Legislação trabalhista

Caravana de Lula por Minas Gerais foi um estrondoso sucesso, comemora Humberto

Para Humberto, a população de Minas Gerais teve a oportunidade de conhecer melhor o projeto que Lula tem para fazer o Brasil voltar a crescer, com inclusão social. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, a população de Minas Gerais teve a oportunidade de conhecer melhor o projeto que Lula tem para fazer o Brasil voltar a crescer, com inclusão social. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Ao lado de Lula na noite dessa segunda-feira (30), durante ato de encerramento da caravana do ex-presidente por Minas Gerais, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), viu todo o carinho prestado pelo povo mineiro ao maior líder político do país e afirmou que a volta dele à Presidência da República é uma das últimas esperanças dos eleitores para mudar o rumo assombroso que o país está tomando.

Direto da Praça da Estação, em Belo Horizonte, Humberto declarou que a mobilização popular vista, desde o último dia 23, nas 13 cidades por onde Lula passou no Estado, o segundo maior colégio eleitoral do país, foi semelhante à registrada em agosto e setembro no Nordeste, quando esteve em todas as unidades federadas da região. Ele planeja, para os próximos meses, viajar pelo Norte e pelo Sul do país.

“Lula já afirmou que, apesar de estar com 72 anos, está com a energia de uma pessoa de 30 anos. Estamos precisando disso, neste exato momento de crise e caos em que se encontra o país, consequência do golpe aplicado sobre a presidenta Dilma e da tenebrosa gestão de Michel Temer (PMDB)”, resumiu.

Para Humberto, a população de Minas Gerais teve a oportunidade de conhecer melhor o projeto que Lula tem para fazer o Brasil voltar a crescer, com inclusão social, e também o desmonte do Estado promovido pelo atual governo, que tem prejudicado milhões de brasileiros.

Segundo o parlamentar, é nítido que os eleitores não querem a continuidade das políticas que estão sendo executadas por Temer e seus aliados do PSDB, DEM e PPS. O senador garante que a memória do povo é viva e o que ele deseja é emprego, renda e maior qualidade de vida, justamente o foco de Lula.

“O governo e seus cúmplices destruíram a legislação trabalhista e, agora, querem destruir a Previdência. Além de cortarem programas sociais importantes como o Fies, o ProUni, o Minha Casa, Minha Vida e o Farmácia Popular, eles ainda atuam contra indígenas, quilombolas e agricultores familiares. Os cidadãos estão atentos a esses desmandos e querem mudanças”, afirmou.

O líder da Oposição lembrou que Lula mandou um recado claro ao povo mineiro, ao falar que em Minas Gerais “eles mataram e esquartejaram um alferes (Tiradentes) que queria a independência do país”. “Mesmo assim, a Independência foi declarada, tempos depois, porque mataram a carne, e não a ideia. Acontece o mesmo com Lula hoje: querem tirá-lo do jogo, mas há milhões de Lulas por aí”, comentou.

A caravana de Lula por Minas começou em Ipatinga, no dia 23 deste mês, e passou por Periquito, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Itaobim, Itinga, Araçuaí, Salinas, Montes Claros, Bocaiuva, Diamantina e Cordisburgo, antes do seu encerramento, nessa segunda, em Belo Horizonte.

Reforma trabalhista de Temer devolverá povo brasileiro à escravidão, diz Humberto

Para líder da Oposição, governo quer enganar brasileiros com falsa ideia de modernização de leis. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para líder da Oposição, governo quer enganar brasileiros com falsa ideia de modernização de leis. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

No plenário do Senado nesta terça-feira (16) para discutir os impactos da reforma trabalhista proposta pelo presidente não eleito Michel Temer (PMDB), o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), cobrou responsabilidade dos senadores para rejeitar a proposta que, segundo ele, vai fazer com que o povo brasileiro volte a ser escravo como em tempos passados.

Humberto afirmou que o governo está fazendo acordo até com o diabo para aprovar, no Congresso Nacional, as mudanças na legislação trabalhista e no sistema previdenciário. “Vejam que eles estão negociando débitos do Refis até com os ruralistas, que vai aliviar bilhões ao setor. Isso tudo num país com arrecadação lá embaixo. Isso não é possível e lutaremos para impedir esse retrocesso”, declarou.

Ele acredita que os senadores têm de lembrar que foram eleitos para melhorar a vida da população – não o contrário – e que haverá eleições em 2018, ano em que, se passar a reforma trabalhista, os brasileiros já estarão sentindo os efeitos perversos das alterações na lei.

Em duro discurso contra a proposta que tramita no Senado, Humberto criticou também o argumento propalado pelo governo e sua base aliada de que haverá modernização das relações trabalhistas e, com isso, aumento da quantidade de empregos no país. Muito pelo contrário, disse o senador, vários países de diferentes continentes que fizeram isso não tiveram qualquer êxito.

“Isso é um engodo, uma mentira. Os patrões não vão contratar mais com as mudanças. Eles irão terceirizar mais ou contratar intermitentes para reduzir os seus custos. Não queiram iludir a população brasileira com mentiras. Trata-se de uma visão canhestra da nossa elite econômica que visa melhorar as condições de produção e competitividade dos nossos produtos achatando o componente salário”, reiterou.

O parlamentar avalia que a lógica do governo, apoiado pelo capital que ajudou a derrubar a presidenta Dilma Rousseff do poder, é acabar com a proteção ao trabalhador, conquistada a duras penas ao longo do século passado e início deste atual.

Ele criticou diversos pontos da reforma trabalhista, como a prevalência do acordado sobre o legislado, a terceirização sem qualquer limite, a permissão do trabalho intermitente, a exclusão do tempo trabalhado durante o transporte para o local de trabalho (quando esta for a única opção), a exposição de grávidas a condições insalubres e a fragilização das entidades representativas dos trabalhadores.

“É uma legislação sob encomenda para ampliar a taxa de lucro dos empresários e retirar direitos do trabalhadores e conquistas. Essa reforma não pode ser chamada como tal. Como disse o presidente Lula, reforma normalmente é uma coisa boa. E isso aqui é um desmonte”, exclamou.

O parlamentar lembrou que, entre 2008 e 2015, o governo federal promoveu desonerações que passaram de R$ 500 bilhões e que o montante não foi usado como investimento pelas empresas nem para empregar as pessoas. “Só serviu para engordar o lucro do empresariado e dos bancos”, finalizou.