Líder do Governo Dilma no Senado

Negociado com Dilma, reajuste de servidores é aprovado no Senado

Para o senador, o PT vai defender todo reajuste costurado pelo governo anterior aos servidores públicos. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Para o senador, o PT vai defender todo reajuste costurado pelo governo anterior aos servidores públicos. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

 

 

O líder do Governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que participou das negociações de reajuste salarial envolvendo o Palácio do Planalto e diversas categorias do funcionalismo público nos primeiros meses deste ano, votou a favor de oito projetos de lei recompõem as perdas salariais da remuneração das categorias. Todos seguiram, nessa terça-feira (12), para sanção presidencial.

Entre os contemplados, estão servidores do magistério federal e de outras carreiras da educação, da Câmara dos Deputados, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Advocacia-Geral da União (AGU), de agências reguladoras, da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), além de militares das Forças Armadas.

Segundo Humberto, o impacto das propostas foi calculado pela equipe econômica da presidenta Dilma e previsto no Orçamento da União. “Temos de respeitar e aprovar todos aqueles projetos frutos de acordos financeiros feitos pelo governo Dilma, com base na questão do equilíbrio fiscal”, afirmou.

Para o senador, o PT vai defender todo reajuste costurado pelo governo anterior aos servidores públicos. “Queremos deixar claro que a própria iniciativa de sentar com os servidores ocorreu na gestão passada”, ressaltou.

Humberto lembrou que Lula e Dilma sempre se preocuparam com a valorização dos servidores públicos nos últimos 13 anos, recuperando perdas salariais e ajustando carreiras e cargos.

O projeto que cria cargos no Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi o único retirado de pauta e enviado para análise da Comissão de Assuntos Econômicos. Todas as matérias estranhas ao aumento dos vencimentos existentes nos textos aprovados pelos parlamentares serão vetadas.

Gestão da economia é temerária, diz Humberto

Humberto critica medidas econômicas tomadas por Temer. Foto: Waldemir Barreto/ Agência Senado

Humberto critica medidas econômicas tomadas por Temer. Foto: Waldemir Barreto/ Agência Senado

 

Atento às promessas feitas pelo presidente interino Michel Temer (PMDB), que tomou de assalto o Palácio do Planalto com críticas severas à condução da economia por Dilma, o líder do Governo da presidenta no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou nesta terça-feira (5) que a “junta provisória” está fazendo tudo ao contrário do que havia anunciado.

“O que Temer tem feito é o pagamento descarado da conta do impeachment, em prejuízo completo das finanças do país. É o uso do dinheiro público para assegurar a própria permanência no poder”, declarou. Ele ressaltou que economistas renomados como a jornalista Miriam Leitão e o fundador da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, também já criticaram o estouro das contas públicas promovida por Temer.
Da tribuna do plenário do Senado, o parlamentar listou iniciativas contraditórias adotadas pelo peemedebista que configuram uma verdadeira fraude fiscal e prejudicam, principalmente, a população mais carente.

“As contas que Temer têm pago para se manter no poder estão jogando o Brasil não no fundo do poço, mas num poço sem fundo. Nós estamos saindo de uma previsão de déficit de R$ 65 bilhões para 2017, conforme havia acertado a equipe de Dilma, para uma de R$ 150 bilhões, diante da tamanha balbúrdia fiscal e orçamentária que o interino Temer tem promovido indiscriminadamente”, registrou.

De acordo com o senador, a conta dessa “bandalheira” vai estourar nas costas do povo e, consumado o “golpe” contra a democracia no Senado, o país deverá passar pelo maior arrocho dos últimos 13 anos. “Em suma, o desajuste, o andar de cima comete para que o ajuste seja pago pelo andar de baixo”, disse.

Humberto ressaltou que a estratégia da equipe econômica de Temer é: faltando dinheiro, tem de se cortar o financiamento do SUS e os benefícios do Bolsa Família e dos demais programas sociais; privatizar as universidades públicas e as demais estatais; vender o pré-sal a preço de banana para companhias estrangeiras; interromper o Minha Casa, Minha Vida; limitar os investimentos em saúde e educação e aumentar a não mais poder a idade mínima para a aposentadoria numa reforma da previdência.

O líder do Governo Dilma lembrou que, quando a equipe da presidenta propôs um déficit orçamentário da ordem de R$ 96,7 bilhões, foi fuzilada em críticas ácidas, que apontavam o país no descalabro e à beira do abismo. Mas bastou que os “golpistas” assumissem, observou, para que, ironicamente, dobrassem a meta.

“O déficit foi aumentado em quase 100%. Este Congresso Nacional foi conivente com o cheque em branco que passou para que o governo provisório ampliasse para R$ 170 bilhões a previsão dos gastos, aprofundando ainda mais o cenário de dificuldade econômica pelo qual passamos”, analisou.

Humberto afirmou ainda que o resultado “dessa pirueta orçamentária” dada por Temer é um gasto desmedido e desenfreado que vem ocorrendo, criticado até mesmo pelas cabeças mais conscientes da atual base desse governo biônico. “E não estamos falando de uma pedalada, mas de uma verdadeira turbinada fiscal”, comentou.

Para Humberto, Temer confirma que venderá patrimônio brasileiro

Para Humberto, é um retrocesso completo. Não se brinca com o patrimônio público de um país. Foto: Ana Luiza Sousa/ Agência Senado

Para Humberto, é um retrocesso completo. Não se brinca com o patrimônio público de um país. Foto: Ana Luiza Sousa/ Agência Senado

O presidente interino Michel Temer (PMDB) afirmou, em entrevista publicada nesse fim de semana, que privatizará todas as empresas públicas federais “na medida do possível”, a partir do ano que vem. Em recente palestra, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também confirmou que o atual governo pretende vender as estatais federais com o objetivo de arrecadar recursos para o Tesouro Nacional.

“Isso era um risco sabido: o de privatizarem o que sobrou do nosso patrimônio. Agora, o presidente sem voto confirma que vai vender nossas empresas para fazer caixa para o mercado financeiro. É um retrocesso completo. Não se brinca com o patrimônio público de um país. Deixar essa farsa do impeachment avançar é perder tudo pelo que trabalhamos arduamente durante anos. É entregar tudo aos entes privados”, alertou o líder do governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE).

Temer já solicitou que todos os seus ministros façam um levantamento de tudo o que pode ser privatizado em suas pastas. O governo interino prevê a arrecadação de quase R$ 30 bilhões com a venda de diversas empresas. Na lista, já é dada como certa a venda da Caixa Seguridade, IRB, participações da Infraero em aeroportos e concessões de rodovias, portos e aeroportos.

O objetivo, segundo o governo interino, é que essas privatizações e concessões ajudem a fazer caixa para o Governo Federal nos próximos anos. Temer também está pressionando gestores estaduais a vender seus ativos para pagar dívidas com a União. “Um presidente não pode achar que vendendo todos os bens do país vai resolver os problemas econômicos. E quando não tivermos mais estatais para vender? O que ele vai fazer? Temer deveria ter uma política econômica séria e eficaz que ajudasse a reduzir gastos, e não entregar nosso patrimônio nas mãos de empresas privadas”, disse Humberto.

Temer opera para salvar Cunha, alerta Humberto

Humberto: É preciso ter clareza de que o presidente interino está agindo decisivamente para salvar Eduardo Cunha da cassação. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Humberto: É preciso ter clareza de que o presidente interino está agindo decisivamente para salvar Eduardo Cunha da cassação. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

 

O recente encontro entre o presidente interino Michel Temer (PMDB) e o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Palácio do Jaburu, e a divulgação de negociações de cargos entre o governo interino e parlamentares no Congresso Nacional deixam clara a tentativa de Temer de salvar o mandato de Cunha. A avaliação é do senador e líder do governo Dilma, Humberto Costa (PT-PE).

“É preciso que tenhamos muita clareza de que o presidente interino está agindo decisivamente para salvar Eduardo Cunha nesse processo de cassação, numa ação descarada que passa, obviamente, pela barganha com deputados para que votem contra o relatório do Conselho de Ética que determina a perda de mandato do presidente afastado da Câmara”, disse o senador em discurso na tribuna do Senado.

O ex-presidente da Câmara foi afastado do cargo por denúncias de corrupção, réu em dois processos no Supremo Tribunal Federal (STF), e teve a sua cassação recomendada pelo Conselho de Ética da Casa. Cunha também foi o principal articulador do impeachment da presidente Dilma na Câmara dos Deputados.

Segundo Humberto, o processo de negociação de votos tem adiado a sanção da Lei de Responsabilidade das Estatais, que tem como objetivo dar mais transparência e aumentar o rigor na escolha de nomes para direção de cargos nas estatais. Temer preferiu segurar a sanção da lei porque está avaliando vetar pontos da norma que tratam, por exemplo, do impedimento de indicações políticas para esses cargos, com a finalidade de atender a nomeações formuladas por parlamentares.

“Está aí nos jornais: em menos de 24 horas, mais de 140 nomeações. É a caneta do governo golpista buscando a viabilidade política por meio do fisiologismo, do empreguismo, da ocupação de cargos públicos na administração direta pelos aliados. Mas não é suficiente. Então, é necessário o uso das diretorias das estatais para pagar essa fatura, em razão de que ele suspendeu a sanção da lei para discutir o melhor caminho de apor vetos que possam garantir porteiras abertas para fazer dessas vagas, poderosas moedas de troca”, questionou Humberto.

O senador cobrou também o governo peemedebista pela política de cortes, que vem atingindo programas sociais. “É um escândalo. É essa a conta do golpe dado contra Dilma, que Temer agora se esmera para pagar. Para acertar essa fatura, não existe ajuste. O ajuste existe é nas costas da população, com a destruição de políticas sociais. Para a quitação dessa malandragem, não há limites”, afirmou Humberto.

SUS pode perder R$ 12,7 bilhões nos próximos dois anos, alerta Humberto

Para Humberto, a PEC vem destruir com várias das nossas conquistas sociais. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

Para Humberto, a PEC vem destruir com várias das nossas conquistas sociais. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, que tramita na Câmara Federal enviada pelo presidente interino Michel Temer (PMDB), vai congelar os gastos públicos por 20 anos e coloca em risco o investimento de cerca de R$ 12,7 bilhões no Sistema Único de Saúde (SUS) nos próximos dois anos. O montante de recursos ameaçado daria para manter todos os hospitais do país (federais, estaduais, municipais e Santas Casas) durante três meses.

“Essa PEC de Temer vem destruir com várias das nossas conquistas sociais e também fazer o desmonte do SUS, que é um patrimônio público. Se ela tivesse em vigor nos últimos dez anos, teríamos perdido 32% de recursos para a área da saúde, sem contar com uma redução de 70% na área da educação”, explicou o líder do governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE).

O SUS hoje é um dos programas mais completos do mundo em atendimento à população e seu sucateamento pode custar muito para o povo carente brasileiro. A rede pública de saúde atua desde os serviços em hospitais passando pelas campanhas de vacinação, programas de saúde da família, Samu, Farmácia Popular e Brasil Sorridente. O atual ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), já deixou claro que tem o intuito de fortalecer o sistema privado de saúde, fragilizando cada vez mais o serviço de saúde público, colocando em risco o atendimento universal que caracteriza o SUS.

O senador petista alerta que já existe uma forte articulação política para evitar que essa PEC passe no Congresso Nacional. “São os mais pobres que realmente vão pagar a conta do ajuste proposto pelo governo interino. Não vamos deixar que um retrocesso dessa dimensão destrua um pilar importante de inclusão social, como o SUS. Precisamos enfrentar os golpistas e dizer que não vamos aceitar a desconstrução das políticas públicas que tiraram o Brasil do atraso”, afirmou Humberto Costa.

Humberto cobra Temer por retrocessos em área social

Humberto: Estamos  diante de um governo marcha a ré. Foto: Wlademir Barreto/ Agência Senado

Humberto: Estamos diante de um governo marcha a ré. Foto: Wlademir Barreto/ Agência Senado

 

 

O anúncio de novos cortes de programas sociais feito pelo governo do presidente interino, Michel Temer (PMDB) e as mudança proposta pelo peemedebista para aumentar para 70 a idade mínima para a aposentadoria repercutiu hoje no plenário do Senado. O líder do governo Dilma Rousseff , Humberto Costa (PT), subiu à tribuna para questionar “retrocessos” na área social.

“Estamos diante de um governo marcha a ré, de um governo que ataca conquistas e suprime direitos, de um governo ilegítimo, rechaçado pela população brasileira com altos índices de rejeição, um governo que vive nas cordas, manobrando para não ser lavado a jato”, avaliou o senador.

Entre os novos cortes anunciados pela equipe de Temer está a suspensão de todas as ações na área de direitos humanos pelos próximos três meses, como as que tratam de pessoas com deficiência, das crianças e dos adolescentes e da proteção a ameaçados de morte. Além disso, o governo interino também revogou a nomeação e a recondução de metade dos 24 conselheiros do Conselho Nacional de Educação (CNE).

“O CNE é um dos principais foros de discussão das políticas nacionais de educação e, agora, foi completamente esvaziado por Temer, que investe contra mais esse espaço privilegiado de diálogo e de ideias de uma área extremamente sensível”, disse o parlamentar.

Humberto também criticou Temer por adiar a votação de medidas anticorrupção, propostas pelo Ministério Público Federal. “Depois de acabar com a Controladoria-Geral da União e ter gente muito próxima flagrada tramando contra a Operação Lava-Jato, esse governo ilegítimo dá outro duro golpe no combate à corrupção”, afirmou.

O líder cobrou de Temer explicações sobre o encontro com o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), que é réu em dois processos no STF e que teve a sua cassação recomendada pelo Conselho de Ética da Casa.

“Será que Temer ofereceu a Cunha apoio para garantir que ele não será cassado? Será que, em troca, o presidente afastado da Câmara se comprometeu a não fazer delação premiada? Não se sabe. Não houve maiores esclarecimentos de lado a lado”, questionou o senador.

Humberto disse ainda que está nas mãos do Senado “restaurar a ordem democrática” e garantir o retorno da presidente Dilma Rousseff ao cargo. “Está posta a todos os senadores a opção de restituir Dilma ao cargo a que ela chegou legitimamente, buscando uma solução definitiva para a crise política dentro do Estado de direito, ou a de chancelar um governo golpista e biônico, que, a cada dia, destrói o arcabouço de direitos sociais que construímos na última década, ao mesmo tempo em que se afoga mais e mais na própria matéria-prima malcheirosa de que é formado”, sentenciou Humberto.

Para Humberto, cancelamento de bolsas do Ciência sem Fronteiras mostra descaso com educação

 Corte de bolsas deixa alunos brasileiros em situação de penúria no exterior, avisa o senador. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Corte de bolsas deixa alunos brasileiros em situação de penúria no exterior, avisa o senador. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

 

O líder do Governo Dilma Rousseff no Senado, Humberto Costa (PT-PE), fez duras críticas à interrupção de bolsas do Ciência sem Fronteiras a alunos no exterior. Segundo o senador, muitos deles estão vivendo em situação de “precariedade”, o que revela o descaso do governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) com a educação do país.

“O presidente interino e seu ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), parecem mais preocupados em atender demandas de pessoas como o ator Alexandre Frota – que tem discursos preconceituosos e de defesa da cultura do estupro – do que de fato cuidar da educação dos brasileiros. Querem privatizar universidades públicas, cortar o Fies, o Prouni e o Pronatec, acabar com o Enem e, agora, desmantelam o Ciência sem Fronteiras, deixando centenas de alunos que estão longe de casa à míngua”, disse Humberto.

O senador afirmou ser “inadmissível” a situação denunciada pelos próprios bolsistas que estão vivendo sem dinheiro e em situação de penúriafora do Brasil. “São pessoas que estão dedicando parte sensível da vida aos estudos, que conseguiram bolsas e que vão retornar ao país para dar uma contribuição em áreas importantes, como tecnologia e saúde. A cada dia, fica mais claro como o governo provisório pretende conduzir o Brasil. Para votar pauta-bomba, tem dinheiro. Para investir na educação, não tem”, ponderou o senador.

Humberto também lembrou do projeto enviado pelo governo Temer ao Congresso Nacional, que tem como objetivo limitar os gastos em áreas estratégicas, como saúde e educação. “Se o projeto de Temer tivesse começado a valer desde 2006, a educação do país teria 70% de suas verbas. Isso significa menos R$ 321,3 bilhões na área. Se a matéria for aprovada, esse será o fim de todas as políticas públicas de melhoria da educação”, alertou Humberto.

Humberto comemora queda de 21,5% em brasileiros que dirigem alcoolizados

Humberto: É preciso uma fiscalização forte para podermos diminuir ainda mais os números de acidentes por alcoolemia. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Humberto: É preciso uma fiscalização forte para podermos diminuir ainda mais os números de acidentes por alcoolemia. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

 

O Ministério da Saúde divulgou pesquisa mostrando que caiu em 21,5% o número de brasileiros que consomem álcool e, depois, assumem a direção. O endurecimento da Lei Seca, criada ainda na gestão do ex-presidente Lula (2003-2010), está surtindo efeito entre os motoristas. A campanha contra essa mistura nociva e fatal – que adotou o “tolerância zero” no consumo alcoólico e aumentou o valor da multa durante o governo Dilma, em 2012 – promoveu grandes modificações benéficas, como a redução no número de acidentes e, consequentemente, o número de mortes.

Os dados são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2015), que realizou mais de 54 mil entrevistas nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal. “Essas informações comprovam que a decisão da presidenta Dilma, ainda em 2012, em endurecer a Lei Seca e punir radicalmente esses infratores, realmente vem dando certo. É preciso uma fiscalização forte para podermos diminuir ainda mais os números de acidentes por alcoolemia, que ainda são muito altos”, afirmou o líder do governo Dilma no Senado, Humberto Costa.

Segundo a pesquisa, os homens (9,8%) continuam assumindo mais a infração do que as mulheres (1,8%). Apesar disso, desde o endurecimento da Lei Seca, menos homens têm assumido os riscos da mistura álcool/direção: a queda foi de 22,2%, entre 2012 e 2015, na população masculina. Entre as capitais, Recife (2,6%), Maceió (2,9%) e Vitória (3,2%) se destacaram com o menor percentual de entrevistados que declararam beber e dirigir.

Outro dado da pesquisa de 2015 é que 8,7% da população de 25 a 34 anos admitem beber e dirigir. O número é duas vezes maior do que o registrado na população de 18 a 24 anos e quatro vezes maior do que o indicado entre homens e mulheres de 65 anos ou mais. Também é significativo o nível de escolaridade: a pesquisa detectou que, quanto maior o grau de instrução, maior é o número de pessoas que assumem o risco.

“Precisamos ter mais campanhas educativas direcionadas para esse público que ainda insiste em infringir a lei”, reforçou o senador, que foi secretário das Cidades de Pernambuco e comandava o Detran-PE na época em época a Lei Seca foi criada no Brasil, em 2008.

ROAD SAFETY – No ano passado, o Brasil foi sede da 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito. Na ocasião, os mais de 130 países presentes reafirmaram as metas de reduzir à metade, até 2020, o número de mortes e lesões causadas pelo trânsito em todo o mundo, e de aumentar de 15% para 50% o percentual de países com legislação abrangente sobre os cinco fatores-chaves de risco – não uso de cinto de segurança, de capacete e de dispositivos de proteção para crianças, mistura álcool/direção e excesso de velocidade.

Programas sociais já sofrem cortes severos, alerta Humberto

Humberto Costa denuncia que programa de cisternas está sendo interrompido. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Humberto Costa denuncia que programa de cisternas está sendo interrompido. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Após adotar cortes profundos nas áreas de educação e da saúde, o governo Interino de Michel Temer (PMDB) ameaça, agora, programas sociais. Os novos alvos da gestão do peemedebista são a política de implantação de cisternas, o programa de aquisição de alimentos da agricultura familiar e os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

A possibilidade está sendo avaliada pelo ministro do Desenvolvimento Social e do Desenvolvimento Agrário, Osmar Terra (PMDB-RS), que já admitiu publicamente que não há recursos em caixa para a manutenção dos projetos. “É um absurdo o que este governo provisório e ilegítimo está fazendo. Está claro o desmonte da estrutura do Estado e a inversão de valores. Estão querendo acabar com ações que beneficiam a população mais pobre para manter os privilégios dos mais ricos”, disse o senador.

Segundo Humberto, a extinção de projetos, como o de implantação de cisternas, vai afetar diretamente os pernambucanos. “O governo Dilma garantiu a construção de mais de 100 mil reservatórios de água da chuva para o consumo humano e para a produção. Mais de 60% dos municípios do nosso Estado estão sendo beneficiados pelo projeto. Foi por conta dessa ação que milhares de pernambucanos passaram a poder conviver com a seca com dignidade. Agora, o ministro fala em cortar exatamente uma ação como essa, que garante qualidade de vida e ajuda no sustento de moradores do semiárido. É inadmissível”, afirmou Humberto.

Para o líder do Governo Dilma no Senado, o argumento da falta de recursos “não convence”. “Em um governo, as coisas são feitas em uma ordem, obedecendo a prioridades, a um critério de importância. Cortar projetos que garantem água, apoio aos mais necessitados e ajuda aos agricultores de todo Brasil é uma irresponsabilidade. Mas se esse governo que aí está acha que vamos assistir a esse desmonte calados, se engana. Vamos ocupar as ruas, as redes, as tribunas. Não vamos deixar que este presidente sem legitimidade e sem voto golpeie de morte a população brasileira”, garantiu o senador.

Temer ameaça conquista salarial de milhares de trabalhadores

Humberto: Imagine o que significa para o trabalhador perder cerca de 40% do seu salário?  Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Imagine o que significa para o trabalhador perder cerca de 40% do seu salário? Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

A política de ganho real do salário mínimo pode ser afetada pelo programa de cortes do governo interino do presidente Michel Temer (PMDB). A equipe econômica do peemedebista pretende limitar o reajuste apenas à inflação do ano anterior. Levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em maio deste ano, mostrou um incremento real de mais de 75% no salário mínimo, durante os governos Lula e Dilma.

De acordo com o Dieese, 48,3 milhões de pessoas no Brasil melhoraram de vida com a política de aumento real do salário mínimo. O ganho mais elevado ocorreu a partir de 2011, no primeiro governo da presidente Dilma Rousseff, quando começou a vigorar a fórmula de reajuste que baseia a correção anual do valor pelo crescimento da economia de dois anos antes e pela inflação do ano anterior.

“Isso ajudou a combater a desigualdade social no País, gerando mais renda para milhões de pessoas que vivem com base nesta remuneração. O governo Temer aprovou uma pauta bomba de reajuste para algumas categorias que representa 58 milhões em gasto. Para isso, ele tem dinheiro, mas para a população que mais precisa País, não tem”, disse o senado Humberto Costa, líder do governo Dilma no Senado.

Humberto ainda destacou o quanto os brasileiros assalariados teriam perdido se a proposta de Temer tivesse vigorado nos governos Lula e Dilma. “Numa conta simples, se não fosse a política de aumento acima da inflação, o salário mínimo hoje seria R$ 500 e não R$ 880. Imagine o que significa para o trabalhador perder cerca de 40% do seu salário? Imagine o que é isso para quem com esse dinheiro precisa morar, comer, sustentar uma família. O governo Temer quer dá um golpe atrás do outro, o primeiro foi na democracia e agora é diretamente nos trabalhadores, acabando com as suas conquistas”, disse o senador.

MEMÓRIA – Ainda no início de maio, quando ainda não havia acontecido o processo de afastamento da presidente Dilma, o senador Humberto Costa já havia denunciado a possibilidade de cortes no ganho real do salário mínimo. “Esse é um dos grandes riscos de um futuro governo Temer. Sem a legitimidade das urnas, Temer se aliou com o que há de pior para tentar garantir o golpe. Já não é mais segredo para ninguém a agenda que ele quer impor aos trabalhadores: o arrocho, a flexibilização dos direitos trabalhistas e a redução dos projetos sociais”, disse Humberto, na época.

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