Ministério das Cidades

PSDB sai do governo, mas governo não sai do PSDB, afirma Humberto

Humberto: Aécio Neves e sua turma são os responsáveis por Temer e pela destruição do Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Aécio Neves e sua turma são os responsáveis por Temer e pela destruição do Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) ironizou o início da debandada tucana do governo Michel Temer (PMDB). O pedido de demissão de Bruno Araújo (PE) do Ministério das Cidades, apresentado nessa segunda-feira (13), foi encarado pelo petista como um “gesto clássico de oportunismo”, tomado justamente num momento de divisões internas no PSDB, de críticas da base aliada à atuação do ministro pernambucano e de derrocada política da gestão Temer.

“Bruno Araújo tinha sido convocado pela base do governo a prestar explicações na Câmara sobre sua atuação na pasta. Estava sem apoio nenhum para seguir. Além disso, tem sérios problemas em casa. Em Pernambuco, o PSDB repete o cenário do nacional: está implodindo na briga entre aqueles que seguem agarrados a Temer e os que querem se livrar desse cadáver insepulto, de olho nas eleições do ano que vem. O que ele fez foi pular do barco para tentar salvar a própria pele”, avaliou Humberto.

Para o líder da Oposição, o PSDB pode até sair do governo, mas o governo não sai do PSDB. “Aécio Neves e sua turma são os responsáveis por Temer e pela destruição do Brasil. São os responsáveis pelo congelamento dos investimentos em saúde e educação pelos próximos 20 anos. São os responsáveis pelo fim da CLT. São os responsáveis pela devolução do Brasil ao mapa da fome. Entregar os ministérios não vai apagar o que eles fizeram ao país e à democracia”, explicou o petista.

Humberto lembrou que o oportunismo tucano é tão escandaloso, que há ministros do PSDB avaliando deixar o partido somente para continuar como ministros do governo. “É óbvio que a entrega de cargos, se ocorrer, será formal. O PSDB continuará com Temer, votando com Temer, ganhando cargos, emendas e benesses para seguir na base desse governo nefasto. É um partido sem projeto para o Brasil, que está morrendo mergulhado em querelas internas”, pontou o líder da Oposição.

Temer e Bruno Araújo aumentam déficit habitacional do país, acusa Humberto

Humberto: É um cenário de terror nas cidades, que também se repete nas áreas rurais de todo o Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: É um cenário de terror nas cidades, que também se repete nas áreas rurais de todo o Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Depois de visitar a ocupação Povo sem Medo no fim de semana, em São Bernardo do Campo (SP), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), subiu o tom das críticas em relação ao descaso do governo Temer (PMDB) com as políticas sociais, com os cortes no programa Minha Casa, Minha Vida e ao aumento do déficit habitacional no país. “É um cenário de terror nas cidades, que também se repete nas áreas rurais de todo o Brasil”, afirmou.

O senador, que prestou solidariedade às mais de oito mil pessoas que se encontram no acampamento na cidade da grande São Paulo, disse que o local é um reflexo direto do enorme desmantelamento feito pelo ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), no principal programa da pasta. Criado pelo governo Lula, o Minha Casa, Minha Vida reduziu em mais de 10% o déficit habitacional no país, especialmente para as famílias de baixa renda.

“Lula e Dilma entregaram mais de 2,5 milhões de casas com o programa, que, em 2015, teve assegurados cerca de R$ 16 bilhões no orçamento. Mas, no ano que vem, ele tem a previsão de receber zero. Essa é a política de Temer e seus prepostos para a habitação: nenhum centavo para investimentos no Minha Casa, Minha Vida”, disparou.

O parlamentar avalia que é bastante compreensível que a pressão por novas moradias aumente em todo o país, devido ao desmonte que está sendo imposto na área.

Nesta segunda-feira, dando sequência à sua Jornada Nacional de Lutas, o Movimento dos Sem-Terra ocupou a sede do Ministério do Planejamento, em Brasília, em protesto contra os absurdos cortes efetuados no processo de reforma agrária e no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Humberto ressaltou que, só nesse programa, o corte foi de 99,8% para o ano que vem, sendo que, em 2015, Dilma assegurou R$ 782 milhões no orçamento para a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares.

“Mas, para o ano que vem, estão previstos ridículos R$ 750 mil. Isso estrangula os agricultores, vai gerar uma massa de miseráveis no campo e esvaziar as mesas dos brasileiros”, prevê.

Humberto acredita que, diante de tamanho desprezo, haverá aumento da pressão dos trabalhadores rurais, pois as ameaças contra eles são muitas e violentas.

“O programa contra a seca no Nordeste e em Minas Gerais foi reduzido em 95% por esses irresponsáveis. Um governo, aliás, que expõe os trabalhadores do campo às mazelas da escravidão ao editar um decreto que inviabiliza as operações contra o trabalho escravo e levou o Brasil a deixar de ser referência no combate à escravidão pela Organização Internacional do Trabalho”, finalizou. “Voltamos à condição anterior à Lei Áurea.”

Doria
No discurso, o líder da Oposição também criticou o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que propôs distribuir ração para os pobres, que ele quer produzir com sobras de comida de qualidade duvidosa por meio de uma parceria com uma empresa privada de idoneidade igualmente duvidosa.

“Em vez de usar das nossas riquezas para produzir alimentos saudáveis, o PSDB propõe dar aos pobres um composto industrializado que agride a própria dignidade humana”, disse.

Temer age contra Nordeste com apoio de ministros pernambucanos, diz Humberto

Líder do PT diz que os quatro ministros do Estado aplaudem discriminação de Temer a Pernambuco. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Líder do PT diz que os quatro ministros do Estado aplaudem discriminação de Temer a Pernambuco. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

 

Priorizado como nunca nos governos Lula e Dilma, o Nordeste voltou a ser tratado, na avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), como o patinho feio da Federação e assumiu papel secundário na gestão “golpista” do presidente Michel Temer (PMDB).

Em discurso na tribuna nesta terça-feira (20), o senador ressaltou que os estados da região, principalmente Pernambuco, não foram contemplados pelas políticas fiscais e de infraestrutura do novo governo e sofreram cortes bilionários de importantes obras que estavam previstas anteriormente – tudo com o apoio dos quatro ministros pernambucanos que ocupam a Esplanada.

São eles: Bruno Araújo (PSDB), das Cidades; Mendonça Filho (DEM), da Educação; Raul Jungmann (PPS), da Defesa; e Fernando Bezerra Filho (PSB), de Minas e Energia. Segundo Humberto, Pernambuco é uma das unidades que mais sofreu com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), lançado pela equipe de Temer esta semana e “totalmente desfavorável e discriminatório” contra o Estado.

O parlamentar ressaltou que vários projetos anunciados por Dilma, como o Arco Metropolitano, as obras nas BRs 101 e 232 e melhorias em Suape, que teriam investimentos de mais R$ 6,6 bilhões, foram sumariamente descartados, assim como a prorrogação de contratos de arrendamento ligados a portos públicos, cujo reembolso renderia ao Estado algo em torno de R$ 10,8 bilhões.

“Pernambuco teria concessões para dois terminais de contêineres e dois terminais de granéis minerais. De nove aeroportos que teriam investimento no nosso Estado, a tesourada de Temer levou sete, cortando R$ 180 milhões em recursos para ampliação de unidades regionais”, lembrou.

O líder do PT observou que, na administração Dilma, Pernambuco dispunha de tratamento igualitário por parte do governo federal. “Agora, vemos esses quatro senhores do golpe representantes do Estado assistirem, impávidos, ao desmonte das políticas de redução de desigualdades que eram a tônica dos governos do PT”, lembrou.

Pior do que isso, segundo Humberto, é ver os ministros pernambucanos – que já ganharam apelidos curiosos pela atuação considerada “pífia” à frente das pastas, como o “mãos de tesoura” atribuído a Mendonça – não darem uma palavra e ainda aplaudirem efusivamente as ações maléficas adotadas pelo governo “ilegítimo” ao qual pertencem.

“A guilhotinada nos investimentos que estavam previstos para Pernambuco acontece nas barbas dos quatro que, por aderirem ao golpe, foram aquinhoados com pastas importantes e para quais, está provado no dia-a-dia, não estavam preparados”, registrou.

O líder do PT também questionou a posição do PSB-PE, que, de acordo com os jornais locais, agora começa a bater forte em Temer, “querendo se livrar dele como o diabo da cruz”. O partido foi favorável ao impeachment de Dilma e indicou o ministro das Minas e Energia para o cargo.

“Agora, acusam Temer de ser discriminatório e preconceituoso. Parece que já perceberam, em tão pouco tempo de aliança, que mesmo sendo adesistas, são nordestinos. E nordestino não é prioridade desse temerário governo. Mas o que eu quero lhes dizer é o seguinte: quem pariu Mateus, que o embale. Vocês são responsáveis por isso que está aí”, disparou.

Humberto encerrou o discurso ironizando os quatro ministros pernambucanos, aos quais deu parabéns por constatar que, como “apoiadores do golpe contra a democracia, eles também têm apoiado um golpe contra o próprio Estado”.

Bruno Araújo rejeita construção de unidades do Minha Casa, Minha Vida em Garanhuns

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Humberto Costa fez o pleito em favor do município, mas recebeu negativa de ministro tucano. Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), negou o pedido encaminhado pelo líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), para implementar uma nova etapa do Minha Casa, Minha Vida em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. Humberto havia solicitado ao Ministério que atendesse à demanda do município, mas o ministro tucano alegou que, em razão de dificuldades financeiras, sua pasta tem outras prioridades que não passam por Garanhuns.

“O governo do presidente golpista Michel Temer (PMDB) já havia abandonado a meta traçada pela presidenta Dilma de contratar 2 milhões de moradias do programa até o fim de 2018. Agora, o ministro diz que dificuldades financeiras irão impedir a construção de novas casas em Pernambuco. E a população sai perdendo, mais uma vez. É um governo de retrocessos sociais inadmissíveis”, afirmou.

Humberto enviou um ofício ao Ministério das Cidades em 15 de junho deste ano, atendendo a um pleito da Câmara Municipal da cidade pernambucana, que solicitava a implantação de nova etapa do Minha Casa Minha Vida em Garanhuns e ainda a criação de um programa habitacional específico aos servidores públicos municipais.

“A população mais carente da cidade, que necessita de moradia para viver de forma mais digna, vai lamentar essa decisão do Ministério das Cidades, chefiado por um pernambucano. Mas vou seguir cobrando para que a execução do principal programa habitacional do país, lançado por Dilma, siga em benefício dos cidadãos brasileiros”, garantiu.

A resposta ao pedido de Humberto foi feita pela diretoria do Departamento de Produção Habitacional. Segundo a pasta, “tendo em vista o atual cenário macroeconômico do país, que impôs restrições de natureza orçamentária e financeira ao programa, a prioridade do ministério é a conclusão de empreendimento em andamento”.

Além disso, a diretoria informou que o ministério tem a intenção de “retomar obras paralisadas, razão pela qual a contratação de novos empreendimentos depende da revisão das disponibilidades em andamento no âmbito da pasta”.

Em relação ao pedido de criar uma modalidade específica direcionada a atender o funcionalismo da cidade, o órgão informou que o objetivo do programa nacional de habitação urbana é promover a produção ou aquisição de novas unidades habitacionais para famílias com renda mensal de até R$ 6,5 mil. Disse, ainda, que a seleção de candidatos a beneficiários é realizada no âmbito local, segundo as realidades particulares de cada região.

Governo Temer quer acabar com o Minha Casa Minha Vida, alerta Humberto

É muita maldade para tão pouco tempo de governo, acabar com o sonho de 2 milhões de famílias que iriam ganhar a casa própria. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

É muita maldade para tão pouco tempo de governo, acabar com o sonho de 2 milhões de famílias que iriam ganhar a casa própria. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O Governo provisório de Michel Temer vai suspender a contratação de 2 milhões de novas unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida 3, lançado pela presidenta Dilma, em março desse ano. O anúncio foi dado pelo ministro das Cidades, o pernambucano Bruno Araújo, do PSDB. A ação, contrária às conquistas adquiridas nos últimos 13 anos, ocorre logo após Bruno Araújo ter cancelado 35.606 na modalidade de construção por intermédio dos movimentos populares.

“Esse governo provisório e sem voto está acabando com o Brasil. Agora, querem destruir o maior programa de habitação que este país já teve, o Minha Casa Minha Vida. É muita maldade para tão pouco tempo de governo, acabar com o sonho de 2 milhões de famílias que iriam ganhar a casa própria”, relatou o líder do Governo Dilma no Senado, Humberto Costa.

A presidenta Dilma Rousseff anunciou o MCMV 3 em março desse ano, e previa a construção de 2 milhões de unidades, com investimentos de cerca de R$ 210,6 bilhões, sendo R$ 41,2 bilhões do Orçamento-Geral da União. Nessa terceira etapa, estavam previstas, também, a criação da faixa intermediária chamada de “Faixa 1,5” para famílias com renda até R$ 2.350,00, com subsídios de até R$ 45 mil para a compra de imóveis, de valor até R$ 135 mil.

O Minha Casa Minha Vida já contemplou mais de 2,6 milhões de famílias, beneficiando 10,5 milhões de pessoas. Além disso, outras 1,586 milhão de casas já estão sendo construídas. Já foram investidos quase R$ 300 bilhões desde 2014. Em Pernambuco, o investimento do MCMV foi de R$ 8,714 bilhões, entregando moradias para mais de 79.340 famílias.

Humberto denuncia desmonte de políticas sociais por Temer

Senador petista classificou bate-cabeça do governo interino como versão renovada de Os Trapalhões. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Senador petista classificou bate-cabeça do governo interino como versão renovada de Os Trapalhões. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Espantado com o tamanho do “pacote de misérias” já anunciado em tão pouco tempo pelos principais ministros do governo “golpista” de Michel Temer (PMDB), o líder do Governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE), subiu à tribuna nesta terça-feira (17) para denunciar o que está sendo planejado pelo que chamou de “junta provisória usurpadora do poder”.

Ponto por ponto, o senador disparou contra todos os planos já declarados pelo governo interino, classificados por ele como “nefastos”. Humberto chamou de absurda e contrária à Constituição Federal de 1988 a ideia, por exemplo, de reduzir o atendimento do Sistema Único de Saúde, conforme declaração dada hoje pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP).

Também considerou absurdo o corte de R$ 300 milhões para o Minha Casa, Minha Vida feito pelo ministro das Cidades, o pernambucano Bruno Araújo (PSDB), por meio da revogação de portaria que previa a construção de mais de 35 mil unidades habitacionais em 104 municípios de 20 Estados brasileiros.

Além disso, classificou como esdrúxula a intenção de eliminar até 30% dos beneficiários do Bolsa Família, como pretende o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra (PMDB).

“É maldade atrás de maldade, que a gente toma conhecimento de manhã e que, logo à tarde, os próprios autores ou o chefe correm para tentar desmentir e desfazer o mal-estar. A gente até acha que é uma versão renovada de Os Trapalhões que anda sendo gravada, tão grande é o bate-cabeça dentro dessa junta provisória”, declarou.

Humberto questionou que condescendência a população brasileira tem de ter com um governo que, em sendo interino, tem a proeza de, em menos de uma semana, cortar a presença de mulheres e negros nos ministérios; extinguir a Previdência Social, “jogando aposentados e pensionistas numa profunda incerteza”; acabar com o Ministério da Cultura; e colocar em risco os direitos dos índios e dos quilombolas.

“Os golpistas que tomaram o Palácio do Planalto de assalto ainda querem cobrar mensalidade em universidades públicas; desmontar órgãos de controle, como a CGU; e propor a recriação da figura do engavetador-geral da República. Isso é inadmissível”, comentou.

Para o líder do Governo Dilma, os primeiros atos do governo “golpista” de Temer se assemelham a um roteiro de filme de terror, indefensável até aos políticos que o apoiam no Senado. Ele perguntou por onde andam os defensores de Temer, que estão sumidos do plenário do Senado.
“Querem o quê? Que nós silenciemos até que todas as políticas públicas que retiraram o Brasil de um atraso secular e de uma miséria desumana sejam destruídas por completo? Não, não vamos nos calar porque não haverá transigência com o desmonte do Estado que está sendo perpetrado por esse governo golpista nefasto”, disparou.

Não à toa, de acordo com o senador, o Brasil, que chegou a uma grande dimensão mundial a partir do presidente Lula e a uma destacada atuação contra a corrupção reconhecida internacionalmente no governo da presidenta Dilma, vira agora motivo de ridicularia global.

Ele destacou uma grande reportagem publicada hoje pelo jornal New York Times que chama o Congresso Nacional brasileiro de circo, onde se encontram suspeitos de homicídio, de narcotráfico e de pedofilia, e pontua que uma Casa nestas condições morais foi a responsável pela remoção de Dilma Rousseff da Presidência da República.

Humberto parabenizou, ainda, a equipe e o elenco do filme Aquarius, do pernambucano Kleber Mendonça Filho, “forte candidato a Palma de Ouro”, que denunciaram publicamente o golpe brasileiro ao mundo no Festival Internacional de Cinema de Cannes, na França.

Governo Temer revoga construção de 35 mil moradias do Minha Casa Minha Vida, alerta Humberto

É incrível como, em tão poucos dias desse governo ilegítimo, já estamos observando um retrocesso enorme nas conquistas sociais.  Foto: Divulgação

É incrível como, em tão poucos dias desse governo ilegítimo, já estamos observando um retrocesso enorme nas conquistas sociais. Foto: Divulgação

 

Mais uma ação contrária às conquistas adquiridas durante os governos Lula e Dilma é anunciada pelo governo provisório. O ministro das Cidades, o pernambucano Bruno Araújo, do PSDB, revogou duas portarias que pela quais o Governo Dilma autorizou a construção de 35.606 unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida (MCMV), antes de ser afastada.

A medida atinge moradias de 104 municípios de 20 estados do País. Em Pernambuco, 836 construções foram canceladas nas cidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Petrolina e Lagoa do Ouro.

O ministro das Cidades revogou a portaria nº 178 que estabelecia uma série de critérios específicos para construção de habitação urbana e rural por intermédio de movimentos populares que já participavam desses empreendimentos, em todo o Brasil. A segunda portaria revogada pelo ministro tucano Bruno Araújo, a de nº 180, tratava da divulgação da lista de municípios e Estados beneficiados com unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida.

“É incrível como, em tão poucos dias desse governo ilegítimo, já estamos observando um retrocesso enorme nas conquistas sociais. Nesses últimos 13 anos, realizamos o sonho de mais de 10 milhões de pessoas com a casa própria e agora, com apenas uma canetada, mais de 35 mil famílias brasileiras foram prejudicadas”, afirmou o líder do governo Dilma no Senado, Humberto Costa.

Desde 2003, o Minha Casa Minha Vida já entregou mais de 2,6 milhões de moradias em todo o país, beneficiando 10,5 milhões de pessoas carentes. O Ministério das Cidades já investiu em obras de habitação, saneamento e mobilidade urbana mais de R$ 564,33 bilhões. Em Pernambuco, o investimento do MCMV foi de R$ 8,714 bilhões, entregando a casa própria para mais de 79.340 famílias. Se a ação de cancelamento de construção de unidades do MCMV continuar em curso, os pernambucanos perderão mais de 145 mil moradias que já estavam contratadas.

 

Humberto consegue liberação de mais R$ 4 milhões para Pernambuco

Humberto na CPI 1607

Após reuniões realizadas em alguns ministérios em Brasília com a presença de ministros e técnicos das pastas nas últimas semanas, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), conseguiu a liberação de mais R$ 4 milhões dos recursos do Orçamento Geral da União (OGU) de 2014 para ações e obras estruturadoras em Pernambuco.

Pelo menos cinco municípios do Estado serão contemplados com a verba, ainda este ano, nas áreas de saúde, infraestrutura urbana e reforma agrária. “Trata-se de um montante relevante que irá contemplar consideravelmente o nosso Estado. É verba federal que será aplicada diretamente até o dia 31 de dezembro. Temos que comemorar a liberação desses recursos nesse momento de rigor fiscal e aplicá-los em obras que sejam fundamentais para os pernambucanos”, afirma Humberto.

Ao longo do segundo semestre, o líder do PT marcou audiências com ministros e técnicos de diversos órgãos em Brasília. Em muitos desses encontros, o senador foi acompanhado de prefeitos de municípios pernambucanos para que eles também apresentassem algumas das demandas locais.

Graças ao esforço de Humberto, o Ministério da Saúde irá destinar R$ 2 milhões para a construção do Hospital Maternidade de Jaboatão dos Guararapes e o Ministério do Desenvolvimento Agrário aplicará R$ 300 mil na rubrica orçamentária de assistência técnica e extensão rural em assentamentos agrários em todo o Estado de Pernambuco.

Já o Ministério das Cidades vai investir R$ 1,7 milhão em obras de infraestrutura urbana nas cidades de Serra Talhada (R$ 500 mil) e Petrolina (R$ 500 mil), no Sertão do Estado, e Surubim (R$ 400 mil) e Garanhuns (R$ 300 mil), no Agreste.

Na última terça-feira, o líder do PT apresentou à Comissão Mista de Orçamento as suas emendas individuais e de comissão para o ano de 2015. No total, ele prevê a destinação de R$ 16,6 milhões para ações e obras em Pernambuco e mais 4,1 milhões para políticas de âmbito nacional.

Humberto Costa leva prefeitos para audiência com ministro Aloizio Mercadante

No terceiro dia de caravana em Brasília, prefeitos de Pernambuco estiveram na manhã desta quinta-feira (11/04) no Ministério da Educação. Acompanhados do senador Humberto Costa (PT/PE), os prefeitos conversaram com o ministro Aloizio Mercadante e trataram dos seus pleitos junto a técnicos da pasta. Os deputados Pedro Eugênio (PT/PE) e Fernando Ferro (PT/PE) também participaram do encontro.

Para o senador Humberto Costa, as visitas realizadas foram muito importantes para esclarecer as dúvidas dos prefeitos quanto aos programas e projetos disponibilizados pelo governo federal. Durante três dias, os prefeitos conversaram diretamente com os ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, da Saúde, Alexandre Padilha, das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, da Cultura, Marta Suplicy e da Educação, Aloizio Mercadante.

Depois da reunião no ministério da Educação, o prefeito de Machados, Argemiro Pimentel, resolveu construir novas escolas em vez de reformar aquelas existentes no município, seguindo orientação do secretário de Educação Básica do Ministério, Romeu Caputo. Ele explicou que na maioria das vezes sai mais barato e mais simples fazer novas escolas do que reformar construções antigas e com problemas.

“Todas as minhas escolas são antigas e muitas estão em situação complicada. Teria mais dificuldade em obter recursos se fosse para reformá-las”, relatou Pimentel. Durante a reunião, a demanda de vários prefeitos foi discutida. Mercadante, por sua vez, pediu da sua equipe empenho no esclarecimento e análise dos pleitos.

“Todas as audiências foram muito proveitosas. Vamos poder tocar nossa administração com mais visão, sabendo melhor o que podemos captar aqui em Brasília por meio dos ministérios. Essa disposição do senador em organizar essas reuniões foi fundamental para todos nós”, reforçou o prefeito Argemiro Pimentel.

Fonte: gabinete do senador Humberto Costa.
Fotos: João Neto/MEC.

Governo Federal deve realizar evento em Pernambuco no próximo semestre

Em caravana em Brasília, grupo de prefeitos pernambucanos se reuniu nesta quarta-feira (10/4) com os ministros das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, das Relações Institucionais, Ideli Salvatti (foto acima), e da Cultura, Marta Suplicy. Desde ontem gestores municipais do Estado fazem uma agenda intensa de conversas com ministros, sempre acompanhados do senador Humberto Costa, atrás informações sobre projetos federais e o encaminhamento de obras já em curso.

Segundo Ideli Salvatti, no segundo semestre deste ano o Governo Federal deve promover evento em Pernambuco a fim de orientar os municípios sobre como encaminhar as demandas de investimentos e projetos para o Governo Federal. Na ocasião, equipes de várias pastas virão ao estado fazer o atendimento in loco de representantes dos executivos municipais. Eventos como este já foram feitos em vários outros estados brasileiros e tem como objetivo de estreitar as relações entre os entes federados.

“Ações como essas são importantes e todos os prefeitos pernambucanos serão chamados. O Governo Federal vem trabalhando muito por Pernambuco e por todos os Estados do Nordeste. Essa é uma iniciativa que já deu certo em outros estados e vai ser muito útil aos prefeitos pernambucanos”, afirmou Humberto.

Cidades – Aguinaldo Ribeiro (foto acima), por sua vez, informou aos prefeitos sobre as ações da pasta e as possibilidades de parcerias com as prefeituras. “O ministério não é um executor, mas sim um parceiro das prefeituras”, enfatizou o ministro, que ouviu pleitos e explicou o funcionamento da pasta.

Já Marta Suplicy (foto abaixo) explicou aos gestores os principais programas disponíveis pelo Ministério da Cultura e aproveitou a ocasião para convidar todos os presentes a aderirem ao Fundo Nacional de Cultura. Segundo o prefeito de Surubim, Túlio Vieira, a adesão foi importante porque habilita o município a receber recursos para diversos projetos culturais, como cinemas, bibliotecas, museus.

Nesta quinta (11/4), o grupo de prefeitos pernambucanos tem compromisso agendado no gabinete do Ministério da Educação, com o ministro Aloizio Mercadante. Na pauta, alternativas para os municípios incrementarem os investimentos em educação.

Caravana – Nesta terça-feira (9/4), os gestores municipais tiveram encontros com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Acompanham a comitiva os deputados estaduais Isabel Cristina, Manoel Santos e Odacy Amorim. Dos representantes de Pernambuco na Câmara Federal, estiveram presentes os deputados João Paulo, Pedro Eugênio e Fernando Ferro. A iniciativa de organização das audiências foi do senador Humberto Costa.

Fonte: gabinete do senador Humberto Costa.
Fotos: (1) Ascom/SRI; (2) Luis Claudio Cicci; (3) Ines Andrade.

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