiro. Vamos ver quem terá coragem de botar a sua impressão digital para retirar direitos de mulheres, trabalhadores rurais e os mais pobres, ao mesmo tempo em que protege os mais ricos, deixando-os viver de forma nababesca e sem compromissos com a construção de um país melhor”, criticou.

CPI da Previdência está pronta para ser instalada e desmascarar reforma de Temer, diz Humberto

Juntamente com Paulo Paim (PT-RS), Humberto pediu instalação de CPI para investigar previdência. Foto: Júlio Fernandes

Juntamente com Paulo Paim (PT-RS), Humberto pediu instalação de CPI para investigar previdência. Foto: Júlio Fernandes

 

Defensor da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que tem como objetivo investigar a contabilidade da Previdência Social, apurar todos os desvios de recursos e esclarecer, com precisão, as receitas e despesas do sistema, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que o colegiado será instalado na próxima semana.

Isso porque os partidos concluíram, nessa quarta-feira (19), as suas indicações de composição do comissão. Coube ao presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), anunciar os nomes que irão integrar a CPI, a partir da indicação dos líderes partidários.

“Agora, o Senado está pronto para instalar imediatamente o colegiado e verificar as dívidas de grandes empresas com a Previdência, a sonegação e a concessão de anistias, desonerações e desvinculações tributárias que teriam provocado o desabastecimento do caixa do setor nos últimos anos”, afirmou. “Vamos mostrar que essa reforma de Temer é uma enganação para descontar sobre os mais pobres a conta dos desmandos que ele tente encobrir.”

Para Humberto, a população brasileira quer saber onde foram parar os recursos da Seguridade Social e quais são as reais causas do alegado rombo do sistema. “O povo é contrário a essa reforma da Previdência desumana proposta pelo governo ilegítimo. Estamos vendo que a pressão está dando resultado, com sucessivos recuos”, disse.

A CPI terá sete titulares: Hélio José (PMDB-DF) e Rose de Freitas (PMDB-ES), Paulo Paim (PT-RS), Ataídes Oliveira (PSDB-TO), Lasier Martins (PSD-RS), João Capiberibe (PSB-AP) e mais um do Bloco Moderador. O colegiado será integrado por mais cinco suplentes.

O pedido de criação da CPI foi protocolado, no fim de março, com 62 assinaturas, sendo boa parte delas da base do presidente não eleito Michel Temer (PMDB). Eram necessárias 27 assinaturas para a criação do colegiado. Quase 94% dos internautas entrevistados pelo DataSenado se manifestaram a favor da CPI.

O prazo de funcionamento da comissão é de quatro meses, prorrogáveis por igual período. O presidente e o relator deverão ser escolhidos na primeira reunião da CPI. O senador Paulo Paim, autor do requerimento de instalação do colegiado, deverá presidir a comissão.

Senado aprova pedido de Humberto para que Mendonça explique desmonte em programas

Requerimento de Humberto leva Mendonça a explicar fim de programas do MEC. Foto: Roberto Stuckert Filho

Requerimento de Humberto leva Mendonça a explicar fim de programas do MEC. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

A Comissão de Educação do Senado aprovou requerimento apresentado pelo líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), para que o ministro da Educação (MEC), Mendonça Filho (DEM-PE), compareça ao colegiado para explicar os cortes da pasta em programas considerados prioritários ao Brasil, como o Ciência sem Fronteiras, o Fies e o ProUni. A ida do ministro ficou marcada para o dia 16 de maio.

De acordo com Humberto, que teve o requerimento aprovado na última terça-feira (18), o desmonte das políticas da pasta é um absurdo, pois prejudica milhões de brasileiros que já vivem hoje grandes dificuldades diante da crise econômica do país. “Não dá para ficar punindo quem mais precisa, principalmente os mais jovens. Essas medidas adotadas pelo ministro Mãos de Tesoura não têm qualquer fundamento cabível”, afirmou.

Para o senador, o MEC deixou de ser um ministério extremamente técnico e preocupado com a qualidade da educação oferecida aos brasileiros e se tornou um shopping center da iniciativa privada, em que os prepostos dos donos de universidades particulares estão tomando conta de todo o comando da pasta.

O MEC informou o encerramento do programa aos estudantes de cursos de graduação, mantendo a oferta somente para alunos de cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Humberto ressaltou que a política foi criada pela então presidenta Dilma Rousseff com o objetivo de promover e expandir a competitividade brasileira em ciência, tecnologia e inovação por intermédio de intercâmbio e mobilidade internacional.

Além disso, o programa buscou atrair pesquisadores do exterior que quisessem se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com pesquisadores brasileiros em áreas prioritárias, assim como criar oportunidades para que pesquisadores de empresas pudessem receber treinamento especializado no exterior.

Segundo dados atualizados em janeiro de 2016 pelo MEC, mais de 70 mil estudantes de graduação foram beneficiados com o programa, o que representa aproximadamente 80% das bolsas implementadas “Estes alunos serão diretamente afetados com o fim do programa”, lamentou o líder da Oposição.

Humberto vê ressurgimento da onda vermelha no Brasil

Para Humberto, o levantamento mostra que o partido vem ganhando força, apesar dos ataques constantes. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, o levantamento mostra que o partido vem ganhando força, apesar dos ataques constantes. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O líder da Oposição, Humberto Costa (PT), ressaltou um novo recorte da pesquisa CUT/Vox Populi que aponta o PT não só como o principal partido do Brasil, como a legenda que mais vem angariando popularidade. Para Humberto, o levantamento mostra que o partido vem ganhando força, apesar dos ataques constantes que sua imagem vem sofrendo na mídia.

De acordo com o levantamento, o PT cresceu na simpatia do eleitorado brasileiro e já tem 20% da preferência do eleitorado. O número vem crescendo exponencialmente nos últimos meses. Em dezembro, o PT contava com simpatia de 13% da população, em dezembro o número subir para 15%. E agora cresceu mais de 5% e ficou bem à frente do segundo colocado, o PSDB, que tem a simpatia de apenas 4% da população. Em terceiro aparece o PMDB com apenas 1%. Juntos, os demais partidos somaram 4%.

“Há em curso uma grande campanha difamatória contra o PT e contra os ex-presidentes Lula e Dilma. Nenhum partido sofreu um ataque tão constante à sua biografia, mas o PT vem se mantendo forte e vivo. Digo mais: há um ressurgimento da onda vermelha. Tem crescido a consciência da população sobre as conquistas que obtivemos nos governos do PT no Brasil e essa percepção aumenta à medida em que o governo de Michel Temer (PMDB) e de seus aliados do PSDB colocam em curso o projeto de arrocho dos trabalhadores e de perda de direitos”, avaliou o senador.

Humberto comentou ainda os números da pesquisa sobre a operação Lava Jato. Segundo o levantamento, 68% da população acham que os procuradores erraram ao acusar o ex-presidente sem provar que ele cometeu algum crime. A pesquisa mostra também que a importância da operação para os brasileiros vem caindo. De acordo com a CUT/Vox Populi, apenas 25% da população se declara interessada ou muito interessada pela Lava Jato. O percentual era de 41% em novembro.

“As pessoas têm começado a questionar o verdadeiro sentido da divulgação das informações. Quando a televisão de maior audiência no País passa quatro horas, 24 minutos e 51 segundos do Jornal Nacional tratando do tema, ao mesmo tempo que dedica quase uma hora desse tempo para falar de Lula e Dilma e apenas 21 minutos somados a nomes como o do presidente Michel Temer e do senador e ex-candidato à presidência Aécio Neves, a gente vê que algo está errado e que há muita manipulação do que vem sendo divulgado”, assinalou Humberto.

A pesquisa CUT-VOX POPULI entrevistou 2.000 pessoas, em 118 municípios brasileiros entre os dias 6 e 10 de abril. A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%. Foram ouvidas pessoas com mais de 16 anos, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os Estados e do Distrito Federal, em capitais, Regiões Metropolitanas e no Interior.

Reforma da Previdência segue desumana, apesar de recuos e derrotas de Temer, diz Humberto

Humberto tem ido às ruas para organizar oposição da sociedade à reforma da Previdência  Foto: Roberto Stuckert Filho/Liderança da Oposição

Humberto tem ido às ruas para organizar oposição da sociedade à reforma da Previdência
Foto: Roberto Stuckert Filho/Liderança da Oposição

 

Apesar dos sucessivos recuos do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) diante da pressão dos brasileiros e da falta de apoio no Congresso Nacional para bancar a reforma da Previdência, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), considera que as mudanças propostas não mudaram em nada o projeto, que segue prejudicial aos mais pobres e absolutamente desconexo da realidade. Segundo ele, o governo tem colecionado derrotas nas ruas e no Legislativo, o que demonstra sua impopularidade e fraqueza.

Em discurso nesta quarta-feira (19), o parlamentar afirmou que as mudanças propostas no texto, que será votado no dia 2 de maio após mais um fracasso do Palácio do Planalto na comissão especial da Câmara dos Deputados, em nada melhoram a vida da esmagadora maioria da população que depende da Previdência Social.

“Pelo contrário, as alterações irão aumentar seus prejuízos, obrigando a que todos trabalhem mais para, no fim, ganhar menos. Estamos falando de um projeto natimorto, que o governo ainda insiste, desesperadamente, em tentar salvar, fazendo mudanças epidérmicas que em nada alteram o seu caráter canhestro, perverso e desumano”, disse.

Para Humberto, sem apoio popular e no Congresso, Temer está oferecendo de café, almoço e jantar até cargos ou qualquer vantagem possível com a finalidade de comprar apoio parlamentar para vender direito alheio. “No caso, o dos brasileiros, os donos das conquistas que essa reforma da Previdência vai destruir”.

“O que Temer tem feito, de fato, é reduzir a sua margem de lucro nessa negociata espúria que está realizando com os direitos previdenciários. Em vez de faturar R$ 800 bilhões nos próximos 10 anos, como previa o projeto original, ele vai lucrar R$ 700 bilhões ao rifar o futuro alheio”, detonou.

O senador lembrou que até o Papa Francisco, ao recusar o convite do governo ilegítimo brasileiro para vir ao país, criticou severamente as reformas propostas. O mesmo fez a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Ordem dos Advogados do Brasil e o Conselho Federal de Economia, que divulgaram uma nota conjunta, nesta quarta, em que reiteram a sua posição por uma Previdência Social justa e ética.

“Todos querem sabe onde está a proteção aos vulneráveis, aos idosos, aos titulares do Benefício de Prestação Continuada, aos enfermos, aos acidentados, aos trabalhadores de baixa renda, aos trabalhadores rurais e às mulheres, que chefiam a maioria das famílias deste país? Não há proteção. Essa reforma de Temer destrói tudo, é uma aberração do ponto de vista humanitário”, alertou Humberto.

Ele conclamou o povo a ir às ruas no próximo dia 28 com o objetivo de parar o Brasil, também com uma greve geral, para não deixar dúvidas ao Congresso que a população rejeita veementemente a perda de direitos e que vai cassar nas urnas o mandato dos que apoiarem as reformas.

“Não haverá um dia de trégua a Michel Temer enquanto ele não for derrotado nessa sua cruzada contra o povo e deixe o Palácio do Planalto pela mesma porta dos fundos por onde entrou”, finalizou.

Página 1 de 17512345...102030...Última »