Organização Mundial de Saúde

Senado aprova relatório de Humberto que amplia produção de vacinas da Fiocruz

umberto explicou que a proposta permite que outros produtos possam ser produzidos e comercializados, dando assim uma importante contribuição ao Brasil para que consiga exercer o papel de vanguarda na área da saúde e, especialmente, no que diz respeito à vigilância em saúde.  Foto: Roberto Stuckert Filho

umberto explicou que a proposta permite que outros produtos possam ser produzidos e comercializados, dando assim uma importante contribuição ao Brasil para que consiga exercer o papel de vanguarda na área da saúde e, especialmente, no que diz respeito à vigilância em saúde. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O Senado aprovou, no fim da tarde desta quarta-feira (12), o projeto de lei relatado pelo líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), que cria condições para que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tenha a possibilidade de ampliar a sua produção de medicamentos e vacinas, principalmente contra febre amarela. A matéria segue para sanção presidencial.

De acordo com o senador, a doença era considerada erradicada, mas está reemergindo no mundo inteiro, não sendo alvo, até agora, de interesse da indústria farmacêutica. “A Fiocruz tem ampla capacidade de produção e, hoje, já é a instituição que detém a maior parte do que é produzido em termos de vacina contra a febre amarela no mundo”, ressaltou.

Humberto explicou que a proposta permite que outros produtos possam ser produzidos e comercializados, dando assim uma importante contribuição ao Brasil para que consiga exercer o papel de vanguarda na área da saúde e, especialmente, no que diz respeito à vigilância em saúde.

“A impossibilidade de a fundação atuar no apoio às atividades de produção de bens que incorpora em sua missão institucional tem acarretado graves problemas, inclusive de relacionamento junto a organismos internacionais, demandando ações urgentes, visando superar tais limitações”, resumiu.

Segundo ele, entre essas restrições, destacam-se também demandas internacionais expressivas e urgentes para a exportação da vacina contra a febre amarela. O senador observou que o país tem compromissos pactuados com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para o fornecimento de doces da vacina contra a doença.

“Há grande expectativa de maior demanda dessa vacina brasileira pelas agências no exterior. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a demanda é de 130-170 milhões de doses/ano para os próximos seis anos. A Fiocruz já foi acionada por organismos internacionais que indicam a alta expectativa quanto à manutenção e ampliação das quantidades até então compromissadas”, contou.

Humberto, que já foi ministro da Saúde, disse que a vacina da Fiocruz é um exemplo de produto de base tecnológica nacional essencial para enfrentar problemas de saúde coletiva em nível mundial, cujo atual impedimento de fornecimento seria viabilizado com a medida aprovada no Senado.

“Para além dos benefícios em saúde em escala mundial, a exportação dessa vacina garante a geração de empregos no país e, igualmente importante, favorece a entrada de divisas, o que contribui para a redução do déficit da balança comercial na área da saúde”, explicou.

Edital para contratação de médicos não preencherá vagas dos cubanos, diz Humberto

Para Humberto, Bolsonaro é hipócrita ao falar de trabalho escravo, pois o acordo do Mais Médicos no Brasil é supervisionado pela OPAS, braço da Organização Mundial de Saúde nas Américas. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, Bolsonaro é hipócrita ao falar de trabalho escravo, pois o acordo do Mais Médicos no Brasil é supervisionado pela OPAS, braço da Organização Mundial de Saúde nas Américas. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Ex-ministro da Saúde do governo Lula, o atual líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou, nesta terça-feira (20), que o edital lançado hoje pelo governo Temer para contratar 8,5 mil médicos é apenas uma fantasia para atender o presidente eleito Jair Bolsonaro. Segundo Humberto, as vagas não serão preenchidas – como nunca foram – e a medida, dessa forma, não resolverá o problema da expulsão dos profissionais cubanos gerado por Bolsonaro.

De acordo com o parlamentar, o edital para suprir a carência dos cubanos está longe de ser suficiente, pois as vagas nunca foram preenchidas, em diversas tentativas anteriores, por conta da recusa dos médicos brasileiros a ocupar as vagas em locais longínquos, como o semiárido nordestino e a região amazônica.

“Os governos do PT fizeram esse esforço: abriam edital para médicos brasileiros e as vagas nunca eram preenchidas. Nunca foi possível levar atendimento às regiões mais difíceis por recusa dos profissionais em ocupar esses postos. Faço uma aposta que o quadro permanecerá assim. Os cubanos conseguiram cumprir essa demanda com louvor, mas foram expulsos do Brasil por absurda ruptura de acordo”, afirmou.

O parlamentar fez questão de registrar que a gestão Dilma ainda tentou cobrir a falta de profissionais e ampliar a oferta deles ao aumentar o número de faculdades de medicina no país. Mas lembrou que essa expansão foi proibida no Brasil, no início deste ano, pelo então ministro da Educação Mendonça Filho (DEM-PE), que “atendeu interesses corporativos escusos”.

“O prejuízo é direto no semiárido nordestino, comunidades quilombolas, povos ribeirinhos, periferia dos grandes municípios e na região amazônica. Os distritos indígenas perderam 301 dos seus 372 médicos. Só Pernambuco perderá quase 500 médicos cubanos reconhecidos pelos excelentes serviços que sempre prestaram à população”, disse.

Humberto ressaltou que mais de 30 milhões de brasileiros serão prejudicados pelo descumprimento do acordo internacional que mantém o Mais Médicos. O senador entende que Bolsonaro tomou a bizarra decisão com base em argumentos pífios insustentáveis, disseminados pelas redes como fake news.

O líder da Oposição avalia que Cuba não rompeu o acordo nem agiu por questão ideológica, “como quer fazer crer essa turma difusora de informações falsas de Bolsonaro”. Segundo ele, se fosse movido por esses interesses, o país caribenho teria deixado o Brasil quando Dilma foi derrubada do poder por meio de um golpe.

Humberto reconheceu que, mesmo sob Michel Temer, o Estado brasileiro honrou o acordo internacional assinado. “Bolsonaro, agora, rasgou esse documento e fez o Brasil perder médicos cubanos com mais de 10 anos de formados, todos com residência em medicina geral e comunitária, sendo mais da metade com segunda especialização e 40% com mestrado. É desse capital intelectual que o Brasil está abrindo mão”, lamentou.

Para Humberto, Bolsonaro é hipócrita ao falar de trabalho escravo, pois o acordo do Mais Médicos no Brasil é supervisionado pela OPAS, braço da Organização Mundial de Saúde nas Américas. Ele garante que, se Bolsonaro tivesse realmente preocupação com o tema, não estaria pondo fim ao Ministério do Trabalho, que combate o trabalho escravo, e teria votado para abolir o último reduto da senzala brasileira, que eram os empregados domésticos sem direitos, contra os quais ele votou para impedir a extensão dos direitos trabalhistas e previdenciários garantidos a todos os demais trabalhadores.

Assista ao discurso do senador na íntegra:

Decisão judicial que autoriza cura gay atenta contra dignidade humana e envergonha país, diz Humberto

Humberto: A decisão judicial foi absurda e aviltante demais até para o atual momento. Foto; Roberto Stuckert Filho

Humberto: A decisão judicial foi absurda e aviltante demais até para o atual momento. Foto; Roberto Stuckert Filho

 

Um dia depois da decisão judicial que autorizou profissionais da área de saúde mental a tratarem pessoas para deixarem de ser gays, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou que o país ultrapassou o limite do obscurantismo, sob a liderança dos conservadores, e classificou a iniciativa do magistrado da 14ª Vara do Distrito Federal Waldemar Cláudio de Carvalho como um desrespeito aos direitos humanos e à ciência.

Pego absolutamente de surpresa pela decisão, assim como boa parte da população brasileira, o senador, que é ex-ministro da Saúde e médico psiquiatra, ressaltou que o Brasil vive tempos muitos estranhos. “A decisão judicial foi absurda e aviltante demais até para o atual momento”, disse.

“Nós não queremos voltar ao tempo em que a Organização Mundial de Saúde, o Código Internacional de Doenças e a Associação Internacional de Psiquiatria tratavam a homossexualidade como transtorno. Isso é de um obscurantismo sem limite”, afirmou.

Ele ressaltou que não há ninguém no mundo científico, hoje, com o mínimo de credibilidade que encare o homossexualismo como problema de doença ou caráter. Segundo o parlamentar, a identidade sexual é algo que cada um traz consigo próprio.

O líder da Oposição avalia que o preconceito é alimentado por conservadores, que fazem uso político e ideológico do tema. O senador manifestou o seu repúdio não somente ao juiz do DF, mas também ao uso que ele faz da sua ignorância, ao uso que ele faz do seu analfabetismo jurídico e pretensamente psicológico.

No fim, Humberto se solidarizou com o Conselho Federal de Medicina e com o Conselho Federal de Psicologia, que, em uma resolução própria, disse, “em alto e bom som, que nenhum profissional da área estaria autorizado a praticar um tipo de pseudotratamento para o qual não haja qualquer tipo de base científica”.

 

Senado aprova projeto de Humberto que garante Brasil Sorridente como política de Estado

O Brasil Sorridente foi criado por Humberto, quando ministro da Saúde do governo Lula. Foto: Roberto Stuckert Filho

O Brasil Sorridente foi criado por Humberto, quando ministro da Saúde do governo Lula. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Por unanimidade, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (5), projeto de lei de autoria do líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), que transforma o Brasil Sorridente, que já beneficiou mais de 80 milhões de brasileiros, em política de Estado. A matéria, terminativa, segue para análise direta da Câmara dos Deputados.

O objetivo, explica o senador, criador do programa que revolucionou o tratamento dentário no país quando foi ministro da Saúde no governo Lula (2003-2005), é garantir a continuidade do atendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as regiões e o seu funcionamento, independentemente do governo que esteja no poder.

“Até o fim dos anos 90, mais de 30 milhões de brasileiros jamais haviam ido ao dentista. Em 2004, 20% da população já haviam perdido todos os dentes e 45% não tinham acesso regular a escova de dente. Eram dados absolutamente assustadores. Hoje, a situação é bem diferente e, por isso, queremos proteger esse patrimônio”, afirma.

Humberto lembra que os atendimentos odontológicos feitos no SUS até então correspondiam a tratamentos com procedimentos simples, extrações dentárias, restaurações, pequenas cirurgias e aplicação de flúor. “Além de não conseguirem acesso a dentistas, os cidadãos ainda sofriam muito com o atendimento precário oferecido”, lamenta.

Com o programa, o Estado passou a garantir ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal dos brasileiros, entendendo que era fundamental para a saúde geral e a qualidade de vida da população. Atualmente, há 24,6 mil equipes de saúde bucal espalhadas por 5 mil municípios do país, o que representa 90% do total de cidades do Brasil. Em 2002, só havia 4,2 mil equipes.

“Graças ao Brasil Sorridente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu o Brasil entre os países com baixa incidência de cárie. É um avanço muito significativo que não pode ficar à mercê de governos corruptos e exterminadores de direitos históricos do povo, como o de Temer”, ressalta.

Humberto garante que a aprovação da proposta vai acabar com a possibilidade de ingerências políticas futuras ao conceder o devido amparo legal às ações de saúde bucal, segundo os princípios norteadores do SUS.

Segundo ele, o projeto vai afastar, definitivamente, a possibilidade de que o serviço público odontológico padeça, em qualquer local do país, “do retorno ao mais intolerável, indigno e mutilador ‘tratamento’ odontológico, que era a extração dentária”.
“Infelizmente, isso foi, por muito tempo, oferecido quase que exclusivamente na rede pública. A situação, desde 2003, quando criamos o programa, é bem diferente”, comemora.

Em Washington, Humberto debate a combinação nociva entre álcool e trânsito

Humberto:  70% dos acidentes com vítimas fatais tiveram registro de ingestão de bebida alcóolica por parte dos envolvidos nos momentos que antecederam as mortes. Foto: Assessoria de Imprensa.

Humberto: 70% dos acidentes com vítimas fatais tiveram registro de ingestão de bebida alcóolica por parte dos envolvidos nos momentos que antecederam as mortes. Foto: Assessoria de Imprensa.

No segundo dia do encontro montado pela americana Georgetown University e pelo brasileiro Centro de Liderança Pública, mais de uma dezena de congressistas do país discute, nesta sexta-feira (18), na capital dos Estados Unidos, a mistura explosiva entre bebida alcóolica e direção. Convidado ao evento, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), faz uma intervenção à tarde no painel sobre segurança viária.

Segundo dados da ONG Paz no Trânsito, uma pessoa morre a cada 10 minutos no Brasil em acidentes de trânsito. Em São Paulo, 70% dos acidentes com vítimas fatais tiveram registro de ingestão de bebida alcóolica por parte dos envolvidos nos momentos que antecederam as mortes.

“Ao longo dos últimos anos, outra preocupação vem se somando a esse quadro que já era preocupante: o uso de telefones celulares por condutores enquanto dirigem. Algumas pesquisas mostram que eles têm provocado sete vezes mais acidentes do que a própria bebida alcoólica. É um dado absolutamente alarmante”, ponderou Humberto.

Durante a manhã, o evento foi dedicado às palestras do professor Robert Rogowsky, da Georgetown University, e do especialista Tony Bliss, da organização Juntos por Estradas Seguras, que mostraram a deputados e senadores brasileiros como elaborar e avaliar políticas públicas efetivas para regular o tema.

O encontro “Consumo inteligente e responsável de bebidas alcoólicas” pretende reunir agentes públicos e privados em torno da meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de reduzir em pelo menos 10% o consumo nocivo de álcool no planeta até 2025. O evento acaba na tarde deste sábado, 19.

Humberto propõe grupo parlamentar para enfrentamento ao consumo do álcool

Humberto propôs a criação de um grupo parlamentar para se dedicar especificamente ao tema no Congresso Nacional. Foto: Assessoria de imprensa

Humberto propôs a criação de um grupo parlamentar para se dedicar especificamente ao tema no Congresso Nacional. Foto: Assessoria de imprensa

 

Senadores, deputados, prefeitos, secretários de Estado e representantes de universidades, organizações sociais e iniciativa privada do Brasil e dos Estados Unidos deram início, nesta quinta-feira, em Washington, a um encontro para discutir políticas públicas mais duradouras com a finalidade de enfrentar o consumo do álcool. Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) propôs a criação de um grupo parlamentar para se dedicar especificamente ao tema no Congresso Nacional.

Pautado na meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de reduzir em 10% o consumo nocivo de bebida alcoólica em todo o mundo até 2025, o evento vai discutir, durante três dias, soluções para se alcançar a meta no Brasil. Os participantes vão se concentrar em estudos e novas práticas durante oito horas por dia para buscar saídas inovadoras ao enfrentamento do problema.

“Temos uma quadro de tragédia no nosso país. A cada 10 minutos, um brasileiro morre no trânsito em decorrência do consumo de álcool. De cada 10 leitos do SUS, sete são ocupados por uma vítima de trânsito. Precisamos mudar essa situação”, defendeu Humberto no encontro.

O senador propôs aos colegas parlamentares a instituição de um grupo permanente no Congresso Nacional para discutir leis que consigam fazer face aos desafios do consumo abusivo do álcool e ajudem o Brasil a alcançar a meta da OMS.

A principal preocupação recai sobre crianças e, particularmente, adolescentes, grupo em que o consumo da bebida alcoólica tem aumentado sensivelmente. Humberto é autor da Lei nº 13.106/15, que criminalizou a oferta, a qualquer título e em qualquer circunstância, de álcool a menores de 18 anos.

Em Washington, Humberto participa de encontro sobre redução do consumo do álcool

Humberto:  Precisamos de políticas públicas sérias que ponham um freio nessa epidemia. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Precisamos de políticas públicas sérias que ponham um freio nessa epidemia. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O senador Humberto Costa (PT-PE) desembarcou nesta quarta-feira (16), em Washington, nos Estados Unidos, para participar de um encontro sobre redução mundial no consumo de bebida alcoólica. Ex-ministro da Saúde, o líder do PT foi convidado para o evento pela Georgetown University e pelo Centro de Liderança Pública como um dos palestrantes.

O encontro, que vai reunir vários especialistas, se insere no esforço da Organização Mundial de Saúde (OMS) para reduzir em 10% o chamado consumo nocivo de álcool no mundo até 2025.

Humberto Costa é autor da Lei nº 13.106, de 2015, que criminalizou a oferta, a qualquer título e em qualquer circunstância, de bebida alcoólica a crianças e adolescentes.

“O que nós vivemos hoje é um quadro de abuso, de consumo de excessivo de álcool, em prejuízo da saúde e da vida dos cidadãos, especialmente os jovens. Precisamos de políticas públicas sérias que ponham um freio nessa epidemia”, afirmou o senador, que, quando ministro da Saúde, propôs que a veiculação de propaganda de bebidas em rádio e TV fosse limitada ao horário de 22h às 6h.

Recente pesquisa feita em São Paulo demonstrou que, em 70% dos acidentes de trânsito com vítimas fatais havidos na cidade, houve consumo de álcool nos momentos qua antecederam as mortes. Quase 80% das vítimas eram homens.

O líder do PT retorna ao Brasil na próxima segunda-feira (21) e deve seguir direto para Brasília.

ONU elogia o Mais Médicos de Dilma, comemora Humberto

Humberto ressalta acerto de Dilma em criar programa de saúde para os mais pobres. Foto: Alessandro Dantas/Liderança do PT

Humberto ressalta acerto de Dilma em criar programa de saúde para os mais pobres. Foto: Alessandro Dantas/Liderança do PT

 

 

O Mais Médicos, programa de sucesso criado pela presidente Dilma Roussef (PT) em 2013, foi considerado uma das boas práticas relevantes para implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em publicação do escritório da Organização das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul e do PNUD. A notícia foi veiculada no informativo Good Practices in South-South and Triangular Cooperation for Sustainable Development (em português, Boas Práticas de Cooperação Triangular Sul-Sul para o Desenvolvimento Sustentável) e é a primeira de uma série desenvolvida pela ONU e pelo PNUD.

“Essa notícia comprova que realmente o Mais Médicos, que os atuais apoiadores de Temer tanto lutaram para acabar, chegou para ficar e é um dos programas mais importantes na área da saúde que o Brasil tem. Levamos atendimento médico para lugares que antes nunca teve um profissional e também onde as pessoas, muitas vezes, nunca tinham visto um médico na vida”, afirmou o líder de Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE).

Ele também alertou para o desmonte que o governo interino tem proposta fazer no Mais Médicos. “O atual ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), já disse que vai diminuir o número de profissionais estrangeiros do programa a partir do próximo ano. Não podemos deixar que esse presidente sem voto acabe com o Mais Médicos”, falou o senador.

Segundo a publicação da ONU, o programa Mais Médicos “é potencialmente benéfico em qualquer país que decidisse adotá-lo”. A organização também afirmou que Estados-Membros da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) já demostraram interesse em relação a ele. A iniciativa do programa, criado no segundo governo Dilma, contempla o terceiro ODS – “Saúde e Qualidade”, que é assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar de todos, em todas as idades.

MAIS MÉDICOS – Criado pela presidenta Dilma em julho de 2013, o programa beneficia mais de 63 milhões de brasileiros e tem como objetivo suprir a carência de médicos nos municípios mais pobres do interior, principalmente no Nordeste, e nas periferias das grandes cidades brasileiras. Ao todo, são 18.240 médicos atuando em 4.058 municípios (73% das cidades brasileiras) e em 34 distritos de saúde indígenas.

Uma das grandes parcerias do Mais Médicos é com a OPAS e a Organização Mundial de Saúde (OMS) que colabora intermediando a vinda de médicos cubanos para atuar no país. Antes do programa, cinco Estados brasileiros possuíam menos de um médico para cada mil pessoas, enquanto 700 municípios não dispunham de nenhum médico na atenção básica.

Humberto se reúne com representantes da saúde bucal no Brasil

Humberto alerta que Programas como o Brasil Sorridente podem acabar pela má vontade dessa gestão golpista. Foto: Assessoria de Imprensa

Humberto alerta que Programas como o Brasil Sorridente podem acabar pela má vontade dessa gestão golpista. Foto: Assessoria de Imprensa

 

Responsável pela implementação do programa Brasil Sorridente, quando ocupou o cargo de ministro da Saúde entre 2003 e 2005, o líder do Governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE), se reuniu nessa semana com representantes de entidades da saúde bucal para debater maneiras de garantir a continuidade da política pública – considerada exitosa pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O senador avalia que o plano, que beneficiou cerca de 80 milhões de brasileiros e fez com que a OMS incluísse o Brasil entre os países com baixa incidência de cárie, está sob ameaça do governo interino de Michel Temer (PMDB).

“Programas como o Brasil Sorridente, que tive a alegria de criar e deu tantos resultados, podem acabar pela má vontade dessa gestão golpista. A ideia que tivemos é de fortalecer essa rede de pessoas do setor a trabalhar para, por meio de uma proposta legislativa aqui no Congresso Nacional, institucionalizar a política como uma lei”, afirmou o parlamentar.

Humberto ressaltou que é preciso enfrentar o atual ministro da junta provisória, Ricardo Barros (PP-PR), que já deu declarações no sentido de limitar o Sistema Único de Saúde (SUS), fato que pode comprometer diretamente o Brasil Sorridente.

Lançado em março de 2004, o programa é considerado o maior de saúde bucal do mundo e foi a primeira política nacional feita especificamente para tratar de saúde bucal no país. O programa conta, hoje, com mais de 22 mil equipes espalhadas em 5,1 mil municípios.

Antes da sua criação, não havia sequer um laboratório de prótese bucal. Hoje, eles estão espalhados por mais de 2,1 mil municípios. Cerca de 44% das crianças brasileiras são consideradas livres de cárie.

Estiveram com Humberto a Associação Brasileira de Cirurgiões Dentistas, a Associação Brasileira de Odontologia, a Associação Brasileira de Saúde Bucal Coletiva, a Associação Nacional de Técnicos em Odontologia, a Federação Nacional dos Odontologistas, o Conselho Federal de Odontologia, o Conselho Regional de Odontologia do DF e o Departamento de Odontologia da UnB.

Estavam presentes o coordenador de saúde bucal do Ministério da Saúde entre 2003 e 2014, Gilberto Pucca, e Wilson Chediek, Luiz Fernando Varrone, Samir Najjar, Nilo Pires, Filomena Barros, Mônica Macau, Sérgio Bruzadelli.

SUS vai distribuir remédios novos para hepatite C, diz Humberto

Humberto diz que novos medicamentos contra hepatite C irão chegar a todos os Estados em algumas semanas. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no  Senado

Humberto diz que novos medicamentos contra hepatite C irão chegar a todos os Estados em algumas semanas. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), ressaltou nesta quinta-feira (22) que o Governo Federal deu início esta semana à distribuição gratuita de dois novos medicamentos para a hepatite C, o sofosbuvir e o daclatasvi. Um terceiro, chamado simeprevir, estará disponível em toda a rede do nosso Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de dezembro. Segundo estudos, os três novos medicamentos aumentam as chances de cura da doença em 95% e diminuem o tempo de tratamento aos pacientes.

“Para aqueles que gostam de falar mal do SUS, é preciso dizer, com muita clareza, o que significa essa decisão do governo da presidenta Dilma em favor dos milhares de brasileiros que têm a doença: apenas uma única pílula custa cerca de R$ 4 mil. Para o tratamento completo, o paciente tem que desembolsar cerca de R$ 330 mil se quiser desfrutar da terapia, que foi recentemente introduzida no mercado. Mas o SUS está assumindo integralmente os custos desses três novos medicamentos em favor da saúde da nossa população vitimada por esse vírus”, afirmou Humberto.

O senador ressaltou que nos Estados Unidos e em muitos países da Europa, o tratamento não é custeado pelo governo e os cidadãos doentes estão recorrendo a empréstimos para poder arcar com os custos. O líder do PT avalia que essa vitória só foi possível graças ao trabalho sério e dedicado do ex-ministro da Saúde Arthur Chioro e de sua equipe, que negociaram incansavelmente até conseguir a redução de 90% do valor de venda de mercado, o que equivale a um preço praticado por quebra de patente.

“Isso quer dizer que, na farmácia, uma pílula contra a hepatite C custa R$ 4 mil, mas a negociação do Ministério da Saúde com a indústria fez esse valor de aquisição pelo governo baixar para R$ 400”, explicou. A pasta vai investir R$ 1 bilhão na aquisição dos novos medicamentos.
“Tenho certeza que o atual ministro da Saúde, Marcelo Castro, dará continuidade a todos esses programas em que o Brasil se tornou pioneiro e passou a ocupar a vanguarda da medicina internacional”, comentou Humberto.

Ele lembrou que o sofosbuvir e o daclatasvi estarão em todos os Estados brasileiros nas próximas semanas. O simeprevir, a partir de dezembro.
Em 13 anos de assistência prestada pelo SUS, as unidades de saúde confirmaram 120 mil casos e realizaram mais de 100 mil tratamentos. Dez mil novos casos e três mil mortes são registrados todo ano no país em decorrência da hepatite C.

O parlamentar ressaltou que, de 2011 até o ano passado, o governo da presidenta Dilma aumentou de 15 mil para 1,4 milhão o número de testes rápidos para identificar a hepatite C, quase 100 vezes mais. Apenas para este ano, está prevista a compra de 3 milhões de testes.
“Não há ajuste fiscal, não há corte no Orçamento que nos faça retroceder nas políticas públicas que instituímos em favor da população brasileira porque é com ela, por ela e para ela que governamos”, afirmou.

Pobres e ricos
No discurso, Humberto fez questão de falar que a distribuição de medicamentos não beneficia apenas os mais pobres. Segundo ele, o SUS é um patrimônio de todos os brasileiros, a que as pessoas de classe média e de classe alta também têm acesso para buscar uma vida com mais qualidade. “O sistema existe para atender a todos e é por isso que, em vez de atacá-lo, nós devemos preservá-lo e trabalhar para melhorá-lo”, defendeu.

A hepatite C, cuja existência só foi confirmada em 1989, é uma doença silenciosa que afeta o fígado. Com o decorrer do tempo, produz fibrose hepática, que desemboca na cirrose e posteriormente provoca o câncer.

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 130 milhões e 170 milhões de pessoas em todo o planeta estão infectadas pelo vírus, que mata de 350 mil a 700 mil pessoas por ano.  A doença é contraída principalmente pelo contato com sangue contaminado e costuma ser associada ao consumo de drogas por via intravenosa ou a relações sexuais de risco. Mas muitos dos afetados foram contaminados, há mais de 30 anos, pelo uso de instrumentos médicos não esterilizados ou por transfusões de sangue.

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