Mendonça Filho

Recuo do governo no projeto que tira crianças e jovens da escola veio por causa da reação rápida, afirma Humberto

Para Humberto,o governo Temer tentou "dar mais um golpe no ensino médio brasileiro". Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto,o governo Temer tentou “dar mais um golpe no ensino médio brasileiro”. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

A reação rápida de diversos setores da sociedade contra o projeto que pretendia liberar até 40% da carga horária total do ensino médio para ser realizada a distância fez com que o governo de Michel Temer (MDB) recuasse na proposta e que anunciasse possível veto ao projeto, que está sendo debatido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Segundo o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), a medida aumentaria a evasão escolar e precarizaria o ensino médio.

“Um projeto como este poderia ter um efeito devastador. Você tira o aluno do ambiente escolar, reduz o contato dele com professores, diminui convívio dele com os colegas de turma, desestimula a criança, que muitas vezes vêm de um ambiente familiar vulnerável e que vê a escola como refúgio e a merenda às vezes até como o único alimento do dia. Imagina qual seria o efeito deste tipo de medida no futuro dessas crianças? Lançaram a proposta no CNE no esquema se colar, colou, mas é claro que a reação veio e foi maior do que esperavam”, afirmou o senador.

O Brasil tem uma das maiores taxas de evasão escolar do mundo. Segundo pesquisa realizada pelo Insper (Ensino Superior em Negócios, Direito e Engenharia), cerca de três milhões de jovens de 15 a 17 anos abandonam os estudos, não vão se matricular para o ano seguinte ou serão reprovados. O valor equivale a 27% dos 10 milhões de adolescente que deveriam, de acordo com a Constituição, estar frequentando a escola.

Para Humberto,o governo Temer tentou “dar mais um golpe no ensino médio brasileiro”. Para ele, o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), foi, no mínimo, omisso ao deixar uma aberração dessa natureza avançar e só anunciar que vetaria a proposta depois que ela foi divulgada pela imprensa.

“Há uma clara falta de comprometimento da atual gestão do com a qualidade do ensino público neste país. É impressionante que aquilo que tudo que conseguimos avançar durante as gestões do PT vem sistematicamente sendo desmontado pelo governo Temer, especialmente na área da educação. Se aprovada, a proposta favoreceria a iniciativa privada, já que com a medida 40% do conteúdo do ensino médio dado a distância na rede pública poderia ser oferecido por entidades particulares. Seria uma sentença de morte para a educação pública deste país. Imaginar que um debate como esse passe sem o conhecimento do ministro mostra, no mínimo, uma grave omissão da parte dele. E isto é inaceitável”, criticou Humberto.

Humberto chama Mendonça de pequeno déspota do Agreste e requer sua convocação

Para o senador, esse é um tipo de atitude que não pode ser aceito numa democracia, por mais que “ditadores de ocasião, como Mendonça” se sintam ofendidos pela liberdade de pensamento.  Foto: Roberto Stuckert Filho

Para o senador, esse é um tipo de atitude que não pode ser aceito numa democracia, por mais que “ditadores de ocasião, como Mendonça” se sintam ofendidos pela liberdade de pensamento. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Indignado com a perseguição feita pelo ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), a universidades e professores universitários, a servidores e até a estagiários e terceirizados da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), vai apresentar requerimento de convocação para que ele explique a “sanha persecutória contra aqueles que pensam diferente da sua cabeça retrógrada, obscura e antiquada”.

Para o senador, esse é um tipo de atitude que não pode ser aceito numa democracia, por mais que “ditadores de ocasião, como Mendonça” se sintam ofendidos pela liberdade de pensamento.

De acordo com Humberto, o ministro, que já responde na Comissão de Ética da Presidência da República por sua truculência e perseguição contra a autonomia universitária, terá de esclarecer no Senado, caso o requerimento seja aprovado, por que tomou essas descabidas medidas de intervenção na autonomia universitária, ao querer proibir a criação de uma disciplina sobre o golpe de 2016 contra Dilma Rousseff (PT), e a demissão de servidores, estagiários e funcionários terceirizados que ele julgou ter postura contrária ao Governo Michel Temer (MDB) num evento da Fundaj.

“Ele deu um tiro no pé e sua atitude de intervir na Universidade de Brasília (UnB) foi tão bizarra e repulsiva que provocou exatamente o efeito reverso. Hoje, há lista de espera de inscritos na UnB e a matéria já foi adotada por quase 20 outras universidades federais em todo o país”, ressaltou Humberto.

O líder da Oposição avalia que Mendonça, mais uma vez, demonstrou que é completamente despreparado e desqualificado para o cargo que ocupa. Segundo o parlamentar, a intimidade de Mendonça com a educação é a mesma que seu chefe, Michel Temer, tem com a probidade administrativa: nenhuma.

Humberto lamentou que uma instituição de 70 anos, com tantos serviços prestados à cultura e à educação do país, como a Fundaj, “tenha sido reduzida como foi, a um feudo de uma figura de contornos ditatoriais e mesquinhos, como Mendonça Filho”.

Humberto lembrou que Kleber Mendonça Filho, cineasta pernambucano aclamado mundialmente, diretor de filmes como O som ao redor e Aquarius, deixou a Fundaj, depois de 18 anos dedicados à instituição, ao saber que Mendonça seria o chefe do MEC.

O senador explicou que, no fim do mês passado, “o pequeno déspota do Agreste, Mendonça Filho, criado nas tetas da extinta Arena, exerceu sua índole autoritária ao perseguir, despudoradamente, aqueles que julga não rezar pela sua cartilha política”.

“Mendonça não suportou observar, num beija-mão que realizou nos jardins da Fundação, em que o único propósito era homenagear a si mesmo, que estagiários da Fundaj manuseavam um copo onde se lia a consagrada expressão nacional ‘Fora Temer’”, contou. A gestora do museu e mais cinco dos seus funcionários, estagiários e até funcionários terceirizados foram responsabilizados pelo fato e exonerados dos cargos. “Obra dos senhores de engenho do DEM entre os quais Mendonça loteou o comando da Fundaj”, observou.

O parlamentar disse que o copo era de um bloco carnavalesco de Pernambuco muito conhecido, chamado Eu Acho é Pouco, mas a simples inscrição do “Fora Temer” nele “levou Mendonça Filho a ter uma crise, a considerá-lo uma ofensa inominável ao governo do qual é capacho, uma manifestação política inaceitável em seu convescote”. “É uma postura típica de ditadores toda vez que são contrariados”, concluiu, no discurso que fez da tribuna do Senado.

Mesmo com decisão favorável do STF ao Mais Médicos, governo Temer ainda quer destruí-lo, alerta Humberto

Para Humberto, a estratégia do governo é asfixiar o programa, tomando iniciativas como a de proibir novos cursos de medicina pelos próximos cinco anos.  Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, a estratégia do governo é asfixiar o programa, tomando iniciativas como a de proibir novos cursos de medicina pelos próximos cinco anos. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Extremamente satisfeito com a validação do Supremo Tribunal Federal (STF) ao Mais Médicos, programa criado por Dilma que revolucionou a área de saúde, principalmente nos rincões do país, e beneficiou mais de 70 milhões de brasileiros, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), alertou, nesta segunda-feira (4), que o governo Temer segue determinado a desmontá-lo.

O senador deu como exemplo Mendonça Filho (PE), ministro da Educação de Temer, que é do DEM e foi uma das vozes que queriam destruir o Mais Médicos quando foi lançado, em 2013: “é um ativo agente desse governo nefasto comprometido com o atraso e com o fim dos avanços sociais conquistados”.

Para Humberto, a estratégia do governo é asfixiar o programa, tomando iniciativas como a de proibir novos cursos de medicina pelos próximos cinco anos.

“As ações de Mendonça no MEC contra o ProUni, o Fies, o Ciência sem Fronteiras e, mais recentemente, contra o Mais Médicos, demonstram bem isso. É dele a recente portaria que suspende a abertura de novas vagas em medicina no Brasil durante meia década, devolvendo o país à condição de escassez profissional da qual Dilma o tentou retirar”, afirmou.

O parlamentar acredita que Mendonça, que ontem foi vaiado em um cinema no Recife num evento que promoveu como ministro, “é um testa de ferro do setor privado da educação no Brasil, que coloca a pasta a serviço de interesses escusos, que enchem o bolso dos empresários e prejudicam toda a população”.

O senador avalia que o ministro terá mais dificuldades na sua missão de exterminar o Mais Médicos, tendo em vista a decisão do STF. Para o líder da Oposição, a Corte estabeleceu um marco legal para assegurar a total juridicidade e correção do programa e, mais do que isso, demostrou que Dilma estava certa quando contrariou interesses políticos e de entidades de classe para agir em favor da população.

“É uma expressiva vitória de um programa que levou assistência básica à saúde de mais de 70 milhões de brasileiros em todo o território nacional, com a distribuição de mais de 11 mil profissionais levados até mesmo a distritos indígenas longínquos”, declarou.

Humberto lembrou que o acordo internacional firmado pelo Brasil com Cuba por meio da Organização Pan-americana de Saúde garantiu a vinda de mais de dez mil profissionais cubanos em caráter humanitário “e, não à toa, houve grande resistência das entidades de classe, que pensaram mais no corporativismo do que na assistência aos mais pobres”.

“Eles foram satanizados, discriminados, hostilizados da forma mais odiosa possível desde a chegada ao país nos aeroportos até o desempenho das suas funções nos locais para onde foram designados. Hoje, depois de um belo trabalho, são um sucesso para o povo”, resumiu.

Mendoncinha faz papel de coveiro do Mais Médicos, diz Humberto

 

Humberto: o DEM, partido de Mendoncinha, fez de tudo para acabar com o programa, responsável pela vinda de mais de 10 mil médicos estrangeiros, muitos dos quais cubanos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: o DEM, partido de Mendoncinha, fez de tudo para acabar com o programa, responsável pela vinda de mais de 10 mil médicos estrangeiros, muitos dos quais cubanos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Defensor do Mais Médicos desde o seu início, programa criado no Governo Dilma que levou milhares de profissionais a lugares do país que jamais contaram com assistência e expandiu o número de vagas de graduação em medicina, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou, nesta terça-feira (21), o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), por ter proibido a abertura de novos cursos no Brasil pelos próximos cinco anos.

O senador afirmou que, com a medida, o ministro foi promovido de função, passando de demolidor de programas sociais, como o FIES e o Ciência sem Fronteiras, para o cargo de coveiro do Mais Médicos, responsável por deslocar profissionais para favelas, aldeais, quilombos e comunidades isoladas.

“Esse Mendoncinha Mãos de Tesouras é um gênio da educação. Não abrir mais vagas em cursos de medicina significa das duas, uma: ou vamos passar o resto da vida dependendo de Cuba para inserir médicos em locais que nunca tiveram ou então vamos mandar os cubanos embora e voltaremos ao tempo em que o povo só via médico pela televisão”, declarou.

Usando de ironia, o parlamentar questionou a “genialidade” do ministro que segue atendendo interesses corporativos em detrimento da população. “É uma vergonha que seja um ministro do Estado de Pernambuco. Mas vamos resistir a isso. Nem o brasileiro mais pessimista acreditaria que, em um ano e meio de golpe, o Brasil seria dirigido por verdadeiras máquinas destruidoras do serviço público como essas que estão aí”, disparou.

O líder da Oposição observou que a suspensão de novos cursos de medicina por cinco anos é inamissível em um país que apresenta déficit de mais de 50 mil médicos como o Brasil, onde a presidenta Dilma teve que intervir rapidamente para garantir atendimento médico justo a 70 milhões de brasileiros.

O parlamentar lembrou que o DEM, partido de Mendoncinha, fez de tudo para acabar com o programa, responsável pela vinda de mais de 10 mil médicos estrangeiros, muitos dos quais cubanos.

“Muitos hidrófobos diziam por aí que eles iriam matar os pacientes. E o que, de fato, houve? Houve um êxito total do programa, aprovado por quase 90% da população, com redução sensível de doenças. Enquanto trabalhávamos com profissionais de outros países, nós investimos na formação dos nossos, autorizando a abertura de novas faculdades para formar mais médicos. E, agora, Temer e Mendonça estrangulam o programa e impedem esse avanço”, observou.

O líder da Oposição entende que o governo realiza um galopante desmonte do país para fazer acenos ao mercado e ao capital estrangeiro e que o ataque a direitos sob o pretexto da modernidade é a venda descarada do futuro do povo para favorecer os mais ricos.

“É essa a sangria que nós temos que estancar por meio do voto que mande Temer e seus aliados para o lixo da história, que é o lugar que bem lhes cabe”, finalizou.

PT elege educação como grande desafio para 2018, analisa Humberto

Depois de encontro com Lula, líder da Oposição fala em reerguer educação e culpa Mendonça por desmonte na área. Foto: Roberto Stuckert Filho

Depois de encontro com Lula, líder da Oposição fala em reerguer educação e culpa Mendonça por desmonte na área. Foto: Roberto Stuckert Filho

Frear o desmantelo promovido pela gestão de Michel Temer e do ministro Mendonça Filho (DEM) e reerguer os projetos sociais de resultado na área de educação são alguns dos principais desafios do PT para as eleições do ano que vem. A avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), foi feita depois de um grande encontro sobre o tema realizado nessa segunda-feira (9), em Brasília, com a presença do ex-presidente Lula.

Para Humberto, o partido tem experiência de sobra para apresentar aos brasileiros uma proposta que preserve as conquistas alcançadas em 13 anos de gestão e aponte novos avanços. “Nós fomos o governo que construiu 422 escolas técnicas, 18 universidades federais e 173 novos campi universitários. Fizemos em uma década o que eles não fizeram em 500 anos”, afirmou o líder da Oposição no Senado. “Agora, é hora de assegurar o que fizemos e criar programas adequados aos futuros desafios.”

Humberto Costa ressaltou que, com o Enem e programas como o ProUni e o Fies, os governos de Lula e Dilma permitiram o acesso de mais de 7,1 milhões de estudantes em instituições de ensino superior em todo o país, muitos dos quais os primeiros de suas famílias a ingressarem numa universidade. “O que nós vemos hoje, no entanto, é o Fies dilacerado, é o ProUni encolhido, é o Ciência sem Fronteiras extinto, são as universidades públicas asfixiadas e à beira da privatização. Temer escolheu Mendonça Filho a dedo para o Ministério da Educação, com a finalidade de dar a ele a tarefa de devolver o Brasil à condição de curral que o DEM sempre apreciou desde os tempos da ditadura”, explicou.

Para o senador, o PT elegeu a educação como um dos carros-chefes para voltar a governar o Brasil porque não há dúvida de que é por meio dela que a juventude pode se capacitar, ingressar e expandir um mercado de trabalho mais qualificado e, consequentemente, elevar os padrões de renda e consumo da sociedade. “Um país que quer ser grande não estrangula a educação, a pesquisa, a ciência, a tecnologia e a inovação como Temer e Mendonça estão fazendo. Eles, aliás, congelaram os investimentos em educação pelos próximos 20 anos. Assim que voltarmos à Presidência da República com Lula, nosso primeiro ato vai ser revogar essa calhordice”, garantiu o senador.

Ministros foram feitos de palhaços ou mentiram para Pernambuco?, questiona Humberto sobre Hemobrás

Humberto pediu explicações formais de Barros ao Senado e vai acionar o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto pediu explicações formais de Barros ao Senado e vai acionar o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
A semana começou complicada para o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR). Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) resolveu pedir explicações formais sobre o que considera novo ataque à fábrica da Hemobrás em Pernambuco. E aproveitou para, da tribuna da Casa, criticar os ministros pernambucanos que haviam dito, ao lado de Barros, que a questão da Hemobrás havia sido resolvida.

“Eu pergunto: Vossas Excelências foram feitos de palhaços por um colega ou sabiam dos planos dele e, mesmo assim, mentiram para os pernambucanos?”, questionou o senador. Em julho, Ricardo Barros tentou intermediar um acordo para a construção de uma unidade de produção de Fator VIII Recombinante na cidade de Maringá, no Paraná, seu reduto eleitoral.

Com a reação da bancada pernambucana, o Palácio do Planalto quis evitar prejuízos políticos e mandou que Barros procurasse uma saída honrosa para o tema. Ele reuniu os ministros pernambucanos Mendonça Filho (DEM), da Educação; Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, e Fernando Filho (PSB), de Minas e Energia, para anunciar que havia tirado a questão de pauta.

Na última semana, no entanto, Humberto denunciou uma nova investida de Barros, que foi publicada no Diário Oficial do Governo do Paraná, comandado pelo PSDB. Um acordo de transferência de tecnologia entre um instituto daquele Estado e a empresa Octopharma prevê um projeto de transferência de tecnologia para o fracionamento e inativação viral do plasma sanguíneo e produção do Fator VIII Recombinante não modificado em células humanas para obtenção de hemoderivados e hemocomponentes. O acordo é similar ao anterior e tem a intermediação do Ministério da Saúde.

“Na prática, ele retoma o que disse que não ia fazer e inviabiliza a Hemobrás em Pernambuco porque não hå mercado suficiente para duas fábricas dessa natureza no país. É um ato desonesto, canalha, desavergonhado, bem típico desse governo”, critica o líder da Oposição. Humberto está rearticulando a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Hemobrás, coordenada pelo deputado João Fernando Coutinho (PSB), para barrar essa nova investida do ministro da Saúde.

Paralelamente, pediu explicações formais de Barros ao Senado e vai acionar o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal para que as duas instituições, que haviam desaconselhado as movimentações do ministro sobre a nova fábrica, acompanhem o caso de perto.

“Mais de R$ 1 bilhão já foram investidos na fábrica em Goiana, É inadmissível que todo esse dinheiro seja jogado no lixo para que o ministro satisfaça seu desejo de firmar um nebuloso contrato com uma empresa privada dentro da sua base eleitoral, transformando o setor de sangue humano num comércio”, avaliou Humberto Costa.

Humberto denuncia cortes de recursos para o ensino superior

 Líder da Oposição diz que ministro é covarde ao culpar reitores pela crise nas universidades. Foto: Roberto Stuckert Filho

Líder da Oposição diz que ministro é covarde ao culpar reitores pela crise nas universidades. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
O corte de R$ 250 milhões de recursos para universidades federais do Brasil no primeiro semestre deste ano levou o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), a tecer duras críticas à gestão do ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), à frente da pasta. Segundo dados do próprio ministério, o repasse para as instituições de ensino superior no primeiro semestre deste ano é menor dos últimos quatro anos.
“Há uma ação deliberada de desmonte do ensino superior público do País. Muitas instituições, aliás, já ameaçam não terminar o ano letivo por não ter condições de manter serviços essenciais como água e luz. As mãos de tesoura de Mendonça estão dilacerando o futuro de toda uma geração e acabando com as universidades deste país”, afirmou o senador Humberto Costa.
O contingenciamento dos recursos atinge 44 das 64 universidades federais do país. Entre elas, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). “Falta dinheiro para absolutamente tudo nesse governo que aí está, só não falta para o balcão de votos do Congresso Nacional. Enquanto isso, o ministro Mendonça Filho coloca a culpa da crise nas universidades, no que chama de ‘má gestão’ dos reitores das instituições. Além de ser a resposta mais covarde e conveniente que ele poderia dar, certamente ela não é crível. Quer dizer que todos os reitores são incompetentes, só quem presta é o ministro?”, questionou Humberto.
Humberto também lembrou o legado dos governos Lula e Dilma na área do ensino superior. “Os governos de Lula e Dilma criaram três vezes mais escolas técnicas do que nos cem anos anteriores e bateram recorde no ensino superior. Em 13 anos de gestão do PT, criaram mais de 20 universidades federais e de 200 campi. É muito triste perceber que, em tão pouco tempo, um governo como esse coloca a perder tudo o que foi investido na educação”, afirmou.

Temer está mantando o ensino superior de inanição, dispara Humberto

O senador também lembrou que o desenvolvimento de pesquisas também está ameaçado. Foto: Roberto Stuckert Filho

O senador também lembrou que o desenvolvimento de pesquisas também está ameaçado. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Na Bahia, onde acompanhou a abertura da caravana pelo Nordeste com o ex-presidente Lula na noite dessa quinta-feira (17), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), atacou duramente o contingenciamento de recursos que atinge as universidades federais determinado pelo presidente Michel Temer (PMDB) e seu ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE). Para Humberto, as instituições terão dificuldades para se manter e enfrentam o risco de um colapso generalizado já neste ano.

Muitas das universidades já ameaçam não terminar o ano letivo por conta das dificuldades financeiras que têm enfrentado. Segundo o líder da Oposição no Senado, há um claro sucateamento das instituições.
Algumas unidades de ensino afirmam não ter recursos sequer para pagar serviços essenciais, como água e luz. “Temer quer acabar com a educação pública. De mãos dadas com o ministro Mãos de Tesoura, Mendonça Filho, praticam um desmonte do ensino superior jamais visto. Querem matar por inanição aquilo que é o combustível para um país melhor: o ensino”, afirmou Humberto Costa.

Em março, o governo de Michel Temer anunciou o contingenciamento de R$ 4,3 bilhões do Ministério da Educação. Os cortes atingiram diretamente as universidades. Entidades como a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal de Goiás (UFG) já informaram publicamente que estão com sérias dificuldades para manter as portas abertas.

“A falta de investimento na educação tem um objetivo claro: quanto menos massa crítica, menos informação as pessoas tiverem, melhor para essa quadrilha que segue assaltando o Brasil. Eles querem mesmo uma massa alienada que não consiga perceber o disparate de um governo que torra bilhões para comprar o silêncio de parlamentares, mas que nega centavos para se investir em educação”, denunciou Humberto.

O senador também lembrou que o desenvolvimento de pesquisas também está ameaçado. Cerca de 100 mil bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) podem ficar sem receber já agora em setembro. “É um desmonte em cima do outro. Tudo que conseguimos avançar na Educação nos governos de Lula e Dilma, esta gestão Temer está tirando numa velocidade avassaladora”, avalia Humberto.

 

Cortes de Temer ameaçam funcionamento de serviços essenciais, alerta Humberto

Humberto: falta dinheiro para absolutamente tudo neste país, menos para comprar os votos de parlamentares no Congresso nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: falta dinheiro para absolutamente tudo neste país, menos para comprar os votos de parlamentares no Congresso nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O risco iminente de paralisação de vários serviços essenciais do governo federal levou o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), a elevar o tom das críticas à gestão de Michel Temer (PMDB). Com um déficit primário de R$ 139 bilhões, até agora, a gestão peemedebista tem tido dificuldades para cumprir a meta fiscal deste ano e já anunciou novos cortes de R$ 45 bilhões. Alguns serviços já estão sendo paralisados por falta de recursos e órgãos federais já estão com dificuldades para pagar contas como água, luz, limpeza e segurança.

“Quando foi dado o golpe falaram que fariam um governo de salvação nacional. Mas a verdade é que estavam interessados em salvar apenas a própria pele. Falta dinheiro para absolutamente tudo neste país, menos para comprar os votos de parlamentares no Congresso nacional. Só para os ministros tucanos, sócios deste desgoverno, foram liberados R$ 19,2 milhões em emendas empenhadas entre junho e julho. Mas dinheiro para pagar a conta de luz das universidades, não tem”, afirmou o senador Humberto Costa.

Este ano, as universidades federais tiveram o orçamento deste ano reduzido em 11,4%, em relação a 2016. E para piorar, dos R$ 7 bilhões que seriam gastos no ensino superior, R$ 2,4 bilhões foram contingenciados. Algumas instituições já anunciaram que só têm recursos disponíveis para bancar as despesas básicas até agosto. “Mendonça Filho, também conhecido como ministro mãos de tesoura, vai entrar para a história com uma triste marca. Nunca, em tão pouco tempo, se viu tamanha deterioração do ensino público deste País, com unidades ameaçando fechar por falta de recurso”, afirmou Humberto.

Além do funcionamento das universidades públicas, outros serviços estão ameaçados. A operação de distribuição de água no Nordeste para municípios também foi afetada. Os recursos disponíveis para o serviço se esgotaram em julho deste ano. “Mais uma vez, o Nordeste é prejudicado por este governo ilegítimo de Temer. Cortar a distribuição de água a municípios que sofrem com a seca é mais do que uma amostra da incompetência deste governo. É crueldade”, afirmou Humberto.

Humberto vê descaso na educação e critica paralisação de obras

Humberto: Estão acabando com a política de expansão do ensino . Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Estão acabando com a política de expansão do ensino . Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O líder da Oposição, Humberto Costa (PT-PE), atribuiu ao ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), a responsabilidade pelo atraso na execução de obras relacionadas a equipamentos educacionais em todo o Brasil. Segundo relatório divulgado com base no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mais da metade dos projetos da pasta está parada ou ainda não teve início. Entre as ações que aguardam na fila para execução, está a construção de novos prédios escolares e creches.

“O ministro mãos-de-tesoura segue honrando o alcunha que lhe deram: é bom para cortar. Mas, para construir, concluir, edificar, não tem competência. Estão acabando com a política de expansão do ensino e, consequentemente, enterrando o futuro de milhares de crianças que seguem esperando por equipamentos públicos de qualidade para poderem ter direito a um país melhor. A gente sabe que, sem educação, não se muda nada no Brasil. Acho que é este mesmo o objetivo dos que estão no poder hoje”, afirmou Humberto.

O senador ainda defendeu o legado dos governos de Lula e Dilma na área da educação. “Com Lula e Dilma, houve uma preocupação imensa com a ampliação das ofertas de ensino no país. Foram construídas mais de 400 escolas técnicas e cerca de 20 universidades federais, isso sem falar em programas como o ProUni e o Fies. No governo Temer, essa política de desenvolvimento da educação está morrendo de inanição pelas mãos perversas de Mendonça”, avisou Humberto.

Segundo os dados do Simec, 14 mil creches deveriam ser construídas pelo governo federal, mas só 47% delas estão em execução. “O governo Dilma sabia que havia uma grande demanda por creches, tanto que desenvolveu um programa especificamente para isso, o Proinfância. Só 25% das crianças com idade até quatro anos estão matriculadas em instituições deste tipo. Mas, infelizmente, um golpe político depôs a presidenta antes que ela conseguisse tirar boa parte das obras do papel. Agora, com este governo ilegítimo, o que a gente vê é um descaso completo com a educação. E a demora na execução desses projetos é a prova disso”, afirmou.

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