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Humberto Costa

Bolsonaro tem de explicar fotos ao lado de assassinos de Marielle, cobra Humberto

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Passados 70 dias de governo Bolsonaro, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou que o Brasil está absolutamente estupefato com a sequência de escândalos sem fim patrocinados pela gestão do capitão reformado. Para Humberto, todos os dias, desde que “essa turma de lunáticos” subiu a rampa do Planalto, há um incêndio novo consumindo o país.
“O desemprego sobe, o Produto Interno Bruto cai, a participação da indústria no PIB é a menor desde 1947, os direitos sociais são terrivelmente rasgados e, a despeito de tudo isso, o presidente usa suas redes oficiais ora para fingir que governa, ora para gerar crises com suas postagens”, resumiu.
Segundo o senador, o Brasil em 2019 está marcado por retrocessos, declarações estapafúrdias, um vai-e-volta sem fim em decisões de governo, medidas absurdas, escândalos envolvendo laranjas e milícias e projetos extremamente danosos. Ele declarou que o povo assiste a tudo isso incrédulo e sem perspectiva.
O parlamentar não entende como alguém tão despreparado e desqualificado, que ataca uma jornalista pelas suas redes, com base em mentiras, é absolutamente alheio ao fato de ser vizinho de condomínio de um assassino de alta periculosidade, acusado pela execução de Marielle Franco e Anderson Gomes, cuja filha namorou um dos filhos do presidente.
“É muita coincidência para um caso só. O envolvimento da família Bolsonaro com a milícia é muito antigo. Agora, nós queremos saber quem são, verdadeiramente, os mandantes por trás desse crime horrendo. E o presidente da República, aliás, pode contribuir muito com toda a clareza desse processo, se expressar seu repúdio a esse bárbaro crime e aos assassinos ao lado dos quais aparecem em fotos que circulam na Internet”, disparou.
Humberto ressaltou que o caos promovido pela atual gestão atinge as principais áreas do governo e não há qualquer perspectiva de melhora. “Há muito o que fazer. O Brasil está à espera. Bolsonaro precisa desligar o computador, largar o celular, arregaçar as mangas e governar. Porque, até agora, além de escândalos e patacoadas por redes sociais, nada se viu dessa sua gestão pífia e inepta”, criticou.
O líder do PT lembrou que os principais ministérios do governo sofrem com sucessivos problemas sem solução. O Ministério das Relações Exteriores, citou, virou uma chacota internacional, em que o ministro já é reconhecido por pesquisadores e estudiosos como o pior chanceler do mundo. “É um sujeito que tem trabalhado para obedecer servilmente ao governo dos Estados Unidos”, resumiu.
Já o Ministério do Meio Ambiente, observou, varreu 21 dos 27 superintendentes regionais do Ibama, desmantelando o órgão e flexibilizando licenças ambientais para avançar o desmatamento ilegal. “O ministro condenado por improbidade administrativa manteve o superintendente do Rio, o mesmo que anulou uma multa ambiental aplicada a Bolsonaro por infração”, disse.
O Ministério da Educação, por sua vez, está conflagrado. De acordo com o líder do PT, o ministro Ricardo Vélez – que já chamou brasileiro de bandido e determinou que crianças fossem filmadas sem autorização em ambiente escolar depois da declamação do lema de campanha do presidente – é um refém do seu mentor, o terraplanista Olavo de Carvalho.
“No Ministério da Justiça e da Segurança Pública, outra situação embaraçosa. O superministro Sergio Moro virou uma figura microscópica. Todos os seus poderes têm sido mitigados. A gestão, até agora, é marcada por incontáveis recuos, todos eles determinados por Bolsonaro, após reação da matilha hidrófoba que o rodeia”, cravou.
No fim do discurso, Humberto perguntou, diante de todas as bobagens cometidas por Bolsonaro, até quando os militares aguentarão isso. “Até quando vão seguir jogando a credibilidade das Forças Armadas no mesmo esgoto por onde transita essa gente?”

Para Humberto, proposta de desvinculação total do Orçamento formulada pelo governo Bolsonaro é um desastre

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), criticou a proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, de desvinculação total do Orçamento Geral da União, para a qual o governo Bolsonaro quer tramitação paralela com a Reforma da Previdência. Segundo o senador, a medida ameaça diretamente áreas como a saúde e a educação, que possuem determinado um valor mínimo de aplicação de recursos.

 

 

“Isso é um desastre. Hoje, a gente sabe que os recursos já são insuficientes. Imagine como vão ficar essas áreas se um governante não aplicar essa fatia mínima? Vai haver um grande colapso.  É algo que não podemos permitir”, afirmou o senador.

 

 

Para ele, o presidente Jair Bolsonaro tem demonstrado diariamente sua total incapacidade de governar ao apresentar propostas que inviabilizam direitos básicos da população, bem como serviços públicos. “Mesmo eu, que sempre fui pessimista quanto ao governo de Bolsonaro, porque já conhecia a sua incapacidade desde os tempos em que fui deputado federal, não imaginava um início de governo tão ruim como esse. Eu nunca vi um governo com menos de 90 dias fazer tanta bobagem ao mesmo tempo”, afirmou Humberto.

 

 

Segundo o senador, o governo não tem conseguido criar nenhuma agenda positiva nesses primeiros dois meses de atuação. “Não existe nenhuma proposta para beneficiar a população, para gerar empregos, renda, melhorar a saúde e a educação. Pelo contrário, tudo que Bolsonaro faz é trabalhar para destruir. Há uma falta total de compromisso com políticas públicas e sociais”, afirmou o senador.

Humberto propõe que bacia do rio Capibaribe seja incluída na área de atuação da Codevasf

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Defensor das políticas públicas que promovem o desenvolvimento regional no país, principalmente no Nordeste e em Pernambuco, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), apresentou um projeto de lei, nessa segunda-feira (25), que inclui a bacia hidrográfica do rio Capibaribe na área de atuação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Segundo ele, a inclusão da área, que abrange um total de 42 municípios, vai contribuir para o crescimento econômico e social da região e permitirá um melhor planejamento das ações da Codevasf na localidade, onde a companhia já atua parcialmente com o projeto de integração do rio São Francisco com as bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional.
“Estamos propondo que haja uma lei para explicitar a presença da Codevasf nessa região e acrescentar o restante da bacia hidrográfica do rio Capibaribe a sua área de atuação. Em particular, as ações do órgão voltadas para a inclusão produtiva beneficiarão as camadas mais pobres e contribuirão para a redução dos alarmantes níveis de desigualdade que se observam em nosso país”, resumiu Humberto.
O senador explicou que a companhia, criada em 1974 para atuar apenas na bacia hidrográfica do rio que lhe emprestou o nome, já ampliou a sua área de atuação diversas vezes ao longo do tempo.
Em 2000, por exemplo, por meio de lei, a Codevasf passou a atuar também no vale do rio Parnaíba, localizado em parte dos estados do Piauí e do Maranhão. Em 2018, uma proposta incluiu as bacias hidrográficas dos rios Una, Real, Itapicuru e Paraguaçu.
O parlamentar ressalta que o rio Capibaribe é uma importante fonte de vida em Pernambuco. O rio nasce no limite dos municípios de Jataúba e Poção, percorre 280 quilômetros por vários centros urbanos, servindo de corpo receptor de resíduos industriais e domésticos, até chegar à sua foz, no Recife. Vários reservatórios estão localizados no curso d’água.

Se Congresso não derrubar a reforma da Previdência, Judiciário o fará, diz Humberto

Foto: Roberto Stuckert Filho

Foto: Roberto Stuckert Filho

Indignado com as medidas previstas contra os brasileiros mais pobres na reforma da Previdência encaminhada pelo governo Bolsonaro (PSL) ao Congresso Nacional, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), declarou, nesta quarta-feira (27), que os parlamentares irão derrubar o projeto. Segundo ele, caso isso isso não ocorra, o Judiciário é que será o responsável por barrar a iniciativa.
“Quem vai ter coragem de votar aqui contra os idosos em extrema pobreza? Quem vai votar contra os trabalhadores do campo? Contra os professores? Contra os policiais de menores salários? Contra os servidores públicos de salários reduzidos, contra os trabalhadores em geral, a quem essa fatura miserável do ajuste está sendo imposta?”, disparou.
Para Humberto, a proposta agride a dignidade humana e lega ao futuro do Brasil uma legião de miseráveis que, sem qualquer condição de sobreviver, estará condenada à morte, com a finalidade de que se possa ter uma Previdência Social pretensamente saneada.
“O ajuste é todo feito nas costas dos mais pobres, em prejuízo dos mais pobres, para aumentar as mazelas dos mais pobres. É uma reforma caracterizada pelo caráter nitidamente excludente”, resumiu.
Segundo ele, é uma barbaridade propor que o trabalhador só receba a aposentadoria no valor integral depois de 40 anos de contribuição, principalmente num país onde campeia a informalidade pela falta de emprego. “Será praticamente impossível alguém cumprir esses requisitos. A consequência será o aumento do fosso social, jogando no abismo da miséria milhões de seres humanos, em sua maioria idosos e crianças”, lamentou.
O senador lembrou que a mesma crueldade foi aplicada ao trabalhador rural, que sente o peso de uma enxada de sol a sol, em condições muitas vezes inóspitas. Bolsonaro aumenta para 20 anos o tempo de contribuição e quer equiparar a idade mínima entre homens e mulheres. “É de uma atrocidade inaceitável, típica de quem não conhece a dureza do trabalho no campo ou de quem dele se locupleta”, observou.
O parlamentar reiterou que irá lutar para que os professores também não percam o especial do magistério nem tenham a idade aumentada para 60 anos, sem respeito às questões de gênero. Ele ainda criticou a proposta que impõe aos aposentados que voltaram ao mercado de trabalho para complementar a renda a perda do direito à multa rescisória de 40% sobre o saldo do FGTS.
“É uma reforma de perdas, perdas e somente perdas para o trabalhador. Não se fala em rever a política de desonerações que, somente este ano, deve tragar mais de R$ 300 bilhões. Não se fala no efetivo combate à sonegação, que deixa escoar pelos ralos da impunidade mais de meio trilhão de reais”, ressaltou.
O líder do PT fez questão de registrar que o governo Lula fez ajustes na Previdência Social, mas sem, jamais, retirar direitos dos trabalhadores e, sim, combatendo fraudes e corrigindo distorções que mais faziam todos perderem do que ganharem.
Agora, de acordo com ele, vem esse governo tacanho e entreguista dizer que o INSS é deficitário e gastar milhões do dinheiro do brasileiro para tentar convencer o próprio brasileiro de que trabalhar mais, contribuir mais e, no fim da vida, ganhar menos é um excelente negócio.
“Essa é a nova política de Bolsonaro. É o ouro de tolo com que ele enganou milhões e, agora, em flagrante prática de estelionato, tenta aprovar um projeto que jogará o povo brasileiro na miséria e no desalento. Vamos oferecer toda nossa oposição a essa proposta. Há alternativas para o Brasil crescer”, afirmou.

Humberto é o parlamentar mais influente do Nordeste nas redes sociais, diz levantamento

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Foto: Roberto Stuckert Filho

Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) é o maior influenciador digital em política do Nordeste dentro do Congresso Nacional. A afirmação é do ranking  FSB Influência Congresso, que analisa as redes sociais dos 594 parlamentares de todo o Brasil. O senador é também o único da região a figurar no ranking dos 20 parlamentares mais influentes do país. Além dele, só o senador e presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), figura na lista dos mais influentes entre os parlamentares das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

 

Com mais de 500 mil seguidores somente no Facebook, Humberto tem usado suas redes sociais para marcar posição contra as arbitrariedades do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e para apresentar seus projetos para Pernambuco e para o Brasil. Postagens feitas nas redes de Humberto chegaram a ter alcance de 40 milhões de usuários.

 

“Fico muito feliz com a resposta das pessoas ao nosso trabalho. Tenho dado prioridade à minha relação com a população e as redes sociais têm sido muito importantes no sentido de estreitar a nossa relação, de nos aproximar. É um canal privilegiado para falar à população e, principalmente, para ouvi-la”, afirmou o senador.

 

O ranking leva em consideração a inserção de deputados e senadores no Twitter, Instagram e Facebook e analisa fatores como número de seguidores, posts, curtidas, comentários, compartilhamentos e alcance estimado de cada post.

Ministro da Educação de Bolsonaro é absolutamente despreparado e deveria pedir demissão, cobra Humberto

 

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), cobrou, nesta terça-feira (26), a demissão do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, por uma série de ações desastrosas tomadas à frente do MEC. De acordo com o senador, as medidas podem, inclusive, configurar crimes de responsabilidade e de improbidade administrativa. “Ele deveria ter a grandeza de abandonar o cargo em favor de alguém mais capacitado para exercê-lo”, afirmou.
Nessa segunda feira, o ministro, que já havia dito que o brasileiro viajando é um canibal e um ladrão, disparou um comunicado às escolas do país em que pede que a mensagem com o slogan de campanha de Bolsonaro “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” seja lida a todos os alunos. Vélez ainda solicitou a gravação das imagens dos menores, para serem enviadas ao governo.
Para o senador, é alarmante que, em papel de timbre oficial assinado diretamente por um ocupante do primeiro escalão do Estado, siga uma orientação para que diretores de escola leiam em ato solene na presença de todos os alunos o slogan.
“Se isso não for crime de responsabilidade cometido por um ministro de Estado, se isso não for improbidade administrativa, eu não sei mais o que é”, declarou.
Segundo Humberto, é completamente assombroso que o ministro da Educação determine que, dentro do ambiente escolar, crianças e adolescentes sejam filmados sem consentimento ou autorização legal dos pais, num total desrespeito a direitos elementares resguardados pela Constituição.
“O ministro da Educação tem se mostrado absolutamente despreparado para o cargo que ocupa, menor do que a cadeira que senta e sem qualquer equilíbrio para comandar uma pasta da importância do MEC. Ele parece querer se igualar ao pior ministro da Educação que este país já teve, que foi Mendonça Filho”, ironizou.
O líder do PT ressaltou que não há uma única entidade séria no país que trabalhe com educação que não tenha se insurgido contra essa “atrocidade ideológica de baixo calão” do MEC. Ele lembrou que até mesmo o insuspeito Escola sem Partido chamou essa diretriz de “fim da picada”.
Humberto também criticou a falta de profundidade na fala do ministro, que esteve na Comissão de Educação do Senado nesta terça. O parlamentar observou que o Brasil passa por uma crise universitária sem paralelo na história, mas o ministro Ricardo Vélez Rodríguez ainda quer cobrar mensalidades dos alunos e reservar as instituições de ensino superior somente para o que ele classifica como elite intelectual.

 

Bolsonaro usará cargos e milhões de reais para comprar apoio parlamentar por reforma, alerta Humberto

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A notícia de uma articulação milionária para a aprovação da Reforma da Previdência levou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), a aumentar o tom contra o governo Bolsonaro. Segundo o senador, é um contrassenso vender um projeto com a mentira de que ele irá equilibrar as contas públicas e “torrar milhões para comprar votos de deputados e senadores no Congresso Nacional”. Além da distribuição de mais de mil cargos no segundo escalão, parlamentares têm condicionado seu apoio à liberação de recursos. Os valores negociados são da ordem de R$ 10 milhões em obras e repasses federais por voto. Para os parlamentares novatos, o valor seria um pouco mais modesto: R$ 7,5 milhões.
“O governo está absolutamente fragilizado por denúncias, vê sua popularidade erodir, já coleciona derrotas no Congresso e tem pela frente um projeto de reforma absolutamente rejeitado. Aí, a chamada nova política abre espaço para a barganha e a compra descarada de votos. Essa é a operação que está em marcha neste momento”, denuncia Humberto.
O governo Bolsonaro iniciou, ainda na semana passada, tratativas com parlamentares para leiloar cerca de mil cargos no segundo escalão na tentativa de conseguir apoios para aprovar a Reforma da Previdência entregue na última quarta-feira (20), na Câmara dos Deputados. “Bolsonaro, assim como Temer, está transformando o Congresso em um grande balcão de negócios, no pior estilo toma lá, dá cá. Para quem disse que ia ganhar e criar uma nova política, ele se rendeu rápido até demais ao que há de mais velho e repulsivo”, disse o líder do PT.
Para o senador, a proposta de reforma entregue ao Congresso Nacional é um ataque aos direitos dos trabalhadores. “É um projeto nefasto que vitima quem mais precisa. Chegam ao cúmulo de oferecer aos idosos mais pobres deste país uma aposentadoria de R$ 400, enquanto mantêm privilégios de vários outros setores. A mamata para alguns privilegiados no governo Bolsonaro, como empresários sonegadores e militares, segue mais forte do que nunca”, avaliou o senador.

Bolsonaro tenta esconder crise do laranjal com Reforma da Previdência, diz Humberto

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Prestes a ser entregue, pessoalmente, ao Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de Reforma da Previdência é alvo de severas críticas da oposição e mesmo de aliados do governo. Segundo o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT), Bolsonaro tentará vender a medida para esconder os seus problemas internos, como a demissão do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, a disputa política entre aliados e várias denúncias de candidaturas laranjas na campanha eleitoral do ano passado envolvendo o seu partido, o PSL.
A PEC prevê, entre outras ações, idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para as mulheres se aposentarem. Segundo o senador, há toda uma estratégia de marketing falaciosa para tentar confundir os brasileiros. Para ele, a mudança no cálculo da previdência vai prejudicar, sobretudo, os mais pobres, que começam a trabalhar mais cedo.
“Querem convencer os brasileiros, por meio de publicidade enganosa patrocinada com dinheiro oficial, de que trabalhar mais, contribuir por mais tempo e, no final, ganhar menos – ou seja, perder direitos – é algo positivo. A proposta não mexe com os verdadeiros privilégios. Ela vem sob medida para os pobres pagarem a conta. Mais uma vez, o povo é que irá pagar o pato”, afirmou.
Humberto ainda lembrou que foi o próprio Bolsonaro que disse que era “falta de humanidade” determinar a idade mínima de 65 anos para aposentadoria, ainda durante o governo de Michel Temer. Na época, Bolsonaro chegou a falar que o projeto prejudicava especialmente o Nordeste, onde a expectativa de vida é mais baixa.
“Bolsonaro ganhou a eleição na base da mentira e da fake news. Ele disse que ia acabar com a corrupção no seu governo, mas os escândalos só se acumulam. Falou que não ia trocar cargos por apoio, mas agora negocia mil vagas do segundo escalão para conseguir comprar a aprovação dessa reforma que ele mesmo afirmou ser desumana. Agora, apresenta um projeto mais cruel do que o que criticava”, disse.
Humberto afirmou ainda que mesmo com a tentativa de mudar o foco, a crise política persiste. “São menos de 50 dias de governo em queda livre. As crises não terminam, elas se acumulam. O governo Bolsonaro já está caindo como laranja podre”, afirmou.

 

Governo Bolsonaro desmorona com enxurrada de denúncias, afirma Humberto

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A nova crise instalada no governo de Jair Bolsonaro levou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), a tecer novas e duras críticas ao presidente.

O parlamentar lembrou que, em menos de 45 dias, a gestão vem sofrendo uma avalanche de notícias negativas, que trazem desde o envolvimento do filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, com milícias até o escândalo de candidaturas laranjas financiadas pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno.

“São 45 dias de governo e não tem um dia em que o governo não tenha que responder por uma trapalhada, por um malfeito, por uma nova denúncia. É filho que contrata miliciano, é vexame internacional, é restrição da Lei de Acesso à Informação e por aí vai. A nova é a do envolvimento de um dos homens fortes do governo num esquema de candidaturas de fachada para usar dinheiro público, do fundo partidário, sabe-se lá de que forma. Esse governo está caindo como uma laranja podre”, afirmou o senador.

Para Humberto, o presidente Bolsonaro tem tentado, sem sucesso, se manter distante dos escândalos que tem manchado o seu governo. “O presidente fica tentando fingir que tudo isso não é com ele, mas é com ele, sim. Quando mostram a relação do filho com a milícia, ele diz pra deixarem o ‘garoto’, que não sabia de nada, quando é com o seu ministro de confiança, ele tenta jogar tudo no colo do próprio aliado. Mas todos sabem quem se beneficiou dos esquemas de candidaturas de fachada na eleição. Ele não pode fazer de conta de que nada está acontecendo.”

Segundo Humberto, os problemas do governo Bolsonaro estão longe de acabar. “A interlocutores, o próprio Bebiano tem dado sinais que não vai aceitar essa culpa sozinho. Os escândalos se sucedem e Bolsonaro tem se mostrado completamente incapaz de gerir o nosso país. Até agora, a gente viu proposta para liberar o porte de arma, para acabar com a previdência, mas absolutamente nada para gerar emprego e renda , saúde e educação, que é o que a gente precisa de fato”, sentenciou Humberto.

 

 

 

 

Moro omite combate à sonegação fiscal do seu projeto anticrime, acusa Humberto

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), criticou, nesta quarta-feira (13), o Projeto de Lei Anticrime que o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, vai encaminhar ao Congresso Nacional. De acordo com o senador, o texto tem toda uma marquetagem por trás e não prevê uma única linha de combate à sonegação fiscal, por exemplo. “Parece um enredo da Liga da Justiça escrito por alguém que se acha o próprio Batman”, afirmou.
O parlamentar avalia que o governo deixou de fora o combate a uma grave irregularidade que faz o país perder R$ 500 bilhões por ano. O valor que não chega aos cofres públicos por conta da sonegação fiscal é mais do que o dobro do que se esvai pelos ralos da corrupção, cujo total está na casa dos R$ 200 bilhões, e é superior à soma dos orçamentos dos ministérios da Educação, Saúde, Defesa e Cidadania para este ano.
“A sonegação fiscal tira recursos públicos, ministro. Assim como a corrupção, ela impede severamente a implementação de políticas de segurança pública efetivas. Mas por que Vossa Excelência não dedicou um só capítulo para punir os sonegadores? Será uma proteção oferecida aos milionários, aos ricos empresários que deixam de recolher bilhões ao país?”, questionou.
Segundo Humberto, além de deixar de lado uma questão crucial que desvia meio trilhão de reais dos cofres públicos, a proposta ameaça aumentar ainda mais a violência, ao dar carta branca à polícia para matar em um país onde a polícia é a que mais tira vidas em todo o mundo. Esta semana, 13 pessoas foram assassinadas em confronto com a polícia em favelas da região central do Rio de Janeiro.
“Será que a lógica para resolver a violência continuará sendo a de investir na criminalização da política e na legitimação da morte de jovens negros pobres, que é o que acontece todos os dias neste país, enquanto os mais ricos seguem absolutamente intocados pelos crimes de sonegação que cometem sob as vistas do poder público? É inaceitável”, declarou.
O líder do PT lembrou que, pela legislação atual, um indivíduo que age deliberadamente para burlar o fisco e sonegar, fica isento da punição se efetua o pagamento. Para o senador, isso nada mais é do que um prêmio a quem foi pego e teve de acertar o que deve.
“Essa extinção da punibilidade não pode ser a qualquer tempo. Ela poderia ser limitada, por exemplo, ao encerramento da etapa administrativa. Após isso, a punibilidade seria mantida contra o sonegador”, observou.
Ele sugeriu ao ministro da Justiça e da Segurança Pública que, “já que tem tanto a corrigir nesse projeto, faça a ele mais esse adendo para prever rigorosa punição à sonegação fiscal”.
O senador ressaltou não fala sobre criminalizar a atividade produtiva, inviabilizando e prendendo pequenos, médios e até grandes empresários que, por determinadas razões, não conseguem quitá-las no prazo previsto. Ele se refere aos sonegadores contumazes, profissionais, cujo produto do saque aos cofres públicos equivale a 17 vezes o orçamento do Bolsa Família para 2019.
O parlamentar avisou que vai travar o debate sobre o tema assim que o projeto anticrime chegar ao Senado e apresentará propostas e emendas necessárias a abrigar essa previsão. Humberto espera que o governo e sua base aliada sejam receptivos à ideia.32142087727_20390526e2_z
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