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Festival de asneiras do governo Bolsonaro ameaça o Brasil em diversas áreas, diz Humberto

 

 

O parlamentar também considerou um mico internacional a retirada da candidatura do Brasil a sediar a Conferência do Clima da ONU, que ocorreria no país no próximo ano. A decisão foi publicada hoje na imprensa. Foto: Roberto Stuckert Filho

O parlamentar também considerou um mico internacional a retirada da candidatura do Brasil a sediar a Conferência do Clima da ONU, que ocorreria no país no próximo ano. A decisão foi publicada hoje na imprensa. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

As seguidas bobagens ditas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e seus aliados já causam, na avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), imensos estragos, preocupação e desconforto em diversos setores do país. Para o senador, as tolices sem fim têm um imenso potencial destrutivo ao Brasil e pautam o viés ideológico da futura gestão.

Referência da direita e de Bolsonaro, o escritor Olavo de Carvalho também foi alvo, nesta quarta-feira (28), de críticas de Humberto. Depois de ter indicado os ministros das Relações Exteriores e da Educação, que acreditam que o aquecimento global é uma criação para beneficiar comunistas e que a ditadura brasileira deve ser celebrada, respectivamente, Carvalho é cotado para assumir a embaixada do Brasil nos Estados Unidos.

“O presidente eleito é um grande fã de Olavo de Carvalho, figura que tem como hobby matar ursos para comer as suas carnes e que diz que cigarro não causa câncer de pulmão, vacinação infantil mata ou endoida crianças, Pepsi é feita com células de feto abortado e a Terra não gira em torno do sol”, detonou.

Humberto, que já foi ministro da Saúde no governo Lula, ressaltou que a onda estimulada por Carvalho sobre não-vacinação, em meio à difusão de teorias absurdas e sem qualquer base científica, fez o índice de imunização no Brasil cair, em 2017, à pior taxa dos últimos 16 anos.

“Isso poderá resultar, infelizmente, no crescimento da mortalidade infantil e trazer de volta doenças erradicadas ou sob controle”, analisou.

O parlamentar também considerou um mico internacional a retirada da candidatura do Brasil a sediar a Conferência do Clima da ONU, que ocorreria no país no próximo ano. A decisão foi publicada hoje na imprensa.

Ele atribuiu a culpa a Bolsonaro e ao futuro chanceler, Ernesto Araújo, que critica o aquecimento global e o chama de alarmismo climático. O futuro ministro também já prometeu atacar o que chama de pautas abortivas e anticristãs e a imigração. “Um desastre”, diz Humberto.

Já o futuro ministro da Educação, Ricardo Rodrígues Vélez, lembra o parlamentar, já disse que o presidente eleito terá o direito de ver a prova do Enem antecipadamente para interferir diretamente na condução do seu conteúdo, que o golpe militar de 1964 deve ser comemorado e que é bobagem falar em democratização das universidades “porque nem todo mundo é chamado a fazer ensino superior”.

“É absolutamente lamentável e deprimente assistir a essa exaltação da burrice. E imaginar que, anos atrás, nós tínhamos como presidente um torneiro mecânico que foi o responsável pela construção do maior número de universidades e escolas técnicas da nossa história”, declarou o líder da Oposição.

No entendimento do senador, o país está diante de um retrocesso anunciado em costumes, em direitos políticos e direitos civis, em conquistas históricas, que precisa ser vigorosamente combatido para evitar a queda para um pavoroso obscurantismo de ideias e comportamentos. “Torço para que esse festival de asneiras não se concretize e que o país retome o seu caminho”, concluiu.

Ao Mercosul, Humberto afirma que despreparo de Bolsonaro gera instabilidade e gafes mundiais

Humberto disse ter a impressão de que o capitão reformado do Exército ainda parece estar em cima do palanque, em plena campanha eleitoral, porque segue com um discurso de ódio à oposição, estimulando a violência psicológica e física na população. Foto: Divulgação

Humberto disse ter a impressão de que o capitão reformado do Exército ainda parece estar em cima do palanque, em plena campanha eleitoral, porque segue com um discurso de ódio à oposição, estimulando a violência psicológica e física na população. Foto: Divulgação

 

Em missão oficial para participar de reunião no Parlamento do Mercosul (Parlasul), em Montevidéu, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), denunciou, nesta segunda-feira (12), o desrespeito e os ataques promovidos pelo presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), e seus familiares e aliados aos que são contrários às ideias deles.

Em discurso no plenário do Parlasul, o senador também chamou a atenção dos colegas parlamentares do maior bloco econômico da América do Sul para o visível despreparo da equipe de transição do novo governo, que já cometeu gafes internacionais com os próprios países do Mercosul, do mundo árabe e com a China.

Humberto disse ter a impressão de que o capitão reformado do Exército ainda parece estar em cima do palanque, em plena campanha eleitoral, porque segue com um discurso de ódio à oposição, estimulando a violência psicológica e física na população.

“Nós desejamos que Bolsonaro não faça o que prometeu durante as eleições, porque, se o fizer, a democracia no Brasil e no hemisfério Sul estará comprometida. Como presidente eleito, ele tem de respeitar os mais de 47 milhões de brasileiros, quase 45% dos eleitores do país, que votaram no candidato do PT no 2º turno”, afirmou.

Para Humberto, não é possível falar em reconciliação no Brasil diante de uma pessoa que segue rejeitando o respeito aos homossexuais, é racista e defende uma pauta contra os direitos humanos, assumindo-se, inclusive, como defensor da tortura e da ditadura sanguinária.

O parlamentar ressaltou que um dos filhos de Bolsonaro, em entrevista publicada hoje na imprensa, disse apoiar o projeto de lei que transforma, na prática, movimentos sociais em organizações terroristas. “Todo esse discurso vem desde a campanha. Na última semana antes da eleição, Bolsonaro gritou que os ‘vermelhos’ no Brasil teriam de ir para o exílio ou para a cadeia”, comentou.

O líder da Oposição avalia que Bolsonaro só chegou à vitória por dois motivos: o impedimento da candidatura de Lula na Justiça e a enxurrada de fake news contra o PT disparada a milhões de brasileiros com dinheiro sujo.

“A eleição no Brasil foi bastante peculiar. Vale lembrar aos senhores e senhoras que o candidato que liderava todas as pesquisas de intenção de voto foi condenado e teve a sua candidatura negada num processo sem prova alguma”, observou.

Humberto fez questão de registrar que o Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas chegou a reconhecer o direito de Lula ser candidato, mas a Suprema Corte brasileira sequer julgou a questão interposta pela defesa do ex-presidente.

Humberto: “Bolsa Família está ameaçado”

Humberto: O governo Temer parece estar determinado a acabar com todo tipo de avanço que tivemos no País nos últimos anos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O governo Temer parece estar determinado a acabar com todo tipo de avanço que tivemos no País nos últimos anos. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Líder da Oposição, o senador Humberto Costa (PT), disse temer o futuro do Bolsa Família após as declarações do ministro do Desenvolvimento Social e Agrário. Osmar Terra afirmou que pretende acabar o programa e promete criar outro projeto. Segundo Humberto, a iniciativa é uma ameaça a um dos programas mais bem sucedidos dos governos petistas, premiado pela ONU como exemplo de erradicação de pobreza. Hoje, 13,8 milhões de famílias dependem do programa.

“O fim do Bolsa Família é um crime de lesa-pátria. Vai empurrar milhões de pessoas de volta à miséria, à fome e até à morte. O mínimo de dignidade que as pessoas conseguiram ter está sendo tirado. A gente sabe o que o programa significa para o Nordeste, o que significa para aqueles que vivem em situação de vulnerabilidade. O governo Temer parece estar determinado a acabar com todo tipo de avanço que tivemos no País nos últimos anos”, afirmou o senador.

No lugar do Bolsa Família, o ministro promete a criação de um novo programa chamado “Bolsa Dignidade” que criará novas condições para que as famílias tenham acesso ao benefício, como a obrigação de jovens realizarem estágios em empresas privadas e serviços obrigatórios denominados, indevidamente, de “trabalhos voluntários”. “Na prática, o que pretendem é acabar com o programa, dificultando o acesso de famílias ao benefício, reeditando o trabalho infantil e fazendo com que famílias em condição de extrema pobreza se tornem ainda mais vulneráveis”, salientou.

Para o senador, a tentativa de acabar com o Bolsa Família tem objetivos eleitorais. “Todos sabem que o programa é uma das marcas do PT, foi um projeto que pensado e que dá resultados comprovados. Porque, às vésperas da eleição, querem criar outro programa? Que segurança vamos ter sobre os objetivos reais desse projeto?”, questionou Humberto.

Temer está levando o país de volta ao Mapa da Fome, afirma Humberto

Humberto: Tudo aquilo que conquistamos agora segue ameaçado por esta política de terra arrasada do governo Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Tudo aquilo que conquistamos agora segue ameaçado por esta política de terra arrasada do governo Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O governo de Michel Temer está deixando o Brasil mais pobre. A afirmação é do líder da Oposição, Humberto Costa (PT), com base no levantamento do Banco Mundial, que calcula que mais de 3,5 milhões de pessoas podem ter voltado a viver abaixo da linha da pobreza no Brasil, nos últimos dois anos. “É inegável o retrocesso que estamos vivendo no Brasil. Estão acabando com tudo que demoramos tanto a conquistar. Estamos criando uma nova massa de miseráveis, que viram a vida melhorar, mas que agora voltaram a conviver com a fome e com a pobreza extrema no Brasil. Mais do que qualquer outro dado, esses números mostram como está sendo perverso o governo Temer para o País”, afirmou Humberto.

O senador também avalia que um dos principais fatores determinantes para o crescimento da população que vive abaixo da linha da pobreza foi o corte promovido por Temer nos programas sociais. Só o Bolsa Família teve uma redução de 1,1 milhão de beneficiados, em todo o Brasil. “É inegável o papel que o Bolsa Família tem na redução das desigualdades e no combate à fome no País. Quando você corta, do dia para a noite, um programa como este, o resultado é extremamente cruel”.

Em relatório entregue às Nações Unidas, 40 ONGs que atuam no Brasil, entre elas o Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômica) e o ActionAid alertam sobre o aumento da miséria no País. Para Humberto, se continuar neste caminho o Brasil deve voltar ao Mapa da Fome da ONU. “O mais difícil de tudo isso é ver um governo que jamais passou pelo crivo popular torrar bilhões com a compra de apoio do Congresso enquanto milhões de pessoas voltam ao ciclo de miséria do qual já podiam ter saído definitivamente”, questionou Humberto.

O líder da Oposição também fez questão de lembrar o legado dos governos do PT no Brasil. O próprio Banco Mundial calcula que cerca de 28,6 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 2004 e 2014, quando o País deixou de constar no Mapa da Fome. “É inegável que o País avançou nos governos do PT. Mas tudo aquilo que conquistamos agora segue ameaçado por esta política de terra arrasada do governo Temer”, afirmou.

Projeto de Humberto que criminaliza o assédio é aprovado no Senado

Segundo Humberto, propostas como essa são imprescindíveis para mudar a realidade brasileira.  Foto:  Roberto Stuckert Filho

Segundo Humberto, propostas como essa são imprescindíveis para mudar a realidade brasileira. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

Não faz um mês que um novo episódio de assédio sexual no transporte público ganhou as manchetes dos jornais. Um homem tinha ejaculado em uma mulher, dentro de um ônibus, em São Paulo, em uma das avenidas mais movimentadas do País. O rapaz já tinha cometido o delito ao menos com outras 13 vítimas e seguia em liberdade. Foi para combater a impunidade de casos como este que a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, aprovou por unanimidade o PLS740/2015, que cria a figura de crime de constrangimento ofensivo ao pudor em transporte público.

O texto é de autoria do senador e líder da Oposição, Humberto Costa (PT). A ideia é criminalizar o assédio no transporte público, que, até então, não aparecia tipificado na legislação. “Hoje, não há um termo jurídico para este tipo de delito. Por isso, na maioria das vezes, juízes acabam liberando o assediador que fatalmente acaba cometendo novos crimes. Criar uma nova lei que não deixe brechas para que o comportamento não seja punido é fundamental para mudar esta triste realidade”, afirmou o senador.

Pelo projeto aprovado na CCJ, a pena para quem constranger, molestar ou importunar alguém de modo ofensivo ao pudor, ainda que sem contato físico, atentando-lhe contra a dignidade sexual, será de dois a quatro anos. Se a conduta ocorrer em transporte coletivo ou em local aberto ao público, está previsto o aumento da pena, de 1/6 até 1/3.

Segundo Humberto, propostas como essa são imprescindíveis para mudar a realidade brasileira. “De acordo com um levantamento da ONU, o Brasil é um dos países com o maior número de feminicídios do mundo. O dado mostra o quanto nós precismos ainda lutar contra o machismo no país. Essa nova lei é mais um passo neste sentido. Agora, as mulheres que sofrerem com este tipo de abuso terão a certeza de que os assediadores serão punidos”, defendeu Humberto. O projeto segue agora para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso para análise do Plenário da Casa.

Para Humberto, corte no Bolsa Família condena milhares de brasileiros à fome

Para Humberto, a realização de cortes no programa, num período em que o país bate recorde de desemprego, torna ainda mais drástico o problema. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, a realização de cortes no programa, num período em que o país bate recorde de desemprego, torna ainda mais drástico o problema. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

O corte determinado pelo governo de Michel Temer (PMDB) no benefício de 1,2 milhões de pessoas que recebiam o Bolsa Família levou o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), a combater duramente a medida. De acordo com o senador, a ação de Temer ameaça o futuro do programa, que foi reconhecido pela ONU como um projeto modelo para erradicação da pobreza extrema e retirou o Brasil do mapa mundial da fome. Só em julho passado, foram cancelados 543 mil benefícios do Bolsa Família. O corte inclui suspensões para avaliação e cancelamentos.

“Num momento em que o país vive uma grave crise econômica, o governo Temer segue na contramão e corta dos brasileiros mais pobres a oportunidade de o mínimo de dignidade, de colocar comida no prato. Na prática, Temer está condenando a fome milhares de brasileiros, enquanto distribui bilhões a deputados em emendas para mantê-los na base. É um escárnio”, disse o senador.

Humberto lembrou ainda que o Nordeste será a região mais atingida pelos cortes no programa. “São os nordestinos que têm sentido mais na pele os efeitos nocivos do governo Temer. A região é uma das principais beneficiadas pelo Bolsa Família e os efeitos desse corte já podem ser vistos e são estarrecedores. A fome voltou”, afirmou.

Para Humberto, a realização de cortes no programa, num período em que o país bate recorde de desemprego, torna ainda mais drástico o problema. Só este ano, 143 mil famílias que haviam deixado o programa voltaram a receber o benefício. Outras 525 mil famílias seguem na fila para entrar no Bolsa Família. “É triste perceber que um programa que tirou 42 milhões de pessoas da pobreza extrema está ameaçado por uma gestão ilegítima, que vende a qualquer preço o Brasil para se manter no poder. Mas não vamos assistir a isso calados. Seguiremos denunciando, criticando e propondo uma alternativa a esse desmonte do país”, sentenciou o senador.

 

 

Crise nas PMs é grave risco para o país, alerta Humberto

Humberto: Em Pernambuco, onde os cidadãos encontram-se amedrontados com o quadro mais crítico de violência dos últimos dez anos. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

Humberto: Em Pernambuco, onde os cidadãos encontram-se amedrontados com o quadro mais crítico de violência dos últimos dez anos. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

 

A crescente onda de violência em Pernambuco e em vários outros estados, principalmente por conta da crise da segurança pública, tem causado pânico na população e revelado, na avaliação do líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), muito amadorismo do governo Michel Temer (PMDB).

“O presidente não eleito se esconde no Palácio do Planalto, o ministro da Justiça está licenciado (Alexandre de Moraes) em meio a tudo isso e o da Defesa, Raul Jungmann (PPS), é uma figura atrapalhada. Estamos diante de um governo patético e atabalhoado”, afirmou.

Segundo Humberto, a situação também é tensa em Pernambuco, onde os cidadãos encontram-se amedrontados com o quadro mais crítico de violência dos últimos dez anos.

Ele avalia que o Pacto pela Vida, exitoso programa lançado em 2007, está praticamente inativo e não é mais capaz de fazer face ao terror que vitima a população.

Somente no ano passado, foram registrados mais de 4,4 mil homicídios em Pernambuco, o que representa mais de 12 mortes violentas por dia e dá uma média de 47 assassinatos para cada 100 mil habitantes. A ONU estabelece esse índice em, no máximo, 10. A cada 134 pessoas que morrem vítimas de violência no mundo, uma foi em Pernambuco.

“É um quadro de guerra civil. Agora, temos lá também um movimento dos policiais militares (PMs) que preocupa muito a nossa população. É um rastilho de pólvora que corre o país inteiro e deixa os governadores encurralados, dada a imensa inação do poder federal para auxiliar os Estados em um momento de crise como este”, afirmou.

O parlamentar lembrou que Temer só foi capaz de se manifestar sobre os graves problemas no Espírito Santo, depois de pressionado, quase duas semanas após o início da convulsão social nas ruas. Já hoje, ressalta Humberto, Temer surpreendeu ao não garantir a presença das Forças Armadas durante o Carnaval do Rio de Janeiro.

O decreto publicado no diário oficial desta terça-feira informa que os efetivos ficarão no Rio, que também vive uma crise de segurança pública, até a próxima quinta-feira. “As tropas federais findam a presença antes do início das festas, o que coloca em risco toda a programação do estado, dado o medo da violência grassar pelas ruas com eventual ausência da PM”, disse.

O líder da oposição entende que é extremamente necessário agir, de forma imediata, para criar um dispositivo nacional de solução desse problema crônico. De acordo com ele, as prisões, as demissões de policiais e o envio das tropas da Força Nacional ou das Forças Armadas não são soluções permanentes ou pacificadoras, mas sim paliativos e remendos feitos por “esse governo incompetente que vão estourar a qualquer momento”.

“Ou reestruturamos esse sistema em definitivo ou vamos ver, muito em breve, uma ruptura institucional de elevada gravidade, com consequências sociais de grau e extensão inimagináveis. E o culpado não será outro senão esse governo inepto de Michel Temer, que – incompetente para lidar com crises que muitas vezes ele mesmo produz – não consegue resolvê-las. Ao contrário, é mestre em aprofundá-las”, concluiu.

Programa Fome Zero, criado por Lula, completa 14 anos

Humberto: Os números estão aí para provar que nunca se fez tanto pelos mais necessitados como fizeram os presidentes Lula e Dilma. Foto: André Corrêa/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Os números estão aí para provar que nunca se fez tanto pelos mais necessitados como fizeram os presidentes Lula e Dilma. Foto: André Corrêa/ Liderança do PT no Senado

Considerado o carro-chefe da primeira gestão do primeiro governo de Lula, o Fome Zero completou 14 anos de existência no último dia 30 de janeiro. “Um dos mais vitoriosos programas do ex-presidente, o Fome Zero levou comida para a mesa de milhares de pessoas e reduziu em 82% a população em situação de subalimentação no Brasil”, lembrou o líder do PT no Senado, Humberto Costa.

Os dados ao que o senador petista se refere constam no relatório “O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo – 2014”, divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e apontou essa redução de 82% entre os anos de 2002 e 2012. “O presidente Lula se comprometeu em levar as três refeições para a mesa do brasileiro e conseguiu mudar os números da fome no País”, assinalou Humberto.

O Fome Zero tem como objetivo dar acesso, diariamente e de forma digna, a alimentos em quantidade e qualidade suficientes para atender às necessidades nutricionais básicas e à manutenção da saúde. Para atingir esse objetivo, o programa atuou em três grandes eixos: ampliação da demanda efetiva de alimentos, o barateamento do preço desses produtos e os programas emergenciais para atender à parcela da população que sempre foi excluída desse mercado.

O relatório da FAO, que acompanha os países há 50 anos, utiliza um indicador para acompanhar e dimensionar a fome no mundo. O Brasil, após as ações dos governos Lula e Dilma, atingiu o nível histórico de 1,7%. Quando esse indicador cai para menos que 5%, a organização considera que o país superou o problema da fome.

“Não tem como comparar os governos de Lula e Dilma com o do golpista Temer nem com qualquer outro presidente que os antecederam. Fizemos nosso dever de casa elevando a dignidade do povo brasileiro levando comida para quem tinha fome e que sempre foi deixado à margem da sociedade. Os números estão aí para provar que nunca se fez tanto pelos mais necessitados como fizeram os presidentes Lula e Dilma”, afirmou Humberto.

Ainda no relatório da FAO, a organização avalia que os avanços alcançados no Brasil em relação ao combate à pobreza e à desigualdade são impressionantes. Segundo números da instituição, o estado de pobreza na população caiu de 24,68% em 2002 para 8,5% em 2012. Ao mesmo tempo, em relação à extrema pobreza o percentual caiu de 9,79% para 3,56% no mesmo período.

“Infelizmente, não conseguimos continuar avançando com a inversão de prioridades no País. Fomos ceifados após um golpe parlamentar e pagaremos um preço alto por isso. A PEC 55, que limita os gastos públicos, a reforma da Previdência e a reforma trabalhista ameaçam vir por aí para acabar com os direitos conquistados pelos brasileiros. Realmente estamos vivendo o final dos tempos”, lamentou o senador Humberto Costa.

Humberto pede renúncia de Temer e adiamento de votação da PEC da Maldade

Humberto: "Estamos vendo o governo sendo atingido no seu coração com denúncias extremamente graves". Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: “Estamos vendo o governo sendo atingido no seu coração com denúncias extremamente graves”. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), fez um apelo nesta terça-feira (13), antes do início da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto de Gastos Públicos em segundo turno, para que o presidente da República, Michel Temer (PMDB), renunciasse imediatamente e que o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), suspendesse a sessão devido ao quadro de grave crise política, institucional, econômica e social pelo qual passa o país.

Segundo Humberto, não é possível aprovar uma medida, agora, que irá prejudicar os investimentos públicos sociais pelos próximos 20 anos e é defendida por um governo fragilizado por denúncias graves de corrupção. “O que o presidente não eleito Michel Temer deveria fazer era renunciar já, diante dos escândalos que o atingem diretamente e que também afetam os seus ministros mais próximos”, disse. “Queremos eleições diretas imediatamente.”

Para o senador, que apresentou requerimento à Mesa Diretora do Senado para adiar a votação da proposta conhecida como PEC do Fim do Mundo ou PEC da Maldade, a maioria dos brasileiros rejeita o governo Temer e a proposta que vai limitar pelos próximos 20 anos os investimentos públicos. O requerimento foi barrado pela base do governo no plenário.

“Temer está pior avaliado do que a presidenta Dilma no momento do impeachment. Estamos vendo o governo sendo atingido no seu coração com denúncias extremamente graves. É óbvio que o presidente e seus ministros não têm condição de levar ao Brasil a lugar nenhum, a não ser ao buraco, quanto mais votar uma proposta que vai valer por duas décadas”, ressaltou.

Humberto acredita que a instabilidade é tão grave que é possível comparar com o momento vivido pelo país em 1964, ano do golpe militar. Ele ironizou o governo ao dizer que a população brasileira não sabe se Temer vai brincar o carnaval de fevereiro de 2017 como presidente do país ou não. “Como esses que estão aí no poder querem definir, agora, a política econômica da nação pelos próximos 20 anos? Isso não é possível. Tínhamos de parar tudo neste momento e convocar eleições diretas para o início do ano que vem”, reiterou.

Humberto avalia que a gravidade da crise também não dará oportunidade para que um presidente biônico, eleito pela Câmara dos Deputados em caso de queda de Temer em 2017, conduza o Brasil. “Continuaremos com o problema da legitimidade. Por isso, senhor presidente, faço apelo a Vossa Excelência, pelo patriotismo e por ser um presidente de Poder, que não coloque essa matéria em votação. Convoque os Três Poderes para pensar uma saída para essa crise”, sugeriu.

O líder do PT também criticou a velocidade com que as sessões de discussões da PEC foram feitas na última semana, excluindo a participação da sociedade, e fez questão de lembrar das manifestações públicas recentes de uma diretora do Banco Mundial e do relator para extrema pobreza e diretos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).
“São opiniões insuspeitíssimas de que a PEC nº 55/2016 é algo ímpar no mundo em termos de retrocessos sociais e também um risco para a política educacional no país”, observou.

Ontem, parlamentares da oposição apresentaram um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que seja suspensa a tramitação da PEC no Senado. O ministro Luís Roberto Barroso, relator da matéria, indeferiu o pedido, mas não excluiu que a consticionalidade da matéria seja discutida na Corte.

Temer completa 180 dias de retrocesso absoluto no poder, diz Humberto

Humberto: Com Temer país mergulhou numa onda de retrocesso absurdo. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

Humberto: Com Temer país mergulhou numa onda de retrocesso absurdo. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

 

Exatamente seis meses depois da chegada ao poder do presidente não-eleito Michel Temer (PMDB), o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), avalia que o país mergulhou numa onda de retrocesso tão absurdo que nem no pior dos seus pesadelos ele imaginou vivenciar.

Para o senador, no entanto, o desmonte das políticas sociais, o arrocho sobre os trabalhadores e aposentados e a falta de legitimidade do governo estão sendo percebidos pela maioria do povo brasileiro, que rejeita fortemente a nova gestão. Pesquisa Vox Populi divulgada em outubro mostra que 74% da população avaliam Temer como ruim, péssimo ou regular.

“Estamos falando de um governo golpista que começou mal – sem a presença de mulheres e negros no primeiro escalão e com a divulgação de áudios que revelaram a real intenção de assumir o poder para estancar a sangria da Operação Lava Jato – e se tornou péssimo ao mexer nos programas sociais que mudaram a vida de milhões de brasileiros para melhor”, declara o parlamentar.

Humberto ressalta que o mundo também continua vendo a presença de Temer no poder com maus olhos, atribuindo-lhe a pecha de golpista, e que isso é refletido no comportamento que os chefes de Estado têm quando da sua presença em eventos no exterior.

Ele lembra que o peemedebista foi duramente criticado quando mentiu no discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas ao declarar que o Brasil recebeu mais de 95 mil refugiados de 79 nacionalidades nos últimos anos. O número oficial divulgado pelo próprio Comitê Nacional para os Refugiados, ligado ao Ministério da Justiça, é de 8,8 mil refugiados.

“Temer foi o único dos chefes de Estado dos Brics que não teve um encontro bilateral com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante a cúpula do grupo na Índia, em outubro. Isso é uma vergonha para nós, brasileiros, que tivemos a nossa autoestima elevada nos governos de Lula e Dilma diante do reconhecimento internacional do Brasil”, afirma.

O líder do PT faz questão de registrar vários dos retrocessos que marcam esses 180 dias de gestão do governo golpista, que inclui mudanças propostas por decreto ao Bolsa Família que prejudicaram milhões de famílias, corte de R$ 1 bilhão do orçamento do Pronatec para 2017 e adiamento em mais um ano da entrega da Transposição do Rio São Francisco, que já está com 90% de obras concluídas e vai beneficiar cerca de 12 milhões de nordestinos.

“É uma maldade atrás da outra. Como se não bastasse a PEC do Fim do Mundo, que congela o orçamento para os próximos 20 anos, as medidas já adotadas pelo governo prejudicam todos os avanços sociais da última década e revelam um preconceito sem limites com os pobres, quilombolas, índios e movimentos do campo”, critica

O senador lembra que, como se não bastasse, Temer ainda suspendeu a meta de contratar 2 milhões de moradias do Minha Casa, Minha Vida até 2018 e cancelou a construção de casas em Pernambuco, diminuiu o número de vagas nos cursos de graduação ofertados pelas Instituições de Ensino Superior e suspendeu contratos do Farmácia Popular, programa criado em 2004 pelo próprio Humberto quando foi ministro da Saúde no governo Lula.

Além disso, vem aniquilando com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), cortou novas bolsas de residência médica aos estudantes de medicina em 2017 e 50% do orçamento do seguro-defeso, criado com o objetivo de amparar os pescadores profissionais no período de proibição da pesca para a preservação das espécies.

“Temer conseguiu errar até na Comissão de Anistia, órgão do Ministério da Justiça responsável pela análise de casos de violação de direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988. O governo nomeou novos conselheiros, alguns ligados ao período da ditadura militar, e exonerou membros que não haviam solicitado desligamento do colegiado”, lembrou.

Humberto acredita, infelizmente, que isso é só o começo. “Quem acha que o pacote de maldades termina com a aprovação da PEC 241, agora 55, no Congresso está redondamente enganado. Está apenas começando. Primeiro, mexem com o direito à saúde, educação e assistência social. Depois, vão mexer na aposentadoria, fazer com que as pessoas trabalhem mais e ganhem menos. A classe trabalhadora também será alvo com uma reforma trabalhista que só vai atender aos patrões e acabar com conquistas como férias e décimo terceiro”, concluiu.

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