Joesley Batista

Humberto cobra do Conselho de Ética do Senado definição sobre futuro de Aécio

Segundo Humberto, todos os prazos de tramitação no colegiado já venceram e cabe ao presidente do conselho, João Alberto (PMDB-MA), agora, colocar o tema em pauta. Foto: Roberto Stuckert Filho

Segundo Humberto, todos os prazos de tramitação no colegiado já venceram e cabe ao presidente do conselho, João Alberto (PMDB-MA), agora, colocar o tema em pauta. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Dois dias depois que 44 senadores decidiram, no plenário da Casa, derrubar as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a Aécio Neves (PSDB-MG), o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT), que votou pelo afastamento do tucano, cobrou celeridade do Conselho de Ética do Senado para analisar a representação apresentada pelo PT por quebra de decoro parlamentar.

Segundo Humberto, todos os prazos de tramitação no colegiado já venceram e cabe ao presidente do conselho, João Alberto (PMDB-MA), agora, colocar o tema em pauta. A representação contra Aécio foi protocolada no último dia 28. “Precisamos dar uma resposta à sociedade. O Senado envergonhou o país esta semana”, declarou. Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República, Aécio recebeu R$ 60 milhões indevidamente em 2014 para compor a sua chapa presidencial.

Humberto ressaltou que, como é fato público e notório, o tucano foi flagrado, em áudio, solicitando vantagem financeira ao já investigado empresário Joesley Batista – o pedido de ajuda é assumida pelo senador. Humberto lembra que a transação, de fato, aconteceu e foi registrada por gravação em vídeo, numa ação controlada da Polícia Federal. As cédulas do valor de R$ 2 milhões possuíam numeração controlada e seu rastreamento foi devidamente monitorado.

“As condutas narradas são consideradas incompatíveis com a ética e o decoro parlamentar, pois há percepção de vantagens indevidas e suposta prática de irregularidades graves no desempenho do mandato”, afirmou Humberto.

O líder da Oposição ressaltou que a representação no Conselho de Ética foi apresentada devido ao surgimento de um fato novo: o segundo pedido de afastamento do mandato feito pelo Supremo. No primeiro pedido de cassação de mandato de Aécio no colegiado, feito pela Rede, o PT já havia votado pelo afastamento.

“Aécio vai ter a possibilidade de se defender integralmente e poderá, caso prove a sua inocência, exercer o seu mandato sem qualquer questionamento. No Conselho de Ética, não se está tentando fazer enquadramento da responsabilização criminal, pois aqui não é o foro adequado, mas o objetivo é compreender que as condutas se amoldam ao descumprimento do comportamento ético exigido de um parlamentar”, observou.

Acordo PMDB-PSDB para livrar Aécio e Temer incluiu retorno da escravidão, diz Humberto

Humberto: Tudo está sendo entregue para preservar a cabeça de Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Tudo está sendo entregue para preservar a cabeça de Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Revoltado com a portaria de Temer (PMDB) que “revoga a Lei Áurea e reinstitui o trabalho escravo no Brasil”, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que a medida, comemorada pela bancada ruralista e que humilha o Brasil internacionalmente, foi tomada em troca de votos para livrar “a cara do bandido-geral da República” na Câmara e tem de ser denunciada na Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Para o senador, é absolutamente aterrador a ilimitada capacidade do governo para a prática de crimes de toda natureza e atos de extrema perversidade, que surpreendem até mesmo seus aliados próximos.

Humberto lamentou que a portaria tenha feito o país deixar de ser referência, tão rapidamente, na luta contra a escravidão pela Organização Internacional do Trabalho e se tornado exemplo negativo ao mundo. Ele ressaltou que a própria secretária nacional de Cidadania de Temer, Flávia Piovesan, que preside a Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, pediu a revogação da iniciativa.

Humberto contou que leu na BBC uma entrevista dela, “que tem reconhecidos serviços prestados à área de direitos humanos e aceitou integrar esse governo cretino, segundo ele, por talvez achar que pudesse oferecer algo a ele”.

“Ela diz que ficou perplexa e surpresa com a publicação do documento e que ele simboliza retrocessos inaceitáveis na luta pela prevenção, erradicação e fiscalização do trabalho escravo e viola frontalmente a Constituição, o Código Penal e os tratados de direitos humanos ratificados pelo Brasil”, observou.

O parlamentar espera que a secretária, que vai assumir, em breve, uma cadeira na Corte Interamericana de Direitos Humanos, possa denunciar internacionalmente essa atrocidade. “Limpe a sua biografia e ajude o Estado brasileiro a revogar a imundície que representa esse ato escravocrata”, pediu.

O líder da Oposição ainda conclamou os auditores fiscais do trabalho a não cumprir as determinações “ilegais” previstas na portaria, que “atentam contra a dignidade humana e não fazem justiça a quem expõe a própria vida para libertar seres humanos escravizados”.

“Tudo está sendo entregue para preservar a cabeça de Temer. Ele prometeu R$ 200 milhões em emendas para o PSDB livrar a cara dele no Senado e recompensar o PMDB lá na Câmara com apoio ao empastelamento da segunda denúncia da PGR. Desse grande acordo, faz parte a restauração da escravidão”, declarou.

Contra voto de Humberto e da bancada do PT, Senado mantém Aécio como parlamentar

 Em plenário, senador petista defendeu que tucano fosse afastado do mandato.  Foto: Roberto Stuckert Filho

Em plenário, senador petista defendeu que tucano fosse afastado do mandato. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

Por 44 x 26 votos, o Senado decidiu, na noite desta terça-feira (17), rejeitar a decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que afastou Aécio Neves (PSDB-MG) do exercício do mandato. O líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), que orientou no plenário o voto da bancada do PT pelo afastamento do tucano, lamentou o resultado e disse que o Senado perdeu a chance de recuperar o respeito diante da população e abalou ainda mais a descrença total da sociedade em relação à política.

As bancadas do PSDB, PMDB, PROS, PTC, PRB, PP e PR encaminharam os seus votos a favor de Aécio. Já a bancada do PT votou integralmente pela manutenção das medidas cautelares impostas pelo STF, incluindo o recolhimento noturno. Rede, PSC, PSB, PDT e Podemos também votaram pelo afastamento do tucano. Dez senadores faltaram a sessão.

“Discutimos aqui sobre as acusações gravíssimas feitas contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça, com farto material probatório, gravações e vídeos. Não tenho nenhuma dúvida de que o Senado Federal saiu menor dessa votação, assim como a política brasileira e o Brasil”, resumiu.

Humberto espera, agora, que o Conselho de Ética da Casa, no qual o PT ingressou com uma representação pela cassação de Aécio, abra investigação.

Para Humberto, o Senado estava diante de uma conduta concreta, revelada por uma ação controlada da Polícia Federal que comprova, claramente, que o tucano solicitou a um empresário investigado uma vantagem financeira indevida, no valor de R$ 2 milhões, que, segundo o candidato derrotado em 2014, seria usada para pagar advogado.

“Mas, até hoje, ele não provou que era para pagar o defensor. O que tínhamos de dizer aqui era se ele agiu corretamente ao pedir esses R$ 2 milhões, ao movimentar malas de dinheiro pelo Brasil, ao lavar esse dinheiro em lugares que o próprio processo cita claramente e se agiu corretamente quando trocou recursos de campanha, R$ 60 milhões em 2014, por créditos de ICMS a essa empresa J&F”, ressaltou.

Em seu discurso na tribuna, Humberto lembrou que a Casa não estava debatendo sobre a conduta do parlamentar que jogou a democracia brasileira no lixo, não aceitou um resultado eleitoral justo e correto e que disse que, por brincadeira, questionou o resultado das eleições. “O julgamento hoje aqui não era em relação ao ódio incentivado por Aécio na sociedade brasileira desde 2014, mas sim sobre o as fartas provas contidas na denúncia da PGR”, observou.

 

“Projeto de eleições diretas é aprovado na CCJ e fica mais perto de se tornar realidade”, comemora Humberto

Humberto: Essa é uma grande vitória para o povo brasileiro. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Essa é uma grande vitória para o povo brasileiro. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
O líder da Oposição, Humberto Costa (PT), comemorou, nesta quarta-feira (31), a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece eleições diretas para a Presidência da República no caso de ausência definitiva do presidente e do vice nos três primeiros anos de mandato do chefe do Executivo federal. O texto segue agora para plenário.

“Essa é uma grande vitória para o povo brasileiro. O cenário político no País segue difuso, mas tem duas coisas muito claras: Temer não tem nenhuma condição de seguir no Palácio do Planalto e o Congresso Nacional não tem legitimidade para eleger o seu sucessor. A população quer escolher o seu presidente e acabar com esse ciclo de golpes que aconteceram no país”, afirmou o senador.

Se aprovada em definitivo este ano, a PEC pode garantir eleições diretas no caso da saída do presidente Michel Temer (PMDB) do cargo. Temer é acusado de participação em esquemas de corrupção e recentemente foi gravado em conversa com o presidente da JBS, Joesley Batista, consentindo com a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB).

Para Humberto, a aprovação da PEC atende ao desejo da maioria da população. Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta quarta-feira (31), cerca de 90% dos brasileiros é a favor da realização de eleições diretas para a escolha do sucessor de Michel Temer. A pesquisa também mostra a crescente rejeição a Temer que, de acordo com os dados, é aprovado por apenas 6,4% dos brasileiros.

“Só uma eleição direta daria a legitimidade que o comandante do País precisa para colocar o Brasil de volta aos trilhos, garantir o desenvolvimento e o emprego dos brasileiros. Não podemos aceitar mais golpes. O País não resistiria a mais uma lambança do Congresso Nacional que tirou uma presidente legitimamente eleita para colocar em seu lugar o presidente da República mais odiado da história do País”, analisou Humberto.

Humberto: “Rejeição a Temer mostra que seu governo é insustentável”

Humberto: O governo que aí está nunca teve a legitimidade. Emergiu de um golpe em que uma presidente eleita foi tirada do cargo por um crime de responsabilidade que não cometeu. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O governo que aí está nunca teve a legitimidade. Emergiu de um golpe em que uma presidente eleita foi tirada do cargo por um crime de responsabilidade que não cometeu. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Pesquisas realizadas pelo próprio Governo Federal, na internet , revelam que a popularidade do presidente Michel Temer (PMDB) segue despencando. Segundo o levantamento, o peemedebista tem hoje cerca de 5% de aprovação. No Nordeste, a situação de Temer é ainda mais grave. Em alguma das regiões metropolitanas avaliadas em levantamento, a reprovação chega a 99%.

Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), a avaliação negativa de Temer se dá por diversos fatores. Entre eles, a forma ilegítima com que chegou ao poder até os inúmeros casos de corrupção que envolvem o peemedebista e sua equipe. Recentemente, Temer apareceu em gravação com o presidente da JBS, Joesley Batista, conversando sobre uma mesada para que o ex-deputado Eduardo Cunha (PDMB-RJ) ficasse em silêncio na prisão.

“Essa rejeição mostra que a situação de Temer é insustentável. O governo que aí está nunca teve a legitimidade. Emergiu de um golpe em que uma presidente eleita foi tirada do cargo por um crime de responsabilidade que não cometeu. De lá para cá, o que a gente vê é o País afundando casa vez mais numa crise sem fim e um presidente ilegítimo às voltas, a cada semana, com uma nova denúncia. Temer, ao assumir, disse que queria fazer um governo de salvação nacional, mas, ao que parece, não conseguirá nem ele mesmo se salvar”, ironizou Humberto.

Segundo o senador, também contribuíram para o cenário as propostas de reformas Trabalhista e Previdenciária. “Nunca projetos como estes passariam pelo crivo das urnas. Só um governo ilegítimo seria capaz de impor essa agenda de retirada de direitos dos trabalhadores. E o pior é que, mesmo se segurando nas cordas, ele segue tentando enfiar goela baixo essa agenda perversa. Mas a população se mantém em luta contra o governo Temer e sua política nefasta de confisco de direitos do trabalhador”, afirmou o líder oposicionista.

 

Se ainda lhe restar alguma dignidade, que renuncie imediatamente, diz Humberto sobre Temer

Segundo Humberto, só será possível que o país cresça e volte a gerar emprego e desenvolvimento caso Temer saia imediatamente. Foto: Roberto Stuckert Filho

Segundo Humberto, só será possível que o país cresça e volte a gerar emprego e desenvolvimento caso Temer saia imediatamente. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

Defensor da realização de eleições diretas ainda este ano para reverter a imensa crise de legitimidade que o país está mergulhado, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou, nesta terça-feira (23), que o presidente não eleito Michel Temer (PMDB), envolvido numa avalanche de denúncias de corrupção, tem de tomar “semancol” e sair do cargo para o bem do Brasil.

Segundo Humberto, só será possível que o país cresça e volte a gerar emprego e desenvolvimento caso Temer saia imediatamente. “O povo brasileiro tem o direito de escolher o seu destino. Isso ocorrerá apenas se o presidente tomar um comprimido de ‘semancol’ e sair do cargo que ocupa ilegitimamente”, afirmou.

Para o senador, se restar a Temer um resquício de dignidade, ele deve o mais rapidamente possível largar a cadeira do Palácio do Planalto e não tornar o Brasil refém dele, de sua insistência em permanecer fazendo o mal à população brasileira.

“A oposição quer que o país retome os trilhos do crescimento e deseja um governo legítimo, que não faça o jogo do empresariado. Não queremos, jamais, prejudicar o país.”

Para além da enxurrada de crimes imputados pelo Ministério Público ao presidente e aos demais membros do governo, Humberto lembra que não é possível pedir a Temer que faça alguma coisa pelo Brasil agora, porque em todo o período de sua gestão ele não fez absolutamente nada de positivo ao país.

“Não tivemos absolutamente nenhum momento melhor. Tudo foi muito ruim nesse período. Pensávamos estar no fundo do poço, mas a semana passada chegou com as novas revelações que colocam um fim a esse governo”, comentou.

O senador lembrou que a população não deseja que o Senado e a Câmara dos Deputados elejam um novo presidente da República, por meio de eleições indiretas. Segundo ele, os parlamentares têm de aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permita a realização do pleito direto ainda em 2017.

“O Brasil não tem outra saída se não for pelo voto popular. E não adianta dizer que a PEC demoraria a ser aprovada e isso atrapalharia ainda mais o país, porque iremos levar o mesmo tempo com a realização de eleições indiretas, que precisam da aprovação de uma lei ordinária para regulamentar o assunto”, disse.

O líder da Oposição observou que não há regulamentação sobre que tipo de candidato poderá concorrer no pleito indireto, se terá de ser filiado a algum partido político ou se terá de se desincompatibilizar do cargo público que eventualmente ocupa.

Por fim, Humberto fez um chamamento para que todos venham a Brasília amanhã protestar contra as reformas propostas pelo governo. O movimento, chamado de “Ocupa Brasília”, promete levar milhares de pessoas às ruas da capital federal.

 

Analistas internacionais também preveem queda de Temer, destaca Humberto

 

 Para o líder da Oposição, Humberto Costa, a permanência de Temer no governo gera um ambiente ainda mais instável na economia brasileira e prejudica a imagem do país internacionalmente.  Foto: Roberto Stuckert Filho


Para o líder da Oposição, Humberto Costa, a permanência de Temer no governo gera um ambiente ainda mais instável na economia brasileira e prejudica a imagem do país internacionalmente. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Analistas dos Estados Unidos e da Europa já estão dando como certa a saída do presidente Michel Temer (PMDB) do cargo. Diretor de pesquisa macro da América Latina da Oxford Economics, Marcos Casarin, prevê como inevitável a saída do peemedebista antes do final do seu mandato. Já a consultoria norte-americana de risco político Eurasia avalia que é de 70% a probabilidade de o presidente Michel Temer cair. O percentual é bem acima dos 20% estimados desde dezembro do ano passado.

Para o líder da Oposição, Humberto Costa, a permanência de Temer no governo gera um ambiente ainda mais instável na economia brasileira e prejudica a imagem do país internacionalmente. “Tiraram uma presidente honesta e legitimamente eleita, numa manobra política e chamaram isso de pedalada fiscal. Agora, o que a gente vê é um grande esquema de corrupção, um gigantesco lamaçal político e um presidente sem voto que se segurando nas cordas. Até quando o País vai aceitar isso?”, questionou o senador.

Em gravação feita pelo presidente da JBS, Joesley Batista, e vazada na semana passada, Michel Temer aparece conversando sobre os planos do executivo para obstruir a Operação Lava Jato. Desde então, a pressão sobre o peemedebista tem aumentado e aprofundado a crise política no País. Antigos aliados políticos, inclusive, têm defendido abertamente a renúncia do peemedebista.

Segundo Humberto, apenas as eleições diretas conseguiriam tirar o País da instabilidade política que enfrenta agora e ajudará na retomada da confiança internacional. “A verdade é que o Brasil só conseguirá sair do buraco que cavaram para ele com eleições diretas, com o povo opinando sobre qual o modelo de país que queremos viver. Esta Câmara dos Deputados não tem legitimidade nenhuma para escolher o sucessor deste presidente da República. De uma vez por todas, precisamos dar voz às pessoas e respeitar as urnas”, sentenciou Humberto.