Minha Casa Minha Vida

Humberto debate futuro da política brasileira no Encontro Nacional dos Vereadores em Bonito

Humberto participou da mesa de debate sobre o momento político atual do país. Foto: Asscom HC

Humberto participou da mesa de debate sobre o momento político atual do país. Foto: Asscom HC

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), participou, nessa quinta-feira (14), do Encontro Nacional de Legislativos Municipais do Brasil. O evento acontece em Bonito, no Agreste de Pernambuco, e conta com a participação de vereadores de todo o Brasil. O senador participou da mesa de debate sobre o momento político atual do país.

“Vivemos, hoje, um período dos mais difíceis para a política brasileira, em que as instituições seguem desacreditadas e o maior líder político deste país segue injustamente preso, vítima de uma das maiores perseguições políticas da história. Além disso, as medidas equivocadas tomadas pelo governo de Temer, que têm gerado miséria e caos em todo o país, estão agravando a nossa situação econômica. Temer segue acabando com projetos bem sucedidos, como o Farmácia Popular, o Ciência Sem Fronteiras e o Minha Casa, Minha Vida”, disse Humberto Costa.

O líder da Oposição citou o trabalho feito por ele e por outros parlamentares no Senado Federal contra a “privataria” do governo Temer. Ressaltou as lutas travadas em prol do Nordeste e, principalmente, na defesa da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e da Empresa Brasileira de Biotecnologia e Hemoderivados (Hemobrás).

“Em Pernambuco, estive junto com parlamentares de vários outros partidos na linha de frente de lutas importantes, como a manutenção da Hemobrás e em ações contra a venda da Chesf. É hora de também arregaçar as mangas e lutarmos juntos para tirar o país da crise econômica e social em que se encontra” afirmou o senador.

Humberto relembrou aos presentes do tempo em que foi eleito para a Câmara Municipal do Recife e destacou a importância da função dos vereadores para as cidades.

“Fui vereador do Recife e estive nesse mesmo lado que vocês estão hoje. É uma função importantíssima para os municípios e o trabalho deve ser árduo, cobrando e fiscalizando as prefeituras, além de ouvir uma parcela gigantesca da população, que, na maioria das vezes, não consegue cobrar os direitos que tem”, finalizou Humberto.

O evento teve início na última quarta e, nesta sexta, a programação começa a partir das 9h, com uma mesa de debate sobre Direitos da Natureza. O encontro encerra às 13h com a escolha da diretoria provisória da União de Vereadores do Brasil em Pernambuco (UVB-PE).

 

Trabalho infantil é retrato da volta do Brasil ao Mapa da Fome, lamenta Humberto

Humberto classifica as medidas de Temer como um rosário de crimes sem fim contra a população. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto classifica as medidas de Temer como um rosário de crimes sem fim contra a população. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Depois de esmagar os direitos trabalhistas, diminuir o Bolsa Família, Fies, ProUni, Minha Casa Minha Vida e o Mais Médicos, acabar com o Farmácia Popular e colocar o Brasil novamente no Mapa da Fome, o governo de Michel Temer (PMDB) terá de administrar mais um dado vergonhoso para o país, segundo o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE): 1,8 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos estão trabalhando.

Para Humberto, o quadro de caos completo é resultado do desmonte das políticas sociais e do Estado promovido pelo presidente golpista e seus ministros e tende a se agravar ainda mais, diante da combinação da “nefasta” reforma trabalhista, que entrou em vigor recentemente, e da Medida Provisória nº 808, enviada ao Congresso Nacional para acentuar os efeitos “perversos” do fim da CLT.

“Isso será fatal para os empregados e para a manutenção das condições mínimas de dignidade humana nesse campo. São cerca de 4,5% dos mais de 40 milhões de menores nessa faixa etária, de acordo com o IBGE, exercendo atividades irregularmente, sem qualquer proteção, carteira assinada, na completa indigência. É o chamado trabalho infantil em sua forma mais bem-acabada”, declarou.

Para o senador, é uma vergonha que, depois de ter sido condenado pela Organização Internacional do Trabalho por ter reinstituído o trabalho escravo, o Brasil passe pelo imenso constrangimento de voltar a vivenciar o drama social de crianças abandonando escolas para trabalhar, em condições subumanas, com a finalidade complementar a renda familiar. Mais de 64% dessas crianças em situação de trabalho irregular são pretas ou pardas.

“É o reflexo direto de um país que voltou ao Mapa da Fome e que teve destruída uma rede de proteção social que cuidava dos mais desvalidos e evitava que fossem tragados para o fosso da injustiça social. Mas o que nós vemos hoje é tudo sendo desmontado a passos largos”, ressaltou.

Ele lembrou que Temer está aniquilando até o Bolsa Família, ao expulsar miseravelmente pessoas em reconhecida situação de pobreza, deixando todas entregues à fome, e o Mais Médicos, desarticulando em seus pilares básicos de assistência à saúde.

O líder da Oposição classifica as medidas de Temer como um rosário de crimes sem fim contra a população. É por isso, segundo ele, que não é estranho que o Brasil siga mais esse caminho na contramão do resto do mundo, alargando o trabalho infantil, quando deveria erradicá-lo.

“Os governos Lula e Dilma tanto fizeram para eliminar esse problema vexatório, com a implantação da política do menor aprendiz. Agora, vem esse governo corrupto e golpista obrigar os brasileiros a trabalhar mais, obrigar o povo a se aposentar mais tarde para ganhar o benefício integral e quebrar direitos dos servidores públicos. É inaceitável”, criticou.

Saída do PSDB do governo é descaramento, oportunismo eleitoral e covardia, diz Humberto

Para Humberto, os tucanos são os verdadeiros criadores desse estorvo nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, os tucanos são os verdadeiros criadores desse estorvo nacional. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

Observando o fim melancólico do “corrupto” governo Temer (PMDB) antes mesmo de chegar ao seu término, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou, nesta terça-feira (7), o comportamento descarado, oportunista e covarde do PSDB, que, depois de ter colocado o peemedebista no Palácio do Planalto por meio de um golpe e se beneficiado fartamente das benesses dele, posa de bom moço agora com um possível desembarque da gestão.

Segundo Humberto, os tucanos são os verdadeiros criadores desse estorvo nacional e, desde então, mantêm quatro ministros de Estado, sendo um pernambucano (Bruno Araújo), “se alimentando nababescamente das gordas tetas públicas e garantindo cargos, emendas e verbas públicas canalizados para abastecer o ninho tucano”.

“Não venham agora querer enganar o povo brasileiro com o discurso de que parte do partido não concorda com Temer. Vocês, do PSDB, são os criadores dele e sempre apoiaram cegamente todas as pautas mais nefastas que foram enviadas a este Congresso, desde o congelamento dos investimentos em educação e saúde até a destruição dos direitos trabalhistas, que, aliás, entra em vigor no próximo sábado”, disparou.

Para o senador, a saída encontrada pelos tucanos, após quatro derrotas seguidas nas urnas para o PT, em 2002, 2006, 2010 e 2014, foi praticar uma vingança por capricho pessoal, retirando a presidenta Dilma na marra por meio de um golpe travestido de processo constitucional.

“Incendiando o país de ponta a ponta – com um grupo de pessoas iludidas atrás de um pato amarelo, que congregava subcelebridades e até ator de filme pornô – o PSDB serviu ao papel de carrasco da democracia, de principal escada para Temer subir e chegar onde chegou. Se Michel Temer hoje deve o roubo da faixa presidencial a alguém, é, sem dúvida, ao PSDB”, afirmou.

O parlamentar lembrou que é do partido a ministra que escandalizou o Brasil ao pedir salário de R$ 61 mil por mês, alegando que receber R$ 31 mil era similar a trabalho escravo; o ministro que acabou com o Minha Casa, Minha Vida para as famílias de baixa renda; e o ministro que usa a Secretaria de Governo como escandaloso balcão de feira para compra de apoio parlamentar.

Diante de tudo, Humberto avalia que o desembarque tucano é uma covardia sem fim, já que foi o PSDB que criou esse governo cretino. “Agora, os tucanos deviam, ao menos, terem a dignidade de se abraçar a ele e defendê-lo até o fim. Mas deixarão Temer no meio do caminho, sob o comando de um centrão formado por ruralistas escravocratas, fundamentalistas religiosos e defensores do uso indiscriminado de armas de fogo”, destacou.

“Querer saltar fora agora, covardemente, depois de ter metido o Brasil nesse atoleiro chamado Temer, deixando o país num rumo incerto e extremamente perigoso, é uma vergonha. Essa fatura, não tenham dúvida, vocês vão pagar com juros altos nas eleições do ano que vem. O país não se esquecerá do que PSDB cometeu”, concluiu.

Caravana de Lula por Minas Gerais foi um estrondoso sucesso, comemora Humberto

Para Humberto, a população de Minas Gerais teve a oportunidade de conhecer melhor o projeto que Lula tem para fazer o Brasil voltar a crescer, com inclusão social. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, a população de Minas Gerais teve a oportunidade de conhecer melhor o projeto que Lula tem para fazer o Brasil voltar a crescer, com inclusão social. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Ao lado de Lula na noite dessa segunda-feira (30), durante ato de encerramento da caravana do ex-presidente por Minas Gerais, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), viu todo o carinho prestado pelo povo mineiro ao maior líder político do país e afirmou que a volta dele à Presidência da República é uma das últimas esperanças dos eleitores para mudar o rumo assombroso que o país está tomando.

Direto da Praça da Estação, em Belo Horizonte, Humberto declarou que a mobilização popular vista, desde o último dia 23, nas 13 cidades por onde Lula passou no Estado, o segundo maior colégio eleitoral do país, foi semelhante à registrada em agosto e setembro no Nordeste, quando esteve em todas as unidades federadas da região. Ele planeja, para os próximos meses, viajar pelo Norte e pelo Sul do país.

“Lula já afirmou que, apesar de estar com 72 anos, está com a energia de uma pessoa de 30 anos. Estamos precisando disso, neste exato momento de crise e caos em que se encontra o país, consequência do golpe aplicado sobre a presidenta Dilma e da tenebrosa gestão de Michel Temer (PMDB)”, resumiu.

Para Humberto, a população de Minas Gerais teve a oportunidade de conhecer melhor o projeto que Lula tem para fazer o Brasil voltar a crescer, com inclusão social, e também o desmonte do Estado promovido pelo atual governo, que tem prejudicado milhões de brasileiros.

Segundo o parlamentar, é nítido que os eleitores não querem a continuidade das políticas que estão sendo executadas por Temer e seus aliados do PSDB, DEM e PPS. O senador garante que a memória do povo é viva e o que ele deseja é emprego, renda e maior qualidade de vida, justamente o foco de Lula.

“O governo e seus cúmplices destruíram a legislação trabalhista e, agora, querem destruir a Previdência. Além de cortarem programas sociais importantes como o Fies, o ProUni, o Minha Casa, Minha Vida e o Farmácia Popular, eles ainda atuam contra indígenas, quilombolas e agricultores familiares. Os cidadãos estão atentos a esses desmandos e querem mudanças”, afirmou.

O líder da Oposição lembrou que Lula mandou um recado claro ao povo mineiro, ao falar que em Minas Gerais “eles mataram e esquartejaram um alferes (Tiradentes) que queria a independência do país”. “Mesmo assim, a Independência foi declarada, tempos depois, porque mataram a carne, e não a ideia. Acontece o mesmo com Lula hoje: querem tirá-lo do jogo, mas há milhões de Lulas por aí”, comentou.

A caravana de Lula por Minas começou em Ipatinga, no dia 23 deste mês, e passou por Periquito, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Itaobim, Itinga, Araçuaí, Salinas, Montes Claros, Bocaiuva, Diamantina e Cordisburgo, antes do seu encerramento, nessa segunda, em Belo Horizonte.

Temer e Bruno Araújo aumentam déficit habitacional do país, acusa Humberto

Humberto: É um cenário de terror nas cidades, que também se repete nas áreas rurais de todo o Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: É um cenário de terror nas cidades, que também se repete nas áreas rurais de todo o Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Depois de visitar a ocupação Povo sem Medo no fim de semana, em São Bernardo do Campo (SP), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), subiu o tom das críticas em relação ao descaso do governo Temer (PMDB) com as políticas sociais, com os cortes no programa Minha Casa, Minha Vida e ao aumento do déficit habitacional no país. “É um cenário de terror nas cidades, que também se repete nas áreas rurais de todo o Brasil”, afirmou.

O senador, que prestou solidariedade às mais de oito mil pessoas que se encontram no acampamento na cidade da grande São Paulo, disse que o local é um reflexo direto do enorme desmantelamento feito pelo ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), no principal programa da pasta. Criado pelo governo Lula, o Minha Casa, Minha Vida reduziu em mais de 10% o déficit habitacional no país, especialmente para as famílias de baixa renda.

“Lula e Dilma entregaram mais de 2,5 milhões de casas com o programa, que, em 2015, teve assegurados cerca de R$ 16 bilhões no orçamento. Mas, no ano que vem, ele tem a previsão de receber zero. Essa é a política de Temer e seus prepostos para a habitação: nenhum centavo para investimentos no Minha Casa, Minha Vida”, disparou.

O parlamentar avalia que é bastante compreensível que a pressão por novas moradias aumente em todo o país, devido ao desmonte que está sendo imposto na área.

Nesta segunda-feira, dando sequência à sua Jornada Nacional de Lutas, o Movimento dos Sem-Terra ocupou a sede do Ministério do Planejamento, em Brasília, em protesto contra os absurdos cortes efetuados no processo de reforma agrária e no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Humberto ressaltou que, só nesse programa, o corte foi de 99,8% para o ano que vem, sendo que, em 2015, Dilma assegurou R$ 782 milhões no orçamento para a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares.

“Mas, para o ano que vem, estão previstos ridículos R$ 750 mil. Isso estrangula os agricultores, vai gerar uma massa de miseráveis no campo e esvaziar as mesas dos brasileiros”, prevê.

Humberto acredita que, diante de tamanho desprezo, haverá aumento da pressão dos trabalhadores rurais, pois as ameaças contra eles são muitas e violentas.

“O programa contra a seca no Nordeste e em Minas Gerais foi reduzido em 95% por esses irresponsáveis. Um governo, aliás, que expõe os trabalhadores do campo às mazelas da escravidão ao editar um decreto que inviabiliza as operações contra o trabalho escravo e levou o Brasil a deixar de ser referência no combate à escravidão pela Organização Internacional do Trabalho”, finalizou. “Voltamos à condição anterior à Lei Áurea.”

Doria
No discurso, o líder da Oposição também criticou o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que propôs distribuir ração para os pobres, que ele quer produzir com sobras de comida de qualidade duvidosa por meio de uma parceria com uma empresa privada de idoneidade igualmente duvidosa.

“Em vez de usar das nossas riquezas para produzir alimentos saudáveis, o PSDB propõe dar aos pobres um composto industrializado que agride a própria dignidade humana”, disse.

Caravana de Lula mostrou destruição de Temer, resgatou conquistas do PT e propôs um novo Brasil, avalia Humberto

 

Humberto ressaltou que o legado do PT no Nordeste e em Pernambuco, mais especificamente, é algo visível e elogiado até por opositores ao partido. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto ressaltou que o legado do PT no Nordeste e em Pernambuco, mais especificamente, é algo visível e elogiado até por opositores ao partido. Foto: Roberto Stuckert Filho

Presente no ato de encerramento da caravana de Lula pelo Nordeste em São Luís (MA), nesta terça-feira (5), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que “o maior presidente da história do país” cumpriu a sua missão nos últimos 20 dias, após percorrer mais de 4 mil quilômetros em ônibus, barco e avião e conversar com centenas de pessoas pelos nove Estados da região.

“Ele esteve frente a frente com o povo mais sofrido do nosso país, que saiu da miséria e parou de morrer de fome no período de seca graças às políticas sociais implementadas durante o seu governo e o da presidenta Dilma. A população demonstrou todo o seu carinho pela maior figura política de nossa história e acompanhou toda a sua caravana em todos esses dias. Foi emocionante”, resumiu Humberto.

Para o senador, a passagem de Lula pelos nove estados do Nordeste também foi muito importante para denunciar todo o desmonte que está sendo promovido pelo governo de Michel Temer (PMDB), incluindo cortes sumários e sem critérios no Bolsa Família, no Minha Casa Minha Vida, no ProUni, no Farmácia Popular e nas obras de transposição do rio São Francisco.

O ato de despedida de Lula se deu diante de uma multidão, com milhares de pessoas aglomeradas e ansiosas para encontrar com o ex-presidente – marca da caravana –, em frente ao Palácio dos Leões, sede do governo do Maranhão.

Humberto participou intensamente da caminhada de Lula pelo Nordeste. Ele esteve com o ex-presidente no ato de inauguração da caravana, em Salvador (BA), no dia 17 de agosto, na Bahia, no Recife e em Ipojuca e no giro que Lula fez pelo Sertão pernambucano entre as passagens pelo Ceará e o Piauí, além do ato em São Luís.

“As pessoas contaram ao presidente que a vida hoje está muito mais difícil do que na época do seu governo. Elas querem a volta de Lula porque sabem que ele foi o principal responsável pela mudança mais radical registrada no Nordeste, que melhorou a qualidade de vida do nosso povo”, disse o líder da Oposição.

Humberto ressaltou que o legado do PT no Nordeste e em Pernambuco, mais especificamente, é algo visível e elogiado até por opositores ao partido. Ele lembrou que a região sempre foi lembrada por índices calamitosos de trabalho infantil, desnutrição, evasão escolar, entre outros, mas que agora registra, por exemplo, alta taxa de jovens em faculdades.

“Mais de 20% dos jovens nas universidades do país, hoje, são nordestinos. É a primeira vez que o Nordeste passa a região Sul em número de vagas na história. Isso só para falar em educação. Com o programa Luz para Todos, levamos energia a todas as casas da região e, com o de construção de cisternas, instalamos mais de 1,1 milhão de unidades. É algo absolutamente fantástico”, comentou.

O senador avalia que Lula deve descansar nos próximos dias para, em seguida, voltar a percorrer o país em outras caravanas com o objetivo de resgatar as conquistas do PT, questionar o desmanche da gestão Temer e apontar para a construção de um novo projeto de país a partir da sua volta à Presidência da República na eleição de 2018.

 

 

Lula levará esperança ao Brasil com caravana que começa hoje no Nordeste, diz Humberto

 

Humberto: “A viagem vai levar esperança ao povo brasileiro. Lula vai sair renovado com o apoio do povo, com a conversa com as pessoas e aprender muito com realidade atual do Nordeste. Foto: Ricardo Stuckert

Humberto: “A viagem vai levar esperança ao povo brasileiro. Lula vai sair renovado com o apoio do povo, com a conversa com as pessoas e aprender muito com realidade atual do Nordeste. Foto: Ricardo Stuckert

 

Com formato semelhante à histórica “Caravana da Cidadania” feita na década de 90, o ex-presidente Lula inicia, nesta quinta-feira (17), em Salvador, uma nova caravana pelo Nordeste a fim de se aproximar ainda mais do povo da região mais carente do país, que foi beneficiado pelas políticas sociais implementadas nos 13 anos de governos do PT, mas hoje é renegado com o desmonte promovido por Michel Temer (PMDB).

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que estará ao lado de Lula hoje na Bahia e em grande parte do trajeto de 4 mil quilômetros que serão percorridos pelo ex-presidente em 25 municípios nos nove estados da região, avalia que é hora de levar esperança à população, principalmente diante do caos social que o país mergulhou sob a responsabilidade de Temer.

“Vamos denunciar, com veemência, todo o esfarelamento que acontece hoje em torno das políticas públicas, especialmente as sociais, como a exclusão sumária de mais de um milhão de famílias no Bolsa Família, programa referência para o mundo e que tanto ajuda os nordestinos”, afirmou Humberto.

Segundo ele, Lula vai conversar diretamente com as pessoas e conhecer agora, depois de ter sido presidente, os novos projetos que a região precisa para voltar ao caminho da redução das desigualdades sociais, crescimento econômico e da auto sustentabilidade.

“A viagem vai levar esperança ao povo brasileiro. Lula vai sair renovado com o apoio do povo, com a conversa com as pessoas e aprender muito com realidade atual do Nordeste. Será um aprendizado importante para que se reeleja presidente da República em 2018 e traga ao Brasil a felicidade novamente”, disse o senador.

O parlamentar ressaltou que várias medidas tomadas pelo governo Temer prejudicaram diretamente o povo sertanejo, como o fechamento de unidades do Farmácia Popular, a diminuição do Fies e do Pronatec, a redução do ritmo de execução de obras como a transposição do São Francisco e a Transnodestina, a diminuição do crédito do Minha Casa, Minha Vida e falta de prioridade nos estaleiros Atlântico Sul e Vard Promar, em Pernambuco.

Para o líder da Oposição, os projetos iniciados durante as gestões de Lula e Dilma na região andam, hoje, a passos de tartaruga porque o governo Temer deixa o Nordeste em segundo plano.

“Até a fábrica da Hemobrás eles queriam levar ao Sul. Mas nós vamos resgatar o nosso legado. Fizemos muitas coisas no Nordeste, como a transposição, a ampliação recorde de moradias, o Mais Médicos e a possibilidade de muitas famílias pobres colocar seus filhos na universidade. Vivíamos um tempo em que povo era feliz. Vamos enfatizar tudo nessa viagem”, resumiu Humberto.

Humberto rebate FHC e diz que tucanos não querem largar o osso

Humberto: Os tucanos querem justificar o injustificável e tentam fazer brasileiros de trouxas. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Os tucanos querem justificar o injustificável e tentam fazer brasileiros de trouxas. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), ironizou as declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que defendeu a permanência dos tucanos na base de Michel Temer (PMDB). O ex-presidente afirmou que, apesar de Temer sofrer acusações “quase evidentes”, é preciso o “carimbo da Justiça” para que o PSDB possa repensar sua posição.

“Os tucanos querem justificar o injustificável e tentam fazer brasileiros de trouxas. Primeiro dizem que vão largar o osso, mas estão mais agarrados nele que cachorro faminto. Ficam nesse jogo retórico, empurrando para frente, buscando de alguma forma dar sobrevida a este governo moribundo. Já teve delação, mala de dinheiro, voo em jatinho particular e até gravação. Não tem mais o que se provar contra Temer. Estão esperando o quê? Que ele seja preso?”, questionou Humberto.

O senador também fez críticas diretas ao pernambucano Bruno Araújo (PSDB), atual ministro das Cidades de Temer. “É de assustar que um dos estados que tem uma das maiores rejeições ao governo que aí está tenha tanta gente que siga mamando nas fartas tentas da administração, como o tucano Bruno Araújo, que segue agarrado ao cargo, terminando de acabar com o resto do Minha Casa, Minha Vida”, disparou o senador.

O líder da Oposição voltou a denunciar um acordão entre o PSDB e o PMDB para tentar blindar Michel Temer e Aécio Neves, presidente afastado da legenda. “Antes mesmo de Temer assumir, o líder do governo Romero Jucá já falava em um ‘grande acordo nacional’, para salvar a pele dele e desse grupo da Lava Jato. O novo entendimento entre as siglas é apenas mais um capítulo dessa triste novela de interesses escusos que segue vitimando o povo brasileiro”, afirmou.

Em Brasília, Humberto e Lula dizem que reformas de Temer agravam crise

Para Humberto, Lula deu mais uma aula sobre o que o Brasil precisa fazer para sair dessa infernal crise política em que o PMDB e o PSDB mergulharam o país. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, Lula deu mais uma aula sobre o que o Brasil precisa fazer para sair dessa infernal crise política em que o PMDB e o PSDB mergulharam o país. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Ao lado do ex-presidente Lula, na noite desta segunda-feira (24), em seminário sobre economia, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que as políticas de desmonte do Estado promovidas pelo presidente não eleito Michel Temer (PMBD) não serão capazes de tirar o país da crise e recolocá-lo nos trilhos.

No encontro em Brasília, promovido pela Fundação Perseu Abramo e pelas bancadas do PT no Senado e na Câmara, o ex-presidente foi recebido por Humberto, ao chegar ao local, e saudado com muita festa por lideranças e pela militância do partido, ao entrar no auditório. Os dois criticaram as reformas propostas por Temer.

“Muito lúcido e de bom humor, como de costume, e sem demonstrar nenhum abatimento diante de denúncias sem provas que insistentemente costumam levantar contra ele, Lula deu mais uma aula sobre o que o Brasil precisa fazer para sair dessa infernal crise política em que o PMDB e o PSDB mergulharam o país”, afirmou Humberto.

Segundo o parlamentar, as duras medidas adotadas pelo governo contra os trabalhadores e aposentados brasileiros, que atingem diretamente os mais pobres e também fragilizam a classe média, são exemplos de como o país não deve proceder para avançar.

Para ele, a história recente prova justamente o contrário, quando o Brasil cresceu como nunca justamente investindo nos mais desfavorecidos, na lógica de que os pobres do Brasil nunca foram o problema, mas sim a solução para o país.

“A fórmula criada pelo presidente Lula foi a mais simples e a mais inteligente possível, mas que era refutada por todos os governos que o antecederam: investir no povo. Enquanto o mundo sucumbia diante de uma crise mundial de proporções catastróficas, o Brasil saia do Mapa da Fome, tirando 36 milhões de pessoas que viviam abaixo da linha da pobreza e elevando mais de 42 milhões à classe média”, declarou.

Humberto disse que a presidente Dilma seguiu com uma política fortemente voltada à melhoria de vida do povo, com investimentos pesados em construção civil, por exemplo, com o programa Minha Casa, Minha Vida. Mas, de acordo com ele, a gestão da petista errou ao não identificar rapidamente, por exemplo, setores empresarias que eram beneficiados por isenções fiscais para estimular o consumo e não davam retorno esperado à economia brasileira.

“O fato é que, mesmo com falhas, havia no governo de Dilma um sentimento de total respeito a direitos e conquistas sociais. Havia um sentimento de que não era saída para qualquer crise econômica atacar os mais pobres. Todos os ajustes que fizemos na Previdência Social em 2015, por exemplo, foram para corrigir erros e coibir irregularidades, como no caso do seguro-desemprego”, ressaltou.

O senador lembrou que o governo Dilma jamais mexeu na idade mínima para a aposentadoria, no direito das mulheres a uma regra mais justa, no que estava assegurado aos trabalhadores rurais. Mas, com a derrubada da presidenta, ele avalia que um grupo tomou de assalto o poder para impor ao Brasil uma série de fórmulas cruéis e ultrapassadas, sob a alegação de que só elas podem tirar o país da crise.

“É uma mentira contada atrás da outra, quando do que o Brasil precisa mesmo é de um presidente legítimo, escolhido por meio de eleições livres e diretas, para dar credibilidade à condução do país. Com esse arremedo de governo tétrico e nefasto, nada vai avançar a não ser o desmonte de tudo o que foi construído a duras penas, ao longo de décadas, pelos brasileiros”, disparou.

Temer completa 180 dias de retrocesso absoluto no poder, diz Humberto

Humberto: Com Temer país mergulhou numa onda de retrocesso absurdo. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

Humberto: Com Temer país mergulhou numa onda de retrocesso absurdo. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

 

Exatamente seis meses depois da chegada ao poder do presidente não-eleito Michel Temer (PMDB), o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), avalia que o país mergulhou numa onda de retrocesso tão absurdo que nem no pior dos seus pesadelos ele imaginou vivenciar.

Para o senador, no entanto, o desmonte das políticas sociais, o arrocho sobre os trabalhadores e aposentados e a falta de legitimidade do governo estão sendo percebidos pela maioria do povo brasileiro, que rejeita fortemente a nova gestão. Pesquisa Vox Populi divulgada em outubro mostra que 74% da população avaliam Temer como ruim, péssimo ou regular.

“Estamos falando de um governo golpista que começou mal – sem a presença de mulheres e negros no primeiro escalão e com a divulgação de áudios que revelaram a real intenção de assumir o poder para estancar a sangria da Operação Lava Jato – e se tornou péssimo ao mexer nos programas sociais que mudaram a vida de milhões de brasileiros para melhor”, declara o parlamentar.

Humberto ressalta que o mundo também continua vendo a presença de Temer no poder com maus olhos, atribuindo-lhe a pecha de golpista, e que isso é refletido no comportamento que os chefes de Estado têm quando da sua presença em eventos no exterior.

Ele lembra que o peemedebista foi duramente criticado quando mentiu no discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas ao declarar que o Brasil recebeu mais de 95 mil refugiados de 79 nacionalidades nos últimos anos. O número oficial divulgado pelo próprio Comitê Nacional para os Refugiados, ligado ao Ministério da Justiça, é de 8,8 mil refugiados.

“Temer foi o único dos chefes de Estado dos Brics que não teve um encontro bilateral com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante a cúpula do grupo na Índia, em outubro. Isso é uma vergonha para nós, brasileiros, que tivemos a nossa autoestima elevada nos governos de Lula e Dilma diante do reconhecimento internacional do Brasil”, afirma.

O líder do PT faz questão de registrar vários dos retrocessos que marcam esses 180 dias de gestão do governo golpista, que inclui mudanças propostas por decreto ao Bolsa Família que prejudicaram milhões de famílias, corte de R$ 1 bilhão do orçamento do Pronatec para 2017 e adiamento em mais um ano da entrega da Transposição do Rio São Francisco, que já está com 90% de obras concluídas e vai beneficiar cerca de 12 milhões de nordestinos.

“É uma maldade atrás da outra. Como se não bastasse a PEC do Fim do Mundo, que congela o orçamento para os próximos 20 anos, as medidas já adotadas pelo governo prejudicam todos os avanços sociais da última década e revelam um preconceito sem limites com os pobres, quilombolas, índios e movimentos do campo”, critica

O senador lembra que, como se não bastasse, Temer ainda suspendeu a meta de contratar 2 milhões de moradias do Minha Casa, Minha Vida até 2018 e cancelou a construção de casas em Pernambuco, diminuiu o número de vagas nos cursos de graduação ofertados pelas Instituições de Ensino Superior e suspendeu contratos do Farmácia Popular, programa criado em 2004 pelo próprio Humberto quando foi ministro da Saúde no governo Lula.

Além disso, vem aniquilando com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), cortou novas bolsas de residência médica aos estudantes de medicina em 2017 e 50% do orçamento do seguro-defeso, criado com o objetivo de amparar os pescadores profissionais no período de proibição da pesca para a preservação das espécies.

“Temer conseguiu errar até na Comissão de Anistia, órgão do Ministério da Justiça responsável pela análise de casos de violação de direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988. O governo nomeou novos conselheiros, alguns ligados ao período da ditadura militar, e exonerou membros que não haviam solicitado desligamento do colegiado”, lembrou.

Humberto acredita, infelizmente, que isso é só o começo. “Quem acha que o pacote de maldades termina com a aprovação da PEC 241, agora 55, no Congresso está redondamente enganado. Está apenas começando. Primeiro, mexem com o direito à saúde, educação e assistência social. Depois, vão mexer na aposentadoria, fazer com que as pessoas trabalhem mais e ganhem menos. A classe trabalhadora também será alvo com uma reforma trabalhista que só vai atender aos patrões e acabar com conquistas como férias e décimo terceiro”, concluiu.

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