Presidência da República

Lançamento de pré-candidatura em Minas confirma Lula como nome do PT, afirma Humberto

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Líder em todas as pesquisas de intenção de voto à Presidência da República, Lula terá sua pré-candidatura lançada na próxima sexta-feira (8), em Contagem (MG), em grande evento suprapartidário que contará com a participação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE). Uma vaquinha virtual foi lançada, nesta terça-feira (6), para arrecadar recursos “rumo ao terceiro mandato de Lula”.

Segundo Humberto, o lançamento da pré-candidatura em Minas Gerais está sendo organizado pelo PT, mas terá caráter multipartidário porque reunirá todos aqueles que defendem a democracia e querem eleições livres, em que todos os que desejem possam delas participar.

“Lula tem hoje, sozinho, mais votos do que todos os seus outros concorrentes reunidos. Está animado, disposto e preparado para aquilo que a vida lhe talhou desde que nasceu: lutar. Foi assim que o encontrei em Curitiba quando fui visitá-lo, é assim que todos o encontrarão quando ele voltar a percorrer cada pedaço de chão deste país”, afirmou.

O senador disse estar confiante de que Lula, que amanhã completa dois meses de confinamento em uma solitária, será colocado em liberdade para assumir o lugar onde os brasileiros verdadeiramente o querem: o de líder na corrida presidencial.

O parlamentar contou que a ideia é levar ao povo brasileiro a mensagem de que a pré-candidatura de Lula presidente está começando a todo vapor para que todos possam se integrar a ela e construí-la em conjunto, de mãos dadas.

Ele explica que, na vaquinha virtual, com o mínimo de R$ 10, o interessado já “poderá ajudar o Brasil a sair da crise, retomar os empregos, reduzir a pobreza, acabar com a fome e ter de volta todos os programas sociais que revolucionaram a nossa realidade”.

“Quero levar aqui a nossa mensagem de esperança aos brasileiros pelo lançamento da pré-candidatura do maior líder político deste país, pela confiança na sua liberdade e pela absoluta certeza da sua vitória, em razão do exercício da liberdade dos brasileiros de poderem votar em Lula de novo para presidente da República”, declarou.

No discurso, o líder da Oposição ainda criticou alguns institutos de pesquisa que, em sua visão, cometem a aberração de desconsiderar Lula como candidato. Segundo ele, isso não fragiliza a posição do PT, mas deslegitima as próprias sondagens, porque elas perdem credibilidade ao retirar o nome do mais bem colocado pré-candidato à Presidência.

Humberto espera que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF) apreciem os recursos apresentados pela defesa de Lula para a sua soltura, nessa terça-feira (5), na mesma velocidade com que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) foi célere para “sentenciar e condenar um homem inocente”.

 

Veja o discurso do senador na íntegra:

Humberto participa de ato em defesa da candidatura de Lula no Recife

 

Humberto: Lula é líder absoluto em toda as pesquisas que foram realizadas e o PT vai registrar a sua candidatura no próximo dia 15 de agosto. Foto: Asscom HC

Humberto: Lula é líder absoluto em toda as pesquisas que foram realizadas e o PT vai registrar a sua candidatura no próximo dia 15. Foto: Asscom HC

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), participou neste domingo pela manhã de ato, em Brasília Teimosa, no Recife, que marcou o aquecimento para o lançamento da pré-candidatura de Lula à Presidência da República. Dirigentes e militantes do PT de Pernambuco também estiveram presentes na mobilização, que ocorre em todo o país.

“Lula é líder absoluto em toda as pesquisas que foram realizadas e o PT vai registrar a sua candidatura no próximo dia 15 de agosto. A vontade do povo é que Lula volte a governar o Brasil e hoje as pessoas estão nas ruas para reafirmar seu apoio à candidatura do ex-presidente”, destacou o parlamentar.

Humberto disse ainda que os brasileiros sabem o mal que o golpe causou na vida da população e que o povo sabe que Lula é o único capaz de fazer o rumo do país melhorar novamente. “O golpe nos levou ao caos absoluto. Esse governo que aí está desmontou programas sociais, ampliou a desigualdade e a pobreza e só faz política para beneficiar as grandes corporações e o sistema financeiro, mas Lula vai voltar para fazer o Brasil voltar a crescer com justiça social”, afirmou o senador.

Em Pernambuco, os atos em apoio à pré-candidatura de Lula também aconteceram nas cidades de Arcoverde, Barreiros, Cabo de Santo Agostinho, Moreno, Olinda, Salgueiro, Caruaru, Igarassu, Nazaré da Mata, Serra Talhada, Timbaúba, Camocim, São José do Egito, Jaboatão dos Guararapes, Ipojuca e Petrolândia.

 

Lula voltará para tirar país de retrocesso de duas décadas com Temer, diz Humberto

Para Humberto, Temer fez do Palácio do Planalto o bunker onde se protege da cadeia. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, Temer fez do Palácio do Planalto o bunker onde se protege da cadeia. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Enquanto o Palácio do Planalto comemorava os dois anos de governo Temer na tarde desta terça-feira (15), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou duramente o descalabro da gestão do atual presidente. O parlamentar declarou que Temer foi responsável por um retrocesso de 20 anos em dois e é o pior e mais detestado presidente da história.

Para o senador, emparedado por malas de dinheiro e graves denúncias, Temer fez do Palácio do Planalto o bunker onde se protege da cadeia. O líder da Oposição afirmou que os retrocessos na educação, na saúde e nos direitos humanos, o desemprego e a volta da miséria e da fome são as marcas desse governo medíocre, que transformou o Brasil num cenário de terra arrasada. Ele avalia que só o presidente Lula, com o apoio massivo do povo, será capaz de tirar o país do buraco sem fundo.

“Os brasileiros reagem a isso tudo de forma muito viva, como demonstram as pesquisas de opinião. O sujeito mais detestado do país está no Planalto, enquanto o líder mais amado está preso por uma caçada judicial. Encarcerado injustamente há mais de um mês, ele é o candidato líder em todas as pesquisas para a Presidência da República, vencendo em todos os cenários de 1º e 2º turnos”, afirmou.

Humberto disse que o resultado das pesquisas demonstra o “fracasso completo da direita raivosa que aí está, especialmente do PSDB, que articulou a derrubada de Dilma e hoje se vê estagnado em 4% das intenções de voto com seu candidato Geraldo Alckmin”.

Em seu discurso na tribuna do plenário do Senado, o parlamentar ressaltou o atraso em que Temer meteu o país: desempenho pífio na economia, 14 milhões de desempregados, Brasil de volta ao Mapa da Fome e com o quadro de aumento de 11% da pobreza extrema, atingindo 52 milhões de brasileiros.

Na saúde, lembrou ele, a atual gestão fechou 400 unidades próprias do Farmácia Popular, comprometeu o Mais Médicos e retirou R$ 10 bilhões do SUS, sendo responsável pelo aumento de 11% da mortalidade infantil, que caiu durante os 13 anos de Lula e Dilma.

Na educação, o senador observou que o Ciência sem Fronteiras acabou, o Pronatec foi engavetado, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) perdeu R$ 1,5 bilhão, as universidades federais tiveram redução de 33% do orçamento e o Fies, que deu a mais de um milhão de jovens uma perspectiva de futuro, virou um programa que não atende a quase ninguém. “Esse é o legado de Temer e seu ministro de Educação, Mendonça Filho, conhecido pelas suas hábeis mãos de tesoura.”

“A gasolina subiu mais de 20% e já é a segunda mais cara do mundo. E, somente em 2017, o gás de cozinha aumentou 70%, 15 vezes mais que a inflação, levando 400 mil nordestinos de volta ao fogão de lenha, por não conseguirem pagar por um botijão”, disparou.

Humberto acredita que esse cenário dantesco deverá piorar com a lei que limitou todos os investimentos em educação e saúde pelos próximos 20 anos. A única esperança, segundo ele, é a volta de Lula, para retomar um projeto que revolucionou a vida da população e com o melhor governo da história.

 

Veja o vídeo do discurso na íntegra:

Com julgamento de Lula, STF enterrou princípio da presunção de inocência, afirma Humberto

Para o senador, o Supremo reverteu a lógica constitucional de que todos são inocentes até que se prove o contrário. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para o senador, o Supremo reverteu a lógica constitucional de que todos são inocentes até que se prove o contrário. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de negar a concessão de habeas corpus ao ex-presidente Lula enterrou o princípio constitucional da presunção de inocência no Brasil, afirmou o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE). O senador – que acompanhou, nesta quarta-feira (4), a decisão de Brasília e participou da manifestação pela liberdade de Lula na Esplanada dos Ministérios – se disse decepcionado pelo entendimento da Suprema Corte.

Na prática, os ministros definiram, por 6 votos a 5, que Lula deve ser preso pela condenação em 2 ª instância, mesmo antes do trânsito em julgado da sua sentença. Ou seja, ainda que ele recorra ao Superior Tribunal de Justiça ou ao STF com a finalidade de anular a condenação, isso não evita que cumpra a pena na cadeia.

“O STF entendeu que a liberdade de uma pessoa vale menos do que o patrimônio. A lei garante, por exemplo, que – se alguém pagar duas vezes por algo que comprou – tem direito a receber de volta o que pagou a mais, com juros e correção. Mas um cidadão preso que, nos tribunais superiores, tiver sua sentença condenatória anulada, quem vai repor a sua liberdade perdida injustamente?”, questionou. “Ê uma decisão lamentável, que coloca o valor do ser humano abaixo do de um bem.”

Para o senador, o Supremo reverteu a lógica constitucional de que todos são inocentes até que se prove o contrário. “Agora, todos somos culpados até que provemos ser inocentes. Isso vai contra toda a construção jurídica nacional e internacional consagrada”, analisou o senador. “O STF, que deveria ser o guardião da Constituição, julgou contra a Constituição. Eliminou um direito fundamental dos brasileiros.”

No início da manhã desta quinta-feira, Humberto partiu de Brasília para São Paulo com a finalidade de participar, ao lado de outros parlamentares, de uma reunião com Lula para avaliar o cenário político e os próximos passos a serem tomados pelo Partido dos Trabalhadores.

 

 

STF não pode se curvar a pressão militar, diz Humberto

Humberto participou das manifestações na Esplanada dos Ministérios em defesa da democracia e do princípio da inocência previsto na Constituição. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto participou das manifestações na Esplanada dos Ministérios em defesa da democracia e do princípio da inocência previsto na Constituição. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Preocupado com a tensão gerada sobre o julgamento do habeas corpus de Lula no Supremo Tribunal Federal (STF) – principalmente a partir de declarações como a do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, entendida como uma pressão sobre a Corte para punir o ex-presidente -, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), manifestou seu repúdio à irresponsabilidade de de manifestar posições que piorem o clima de instabilidade do país.

O parlamentar participou das manifestações na Esplanada dos Ministérios em defesa da democracia e do princípio da inocência previsto na Constituição, que ocorrem ao mesmo tempo da sessão do STF para julgar o caso.

Em discurso, Humberto afirmou que não cabe, por mais justa, por qualquer lado que tenha, uma manifestação de uma pessoa com a responsabilidade que tem o comandante do Exército num momento como este. Para o senador, essa manifestação é entendida como uma pressão completamente indevida sobre o STF.

“Estranhamos a manifestação, antecedendo essa sessão do STF. Estranheza porque o general sempre se caracterizou por uma posição de equilíbrio, moderação e exigência do cumprimento da Constituição, por posições até de conteúdo nitidamente nacionalista. E jamais extrapolou a sua posição como comandante e seguiu aquilo que a Constituição prevê, que é omitir-se de manifestar-se politicamente”, ressaltou.

Segundo o parlamentar, o mais grave é que a afirmação do general terminou servindo para a exploração por parte de segmentos que apostam no caos do nosso país, que não querem o cumprimento da Constituição, do calendário eleitoral e das liberdades da população.

“Eu espero que o Supremo assuma o seu papel soberano, que aqueles onze ministros que estão lá tenham consciência do que é o seu papel institucional e constitucional, cumprindo com a sua responsabilidade de ser guardião da democracia. A Constituição é clara ao dizer que há inocência até que um processo transite em julgado, portanto, depois da terceira instância”, disse.

O líder da Oposição avalia que todos esses fatos, sem dúvida, são resultado de todo um clima que foi construído desde 2014, quando no Brasil o ódio começou a ser semeado de forma permanente, cresceu a tolerância com posições autoritárias e com posições que agridem a Constituição brasileira.

 

Veja o discurso do senador Humberto Costa na íntegra:

Bolsonaro e o PSDB estimulam atentados contra Lula, acusa Humberto

Humberto: O que houve, na noite dessa terça-feira no Paraná, foi uma clara tentativa de homicídio. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O que houve, na noite dessa terça-feira no Paraná, foi uma clara tentativa de homicídio. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
De Brasília, onde participava de sessão deliberativa do Senado, o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), acompanhou, por contato telefônico com integrantes da comitiva, o atentado a tiros contra a caravana de Lula no Paraná. Para o senador, as balas que tingiram os ônibus são de responsabilidade de milícias nazifascistas, estimuladas pelo apoio do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e do PSDB.

O líder da Oposição acusou Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, a estimular o ódio e a intolerância entre seus eleitores. Da mesma forma, criticou a decisão da PM do Paraná, comandada pelo então governador tucano Beto Richa, de se recusar a dar apoio à segurança da caravana, que contava com a presença de dois ex-presidentes do Brasil, Lula e Dilma.

“Some-se a isso o fato de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB, dizer que o PT colhe o que planta, em vez de repudiar veementemente esse atentado contra a vida. Alckmin mostra seu nanismo político. Os tucanos estimularam Bolsonaro para derrubar Dilma e, agora que se veem engolidos por ele, querem tomar seu lugar no discurso do ódio e da violência”, avaliou. “Que triste fim para o PSDB.”

Para Humberto, que na tarde dessa terça-feira havia denunciado a escalada da intolerância na corrida eleitoral, as ameças de morte a autoridades públicas, como as que relatou o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin, e os repetidos atentados contra a caravana de Lula pelo Sul mostram que a violência pode resultar em mortes nas eleições deste ano. “O que houve, na noite dessa terça-feira no Paraná, foi uma clara tentativa de homicídio. Querem alvejar Lula e, com isso, a democracia. Temos que estancar essa onda de violência ou ela tomará o Brasil”, explicou.

Defender chicotada em ser humano é ranço racista e social, diz Humberto sobre agressores da caravana de Lula

Humberto: É a mesma direita raivosa, movida pelo ódio e pela intolerância, que deu um golpe em Dilma e meteu um país num clima de barbárie civilizatória desde 2014. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: É a mesma direita raivosa, movida pelo ódio e pela intolerância, que deu um golpe em Dilma e meteu um país num clima de barbárie civilizatória desde 2014. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

Em discurso na tribuna do Senado, na tarde desta terça-feira (27), o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), criticou duramente os ataques praticados contra a caravana do ex-presidente Lula no Sul do país. Para o senador, os responsáveis pelas agressões se igualam às milícias de Hitler da época da Alemanha Nazista e são fruto do ódio semeado no Brasil por uma direita hidrófoba, da qual o deputado Jair Bolsonaro (PSL) é o maior expoente.

Fazendo menção às cenas em que ruralistas aparecem chicoteando apoiadores do ex-presidente no Rio Grande do Sul, o líder da Oposição reprovou a atitude da senador Ana Amélia (PP-RS) para quem “atirar ovo, levantar o relho, mostra onde estão os gaúchos”. “Não mostra onde estão os gaúchos. Porque os gaúchos não podem ser confundidos com isso. Mostra onde estão os de comportamento bestial. A defesa de chicotadas em seres humanos, como as aplicadas em nossos negros até o Século XIX, é um ranço racista e de classe, é prova de que a escravidão, como previu Joaquim Nabuco, segue na memória nacional”, afirmou.

Humberto acusou “as hordas de malfeitores” de agredir direitos constitucionais, ao impedir a livre manifestação e o ir e vir da caravana, e de atentar contra o patrimônio privado, ao depredar ônibus, e a integridade física dos participantes com espancamentos, apedrejamentos e açoitamentos.

“É a mesma direita raivosa, movida pelo ódio e pela intolerância, que deu um golpe em Dilma e meteu um país num clima de barbárie civilizatória desde 2014″, analisou. Para Humberto, nada, contudo, impediu que a caravana de Lula mantivesse o seu roteiro e chegasse ao fim – previsto para esta quarta-feira, em Curitiba – de maneira exitosa e aclamada pela população. “Essas milícias não conseguiram opacar a grande alegria com que Lula foi recebido por onde passou. Ele consolidou, a despeito de todo esse ódio, a posição de maior líder político deste país e sai chancelado pelo povo para disputar as eleições deste ano”, concluiu.

 

Veja o discurso do senador:

 

Vamos sublevar o povo contra a prisão arbitrária de Lula, diz Humberto

Para Humberto,  é preciso responsabilidade republicana neste momento para evitar uma cisão no país. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, é preciso responsabilidade republicana neste momento para evitar uma cisão no país. Foto: Roberto Stuckert Filho

Da tribuna do Senado, o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), denunciou, na tarde desta terça-feira (13), um cerco judicial cada vez mais acelerado contra o ex-presidente Lula, com a finalidade de retirá-lo da disputa eleitoral deste ano. De acordo com Humberto, a prisão de Lula se configuraria como uma violência inominável e não seria aceita sem resistência.

“Não esperem de nós condescendência com essa irresponsabilidade, com essa aberrante decisão de encarcerar o maior líder político deste país às vésperas das eleições”, afirmou. “Nós ofereceremos toda a resistência necessária a esse aviltante acordo – com o Supremo, com tudo – para impedir a candidatura de Lula.”

O líder da Oposição ressaltou a recente pesquisa Ibope/CNI que aponta o PT como o partido que conta com a maior simpatia entre os brasileiros, mais que o triplo do PSDB. “Vamos usar esse capital político de que dispomos para disputar a consciência do povo neste embate e estamos certos de que conseguiremos sublevar a população numa grande corrente em todo o país contra essa anômala decisão, se ela vier a ser tomada”, explicou o senador.

Para Humberto, a Justiça não pode agir seletivamente. “O Judiciário que quer prender Lula é o mesmo que livrou da cadeira a mulher de Eduardo Cunha, que manteve o mandato de um senador flagrado pedindo propina e ameaçando matar delator, que é cego ao operador do PSDB que movimentou mais de R$ 150 milhões em contas no exterior. Isso é inaceitável”, denunciou.

De acordo com o líder petista, é preciso responsabilidade republicana neste momento para evitar uma cisão no país. “Pelo bem das instituições, é bom que essa prisão arbitrária não ocorra. Ela não contribuirá em nada para a consolidação da nossa já estremecida democracia”, advertiu Humberto. “Não cabe à Justiça querer impedir um inocente de chegar à Presidência da República, enquanto frequenta e é frequentada, animadamente, pelo bandido que ora ocupa o Palácio do Planalto.”

 

Assista ao discurso na íntegra:

Intervenções podem se alastrar por Estados, alerta Humberto

Humberto:  governo está completamente perdido, desconhece a realidade do Rio e do Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: governo está completamente perdido, desconhece a realidade do Rio e do Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Após participar da reunião do Conselho da República sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (19), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), alertou que a medida de exceção tomada pelo governo Temer poderá se alastrar por outros estados do país que apresentam índices de violência piores do que os fluminenses.

Segundo Humberto, se o governo editou um decreto de intervenção para atacar o problema da segurança pública no Rio, pode se sentir autorizado a agir da mesma forma com Sergipe, Ceará, Alagoas ou Rio Grande do Norte, por exemplo, onde se registra forte presença do crime organizado e mais mortes violentas por 100 mil habitantes do que em qualquer lugar do país.

“Como o governo vai agir nesses locais? Por que o Rio Grande do Norte, que teve uma crise penitenciária aguda recentemente, seguida de uma onda de violência nas ruas das cidades, não teve tratamento parecido? Fiz todas essas perguntas na reunião e não obtive respostas”, contou, lembrando que Pernambuco também tem reconhecida situação de violência maior que a do Rio, sem que tenha passado por intervenção dessa natureza.

O senador avalia que o governo está completamente perdido, desconhece a realidade do Rio e do Brasil e que a real intenção do decreto é tentar sair das cordas bambas da popularidade junto à população, usando as Forças Armadas para querer obter alguma credibilidade. “Temer está bolsonarizando o governo atrás de apoio na opinião pública de direita e extrema direita.”

O parlamentar ressaltou que o decreto de intervenção, que será votado pela Câmara e Senado, está sendo acompanhado com muito rigor pelo PT, desde o primeiro momento, porque as reais razões de sua edição ainda não foram explicitadas à sociedade. Para Humberto, trata-se de uma medida drástica sobre um Estado da Federação.

“Nesse jogo, as Forças Armadas estão sendo usadas com propósito nitidamente político. Temer deu as costas à segurança pública e sucateou todo o sistema desde que assumiu a cadeira que usurpou de Dilma e, agora, quer fazer uso político das Forças Armadas para enfrentar o sério problema da criminalidade”, concluiu.

No Conselho da República, Humberto diz que governo não justifica intervenção e desconhece realidade

Para Humberto, a decisão do governo de intervir no Rio de Janeiro não foi baseada em evidências e dados concretos sobre a criminalidade no Estado. Foto: Marcos Corrêa / PR

Para Humberto, a decisão do governo de intervir no Rio de Janeiro não foi baseada em evidências e dados concretos sobre a criminalidade no Estado. Foto: Marcos Corrêa / PR

 
Integrante do Conselho da República, órgão previsto na Constituição Federal para tratar de temas de alta gravidade para do país, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou, em reunião do grupo na manhã desta segunda-feira (19), a desorganização e o desconhecimento do governo Temer com a real situação do Brasil.

Para Humberto, que esteve no encontro no Palácio da Alvorada, a decisão do governo de intervir no Rio de Janeiro não foi baseada em evidências e dados concretos sobre a criminalidade no Estado, mas, sim, pelo calor do momento, com registro de imagens de violência no carnaval.

O senador explicou que sete integrantes do Conselho da República, composto hoje por nove membros, manifestaram-se a favor da intervenção. Ele e o deputado José Guimarães (PT-CE), líder da Oposição na Câmara, se abstiveram, tendo em conta que os partidos de oposição ainda não fecharam uma posição conjunta sobre o tema.

Humberto disse que Temer e seus ministros não conseguiram explicar os motivos pelos quais tomaram a decisão, agora, de intervir no Rio de Janeiro. Segundo o líder da Oposição no Senado, eles também não falaram sobre o resultado de outras operações realizadas pelas Forças Armadas na unidade federada, não informaram sobre a previsão de gastos orçamentários e quanto será liberado pela União e desconsideraram a opinião do conselho antes da edição do decreto.

“Nós, da oposição, perguntamos a eles sobre tudo isso e não obtivemos nenhuma resposta. Não há qualquer análise de planejamento sobre o resultado que se espera a curto ou médio prazo. Na ausência de todas essas informações e diante do fato do Conselho da República ter sido chamado a ser ouvido só depois do decreto, nós consideramos adequado votar contra a medida no Congresso Nacional”, resumiu Humberto.

O parlamentar afirmou que o ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS-PE), se limitou a mostrar quatro matérias de jornais para justificar a intervenção federal no Rio. De acordo com Humberto, ele não tratou de dados objetivos, como se houve crescimento no número de homicídios no Estado, se os dados são mais graves em comparação com outras unidades da Federação, o que mudou nos últimos meses, por exemplo

“Essa decisão do governo foi tomada muito mais pelo calor do debate e pelas cenas do Carnaval do que efetivamente por algo organizado e planejado. O governo demonstra alto grau de desorganização e a intervenção não é baseada em evidências e dados sobre a criminalidade no Rio”, concluiu.

O líder da Oposição avalia que não há qualquer argumento que justifique a intervenção da noite para o dia e que esse instrumento deveria ter sido o último a ser utilizado, depois de todos os demais terem sido esgotados.

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