Mãos de Tesoura

Mendoncinha faz papel de coveiro do Mais Médicos, diz Humberto

 

Humberto: o DEM, partido de Mendoncinha, fez de tudo para acabar com o programa, responsável pela vinda de mais de 10 mil médicos estrangeiros, muitos dos quais cubanos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: o DEM, partido de Mendoncinha, fez de tudo para acabar com o programa, responsável pela vinda de mais de 10 mil médicos estrangeiros, muitos dos quais cubanos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Defensor do Mais Médicos desde o seu início, programa criado no Governo Dilma que levou milhares de profissionais a lugares do país que jamais contaram com assistência e expandiu o número de vagas de graduação em medicina, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou, nesta terça-feira (21), o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), por ter proibido a abertura de novos cursos no Brasil pelos próximos cinco anos.

O senador afirmou que, com a medida, o ministro foi promovido de função, passando de demolidor de programas sociais, como o FIES e o Ciência sem Fronteiras, para o cargo de coveiro do Mais Médicos, responsável por deslocar profissionais para favelas, aldeais, quilombos e comunidades isoladas.

“Esse Mendoncinha Mãos de Tesouras é um gênio da educação. Não abrir mais vagas em cursos de medicina significa das duas, uma: ou vamos passar o resto da vida dependendo de Cuba para inserir médicos em locais que nunca tiveram ou então vamos mandar os cubanos embora e voltaremos ao tempo em que o povo só via médico pela televisão”, declarou.

Usando de ironia, o parlamentar questionou a “genialidade” do ministro que segue atendendo interesses corporativos em detrimento da população. “É uma vergonha que seja um ministro do Estado de Pernambuco. Mas vamos resistir a isso. Nem o brasileiro mais pessimista acreditaria que, em um ano e meio de golpe, o Brasil seria dirigido por verdadeiras máquinas destruidoras do serviço público como essas que estão aí”, disparou.

O líder da Oposição observou que a suspensão de novos cursos de medicina por cinco anos é inamissível em um país que apresenta déficit de mais de 50 mil médicos como o Brasil, onde a presidenta Dilma teve que intervir rapidamente para garantir atendimento médico justo a 70 milhões de brasileiros.

O parlamentar lembrou que o DEM, partido de Mendoncinha, fez de tudo para acabar com o programa, responsável pela vinda de mais de 10 mil médicos estrangeiros, muitos dos quais cubanos.

“Muitos hidrófobos diziam por aí que eles iriam matar os pacientes. E o que, de fato, houve? Houve um êxito total do programa, aprovado por quase 90% da população, com redução sensível de doenças. Enquanto trabalhávamos com profissionais de outros países, nós investimos na formação dos nossos, autorizando a abertura de novas faculdades para formar mais médicos. E, agora, Temer e Mendonça estrangulam o programa e impedem esse avanço”, observou.

O líder da Oposição entende que o governo realiza um galopante desmonte do país para fazer acenos ao mercado e ao capital estrangeiro e que o ataque a direitos sob o pretexto da modernidade é a venda descarada do futuro do povo para favorecer os mais ricos.

“É essa a sangria que nós temos que estancar por meio do voto que mande Temer e seus aliados para o lixo da história, que é o lugar que bem lhes cabe”, finalizou.

Temer está mantando o ensino superior de inanição, dispara Humberto

O senador também lembrou que o desenvolvimento de pesquisas também está ameaçado. Foto: Roberto Stuckert Filho

O senador também lembrou que o desenvolvimento de pesquisas também está ameaçado. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Na Bahia, onde acompanhou a abertura da caravana pelo Nordeste com o ex-presidente Lula na noite dessa quinta-feira (17), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), atacou duramente o contingenciamento de recursos que atinge as universidades federais determinado pelo presidente Michel Temer (PMDB) e seu ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE). Para Humberto, as instituições terão dificuldades para se manter e enfrentam o risco de um colapso generalizado já neste ano.

Muitas das universidades já ameaçam não terminar o ano letivo por conta das dificuldades financeiras que têm enfrentado. Segundo o líder da Oposição no Senado, há um claro sucateamento das instituições.
Algumas unidades de ensino afirmam não ter recursos sequer para pagar serviços essenciais, como água e luz. “Temer quer acabar com a educação pública. De mãos dadas com o ministro Mãos de Tesoura, Mendonça Filho, praticam um desmonte do ensino superior jamais visto. Querem matar por inanição aquilo que é o combustível para um país melhor: o ensino”, afirmou Humberto Costa.

Em março, o governo de Michel Temer anunciou o contingenciamento de R$ 4,3 bilhões do Ministério da Educação. Os cortes atingiram diretamente as universidades. Entidades como a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal de Goiás (UFG) já informaram publicamente que estão com sérias dificuldades para manter as portas abertas.

“A falta de investimento na educação tem um objetivo claro: quanto menos massa crítica, menos informação as pessoas tiverem, melhor para essa quadrilha que segue assaltando o Brasil. Eles querem mesmo uma massa alienada que não consiga perceber o disparate de um governo que torra bilhões para comprar o silêncio de parlamentares, mas que nega centavos para se investir em educação”, denunciou Humberto.

O senador também lembrou que o desenvolvimento de pesquisas também está ameaçado. Cerca de 100 mil bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) podem ficar sem receber já agora em setembro. “É um desmonte em cima do outro. Tudo que conseguimos avançar na Educação nos governos de Lula e Dilma, esta gestão Temer está tirando numa velocidade avassaladora”, avalia Humberto.

 

Mãos de tesoura, Mendoncinha acaba com Ciência sem Fronteiras, lamenta Humberto

 

Humberto: Esse ministro mãos de tesoura da Educação não tem a menor dimensão da importância do Ciência sem Fronteiras para o Brasil. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Humberto: Esse ministro mãos de tesoura da Educação não tem a menor dimensão da importância do Ciência sem Fronteiras para o Brasil. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 
Considerado um programa revolucionário de intercâmbio estudantil para promover a troca de experiências e estímulo à inovação no país, o Ciência sem Fronteiras, criado pela presidenta Dilma Rousseff, entrou de vez na mira do governo de Michel Temer (PMDB) e de seu ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM).

Para lamento do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), o MEC decidiu encerrar o programa na modalidade de cursos para graduação, conforme nota divulgada pela pasta nesse domingo (2). Agora, de acordo com o próprio ministério, o programa atenderá, apenas, cursos de pós-graduação, como mestrado, doutorado, pós-doutorado e atração de jovens cientistas.

Humberto avalia que a medida deverá interromper o auxílio e impactar a continuidade dos estudos de quem já possuía bolsa, prejudicando, inclusive, que o país receba os retornos do investimento já feito. Além disso, segundo ele, a iniciativa põe um ponto final no sonho de absolutamente todos os estudantes que queiram se formar no exterior com o auxílio dos recursos do projeto.

Só em 2015, quase R$ 4 bilhões foram investidos na iniciativa. Cerca de 35 mil bolsistas de graduação foram beneficiados naquele ano. O MEC informou que o último edital nessa modalidade foi encerrado em 2014 e que há bolsistas remanescentes no exterior e visitantes no Brasil. O número chega a 4 mil.

“Esse ministro mãos de tesoura da Educação não tem a menor dimensão da importância do Ciência sem Fronteiras para o Brasil. Aliás, o governo como um todo, ilegítimo, está tomando uma série de iniciativas que simplesmente desmontam as políticas públicas mais eficazes deste país”, afirma o senador.

Ele lembra que muitos alunos contemplados pelo programa já relatavam, desde o ano passado, dificuldades em renovar o benefício. “Como se não bastasse impor restrições orçamentárias ao programa e prejudicar os brasileiros, agora o governo acredita que vai resolver o problema extinguindo a principal modalidade do programa por considerá-la de alto custo. É um absurdo”, dispara.

O líder da Oposição explica que o Ciência sem Fronteiras busca investir na formação de pessoal altamente qualificado nas competências e habilidades necessárias para o avanço da sociedade do conhecimento e aumentar a presença de pesquisadores e estudantes de vários níveis em instituições de excelência no exterior.

“A presidenta Dilma teve a visão de implementar essa política que promove a inserção internacional das instituições brasileiras pela abertura de oportunidades semelhantes para cientistas e estudantes estrangeiros”, diz Humberto.

O senador acredita que o projeto também consegue atrair jovens talentos científicos e investigadores altamente qualificados para trabalhar no Brasil. O projeto previa a utilização de até 101 mil bolsas em quatro anos.

Governo Temer corta vagas em universidades públicas federais, denuncia Humberto

Humberto: Isso é um completo desrespeito aos professores e aos estudantes brasileiros. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Isso é um completo desrespeito aos professores e aos estudantes brasileiros. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, denunciou mais uma consequência da PEC 241, também conhecida como PEC da Maldade. O ministro da Educação, Mendonça Filho, assinou portaria publicada na sexta-feira (14) reduzindo o número de vagas nos cursos de graduação ofertados pelas Instituições de Ensino Superior (IES).

“Lógico que a PEC da Maldade é a grande responsável por uma medida prejudicial feito essa. Se o golpista Temer quer congelar durante 20 anos os investimentos nas áreas sociais, o ministro Mãos de Tesoura vai cortar por todos os lados, sem dó nenhuma daqueles que mais precisam”, lamentou Humberto.

De acordo com a portaria, as IES deverão repassar a informação da redução de vagas à Secretaria de Regulação e Supervisão do Ensino Superior (Seres), que deverá garantir aos estudantes já matriculados, quando da redução de vagas, as condições de oferta previstas no ato de autorização, reconhecimento ou renovação de reconhecimento do curso.

“Batalhamos muito durante os últimos 13 anos para aumentar o número de estudantes cursando universidades aqui no Brasil. Um dos grandes pilares do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma foi o acesso à educação de forma democrática. Agora vem esse Temer sem voto para destruir todos os avanços conquistados”, pontuou o senador petista.

Ainda antes dessa portaria, o Ministério da Educação (MEC) já havia anunciado também a redução de vagas na Universidade Aberta do Brasil (UAB), considerado um dos principais programas de formação para professores. Em 2016 e 2017 esta redução vai chegar a 78% prejudicando o desenvolvimento intelectual dos docentes. Em 2014, o edital publicado previa a abertura de 250 mil vagas, mas, com o corte no orçamento, serão ofertadas apenas 55 mil cadeiras.

“Isso é um completo desrespeito aos professores e aos estudantes brasileiros. Não podemos deixar que Temer e sua equipe golpista continuem brincando de governar o País. O povo deve continuar indo às ruas se manifestar contra todo esse despautério”, protestou Humberto Costa.

 

Governo Temer corta vagas em universidades públicas federais, denuncia Humberto
 
O líder do PT no Senado, Humberto Costa, denunciou mais uma consequência da PEC 241, também conhecida como PEC da Maldade. O ministro da Educação, Mendonça Filho, assinou portaria publicada na sexta-feira (14) reduzindo o número de vagas nos cursos de graduação ofertados pelas Instituições de Ensino Superior (IES).
 
“Lógico que a PEC da Maldade é a grande responsável por uma medida prejudicial feito essa. Se o golpista Temer quer congelar durante 20 anos os investimentos nas áreas sociais, o ministro Mãos de Tesoura vai cortar por todos os lados, sem dó nenhuma daqueles que mais precisam”, lamentou Humberto.
 
De acordo com a portaria, as IES deverão repassar a informação da redução de vagas à Secretaria de Regulação e Supervisão do Ensino Superior (Seres), que deverá garantir aos estudantes já matriculados, quando da redução de vagas, as condições de oferta previstas no ato de autorização, reconhecimento ou renovação de reconhecimento do curso.
 
“Batalhamos muito durante os últimos 13 anos para aumentar o número de estudantes cursando universidades aqui no Brasil. Um dos grandes pilares do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma foi o acesso à educação de forma democrática. Agora vem esse Temer sem voto para destruir todos os avanços conquistados”, pontuou o senador petista.
 
Ainda antes dessa portaria, o Ministério da Educação (MEC) já havia anunciado também a redução de vagas na Universidade Aberta do Brasil (UAB), considerado um dos principais programas de formação para professores. Em 2016 e 2017 esta redução vai chegar a 78% prejudicando o desenvolvimento intelectual dos docentes. Em 2014, o edital publicado previa a abertura de 250 mil vagas, mas, com o corte no orçamento, serão ofertadas apenas 55 mil cadeiras.
 
“Isso é um completo desrespeito aos professores e aos estudantes brasileiros. Não podemos deixar que Temer e sua equipe golpista continuem brincando de governar o País. O povo deve continuar indo às ruas se manifestar contra todo esse despautério”, protestou Humberto Costa.