Ministério da Economia

Fim do Ministério do Trabalho é um desastre para um país com 27 milhões de desempregados e subocupados, diz Humberto

Humberto:  Essa extinção do Ministério do Trabalho está em consonância com todo o projeto já iniciado no Brasil por Temer e que será aprofundado, orgulhosamente, por Bolsonaro, a partir do ano que vem. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Essa extinção do Ministério do Trabalho está em consonância com todo o projeto já iniciado no Brasil por Temer e que será aprofundado, orgulhosamente, por Bolsonaro, a partir do ano que vem. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Crítico da reforma trabalhista de Temer, que precarizou os empregos dos brasileiros e agravou o mercado de trabalho no país, o líder da Oposição ao governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), detonou, nesta terça-feira (4), o plano de Bolsonaro de acabar com o Ministério do Trabalho e as mentiras contadas pelo presidente eleito de que reduziria a quantidade de ministérios de 29 para 15. Hoje, já são 22 pastas previstas no novo governo.

Para o senador, além de Bolsonaro voltar atrás, mais uma vez, sobre a decisão de extinguir o Ministério do Trabalho, agora está claro que áreas importantes da pasta serão distribuídas pela Esplanada. Ele acredita que isso vai trazer prejuízos imensos às funções institucionais e à própria interligação desses setores, que estarão agindo separadamente a partir de 1º de janeiro, atingindo especialmente os mais jovens e o combate ao trabalho infantil e escravo.

“Estamos diante de uma medida desastrosa para um país que amarga 27 milhões de desempregados e subocupados. Essa extinção do Ministério do Trabalho está em consonância com todo o projeto já iniciado no Brasil por Temer e que será aprofundado, orgulhosamente, por Bolsonaro, a partir do ano que vem”, declarou.

Humberto avalia que a área responsável pela emissão de registros sindicais, por exemplo, vai para a alçada do Ministério da Justiça, do juiz exonerado Sérgio Moro. Na visão do parlamentar, a mudança indica um viés preocupante de subordinar atividades sindicais à jurisdição policial. Mas ele espera que não seja mais um passo na criminalização dos movimentos sociais e na liberdade de organização, “pauta defendida por Bolsonaro e aliados”.

Outro indicativo muito ruim, segundo o senador, vem com o direcionamento que está sendo dado aos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), da ordem de quase R$ 1 trilhão. O montante será destinado à gestão do Ministério da Economia.

“Eles irão meter a mão no dinheiro dos trabalhadores para fazer novos acenos ao mercado? O patrimônio dos trabalhadores é intocável. Não pode ser utilizado para manobras fiscais, que serão realizadas, inclusive, por um ministro investigado pelo Ministério Público Federal sob acusação de fraude em fundos de pensão e para a qual Bolsonaro faz vista grossa”, ressaltou.

O parlamentar resumiu como vê a situação: são mudanças danosas porque foram pautadas por interesses ideológicos, no que tange aos sindicatos, e econômicos, em relação a essa vontade de passar nos cobres o dinheiro dos trabalhadores.

 

Assista ao discurso completo do senador:

Era Temer provoca novos golpes no bolso do trabalhador, denuncia Humberto

Humberto criticou a possibilidade de novos reajuste e disse que o governo já avalia o aumento de novos impostos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto criticou a possibilidade de novos reajuste e disse que o governo já avalia o aumento de novos impostos. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

A notícia do aumento de mais de 12% no preço do gás de cozinha levou o líder da Oposição, Humberto Costa (PT), a criticar o grande números de reajustes patrocinados pelo governo de Michel Temer (PMDB). Além do gás, só em setembro a gasolina subiu mais de 10%. Também tiveram aumentos recentemente a luz e o diesel.

“Temer está pagando uma conta muito alta para tentar salvar o seu cargo. Ele transformou a Câmara dos Deputados em um balcão de negócios e está cobrando a fatura dessas negociatas dos brasileiros, que já estão sofrendo com o desemprego recorde que também é patrocinado por este governo corrupto. É inadmissível isso”, afirmou.

O senador criticou a possibilidade de novos reajuste e disse que o governo já avalia o aumento de novos impostos. “O próprio ministro da Economia já falou sobre isso várias vezes. Já aumentaram o PIS/Cofins do combustível esse ano. Cortam recursos da saúde, da educação, da moradia e ainda querem que os brasileiros paguem mais por um serviço que só piora. Não vamos permitir”, disse o líder.