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Adulador de Temer, Mendonça foi o coveiro da educação brasileira, afirma Humberto

Humberto: Mendoncinha foi o ministro 'mãos de tesoura' porque cortou tudo para agradar o seu presidente e à iniciativa privada com a qual o próprio MEC foi loteado. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Mendoncinha foi o ministro ‘mãos de tesoura’ porque cortou tudo para agradar o seu presidente e à iniciativa privada com a qual o próprio MEC foi loteado. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Ao fazer, na tribuna do Senado, um balanço do setor de educação durante o governo Temer em comparação com os de Lula e Dilma, o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), criticou duramente o deputado federal e ex-ministro Mendonça Filho (DEM), a quem apontou como responsável pelo desmonte de vários programas de ampla repercussão social, como o Ciência sem Fronteiras, o Fies, o ProUni e o Pronatec.

“Mendoncinha foi o ministro ‘mãos de tesoura’ porque cortou tudo para agradar o seu presidente e à iniciativa privada com a qual o próprio MEC foi loteado”, afirmou Humberto, que chamou Mendonça Filho de “xeleléu” de Temer.

“Eu disse que ele Mendonça Filho era da turma de Temer. Ele ficou com raiva, ficou bravo. Ele que reconheça que é o candidato de Temer. Eu sou da turma de Lula, de Dilma, dos que salvaram a educação no Brasil”, disse Humberto, que passo avisou ao ex-ministro: “Assuma, Mendonça! Você é pau mandado de Temer. Você foi o ministro que destruiu a educação brasileira. Não se esconda! Bote nas suas redes sociais as fotos suas do MEC. Das vezes que você esteve lá (em Pernambuco) como xeleléu (*bajulador, adulador) de Temer!”

Humberto rememorou a campanha de 2006, quando foi alvo de um boato de que estaria envolvido em um escândalo, quando foi ministro da Saúde. O candidato petista acusou Mendonça Filho de se aproveitar do caso, na época, o que provocou a derrota do PT na eleição para o governo de Pernambuco.

“Assuma! Não haja como você sempre age, na base da calúnia, na base da mentira, atacando quando não tem argumentos. Não pense que você vai fazer comigo o que fez na eleição de 2006, quando, por meio de uma falsidade, que foi desmentida pela Justiça, eu fui derrotado na eleição. O prejuízo que sofri na minha vida pública jamais poderá ser ressarcido”, lembrou Humberto.

Ao final do seu discurso, quando detalhou os prejuízos sofridos pelos programas do MEC na gestão de Mendonça Filho, o senador petista voltou a se dirigir ao deputado federal, a quem classificou como coveiro da educação brasileira, e reafirmou sua disposição de debater ao longo da campanha, mas que não aceitará ser atacado com calúnias e denúncias infundadas.

“Baixe a bola! Baixe a bola porque eu não temo você e vou mostrar a Pernambuco que você representa Temer, que é o defensor desse governo corrupto e incompetente que existe em nosso país”, concluiu.

Lula levará esperança ao Brasil com caravana que começa hoje no Nordeste, diz Humberto

 

Humberto: “A viagem vai levar esperança ao povo brasileiro. Lula vai sair renovado com o apoio do povo, com a conversa com as pessoas e aprender muito com realidade atual do Nordeste. Foto: Ricardo Stuckert

Humberto: “A viagem vai levar esperança ao povo brasileiro. Lula vai sair renovado com o apoio do povo, com a conversa com as pessoas e aprender muito com realidade atual do Nordeste. Foto: Ricardo Stuckert

 

Com formato semelhante à histórica “Caravana da Cidadania” feita na década de 90, o ex-presidente Lula inicia, nesta quinta-feira (17), em Salvador, uma nova caravana pelo Nordeste a fim de se aproximar ainda mais do povo da região mais carente do país, que foi beneficiado pelas políticas sociais implementadas nos 13 anos de governos do PT, mas hoje é renegado com o desmonte promovido por Michel Temer (PMDB).

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que estará ao lado de Lula hoje na Bahia e em grande parte do trajeto de 4 mil quilômetros que serão percorridos pelo ex-presidente em 25 municípios nos nove estados da região, avalia que é hora de levar esperança à população, principalmente diante do caos social que o país mergulhou sob a responsabilidade de Temer.

“Vamos denunciar, com veemência, todo o esfarelamento que acontece hoje em torno das políticas públicas, especialmente as sociais, como a exclusão sumária de mais de um milhão de famílias no Bolsa Família, programa referência para o mundo e que tanto ajuda os nordestinos”, afirmou Humberto.

Segundo ele, Lula vai conversar diretamente com as pessoas e conhecer agora, depois de ter sido presidente, os novos projetos que a região precisa para voltar ao caminho da redução das desigualdades sociais, crescimento econômico e da auto sustentabilidade.

“A viagem vai levar esperança ao povo brasileiro. Lula vai sair renovado com o apoio do povo, com a conversa com as pessoas e aprender muito com realidade atual do Nordeste. Será um aprendizado importante para que se reeleja presidente da República em 2018 e traga ao Brasil a felicidade novamente”, disse o senador.

O parlamentar ressaltou que várias medidas tomadas pelo governo Temer prejudicaram diretamente o povo sertanejo, como o fechamento de unidades do Farmácia Popular, a diminuição do Fies e do Pronatec, a redução do ritmo de execução de obras como a transposição do São Francisco e a Transnodestina, a diminuição do crédito do Minha Casa, Minha Vida e falta de prioridade nos estaleiros Atlântico Sul e Vard Promar, em Pernambuco.

Para o líder da Oposição, os projetos iniciados durante as gestões de Lula e Dilma na região andam, hoje, a passos de tartaruga porque o governo Temer deixa o Nordeste em segundo plano.

“Até a fábrica da Hemobrás eles queriam levar ao Sul. Mas nós vamos resgatar o nosso legado. Fizemos muitas coisas no Nordeste, como a transposição, a ampliação recorde de moradias, o Mais Médicos e a possibilidade de muitas famílias pobres colocar seus filhos na universidade. Vivíamos um tempo em que povo era feliz. Vamos enfatizar tudo nessa viagem”, resumiu Humberto.

Temer vai reduzir em 29% os investimentos do Fies, lamenta Humberto

 

André Corrêa  Liderança do PT no Senado QUADRADA

O Ministério da Educação (MEC) anunciou, ontem, mais um corte na área educacional. Dessa vez, o alvo é o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que beneficia 1,8 milhões de alunos em mais de 1,3 mil faculdades. O Governo vai reduzir em 29% os recursos que financiam o Fies diminuindo o teto global, por curso, de R$ 42 mil para R$ 30 mil, por semestre. Cada aluno poderá receber, no máximo, R$ 5 mil mensalmente para custear sua universidade.

“O ministro mãos de tesoura voltou a atacar novamente e o Fies está sendo o prejudicado dessa vez. Milhares de alunos deverão ser prejudicados, principalmente os que ingressarão na área da saúde que, normalmente, têm as mensalidades mais caras e correm o risco de não conseguir o financiamento”, lamentou o líder do PT no Senado, Humberto Costa.

A quantidade de vagas também foi reduzida em 2017. Ao todo, foram disponibilizadas 150 mil bolsas, número bem abaixo das 250 mil ofertadas no início de 2016. “Pouco a pouco, esse governo mostra a que veio. Desde o início que Temer e seu ministro golpista provam que são contra qualquer tipo de financiamento que beneficie o estudante que não tem condições de custear seus estudos”, afirmou o senador petista.

Humberto ainda lembrou que no início do governo interino eles suspenderam contratos do Fies em nove faculdades. “Na época o governo também anunciou a suspensão da participação em seleção para ofertas de bolsas do Prouni e a restrição na participação no Pronatec em universidades de vários estados sem divulgar os motivos”, criticou o parlamentar.

O Fies e o Prouni financiam cerca de 40% de estudantes do ensino superior privado. Juntos, eles já beneficiaram mais de 3 milhões de pessoas, sendo 1,4 milhões de jovens carentes que conquistaram bolsas do Prouni e 1,8 milhões de alunos que estudam em universidades privadas graças ao Fies. “Não podemos deixar esses programas sociais que levaram milhões de pessoas a terem um diploma universitário acabar. Precisamos lutar com todas as forças para tirar do governo esse golpista que vira as costas para os mais carentes e que só tem interesse em beneficiar os mais ricos”, desabafou Humberto Costa.

Lula e Dilma triplicaram investimento social e melhoraram vida do povo, diz Humberto

Para Humberto, a pesquisa apenas reforça o que sempre afirmou: programas como o Pronatec, o Fies e o Bolsa Família tornaram melhor a vida dos brasileiros. Foto: Asscom

Para Humberto, a pesquisa apenas reforça o que sempre afirmou: programas como o Pronatec, o Fies e o Bolsa Família tornaram melhor a vida dos brasileiros. Foto: Asscom

 

A redução expressiva da pobreza da população brasileira depois do aumento dos investimentos sociais promovidos pelos governos dos presidentes Lula e Dilma (2003-2016) ficou mais uma vez evidenciada, de acordo com o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), por um estudo oficial feito por um órgão público.
A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou, nos últimos dias, ampla pesquisa sobre gasto social, aquele destinado a atender às pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e que proporcionam oportunidades de promoção social.

O estudo mostra que as transferências sociais diretas da União triplicaram entre 2002 e 2014, passando de R$ 112,2 bilhões para R$ 343,3 bilhões, ao passo que a proporção da população classificada como pobre reduziu cerca de 10 pontos percentuais.

A evolução dos investimentos públicos federais nos últimos anos, segundo Humberto, teve consequência direta na mudança de vida dos cidadãos de todas as regiões do país. O parlamentar ressalta que o Coeficiente de Gini, que mede a concentração de renda familiar per capita, também diminuiu significativamente no período de gestão petista: de 0,5942 em 2002 para 0,5227 em 2014.

“O estudo concluiu que os gastos com transferências sociais diretas foram responsáveis por uma parcela de 47% da redução da desigualdade de renda e 32% da melhoria da proporção da pobreza, resultando na saída de 6,8 milhões de pessoas da pobreza. Era algo inimaginável no Brasil, sempre tão desigual”, afirmou.

A Secretaria do Tesouro Nacional analisou o gasto social brasileiro a partir de 2002 em sete categorias: assistência social; educação e cultura; organização agrária; previdência social; saneamento básico e habitação; saúde; e trabalho e emprego. A construção dessa série de tempo criou uma impressionante base bruta de dados com quase 430 mil registros contábeis.

Diante da análise, o senador destaca que, em linhas gerais, observa-se crescimento expressivo do gasto social direto ao longo do tempo, com aumento próximo a 3 pontos percentuais do PIB quando se comparam os patamares de 2002 e de 2015. Os investimentos em educação e cultura e em assistência social, além da ampliação de dispêndios com previdência social, chamaram a atenção da STN.

“A pesquisa apenas reforça o que sempre afirmamos: programas como o Pronatec, o Fies e o Bolsa Família tornaram melhor a vida dos brasileiros, principalmente os mais desfavorecidos economicamente. É isso que sempre buscamos e, agora, cobramos desse governo elitista e golpista de Temer”, disparou.

Temer completa 180 dias de retrocesso absoluto no poder, diz Humberto

Humberto: Com Temer país mergulhou numa onda de retrocesso absurdo. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

Humberto: Com Temer país mergulhou numa onda de retrocesso absurdo. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

 

Exatamente seis meses depois da chegada ao poder do presidente não-eleito Michel Temer (PMDB), o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), avalia que o país mergulhou numa onda de retrocesso tão absurdo que nem no pior dos seus pesadelos ele imaginou vivenciar.

Para o senador, no entanto, o desmonte das políticas sociais, o arrocho sobre os trabalhadores e aposentados e a falta de legitimidade do governo estão sendo percebidos pela maioria do povo brasileiro, que rejeita fortemente a nova gestão. Pesquisa Vox Populi divulgada em outubro mostra que 74% da população avaliam Temer como ruim, péssimo ou regular.

“Estamos falando de um governo golpista que começou mal – sem a presença de mulheres e negros no primeiro escalão e com a divulgação de áudios que revelaram a real intenção de assumir o poder para estancar a sangria da Operação Lava Jato – e se tornou péssimo ao mexer nos programas sociais que mudaram a vida de milhões de brasileiros para melhor”, declara o parlamentar.

Humberto ressalta que o mundo também continua vendo a presença de Temer no poder com maus olhos, atribuindo-lhe a pecha de golpista, e que isso é refletido no comportamento que os chefes de Estado têm quando da sua presença em eventos no exterior.

Ele lembra que o peemedebista foi duramente criticado quando mentiu no discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas ao declarar que o Brasil recebeu mais de 95 mil refugiados de 79 nacionalidades nos últimos anos. O número oficial divulgado pelo próprio Comitê Nacional para os Refugiados, ligado ao Ministério da Justiça, é de 8,8 mil refugiados.

“Temer foi o único dos chefes de Estado dos Brics que não teve um encontro bilateral com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante a cúpula do grupo na Índia, em outubro. Isso é uma vergonha para nós, brasileiros, que tivemos a nossa autoestima elevada nos governos de Lula e Dilma diante do reconhecimento internacional do Brasil”, afirma.

O líder do PT faz questão de registrar vários dos retrocessos que marcam esses 180 dias de gestão do governo golpista, que inclui mudanças propostas por decreto ao Bolsa Família que prejudicaram milhões de famílias, corte de R$ 1 bilhão do orçamento do Pronatec para 2017 e adiamento em mais um ano da entrega da Transposição do Rio São Francisco, que já está com 90% de obras concluídas e vai beneficiar cerca de 12 milhões de nordestinos.

“É uma maldade atrás da outra. Como se não bastasse a PEC do Fim do Mundo, que congela o orçamento para os próximos 20 anos, as medidas já adotadas pelo governo prejudicam todos os avanços sociais da última década e revelam um preconceito sem limites com os pobres, quilombolas, índios e movimentos do campo”, critica

O senador lembra que, como se não bastasse, Temer ainda suspendeu a meta de contratar 2 milhões de moradias do Minha Casa, Minha Vida até 2018 e cancelou a construção de casas em Pernambuco, diminuiu o número de vagas nos cursos de graduação ofertados pelas Instituições de Ensino Superior e suspendeu contratos do Farmácia Popular, programa criado em 2004 pelo próprio Humberto quando foi ministro da Saúde no governo Lula.

Além disso, vem aniquilando com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), cortou novas bolsas de residência médica aos estudantes de medicina em 2017 e 50% do orçamento do seguro-defeso, criado com o objetivo de amparar os pescadores profissionais no período de proibição da pesca para a preservação das espécies.

“Temer conseguiu errar até na Comissão de Anistia, órgão do Ministério da Justiça responsável pela análise de casos de violação de direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988. O governo nomeou novos conselheiros, alguns ligados ao período da ditadura militar, e exonerou membros que não haviam solicitado desligamento do colegiado”, lembrou.

Humberto acredita, infelizmente, que isso é só o começo. “Quem acha que o pacote de maldades termina com a aprovação da PEC 241, agora 55, no Congresso está redondamente enganado. Está apenas começando. Primeiro, mexem com o direito à saúde, educação e assistência social. Depois, vão mexer na aposentadoria, fazer com que as pessoas trabalhem mais e ganhem menos. A classe trabalhadora também será alvo com uma reforma trabalhista que só vai atender aos patrões e acabar com conquistas como férias e décimo terceiro”, concluiu.

Para Humberto, cancelamento de bolsas do Ciência sem Fronteiras mostra descaso com educação

 Corte de bolsas deixa alunos brasileiros em situação de penúria no exterior, avisa o senador. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Corte de bolsas deixa alunos brasileiros em situação de penúria no exterior, avisa o senador. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

 

O líder do Governo Dilma Rousseff no Senado, Humberto Costa (PT-PE), fez duras críticas à interrupção de bolsas do Ciência sem Fronteiras a alunos no exterior. Segundo o senador, muitos deles estão vivendo em situação de “precariedade”, o que revela o descaso do governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) com a educação do país.

“O presidente interino e seu ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), parecem mais preocupados em atender demandas de pessoas como o ator Alexandre Frota – que tem discursos preconceituosos e de defesa da cultura do estupro – do que de fato cuidar da educação dos brasileiros. Querem privatizar universidades públicas, cortar o Fies, o Prouni e o Pronatec, acabar com o Enem e, agora, desmantelam o Ciência sem Fronteiras, deixando centenas de alunos que estão longe de casa à míngua”, disse Humberto.

O senador afirmou ser “inadmissível” a situação denunciada pelos próprios bolsistas que estão vivendo sem dinheiro e em situação de penúriafora do Brasil. “São pessoas que estão dedicando parte sensível da vida aos estudos, que conseguiram bolsas e que vão retornar ao país para dar uma contribuição em áreas importantes, como tecnologia e saúde. A cada dia, fica mais claro como o governo provisório pretende conduzir o Brasil. Para votar pauta-bomba, tem dinheiro. Para investir na educação, não tem”, ponderou o senador.

Humberto também lembrou do projeto enviado pelo governo Temer ao Congresso Nacional, que tem como objetivo limitar os gastos em áreas estratégicas, como saúde e educação. “Se o projeto de Temer tivesse começado a valer desde 2006, a educação do país teria 70% de suas verbas. Isso significa menos R$ 321,3 bilhões na área. Se a matéria for aprovada, esse será o fim de todas as políticas públicas de melhoria da educação”, alertou Humberto.

Temer e Mendonça querem enterrar o Pronatec, diz Humberto

Humberto: Essa gestão, mesmo provisória, tem vocação de coveiro. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Essa gestão, mesmo provisória, tem vocação de coveiro. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

Uma das maiores vitrines do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), o Pronatec é um dos mais novos alvos da gestão interina de Michel Temer (PMDB). De acordo com o senador Humberto Costa (PT), o programa está correndo o risco de ser extinto pelo ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), que admitiu recentemente que poderá suspender o programa por tempo indeterminado.

“Essa gestão, mesmo provisória, tem vocação de coveiro. Veio para enterrar tudo o que há de bom. Na área da Educação e da Cultura, primeiro foi o Minc. No momento, a ameaça é a todos os programas exitosos de inclusão da educação brasileira, com o fim de desmantelar programas como o ProUni, o Fies e, agora, o Pronatec, que garante a milhões de jovens uma porta de entrada para o mercado profissional. Quando a gente deixa de investir em ações como essa, o país todo perde porque a gente diminui as perspectivas dos brasileiros, especialmente os mais jovens, reduzindo, consequentemente, a competitividade internacional”, disse Humberto.

Além do Pronatec, outros projetos do governo Dilma podem sofrer cortes ou até mesmo ser extintos. Entre eles, também está o Ciência sem Fronteiras, que garante bolsa de estudos para estudantes e pesquisadores no exterior, além de programas de alfabetização e de educação integral, como o Mais Educação, que financia a ampliação da jornada escolar em 600 mil unidades de ensino por em todo Brasil.
“O que se vê é uma inversão completa de prioridades. Todas as políticas voltadas para os mais pobres, para os que mais precisam, estão sendo cortadas ou extintas. O governo provisório de Temer conseguiu duas grandes proezas em dez dias: reunir o que há de pior no seu ministério e fazer a política mais retrógrada que o Brasil já viu desde os tempos da ditadura militar, banindo, inclusive, negros e mulheres do primeiro escalão do governo”, afirmou o senador.

O Pronatec surgiu, ainda no governo Lula, para tentar suprir uma lacuna de anos e anos de ausência total de investimento federal em formação técnica no Brasil. De 2011 a 2015, o programa teve mais de 9 milhões de matrículas. Ainda em março deste ano, a então presidente Dilma havia anunciado a abertura de mais de dois milhões de vagas para o Pronatec. Do total de vagas que foram anunciadas, estavam previstas 372 mil para cursos técnicos e 1,627 milhão para cursos de qualificação profissional.

Governo Temer suspende Fies, Prouni e Pronatec em nove universidades brasileiras, avisa Humberto

 

 Governo Temer suspende Fies, Prouni e Pronatec em nove universidades brasileiras, avisa Humberto. Foto: Beto Barata/Agência Senado


Governo Temer suspende Fies, Prouni e Pronatec em nove universidades brasileiras, avisa Humberto.
Foto: Beto Barata/Agência Senado

 

O Ministério da Educação e Cultura (MEC), por intermédio da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, suspendeu novos contratos, em alguns cursos, do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) de nove faculdades, sendo duas em Pernambuco. No Diário Oficial da União (DOU) dessa quarta-feira (18/05), essa portaria de n. 198 foi divulgada trazendo mais uma medida que segue na contramão dos avanços sociais, marca dos governos Lula e Dilma, que levaram mais dignidade ao povo brasileiro nos últimos 13 anos.

“É impressionante que a cada dia que passa esse governo ilegítimo e golpista se aprimora em seu pacote de maldades. Agora, o presidente provisório e sem voto Michel Temer, vai começar a desmontar uma das áreas mais importantes do governo, a Educação. É inconcebível aceitar a suspensão de programas como o Fies, Prouni e o Pronatec”, bradou o líder do Governo Dilma no Senado Humberto Costa.

O DOU prevê também a suspensão da participação em seleção para ofertas de bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni) e ainda a restrição na participação no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) para as mesmas instituições. Além disso, outras três universidades receberão penalidades por parte do MEC.

As instituições alvo das punições estão localizadas nos estados de Pernambuco, Paraíba, Bahia, Mato Grosso, Tocantins e São Paulo prejudicando, com essa medida, centenas de estudantes brasileiros. Em Pernambuco as universidades atingidas foram a Escola Superior de Relações Públicas (Esurp), em Recife e a Faculdade José Lacerda Filho de Ciências Aplicadas (Fajolca), em Ipojuca.

 

 

 

Humberto pede pressão popular contra o golpe nesta reta final

Humberto: vamos nos mobilizar até o deste processo de golpe contra Dilma. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Humberto: vamos nos mobilizar até o deste processo de golpe contra Dilma. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 

A quatro dias da votação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados, o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), subiu à tribuna da Casa nesta quarta-feira (13) para pedir ao povo brasileiro intensa mobilização nesta reta final “em defesa da democracia e deste Brasil socialmente mais justo” construído a partir das políticas públicas implementadas pelos Governos Lula e Dilma ao longo da última década.

Falando diretamente aos brasileiros, Humberto pediu para que não abram mão nem de um palmo de cada espaço público que ocuparem em favor dos avanços institucionais, sociais e econômicos, da Constituição Federal e contra o retrocesso e a ruptura da ordem democrática.

“Vamos nos mobilizar até o fim deste processo de golpe contra Dilma. Não acreditem em estimativas de votos que dão vitória a eles. Nossa luta terá de ser permanente até nós ganharmos definitivamente esse processo golpista, que também tem sido condenado por diversas instâncias internacionais”, ressaltou.

No discurso, o parlamentar pediu para que os eleitores procurem saber como votam os seus deputados a fim de pressioná-los “de maneira respeitosa e sem agressões”. “Pressionem os indecisos e aqueles que dizem que vão votar a favor do impeachment. Dialoguem com eles para que mudem de voto ou se abstenham de compactuar com essa destruição que querem impor às políticas públicas exitosas do Brasil”, insistiu.

Em Brasília, palco da votação de domingo, há vários grupos contrários ao golpe chegando de todos os cantos do país, desde o começo da semana, para passeatas na Esplanada dos Ministérios. Vários atos estão programados em todo o país até domingo.

Para o líder do Governo, o que está em conflito nesse processo do impedimento da presidenta são dois Brasis: o do arrocho, miséria, desemprego e privatização das riquezas nacionais, representado pela “trupe que quer golpear Dilma” e destituí-la do cargo para devolver o país à década de 90, e o Brasil do avanço.

“Estamos falando de um Brasil agora de ganho real do salário mínimo, do aumento de renda da população, do respeito aos aposentados e pensionistas, o Brasil que saiu do mapa da fome e que retirou mais de 36 milhões de pessoas da extrema pobreza, o Brasil da igualdade racial e de gênero, das universidades, das escolas técnicas, do Pronatec, do ProUni, do Fies, do Bolsa Família, do Minha Casa, Minha Vida”, listou.

O senador acredita que o atual momento pode ser descrito como uma luta em que todos estão juntos e que não vai parar até que se vença e se impinja a “essa corja de golpistas uma derrota que os varra para o lixo da História”.

Humberto também chamou a atenção para as estimativas feitas, principalmente do lado da oposição, dos votos contrários à presidenta Dilma. Para ele, os últimos dias fizeram surgir outra profissão além da de analista político: a de contador de votos favoráveis.

“Não são poucos os que têm cantado vitória, arriscando placares absolutamente estapafúrdios, para mentir, de maneira escancarada, sobre o resultado da votação do próximo domingo”, comentou.

O senador ressaltou que o jogo ainda não está resolvido, pois há avanços e retrocessos, a cada hora, para os dois lados, e que não existe um só levantamento feito por instituições sérias que dê os 342 votos necessários aos golpistas ou mesmo os 172 votos necessários aos defensores do Estado democrático de Direito. “Quem quer que se arrisque nessa definição ou está dando palpite ou está fazendo bravata”, criticou.

Governo Temer/PSDB destruiria programas sociais, alerta Humberto

Humberto alerta que programas como Minha Casa Minha Vida e Bolsa Família seriam desmantelados. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

Humberto alerta que programas como Minha Casa Minha Vida e Bolsa Família seriam desmantelados. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

O líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou nesta terça-feira (29) que um eventual governo de Michel Temer (PMDB), em parceria com a oposição, especialmente o PSDB – caso a presidenta Dilma Rousseff (PT) seja destituída por um golpe – destruiria todas as políticas públicas implantadas ao longo da última década.

Para o senador, programas como o Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Família e o Brasil sem Miséria – que salvaram mais de 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza, elevaram mais de 42 milhões à classe média, tiraram o Brasil do mapa da fome e deram a milhões de brasileiros a oportunidade de ter uma casa própria – serão desmantelados por um “acordão” para tirar o PT do poder e aplicar ao Brasil um programa neoliberal que porá em risco todas as conquistas alcançadas.

“O documento intitulado ‘Uma ponte para o futuro’ – que o vice-presidente Michel Temer toma como programa de um governo que sonha comandar… e vai continuar sonhando – é um negócio que parece obra da vilania do PSDB, se é que já não tem tinta dos tucanos nesse petardo contra a população”, afirmou. Humberto analisou o plano, ponto a ponto, e chegou à conclusão que vários pilares das políticas instituídas na última década poderão ser derrubados e milhões de brasileiros, prejudicados.

De acordo com o líder do Governo, o documento acaba com a sustentação da política industrial brasileira, o que levaria ao fechamento em massa de indústrias no país; destrói o financiamento habitacional de programas como o Minha Casa, Minha Vida, que deu a milhões de brasileiros o direito de ter um imóvel próprio e reduziu o déficit habitacional do Brasil em mais de 10%; e produz um desemprego devastador na indústria da construção civil.

Além disso, segundo Humberto, o plano privatiza o ensino médio, esvaziando as escolas públicas em favor das instituições privadas; desmantela o Pronatec, que já profissionalizou mais de 9 milhões de jovens em todo o país; limita as concessões de empréstimos estudantis pelo FIES, deixando milhões de jovens sem acesso às universidades; e propõe que o SUS, o Sistema Único de Saúde, passe a ser pago pelos brasileiros.

“Para encerrar aqui esse saco de maldades que os golpistas estão ávidos para implantar no Brasil – esse documento quer ainda reduzir o número de pessoas inscritas em programas sociais fundamentais, como o Bolsa Família, cortando os benefícios hoje destinados a garantir o sustento de milhões de brasileiros”, acusou Humberto.

O congressista avalia que, em suma, o “Ponte para o Futuro” é, na verdade, o “De Volta para o Passado”, obra de terror para que o Brasil seja devolvido à década de 90. “Felizmente, não será adotado. Ficará como uma peça menor para o acervo do Museu do Golpe que Não Houve, uma instituição com muitos patronos e curadores frustrados”, criticou.

O líder do Governo fez questão de chamar a atenção de que todas essas “tenebrosas transações, que passam ainda por salvar Eduardo Cunha e tentar enterrar a Operação Lava Jato, vêm sendo arquitetadas à revelia do povo brasileiro”.

“A população jamais seria chamada a participar dessa festa porque esse golpe é um convescote que vem sendo armado apenas para a confraternização do andar de cima”, comentou.

No fim do discurso, na tribuna do Senado, Humberto declarou que o Palácio do Planalto deve ser ocupado por quem tem voto e entrou lá pela porta da frente, como no caso de Dilma, e não onde se põe um boneco para ser operado remotamente por ventríloquos interesseiros. “A faixa presidencial é algo sério demais para servir de adorno ao peito de golpistas”, concluiu.

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