Líder do PT no Senado

Senado aprova medida de Temer que desmonta comunicação pública, alerta Humberto

Para Humberto, ao longo dos governos Lula e Dilma, a empresa foi dirigida de forma democrática e a acusação de que se tratava de um aparelho da esquerda é fantasiosa. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Para Humberto, ao longo dos governos Lula e Dilma, a empresa foi dirigida de forma democrática e a acusação de que se tratava de um aparelho da esquerda é fantasiosa. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O Senado aprovou nesta terça-feira (7), em sua primeira sessão plenária do ano, a medida provisória encaminhada pelo presidente não eleito Michel Temer (PMDB) que modifica a estrutura da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Na avaliação do líder do PT na Casa, a proposta desmonta completamente o órgão federal, responsável por gerar conteúdo informativo nacional em TV aberta. A matéria, aprovada com 47 votos favoráveis e 13 contrários, segue para sanção presidencial.

“Trata-se de um crime de lesa-pátria. Estão desmontando a comunicação pública no Brasil. Nenhum país desenvolvido, onde exista a mais ampla concorrência entre os meios de comunicação, abre mão de ter os mecanismos da comunicação pública, exatamente para dar à população a possibilidade de se informar, de se entreter, de usufruir da cultura e da história do seu país dentro daquilo que não está considerado como um interesse comercial ou dentro da grade das emissoras que concorrem nos espaços privados”, resumiu.

A EBC, que tem um orçamento anual de aproximadamente R$ 600 milhões, possui cerca de 2,5 mil funcionários nas redações da Agência Brasil, TV Brasil, Portal EBC, Canal NBr e oito rádios, incluindo a Nacional e a MEC.

Pela proposta, o Conselho Curador será diminuído e transformado em Comitê Editorial, voltado para a definição da programação, e o Senado ficará responsável pela aprovação do diretor-presidente da instituição. Atualmente, cabe ao presidente da República a escolha.

O senador acredita que a empresa é uma das que mais cumpriu seu papel ao longo dos últimos anos, levando ao Brasil informação, imagens, eventos, o que nenhuma outra emissora teve oportunidade de fazer.

“A instituição sempre fomentou o debate plural, aberto, não uma comunicação oficial, não uma comunicação governamental, mas que impulsionou o debate político, o debate cultural e a possibilidade de a população, principalmente nos lugares mais distantes, ter acesso a essa informação”, afirmou.

Para o líder do PT, ao longo dos governos Lula e Dilma, a empresa foi dirigida de forma democrática e a acusação de que se tratava de um aparelho da esquerda é fantasiosa. “Quantos jornalistas renomados, quantos programadores culturais renomados sem qualquer vinculação com o PT nem com a esquerda fizeram parte do seu Conselho Curador para que pudéssemos ter transparência, para que pudéssemos ter controle social?”, questionou.

Segundo ele, o governo golpista de Temer tinha que trabalhar para impedir que esse tipo de plano continuasse, principalmente por ser independente e ter uma visão crítica sobre a política do Brasil e do próprio governo que está no poder. Segundo ele, a própria produção de notícias da empresa é muito reproduzida em sites de grandes empresas de comunicação, em jornais e rádios e nos noticiários de televisão.

“Criticam o custo da EBC. Mas eu pergunto: quantos bilhões, desde maio, quando foi dado o golpe, este governo que aí está não derramou nas grandes redes de televisão, em revistas falidas, em jornais que diariamente demitiam jornalistas porque não tinham como se sustentarem? E isso tudo em troca de boas notícias, em troca, ao menos, da não publicação de más notícias”, criticou.

Humberto também chamou a atenção dos parlamentares para o fato de quais são as emissoras públicas abertas que, hoje, no Brasil, apresentam produções nacionais e de programas infantis.

“Agora, estão retirando do povo brasileiro a possibilidade de ter um tipo de comunicação independente que não está submetida ao baronato secular dos grandes meios de comunicação do nosso País”, disparou.

No Senado, Humberto promete oposição sem trégua a Michel Temer

Foto: Junto com Lula, não daremos trégua a esse governo usurpador e golpista. Fiquem certos de que não haverá um minuto de trégua. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Foto: Junto com Lula, não daremos trégua a esse governo usurpador e golpista. Fiquem certos de que não haverá um minuto de trégua. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

 

Em seu primeiro discurso na tribuna do plenário do Senado este ano, o líder do PT na Casa, Humberto Costa (PE), prometeu fazer uma oposição sem trégua e ainda mais dura ao governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) e lutar contra as reformas trabalhista e da Previdência, consideradas por ele um ataque do Palácio do Planalto à dignidade de todos os brasileiros.

O senador, que também fez questão de homenagear dona Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula morta na última semana, ressaltou que o líder máximo do partido, mesmo abalado diante do falecimento de sua companheira de décadas, está mais vivo do que nunca e pronto para voltar ao comando do país.

“Junto com Lula, não daremos trégua a esse governo usurpador e golpista. Fiquem certos de que não haverá um minuto de trégua. Vamos denunciar cada ação tosca, a começar com essas reformas de mentira que só visam ao esfacelamento dos movimentos sociais e populares e das conquistas obtidas justamente nos governos de Lula e de Dilma, do PT”, afirmou.

Ele lembrou que o governo vai insistir nessa “reforma da Previdência”, que fará com que as pessoas praticamente trabalhem até morrer, tendo que contribuir por 49 anos para ter direito à aposentadoria integral. “Fiquem certos, seus golpistas, de que a nossa resposta, a resposta de Lula e do PT e a resposta dos trabalhadores brasileiros a essas tentativas serão a luta permanente e sem descanso”, garantiu.

No discurso, o parlamentar também aproveitou para questionar a indicação do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes (PSDB), para o Supremo Tribunal Federal. “É mais um capítulo do repertório atrapalhado de Temer”, resumiu.

O anúncio, feito nessa segunda-feira, é desastroso e atende a interesses políticos partidários, segundo Humberto. Ele disse que vai batalhar para rejeitar a indicação de Alexandre na Comissão de Constituição e Justiça, onde passará por sabatina.

“Recebemos essa notícia com perplexidade. A nosso ver, a indicação é inadequada e injustificada diante da sua larga folha de maus serviços prestados como secretário de Estado e como ministro”, lembrou.

De acordo com o senador, a luz de alerta está acesa e repercutirá negativamente não só no Brasil, mas em todo o mundo. “É ruim e é danosa para o país. Se confirmada, deporá contra o Senado e o Supremo Tribunal Federal”, avalia.

Programa Fome Zero, criado por Lula, completa 14 anos

Humberto: Os números estão aí para provar que nunca se fez tanto pelos mais necessitados como fizeram os presidentes Lula e Dilma. Foto: André Corrêa/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Os números estão aí para provar que nunca se fez tanto pelos mais necessitados como fizeram os presidentes Lula e Dilma. Foto: André Corrêa/ Liderança do PT no Senado

Considerado o carro-chefe da primeira gestão do primeiro governo de Lula, o Fome Zero completou 14 anos de existência no último dia 30 de janeiro. “Um dos mais vitoriosos programas do ex-presidente, o Fome Zero levou comida para a mesa de milhares de pessoas e reduziu em 82% a população em situação de subalimentação no Brasil”, lembrou o líder do PT no Senado, Humberto Costa.

Os dados ao que o senador petista se refere constam no relatório “O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo – 2014”, divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e apontou essa redução de 82% entre os anos de 2002 e 2012. “O presidente Lula se comprometeu em levar as três refeições para a mesa do brasileiro e conseguiu mudar os números da fome no País”, assinalou Humberto.

O Fome Zero tem como objetivo dar acesso, diariamente e de forma digna, a alimentos em quantidade e qualidade suficientes para atender às necessidades nutricionais básicas e à manutenção da saúde. Para atingir esse objetivo, o programa atuou em três grandes eixos: ampliação da demanda efetiva de alimentos, o barateamento do preço desses produtos e os programas emergenciais para atender à parcela da população que sempre foi excluída desse mercado.

O relatório da FAO, que acompanha os países há 50 anos, utiliza um indicador para acompanhar e dimensionar a fome no mundo. O Brasil, após as ações dos governos Lula e Dilma, atingiu o nível histórico de 1,7%. Quando esse indicador cai para menos que 5%, a organização considera que o país superou o problema da fome.

“Não tem como comparar os governos de Lula e Dilma com o do golpista Temer nem com qualquer outro presidente que os antecederam. Fizemos nosso dever de casa elevando a dignidade do povo brasileiro levando comida para quem tinha fome e que sempre foi deixado à margem da sociedade. Os números estão aí para provar que nunca se fez tanto pelos mais necessitados como fizeram os presidentes Lula e Dilma”, afirmou Humberto.

Ainda no relatório da FAO, a organização avalia que os avanços alcançados no Brasil em relação ao combate à pobreza e à desigualdade são impressionantes. Segundo números da instituição, o estado de pobreza na população caiu de 24,68% em 2002 para 8,5% em 2012. Ao mesmo tempo, em relação à extrema pobreza o percentual caiu de 9,79% para 3,56% no mesmo período.

“Infelizmente, não conseguimos continuar avançando com a inversão de prioridades no País. Fomos ceifados após um golpe parlamentar e pagaremos um preço alto por isso. A PEC 55, que limita os gastos públicos, a reforma da Previdência e a reforma trabalhista ameaçam vir por aí para acabar com os direitos conquistados pelos brasileiros. Realmente estamos vivendo o final dos tempos”, lamentou o senador Humberto Costa.

Humberto diz que indicação de Moraes atende a “interesses políticos”

Para Humberto, a indicação de Moraes pode prejudicar a isenção da Suprema Corte, já que o ministro é filiado ao PSDB desde 2015. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Para Humberto, a indicação de Moraes pode prejudicar a isenção da Suprema Corte, já que o ministro é filiado ao PSDB desde 2015. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse ser “preocupante” a indicação do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes (PSDB), para compor o Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga deixada pelo falecido ministro Teori Zavascki. Para Humberto, a escolha de Moraes é “ruim para o País” e atende a “interesses políticos”.

“Como ministro, por mais de uma vez, Alexandre de Moraes deu demonstrações de não conseguir gerir a segurança pública brasileira. Foi assim quando estourou a crise penitenciária, que acabou com mais de 100 mortes nos presídios brasileiros, cidades sitiadas e muita dor e sofrimento para centenas de famílias. Como alguém que fracassou na segurança vai ser indicado para o Supremo?”, questionou o senador.

Humberto também lembrou de ações “desastrosas” do ministro na área de direitos humanos. “Desde antes de assumir o ministério, Alexandre de Moraes vem recebendo críticas de movimentos sociais por tentar criminalizar atos e protestos contra o governo do qual ele faz parte. No período que esteve à frente da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, ele ficou conhecido por defender a truculência da PM. No governo Temer, operou o desmonte dos direitos humanos”, afirmou.

Humberto disse que a indicação de Moraes pode prejudicar a isenção da Suprema Corte, já que o ministro é filiado ao PSDB desde 2015. “O ministro é filiado a um partido político que, inclusive, é alvo de investigação e faz parte do governo Temer, que está completamente comprometido na Lava Jato. Não tem nenhum tipo de isenção para julgar questões importantíssimas para o País”, afirmou o senador.

Com morte de Marisa, Humberto embarca para São Paulo

Humberto: Como primeira-dama do Brasil, dona Marisa teve um papel fundamental na construção de um país mais justo e mais solidário, que ela edificou junto com o presidente Lula. Foto: Arquivo

Humberto: Como primeira-dama do Brasil, dona Marisa teve um papel fundamental na construção de um país mais justo e mais solidário, que ela edificou junto com o presidente Lula. Foto: Arquivo

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), viajou a São Paulo, na manhã desta quinta-feira (2), para prestar apoio e solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à sua família, em razão da morte da ex primeira-dama Marisa Letícia. O quadro clínico de dona Marisa foi considerado irreversível desde a noite dessa quarta-feira.

Internada por conta de um acidente vascular cerebral desde o dia 24 no Hospital Sírio Libanês, Marisa terá os órgãos doados, de acordo com informação divulgada por Lula nas redes sociais nesta manhã. Além de autorizar a doação dos órgãos, a família também agradeceu todas as manifestações de carinho recebidas nos últimos 10 dias.

Humberto recebeu a notícia da morte de Marisa com profunda tristeza. Segundo o senador, ela era uma mulher de força incrível e de uma discrição invejável. “De mãos enlaçadas às dela, Lula se tornou quem é. Como primeira-dama do Brasil, dona Marisa teve um papel fundamental na construção de um país mais justo e mais solidário, que ela edificou junto com o presidente Lula”, disse o parlamentar.

Para o senador, dona Marisa morreu ainda nova, vítima de um AVC, mas, sem dúvida nenhuma, vítima, também, de uma caçada política implacável.

“Houve uma perseguição midiática sem precedentes, que lhe provocou uma profunda tristeza e precipitou problemas de saúde em decorrência de um estado emocional extremamente abalado por esse cerco que se impôs à sua vida, à vida do ex-presidente e à de todos os seus familiares”, afirmou.

“Ao companheiro Lula, à família e aos amigos e admiradores de dona Marisa, minha solidariedade, meu pesar e meu desejo de que Deus os conforte”, concluiu.

Vamos exigir o respeito à proporcionalidade, diz Humberto

Humberto: A nossa representação proporcional advém dos votos que o Partido dos Trabalhadores obteve em 2010 e em 2014. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: A nossa representação proporcional advém dos votos que o Partido dos Trabalhadores obteve em 2010 e em 2014. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse hoje que o PT vai exigir o espaço garantido pela Constituição e pelo regimento da Casa para a eleição da Mesa Diretora. Pelo critério da proporcionalidade, que leva em conta o número de parlamentares que cada partido tem no Senado, o PT deve ocupar a Primeira Secretaria. O nome indicado pela legenda para a vaga é o do senador José Pimentel (CE).

Segundo o senador Humberto Costa, a decisão foi fruto de um amplo debate interno da bancada. “O posicionamento do partido não foi resultado de nenhuma concessão, de nenhum acordo que tenha sido feito com quem quer que seja. A nossa representação proporcional advém dos votos que o Partido dos Trabalhadores obteve em 2010 e em 2014”, afirmou o senador.

De acordo com Humberto, a presença do PT em postos de comando deve garantir que a oposição esteja a par de todas as decisões da mesa diretora da Casa e evitar possíveis manobras governistas. O senador também lembrou de episódio que ocorreu na Câmara Federal durante o mandato do ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB), que chegou a tentar alterar os parâmetros da Comissão da Mulher sem que os partidos fossem consultados. Para protestar contra a medida, um grupo de parlamentares de vários partidos ocupou a Mesa Diretora da Casa.

“Quantas vezes Eduardo Cunha manobrou para atender os interesses de seu grupo político enquanto a oposição estava alheia? Sem representação no Senado, vamos perder um espaço importante de combate e de participação das decisões da casa. Isso não representa qualquer tentativa de acordo com golpistas ou com o governo golpista de Michel Temer. Ao contrário, nós estaremos lá para defender as nossas próprias bandeiras e principalmente combater matérias que vão de encontro ao interesse da população brasileira”, afirmou.

Humberto ainda lembrou que o ano será de votações importantes no Senado e que a bancada de oposição precisa ocupar todos os espaços para tentar barrar projetos como a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista. “O nosso compromisso continua sendo em defender a plataforma que é do PT, que é da esquerda, que é do povo brasileiro”, afirmou.

Humberto sobre o limite de dados na banda larga: “Querem que o consumidor pague o pato”

Para Humberto, a proposta “é inaceitável”. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Para Humberto, a proposta “é inaceitável”. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, criticou a proposta do governo de Michel Temer (PMDB) de por fim aos planos com franquia ilimitada de acesso a dados em banda larga fixa. A proposta está sendo negociada pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab, e pode já virar regra no segundo semestre de 2017. Para Humberto, a proposta “é inaceitável”.

“Do jeito que as coisas vão, vamos ter que reeditar a internet discada dos anos 90. Não é possível que, em um mundo que debate a inclusão digital, o governo Temer queira falar em limitação de dados. É uma ação que contradiz tudo que está sendo debatido no mundo hoje com relação ao acesso à internet. E é um enorme retrocesso porque sabemos que a web é um importante instrumento de acesso a informação”, avaliou o líder.

Humberto disse ainda que a proposta contraria o Marco Civil da Internet, criado em 2014. “O Marco Civil foi debatido e aprimorado com a sociedade, assegurando a liberdade de expressão e o direito do usuário à contratação de serviços de conexão à internet sem franquias de consumo. Não podemos retroceder”, afirmou o senador.

O líder disse ainda que já tramita no Congresso proposta proibindo a venda de franquias com acesso limitado a dados. “No Senado vamos propor que essa matéria já seja apreciada no primeiro semestre deste ano. Este governo está dando mais um exemplo que o consumidor não é prioridade. É uma gestão capenga, ilegítima e sem respaldo popular e que mais uma vez mostra quem eles querem que pague o pato: o trabalhador”, afirmou.

“Mercado já não confia mais em Temer”, alerta Humberto

Humberto:O que a gente vê é que este projeto de Temer, que penaliza os trabalhadores, só gerou ainda mais recessão e desemprego. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto:O que a gente vê é que este projeto de Temer, que penaliza os trabalhadores, só gerou ainda mais recessão e desemprego. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

Consulta feita pelo próprio Ministério da Fazenda com instituições financeiras sobre a economia em 2017 revela que o mercado anda pessimista com as contas públicas brasileiras. A avaliação do mercado é de que o déficit primário do governo de Michel Temer (PMDB) irá terminar este ano em R$ 148,3 bilhões. O resultado é maior que a meta da gestão peemedebista, que é de um déficit de R$ 139 bilhões.

Para o líder do PT no Senado, Humberto Costa, o levantamento mostra que o mercado perdeu a confiança na política econômica do governo. “O que a gente vê é que este projeto de Temer, que penaliza os trabalhadores, só gerou ainda mais recessão e desemprego. Nem mesmo o mercado que, como todo mundo dizia, tinha simpatia por Temer, por sua equipe econômica, acredita mais nas previsões deste governo que aí está”, afirmou.

A avaliação das instituições financeiras foi divulgada pela pesquisa Prisma Fiscal, elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. O documento tem por base informações do mercado financeiro. Além de ter ampliado a estimativa com relação ao déficit fiscal, o mercado também reduziu a estimativa da receita, que caiu de R$ 1,356 trilhão para R$ 1,345 trilhão.

“O governo não tem legitimidade e nem apoio popular. Temer perdeu a confiança do povo brasileiro no dia em que entrou pela porta traseira na Presidência da República. A economia brasileira só vai melhorar de fato quando voltarem a respeitar a democracia, o voto popular”, avalia Humberto.

Em balanço, Humberto destaca a aprovação de leis que beneficiam o consumidor

 

Humberto: Em 2016, apresentei 67 novas proposições. Foto: Asscom HC

Humberto: Em 2016, apresentei 67 novas proposições. Foto: Asscom HC

Com base nos dados fornecidos pelo Senado Federal, o líder do PT na Casa, Humberto Costa, fez um balanço do ano legislativo de 2016 que considerou proveitoso. Segundo o senador, apesar de o período ter sido politicamente “desastroso” para o País, alguns projetos importantes conseguiram ser debatidos e aprovados. É o caso da lei de autoria do parlamentar que determina a implantação de um sistema de controle de remédios para coibir a circulação de medicamentos falsificados.

Desde que assumiu, em 2011, este é o quarto projeto do senador que foi transformado em Lei, um feito raro entre parlamentares. Segundo o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), o tempo médio de um projeto virar lei no Congresso Nacional é de cinco anos e meio.

Além da criação de um sistema que inibe a falsificação de medicamentos, também viraram lei: a proposta de identificação em rótulo de remédios; a criminalização da venda e a oferta de bebida alcoólica a menores de 18 anos; e o texto que prevê a atribuição da Polícia Federal para apurar os crimes de falsificação, corrupção e adulteração de medicamentos. Todas as matérias de autoria do senador pernambucano.

Em todo o ano de 2016, o líder do PT apresentou 67 novas proposições. Entre elas, está o projeto de decreto legislativo que suspende a autorização dada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para as companhias áreas passarem a cobrar dos passageiros pelas bagagens despachadas. A matéria foi aprovada no Senado e seguiu para Câmara, onde deve ser apreciada logo após o recesso de janeiro.

Além disso, o senador foi presença constante no plenário. Humberto despontou, pela sexta vez consecutiva, como um dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional pelo Diap. Ao todo, foram 106 discursos na Casa, este ano. Primeiro como líder do governo e depois como líder do PT, Humberto foi uma das principais vozes contra o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff (PT). Agora, na oposição, segue denunciando o “retrocesso” do governo Temer.

Para o líder do PT no Senado, o ano de 2016 produziu “um dos mais injustos momentos da história política brasileira”. “Foi um ano em que a democracia brasileira foi ferida de morte, quando uma presidente eleita sofreu um impeachment sem que houvesse cometido crime de responsabilidade. Um ano triste, no qual a gente viu se disseminar um discurso de ódio, de intolerância. Mas foi também um ano de luta, que uniu mais a esquerda, juntou iguais e diferentes contra esse ataque aos nossos direitos. Foi um ano duro, mas que só nos deu mais força para a luta que segue”, afirmou o senador.

Preço da gasolina já é o maior em um ano, denuncia Humberto

Para Humberto, o governo Temer só oferece arrocho no bolso do trabalhador brasileiro. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Para Humberto, o governo Temer só oferece arrocho no bolso do trabalhador brasileiro. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

Mesmo depois da promessa de redução no preço do combustível feita pelo governo de Michel Temer (PMDB), o preço da gasolina no País subiu e já atingiu um valor acima do registrado em todo o ano de 2016. Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com o reajuste, o litro passou a custar em média R$3,76 nas bombas de todo o País.

“É o que o governo Temer tem a oferecer: arrocho no bolso do trabalhador brasileiro. Além de tirar direitos, a gestão peemedebista também tem autorizado aumentos que sacrificam o trabalhador brasileiro. Em tempos de desemprego e recessão, essa alta no preço dos combustíveis chega a ser uma afronta à classe média e os mais pobres deste país”, apontou o líder do PT no Senado, Humberto Costa. A alta do combustível foi registrada pela ANP em 18 estados do Brasil.

O aumento no valor da gasolina foi o anunciado pela Petrobras ainda no mês de dezembro. “Em outubro, Temer anunciou aos quatro cantos que iria reduzir o preço da gasolina. Virou manchete de jornal. Mas a redução foi só notícia para inglês ver. A verdade está aí, diante do consumidor. Com seis meses do governo Temer, o preço da gasolina já está batendo recorde”, alertou o senador.

Em todo o ano de 2016, a gasolina teve aumento de 3,3%. Para chegar ao preço médio do combustível, a ANP consultou 5.670 postos ao longo da primeira semana de janeiro. No comparativo com o preço registrado na última semana de dezembro, a alta foi de 0,18%.

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