Minas Gerais

Lançamento de pré-candidatura em Minas confirma Lula como nome do PT, afirma Humberto

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Líder em todas as pesquisas de intenção de voto à Presidência da República, Lula terá sua pré-candidatura lançada na próxima sexta-feira (8), em Contagem (MG), em grande evento suprapartidário que contará com a participação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE). Uma vaquinha virtual foi lançada, nesta terça-feira (6), para arrecadar recursos “rumo ao terceiro mandato de Lula”.

Segundo Humberto, o lançamento da pré-candidatura em Minas Gerais está sendo organizado pelo PT, mas terá caráter multipartidário porque reunirá todos aqueles que defendem a democracia e querem eleições livres, em que todos os que desejem possam delas participar.

“Lula tem hoje, sozinho, mais votos do que todos os seus outros concorrentes reunidos. Está animado, disposto e preparado para aquilo que a vida lhe talhou desde que nasceu: lutar. Foi assim que o encontrei em Curitiba quando fui visitá-lo, é assim que todos o encontrarão quando ele voltar a percorrer cada pedaço de chão deste país”, afirmou.

O senador disse estar confiante de que Lula, que amanhã completa dois meses de confinamento em uma solitária, será colocado em liberdade para assumir o lugar onde os brasileiros verdadeiramente o querem: o de líder na corrida presidencial.

O parlamentar contou que a ideia é levar ao povo brasileiro a mensagem de que a pré-candidatura de Lula presidente está começando a todo vapor para que todos possam se integrar a ela e construí-la em conjunto, de mãos dadas.

Ele explica que, na vaquinha virtual, com o mínimo de R$ 10, o interessado já “poderá ajudar o Brasil a sair da crise, retomar os empregos, reduzir a pobreza, acabar com a fome e ter de volta todos os programas sociais que revolucionaram a nossa realidade”.

“Quero levar aqui a nossa mensagem de esperança aos brasileiros pelo lançamento da pré-candidatura do maior líder político deste país, pela confiança na sua liberdade e pela absoluta certeza da sua vitória, em razão do exercício da liberdade dos brasileiros de poderem votar em Lula de novo para presidente da República”, declarou.

No discurso, o líder da Oposição ainda criticou alguns institutos de pesquisa que, em sua visão, cometem a aberração de desconsiderar Lula como candidato. Segundo ele, isso não fragiliza a posição do PT, mas deslegitima as próprias sondagens, porque elas perdem credibilidade ao retirar o nome do mais bem colocado pré-candidato à Presidência.

Humberto espera que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF) apreciem os recursos apresentados pela defesa de Lula para a sua soltura, nessa terça-feira (5), na mesma velocidade com que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) foi célere para “sentenciar e condenar um homem inocente”.

 

Veja o discurso do senador na íntegra:

Forças Armadas têm de ocupar fronteiras para impedir entrada de armas e drogas, e não favelas, diz Humberto

 Segundo Humberto, os militares deveriam trabalhar, ostensivamente, na fronteira do país para evitar a entrada de armas e drogas, principal causa dos problemas de segurança pública. Foto: Roberto Stuckert Filho


Segundo Humberto, os militares deveriam trabalhar, ostensivamente, na fronteira do país para evitar a entrada de armas e drogas, principal causa dos problemas de segurança pública. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Após se reunir com os governadores do Acre, Tião Viana (PT), e de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), nesta terça-feira (20), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que a intervenção federal no Rio de Janeiro, com a entrada das Forças Armadas em favelas e locais de risco, está longe de ser a medida adequada.

Segundo Humberto, os militares deveriam trabalhar, ostensivamente, na fronteira do país para evitar a entrada de armas e drogas, principal causa dos problemas de segurança pública. Ele ouviu os relatos dos governadores e reforçou a ideia de que o crime organizado é amplo e se aproveita da fragilidade da fronteira, especialmente a seca.

Para o senador, as organizações criminosas têm força e influência em praticamente todo o território nacional porque conseguem comprar fuzis e cocaína de países vizinhos. Com uma fronteira terrestre de quase 16 mil quilômetros, o Brasil tem limites com nove países da América do Sul.

“A situação da segurança pública no Rio e em outros estados exige uma resposta do Estado brasileiro. Mas as Forças Armadas estão no lugar errado. Os militares deveriam estar trabalhando na fronteira, por onde passa todo o material usado e comercializado pelos criminosos brasileiros, e não nas periferias. Favela não produz arma nem droga”, declarou.

O senador reiterou que a intervenção federal no estado fluminense não estava nos planos do Governo Federal e que a medida foi tomada de afogadilho, sem qualquer estudo prévio e planejamento de ação, para tentar impulsionar a imagem desgastada de Temer perante a população.

Humberto observou que, num encontro com 23 governadores de Estado, em outubro do ano passado, os ministros da Justiça e Segurança Pública; Torquato Jardim; da Defesa, Raul Jungmann; das Relações Exteriores, Aloysio Nunes; e do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, não trataram, em nenhum momento, de qualquer intervenção do tipo.

A pauta da reunião era justamente segurança pública. Numa carta, assinada por todos, eles propuseram “uma união de esforços em defesa da vida e da integridade física da população brasileira”.

O parlamentar observou que os principais pontos estavam voltados a uma “força-tarefa integrada contra a fragilidade das fronteiras, para o combate ao narcotráfico, tráfico de armas e munições” e também para “integração das atividades de inteligência e informações dos governos estaduais e federal”.

O documento diz, claramente, que seria necessário “ampliar progressivamente, nos próximos anos, a presença das Forças Armadas, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal nas fronteiras amazônicas, do Centro-Oeste e do Sul”.

“Os governadores e ministros assinaram o compromisso de ampliar o uso de tecnologia em sistemas de monitoramento, a serem compartilhados com estados e municípios e países vizinhos, e também o fortalecimento da cooperação internacional em toda a faixa de fronteira, com a participação de governos estaduais. Nenhuma linha sobre intervenção”, contou.

Caravana de Lula por Minas Gerais foi um estrondoso sucesso, comemora Humberto

Para Humberto, a população de Minas Gerais teve a oportunidade de conhecer melhor o projeto que Lula tem para fazer o Brasil voltar a crescer, com inclusão social. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, a população de Minas Gerais teve a oportunidade de conhecer melhor o projeto que Lula tem para fazer o Brasil voltar a crescer, com inclusão social. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Ao lado de Lula na noite dessa segunda-feira (30), durante ato de encerramento da caravana do ex-presidente por Minas Gerais, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), viu todo o carinho prestado pelo povo mineiro ao maior líder político do país e afirmou que a volta dele à Presidência da República é uma das últimas esperanças dos eleitores para mudar o rumo assombroso que o país está tomando.

Direto da Praça da Estação, em Belo Horizonte, Humberto declarou que a mobilização popular vista, desde o último dia 23, nas 13 cidades por onde Lula passou no Estado, o segundo maior colégio eleitoral do país, foi semelhante à registrada em agosto e setembro no Nordeste, quando esteve em todas as unidades federadas da região. Ele planeja, para os próximos meses, viajar pelo Norte e pelo Sul do país.

“Lula já afirmou que, apesar de estar com 72 anos, está com a energia de uma pessoa de 30 anos. Estamos precisando disso, neste exato momento de crise e caos em que se encontra o país, consequência do golpe aplicado sobre a presidenta Dilma e da tenebrosa gestão de Michel Temer (PMDB)”, resumiu.

Para Humberto, a população de Minas Gerais teve a oportunidade de conhecer melhor o projeto que Lula tem para fazer o Brasil voltar a crescer, com inclusão social, e também o desmonte do Estado promovido pelo atual governo, que tem prejudicado milhões de brasileiros.

Segundo o parlamentar, é nítido que os eleitores não querem a continuidade das políticas que estão sendo executadas por Temer e seus aliados do PSDB, DEM e PPS. O senador garante que a memória do povo é viva e o que ele deseja é emprego, renda e maior qualidade de vida, justamente o foco de Lula.

“O governo e seus cúmplices destruíram a legislação trabalhista e, agora, querem destruir a Previdência. Além de cortarem programas sociais importantes como o Fies, o ProUni, o Minha Casa, Minha Vida e o Farmácia Popular, eles ainda atuam contra indígenas, quilombolas e agricultores familiares. Os cidadãos estão atentos a esses desmandos e querem mudanças”, afirmou.

O líder da Oposição lembrou que Lula mandou um recado claro ao povo mineiro, ao falar que em Minas Gerais “eles mataram e esquartejaram um alferes (Tiradentes) que queria a independência do país”. “Mesmo assim, a Independência foi declarada, tempos depois, porque mataram a carne, e não a ideia. Acontece o mesmo com Lula hoje: querem tirá-lo do jogo, mas há milhões de Lulas por aí”, comentou.

A caravana de Lula por Minas começou em Ipatinga, no dia 23 deste mês, e passou por Periquito, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Itaobim, Itinga, Araçuaí, Salinas, Montes Claros, Bocaiuva, Diamantina e Cordisburgo, antes do seu encerramento, nessa segunda, em Belo Horizonte.

Humberto comemora perdão de dívidas de agricultores que sofrem com seca no Nordeste

Para o senador, a medida beneficia pequenos agricultores de fato e os retira da mira de execuções do seu patrimônio ou a cobranças em dívida ativa da União. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Para o senador, a medida beneficia pequenos agricultores de fato e os retira da mira de execuções do seu patrimônio ou a cobranças em dívida ativa da União. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Graças a emendas apresentadas pelo líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), e parlamentares do partido, a Casa aprovou, na manhã desta terça-feira (20), a Medida Provisória (MP) que beneficia pequenos agricultores do Norte e do Nordeste com a inclusão da proposta que garante o perdão de dívidas de até R$ 10 mil aos agricultores. Inicialmente, a proposta encaminhada pelo presidente Michel Temer (PMDB) ao Congresso Nacional não previa a anistia. A matéria segue, agora, para sanção.

Humberto explicou que o Senado já havia votado favoravelmente a uma MP semelhante, apresentada pela então presidenta Dilma, mas que, “lamentavelmente, o presidente à época interino vetou trechos importantes, incluindo o que garantia o perdão integral àqueles agricultores que devessem menos de R$ 10 mil”.

O parlamentar entende que, na verdade, não se trata de nenhum tipo de “perdão”, porque essa definição termina sendo mais barata do que o próprio processo de cobrança dessas dívidas e, ao mesmo tempo, permitirá que aqueles que foram mais atingidos pela seca possam ter esses recursos ou eliminar suas dívidas. Para o senador, a medida beneficia pequenos agricultores de fato e os retira da mira de execuções do seu patrimônio ou a cobranças em dívida ativa da União.

“Vamos permitir que os agricultores tenham tempo para melhorar sua condição financeira, sem, contudo, terem suas dívidas enviadas para cobrança judicial ou inscritas na dívida ativa, o que dificultaria ainda mais a sua permanência na atividade”, avalia.

Segundo ele, essa é uma política que Dilma adotou o tempo inteiro: não de beneficiar a inadimplência, mas de entender que as condições objetivas que assolaram principalmente o Nordeste, que entra agora praticamente no 6º ano de seca seguido, exige tratamento diferenciado aos seus agricultores, que são, inclusive, de natureza familiar.

“As adversidades climáticas enfrentadas pelos produtores rurais na área têm dificultado a obtenção de renda da atividade agropecuária e, consequentemente, a liquidação dos compromissos juntos às instituições financeiras. Por isso, há necessidade de medidas para readequação das dívidas decorrentes de operações de crédito rural”, diz.

Humberto aproveitou o debate da proposta no plenário para criticar as políticas fiscais de Temer que, de acordo com ele, beneficiam estados ricos em detrimento do Norte e do Nordeste. Para o líder do PT, a renegociação da dívida dos estados e os projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), por exemplo, contemplam muito mais unidades federativas como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas.

“Estamos vendo a continuidade daqueles governos que existiam antes de Lula e Dilma, que só olham para o Sul e o Sudeste. O foco deles é São Paulo e outros Estados ricos, deixando os demais em posição absolutamente secundária”, criticou.

A MP aprovada nesta terça pelos senadores autoriza a concessão de rebates para a liquidação ou para a repactuação, até 29 de dezembro de 2017, das operações de crédito rural contratadas até 31 de dezembro de 2011 pelo Banco do Nordeste, relativas a empreendimentos localizados na área de abrangência da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), com recursos oriundos do Fundo Constitucional do Nordeste.

Anastasia pedalou e causou prejuízos bilionários a Minas, diz Humberto

 Deputados mineiros entregaram a senadores do PT documentos que comprovam pedaladas de Anastasia

Deputados mineiros entregaram a senadores do PT documentos que comprovam pedaladas de Anastasia

 
Relator do pedido de afastamento da presidenta Dilma Rousseff na comissão especial do impeachment, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) cometeu diversas pedaladas fiscais, desrespeitou metas, causou prejuízos bilionários em áreas essenciais, como saúde e educação, e assinou mais de 100 decretos de suplementação orçamentária sem aval do Legislativo entre 2011 e 2014, período em que foi governador de Minas Gerais.

De acordo com o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que recebeu o material com essas constatações nesta quinta-feira (28) das mãos de deputados mineiros, os atropelos nas contas do Estado foram questionados, inclusive, pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) e desqualificam Anastasia para a função.

“O então governador Anastasia pedalou em 2012, 2013 e 2014. O trabalho dos auditores mostra que ele fez suplementação orçamentária sem aval do Legislativo, além de desrespeitar a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Ele não cumpriu a meta fiscal em todos esses anos”, disse Humberto.

Segundo ele, Anastasia, relator do golpe contra Dilma, cometeu as mesmas práticas de que acusa a presidenta. “Ela, aliás, só responde por ter editado 6 decretos orçamentários. Anastasia assinou mais de 100”, criticou. “Isso o desqualifica completamente para a função que ocupa.”

O parlamentar ressaltou que o tucano, maior aliado de Aécio Neves no partido, também não cumpriu os investimentos obrigatórios em saúde e educação quando foi chefe do Executivo mineiro. Os percentuais mínimos estão previstos em leis. Para a saúde, por exemplo, tem de ser aplicado 12% do arrecadado.

“O descumprimento das normais causou um prejuízo de R$ 8 bilhões em cada uma das áreas, em valores da época. Os técnicos do Tribunal de Contas identificaram tudo isso e fizeram diversas recomendações para corrigir as más práticas”, comentou Humberto.

Ele ainda lembrou que os governos do PSDB de Minas Gerais da última década foram alvo do TCE-MG porque listaram até vacina de cavalo como gastos de saúde. O tema foi questionado pela presidenta Dilma Rousseff durante a campanha presidencial de 2014, na qual disputou com Aécio Neves, que não respondeu a questão de maneira satisfatória.

“Vejam bem a visão tucana: vacina para cavalo como gasto de saúde. Eles criaram as cavalgadas fiscais”, afirmou Humberto. O senador também disse que o então governador Anastasia lançou mão de fundos que estavam no Banco do Brasil, entre eles de servidores, para pagamento de outras despesas, o que se contrapõe, segundo Humberto, à chamada pedalada do Plano Safra, parte da denúncia contra Dilma.

“A pedalada em Minas causou um prejuízo de R$ 7 bilhões. O Fundo de Previdência do Estado de Minas Gerais, hoje, é deficitário. Entre outros problemas, Minas Gerais ficou, durante vários anos, sem o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP)”, complementou.

Humberto observou que, como se não bastasse todas as atrocidades contra as contas do Estado, o governo de Minas ainda amordaçou a Assembleia Legislativa do Estado ao impedir a criação de dezenas de CPIs para investigar atos suspeitos cometidos pelo governo mineiro.

Erros políticos levaram a mortes em Mariana e Paris, diz Humberto

 Humberto: Paris e Mariana estão ligadas por tragédias em que vidas foram trocadas por interesses menores. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Paris e Mariana estão ligadas por tragédias em que vidas foram trocadas por interesses menores. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

As cidades de Mariana e Paris estão intimamente ligadas por tragédias em que vidas foram trocadas por interesses menores, irrigados por cifras bilionárias. A avaliação é do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), que lamentou nesta terça-feira (17), em discurso na tribuna do plenário, as mortes por conta do rompimento da barragem de Fundão em Minas Gerais e dos ataques terroristas na capital francesa.

O parlamentar cobrou uma profunda reflexão de todos que possa levar a ações positivas concretas, a fim de assegurar que o planeta e a humanidade não sejam mais submetidos a eventos trágicos dessa natureza. Para ele, os dois casos não aconteceram por acaso nem por causas isoladas, mas por uma cadeia de fatos que desembocaram nesses desastres aos quais a população assistiu aterrorizada nos últimos dias.

Humberto avalia que os ataques terroristas nas mais diversas partes do mundo são resultado de uma abordagem geopolítica mundial errada e antiga, que resulta no surgimento de guerras insanas e de novas organizações criminosas. Em relação à Mariana, o parlamentar acredita que os negócios da empresa privada na exploração do minério de ferro se sobrepuseram aos interesses do próprio homem e do meio ambiente.

“A economia e os negócios são importantes na geração de riquezas, mas, se as suas práticas não forem submetidas a regras sociais éticas e mais rígidas, vamos gerar mais destruição humana e ambiental de todos os modos”, disse o senador.

Segundo ele, não é possível aceitar ações terroristas deliberadas, assim como não é possível tolerar ações que – não sendo formalmente enquadradas como tal – possam impingir tanta dor e tanta destruição como em Mariana. “Vimos na cidade mineira uma outra face do terror com a qual nós temos que lidar no mundo atual, um terror que vitima seres humanos e também destrói nosso planeta”, afirmou.

O parlamentar ressaltou que o drama humano e ambiental provocado pelo acidente em Mariana não tem precedentes na história. “É o maior do planeta em material despejado por barragem de rejeitos de mineração, em que 62 milhões de metros cúbicos de lama desse tipo foram lançados sobre o rio Doce, provocando uma devastação aterradora”, observou.

Paris
Em nome de toda a bancada do PT, Humberto demonstrou a mais profunda solidariedade ao povo-irmão da França. Segundo ele, os atentados da última sexta-feira em Paris foram um ato de terror abominável perpetrado contra os valores mais profundos da humanidade.  ”Foi uma agressão cometida contra cada um de nós, que deve ser repelida e firmemente combatida. Mas não podemos agasalhar a ideia de que só um lado foi ferido. Não. Foi ferida toda a humanidade”, comentou.

Segundo ele, é preciso deixar de lado essa falsa polaridade entre Ocidente e Oriente, entre cristãos e muçulmanos. O parlamentar acredita que “todos nós fomos atacados em Paris, da mesma forma como somos atacados pelo drama humanitário em curso no Oriente Médio, especialmente na Síria, onde uma guerra civil insana, apoiada por uma série de potências mundiais, já tirou a vida de mais de 250 mil pessoas”.

“Não haverá um mundo seguro enquanto não houver respeito à autonomia dos povos e enquanto os interesses corporativos e geopolíticos de algumas nações prevalecerem sobre a soberania de outras, abençoando ou depondo governos quando lhes convêm”, observou.

O líder do PT avalia que as grandes potências precisam reconhecer os erros de uma política que vem “segregando, humilhando e matando milhões de seres humanos durante décadas, especialmente na África e no Oriente Médio”.

O senador pensa que a população não deve ceder ao medo nem se afastar dos princípios fundamentais da democracia. Segundo ele, o que tem de mudar é a forma como muitas potências têm agido no tabuleiro mundial. “Essa política só tem servido a que criminosos se apropriem de religiões e de povos para, em seu nome, cometer os mais horrendos crimes contra a humanidade, tentando dar a eles uma legitimidade que não têm”.

Humberto defende legado do PT na saúde e critica caos na gestão tucana

Foto: Alessandro Dantas/Liderança do PT no Senado

Para Humberto, o PT está deixando um grande legado que, frequentemente, é atacado por um conjunto de falácias mal articuladas produzidas por gente de má-fé. Foto: Alessandro Dantas/Liderança do PT no Senado

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), defendeu os avanços conquistados pelos governos Lula e Dilma na área da saúde e criticou as administrações tucanas. Em discurso na tribuna do plenário nesta terça-feira (7), o parlamentar questionou, com base em dados oficiais, a eficiência propagada pelo PSDB em estados administrados pelo partido, principalmente em São Paulo e em Minas Gerais, onde uma série de irregularidades foram reveladas ontem pelo governador Fernando Pimentel (PT).

Para Humberto, que foi o primeiro ministro da Saúde do então presidente Lula, o PT está deixando um grande legado que, frequentemente, “é atacado por um conjunto de falácias mal articuladas produzidas por gente de má-fé”.

Na avaliação do parlamentar, são várias as iniciativas que revolucionaram a saúde e beneficiaram milhões de brasileiros nos últimos 12 anos. Entre elas estão a criação do Samu, do Brasil Sorridente, da Farmácia Popular, das unidades de pronto atendimento (UPAs) e básicas de saúde (UBSs), além do Mais Médicos.

“Não são os governos do PT que estão entre aqueles que menos gastam com o SUS neste país, como mostram os dados do IBGE. Esta é um marca do PSDB, que colocou, por exemplo, São Paulo, após 20 anos de governo, na 21ª posição de aplicação em saúde pública entre os 27 Estados”, declarou.

Humberto lembrou que não foi o PT que contabilizou até vacina para cavalo como investimento no SUS, e sim alguns dos próceres tucanos quando governadores de Minas Gerais. A irregularidade foi apontada pelo Tribunal de Contas do Estado. Ele enumerou, ainda, uma lista de descasos promovidos pelo PSDB em Minas durante os governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia, ambos senadores atualmente.
“Na saúde pública, R$ 1,5 bilhão em convênios abertos e contas a pagar; quase mil leitos fechados em apenas sete anos; 123 tipos de medicamentos obrigatórios, entre eles 12 do grupo de alto risco, em falta na rede pública”, observou.

Além disso, o líder do PT afirmou que R$ 13 milhões em remédios foram parar no lixo porque estavam com o prazo de validade vencido. “Foram comprados e, por incompetência, não foram distribuídos à população. Este é o choque de gestão do PSDB, um verdadeiro choque anafilático nos serviços públicos. Um colapso de gestão, eu diria”, criticou.

Mais Médicos
Considerado um dos programas mais importantes da história do país na opinião de Humberto, o Mais Médicos, lançado em 2013, já beneficiou mais de 50 milhões de brasileiros que viviam sem assistência adequada. De acordo com o parlamentar, mais de 14,4 mil médicos já foram enviados a 3.785 municípios.

Segundo ele, só no eixo de infraestrutura, com a finalidade de expandir a rede de saúde, o Governo Federal está investindo R$ 5,6 bilhões no financiamento de construções, ampliações e reformas de 26 mil UBSs e R$ 1,9 bilhão nas construções e ampliações de 943 UPAs.

Humberto acredita que a tentativa da oposição no Congresso Nacional de querer acabar novamente com o Mais Médicos vai falhar. “Porque esse não é programa de um governo. É um programa dos brasileiros, que tem dado uma contribuição inigualável ao Brasil. E quem nunca fez nada para melhorar a vida dos cidadãos quando foi governo, não vai, agora, impedir que nós façamos”, disse.

O senador ressaltou ainda que a presidenta Dilma vai lançar, nas próximas semanas, o Mais Especialidades, um programa cuja base será uma rede de clínicas com especialistas e exames de apoio diagnóstico, particularmente em áreas como pediatria, cardiologia, ortopedia, oftalmologia, entre outras.

“É mais um grande passo em favor da saúde pública, um direito inalienável do cidadão e um compromisso dos governos do PT”, analisou.

Humberto destaca entrega de cisternas pela Codevasf

 

Foto: Codevasf

Foto: Codevasf

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, comemorou os resultados da política do Governo Federal de convivência com a seca. Em dezembro, a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) atingiu a meta da instalação de cisternas em Pernambuco e em todos os estados do Semiárido. Ao todo, foram mais 172 mil cisternas instaladas, cerca de 40 mil só em Pernambuco.

“O que o Governo Federal vem fazendo é preparando a população para conviver com o problema da falta de chuvas, trazendo qualidade de vida e fazendo com que o drama de ver pessoas sem ter o que comer e beber por causa da estiagem fique definitivamente no passado”, afirmou o senador Humberto Costa.

Além de Pernambuco, o programa atende os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Piauí e Sergipe, beneficiando cerca de 860 mil pessoas. A entrega de cisternas faz parte do programa Água Para Todos, que reúne um conjunto de ações que busca universalizar o acesso e o uso de água para consumo humano e para a produção agrícola.