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Humberto se reúne com presidentes de partidos de esquerda e comemora fim da privatização da Eletrobrás

Humberto: oi uma vitória nossa. Derrotamos um Palácio do Planalto fragilizado pela própria incompetência. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: oi uma vitória nossa. Derrotamos um Palácio do Planalto fragilizado pela própria incompetência. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Um dos responsáveis pela articulação do lançamento do manifesto pela soberania nacional, contrário à privatização da Eletrobrás, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), comemorou, nesta quarta-feira (23), em reunião com os presidentes do PT, PDT, PSB, PSol, PCdoB e representante do PCB, a retirada de pauta da proposta que pavimentava o caminho da venda da empresa no Congresso Nacional.

Para Humberto, o reconhecimento do comando da Câmara e do Senado de que não haveria como votar a Medida Provisória (MP) de privatização do Sistema Eletrobrás – que inclui a Chesf – e retirá-la de pauta ocorreu graças à articulação dos movimentos sociais, de trabalhadores do grupo da empresa e também ao trabalho feito pela oposição no sentido de minar a unidade que havia na base aliada de Temer.

“Foi uma vitória nossa. Derrotamos um Palácio do Planalto fragilizado pela própria incompetência. Estamos vivendo um fim de feira. O Executivo não tem mais nenhuma solidariedade por parte de sua base e não tem mais qualquer condição de conduzir o país”, declarou.

O parlamentar lembrou que havia iniciativas absurdas na MP nº 814/2017, como a retirada de 20% do fundo social do pré-sal, criado para financiar a educação e a saúde, para ser empregado na construção de dutos. “Há uma grave falta de investimento nas refinarias, que influenciam o preço da gasolina. O Brasil está exportando petróleo e importando gasolina, graças às políticas de Temer”, disse.

O senador ressaltou que a frente de esquerda continuará na luta para melhorar a vida dos brasileiros e citou como outro resultado positivo do enfrentamento das bancadas dos partidos na Câmara e no Senado, junto com o povo nas ruas, o enterro da proposta da reforma da Previdência.

“Continuamos na batalha contra as retiradas de direitos, o relaxamento entreguista das normas de direito ambiental e a implementação de uma agenda econômica rentista que dá total prevalência aos lucros cada vez maiores do sistema financeiro”, complementou.

Os presidentes do PT, Gleisi Hoffmann, PDT, Carlos Lupi, PSB, Carlos Siqueira, PSol, Juliano Medeiros, e PCdoB, Luciana Santos, junto com o representante do PCB, combinaram de se reunir novamente em breve para traçar estratégias contra outras medidas absurdas de Temer. Os abusos de preços de itens básicos, como gás de cozinha e gasolina, estão na pauta.

Da tribuna do Senado, Humberto defende aliança entre PT e PSB em Pernambuco

Humberto: É hora de deixarmos de lado as divergências, o radicalismo e os personalismos para convergirmos a um objetivo comum, que é derrotar a agenda do governo Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: É hora de deixarmos de lado as divergências, o radicalismo e os personalismos para convergirmos a um objetivo comum, que é derrotar a agenda do governo Temer. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), levou ao plenário da Casa, na tarde desta terça-feira (08), a defesa da aliança entre o PT e o PSB em Pernambuco. Em discurso na tribuna, o senador ressaltou que o momento do país pede uma união de forças progressistas para barrar a agenda de retrocessos imposta por Michel Temer ao país.

Para Humberto, PT, PSB, PDT, PCdoB, PSol, PCB e PCO deram início, no plano nacional, a construção de uma frente de esquerda com a finalidade de defender a democracia e defender a retomada de um projeto interrompido de país. “É uma coalizão de forças que, quando couber, deve ser repetida nos Estados. E eu entendo que isso deve ocorrer em Pernambuco, onde o PDT e o PCdoB já formam uma aliança com o governador Paulo Câmara, do PSB”, disse o líder da Oposição.

O senador afirmou que o PT no Estado deve amadurecer o diálogo interno em favor da construção de um plano de governo para oferecer a Câmara, como forma de abrir uma discussão sobre uma aliança em Pernambuco. “Sozinho, o nosso partido não terá a força necessária para enfrentar as candidaturas que representam o projeto de Temer em Pernambuco, ficará isolado e corre o risco de impor um sério revés à formação das suas bancadas estadual e federal”, entende ele.

O melhor caminho para os petistas pernambucanos, segundo o líder da Oposição, “é integrar um bloco sólido em defesa de um projeto para o Estado e para o Brasil no qual o PT terá um papel protagonista para devolver a Pernambuco o fantástico desenvolvimento econômico e social que experimentou anos atrás”.

“É hora de deixarmos de lado as divergências, o radicalismo e os personalismos para convergirmos a um objetivo comum, que é derrotar a agenda do governo Temer. Em Pernambuco, é necessário reconhecer que o PSB e o governador Paulo Câmara têm feito gestos em favor dessa aliança com o PT. É preciso, agora, que nós discutamos o tema e coloquemos os interesses da população, do Brasil, de Pernambuco, de Lula e de sua candidatura à presidência antes dos partidários e, principalmente, antes dos pessoais”, avisou.

Tags >> Esquerdas , Lula , Paulo Câmara , PCB , PCdoB , PCO , PDT , Pernambuco , psb , PSol , PT , Temer

Humberto participa de lançamento de manifesto pela democracia apoiado por 7 partidos

 

Para Humberto, o manifesto é um chamamento de todos os setores sociais comprometidos com os valores democráticos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, o manifesto é um chamamento de todos os setores sociais comprometidos com os valores democráticos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Um grande ato contra o avanço da violência, do ódio e da intolerância no país, que contou com a participação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), nesta quarta-feira (18), marcou o lançamento do manifesto pela democracia, soberania nacional e direitos do povo brasileiro.

Presidentes e representantes dos sete partidos – PT, PDT, PSB, PCdoB, PSOL, PCB, PCO – que assinam o documento criticaram o atual governo pelo desmantelamento das políticas públicas e defenderam o Estado Democrático de Direito na cerimônia, marcada por gritos de Lula Livre e Marielle presente.

Para Humberto, o manifesto é um chamamento de todos os setores sociais comprometidos com os valores democráticos, a partir de um amplo debate nacional, para mudar o atual quadro sombrio que vive o país.  “A retirada de direitos, promovida de maneira acelerada por Temer e sua base parlamentar, é parte de um preocupante surto autoritário, com ataques disseminados principalmente nas redes sociais. Eles tratam o Estado
Democrático de Direito como se fosse apenas um empecilho anacrônico em seu caminho”, resumiu Humberto.

Ele lembrou que o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes, foi o episódio mais dramático dessa espiral de violência, embora não tenha sido o único, como o atentado contra a caravana do ex-presidente Lula, no Paraná.

O parlamentar entende que é hora de reunir partidos, entidades da sociedade civil, movimentos sociais, professores, cientistas, operadores do direito, artistas, líderes religiosos, dentre outros, para articular a resistência democrática aos atentados contra a democracia e o estado de direito.

“Estamos aqui, com essa ampla frente, para fazer a defesa intransigente das liberdades democráticas, dos direitos políticos, de eleições livres, dos direitos sociais, da soberania e do patrimônio nacional e para o enfrentamento intransigente da violência disseminada pela extrema-direita”, disse.

Os presidentes do PDT, Carlos Lupi, do PT, Gleisi Hoffmann, do PSB, Carlos Siqueira, do PCdoB, Luciana Santos, do PSOL, Juliano Medeiros, e o secretário geral do PCB, Edmilson Costa, além do representante do presidente nacional do PCO, Rui Costa Pimenta, marcaram presença no ato.

 

Movimento suprapartidário consolida frente ampla em defesa da democracia e de Lula, diz Humberto

Humberto: Denunciamos que Lula é um preso político. E o maior líder brasileiro foi encarcerado para que não possa concorrer nas próximas eleições. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Denunciamos que Lula é um preso político. E o maior líder brasileiro foi encarcerado para que não possa concorrer nas próximas eleições. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Após participar de uma reunião no gabinete da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), na tarde desta quarta-feira (11), para articular o lançamento da ampla frente em defesa da democracia e pela liberdade de Lula, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou que o movimento contra o desrespeito à Constituição está crescendo em todo o país.

O encontro foi marcado pela união dos partidos progressistas do campo da esquerda contra todas as ilegalidades que estão sendo cometidas contra o ex-presidente, contra o sistema político e eleitoral e contra as liberdades individuais. A avaliação é de que, depois do impeachment de Dilma, o processo de atentado ao Estado de direito segue a todo vapor e deve ser impedido.

“Denunciamos que Lula é um preso político. E o maior líder brasileiro foi encarcerado para que não possa concorrer nas próximas eleições. Isso é amplamente acolhido pelos grandes veículos de comunicação em todo o mundo”, disse.

Além dessa iniciativa no Senado, Humberto destacou, em discurso na tribuna do plenário, que está sendo formada no Brasil, também, uma ampla e sólida frente, com lideranças de diversos partidos políticos, da classe artística, dos movimentos sociais e dos mais variados setores sociais, que enxergam nesse processo um atentado à democracia.

De acordo com Humberto, o movimento nada tem nada a ver com a candidatura de Lula à Presidência, que o PT defende, vai registrar e levar às últimas consequências, pois tem a plena certeza da ilegitimidade da condenação e confiança de que “essa anomalia será corrigida, no momento oportuno, pelas instâncias superiores”.

“Tratamos nessa frente da defesa da democracia brasileira e da necessidade de uma resistência social a esses retrocessos inaceitáveis. Estamos cientes de que o golpe após o golpe, que é tentar tirar Lula da disputa presidencial, irá ser finalizado com a permanência de Lula na prisão”, afirmou.

Segundo ele, há um diálogo em todos os níveis, com todas as forças progressistas, para a construção de uma pauta “que una a todos pelos largos pontos convergentes, em vez de separar pelas não tão grandes divergências”.

Pré-candidatos de esquerda à Presidência articulam Frente Ampla, anuncia Humberto

Humberto: vamos aumentar a nossa resistência e poder de fogo no Congresso Nacional e nas ruas. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: vamos aumentar a nossa resistência e poder de fogo no Congresso Nacional e nas ruas. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), se reuniu com líderes das bancadas do PT, PDT, PCdoB, PSB e PSOL da Casa e da Câmara, na manhã desta quarta-feira (7), para traçar estratégias de combate às duras medidas do governo Temer contra a população e para unificar a esquerda, a fim de vencer as eleições em outubro.

Humberto afirmou que a ideia do grupo é lançar uma ampla frente em defesa da soberania e da democracia, com a participação de todos os pré-candidatos à Presidência da República de esquerda, durante o Fórum Social Mundial. O evento será realizado em Salvador, entre os dias 13 e 17 de março.

O parlamentar explicou que o grupo pretende levar até a capital baiana – para discutir o atual cenário político brasileiro e o futuro do país – Lula (PT), Ciro Gomes (PDT), Manuela d’Ávila (PCdoB), Guilherme Boulos (PSOL) e lideranças do PSB.

“Uma coisa está clara para nós nesta volta do recesso parlamentar e depois da condenação de Lula: vamos aumentar a nossa resistência e poder de fogo no Congresso Nacional e nas ruas contra essa nefasta reforma da Previdência e contra a privatização da Eletrobrás, cuja proposta já está na Câmara dos Deputados”, disse Humberto

Segundo ele, o trabalho de oposição no Legislativo servirá para barrar o avanço da pauta retrógrada e conservadora e para que as esquerdas cheguem fortes e unificadas nesse processo eleitoral. “Lutaremos juntos, em defesa dos brasileiros. Pode até haver divergências entre a gente, mas vamos construir uma agenda mínima que nos unifica e favorece o país. Todos nós do PT, PCdoB, PDT, PSOL e PSB somos contra as medidas de Temer”, declarou.

No próximo dia 20, os partidos irão lançar um manifesto em defesa das políticas sociais e contra o desmonte promovido pelo governo.

Humberto vai à procuradora-geral Raquel Dodge em defesa da Chesf

Humberto avalia que o acompanhamento permanente por parte da Procuradoria-Geral da República sobre a possível privatização da Chesf será fundamental para aumentar a pressão sobre os planos do Palácio do Planalto. Foto: Antonio Augusto/PGR

Humberto avalia que o acompanhamento permanente por parte da Procuradoria-Geral da República sobre a possível privatização da Chesf será fundamental para aumentar a pressão sobre os planos do Palácio do Planalto. Foto: Antonio Augusto/PGR

 

 

Vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), se reuniu, nesta terça-feira (21), com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para tratar da situação da empresa e dos riscos da sua venda para o setor privado.

Segundo Humberto, a procuradora ouviu atentamente o relato feito sobre o assunto, que tratou dos impactos social e econômico diante da possível privatização planejada pelo governo Temer (PMDB), além das implicações ambientais, especialmente em relação à entrega do rio São Francisco às mãos de empresários.

“Pedimos que ela desse atenção, também, ao decreto editado pelo Poder Executivo que estimula a descotização das empresas públicas, incluindo as do setor elétrico. A procuradora-geral se mostrou extremamente sensível ao tema e afirmou que vai designar um procurador federal para acompanhar o desenrolar dessas questões, especificamente no que tange à Chesf”, declarou o senador.

O parlamentar ressaltou a importância estratégica da companhia elétrica para o Nordeste e lembrou que, na semana passada, a entidade anunciou um lucro de mais de R$ 1,2 bilhão nos primeiros nove meses deste ano e um investimento de R$ 890 milhões no mesmo período.

“Não dá para entregar de mão beijada e a preço de banana uma instituição que tem mais de 4,5 mil empregados e gera 25,8 GWh, abastecendo mais de 80% dos municípios do Nordeste. Temos de combater esse cruel plano do nefasto governo Temer em prol da população da região”, afirmou.

O senador avalia que o acompanhamento permanente por parte da Procuradoria-Geral da República sobre a possível privatização da Chesf será fundamental para aumentar a pressão sobre os planos do Palácio do Planalto.

“É muito importante que a sociedade civil e os órgãos públicos estejam atentos a esse crime de lesa-pátria de Temer. Estamos de olho e na luta para evitar a venda do nosso patrimônio”, concluiu. Outros deputados da Frente Parlamentar em Defesa da Chesf, como Danilo Cabral (PSB), Creuza Pereira (PSB) e Luciana Santos (PCdoB), também participaram da reunião com a procuradora Raquel Dodge.

Pressionado, Temer recua na ideia de vender a Amazônia, avalia Humberto

 

Humberto avalia que o governo reconheceu o erro só agora, tardiamente, graças às mobilizações vindas de todas as partes do mundo. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto avalia que o governo reconheceu o erro só agora, tardiamente, graças às mobilizações vindas de todas as partes do mundo. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Encurralado pela opinião pública e por uma forte pressão internacional, o presidente Michel Temer (PMDB) teve de recuar no seu propósito de vender a Amazônia. Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), a iniciativa tomada pelo Palácio do Planalto de suspender a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) é a prova mais bem acabada de que o governo não teve força política pra bancar a medida, que autorizava, por um decreto publicado no fim de agosto, a exploração da área por parte de mineradoras.

Crítico da ideia desde então, Humberto avalia que o governo reconheceu o erro só agora, tardiamente, graças às mobilizações vindas de todas as partes do mundo e, principalmente, dos brasileiros. “Rejeitado por mais de 94% da população brasileira, esse presidente fantasma que nós temos desperdiça o tempo do Brasil. Não é mais concebível que permaneça onde está. Chega. É retrocesso atrás de retrocesso”, acredita o senador.

Segundo ele, o risco para a manutenção da Renca ainda existe, já que, entre idas e vindas, o governo pode novamente mudar de ideia. Em nota publicada na noite de ontem, por exemplo, em pleno domingo, o Palácio afirmou que “a reserva não é um paraíso, como querem fazer parecer, erroneamente, alguns”.

O parlamentar ressaltou que, para justificar a venda do patrimônio mais simbólico do país, o governo teve a ousadia de escrever essa nota, em que afirma que, “infelizmente, territórios da Renca original estão submetidos à degradação provocada pelo garimpo clandestino de ouro, que, além de espoliar as riquezas nacionais, destrói a natureza e polui os cursos d ‘água com mercúrio”.

“Ora, se há problemas de exploração ilegal de minério na região, que o governo tome medidas de combate ao crime e resolva a situação de todos os envolvidos. Não dá é para ofuscar os problemas entregando a floresta mais rica do mundo, em termos de fauna e flora, para a iniciativa privada”, explicou.

O decreto extinguia uma área de 46,5 mil km² na divisa entre os estados do Pará e do Amapá. A área, que possui reservas minerais de ouro, ferro e cobre, foi criada em 1984, durante o regime militar.

O líder da Oposição conta que ficará atento aos próximos passos do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho (PSB), responsável pelo tema. Nesta terça-feira, a pasta deverá publicar no Diário Oficial da União a revogação da extinção da Renca. “Vamos esperar para ver. Não dá para confiar em absolutamente nada do que vem desse governo corrupto e mentiroso”, disparou Humberto.

Frente Parlamentar Suprapartidária por Eleições Diretas vai pressionar Temer, diz Humberto

Humberto afirmou que o grupo pretende unir ainda mais congressistas de todos os campos políticos com o objetivo de aumentar a pressão sobre o governo, desgastado e acuado. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto afirmou que o grupo pretende unir ainda mais congressistas de todos os campos políticos com o objetivo de aumentar a pressão sobre o governo, desgastado e acuado. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Defensor da realização imediata de eleições diretas à Presidência da República, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), participou, nesta quarta-feira (7), do lançamento da frente parlamentar suprapartidária que defende o pleito. Um dos objetivos é somar-se ao protagonismo de artistas, intelectuais e sociedade civil organizada pelas Diretas Já.

Formada por cinco partidos, incluindo PSOL, PSB, PT, PDT e PCdoB, o grupo contou com o apoio da Conferência Nacional Dos Bispos do Brasil (CNBB), da Central Única das Trabalhadores (CUT) e, também, de parlamentares de partidos da base do governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB).

Humberto afirmou que o grupo pretende unir ainda mais congressistas de todos os campos políticos com o objetivo de aumentar a pressão sobre o governo, desgastado e acuado. Além disso, a ideia é pressionar o Congresso Nacional para aprovar as propostas que visam alterar a Constituição a fim de garantir que eleições diretas sejam convocadas em caso de vacância do cargo de presidente da República até seis meses antes do fim do mandato.

“É absolutamente incrível a alienação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal diante da quadra de extrema gravidade pela qual passa o Brasil atualmente. Temos duas PECs, uma em cada Casa, que tratam de garantir o direito de voto aos nossos cidadãos e, assim, restabelecer a democracia e um governo legítimo”, disse.

Para Humberto, o governo, encurralado por crimes e denúncias graves de corrupção, opera para empurrar goela abaixo na população as “nefastas” reformas que enviou ao Congresso Nacional e quer ver aprovadas a todo custo, ignorando a oposição dos brasileiros a elas e a gigantesca reprovação que enfrenta.

“A pauta do Brasil agora é outra. Estamos vivendo um momento em que este país volta às ruas pelo mesmo motivo de 33 anos atrás, quando o povo se levantou em favor do voto livre, por eleições diretas para presidente da República, para dizer que não aceitava mais um governo que não o representava em rigorosamente nada, que repudiava vigorosamente a diminuição da democracia”, declarou.

O senador lembrou que, naquele período, todos eram contrários a um governo de generais, que vivia sua fadiga “depois de uma noite que durou duas décadas sobre o Brasil”. Hoje, ele acredita que o levante é contra um governo de facínoras, que assumiu à revelia do povo e hoje vive o seu ocaso, rejeitado por mais de 97% dos brasileiros.

“Mas é um governo que, cambaleante, caminha ainda que trôpego, levando o país junto com ele para um abismo. E o faz com a inestimável ajuda de aliados, como o PSDB, o DEM e o PPS”, criticou.

Temer cria balcão de negócios no Congresso para tentar aprovar a Reforma da Previdência, denuncia Humberto

Humberto: O governo Temer já não esconde de ninguém a negociata da qual sobrevive o seu governo. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O governo Temer já não esconde de ninguém a negociata da qual sobrevive o seu governo. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

A decisão do presidente Michel Temer (PMDB) de acelerar a liberação de emendas para parlamentares que se comprometeram a votar a favor da Reforma da Previdência gerou críticas do líder da Oposição, Humberto Costa. Segundo o senador, Temer está oficializando o balcão de negócios, em Brasília. Ao todo, cerca de 330 parlamentares podem ser beneficiados na distribuição dos recursos pela gestão peemedebista. O valor pode chegar a R$ 1,9 bilhão em emendas deste ano, parte do valor deve ser distribuído nas próximas três semanas.

“O governo Temer já não esconde de ninguém a negociata da qual sobrevive o seu governo. Anunciou em alto e bom som que está trocando apoio por voto. Mas vejam que ironia: dizem que não tem dinheiro para pagar a aposentadoria, mas quanto custa para um desses parlamentares votar contra o povo?”, questionou o senador, que ainda lembrou que o projeto da Reforma da Previdência é reprovado por mais de 70% da população, segundo o Datafolha.

Segundo Humberto, o governo Temer sabe que ainda não tem os votos necessários no plenário da Câmara Federal para aprovar a reforma. O peemedebista precisa do apoio de 60% dos deputados para conseguir fazer passar a proposta. Antes de anunciar a liberação das emendas, a gestão peemedebista também demitiu indicados de parlamentares que se colocaram contra o projeto e distribuiu cargos a aliados. Semelhante ao que ocorreu na Reforma Trabalhista, Temer ainda planeja exonerar ministros para votar a favor da reforma, cinco deles pernambucanos: Mendonça Filho (DEM), Bruno Araújo (PSDB), Raul Jungmann (PPS), Roberto Freire (PPS) e Fernando Bezerra Filho (PSB).

Para Humberto, a nova ação mostra o desespero do governo Temer para conseguir aprovar o texto e confirma que as mobilizações contra o projeto tem dado certo. “Essa nova ação mostra que a mobilização contra a Reforma da Previdência tem funcionado. Os parlamentares têm sentido o peso da pressão de estar do lado desse governo temerário. Por isso, a ordem é intensificar ainda mais as ações, cobrar pessoalmente os deputados para, de uma vez por todas, afastar o risco que representa este projeto que, na prática, decreta o fim da aposentadoria”, afirmou.

Reforma trabalhista é absurda, agride trabalhadores e enterra CLT, diz Humberto

Humberto: A pseudoreforma é um golpe sob medida contra os trabalhadores, especialmente os mais pobres. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: A pseudoreforma é um golpe sob medida contra os trabalhadores, especialmente os mais pobres. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

A aprovação, na noite dessa quarta-feira, da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados foi duramente criticada pelo líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE). Em discurso nesta quinta-feira (27), o parlamentar afirmou que as mudanças defendidas pelo governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) são terríveis ao trabalhador brasileiro, servem apenas ao setor patronal e enterra a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Ele lembrou que o projeto contou com o voto de três ministros pernambucanos, exonerados por Temer e devolvidos à Câmara por um dia apenas para apoiar a proposta: Mendonça Filho (DEM), da Educação; Bruno Araújo (PSDB), das Cidades; e Fernando Coelho Filho (PSB), de Minas e Energia.

“A pseudoreforma é um golpe sob medida contra os trabalhadores, especialmente os mais pobres. Mais da metade das emendas acolhidas pelo relator da proposta do PSDB, deputado Rogério Marinho, foram apresentadas no Congresso Nacional por lobistas ou associações patronais, como a CNI e a CNT, que terminaram por ser financiadoras também do processo de impeachment no nosso país”, ressaltou.

Diante dos sucessivos retrocessos contra os direitos conquistados pelos brasileiros após décadas de lutas, Humberto avalia que as manifestações de rua contra a então presidenta Dilma e o PT no ano passado, das quais participaram milhões de brasileiros, foram a maior mobilização que os trabalhadores realizaram contra si mesmos em toda a história do Brasil. “Essas pessoas estavam praticamente cegas e desavisadas. Deram um tiro no pé”, lamentou.

Humberto observou que a matéria aprovada pelos deputados mexe em mais de 100 pontos da CLT, o que significa o enterro e o fim da Consolidação das Leis do Trabalho, legislação histórica e referência nas relações trabalhistas.

“Eles estão chamando a reforma de modernidade. Modernidade é trabalhar sem ter contrapartida adequada? É dividir, ao bel prazer do empresário, as férias em três períodos distintos no ano? É fazer prevalecer o acordado sobre o legislado? É acabar com o imposto sindical, fragilizando ainda mais entidades que defendem legalmente os trabalhadores? Não dá”, detonou.

O senador lembrou que a aprovação das mudanças no atual momento vivido pelo, com índices altos de desemprego e perda de renda dos trabalhadores, fragiliza ainda mais os brasileiros. “A determinação de que o acordado entre empregado e empregador valerá mais do que o previsto em lei significa jogar sobre os trabalhadores menos organizados e mais frágeis o peso de acordos que, em verdade, não serão feitos em condições de igualdade”, comentou.

O líder da Oposição acredita que os senadores poderão rechaçar a proposta de reforma trabalhista, durante a sua apreciação na Casa, e que os trabalhadores darão uma resposta a tudo isso nesta sexta-feira (28), dia de greve geral no país.

“A ampla participação popular amanhã deverá servir para dar corpo à ideia que surge com força pelo país pela antecipação das eleições gerais para outubro deste ano. Todos nós abriremos mãos do mandato que nos resta e iremos para a disputa na urna para que o povo possa dizer qual é o rumo que nosso país deve tomar”, afirmou.

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