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Senado aprova relatório de Humberto que amplia produção de vacinas da Fiocruz

umberto explicou que a proposta permite que outros produtos possam ser produzidos e comercializados, dando assim uma importante contribuição ao Brasil para que consiga exercer o papel de vanguarda na área da saúde e, especialmente, no que diz respeito à vigilância em saúde.  Foto: Roberto Stuckert Filho

umberto explicou que a proposta permite que outros produtos possam ser produzidos e comercializados, dando assim uma importante contribuição ao Brasil para que consiga exercer o papel de vanguarda na área da saúde e, especialmente, no que diz respeito à vigilância em saúde. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O Senado aprovou, no fim da tarde desta quarta-feira (12), o projeto de lei relatado pelo líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), que cria condições para que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tenha a possibilidade de ampliar a sua produção de medicamentos e vacinas, principalmente contra febre amarela. A matéria segue para sanção presidencial.

De acordo com o senador, a doença era considerada erradicada, mas está reemergindo no mundo inteiro, não sendo alvo, até agora, de interesse da indústria farmacêutica. “A Fiocruz tem ampla capacidade de produção e, hoje, já é a instituição que detém a maior parte do que é produzido em termos de vacina contra a febre amarela no mundo”, ressaltou.

Humberto explicou que a proposta permite que outros produtos possam ser produzidos e comercializados, dando assim uma importante contribuição ao Brasil para que consiga exercer o papel de vanguarda na área da saúde e, especialmente, no que diz respeito à vigilância em saúde.

“A impossibilidade de a fundação atuar no apoio às atividades de produção de bens que incorpora em sua missão institucional tem acarretado graves problemas, inclusive de relacionamento junto a organismos internacionais, demandando ações urgentes, visando superar tais limitações”, resumiu.

Segundo ele, entre essas restrições, destacam-se também demandas internacionais expressivas e urgentes para a exportação da vacina contra a febre amarela. O senador observou que o país tem compromissos pactuados com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para o fornecimento de doces da vacina contra a doença.

“Há grande expectativa de maior demanda dessa vacina brasileira pelas agências no exterior. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a demanda é de 130-170 milhões de doses/ano para os próximos seis anos. A Fiocruz já foi acionada por organismos internacionais que indicam a alta expectativa quanto à manutenção e ampliação das quantidades até então compromissadas”, contou.

Humberto, que já foi ministro da Saúde, disse que a vacina da Fiocruz é um exemplo de produto de base tecnológica nacional essencial para enfrentar problemas de saúde coletiva em nível mundial, cujo atual impedimento de fornecimento seria viabilizado com a medida aprovada no Senado.

“Para além dos benefícios em saúde em escala mundial, a exportação dessa vacina garante a geração de empregos no país e, igualmente importante, favorece a entrada de divisas, o que contribui para a redução do déficit da balança comercial na área da saúde”, explicou.

Edital para contratação de médicos não preencherá vagas dos cubanos, diz Humberto

Para Humberto, Bolsonaro é hipócrita ao falar de trabalho escravo, pois o acordo do Mais Médicos no Brasil é supervisionado pela OPAS, braço da Organização Mundial de Saúde nas Américas. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, Bolsonaro é hipócrita ao falar de trabalho escravo, pois o acordo do Mais Médicos no Brasil é supervisionado pela OPAS, braço da Organização Mundial de Saúde nas Américas. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Ex-ministro da Saúde do governo Lula, o atual líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou, nesta terça-feira (20), que o edital lançado hoje pelo governo Temer para contratar 8,5 mil médicos é apenas uma fantasia para atender o presidente eleito Jair Bolsonaro. Segundo Humberto, as vagas não serão preenchidas – como nunca foram – e a medida, dessa forma, não resolverá o problema da expulsão dos profissionais cubanos gerado por Bolsonaro.

De acordo com o parlamentar, o edital para suprir a carência dos cubanos está longe de ser suficiente, pois as vagas nunca foram preenchidas, em diversas tentativas anteriores, por conta da recusa dos médicos brasileiros a ocupar as vagas em locais longínquos, como o semiárido nordestino e a região amazônica.

“Os governos do PT fizeram esse esforço: abriam edital para médicos brasileiros e as vagas nunca eram preenchidas. Nunca foi possível levar atendimento às regiões mais difíceis por recusa dos profissionais em ocupar esses postos. Faço uma aposta que o quadro permanecerá assim. Os cubanos conseguiram cumprir essa demanda com louvor, mas foram expulsos do Brasil por absurda ruptura de acordo”, afirmou.

O parlamentar fez questão de registrar que a gestão Dilma ainda tentou cobrir a falta de profissionais e ampliar a oferta deles ao aumentar o número de faculdades de medicina no país. Mas lembrou que essa expansão foi proibida no Brasil, no início deste ano, pelo então ministro da Educação Mendonça Filho (DEM-PE), que “atendeu interesses corporativos escusos”.

“O prejuízo é direto no semiárido nordestino, comunidades quilombolas, povos ribeirinhos, periferia dos grandes municípios e na região amazônica. Os distritos indígenas perderam 301 dos seus 372 médicos. Só Pernambuco perderá quase 500 médicos cubanos reconhecidos pelos excelentes serviços que sempre prestaram à população”, disse.

Humberto ressaltou que mais de 30 milhões de brasileiros serão prejudicados pelo descumprimento do acordo internacional que mantém o Mais Médicos. O senador entende que Bolsonaro tomou a bizarra decisão com base em argumentos pífios insustentáveis, disseminados pelas redes como fake news.

O líder da Oposição avalia que Cuba não rompeu o acordo nem agiu por questão ideológica, “como quer fazer crer essa turma difusora de informações falsas de Bolsonaro”. Segundo ele, se fosse movido por esses interesses, o país caribenho teria deixado o Brasil quando Dilma foi derrubada do poder por meio de um golpe.

Humberto reconheceu que, mesmo sob Michel Temer, o Estado brasileiro honrou o acordo internacional assinado. “Bolsonaro, agora, rasgou esse documento e fez o Brasil perder médicos cubanos com mais de 10 anos de formados, todos com residência em medicina geral e comunitária, sendo mais da metade com segunda especialização e 40% com mestrado. É desse capital intelectual que o Brasil está abrindo mão”, lamentou.

Para Humberto, Bolsonaro é hipócrita ao falar de trabalho escravo, pois o acordo do Mais Médicos no Brasil é supervisionado pela OPAS, braço da Organização Mundial de Saúde nas Américas. Ele garante que, se Bolsonaro tivesse realmente preocupação com o tema, não estaria pondo fim ao Ministério do Trabalho, que combate o trabalho escravo, e teria votado para abolir o último reduto da senzala brasileira, que eram os empregados domésticos sem direitos, contra os quais ele votou para impedir a extensão dos direitos trabalhistas e previdenciários garantidos a todos os demais trabalhadores.

Assista ao discurso do senador na íntegra:

Leis de Humberto fortaleceram PF em benefício da saúde do consumidor

Lei de Humberto fortaleceu o papel da Polícia Federal (PF) no combate ao mercado pirata de medicamentos.   Foto: Roberto Stuckert Filho

Lei de Humberto fortaleceu o papel da Polícia Federal (PF) no combate ao mercado pirata de medicamentos. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Considerado um dos parlamentares que mais conseguiu aprovar projetos na atual legislatura, segundo a média estabelecida pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), o líder da Oposição, Humberto Costa (PT-PE), fortaleceu o papel da Polícia Federal (PF) no combate ao mercado pirata de medicamentos.

Durante todo o mandato, o parlamentar se preocupou e trabalhou pela melhoria da qualidade dos remédios ofertados aos brasileiros. Foram três propostas que se tornaram leis, após aprovação na Câmara e no Senado e sanção presidencial, que visam combater a falsificação de medicamentos e o mau uso deles por parte dos consumidores.

A partir de uma delas, em vigor desde 2013, a PF está autorizada a apurar crimes de falsificação, corrupção e adulteração de medicamentos. Com a regra, a Polícia Federal passou a atuar de modo mais intenso no combate a esses crimes, inclusive nos processos de venda pela internet.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um em cada dez remédios vendidos em países em desenvolvimento é falso ou abaixo do padrão, o que provoca dezenas de milhares de mortes. Os números no Brasil podem ser ainda maiores, de acordo com levantamentos independentes.

Porém, graças a iniciativas como a de Humberto, a OMS citou o Brasil, em 2017, como exemplo positivo por ter liderado um grupo de trabalho de países que desenvolveu orientações para fortalecer a estrutura institucional e procedimentos que contribuíssem para o combate à produção e venda de produtos falsificados e de baixa qualidade.

Humberto chama atenção que as drogas falsas podem conter doses incorretas, ingredientes errados, ou nenhum ingrediente ativo. “Os principais medicamentos objeto de fraudes eram de disfunção erétil, anabolizantes e tratamentos indicados para obesidade, além dos medicamentos controlados”, lembrou.

Humberto também foi o responsável pela lei que obriga os fabricantes a disponibilizar bulas com letras maiores e informações mais explicativas ao público também nas embalagens. A medida estabelece normas gerais para inibir erros de administração, trocas indesejadas e uso equivocado dos itens.

Além disso, o parlamentar viu virar lei, em 2016, sua proposta que cria o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos, mecanismo que permite rastrear remédios em todo o percurso, desde a indústria farmacêutica até o consumidor final. A iniciativa ajuda a PF e outras instituições públicas a coibir a circulação de medicamentos falsificados e furtados no país.

Decisão judicial que autoriza cura gay atenta contra dignidade humana e envergonha país, diz Humberto

Humberto: A decisão judicial foi absurda e aviltante demais até para o atual momento. Foto; Roberto Stuckert Filho

Humberto: A decisão judicial foi absurda e aviltante demais até para o atual momento. Foto; Roberto Stuckert Filho

 

Um dia depois da decisão judicial que autorizou profissionais da área de saúde mental a tratarem pessoas para deixarem de ser gays, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou que o país ultrapassou o limite do obscurantismo, sob a liderança dos conservadores, e classificou a iniciativa do magistrado da 14ª Vara do Distrito Federal Waldemar Cláudio de Carvalho como um desrespeito aos direitos humanos e à ciência.

Pego absolutamente de surpresa pela decisão, assim como boa parte da população brasileira, o senador, que é ex-ministro da Saúde e médico psiquiatra, ressaltou que o Brasil vive tempos muitos estranhos. “A decisão judicial foi absurda e aviltante demais até para o atual momento”, disse.

“Nós não queremos voltar ao tempo em que a Organização Mundial de Saúde, o Código Internacional de Doenças e a Associação Internacional de Psiquiatria tratavam a homossexualidade como transtorno. Isso é de um obscurantismo sem limite”, afirmou.

Ele ressaltou que não há ninguém no mundo científico, hoje, com o mínimo de credibilidade que encare o homossexualismo como problema de doença ou caráter. Segundo o parlamentar, a identidade sexual é algo que cada um traz consigo próprio.

O líder da Oposição avalia que o preconceito é alimentado por conservadores, que fazem uso político e ideológico do tema. O senador manifestou o seu repúdio não somente ao juiz do DF, mas também ao uso que ele faz da sua ignorância, ao uso que ele faz do seu analfabetismo jurídico e pretensamente psicológico.

No fim, Humberto se solidarizou com o Conselho Federal de Medicina e com o Conselho Federal de Psicologia, que, em uma resolução própria, disse, “em alto e bom som, que nenhum profissional da área estaria autorizado a praticar um tipo de pseudotratamento para o qual não haja qualquer tipo de base científica”.

 

Senado aprova projeto de Humberto que garante Brasil Sorridente como política de Estado

O Brasil Sorridente foi criado por Humberto, quando ministro da Saúde do governo Lula. Foto: Roberto Stuckert Filho

O Brasil Sorridente foi criado por Humberto, quando ministro da Saúde do governo Lula. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Por unanimidade, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (5), projeto de lei de autoria do líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), que transforma o Brasil Sorridente, que já beneficiou mais de 80 milhões de brasileiros, em política de Estado. A matéria, terminativa, segue para análise direta da Câmara dos Deputados.

O objetivo, explica o senador, criador do programa que revolucionou o tratamento dentário no país quando foi ministro da Saúde no governo Lula (2003-2005), é garantir a continuidade do atendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as regiões e o seu funcionamento, independentemente do governo que esteja no poder.

“Até o fim dos anos 90, mais de 30 milhões de brasileiros jamais haviam ido ao dentista. Em 2004, 20% da população já haviam perdido todos os dentes e 45% não tinham acesso regular a escova de dente. Eram dados absolutamente assustadores. Hoje, a situação é bem diferente e, por isso, queremos proteger esse patrimônio”, afirma.

Humberto lembra que os atendimentos odontológicos feitos no SUS até então correspondiam a tratamentos com procedimentos simples, extrações dentárias, restaurações, pequenas cirurgias e aplicação de flúor. “Além de não conseguirem acesso a dentistas, os cidadãos ainda sofriam muito com o atendimento precário oferecido”, lamenta.

Com o programa, o Estado passou a garantir ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal dos brasileiros, entendendo que era fundamental para a saúde geral e a qualidade de vida da população. Atualmente, há 24,6 mil equipes de saúde bucal espalhadas por 5 mil municípios do país, o que representa 90% do total de cidades do Brasil. Em 2002, só havia 4,2 mil equipes.

“Graças ao Brasil Sorridente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu o Brasil entre os países com baixa incidência de cárie. É um avanço muito significativo que não pode ficar à mercê de governos corruptos e exterminadores de direitos históricos do povo, como o de Temer”, ressalta.

Humberto garante que a aprovação da proposta vai acabar com a possibilidade de ingerências políticas futuras ao conceder o devido amparo legal às ações de saúde bucal, segundo os princípios norteadores do SUS.

Segundo ele, o projeto vai afastar, definitivamente, a possibilidade de que o serviço público odontológico padeça, em qualquer local do país, “do retorno ao mais intolerável, indigno e mutilador ‘tratamento’ odontológico, que era a extração dentária”.
“Infelizmente, isso foi, por muito tempo, oferecido quase que exclusivamente na rede pública. A situação, desde 2003, quando criamos o programa, é bem diferente”, comemora.

Brasil Sorridente beneficia 80 milhões de brasileiros e completa 13 anos, comemora Humberto

Humberto: gora, nós temos 24,6 mil equipes de saúde bucal espalhadas por 5 mil municípios do país, o que representa 90% do total de cidades do Brasil. Foto: Rafael Carlota

Humberto: gora, nós temos 24,6 mil equipes de saúde bucal espalhadas por 5 mil municípios do país, o que representa 90% do total de cidades do Brasil. Foto: Rafael Carlota

 

Ministro da Saúde responsável pela criação do programa Brasil Sorridente, em 17 de março de 2004, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), comemorou os 13 anos do avanço que a política nacional de saúde bucal, que já beneficiou cerca de 80 milhões de brasileiros (39% da população), trouxe ao país. “Hoje, o Brasil não é mais o país da alta incidência de cárie, como reconhece a própria Organização Mundial da Saúde”, destaca.

De acordo com o parlamentar, primeiro ministro da área do governo do então presidente Lula, o objetivo do programa de lançar uma série de ações para a ampliação do acesso ao tratamento odontológico gratuito, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), foi alcançado com sucesso.

“Até o fim dos anos 90, mais de 30 milhões de brasileiros jamais haviam ido ao dentista. Em 2014, 20% da população já havia perdido todos os dentes e 45% não tinham acesso regular a escova de dente. Eram dados absolutamente assustadores. Hoje, a situação é bem diferente”, avalia o senador.

Humberto lembra que os atendimentos odontológicos feitos no SUS até então correspondiam a tratamentos com procedimentos simples, extrações dentárias, restaurações, pequenas cirurgias, aplicação de flúor. “Além de não conseguirem acesso a dentistas, os cidadãos ainda sofriam muito com o atendimento precário oferecido”, afirma.

Com o programa, o Estado passou a garantir ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal dos brasileiros, entendendo que era fundamental para a saúde geral e a qualidade de vida da população.

“Agora, nós temos 24,6 mil equipes de saúde bucal espalhadas por 5 mil municípios do país, o que representa 90% do total de cidades do Brasil. Em 2002, só havia 4,2 mil equipes. Ou seja, registramos um aumento de 478% na quantidade desses profissionais”, assegura.

Ele observa que os investimentos somaram mais de R$ 7,4 bilhões desde a criação do Brasil Sorridente e que, antes, não havia sequer um laboratório de prótese bucal no país. “São mais de 1,9 mil laboratórios regionais, no momento, que produzem prótese dentária neste país todos os dias”, garante.

O ex-ministro da Saúde também comemora o fato de, atualmente, existirem mais de mil centros de especialidade odontológicas espalhados em quase 900 municípios, uma marca absolutamente positiva, segundo ele.

“Os centros estão habilitados para oferecer à população serviços de diagnóstico bucal, com ênfase no diagnóstico e detecção do câncer de boca, de periodontia, cirurgia oral menor dos tecidos moles e duros, endodontia e atendimento a portadores de necessidades especiais”, explica.
Em fevereiro, preocupado com a deterioração do programa promovida pelo governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB), Humberto apresentou um projeto de lei no Senado para que o Brasil Sorridente seja estabelecido como política pública de Estado. Ele adverte que a medida é necessária para garantir a continuidade do atendimento gratuito pelo SUS em todas as regiões do país.

Avanços com o programa Brasil Sorridente, criado em março de 2004:

- Programa já beneficiou cerca de 80 milhões de brasileiros (39% da população);

- Mais de R$ 7,3 bilhões desembolsados;

- Aumento de 478% no número de equipes de saúde bucal: em 2002, havia 4.26; hoje são 24.631;

- Equipes estão em 90% dos municípios brasileiros (5.034 cidades). Em 2002, estavam em 41%;

- Mais de mil centros de especialidade odontológicas em 858 municípios;

- Há 1,9 mil laboratórios regionais que produzem prótese dentária em todo país. Antes de 2004 não havia nenhum;

- Acesso a água tratada e fluoretada passou a uma média de 15 mil novos brasileiros por dia;

- Em 13 anos, mais de 7 milhões de pessoas passaram a ter acesso a água tratada e fluoretada;

- O SUS emprega cerca de 30% dos dentistas do país: são mais de 66 mil profissionais atuando na rede pública. Em 2002, este número era de 43.205, o que significa um aumento de 50%.

Projeto de Humberto garante Brasil Sorridente como política pública de Estado

Humberto: O projeto vai afastar, definitivamente, a possibilidade de que o serviço público odontológico padeça, em qualquer parte do território pátrio, do retorno ao mais intolerável, indigno e mutilador ‘tratamento’ odontológico, que era a extração dentária. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: O projeto vai afastar, definitivamente, a possibilidade de que o serviço público odontológico padeça, em qualquer parte do território pátrio, do retorno ao mais intolerável, indigno e mutilador ‘tratamento’ odontológico, que era a extração dentária. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Autor do programa Brasil Sorridente, plano nacional de saúde bucal que representou um grande avanço no acesso da população brasileira às ações de promoção, proteção e recuperação dentária, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), propôs, no Senado Federal, que o plano seja estabelecido como política pública de Estado.

De acordo com o senador, a medida é necessária para garantir a continuidade do atendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as regiões do País.

“Estamos vendo que essa política, que beneficiou cerca de 80 milhões de brasileiros desde 2003 e é considerada exitosa pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – a entidade incluiu o Brasil entre os países com baixa incidência de cárie –, está sob ameaça do presidente não eleito Michel Temer (PMDB)”, ressaltou.

O parlamentar, que foi ministro da Saúde entre 2003 e 2005, explica que a aprovação da proposta vai acabar com a possibilidade de ingerências políticas futuras ao conceder o devido amparo legal às ações de saúde bucal, segundo os princípios norteadores do SUS.

“O projeto vai afastar, definitivamente, a possibilidade de que o serviço público odontológico padeça, em qualquer parte do território pátrio, do retorno ao mais intolerável, indigno e mutilador ‘tratamento’ odontológico, que era a extração dentária. Infelizmente, isso foi, por muito tempo, oferecido quase que exclusivamente na rede pública”, lembrou.

Para Humberto, o projeto ainda constitui justo reconhecimento ao esforço cotidiano de milhares de profissionais da saúde, e mais especificamente da saúde bucal, que “trabalham diariamente para assegurar aos brasileiros o exercício pleno do direito à saúde”.

Ele também avalia que a medida dará maior tranquilidade a todos os usuários, cidadãos e cidadãs brasileiras, e aos gestores da saúde tanto em nível federal, quanto estaduais e municipais.

“Vale ressaltar que a iniciativa expressa amplo consenso suprapartidário no Legislativo e tem o apoio, unânime, dos órgãos incumbidos da participação comunitária em saúde, conforme determina a Constituição de 1988”, observou.

Para que o plano nacional de saúde bucal se torne uma política pública de Estado, o projeto de lei terá de ser aprovado no Senado Federal e na Câmara dos Deputados e sancionado pela Presidência da República.

“O Brasil merece que a alegria do País do Carnaval ganhe expressão como sendo também um Brasil sorridente, uma nação que valoriza e promove a saúde bucal da sua gente”, comentou.

A iniciativa de Humberto conta com o apoio da Associação Brasileira de Cirurgiões Dentistas, Associação Brasileira de Odontologia, Associação Brasileira de Saúde Bucal Coletiva, Associação Nacional de Técnicos em Odontologia, Federação Nacional dos Odontologistas, Conselho Federal de Odontologia, Conselho Regional de Odontologia do Distrito Federal, Departamento de Odontologia da Universidade de Brasília e da Federação Interestadual dos Odontologistas.

A aprovação da PEC 55 poderá ser a responsável por milhares de mortes no Brasil, alerta Humberto

Humberto: o governo estará deixando as pessoas morrerem nas filas de hospitais, UTIs, além de provocar a falta de recursos para o tratamentos de câncer e outras doenças. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Humberto: o governo estará deixando as pessoas morrerem nas filas de hospitais, UTIs, além de provocar a falta de recursos para o tratamentos de câncer e outras doenças. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

 

Aprovada em primeiro turno no Senado Federal, no último dia 29, a PEC 55 poderá causar um grande estrago na área da saúde pública no País. A previsão é do líder do PT no Senado, Humberto Costa. Ele citou estudos realizados pela World Cancer Report, publicados ainda em 2014 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo os quais, em cerca de 20 anos, cerca de 22 milhões de novos casos de câncer serão diagnosticados em todo o mundo. Essa será a doença mais mortal, superando as patologias cardiovasculares e as cerebrovasculares.

“Essa PEC da Maldade pode causar a morte de milhares de brasileiros. A partir do momento que cortamos investimentos nesse setor, deixaremos de prover atendimento e medicamentos para a população. Com isso, o governo estará deixando as pessoas morrerem nas filas de hospitais, UTIs, além de provocar a falta de recursos para o tratamentos de câncer e outras doenças que necessitam de investimento alto”, alertou Humberto.

“Como poderemos atuar contra um problema desses? Apenas com investimento no tratamento direto aos pacientes, em pesquisas na área e também na implantação de novas terapias, o que acarreta em um alto orçamento que deveria ser direcionado para a saúde. Mas, se a PEC da Maldade for aprovada, isso não acontecerá, e o governo será o responsável pela morte de milhares de brasileiros”, continuou o senador que é médico e já foi ministro da Saúde.

Esse mesmo estudo alerta, também, para uma mudança de padrão do câncer. No passado, a doença era considerada de risco apenas para pessoas mais velhas, mas agora notou-se que está acometendo os mais novos também. Apesar de diversos avanços no tratamento dessa patologia, ela é considerada de alto custo. Cada nova droga injetada no mercado, tem o valor médio de US$ 10 mil e alguns tratamentos podem chegar até US$ 1 milhão.

Segundo o médico oncologista do Instituto do Câncer Mãe de Deus, localizado em Porto Alegre (RS), Stephen Stefani, a inflação das terapias oncológicas é bem mais alta que o índice da inflação que será corrigido anualmente pelo governo federal. “Para obter um medicamento vitorioso, é necessário investir até US$ 1 bilhão, porque tem de pagar a droga que deu certo e todas as outras que naufragaram no processo de investigação”, diz Stefani.

Os pacientes brasileiros têm buscado cada vez mais o Judiciário para terem acesso aos tratamentos de ponta, que ainda não estão disponíveis no SUS. Entre 2010 e 2014 os gastos do Ministério da Saúde com ordens judiciais aumentaram 500%. Só em 2015, o gasto com esses tratamentos chegaram a US$ 1 bilhão, e em todo o período ultrapassou US$ 2,1 bilhão.

“Não imagino um cenário minimamente positivo com a PEC 55 na área da saúde. E o presidente Temer será o responsável pelo assassinato de milhares de pessoas caso a PEC da Maldade seja realmente aprovada da forma que está”, asseverou Humberto Costa.

Em Washington, Humberto debate a combinação nociva entre álcool e trânsito

Humberto:  70% dos acidentes com vítimas fatais tiveram registro de ingestão de bebida alcóolica por parte dos envolvidos nos momentos que antecederam as mortes. Foto: Assessoria de Imprensa.

Humberto: 70% dos acidentes com vítimas fatais tiveram registro de ingestão de bebida alcóolica por parte dos envolvidos nos momentos que antecederam as mortes. Foto: Assessoria de Imprensa.

No segundo dia do encontro montado pela americana Georgetown University e pelo brasileiro Centro de Liderança Pública, mais de uma dezena de congressistas do país discute, nesta sexta-feira (18), na capital dos Estados Unidos, a mistura explosiva entre bebida alcóolica e direção. Convidado ao evento, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), faz uma intervenção à tarde no painel sobre segurança viária.

Segundo dados da ONG Paz no Trânsito, uma pessoa morre a cada 10 minutos no Brasil em acidentes de trânsito. Em São Paulo, 70% dos acidentes com vítimas fatais tiveram registro de ingestão de bebida alcóolica por parte dos envolvidos nos momentos que antecederam as mortes.

“Ao longo dos últimos anos, outra preocupação vem se somando a esse quadro que já era preocupante: o uso de telefones celulares por condutores enquanto dirigem. Algumas pesquisas mostram que eles têm provocado sete vezes mais acidentes do que a própria bebida alcoólica. É um dado absolutamente alarmante”, ponderou Humberto.

Durante a manhã, o evento foi dedicado às palestras do professor Robert Rogowsky, da Georgetown University, e do especialista Tony Bliss, da organização Juntos por Estradas Seguras, que mostraram a deputados e senadores brasileiros como elaborar e avaliar políticas públicas efetivas para regular o tema.

O encontro “Consumo inteligente e responsável de bebidas alcoólicas” pretende reunir agentes públicos e privados em torno da meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de reduzir em pelo menos 10% o consumo nocivo de álcool no planeta até 2025. O evento acaba na tarde deste sábado, 19.

Humberto propõe grupo parlamentar para enfrentamento ao consumo do álcool

Humberto propôs a criação de um grupo parlamentar para se dedicar especificamente ao tema no Congresso Nacional. Foto: Assessoria de imprensa

Humberto propôs a criação de um grupo parlamentar para se dedicar especificamente ao tema no Congresso Nacional. Foto: Assessoria de imprensa

 

Senadores, deputados, prefeitos, secretários de Estado e representantes de universidades, organizações sociais e iniciativa privada do Brasil e dos Estados Unidos deram início, nesta quinta-feira, em Washington, a um encontro para discutir políticas públicas mais duradouras com a finalidade de enfrentar o consumo do álcool. Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) propôs a criação de um grupo parlamentar para se dedicar especificamente ao tema no Congresso Nacional.

Pautado na meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de reduzir em 10% o consumo nocivo de bebida alcoólica em todo o mundo até 2025, o evento vai discutir, durante três dias, soluções para se alcançar a meta no Brasil. Os participantes vão se concentrar em estudos e novas práticas durante oito horas por dia para buscar saídas inovadoras ao enfrentamento do problema.

“Temos uma quadro de tragédia no nosso país. A cada 10 minutos, um brasileiro morre no trânsito em decorrência do consumo de álcool. De cada 10 leitos do SUS, sete são ocupados por uma vítima de trânsito. Precisamos mudar essa situação”, defendeu Humberto no encontro.

O senador propôs aos colegas parlamentares a instituição de um grupo permanente no Congresso Nacional para discutir leis que consigam fazer face aos desafios do consumo abusivo do álcool e ajudem o Brasil a alcançar a meta da OMS.

A principal preocupação recai sobre crianças e, particularmente, adolescentes, grupo em que o consumo da bebida alcoólica tem aumentado sensivelmente. Humberto é autor da Lei nº 13.106/15, que criminalizou a oferta, a qualquer título e em qualquer circunstância, de álcool a menores de 18 anos.

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