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No Conselho da República, Humberto diz que governo não justifica intervenção e desconhece realidade

Para Humberto, a decisão do governo de intervir no Rio de Janeiro não foi baseada em evidências e dados concretos sobre a criminalidade no Estado. Foto: Marcos Corrêa / PR

Para Humberto, a decisão do governo de intervir no Rio de Janeiro não foi baseada em evidências e dados concretos sobre a criminalidade no Estado. Foto: Marcos Corrêa / PR

 
Integrante do Conselho da República, órgão previsto na Constituição Federal para tratar de temas de alta gravidade para do país, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou, em reunião do grupo na manhã desta segunda-feira (19), a desorganização e o desconhecimento do governo Temer com a real situação do Brasil.

Para Humberto, que esteve no encontro no Palácio da Alvorada, a decisão do governo de intervir no Rio de Janeiro não foi baseada em evidências e dados concretos sobre a criminalidade no Estado, mas, sim, pelo calor do momento, com registro de imagens de violência no carnaval.

O senador explicou que sete integrantes do Conselho da República, composto hoje por nove membros, manifestaram-se a favor da intervenção. Ele e o deputado José Guimarães (PT-CE), líder da Oposição na Câmara, se abstiveram, tendo em conta que os partidos de oposição ainda não fecharam uma posição conjunta sobre o tema.

Humberto disse que Temer e seus ministros não conseguiram explicar os motivos pelos quais tomaram a decisão, agora, de intervir no Rio de Janeiro. Segundo o líder da Oposição no Senado, eles também não falaram sobre o resultado de outras operações realizadas pelas Forças Armadas na unidade federada, não informaram sobre a previsão de gastos orçamentários e quanto será liberado pela União e desconsideraram a opinião do conselho antes da edição do decreto.

“Nós, da oposição, perguntamos a eles sobre tudo isso e não obtivemos nenhuma resposta. Não há qualquer análise de planejamento sobre o resultado que se espera a curto ou médio prazo. Na ausência de todas essas informações e diante do fato do Conselho da República ter sido chamado a ser ouvido só depois do decreto, nós consideramos adequado votar contra a medida no Congresso Nacional”, resumiu Humberto.

O parlamentar afirmou que o ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS-PE), se limitou a mostrar quatro matérias de jornais para justificar a intervenção federal no Rio. De acordo com Humberto, ele não tratou de dados objetivos, como se houve crescimento no número de homicídios no Estado, se os dados são mais graves em comparação com outras unidades da Federação, o que mudou nos últimos meses, por exemplo

“Essa decisão do governo foi tomada muito mais pelo calor do debate e pelas cenas do Carnaval do que efetivamente por algo organizado e planejado. O governo demonstra alto grau de desorganização e a intervenção não é baseada em evidências e dados sobre a criminalidade no Rio”, concluiu.

O líder da Oposição avalia que não há qualquer argumento que justifique a intervenção da noite para o dia e que esse instrumento deveria ter sido o último a ser utilizado, depois de todos os demais terem sido esgotados.

Caravana de Lula por Minas Gerais foi um estrondoso sucesso, comemora Humberto

Para Humberto, a população de Minas Gerais teve a oportunidade de conhecer melhor o projeto que Lula tem para fazer o Brasil voltar a crescer, com inclusão social. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, a população de Minas Gerais teve a oportunidade de conhecer melhor o projeto que Lula tem para fazer o Brasil voltar a crescer, com inclusão social. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Ao lado de Lula na noite dessa segunda-feira (30), durante ato de encerramento da caravana do ex-presidente por Minas Gerais, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), viu todo o carinho prestado pelo povo mineiro ao maior líder político do país e afirmou que a volta dele à Presidência da República é uma das últimas esperanças dos eleitores para mudar o rumo assombroso que o país está tomando.

Direto da Praça da Estação, em Belo Horizonte, Humberto declarou que a mobilização popular vista, desde o último dia 23, nas 13 cidades por onde Lula passou no Estado, o segundo maior colégio eleitoral do país, foi semelhante à registrada em agosto e setembro no Nordeste, quando esteve em todas as unidades federadas da região. Ele planeja, para os próximos meses, viajar pelo Norte e pelo Sul do país.

“Lula já afirmou que, apesar de estar com 72 anos, está com a energia de uma pessoa de 30 anos. Estamos precisando disso, neste exato momento de crise e caos em que se encontra o país, consequência do golpe aplicado sobre a presidenta Dilma e da tenebrosa gestão de Michel Temer (PMDB)”, resumiu.

Para Humberto, a população de Minas Gerais teve a oportunidade de conhecer melhor o projeto que Lula tem para fazer o Brasil voltar a crescer, com inclusão social, e também o desmonte do Estado promovido pelo atual governo, que tem prejudicado milhões de brasileiros.

Segundo o parlamentar, é nítido que os eleitores não querem a continuidade das políticas que estão sendo executadas por Temer e seus aliados do PSDB, DEM e PPS. O senador garante que a memória do povo é viva e o que ele deseja é emprego, renda e maior qualidade de vida, justamente o foco de Lula.

“O governo e seus cúmplices destruíram a legislação trabalhista e, agora, querem destruir a Previdência. Além de cortarem programas sociais importantes como o Fies, o ProUni, o Minha Casa, Minha Vida e o Farmácia Popular, eles ainda atuam contra indígenas, quilombolas e agricultores familiares. Os cidadãos estão atentos a esses desmandos e querem mudanças”, afirmou.

O líder da Oposição lembrou que Lula mandou um recado claro ao povo mineiro, ao falar que em Minas Gerais “eles mataram e esquartejaram um alferes (Tiradentes) que queria a independência do país”. “Mesmo assim, a Independência foi declarada, tempos depois, porque mataram a carne, e não a ideia. Acontece o mesmo com Lula hoje: querem tirá-lo do jogo, mas há milhões de Lulas por aí”, comentou.

A caravana de Lula por Minas começou em Ipatinga, no dia 23 deste mês, e passou por Periquito, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Itaobim, Itinga, Araçuaí, Salinas, Montes Claros, Bocaiuva, Diamantina e Cordisburgo, antes do seu encerramento, nessa segunda, em Belo Horizonte.

Era de derrotas de Temer no Congresso começou e precipita sua queda, diz Humberto

Humberto: O Senado deu um passo importante em sintonia com o povo, que rejeita fortemente esse governo corrupto e ilegítimo. Foto; Roberto Stuckert Filho

Humberto: O Senado deu um passo importante em sintonia com o povo, que rejeita fortemente esse governo corrupto e ilegítimo. Foto; Roberto Stuckert Filho

 

Após ajudar a rejeitar a reforma trabalhista proposta pelo presidente não eleito Michel Temer (PMDB) na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), declarou que o governo iniciará, a partir de agora, uma era de derrotas e vai perder, novamente, na Comissão de Constituição e Justiça, onde o texto será analisado a partir de amanhã, e no plenário, em julho.

“Hoje, terça-feira (20), o Senado deu um passo importante em sintonia com o povo, que rejeita fortemente esse governo corrupto e ilegítimo. Temer chegou ao poder por vias tortas com o apoio do PSDB, PMDB, DEM e PPS e, desde então, está trucidando os direitos dos brasileiros. Essa foi a primeira de muitas derrotas que virão”, afirmou.

Para Humberto, o Brasil vive, infelizmente, uma situação inédita em sua história, com um presidente acuado pelo Ministério Público (MP), Judiciário e Polícia Federal (PF). Os policiais, inclusive, já atestaram novos atos de corrupção praticados por Temer entre os tantos que integram o rosário de crimes aos quais responde.

“Todos sabemos que a intimidade de Temer com o combate a práticas ilícitas é a mesma que um vegetariano tem com um bife da Friboi: nenhuma”, ironizou o senador.

Segundo ele, por bem ou por mal, o presidente terá de responder a todas as questões assim que sair do cargo. “Temer está absolutamente enredado com o avanço das descobertas de todas as suas falcatruas, se mantendo com apenas um pé em corda bamba, graças à sombrinha do PSDB, que insiste em garantir sua sustentação”, disparou.

Da tribuna do plenário, o parlamentar perguntou a troco de que os tucanos mantêm o apoio a esse governo podre, em que pese haver um racha no partido entre os que querem se agarrar a Temer e os que querem abandoná-lo.

“Essa é uma questão a que os brasileiros têm de estar atentos. O PSDB, que viabilizou o golpe, é o mesmo PSDB que, hoje, segura o cadáver de um presidente detestado por 97% da população. Com a PF, o MP e o Supremo no seu encalço, ele foge do Brasil, corre desesperado para o outro lado do mundo, para não ter de dar respostas sobre os crimes de que é acusado”, observou.

O líder da Oposição voltou a pedir a renúncia de Temer, “antes que destrua o que sobrou do Brasil desde que o país foi devastado pelo seu desgoverno”. De acordo com Humberto, não é nem questão de grandeza o pedido para sair do Palácio do Planalto, pois cada um dá o que tem e grandeza não é uma virtude que Temer possua.

“Mas, se ainda lhe resta algo de discernimento, que renuncie em favor da convocação antecipada de eleições diretas, pelas quais o povo possa eleger um novo presidente que nos ajude a retirar o Brasil desse atoleiro em que Temer e essa sua trupe de salteadores nos meteram”, concluiu.

Com chantagens e negociatas, PSDB joga sujo e sustenta Temer, diz Humberto

Segundo Humberto, a única razão de um governo tão nefasto como o de Temer ainda conseguir respirar é pela ajuda de um aparelho chamado justamente PSDB.  Foto: Roberto Stuckert Filho

Segundo Humberto, a única razão de um governo tão nefasto como o de Temer ainda conseguir respirar é pela ajuda de um aparelho chamado justamente PSDB. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Atento ao que chamou de movimentos espúrios e controversos do PSDB em relação à imensa crise política que o partido ajudou a mergulhar o país, junto com o presidente não eleito Michel Temer (PMDB), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), classificou os tucanos, nesta quarta-feira (31), como covardes, antidemocráticos, chantagistas e praticantes de um jogo sujo feito somente para se manter no poder – se lixando para o país e para os brasileiros.

De acordo com o senador, o PSDB trata o Brasil como um coronel e o povo como os bois do seu curral. “Dane-se se o país está em frangalhos. Dane-se a democracia. Danem-se as eleições diretas. O que vale para os tucanos é poder voltar ao Planalto, de onde foram tangidos pelo povo em 2002”, afirmou.

Segundo Humberto, a única razão de um governo tão nefasto como o de Temer ainda conseguir respirar é pela ajuda de um aparelho chamado justamente PSDB. Ele entende que são os tucanos, auxiliados pelo PMDB, DEM e PPS, que mantêm o presidente de pé, a despeito de todas as mazelas que ele representa ao Brasil e ao povo pobre do país.

Desde que explodiu a delação do Grupo JBS, de Joesley Batista, a cúpula do PSDB ensaia um rompimento com o governo. A iniciativa viria depois das explicações de Temer, mas foi adiada para depois da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a integridade do áudio com a voz do presidente. Porém, foi protelada, mais uma vez, para depois da decisão do TSE sobre o pedido de cassação, marcada para a próxima terça-feira (6). A ação contra a chapa Dilma-Temer foi movida, ironicamente, pelo PSDB.

O parlamentar ressalta que, derrotado quatro vezes consecutivas pelo PT nas urnas, o tucanato agora quer chegar à Presidência da República por uma eleição indireta. Dados divulgados hoje mostram, porém, que 90% dos brasileiros são a favor de eleições diretas; 94% reprovam o governo Temer, um índice absolutamente inédito de rejeição na história do país; e 14 milhões de brasileiros estão desempregados.

“E pasmem: um dos nomes mais cotados para assumir este país em crise, em pleito indireto, é o do próprio presidente nacional do partido. É um escárnio, é um menoscabo com a nossa democracia. Hoje, está nos jornais: se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar Temer e ele recorrer, o PSDB abandona o governo. É uma brincadeira de mau gosto”, disparou.

O senador avalia que, como o cenário de cassação da chapa é muito improvável a curto prazo, o PSDB vai seguir empurrando sua condição de chantagista com a barriga. Ele entende que, de um lado, o partido joga para a população dizendo que vai sair, se as coisas piorarem; de outro, assombra e pressiona o fraco e claudicante governo com a ameaça do desembarque.

“Enquanto isso, recebe mais e mais vantagens em troca de apoio. É lamentável essa trajetória de decadência de quem, lá atrás, lutou para restaurar o regime democrático. Mas há um levante no país contra essas negociatas, que, no fundo, se propõem também, a obstruir a Justiça e empastelar a autonomia da polícia e do Ministério Público”, declarou.

O líder da Oposição conclamou o povo a ir para as ruas para enterrar de vez o governo Temer e a favor das eleições diretas presidenciais imediatamente. “Vamos tomar o Brasil em manifestações para emparedar esse governo nefasto e enterrá-lo no lixo da história, juntamente com os seus apoiadores, que desprezam a democracia e a vontade popular”, finalizou.

Temer cria balcão de negócios no Congresso para tentar aprovar a Reforma da Previdência, denuncia Humberto

Humberto: O governo Temer já não esconde de ninguém a negociata da qual sobrevive o seu governo. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O governo Temer já não esconde de ninguém a negociata da qual sobrevive o seu governo. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

A decisão do presidente Michel Temer (PMDB) de acelerar a liberação de emendas para parlamentares que se comprometeram a votar a favor da Reforma da Previdência gerou críticas do líder da Oposição, Humberto Costa. Segundo o senador, Temer está oficializando o balcão de negócios, em Brasília. Ao todo, cerca de 330 parlamentares podem ser beneficiados na distribuição dos recursos pela gestão peemedebista. O valor pode chegar a R$ 1,9 bilhão em emendas deste ano, parte do valor deve ser distribuído nas próximas três semanas.

“O governo Temer já não esconde de ninguém a negociata da qual sobrevive o seu governo. Anunciou em alto e bom som que está trocando apoio por voto. Mas vejam que ironia: dizem que não tem dinheiro para pagar a aposentadoria, mas quanto custa para um desses parlamentares votar contra o povo?”, questionou o senador, que ainda lembrou que o projeto da Reforma da Previdência é reprovado por mais de 70% da população, segundo o Datafolha.

Segundo Humberto, o governo Temer sabe que ainda não tem os votos necessários no plenário da Câmara Federal para aprovar a reforma. O peemedebista precisa do apoio de 60% dos deputados para conseguir fazer passar a proposta. Antes de anunciar a liberação das emendas, a gestão peemedebista também demitiu indicados de parlamentares que se colocaram contra o projeto e distribuiu cargos a aliados. Semelhante ao que ocorreu na Reforma Trabalhista, Temer ainda planeja exonerar ministros para votar a favor da reforma, cinco deles pernambucanos: Mendonça Filho (DEM), Bruno Araújo (PSDB), Raul Jungmann (PPS), Roberto Freire (PPS) e Fernando Bezerra Filho (PSB).

Para Humberto, a nova ação mostra o desespero do governo Temer para conseguir aprovar o texto e confirma que as mobilizações contra o projeto tem dado certo. “Essa nova ação mostra que a mobilização contra a Reforma da Previdência tem funcionado. Os parlamentares têm sentido o peso da pressão de estar do lado desse governo temerário. Por isso, a ordem é intensificar ainda mais as ações, cobrar pessoalmente os deputados para, de uma vez por todas, afastar o risco que representa este projeto que, na prática, decreta o fim da aposentadoria”, afirmou.

Tucanos estão reduzidos a pó e são tão rejeitados pelo povo quanto Temer, diz Humberto

Humberto: o PSDB, o maior apoiador do impeachment de Dilma e contrário às políticas sociais, está destruído. Foto: Wlademir Barreto/ Agência Senado

Humberto: o PSDB, o maior apoiador do impeachment de Dilma e contrário às políticas sociais, está destruído. Foto: Wlademir Barreto/ Agência Senado

 

 

Depois de participar dos protestos nas ruas do Recife contra as reformas do governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB), na última sexta-feira (28), e das comemorações do Dia do Trabalhado ontem (1º), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que os brasileiros disseram um sonoro “não” a Temer e a todos os que financiaram a sua chegada ilegítima ao poder, como o PSDB, o DEM e o PPS.

“Os tucanos estão devastados e reduzidos a pó. Temer é o PSDB e o PSDB é Temer. Essa é a verdade. E o nosso lado é o da oposição, que temos exercido de maneira responsável, demonstrando, dia a dia, o desmonte que essa trupe tem promovido nos direitos da população”, declarou Humberto.

Segundo ele, a ascensão cada vez maior de Lula, a despeito de toda a caçada política empreendida contra o ex-presidente, é a resposta mais bem acabada da população sobre o que quer para o seu futuro e sobre o que não quer no Palácio do Planalto.

“Os brasileiros dizem ‘não’ a todos os patrocinadores desse ataque perpetrado contra a nossa democracia, que é continuado, em razão dos tantos direitos que estão sendo usurpados de maneira aterradora por essa patota que tomou o governo de assalto”, declarou.

O senador citou dados das últimas pesquisas de opinião, que mostram Lula na liderança absoluta da corrida presidencial e a recorde rejeição de Temer e suas reformas, e ressaltou que o PSDB, o maior apoiador do impeachment de Dilma e contrário às políticas sociais que resgataram a dignidade do povo brasileiro, está destruído.

“Quatro vezes consecutivas derrotado para a Presidência da República, o PSDB aparece devastado, reduzido a pó, com suas lideranças absolutamente rejeitadas pela população, atrás de gente como Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que os próprios tucanos ajudaram a criar, estimulando suas posições fascistas, e hoje se veem engolidos por ele”, disparou.

Para o líder da Oposição, o senador Aécio Neves, por exemplo, que “incendiou este país após ter sido derrotado por Dilma em 2014, arrumando todo o tipo de expediente para tentar derrubá-la até que conseguiu golpeá-la pelo parlamento”, tem apenas 8% das intenções de voto.

“Ele tinha um patrimônio de mais de 51 milhões de votos e hoje está reduzido a um papel político secundário no Brasil. Isso é a prova de que os brasileiros entendem, com toda a justiça, que a desgraça em que o país está hoje é responsabilidade do PSDB, do PMDB, do DEM, do PPS, que financiaram e apoiam integralmente o governo Temer, uma gestão que tem destruído o Brasil”, reiterou.

Humberto ressaltou que o PSDB votou fechado com a reforma trabalhista, acabando com direitos históricos dos trabalhadores; e defende a reforma da Previdência de Temer, que vai trucidar com uma série de conquistas, obrigando a população a trabalhar mais para ganhar menos. “O PSDB, enfim, é mentor e partícipe da pauta retrógrada desse governo, que ele sustenta e com quem está vigorosamente atado nesse abraço de afogados”, afirmou.

O parlamentar concluiu o seu discurso pedindo para o Senado votar uma Proposta de Emenda à Constituição que permita a realização de eleições gerais em outubro deste ano, porque o “Brasil não aguenta mais esse governo lesa-pátria e não suporta essas políticas de retrocesso de décadas”.

PSDB tenta burlar TSE e quer dar golpe em eleição direta, diz Humberto

 

O líder da Oposição cobrou atenção da sociedade para o TSE nas próximas semanas. Foto:  Waldemir Barreto/Agência Senado

O líder da Oposição cobrou atenção da sociedade para o TSE nas próximas semanas. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

 

 

O pedido do PSDB no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que apenas a ex-presidenta Dilma Rousseff seja considerada culpada na ação que os próprios tucanos movem para cassar a chapa Dilma-Temer é, na avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), uma tentativa de burlar as regras da Corte e dar um golpe para evitar a realização de eleições presidenciais diretas.

O parlamentar afirmou, nesta terça-feira (28), que a solicitação feita pelos tucanos para isentar Michel Temer (PMDB) de responsabilidade, nas alegações finais apresentadas ao TSE, justamente no momento em que o julgamento do caso se aproxima, é o “escárnio dos escárnios”.

Ele acredita que o governo e os partidos da base têm receio de que uma cassação da chapa vitoriosa de 2014 provoque novas eleições diretas, logo num momento em que Lula vence em todos os cenários para a Presidência, de acordo com as últimas pesquisas de opinião.

“A ordem é buscar urgentemente uma solução para manter o débil Michel Temer no poder para que, trôpego no cargo, ele possa chegar cambaleando até o fim de 2018, refém dos aliados que o querem suceder. Isso é o metagolpe, o golpe dentro do golpe”, disse.

Segundo ele, o PSDB – “que mama avidamente nas largas tetas dessa administração nefasta, que se locupleta das benesses desse governo por meio de extorsão política com olhos em 2018 – desce abaixo da linha da vergonha tentando remendar seu próprio pedido inicial para livrar Temer de uma eventual condenação naquele tribunal. Mas eles perceberam que deram um tiro no pé”, ressaltou.

Para Humberto, há uma mobilização na República, liderada por Temer e seus aliados no Legislativo, Judiciário, Ministério Público e em setores econômicos e na mídia, que se baseia apenas nas conveniências que norteiam os interesses políticos.

Diante de um possível acordão que se trama, o líder da Oposição cobrou atenção da sociedade para o TSE nas próximas semanas. Ele reiterou que a defesa da presidenta Dilma já mostrou que não houve o cometimento de qualquer ilicitude na disputa de 2014.
Segundo ele, que foi o coordenador da campanha presidencial do Nordeste naquele ano, o PT fez uma campanha limpa e auditada por todas as instâncias competentes.

“Portanto, se o TSE entender de forma diversa, que o peso da sua decisão seja para a chapa, que é integrada pelo vice e dela não pode, sob qualquer hipótese, se dissociar. Salvo por um acordão político inaceitável, salvo por um novo golpe que venha para impedir a realização de eleições diretas”, observou.

Protestos
No discurso, Humberto também falou sobre as manifestações de domingo, organizadas por próceres da queda de Dilma, como o MBL e o Vem pra Rua. Segundo ele, a iniciativa foi um total fracasso e as panelas silenciaram nas varandas gourmet e os patos se recolheram diante de um governo atolado na lama da corrupção.

“Ficou evidente que esses movimentos neofascistas perderam total adesão popular ao se mostrarem completamente diferentes de como se vendiam. Eles não têm nada de apartidários e isentos. São, na verdade, fortes linhas auxiliares, cúmplices de Temer e atuam com partidos que os financiam”, disparou.

O parlamentar acredita partidos como o PSDB, DEM e PPS e a Fiesp e a mídia saem enfraquecidos após o último domingo. “Não houve mais filé mignon e champanhe servidos na avenida Paulista nem campanha com frases pretensamente cívicas na fachada da Fiesp. Lula e Dilma botaram mais gente em Monteiro (PB) na inauguração popular da transposição do São Francisco do que esse pessoal em todo Brasil”, finalizou.

Orgia fiscal de Temer resulta no pior rombo da história de agosto, critica Humberto

Humberto: “Eles venderam a melhoria das contas públicas com a proposta de menos gastos. Mentira deslavada. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: “Eles venderam a melhoria das contas públicas com a proposta de menos gastos. Mentira deslavada. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

Alçado ao cargo de presidente da República sem obter um único voto na urna, com a pretensão de combater a corrupção e equilibrar as contas públicas do país, o presidente não-eleito Michel Temer (PMDB) está promovendo uma verdadeira orgia fiscal, na avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), e colhe os piores resultados possíveis para as contas públicas do país.

O parlamentar, que questiona o governo peemedebista desde que assumiu o poder por alargar o déficit público com o aval de sua base no Congresso Nacional, lamentou, nessa quinta-feira (29), que Brasil tenha registrado o pior rombo fiscal para um mês de agosto desde 1997 – início da série histórica feita pela Secretaria do Tesouro Nacional. Somente em agosto, o déficit das contas do governo somou R$ 20,3 bilhões.

“Estamos assistindo a um governo perdido que, diante da orgia fiscal que vem promovendo, colhe o pior resultado para o mês em 20 anos. Ele acusava a presidenta Dilma de desorganizar as finanças nacionais. Mas, desde que assumiu, vem aprofundando as nossas dificuldades econômicas, gastando despudoradamente para pagar aos seus aliados as faturas do golpe que lhe colocou ilegitimamente no cargo”, afirmou o senador.

Humberto avalia que Temer jamais teve preocupação com responsabilidade fiscal, tendo solicitado, e conseguido, do Congresso Nacional reiterados cheques em branco para avançar irresponsavelmente sobre as contas públicas. Segundo ele, é pura hipocrisia o compromisso de consertar as finanças, assim como é uma farsa falar em combate à corrupção.

De acordo com o líder do PT, o presidente golpista tem muita dificuldade para cumprir as promessas de impedir um aumento das despesas públicas, principalmente porque se sujeita a pressões de partidos aliados para lotear a Esplanada em cargos de comissão e de liberação de recursos em troca de apoio político.

“Eles venderam a melhoria das contas públicas com a proposta de menos gastos. Mentira deslavada. Gastam, enquanto vão querer fazer o ajuste em cima de arrocho do trabalhador e o aposentado brasileiros, reduzindo benefícios sociais e programas da saúde e educação. Mesmo imaginando um aumento do déficit fiscal devido ao fraco desempenho da arrecadação, o governo está perdido em meio aos maus resultados das contas públicas”, analisa o senador.

O líder do PT ressaltou ainda que Michel Temer alterou a meta fiscal deste ano e de 2017, prevendo um déficit de 170 bilhões até dezembro e R$ 139 bilhões no próximo exercício, com o aval do Legislativo. “Onde estão os grandes responsáveis fiscais do PSDB, DEM e do PPS para comentar esses péssimos resultados? Na hora que discutimos a responsabilidade fiscal desse governo golpista, não dizem nada. Ficam todos estão caladinhos”, disparou.

 

 

Temer age contra Nordeste com apoio de ministros pernambucanos, diz Humberto

Líder do PT diz que os quatro ministros do Estado aplaudem discriminação de Temer a Pernambuco. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Líder do PT diz que os quatro ministros do Estado aplaudem discriminação de Temer a Pernambuco. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

 

Priorizado como nunca nos governos Lula e Dilma, o Nordeste voltou a ser tratado, na avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), como o patinho feio da Federação e assumiu papel secundário na gestão “golpista” do presidente Michel Temer (PMDB).

Em discurso na tribuna nesta terça-feira (20), o senador ressaltou que os estados da região, principalmente Pernambuco, não foram contemplados pelas políticas fiscais e de infraestrutura do novo governo e sofreram cortes bilionários de importantes obras que estavam previstas anteriormente – tudo com o apoio dos quatro ministros pernambucanos que ocupam a Esplanada.

São eles: Bruno Araújo (PSDB), das Cidades; Mendonça Filho (DEM), da Educação; Raul Jungmann (PPS), da Defesa; e Fernando Bezerra Filho (PSB), de Minas e Energia. Segundo Humberto, Pernambuco é uma das unidades que mais sofreu com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), lançado pela equipe de Temer esta semana e “totalmente desfavorável e discriminatório” contra o Estado.

O parlamentar ressaltou que vários projetos anunciados por Dilma, como o Arco Metropolitano, as obras nas BRs 101 e 232 e melhorias em Suape, que teriam investimentos de mais R$ 6,6 bilhões, foram sumariamente descartados, assim como a prorrogação de contratos de arrendamento ligados a portos públicos, cujo reembolso renderia ao Estado algo em torno de R$ 10,8 bilhões.

“Pernambuco teria concessões para dois terminais de contêineres e dois terminais de granéis minerais. De nove aeroportos que teriam investimento no nosso Estado, a tesourada de Temer levou sete, cortando R$ 180 milhões em recursos para ampliação de unidades regionais”, lembrou.

O líder do PT observou que, na administração Dilma, Pernambuco dispunha de tratamento igualitário por parte do governo federal. “Agora, vemos esses quatro senhores do golpe representantes do Estado assistirem, impávidos, ao desmonte das políticas de redução de desigualdades que eram a tônica dos governos do PT”, lembrou.

Pior do que isso, segundo Humberto, é ver os ministros pernambucanos – que já ganharam apelidos curiosos pela atuação considerada “pífia” à frente das pastas, como o “mãos de tesoura” atribuído a Mendonça – não darem uma palavra e ainda aplaudirem efusivamente as ações maléficas adotadas pelo governo “ilegítimo” ao qual pertencem.

“A guilhotinada nos investimentos que estavam previstos para Pernambuco acontece nas barbas dos quatro que, por aderirem ao golpe, foram aquinhoados com pastas importantes e para quais, está provado no dia-a-dia, não estavam preparados”, registrou.

O líder do PT também questionou a posição do PSB-PE, que, de acordo com os jornais locais, agora começa a bater forte em Temer, “querendo se livrar dele como o diabo da cruz”. O partido foi favorável ao impeachment de Dilma e indicou o ministro das Minas e Energia para o cargo.

“Agora, acusam Temer de ser discriminatório e preconceituoso. Parece que já perceberam, em tão pouco tempo de aliança, que mesmo sendo adesistas, são nordestinos. E nordestino não é prioridade desse temerário governo. Mas o que eu quero lhes dizer é o seguinte: quem pariu Mateus, que o embale. Vocês são responsáveis por isso que está aí”, disparou.

Humberto encerrou o discurso ironizando os quatro ministros pernambucanos, aos quais deu parabéns por constatar que, como “apoiadores do golpe contra a democracia, eles também têm apoiado um golpe contra o próprio Estado”.

Acelerar impeachment é medo de delação de Cunha, diz Humberto

Humberto diz que Temer e aliados têm receio de delação de Cunha. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Humberto diz que Temer e aliados têm receio de delação de Cunha. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

 

Um dia depois da aprovação do relatório que pede a cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o líder do Governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que a base do presidente interino Michel Temer (PMDB) já demonstra medo com uma possível delação premiada a ser feita pelo deputado fluminense.
Segundo Humberto, o receio de que Cunha “caia atirando” – como noticiaram alguns veículos de imprensa – estremece o Palácio do Planalto e faz com que os parlamentares aliados à junta provisória no Senado queiram acelerar a votação do processo de afastamento da presidenta na Comissão Especial do Impeachment da Casa.

O senador lamentou, nesta quarta-feira (15), que integrantes do colegiado, de partidos alinhados ao “governo golpista”, não estejam fazendo questionamentos às testemunhas e que muitos estejam, inclusive, faltando à comissão para tentar apreciar a denúncia contra Dilma o mais rápido possível.

“Acho que há uma pressa incompreensível dos que formam a base do Governo interino de acabar com esse processo. Já ouvi até gente dizer: ‘antes que o Cunha delate, vamos tirar logo Dilma’. Parece-me que, talvez, exista um pouco esse espírito aí”, afirmou.

Humberto ressaltou que o presidente afastado da Câmara mandou avisar que não vai perdoar as traições sofridas e, se delatar, vai dizer tudo o que sabe. Para o senador, é bom que diga, pois o Brasil precisa saber de tudo o que ele tenha a contar.
“Não sei é por que Temer está com tanto receio, por que tem mandado emissários para pedir calma a Eduardo Cunha, segundo se comenta, por que está tentando proteger o ex-aliado com a finalidade de proteger a si mesmo e ao próprio governo interino”, observou.

O líder do Governo Dilma perguntou o que será que Cunha tem de tão sigiloso e sensível para exercer todo esse poder destrutivo sobre Temer e sua diminuta e interina gestão. “Por que Temer – tão corajoso para usurpar cargo que não é seu – treme com a possibilidade de que Cunha faça uma delação premiada?”, questionou.

Humberto cobrou que Temer responda ao país que medo é esse que tem do amigo de partido e o que ele sabe que os brasileiros não têm conhecimento. “Surpreenda-nos com essas informações antes que nós tomemos conhecimento delas pela delação premiada do seu amigo traído. Fale-nos sobre o que Vossa Excelência e Eduardo Cunha já fizeram juntos na vida”, disparou.

O senador avalia que as respostas serão suficientemente consistentes para dar um novo rumo ao país e ele crê que ocorrerão em breve, a tempo de restaurar a ordem democrática no país.

O parlamentar lembrou que Cunha só alcançou o auge do poder e agiu como um déspota porque foi apoiado por PSDB, DEM, Solidariedade, PPS e PMDB, “que lhe beijavam as mãos e lhe lambiam as botas, como cães obedientes que ladram em torno do dono para protegê-lo”.

“Desse séquito, também fazia parte Michel Temer, que sentiu o cheiro fétido que Cunha exalava e, juntamente com os partidos de oposição, enxergou nele o instrumento ideal para ser utilizado com a finalidade de golpear a presidenta da República e assumir o seu lugar”, registrou.

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