Paraguai

Humberto se encontra com Mujica no Uruguai e, junto com Haddad, debate união da esquerda

Humberto afirmou que Mujica deu uma verdadeira aula não só de história e política durante o bate-papo, mas também de humanidade. Foto: Rafael Carlota

Humberto afirmou que Mujica deu uma verdadeira aula não só de história e política durante o bate-papo, mas também de humanidade. Foto: Rafael Carlota

 

Ao lado de Fernando Haddad e outros companheiros do PT, o líder da Oposição ao governo Temer no Senado, Humberto Costa (PT-PE), visitou, nessa terça-feira (11), o ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica em seu sítio, nos arredores de Montevidéu, para tratar do cenário político dos dois países do Mercosul e da América Latina. Eles falaram sobre a união da esquerda para combater o fascismo e a extrema direita no continente.

Impressionado com a simplicidade do colega uruguaio, Humberto afirmou que ele deu uma verdadeira aula não só de história e política durante o bate-papo, mas também de humanidade. De acordo com o senador, Mujica demonstrou preocupação com o atropelo dos direitos humanos promovido por Jair Bolsonaro no Brasil e com a prisão política de Lula, há oito meses detido em Curitiba.

“Sem dúvida, saímos da casa dele com o espírito completamente renovado e acreditando cada vez mais na humanidade e numa sociedade mais justa. Ele é uma figura maravilhosa. O que nos preocupa, no momento, é a posse desse novo governo e a continuidade da perseguição sem fim ao ex-presidente Lula”, afirmou Humberto.

O parlamentar contou que Mujica deixou claro a sua posição em relação a Lula. Ele mandou um recado aos brasileiros, dizendo que Lula é uma causa, e não somente um homem, e está no coração dos mais necessitados e carentes. “Isso é o melhor de Lula. O tempo passará. Estão construindo um mito. E contra os mitos não se pode lutar”, comentou o ex-presidente do Uruguai.

Depois de deixar a casa de Mujica, Humberto e os demais membros do PT se reuniram com Javier Miranda, presidente da Frente Ampla (bloco de esquerda no país vizinho), e também participaram de um ato público em defesa da democracia brasileira e do ex-presidente Lula, na Casa Sindical Pepe D’Elia.

A atividade foi organizada pelo Comitê em Defesa da Democracia e da Liberdade de Lula e contou com a presença da Bancada Progressistas do Parlasul, composta por parlamentares da Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela.

Humberto foi até o Uruguai esta semana para participar da última reunião do ano do Parlasul. Ele retorna ao Brasil nesta quarta-feira.

Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos e Brasil não tem o que comemorar, diz Humberto

De acordo com o senador, diante do cenário trágico que se desenha, esta segunda-feira é dia de reafirmar o compromisso e luta contra a violência no campo.

De acordo com o senador, diante do cenário trágico que se desenha, esta segunda-feira é dia de reafirmar o compromisso e luta contra a violência no campo.

 

Em missão oficial para participar da última reunião do Parlasul (Parlamento do Mercosul) de 2018, o líder da Oposição ao governo Temer no Senado, Humberto Costa (PT-PE), lamentou que, no dia em que o mundo celebra os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Brasil enterra dois militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), brutalmente assassinados no último sábado.

O sepultamento de Rodrigo Celestino e José Bernardo da Silva, mortos a tiros em um acampamento em Alhandra (PB), ocorreu na manhã desta segunda-feira (10). Para Humberto, os dois integrantes do MST participaram, ao longa da vida, de uma luta pacífica para viabilizar a reforma agrária no Brasil, e não mereciam esse desfecho trágico.

“E o mais grave: o governo Bolsonaro, que já prometeu fuzilar a petralhada e expulsar os vermelhos do país, dá claros sinais de que a violência no campo vai continuar. Ontem, ele indicou para o Ministério do Meio Ambiente o senhor Ricardo Salles, ex-secretário do tema em São Paulo acusado de fraudar mapas do Tietê e que defende abertamente o fuzilamento de integrantes do MST”, afirmou Humberto.

De acordo com o senador, diante do cenário trágico que se desenha, esta segunda-feira é dia de reafirmar o compromisso e luta contra a violência no campo. Militante dos direitos humanos desde que iniciou a carreira na política, ele acredita que a resistência às nefastas medidas que poderão ser tomadas pelo novo governo será intensa.

O parlamentar ressaltou que a preocupação com a gestão Bolsonaro é geral entre os membros dos Congressos dos países do Mercosul. Segundo Humberto, os integrantes do bloco avaliam que haverá uma fragilização do grupo com a chegada do capitão reformado ao poder no Brasil.

“Eles demonstram muita preocupação com o novo governo brasileiro. É fundamental unirmos forças com Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela para que o Mercosul continue a ser um espaço de integração da nossa região e que possa avançar ainda mais”, declarou.

O líder da Oposição lembrou que, assinada há exatos 70 anos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos representa o reconhecimento de que os direitos básicos e as liberdades fundamentais são inerentes a todo ser humano e foi responsável por avanços na defesa desses direitos em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil, patrimônio agora ameaçado pelo novo governo.

Ao Mercosul, Humberto denuncia escalada do autoritarismo no Brasil e pede vigilância internacional

Humberto:  Vivemos um momento político de muito temor por conta de uma pessoa que tem aversão aos direitos humanos.

Humberto: Vivemos um momento político de muito temor por conta de uma pessoa que tem aversão aos direitos humanos.

 

Membro da Comissão de Direitos Humanos do Parlasul, grupo de parlamentares do Mercosul, o líder da Oposição ao governo Temer no Senado, Humberto Costa (PT-PE), denunciou, nesta quinta-feira (8), em Buenos Aires, onde se encontra em missão oficial, que o discurso de ódio do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) contra quem pensa diferente dele já está gerando uma série de violações de direitos humanos no Brasil, principalmente em escolas e universidades.

Para Humberto, as ideias extremistas do capitão reformado, que chegou à Presidência da República do país no último dia 28, atentam contra o Estado democrático de Direito e exigem uma vigilância permanente dos países-membros do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Venezuela).

“Não sabemos o que vai acontecer no Brasil depois da posse de Jair Bolsonaro, um militar que foi deixou o Exército por ter concepções políticas e sociais muito extremas. Agora, temos certeza de que os direitos humanos não serão respeitados. Vivemos um momento político de muito temor por conta de uma pessoa que tem aversão aos direitos humanos”, declarou Humberto.

Ele lembrou aos colegas parlamentares dos outros países que o futuro ministro da fazenda do governo Bolsonaro já declarou que o Mercosul não será prioridade e que Bolsonaro defende abertamente a tortura como método legítimo a ser usado pelo Estado.

“O presidente eleito já afirmou que a ditadura militar no Brasil deveria ter matado 30 mil de pessoas. É um absurdo”, comentou.

Humberto pediu o apoio e a solidariedade dos colegas para que fiquem atentos ao desenrolar dos fatos no Brasil, que já registra casos de violência e intolerância contra homossexuais, negros, indígenas e professores e estudantes.

O líder da Oposição ressaltou que, durante esta semana, o Centro de Filosofia e Ciências Humanas, da Universidade Federal de Pernambuco, registrou um ato repugnante: panfletos apócrifos com ameaças nominais a alunos e professores foram distribuídos no local.

Para o senador, a iniciativa foi uma clara tentativa de criar um clima de terror e intimidação no ambiente universitário. Havia um aviso de que estudantes e docentes considerados de esquerda seriam banidos da UFPE quando Bolsonaro assumisse o governo.

Parlamento do Mercosul aprova relatório de Humberto condenando violência policial de Temer

Humberto: Trata-se de uma importante moção, que contou com apoio da esmagadora maioria, em meio à situação absurda pela qual passa o nosso país hoje. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Trata-se de uma importante moção, que contou com apoio da esmagadora maioria, em meio à situação absurda pela qual passa o nosso país hoje. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O plenário do Parlamento do Mercosul (ParlaSul) aprovou, na tarde desta segunda-feira (29), por 51 votos a 3, uma resolução relatada pelo líder da Oposição no Senado brasileiro, Humberto Costa (PT-PE), que condena a violência policial no Brasil durante as manifestações contra o governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) e também contra os massacres ocorridos no campo a índios e trabalhadores rurais. A reunião dos parlamentares do bloco ocorre em Montevidéu, capital do Uruguai.

Coube a Humberto, que participa do encontro como membro permanente da delegação brasileira, relatar a proposta da Bancada Progressista do bloco formada por parlamentares do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O documento também expressa a vontade do Parlasul a favor de uma saída democrática para o Brasil e pede respeito à soberania popular.

“Trata-se de uma importante moção, que contou com apoio da esmagadora maioria, em meio à situação absurda pela qual passa o nosso país hoje, em que um ministro da Justiça é trocado em pleno domingo com o claro objetivo de tentar salvar a pele de Michel Temer da investigação da Lava Jato”, afirmou Humberto.

Ele ressaltou que os integrantes do ParlaSul consideram que a democracia brasileira, juntamente com os trabalhadores e as minorias, está sob forte ataque por parte do governo Temer. O senador explicou que, durante o debate sobre a moção, aliados de Temer agiram de maneira absurda, ofendendo, inclusive, o deputado Jean Wyllys (PSol-RJ), e tentaram obstruir a votação.

“O ex-ministro da Cultura e atual deputado Roberto Freire (PPS-SP), e o deputado Rubens Buenos (PPS-PR) foram agressivos, truculentos e tentaram confundir as pessoas aqui no ParlaSul. Eles querem mascarar a realidade do país, falando apenas sobre a Venezuela e deixando o Brasil de lado, como se estivesse tudo norma no país. Mas foram amplamente rechaçados e não obtiveram sucesso”, contou.

Também nesta segunda-feira, enquanto os parlamentares do Mercosul articulavam a condenação da violência no campo e contra manifestantes no Brasil, várias ações articuladas por outros deputados e senadores da oposição marcaram protestos contra a corrupção e a violência do governo Temer.

Na Universidade de Brasília (UnB), está sendo realizado, durante todo o dia de hoje, o seminário “Estado de Direito ou Estado de Exceção”, que conta com a participação de vários juristas e parlamentares da oposição a Temer.

Já à noite, em São Paulo, vai ocorrer um ato em defesa das eleições presidenciais diretas e também pelo lançamento de um plano popular de emergência. Irão participar do debate o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), o ex-ministro da Ciência e Tecnologia e ex-presidente do PSB Roberto Amaral, além de artistas e outras personalidades.

Após Mercosul, Humberto articula pauta da semana no Congresso

 Derrubar os vetos não é impor derrota ao governo, mas ao Brasil, disse Humberto. Foto: Assessoria de Comunicação

Derrubar os vetos não é impor derrota ao governo, mas ao Brasil, disse Humberto. Foto: Assessoria de Comunicação

 

Terminada a XXXIV Sessão Ordinária do Parlamento do Mercosul (ParlaSul), em que representou o Congresso Nacional brasileiro, o senador Humberto Costa (PE), líder do PT no Senado, deixou Montevidéu com destino a Brasília, onde desembarca na tarde desta terça-feira (22). Humberto chega à capital federal e segue direto para o Senado, com a finalidade de discutir a pauta legislativa da semana com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e demais líderes partidários.

Outro desafio importante do dia é a sessão do Congresso, marcada para 19h. A base governista está discutindo sobre como proceder em relação a ela, tendo em conta que está prevista a análise de vetos presidenciais com sérios impactos orçamentários. Os textos em questão referem-se a projetos da chamada pauta-bomba aprovados por deputados e senadores, que foram vetados pela Presidência da República diante das ameaças que oferecem às contas públicas. A estimativa é de que, se passarem, essas leis aumentem as despesas da União em mais de R$ 127 bilhões.

“Vamos trabalhar para que os vetos sejam mantidos. São matérias que podem causar danos irreparáveis ao equilíbrio fiscal. Não entro nem no mérito dessas normas vetadas, se são justas ou não. A questão é que o país não está em condição de dar sequência a pautas que aprofundem o desequilíbrio econômico. Nessa linha, contamos com que a oposição não aja de maneira irresponsável. Derrubar os vetos não é impor derrota ao governo, mas ao Brasil”, explicou Humberto.

ParlaSul – Em Montevidéu, onde esteve reunido desde domingo com parlamentares de Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela, o líder do PT se somou à preocupação dos colegas com a crise síria, que já resulta na maior quantidade de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. O tema tomou conta da Comissão de Direitos Humanos do ParlaSul porque o drama humanitário tem imposto aos países do bloco uma preparação para ajudar os sírios que migram para os integrantes do Mercosul.

“É uma questão de direitos humanos. Essa massa de refugiados tem de ser acolhida pelos Estados de todo o mundo. O Brasil já acolhe mais sírios do que muitos países europeus, como Itália e Espanha. Já demos refúgio a mais de dois mil deles, assim como a milhares de haitianos. Mas precisamos integrar melhor essa política intrabloco”, avaliou Humberto.

Os senadores e deputados do Mercosul também trataram de temas ligados a comércio, economia, meio ambiente, educação, cultura, ciência, tecnologia, esporte, moradia, saúde, meio ambiente e turismo.

O ParlaSul foi constituído em 2006 e é um órgão, por excelência, representativo dos interesses dos cidadãos dos Estados Partes do bloco: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A Venezuela, ainda em processo de adesão, e demais países associados, participam das sessões com direito a voz, mas não a voto.