PP

Humberto leva palavras de Lula ao povo de Vicência

O parlamentar concluiu a agenda prestando contas à população dos serviços efetuados na cidade por meio das suas emendas. Foto: Asscom HC

O parlamentar concluiu a agenda prestando contas à população dos serviços efetuados na cidade por meio das suas emendas. Foto: Asscom HC

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), visitou, nesse domingo (29), a cidade de Vicência, na zona da Mata Norte de Pernambuco. O senador conversou com a população e explicou os motivos da prisão política de Lula, condenado injustamente e encarcerado desde abril passado.

“Eles prenderam Lula porque sabem que ele vai vencer a eleição ainda no primeiro turno. Por onde eu passo, todo mundo fala que quer a volta dele à presidência. Nós sabemos da força de Lula e de tudo que ele fez pelo povo nordestino. É nosso papel defendê-lo e lutar até o fim pelos direitos dele de voltar a governar o Brasil. A palavra que ele manda a todos vocês é: resistam. A vida quer da gente é coragem. Nós vamos vencer”, disse Humberto.

O vereador Romeu do Povo (PP-PE), uma das principais lideranças da cidade, esteve com Humberto e agradeceu o apoio dado pelo Senador ao município de Vicência, na saúde e na educação.

“Humberto é um político coerente e nunca virou as costas para o povo de Vicência. Ele sempre me recebe de braços abertos e sabe que pode contar comigo em todas as batalhas”, afirmou o vereador.

O parlamentar concluiu a agenda prestando contas à população dos serviços efetuados na cidade por meio das suas emendas. Saúde e educação receberam investimentos importantes.

“O povo de Vicência está com Lula, está comigo e nós estamos com eles. Já destinamos para o município R$ 100 mil para a compra de tablets e para investimentos na saúde, R$ 180 mil para uma Academia da Saúde muito comemorada pelos moradores. Vamos seguir trabalhando para melhorar a vida da população dessa importante cidade da nossa Mata Norte”, destacou Humberto.

Governo paralisa campanhas de vacinação e ameaça país com volta de doenças, diz Humberto

 Para Humberto, tirar benefício do orçamento público em proveito próprio é uma prática comum do governo, que sempre tenta comprar poder político e beneficiar-se pessoalmente. Foto: Roberto Stuckert Filho


Para Humberto, tirar benefício do orçamento público em proveito próprio é uma prática comum do governo, que sempre tenta comprar poder político e beneficiar-se pessoalmente. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Primeiro ministro da Saúde do presidente Lula, o líder da Oposição ao governo Temer no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou, nesta terça-feira (26), que o abandono de campanhas de vacinação de crianças e adolescentes promovido pela atual administração federal poderá fazer com que doenças já erradicadas no país, como a poliomielite e o sarampo, voltem a atingir bebês e crianças.

O parlamentar ressaltou que, pela primeira vez, todas as vacinas indicadas a menores de 1 ano ficaram abaixo da meta do Ministério da Saúde, que prevê imunização de 95% do público. Além disso, em 2017, foi registrado o pior índice de vacinação de bebês e crianças dos últimos 16 anos.

“Os dados são do Programa Nacional de Imunização, reconhecido internacionalmente pelo controle de doenças no país. Infelizmente, é mais uma ação exitosa dos nossos governos destruída pelo atual presidente, a exemplo de outras, como Farmácia Popular e o Mais Médicos. É puro descaso, incompetência e desrespeito com a população”, declarou.

Entre as vacinas com redução de cobertura, estão poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, difteria, varicela, rotavírus e meningite. Para o senador, o cenário é muito grave e exige que o governo se mobilize urgentemente para retomar as campanhas educativas de conscientização. Ele lembra que o programa de imunização, aperfeiçoado por Lula e Dilma, é um exemplo para o mundo, mas que foi relegado a segundo plano por Temer.

“Ter 70% de cobertura é ter 30% de suscetíveis, com chance de várias doenças prosperar. Propagados os vírus, pode-se perder imediatamente o controle deles. Por isso, não vou estranhar que comecem a surgir casos de poliomielite e sarampo. Um absurdo. É o retrato do slogan do governo: o Brasil voltou 20 anos em dois. E, nesse aspecto, regrediu até mais”, detonou.

Humberto citou que a vacinação contra sarampo, por meio da tríplice viral, que já chegou a quase 100% de cobertura, hoje, está em 83%. Já a tetra viral caiu para 70%, sem que esse quadro caótico tenha qualquer explicação por parte do Ministério da Saúde.

O líder da Oposição ressaltou que, enquanto as campanhas de vacinação eram negligenciadas, o então ministro da Saúde, deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), utilizava a pasta em seu proveito político-eleitoral. Ontem, a imprensa noticiou que ele usou R$ 500 milhões de reais de sobras do orçamento da pasta para aplicar no seu Estado, com a finalidade de viabilizar sua candidatura ao Senado.

“Primeiro, ele tentou retirar a Hemobrás de Pernambuco para levar a Maringá, no Paraná, seu reduto eleitoral. Depois de uma batalha, que tenho orgulho de ter participado, ele desistiu. Agora, imagine esses R$ 500 milhões sendo aplicados em Estados pobres, principalmente do Nordeste, onde a situação da saúde é calamitosa, inclusive pela contribuição direta que ele deu para que esse quadro desolador se instaurasse lá”, observou.

Para Humberto, tirar benefício do orçamento público em proveito próprio é uma prática comum do governo, que sempre tenta comprar poder político e beneficiar-se pessoalmente. “Tudo que Temer e seus ministros fazem com o povo é condenável”, finalizou.

Defender chicotada em ser humano é ranço racista e social, diz Humberto sobre agressores da caravana de Lula

Humberto: É a mesma direita raivosa, movida pelo ódio e pela intolerância, que deu um golpe em Dilma e meteu um país num clima de barbárie civilizatória desde 2014. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: É a mesma direita raivosa, movida pelo ódio e pela intolerância, que deu um golpe em Dilma e meteu um país num clima de barbárie civilizatória desde 2014. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

Em discurso na tribuna do Senado, na tarde desta terça-feira (27), o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), criticou duramente os ataques praticados contra a caravana do ex-presidente Lula no Sul do país. Para o senador, os responsáveis pelas agressões se igualam às milícias de Hitler da época da Alemanha Nazista e são fruto do ódio semeado no Brasil por uma direita hidrófoba, da qual o deputado Jair Bolsonaro (PSL) é o maior expoente.

Fazendo menção às cenas em que ruralistas aparecem chicoteando apoiadores do ex-presidente no Rio Grande do Sul, o líder da Oposição reprovou a atitude da senador Ana Amélia (PP-RS) para quem “atirar ovo, levantar o relho, mostra onde estão os gaúchos”. “Não mostra onde estão os gaúchos. Porque os gaúchos não podem ser confundidos com isso. Mostra onde estão os de comportamento bestial. A defesa de chicotadas em seres humanos, como as aplicadas em nossos negros até o Século XIX, é um ranço racista e de classe, é prova de que a escravidão, como previu Joaquim Nabuco, segue na memória nacional”, afirmou.

Humberto acusou “as hordas de malfeitores” de agredir direitos constitucionais, ao impedir a livre manifestação e o ir e vir da caravana, e de atentar contra o patrimônio privado, ao depredar ônibus, e a integridade física dos participantes com espancamentos, apedrejamentos e açoitamentos.

“É a mesma direita raivosa, movida pelo ódio e pela intolerância, que deu um golpe em Dilma e meteu um país num clima de barbárie civilizatória desde 2014″, analisou. Para Humberto, nada, contudo, impediu que a caravana de Lula mantivesse o seu roteiro e chegasse ao fim – previsto para esta quarta-feira, em Curitiba – de maneira exitosa e aclamada pela população. “Essas milícias não conseguiram opacar a grande alegria com que Lula foi recebido por onde passou. Ele consolidou, a despeito de todo esse ódio, a posição de maior líder político deste país e sai chancelado pelo povo para disputar as eleições deste ano”, concluiu.

 

Veja o discurso do senador:

 

Aumento de Temer ao plano de saúde para idosos é cruel e absurdo, diz Humberto

Humberto: O projeto é um absurdo inominável, que tem por maior atrocidade a possibilidade de aumento por faixa etária para idosos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O projeto é um absurdo inominável, que tem por maior atrocidade a possibilidade de aumento por faixa etária para idosos. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Contrário aos cortes em programas sociais e aos aumentos abusivos de preços promovidos pelo governo Temer (PMDB), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), denunciou, nesta quarta-feira (8), mais um descalabro: o apoio do Palácio do Planalto, do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), e do PSDB ao projeto de lei que vai aumentar os valores dos planos de saúde dos idosos.

Segundo Humberto, essa nova aberração da lavra de Michel Temer, que está em tramitação na Câmara dos Deputados e pode ser aprovada em plena crise econômica, mira, mais uma vez, as camadas mais frágeis da população.

“É uma medida escabrosa para favorecer os ricos enquanto os pobres têm de pagar a fatura dessa festa do andar de cima com os consecutivos aumentos na energia, na água, no gás, no combustível e, agora, até nos planos de saúde”, declarou. Ele explicou que o aumento nos planos não irá ocorrer apenas aos 59 anos, como é previsto hoje, mas sim ao longo do tempo, em todas as faixas etárias, de forma abusiva, não transparente e acima da inflação.

“O projeto é um absurdo inominável, que tem por maior atrocidade a possibilidade de aumento por faixa etária para idosos. Isso porque, depois dos 60 anos, e com o passar dos anos, é fato notório que a renda das pessoas vai diminuindo. Lutaremos para que o governo não jogue nas costas dos aposentados e pensionistas um abusivo aumento desse”, disse.

O parlamentar entende que é impossível aceitar que, justamente quando a renda cai e se passa a gastar mais com medicamentos, o governo proponha maior aumento no plano de saúde aos mais velhos. Ele avalia que o projeto é uma obra direta de Ricardo Barros, “um preposto das empresas privadas a serviço da destruição do SUS”.

Para o senador, o ministro é alguém que tem o exclusivo propósito de aumentar o lucro das entidades em prejuízo da população, com a finalidade de que ele possa se beneficiar de alguma forma das facilidades que tem oferecido a operadoras de planos, ao mercado de sangue e aos laboratórios.

“Em todos os setores onde o ministro vislumbre potenciais financiadores de suas aspirações políticas, ele atua de maneira desavergonhada. É uma atrocidade que tem as digitais das operadoras, elas que nunca aceitaram o Estatuto do Idoso e a proibição do reajuste de mensalidade após os 60 anos”, disparou.

O líder da Oposição acredita que o desejo do governo de majorar os planos de saúde é uma forma de provocar a expulsão dos idosos para favorecer as operadoras, que deveriam promover uma redução progressiva das mensalidades nessa faixa etária, em vez aumentá-las abusivamente.

Humberto também criticou os aumentos seguidos nos preços do gás, da energia e dos combustíveis. Desde que Temer assumiu, o preço do botijão já subiu em mais de 66%, a gasolina já vai em mais de 17% e a conta de luz, somente no mês passado, teve aumento superior a 4%.

“E qual é a consequência direta disso? A corrosão imediata da renda das famílias, especialmente as mais pobres. É a conta do descalabro mandada diretamente para quem menos pode na nossa sociedade”, ressaltou.

TCU suspende retirada da Hemobrás de Pernambuco e pede explicações a Barros, diz Humberto

Humberto: É uma vitória do povo de Pernambuco e da região Nordeste. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: É uma vitória do povo de Pernambuco e da região Nordeste. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Depois de pressionar, nas últimas semanas, o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), a desistir do plano de retirar a Hemobrás de Goiana (PE), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), comemorou, nesta quarta-feira (4), a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que suspendeu a medida de Barros que permitia a transferência de tecnologia da fábrica de Pernambuco para Maringá (PR), base eleitoral do ministro.

Segundo Humberto, os ministros do TCU concluíram, a pedido do Ministério Público junto à Corte, que possíveis irregularidades foram cometidas na iniciativa adotada pelo Ministério da Saúde e, por isso, cautelarmente, solicitaram que, em 10 dias, a pasta informe que cumpriu a determinação imposta pelo tribunal.

“É uma vitória do povo de Pernambuco e da região Nordeste. Entre idas e vindas, o ministro e até o presidente Michel Temer, que se envolveu na história, tiveram dificuldades para explicar por que estavam querendo tirar a unidade de Goiana para levá-la ao Paraná, logo o Estado de Barros”, afirmou Humberto.

Para o senador, a decisão do TCU dá conforto e segurança, pelo menos temporariamente, para que a Hemobrás fique onde está. “O tribunal ainda demonstrou preocupação com a falta de medicamentos que eventualmente deixaram de ser produzidos nesse período de imbróglio. O Ministério da Saúde terá de se explicar”, disse.

O senador ressaltou que a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia deve, agora, se abster de revogar, rescindir ou anular a parceria de desenvolvimento produtivo do fator VIII recombinante atualmente em vigor, firmada com a empresa Shire, até que o tribunal se posicione sobre o mérito da questão.

Humberto também observou que o Ministério da Saúde terá de se manifestar, no prazo de 15 dias, sobre a ausência de estudos de viabilidade técnica e econômica que ampararam a suspensão e a celebração de uma nova parceria, assim como o iminente risco de desabastecimento da população assistida pelos medicamentos produzidos.

“O TCU ainda determinou à pasta, tendo em vista o risco de desabastecimento do fator VIII recombinante, que informe como será feita a aquisição do medicamento, detalhando demanda, prazo e preço compromissados, e, caso a opção seja por comprá-lo fora do plano vigente, que justifique a decisão com base em pareceres jurídicos e avaliações econômico-financeiras”, finalizou.

O processo no TCU, que teve origem em pedido feito pelo Ministério Público junto à Corte, foi relatado pelo ministro Vital do Rêgo e acompanhado de perto por Humberto. Durante o andamento do processo, ele e a bancada parlamentar de Pernambuco se reuniram com Vital para dar maiores esclarecimentos sobre o caso.

Ministros foram feitos de palhaços ou mentiram para Pernambuco?, questiona Humberto sobre Hemobrás

Humberto pediu explicações formais de Barros ao Senado e vai acionar o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto pediu explicações formais de Barros ao Senado e vai acionar o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
A semana começou complicada para o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR). Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) resolveu pedir explicações formais sobre o que considera novo ataque à fábrica da Hemobrás em Pernambuco. E aproveitou para, da tribuna da Casa, criticar os ministros pernambucanos que haviam dito, ao lado de Barros, que a questão da Hemobrás havia sido resolvida.

“Eu pergunto: Vossas Excelências foram feitos de palhaços por um colega ou sabiam dos planos dele e, mesmo assim, mentiram para os pernambucanos?”, questionou o senador. Em julho, Ricardo Barros tentou intermediar um acordo para a construção de uma unidade de produção de Fator VIII Recombinante na cidade de Maringá, no Paraná, seu reduto eleitoral.

Com a reação da bancada pernambucana, o Palácio do Planalto quis evitar prejuízos políticos e mandou que Barros procurasse uma saída honrosa para o tema. Ele reuniu os ministros pernambucanos Mendonça Filho (DEM), da Educação; Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, e Fernando Filho (PSB), de Minas e Energia, para anunciar que havia tirado a questão de pauta.

Na última semana, no entanto, Humberto denunciou uma nova investida de Barros, que foi publicada no Diário Oficial do Governo do Paraná, comandado pelo PSDB. Um acordo de transferência de tecnologia entre um instituto daquele Estado e a empresa Octopharma prevê um projeto de transferência de tecnologia para o fracionamento e inativação viral do plasma sanguíneo e produção do Fator VIII Recombinante não modificado em células humanas para obtenção de hemoderivados e hemocomponentes. O acordo é similar ao anterior e tem a intermediação do Ministério da Saúde.

“Na prática, ele retoma o que disse que não ia fazer e inviabiliza a Hemobrás em Pernambuco porque não hå mercado suficiente para duas fábricas dessa natureza no país. É um ato desonesto, canalha, desavergonhado, bem típico desse governo”, critica o líder da Oposição. Humberto está rearticulando a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Hemobrás, coordenada pelo deputado João Fernando Coutinho (PSB), para barrar essa nova investida do ministro da Saúde.

Paralelamente, pediu explicações formais de Barros ao Senado e vai acionar o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal para que as duas instituições, que haviam desaconselhado as movimentações do ministro sobre a nova fábrica, acompanhem o caso de perto.

“Mais de R$ 1 bilhão já foram investidos na fábrica em Goiana, É inadmissível que todo esse dinheiro seja jogado no lixo para que o ministro satisfaça seu desejo de firmar um nebuloso contrato com uma empresa privada dentro da sua base eleitoral, transformando o setor de sangue humano num comércio”, avaliou Humberto Costa.

Pernambuco derrota ministro e Hemobrás fica no Estado

Humberto: Foi uma vitória importante, mas é apenas o primeiro round. Não está claro se outra fábrica será construída no país. Se houver duas, não espaço no mercado. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Foi uma vitória importante, mas é apenas o primeiro round. Não está claro se outra fábrica será construída no país. Se houver duas, não espaço no mercado. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

Depois de pressionado pela bancada de Pernambuco, o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), anunciou que desistiu do plano de retirar do Estado a unidade de hemoderivados e recombinantes da Hemobrás e transferi-la para Maringá (PR), reduto eleitoral dele. Para o líder da Oposição, Humberto Costa (PT-PE), que combateu, desde o primeiro momento, os ataques do Governo Temer à empresa a vitória é apenas parcial.

“Foi uma vitória importante, mas é apenas o primeiro round. Não está claro se outra fábrica será construída no país. Se houver duas, não espaço no mercado. Então, nós seguimos vigilantes”, afirmou Humberto no início da noite desta terça-feira (15), após reunião da bancada com Barros. A decisão foi anunciada no fim da tarde, após semanas de intensa pressão dos congressistas pernambucanos em defesa da manutenção da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia em Goiana (PE). Mais cedo, no Congresso Nacional, eles haviam criado uma frente parlamentar para enfrentar o projeto de Barros de contemplar o Paraná.

“É uma vitória do povo de Pernambuco, do Nordeste e de todo o Brasil. O ministro, por interesses pessoais e eleitorais, queria transferir a fábrica para seu reduto eleitoral, fato que provocou reação, inclusive, da Justiça, do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União. O ministério não conseguiu, em nenhum momento, apresentar justificativas científicas, técnicas e legais para a mudança”, afirmou Humberto.

Segundo ele, o ministério anunciou que fará negociações com os investidores detentores de tecnologia (empresa Shire) para iniciar a construção de uma fábrica de Fator VIII recombinante no complexo de Goiana. A produção desse tipo de composto em Pernambuco sempre foi defendida pelo líder da Oposição, pois é a parte mais tecnológica e lucrativa da fábrica. Serão investidos cerca de US$ 300 milhões.

“Mostramos a esse governo golpista e ilegítimo que uma medida tão prejudicial a Pernambuco e ao Nordeste não passa e não passará, apesar dos ministros do Estado Bruno Araújo (PSDB), Mendonça Filho (DEM), Fernando Coelho Filho (PSB) e Raul Jungmann (PPS) não terem dado uma palavra em defesa da manutenção da unidade da Hemobrás em Goiana em todo esse período”, ressaltou.

Para Humberto, o silêncio dos ministros pernambucanos, em apoio completo e integral à mudança da fábrica sugerida pelo Ministério da Saúde, ficará para a história como uma vergonha para o povo. “É de estarrecer quando pensamos que temos quatro ministros de Estado que não defendem nenhum interesse da nossa região e só pensam em si mesmos e nos seus cargos”, disparou.

A conclusão de fábrica para fracionamento de plasma humano, que está inacabada em Goiana e que também requer investimento privado, será objeto de outra negociação, uma vez que não está contemplada na proposta da Shire.

Ministro do TCU se reúne com Humberto e demonstra preocupação com Hemobrás

Humberto: Nós acreditamos que o TCU vai avaliar o caso no seu mais estrito fundamento legal e, por isso, deverá manter a Hemobrás no Estado. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Nós acreditamos que o TCU vai avaliar o caso no seu mais estrito fundamento legal e, por isso, deverá manter a Hemobrás no Estado. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Atento ao andamento do plano do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), de transferir a fábrica da Hemobrás de Goiana (PE) para Maringá (PR), reduto eleitoral dele, o líder da Oposição, Humberto Costa (PT-PE) se reuniu, nesta terça-feira (15), com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo. Mais tarde, às 18h, a bancada de Pernambuco vai se reunir com Barros para reafirmar a posição em defesa da unidade em Pernambuco.

Vital do Rêgo, que já pediu explicações ao ministro da Saúde sobre o caso, demonstrou preocupação no encontro com os congressistas hoje em relação à mudança da unidade ao Paraná e falou que irá priorizar o tema no tribunal. Parlamentares da Paraíba também participaram do encontro em apoio à Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia em Goiana.

“O ministro Vital demonstrou bastante conhecimento em relação ao processo e sabe da importância econômica e social da fábrica para Pernambuco e o Nordeste. Nós acreditamos que o TCU vai avaliar o caso no seu mais estrito fundamento legal e, por isso, deverá manter a Hemobrás no Estado, já que a decisão do ministro da Saúde é meramente política e atende os seus parceiros comerciais”, afirma Humberto.

Há três semanas, o Ministério Público junto ao TCU, juntamente com a bancada de parlamentares de Pernambuco, entrou com uma representação pedindo uma liminar ao tribunal determinando a manutenção do contrato que mantém a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia no Estado.

A secretaria de controle externo do TCU analisou o caso e propôs que o órgão determine imediatamente sem efeito a suspensão do contrato, autorizada por Barros. Antes de decidir sobre a concessão da medida cautelar, o ministro Vital do Rêgo solicitou mais esclarecimentos do Ministério da Saúde.

Para o líder da Oposição, a justificativa do ministro da Saúde de que a transferência da produção de hemoderivados ao Paraná vai possibilitar que a União economize dinheiro público é uma falácia. “O orçamento federal prevê recursos para a finalização da fábrica da Hemobrás em Goiana. Além disso, já foram investidos cerca de R$ 1 bilhão na unidade. Quem vai arcar com esse prejuízo caso o plano do ministro se concretize?”, questionou.

Na mesma linha do discurso de Humberto, o Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco expediu, nesta terça, três recomendações direcionadas à Presidência da República, à Casa Civil da Presidência da República e ao Ministério da Saúde para impedir a adoção de medidas sem embasamento científico, técnico e legal relativas a mudanças na Hemobrás.

A atuação do MPF foi motivada, entre outras razões, por informações de que a pasta suspendeu a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo de Fator VIII recombinante, firmado pela Hemobrás e pelo Ministério da Saúde, tendo como parceiro responsável pela transferência de tecnologia a empresa Baxter.

Outra motivação foi a negociação que vem sendo feita pela pasta junto à empresa Octapharma Brasil para a construção de uma nova fábrica de hemoderivados e recombinantes em Maringá (PR), “sem realizar licitação ou apresentar justificativas científicas, técnicas e legais para a medida”.

Humberto rebate ministro e diz que Barros faz politicagem com a Hemobras

 

Humberto: Falar que a fábrica de Pernambuco é um esqueleto é uma coisa absurda. Cerca de 70% da fábrica já foi construída e 60% da tecnologia que deveria ser incorporada já o foi. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Falar que a fábrica de Pernambuco é um esqueleto é uma coisa absurda. Cerca de 70% da fábrica já foi construída e 60% da tecnologia que deveria ser incorporada já o foi. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O debate contra o esvaziamento da fábrica da Hemobras em Pernambuco ganhou mais um capítulo. O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), rebateu, nessa quinta-feira (10) as declarações do ministro da Saúde, Ricardos Barros (PP), que chegou a chamar de “bairrista” a mobilização pernambucana contra o desmonte da empresa de hemoderivados do Estado e classificou a fábrica pernambucana de “esqueleto”.

“Falar que a fábrica de Pernambuco é um esqueleto é uma coisa absurda. Cerca de 70% da fábrica já foi construída e 60% da tecnologia que deveria ser incorporada já o foi. Portanto, sai muito mais barato terminar esta obra que construir uma outra unidade, em qualquer outro lugar”, disse Humberto. A ideia do ministro da Saúde é retirar de Pernambuco parte da produção do Estado e levar para o Paraná, seu reduto eleitoral. “Ele está querendo levar a fábrica para o Paraná para, ele sim, fazer politicagem, por bairrismo”.

Humberto também desmentiu as informações dadas pelo ministro sobre os gastos da Hemobras em Pernambuco. “Ele disse coisas absurdas como a informação de que o gasto pessoal da empresa é de um bilhão de reais por ano. Na verdade, no orçamento da União são assegurados R$ 200 milhões por ano para cobrir todas as despesas da empresa, inclusive de pessoal, custeio, armazenamento de plasma”, esclareceu.

Para o senador, há uma tentativa de politizar a questão para desviar a atenção da falta de justificativas sérias para fazer a mudança proposta. “Como ele não tem como fazer uma defesa do ponto de vista técnico, econômico e financeiro, ele vai, obviamente, tentar jogar no campo político e remeter tudo para a gestão anterior, quando a responsabilidade é do governo Temer”.

O senador também falou que a bancada pernambucana está comprometida com a permanência de toda a produção da Hemobras em Pernambuco e que emendas podem ser destinadas para ajudar na conclusão do empreendimento no Estado. “O governo federal gasta R$ 1,3 bi para atender às doenças do sangue. E como toda a produção desses medicamentos será feita em Pernambuco, esse dinheiro faria uma diferença enormepara a movimentação econômica do nosso Estado, para a geração de emprego. Isto sem falar na importância de nosso Estado passar a ser detentor de uma geração de ponta”, finalizou Humberto.

Humberto cobra explicações de ministro da Saúde por compra milionária de remédios já existentes

 Líder da Oposição acusa ministério de torrar milhões do dinheiro público para favorecer laboratório privado. Foto: Roberto Stuckert Filho

Líder da Oposição acusa ministério de torrar milhões do dinheiro público para favorecer laboratório privado. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Compra milionária de medicamentos já existentes, remédios por um preço 3.000% superior ao disponível em estoque e dispensa de licitação sem qualquer justificativa. O esquema fraudulento, segundo denunciou no Senado, nesta quinta-feira (1º), o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), aconteceu no Ministério da Saúde. O caso está sendo investigado pela Procuradoria-Geral da República.

O senador apresentou, também hoje, requerimento de informações para que o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), explique no Senado porque torrou milhões de reais do dinheiro público para o favorecimento direto de uma empresa privada, por um preço astronômico, de dois medicamentos produzidos a baixo custo pela rede pública.

De acordo com Humberto, o ministério efetuou a compra de remédios para Hepatite C, transplantados e doentes renais que a própria Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) produz e distribui para os pacientes da rede pública. O assunto veio à tona depois de descoberta feita pelo deputado Jorge Solla (PT-BA).

“É mais um escândalo na gestão precária do Ministério da Saúde, conduzida, atualmente, por um ministro que, desde que assumiu a pasta, tem sido responsável por reiteradas ações e declarações desastrosas para o imenso desespero daqueles que acreditam e, principalmente, dependem do Sistema Único de Saúde”, afirmou.

Um dos medicamentos adquiridos pela pasta, ao custo de R$ 110 milhões, foi a Ribavirina, utilizado para o tratamento da Hepatite C. O remédio é fornecido pela Fiocruz-Farmanguinhos desde 2008, ao preço unitário de R$ 0,17.

“Mas o Ministério da Saúde, sem qualquer justificativa, deixou de realizar as compras necessárias com a Fiocruz durante todo o segundo semestre de 2016 até que seu estoque chegasse a um nível crítico, prejudicando a distribuição e o fornecimento aos pacientes que dele dependiam”, explicou Humberto.

Assim, segundo o parlamentar, o ministério decidiu realizar um pregão de emergência e contratou o laboratório privado Blau Farmacêutica para fornecer um medicamento que a própria rede pública já produz. O custo unitário desse medicamento comprado ficou em R$ 5,19, quando o mesmo remédio sai por R$ 0,17 se produzido pela Fiocruz.

“Ou seja, o Ministério da Saúde preferiu, deliberadamente, pagar 3.000% a mais por um medicamento a uma empresa privada quando poderia ter optado por uma solução caseira de altíssima qualidade e baixíssimo custo. Um negócio dessa natureza não é um negócio. É, visivelmente, uma negociata lesiva aos cofres públicos e que serve a rechear o bolso de alguém”, disparou.

No caso da Alfaepoetina, que é usada por pacientes com tecidos transplantados e doentes renais, Humberto ressaltou que o deputado Jorge Solla atestou pessoalmente a prática criminosa adotada pelo atual comando do Ministério. Ele visitou o complexo Biomanguinhos, da Fiocruz, no Rio de Janeiro, constatou e registrou um estoque com cerca de 4 milhões de doses do remédio.

“Mas o Ministério da Saúde, em completo desprezo a toda essa reserva disponível, editou uma dispensa de licitação para comprar, do mesmo laboratório de quem havia adquirido a Ribavirina, exatamente a mesma quantidade de doses do medicamento que a Biomanguinhos já tinha em estoque”, observou.

Humberto revelou que, neste caso, a pasta gastou R$ 63,5 milhões e, na sua avaliação, o procedimento é inexplicável também porque se tratou da primeira compra efetuada na rede privada desde que a Fiocruz estabeleceu parceria com o laboratório cubano Cimab. Isso ocorreu ainda em 2004, quando o atual senador foi ministro da Saúde e resolveu transferir a tecnologia da fabricação desse medicamento de Cuba para o Brasil.

Página 1 de 212