Paulo Câmara

Ao lado de lideranças do PT e governadores, Humberto participa do registro de Lula em Brasília

Para Humberto, o ato foi uma enorme demonstração da força política de Lula que, preso há mais de quatro meses em Curitiba, segue líder em todas as pesquisas de opinião para presidente. Foto: Ichiro Guerra

Para Humberto, o ato foi uma enorme demonstração da força política de Lula que, preso há mais de quatro meses em Curitiba, segue líder em todas as pesquisas de opinião para presidente. Foto: Ichiro Guerra

 

A Esplanada dos Ministérios ficou pequena para a marcha de mais de 10 mil pessoas, segundo cálculos dos organizadores, que foram a Brasília para participar, na tarde desta quarta-feira (15), do registro da candidatura de Lula à Presidência da República. Ao lado de Fernando Haddad, registrado como vice, de lideranças do PT e de governadores, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), acompanhou a multidão até o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para Humberto, o ato foi uma enorme demonstração da força política de Lula que, preso há mais de quatro meses em Curitiba, segue líder em todas as pesquisas de opinião para presidente. O líder da Oposição, que participou de uma coletiva na sede do PT ao lado de governadores do partido, do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e da presidente nacional do PCdoB, deputada federal Luciana Santos (PE), acredita que a Justiça Eleitoral enfrentará uma grande crise de confiança se impugnar o registro de candidatura.

“Lula foi condenado em um processo político que, a cada dia, mostra seu lado mais repulsivo. Recentemente, ficamos sabendo, pelo diretor-geral da Polícia Federal, da imensa articulação para impedir a soltura do presidente, mesmo havendo um habeas corpus em seu favor. Se o TSE rejeitar o registro de uma candidatura de um cidadão cuja condenação injusta está subjudice, incorrerá numa vergonha sem precedentes”, afirmou o senador.

O depósito do registro da candidatura, que tem o ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como vice, também contou com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), candidata ao Senado por Minas Gerais, e da deputada estadual gaúcha Manuela D´Avila (PCdoB), que assumirá a vice de Lula quando o registro for confirmado.

Do lado de fora do TSE, milhares de manifestantes de todo o país – especialmente integrantes do Movimento dos Sem-Terra, que chegaram à capital federal em três grande colunas – acompanharam a entrega dos documentos para formalizar a candidatura de Lula e, depois, assistiram à presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), apresentar o recibo emitido pela Justiça Eleitoral confirmando o depósito da papelada exigida para formalizar o ingresso oficial do partido na corrida presidencial.

Eleitor decidirá entre o projeto de Temer, que Mendonça e Bruno representam, ou de Lula, defendido por mim, diz Humberto

A união entre o PT e o PSB reflete o acordo nacional feito entre partidos progressistas que têm como prioridade, em vários estados, lutar pela liberdade e pela candidatura de Lula. Foto: Roberto Stuckert Filho

A união entre o PT e o PSB reflete o acordo nacional feito entre partidos progressistas que têm como prioridade, em vários estados, lutar pela liberdade e pela candidatura de Lula. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que as eleições deste ano terão caráter plebiscitário, contrapondo o projeto de Lula, que contempla políticas de cunho social e popular, e o de Temer, marcado pelo desmonte das políticas públicas voltadas para o povo.
Humberto, defensor de Lula, é candidato à reeleição e disputará contra dois representantes do governo Temer: os ex-ministros Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB).

O senador petista integra a Frente Popular que apoia a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB), dentro de um leque de partidos de esquerda fechado na semana passada e oficializado por convenção, no último domingo.

“Integro a chapa da Frente Popular e terei o prazer de fazer o debate com adversários que sempre foram subservientes a Temer, como Mendonça Filho e Bruno Araújo. Ambos se prestaram ao papel de destruir o País. Os dois têm larga experiência em destruir projetos essenciais à população. Estão aí programas como o Ciência Sem Fronteiras, o Prouni, o Fies, a pesquisa e as universidades públicas, tudo destroçado por Mendonça. E apenas o desmoronamento do Minha Casa, Minha Vida basta para demostrar a ação de Bruno Araújo quando estava no governo”, asseverou o senador. “O povo vai escolher entre o Brasil de Lula, que represento, e o Brasil de Temer, do qual eles são prepostos”, completou.

A união entre o PT e o PSB reflete o acordo nacional feito entre partidos progressistas que têm como prioridade, em vários estados, lutar pela liberdade e pela candidatura de Lula. “Trata-se de um acordo nacional em que o PSB permitiu que diretórios de vários estados, inclusive Pernambuco, aderissem à candidatura de Lula. O PT voltou à Frente Popular para apoiar a reeleição de Paulo Câmara e para eleger Lula”, disse.

Humberto Costa saudou o lançamento oficial da candidatura de Lula. E exaltou a luta do ex-presidente que, privado da liberdade, “não perde a dignidade” e chegou a retirar o próprio pedido de soltura junto ao STF para que não se antecipasse a discussão sobre sua elegibilidade.

“Entre ter abreviada a possibilidade de uma análise séria e um julgamento prematuro, a toque de caixa, ele optou por esperar o momento adequado para esse tipo de discussão”, assinalou.

O senador petista lembrou a necessidade de mobilização e alertou para o risco de decisões judiciais que vêm sendo tomadas contra Lula. O líder político tem sido proibido até de se expressar e de ir a debates e sabatinas. “A Justiça não pode manter preso o maior líder político do Brasil e impedi-lo de ser candidato”, afirmou Humberto ao considerar como “extremamente grave” a possibilidade de o Judiciário decidir o contrário.

“Não é possível desconsiderar a vontade das ruas. A força de Lula está com o povo, com a ampla força política que apoia seu nome, com quase metade dos governadores que estão com ele”, concluiu.

Da tribuna do Senado, Humberto defende aliança entre PT e PSB em Pernambuco

Humberto: É hora de deixarmos de lado as divergências, o radicalismo e os personalismos para convergirmos a um objetivo comum, que é derrotar a agenda do governo Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: É hora de deixarmos de lado as divergências, o radicalismo e os personalismos para convergirmos a um objetivo comum, que é derrotar a agenda do governo Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), levou ao plenário da Casa, na tarde desta terça-feira (08), a defesa da aliança entre o PT e o PSB em Pernambuco. Em discurso na tribuna, o senador ressaltou que o momento do país pede uma união de forças progressistas para barrar a agenda de retrocessos imposta por Michel Temer ao país.

Para Humberto, PT, PSB, PDT, PCdoB, PSol, PCB e PCO deram início, no plano nacional, a construção de uma frente de esquerda com a finalidade de defender a democracia e defender a retomada de um projeto interrompido de país. “É uma coalizão de forças que, quando couber, deve ser repetida nos Estados. E eu entendo que isso deve ocorrer em Pernambuco, onde o PDT e o PCdoB já formam uma aliança com o governador Paulo Câmara, do PSB”, disse o líder da Oposição.

O senador afirmou que o PT no Estado deve amadurecer o diálogo interno em favor da construção de um plano de governo para oferecer a Câmara, como forma de abrir uma discussão sobre uma aliança em Pernambuco. “Sozinho, o nosso partido não terá a força necessária para enfrentar as candidaturas que representam o projeto de Temer em Pernambuco, ficará isolado e corre o risco de impor um sério revés à formação das suas bancadas estadual e federal”, entende ele.

O melhor caminho para os petistas pernambucanos, segundo o líder da Oposição, “é integrar um bloco sólido em defesa de um projeto para o Estado e para o Brasil no qual o PT terá um papel protagonista para devolver a Pernambuco o fantástico desenvolvimento econômico e social que experimentou anos atrás”.

“É hora de deixarmos de lado as divergências, o radicalismo e os personalismos para convergirmos a um objetivo comum, que é derrotar a agenda do governo Temer. Em Pernambuco, é necessário reconhecer que o PSB e o governador Paulo Câmara têm feito gestos em favor dessa aliança com o PT. É preciso, agora, que nós discutamos o tema e coloquemos os interesses da população, do Brasil, de Pernambuco, de Lula e de sua candidatura à presidência antes dos partidários e, principalmente, antes dos pessoais”, avisou.

Tags >> Esquerdas , Lula , Paulo Câmara , PCB , PCdoB , PCO , PDT , Pernambuco , psb , PSol , PT , Temer

Temer faz povo de palhaço ao entregar Eletrobras e Chesf a preço de banana, diz Humberto

Para Humberto, o envio da MP ao Congresso Nacional foi mais uma ação desavergonhada desse "desgoverno antiético que afronta a inteligência dos brasileiros". Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, o envio da MP ao Congresso Nacional foi mais uma ação desavergonhada desse “desgoverno antiético que afronta a inteligência dos brasileiros”. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Rejeitado por quase 100% dos brasileiros e completamente desconectado dos interesses do povo, o governo Temer (PMDB) segue, de acordo com o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), cometendo um crime contra o país ao dar sequência com o seu plano de vender as maiores empresas de setores estratégicos do Brasil à iniciativa privada, inclusive à do exterior.

Esta semana, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PSB), afirmou que a Petrobras também está nos planos de privatização. Para Humberto, esse governo “da vergonha nacional, golpista e entreguista, está vilipendiando o patrimônio público e fazendo negociatas em benefício de grupos políticos e do capital internacional”.

Na próxima sexta, o senador estará em Petrolina, no Sertão do São Francisco, para um grande ato com parlamentares e governadores do Nordeste em defesa da Chesf, companhia que também está na mira da privatização de Temer.

“O governo está dando as joias da coroa do setor elétrico brasileiro, como a Eletrobras, estatal em que já se investiu mais de R$ 400 bilhões, mas deve ser alienada por apenas R$ 20 bilhões. Eles dão a isso o pomposo nome de descotização, tentando tomar por palhaço o povo brasileiro”, afirmou.

Para Humberto, Temer faz uma gatunagem de proporções absurdas, que tem a proeza de ser mais inconsequente do que todas as estripulias praticadas nos governos do PSDB. “Naquela época, nosso patrimônio foi vendido a preço de banana para investidores que o compraram com dinheiro público, emprestado a juros módicos. O mesmo está ocorrendo agora”, declarou.

Ministro do PSB entreguista
Humberto ressaltou que a Chesf, que conta com 20 mil quilômetros de linha de transmissão e que, somente no primeiro semestre deste ano, gerou mais de R$ 370 milhões de lucro, está no foco do ministro Fernando Filho, que é de Petrolina e conhecedor da importância da companhia para a região.

Ele lamentou que a privatização da empresa esteja sendo conduzida logo por alguém de dentro do PSB, o ministro Fernando Coelho Filho, “um partido que teve Miguel Arraes como seu presidente, um homem de visão nacional sem paralelo”. “O ministro entreguista está fazendo o serviço das multinacionais do petróleo. Felizmente, não é todo o PSB que está nessa canoa furada”, disse ele, ressaltando que esteve ao lado do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, também do PSB, na última segunda-feira (2), no Palácio do Campo das Princesas, para participar de um ato contra a venda da companhia. Juntamente com o deputado federal do PSB Danilo Cabral, Humberto integra a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Chesf.

Para o líder da Oposição, a companhia é um patrimônio inestimável e fundamental ao Nordeste e, principalmente, a Pernambuco. Ele registrou que milhares de brasileiros que vivem na região do Velho Chico são beneficiários de projetos sociais que a Chesf desenvolve ao longo de décadas, como incentivo à pesca, à fruticultura e recuperação do rio e de matas ciliares.

“Enfim, são programas que geram, também, centenas de empregos. Como, então, esse governo quer vender uma empresa que tem não só uma imensa dimensão econômica, mas principalmente humana?”, questionou.

“Pernambuco está unido em defesa da Chesf”, diz Humberto

Para Humberto, o modelo de privatização apresentado por Temer não trará nenhum benefício ao Estado.

Para Humberto, o modelo de privatização apresentado por Temer não trará nenhum benefício ao Estado.

 

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT) classificou o encontro desta segunda-feira (2) entre sindicalistas, parlamentares e o governador Paulo Câmara (PSB) como um marco na defesa da entidade. Segundo o senador, a reunião, que aconteceu no Palácio do Campo das Princesas, mostra que o tema “é maior que qualquer debate partidário”.

“A Chesf é um patrimônio de Pernambuco e estamos aqui para dizer que vamos seguir lutando para que não haja prejuízos para o nosso Estado. Além de fornecer energia para os nordestinos, a Companhia também tem um papel social muito importante para as comunidades do entorno do Rio São Francisco”, disse.

Para Humberto, o modelo de privatização apresentado por Temer não trará nenhum benefício ao Estado. “O governo quer vender a Chesf a preço de banana para tentar amenizar o rombo nas contas públicas que ele segue ampliando. Mas, nem a venda vai resolver o problema do governo e nem querem pagar o quanto a empresa vale”, afirmou.

O senador ainda alertou para o risco de aumento da conta de luz, após a venda da Companhia. “A própria Aneel já disse que o preço da energia vai subir. Mais uma vez vão ser os brasileiros que vão pagar pelos desmandos”, acrescentou o líder oposicionista.

Violência em Pernambuco é fruto da incompetência do Governo do Estado, diz Humberto

Humberto: O que ocorre hoje em Pernambuco tem relação com o fracasso na área de segurança pública, mas também com o fato de o nosso Estado estar sendo um dos mais prejudicados por esse governo golpista de Michel Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O que ocorre hoje em Pernambuco tem relação com o fracasso na área de segurança pública, mas também com o fato de o nosso Estado estar sendo um dos mais prejudicados por esse governo golpista de Michel Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho

Após mais um fim de semana muito violento em Pernambuco, em que 41 pessoas foram assassinadas, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), lamentou o “cenário de guerra” e as estatísticas avassaladoras nessa área. Para Humberto, o Governo do Estado é o responsável direto pela tragédia ao fracassar na condução das políticas de segurança pública.

“É preciso tomar urgentemente uma medida para estancar a sangria de vidas pernambucanas”, disse Humberto, em discurso no plenário do Senado na tarde desta segunda-feira (18). O senador lembrou que já chega a quase 4 mil o número de assassinatos ocorridos somente nos oito primeiros meses deste ano. São 17 homicídios por dia, o que leva Pernambuco a ultrapassar São Paulo, em números absolutos, no ranking de mortes violentas, com uma população quatro vezes menor.

“Infelizmente, hoje, pasmem os senhores, 1% de todos os homicídios que ocorrem no planeta acontece em Pernambuco. E, diante desse campo de guerra em que se transformaram as ruas, o Governo do Estado assiste a tudo inerte”, declarou Humberto.

O parlamentar avalia que é preciso que o governo assuma o seu fracasso na área da segurança pública e pare de zombar da inteligência dos pernambucanos, ao falar, por exemplo, que Paris é mais violenta do que o Recife.

Ele lamentou a tragédia ocorrida com o jornalista pernambucano Alexandre Farias, vítima de uma bala perdida no último sábado, em Caruaru, cidade onde nasceu e trabalha como apresentador de um telejornal local. Ele foi vítima de uma bala perdida na cabeça no último sábado e está internado em situação crítica.

“Ele não é uma vítima do desconforto, como recentemente foi classificada, de maneira extremamente infeliz, a situação da violência em Pernambuco. Ele é vítima dessa guerra civil que está tragando o Estado para um completo caos, sem que haja reação efetiva do governo local para pôr fim a essa terrível matança que ocorre diariamente em todos os municípios pernambucanos”, lamentou.

Para Humberto, o governador Paulo Câmara (PSB) até se esforça para reduzir a violência no Estado, mas é mal assessorado. Segundo o parlamentar, Câmara precisa liderar, agora, uma ampla discussão em torno da melhoria da segurança, com a participação da sociedade civil e especialistas.

“O governador tem de assumir uma posição mais firme. O que ocorre hoje em Pernambuco tem relação com o fracasso na área de segurança pública, mas também com o fato de o nosso Estado estar sendo um dos mais prejudicados por esse governo golpista de Michel Temer”, afirmou.

O líder da Oposição lembrou que pedidos de empréstimos feitos pela Prefeitura do Recife e o Governo do Estado não estão sendo atendidos por Temer em razão de conveniência política e que, desde que chegou ao poder, Pernambuco já registra dois estaleiros praticamente fechados, uma refinaria que não continua com o seu processo de construção, recursos do PAC que não chegam e outros desmanches, como o plano de tirar a Hemobrás do Estado.

Humberto presta solidariedade e cobra ações em apoio às vítimas das chuvas em Pernambuco

Para Humberto, é importante unir forças para ajudar essas pessoas, seja em forma de doação, seja cobrando as autoridades competentes soluções definitivas para esse problema. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, é importante unir forças para ajudar essas pessoas, seja em forma de doação, seja cobrando as autoridades competentes soluções definitivas para esse problema. Foto: Roberto Stuckert Filh0

 

 

 

O líder da Oposição, Humberto Costa (PT), prestou solidariedade às vítimas das chuvas em Pernambuco. Ao todo, 14 cidades já decretaram estado de calamidade na região da Mata Sul e cerca de 30 mil pessoas vitimadas entre desabrigadas ou desalojadas. No Agreste, vários municípios também sentiram os estragos da enchentes que atingem o Estado desde sábado. Caruaru decretou situação de emergência. A previsão é de que a precipitação pluvial continue nesta segunda-feira.
“É um momento difícil para milhares de famílias pernambucanas que foram retiradas de casa, perderam tudo e permanecem necessitando de ajuda. Agora, é importante todos nos unirmos forças para ajudar essas pessoas, seja em forma de doação, seja cobrando as autoridades competentes soluções definitivas para esse problema. Várias dessas cidades já passaram por situação semelhante. O povo não aguenta mais tanto sofrimento”, afirmou Humberto.

O senador criticou o atraso para a construção de barragens na Mata Sul. Há sete anos, municípios como Água Preta e Palmares enfrentaram situação semelhante. Na época, as obras foram então autorizadas pelo governos Lula e Dilma. Apenas a barragem de Serro Azul, em Palmares, está praticamente concluída. Já as ações de contenção em Cupira, Lagoa dos Gatos, Barra de Guabiraba e São Benedito do Sul estão com as construções paradas, faltando mais de 50% para conclusão. A previsão incial para a entrega das obras era em 2014.

“Vamos cobrar uma resposta dos governos estadual e federal e recursos para o atendimentos das pessoas, que já passam de 30 mil. Não podemos mais ver cenas como essas se repetindo em Pernambuco até porque obras para evitar esse problema já estavam em andamento. Vou acompanhar de perto essa situação e exigir que as verbas efetivamente cheguem e atendam a população, que precisa tanto dessa ajuda”, afirmou.

Pernambuco vive guerra civil e governo do Estado tem de agir, cobra Humberto

Humberto reconhece o esforço de Paulo Câmara, mas afirma que política de segurança é ineficaz. Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

Humberto reconhece o esforço de Paulo Câmara, mas afirma que política de segurança é ineficaz. Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

 

Preocupado com o agravamento da violência em Pernambuco, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), cobrou, nesta terça-feira (18), a execução das medidas anunciadas recentemente pelo governo do Estado a fim de estancar os índices de “guerra civil” registrados neste ano. “Caso isso não ocorra, Pernambuco será transformado, infelizmente, em uma verdadeira praça de guerra”, avalia.

Diante do aumento explosivo do quadro no Estado, com registro de mais de 1,5 mil pessoas vítimas de morte violenta e mais de 500 estupros notificados apenas nos primeiros três meses de 2017, o governador Paulo Câmara (PSB) prometeu contratar mais profissionais à área de segurança, aparelhar a polícia e melhorar a condição de áreas de inteligência.

Para Humberto, que tem dialogado com diversos setores para tentar construir propostas que ofereçam sólidos caminhos para sair dessa crise e autor de projetos de lei que têm como objetivo combater atividades criminosas, a questão central é uma só: “se existe uma política de segurança em Pernambuco, ela tem dado consecutivas demonstrações de que é falha e não apresenta resultados. Com isso, voltamos às páginas policiais do noticiário nacional”, lamentou.

“Não tenho dúvida da vontade política e humana do governador em pôr fim a essa matança que ocorre sob sua administração. Eu o conhece e, apesar de estarmos em campos políticos diferentes, acredito na disposição dele em resolver o problema”, disse. Segundo Humberto, nenhum governador compactua com essa situação. “Nenhum governador assiste inerte aos cidadãos serem dizimados pelas ruas do Estado que governa, especialmente as localidades mais pobres”, observou.

Mas o parlamentar lembrou que o governo não pode querer resolver o problema escondendo os dados de segurança pública da imprensa, como fez recentemente. “Isso não resolve nada porque as estatísticas só servem a demonstrar a realidade, e maquiá-las não vai diminuir o drama que as pessoas conhecem e vivem diariamente”, ressaltou.

De acordo com Humberto, Pernambuco retrocedeu em uma década, voltando a índices registrados em 2007, quando o chamado Pacto pela Vida, firmado por diversos setores da sociedade e do governo, começou a promover uma significativa redução na cultura da violência. “O programa preservou, no seu auge, cerca de 1,5 mil vidas em um ano, em relação ao período anterior mais traumático”, ressaltou.

O parlamentar disse que é triste perceber que houve regresso à barbárie que Pernambuco estava deixando para trás. “São grupos de extermínio atuando, é o tráfico, é o machismo, é a banalização completa da cultura da violência”, disse.

O líder da Oposição acredita que a situação realmente será revertida quando as ações do Estado forem capazes de gerar emprego, renda e crescimento econômico porque, segundo ele, no fim das contas, a grande raiz da violência se encontra na pobreza e falta de oportunidade para quem mais precisa.

Humberto defende mobilização e prevê derrota de Temer na Reforma da Previdência

Para Humberto, Temer não tem legitimidade nenhuma para aprovar uma proposta como essa. Foto: Asscom HC

Para Humberto, Temer não tem legitimidade nenhuma para aprovar uma proposta como essa. Foto: Asscom HC

 
Para um auditório lotado, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), disse, nessa segunda-feira (17), ter convicção de que a Reforma da Previdência não passa no Congresso Nacional. Segundo Humberto, dois fatores devem pesar para que o parlamento assuma posição contrária ao projeto do governo de Michel Temer (PMDB): a crescente mobilização da sociedade e o enfraquecimento da gestão peemedebista.

“Não é por acaso que o governo vem batendo recorde de impopularidade. Temer não tem legitimidade nenhuma para aprovar uma proposta como essa. Ele é o representante de um modelo de governo fracassado que foi rejeitado nas quatro últimas eleições. Esse projeto não vai passar porque o País não aceita mais um golpe no trabalhador”, afirmou o senador, durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) sobre a Reforma da Previdência. Humberto participou do ato junto com parlamentares, sindicalistas, representantes do Movimento Sem Terra e trabalhadores rurais.

Entre os presentes também estavam o deputado federal Silvio Costa (PTdoB), o deputado estadual Silvio Costa Filho (PTB), a deputada estadual Teresa Leitão (PT), o deputado estadual Odacy Amorim (PT), o presidente da Fetape, Doriel Barros, o presidente da Contag, Aristides Santos e o presidente da CUT, Carlos Veras. A audiência pública integrou as atividades do dia do 6o Grito da Terra de Pernambuco. Após o evento, cerca de seis mil pessoas seguiram em marcha até o Palácio do Campo das Princesas. Uma comissão foi recebida pelo governador Paulo Câmara (PSB) no local, juntamente com secretários de estado e o senador Humberto Costa.

“Foi um encontro bastante produtivo. Discutimos várias pautas prioritárias para o movimento rural, inclusive a Reforma da Previdência. Estamos mobilizados para que não seja aprovado o projeto que, na prática, representa o fim da aposentadoria de milhões de brasileiros. Estamos ganhando o jogo, mas essa é uma batalha que só termina no dia da votação. Por isso, é importante que todos estejamos juntos para pressionar deputados e senadores para votarem contra essa matéria. Tenho certeza de que a mobilização de todos irá assegurara manutenção dos direitos dos trabalhadores”, disse Humberto.

“Estamos vivendo uma guerra civil em Pernambuco”, alerta Humberto sobre a violência

Humberto: Estou à disposição do governo para cobrar recursos do governo federal para a política de segurança. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Estou à disposição do governo para cobrar recursos do governo federal para a política de segurança. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Os números alarmantes da violência em Pernambuco são motivos de preocupação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE). “Foram 977 assassinatos aqui no Estado e o governo continua de braços cruzados. Estamos falando de números semelhantes ao de uma guerra civil como as que acontecem em vários países do mundo”, afirmou, indignado, o senador petista.

A Secretaria de Defesa Social confirmou, durante essa semana, quase mil homicídios em Pernambuco, entre os meses de janeiro e fevereiro. “Tivemos um aumento de quase 48% no número de assassinatos registrados em comparação ao mesmo período do ano passado. É uma situação insustentável essa que estamos vivendo”, denunciou Humberto.

O parlamentar lembrou do Pacto Pela Vida que levou Pernambuco a se destacar no cenário nacional por causa da queda de homicídios no Estado, em boa parte dos anos da década de 2000. “Foi um programa exitoso e que realmente reduziu o número de assassinatos. Mas foi completamente abandonada pelo governo. Falta coordenação e falta interação com a sociedade civil o que acarreta em uma grande escalada da violência”.

Segundo Humberto, o que se vê, atualmente, no Estado é uma “verdadeira quebra de braço” entre o Governo do Estado e as polícias Civil e Militar, o que gera uma grande insatisfação entre aqueles que foram designados para cuidar da segurança. “Vemos um elevado descontentamento da Polícia Militar em relação às suas carreiras, que não estariam de acordo com suas responsabilidades, o que repercute negativamente no combate à violência”, alertou o petista.

O senador colocou seu mandato à disposição do governador Paulo Câmara para ajudar no que for necessário, mas exigiu ações imediatas para coibir a violência no Estado. “Estou à disposição do governo para cobrar recursos do governo federal para a política de segurança. Mas cobro do governador que atue com medidas concretas e emergenciais no Estado. O povo de Pernambuco não aguenta mais conviver com tanta violência”, desabafou Humberto Costa.

Página 1 de 3123