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Humberto cobra liberação de US$ 1 bilhão do BNDES a Estaleiro Atlântico Sul

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Preocupado com o quadro desolador em que se encontram os estaleiros brasileiros, na iminência de fechamento depois que o governo Temer tomou medidas que favorecem importações, especialmente da China, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), cobrou, nesta terça-feira (22), a imediata liberação de quase U$$ 1 bilhão do BNDES ao Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco.

“O governo Temer é um navio a pique, que vai afundar sozinho. Mas não pode levar a nossa indústria naval com ele”, declarou. Segundo Humberto, Pernambuco está às vésperas de um novo desastre econômico, pois o estaleiro deverá suspender 3,7 mil contratos de trabalho para evitar imediatas demissões, em razão da terrível crise que afeta o setor.

O senador explicou que, com as medidas desleais adotadas pelo governo, não há condição mínima da indústria nacional concorrer com o mercado estrangeiro, livre de impostos por conta das ações de Temer.

“A Petrobras vai precisar de 80 plataformas e 210 navios nos próximos 25 anos para explorar o pré-sal. Mas deixará de comprar no Brasil para adquirir lá fora, com imposto zero, gerando empregos na China, na Coreia e em Singapura”, resumiu.

Segundo ele, a indústria naval, depois de ter renascido por obra de Lula e Dilma, com diversas plataformas e navios petroleiros produzidos com inteligência política de conteúdo local, amarga seus piores dias sob Michel Temer. Pernambuco, que gerou dezenas de milhares de empregos diretos e indiretos e impulsionou vigorosamente a economia, que virou uma locomotiva do Nordeste, é um dos alvos.

O parlamentar lembrou que o estrangulamento ocorre também no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, que viraram polos dessa área a partir de políticas implementadas por Lula. Para ele, é preciso restaurar urgentemente a política de conteúdo local e garantir uma desoneração planejada para esse setor estratégico e que tanto emprega.

“A indústria naval precisa ter retomada, rapidamente, uma política de incentivo sustentada. O ministro dos Transportes de Temer, Valter Casimiro, esteve em Pernambuco para ver os estaleiros há um mês. E nada fez. A situação crítica de ameaça de fechamento definitivo dos estaleiros já no ano que vem segue viva”, disparou.

O líder da Oposição avalia que é inadmissível que o governo federal preveja imposto zero para a importação de navios do exterior, enquanto dá as costas para a indústria nacional. Ele garante que é inaceitável que algo que nos orgulhe tanto, pelo trabalho de inteligência e de tecnologia empregado, seja reduzido a pó por esse governo nefasto.

“Pernambuco e o país têm o direito de terem retomados os investimentos na indústria naval, da qual dependem milhares de trabalhadores e as suas famílias. É de uma burrice atroz abandoná-la e deixá-la morrer, quando tudo de que ela precisa é de incentivos para seguir florescendo, como ocorreu quando Lula e Dilma foram presidentes”, ressaltou.

Temer age contra Pernambuco ao asfixiar indústria naval, denuncia Humberto

 

Humberto: Temer privilegia a compra de equipamentos navais do exterior. É uma ação que gera empregos lá fora, enquanto se dizima os do Brasil e se fecha nossa indústria. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Temer privilegia a compra de equipamentos navais do exterior. É uma ação que gera empregos lá fora, enquanto se dizima os do Brasil e se fecha nossa indústria. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) subiu à tribuna da Casa, na tarde desta terça-feira (24), para denunciar a crise pela qual passa a indústria naval brasileira, especialmente em Pernambuco. Citando o Manifesto pelo Salvamento do setor lançado ontem, no Estado, o senador atribuiu responsabilidade direta do governo Michel Temer (MDB) no desmantelamento pelo qual passa essa área estratégica da economia nacional.

Segundo Humberto, o fim da política de conteúdo local, assegurada nas gestões de Lula e Dilma, associada à falta de investimentos no setor, tem sido uma combinação destrutiva para os estaleiros. “A Petrobras vai precisar de cerca de 300 navios e plataformas, nas próximas duas décadas, para explorar nosso Pré-Sal. Mas Temer privilegia a compra desses equipamentos do exterior. É uma ação que gera empregos lá fora, enquanto se dizima os do Brasil e se fecha nossa indústria. É inaceitável”, afirmou o líder da Oposição.

O senador ressaltou que foi pelas mãos de Lula que a indústria naval refloresceu no país, gerando mais de 50 mil empregos diretos e indiretos somente em Pernambuco, com a instalação de estaleiros no município de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. “Essa foi uma política que nos assegurou soberania e, além disso, nos encheu de orgulho porque nos deu a certeza de que somos capazes de erguer nossa própria indústria”, disse Humberto. “Agora, sem investimentos e com apoio a uma concorrência externa predatória, tudo isso está sendo destruído.”

Para o líder da Oposição, é inaceitável que o BNDES esteja retendo, há mais de um ano, um empréstimo da ordem de US$ 980 milhões ao Estaleiro Atlântico Sul para que ele viabilize a construção de navios encomendados por uma empresa. “Ao passo em que gasta descontroladamente para comprar apoio parlamentar para barrar denúncias contra si no Congresso, Temer bloqueia investimentos importantíssimos, que poderiam dinamizar nossa economia e reduzir o altíssimo índice de desemprego, que só faz crescer sob a gestão dele”, explicou Humberto.

 

 

Temer destrói o Brasil, assalta a indústria naval e humilha Pernambuco, diz Humberto

Ao lado de Dilma e Lula, Humberto participa, em Ipojuca, de ato em defesa da indústria naval em agosto passado. Foto: Roberto Stuckert Filho

Ao lado de Dilma e Lula, Humberto participa, em Ipojuca, de ato em defesa da indústria naval em agosto passado. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Após denunciar intensamente, nos últimos meses, os planos de venda de setores estratégicos do país à iniciativa privada a preço de banana, como a Petrobras, a Eletrobrás e até a Amazônia, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou, nesta quarta-feira (18), o desmonte promovido pelo governo Temer (PMDB) à indústria naval, principalmente em Pernambuco.

Segundo o parlamentar, o Palácio do Planalto tomou mais uma medida monstruosa ao editar uma Medida Provisória (MP) que vai afetar a maior estatal de petróleo do país e também destruir o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife . A MP 795/2017 muda a legislação, baixa as alíquotas de importação e permite facilidade para que navios sejam importados do exterior.

“É uma medida que escancara o mercado nacional à importação de navios com uma régia isenção fiscal. Como o nosso país vai competir com os outros, que são bastante capacitados nessa área? Isso poderá resultar no fechamento das nossas portas, colocando em risco quase 4 mil postos de trabalho no Estado. Infelizmente, essa destruição pode começar a ocorrer já em 2018”, afirmou.

Humberto espera que a Comissão Mista no Congresso Nacional que analisa “mais essa anomalia parida por esse escroque de faixa presidencial chamado Temer” seja alterada para que o país não passe por uma nova espoliação. O senador também aproveitou e criticou a falta de apoio dos quatro ministros pernambucanos que compõem o governo federal.

“Nosso Estado está sendo destruído terrivelmente e é uma vergonha para nós, que estamos sendo discriminados abertamente, ver quatro ministros que não levantam a voz em nenhum momento para defender o nosso patrimônio. Eles se preocupam apenas com as suas bases eleitorais”, detonou.  O líder da Oposição afirmou que “quem tem quatro ministros como esses não precisa de inimigos”.

“De qualquer forma, estamos atentos a essas constantes investidas e, assim como já vencemos batalhas importantes como a da Hemobrás, venceremos mais essa em favor do Estaleiro Atlântico Sul, dos navios construídos em Pernambuco e dos quase quatro mil trabalhadores que lá estão e têm imenso orgulho da beleza de tudo o que produziram até hoje”, concluiu.

O estaleiro em Ipojuca foi criado em novembro de 2005 e tem o objetivo ser o maior e mais moderno no setor de construção naval e offshore do hemisfério Sul. O empreendimento, um marco na revitalização da indústria naval no Brasil, é resultado de investimentos de R$ 1,8 bilhão e tem capacidade instalada de processamento da ordem de 160 mil toneladas de aço por ano.

Lula, Dilma e Humberto denunciam desmonte da indústria nacional em Ipojuca

 

Humberto ressaltou que foi graças aos governos do PT que o Nordeste e Pernambuco se desenvolveram como nunca. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto ressaltou que foi graças aos governos do PT que o Nordeste e Pernambuco se desenvolveram como nunca. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Em um grande ato em defesa da indústria petrolífera e naval em Ipojuca, no litoral sul de Pernambuco, nesta sexta-feira (25), os ex-presidentes Lula e Dilma, ao lado do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticaram o desmonte do Estado que tem sido feito por Michel Temer (PMDB). A indústria naval já demitiu cerca de 50 mil pessoas e hoje tem dívida bilionária.

Em discurso para uma multidão que se deslocou até o centro do município no Grande Recife para abraçar carinhosamente Lula e Dilma, Humberto afirmou que “esse governo golpista está deixando milhares de nordestinos sem emprego”. “Suape e Ipojuca são exemplos de como Lula Dilma transformaram a região, trazendo renda e desenvolvimento para nós”, declarou Humberto.

A programação de hoje da Caravana pelo Nordeste de Lula inclui, às 17h, um grande ato no Pátio do Carmo, no centro do Recife. Amanhã, às 10h, eles estarão frente a frente com os moradores de Brasília Teimosa, comunidade transformada pelas gestões petistas em bairro-símbolo do combate à pobreza.

Em Ipojuca, Humberto disse que foi graças aos governos do PT que o Nordeste e Pernambuco se desenvolveram como nunca, pois a região mais carente do país, desprezada durante séculos, passou a ser priorizada.

“A Refinaria Abreu e Lima e o Estaleiro Atlântico Sul, em Ipojuca, trouxeram pujança à economia do nosso Estado. Milhares de pessoas se profissionalizaram, homens que largaram a atividade pesada no campo cortando cana de açúcar e mulheres que eram cabeleireiras, por exemplo, passaram a trabalhar lá. Hoje, com Temer, eles estão voltando ao passado”, afirmou Humberto.

De acordo com o parlamentar, os investimentos feitos em prol do povo nordestino não podem simplesmente ser desfeitos. “Lutamos muito para trazer para cá a industrialização que gera riqueza apenas no Sul e Sudeste do país. Temos de continuar a batalha hoje, com todas as forças, para que essa sem-vergonhice de Temer, de privatizar nosso patrimônio, seja enterrada”, comentou.

No ato em Ipojuca, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) entregou uma homenagem a Lula pelos serviços prestados ao setor. Ontem à noite, ele e Humberto participaram no Recife de um ato de apoio ao Mais Médicos, após a visita de Lula ao Museu Cais do Sertão. Eles conversaram com dona Quitéria, que teve o seu primeiro atendimento médico da vida feito por um profissional do programa.

Governo Dilma mostra a força da indústria naval, diz Humberto Costa

 

Dilma reforçou novo impulso da Petrobras, que tem batido recordes .  Foto: Ricardo Stuckert Filho/PR

Dilma reforçou novo impulso da Petrobras, que tem batido recordes . Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, destacou, hoje, a força da indústria naval no governo da presidente Dilma Rousseff (PT). “Foi por causa da determinação dos governos do PT que o polo ressurgiu com força, trouxe mais desenvolvimento para o nosso Estado e garantiu mais empregos para os pernambucanos”, afirmou..

Humberto participou, nesta quinta-feira (14), do batismo do navio petroleiro Marcílio Dias e do lançamento ao mar do navio petroleiro André Rebouças, produzidos pelo Estaleiro Atlântico Sul, em Ipojuca (PE). O evento contou com a presença da presidente Dilma Rousseff, do presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, do governador Paulo Câmara e dos ministros de Minas e Energia, Eduardo Braga, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, entre outras lideranças políticas.

Durante o evento, a presidenta Dilma Rousseff reforçou a importância de investir no desenvolvimento regional e na tecnologia nacional. “Tomamos a decisão de que a indústria naval não seria concentrada em um só local”, disse ela. “A política de conteúdo local é o centro de uma maior recuperação da capacidade de investimento do nosso país. É a história de uma decisão política.”

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, fez questão de falar da importância da retomada da indústria naval para a empresa. “Só com os oitos navios entregues ao longo de quatro anos, deixamos de gastar US$ 35 milhões por ano com aluguel de embarcações. Esses dois novos navios, somados a outros cinco, vão gerar uma economia de US$ 21 milhões só este ano, o que equivale a 60% dos custos que temos para transportar petróleo pelo mar.”

A construção do André Rebouças, lançado ao mar no início desta tarde, gerou a contratação de dois mil empregos diretos. O navio é do tipo Suezmax, mesmo modelo do Marcílio Dias, e se junta a outros quatro já entregues pelo EAS: João Cândido, Zumbi dos Palmares, Dragão do Mar e Henrique Dias.

As embarcações vão exportar petróleo cru retirado no pré-sal. Elas têm capacidade de transporte de cerca de um milhão de barris de petróleo cada, o equivalente a 80% da produção brasileira diária. Recentemente, a Petrobras bateu novo recorde na extração de petróleo nas bacias do pré-sal de Santos e Campos, atingindo a marca de 800 mil barris por dia. No momento, há 14 navios encomendados pela Transpetro a estaleiros nacionais em diferentes fases de construção, sendo seis no estágio de acabamento. Quatro deles estão sendo produzidos em Pernambuco.

Queremos ser um grande produtor de navios, afirma Dilma ao entregar petroleiro “Zumbi dos Palmares” em Pernambuco

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (20/5), em Ipojuca (PE), durante cerimônia que marcou o início das operações do petroleiro “Zumbi dos Palmares”, que o Brasil recuperou a indústria naval e pretende ser um grande produtor de navios e plataformas.

“Nós estamos falando de uma indústria que tem futuro. Nós estamos falando de uma indústria que vai passar gerações e isso é muito importante porque nós queremos ser não só um grande produtor de petróleo e gás. Nós queremos ser um grande produtor de navios, um grande produtor de plataformas, de equipamentos para a Petrobras. E é isso que fazem aqueles que apostam no país, apostam no seu desenvolvimento, aqueles que apostam no desenvolvimento do país, e não ficam só e simplesmente tratando as questões pelo lado negativo, eles – aqueles que apostam no país –, eles olham o horizonte e sabem que quem constrói o futuro deste país somos nós”, disse.

Dilma lembrou que o Brasil foi a segunda potência da construção naval nos anos 80, mas que essa indústria perdeu força e ficou reduzida a 2 mil trabalhadores, recuperando-se somente a partir de 2003, por meio de iniciativas como o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), que possibilitou a encomenda de 49 embarcações a estaleiros nacionais, garantindo as bases para o ressurgimento da indústria naval brasileira. Hoje, somente em Pernambuco o setor naval gera 54 mil empregos.

“[São] 26 estaleiros em operação no país e 11 em implantação. Tem estaleiros grandes, estaleiros médios, estaleiros menores, mas o fato é que esta indústria é uma indústria em crescimento acelerado. E a carteira de encomendas dos estaleiros brasileiros hoje soma quase 400 obras, e, além disso, nós temos a terceira maior carteira de encomenda de petroleiros do mundo”, disse a presidenta.

Fonte: Blog do Planalto.