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“Liderança de Lula justifica a manutenção do seu nome na disputa presidencial”, diz Humberto

A pesquisa mostra Lula com 41% dos votos no cenário estimulado, enquanto a soma de todos os outros adversários alcança 29%.

A pesquisa mostra Lula com 41% dos votos no cenário estimulado, enquanto a soma de todos os outros adversários alcança 29%.

 

Os dados da recente pesquisa Vox-Populi, em que Lula aparece vencendo, já no primeiro turno, os demais adversários na corrida rumo à Presidência da República, foram saudados pelo líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT). De acordo com o levantamento, o ex-presidente tem 58% dos votos válidos. “Quanto mais perseguem Lula, mais ele fica forte e cresce no carinho e na admiração dos brasileiros”, disse Humberto.

A pesquisa mostra Lula com 41% dos votos no cenário estimulado, enquanto a soma de todos os outros adversários alcança 29%. Em segundo lugar está Jair Bolsonaro (PSL), com praticamente um terço (12%) das intenções de voto do ex-presidente. Em terceiro aparece Ciro Gomes (PDT), com 5%. Já Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB) possuem com 4% cada. Manuela D’Ávila (PC do B) e Álvaro Dias (Podemos) têm cada um 1% das intenções de votos. Os entrevistados que disseram que irão votar em outros candidatos atingem os 2%.

“Lula segue sendo o maior cabo eleitoral da disputa deste ano. Mesmo depois de 100 dias vivendo como preso político, sem direito de sequer dar entrevistas, o presidente não só é o líder nas pesquisas, como vem crescendo nos levantamentos. Não existe paralelo na história política do Brasil do fenômeno que é o ex-presidente Lula”, afirmou o senador.

Para Humberto, não há sentido em o PT retirar o presidente da disputa. “Este discurso de que Lula não é candidato é o discurso dos adversários. O nome de Lula está mais forte que nunca e cada vez mais vivo no coração dos brasileiros. Os que querem ser carrascos de Lula que se exponham, que justifiquem para a população os porquês de não deixarem o povo decidir se ele pode ou não pode ser presidente. O PT segue lutando para que ele seja eleito, como a maior parte da população deseja”, salientou Humberto.

Humberto comemora liderança absoluta de Lula nas pesquisas

Para Humberto, os números atestam a força do petista, apesar da campanha maciça contra ele. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, os números atestam a força do petista, apesar da campanha maciça contra ele. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Os números da pesquisa CNT/MTDA animaram o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT). Os dados mostram o crescimento do ex-presidente Lula (PT) nas intenções de voto para eleições presidenciais do ano que vem. De acordo com os dados, o ex-presidente aparece na frente em todos os cenários no primeiro turno e no segundo turno. Segundo Humberto, os números atestam a força do petista, apesar da campanha maciça contra ele.

“Fica muito claro que, por mais que tentem descredenciar, inventar histórias mirabolantes contra ele, o povo sabe que o presidente Lula foi o melhor presidente da história desse país, sabe que ele pode dar uma contribuição muito importante para o Brasil. A população rejeita essa trama que tentam armar contra alguém que tem uma biografia gigante como a de Lula”, afirmou Humberto.

No primeiro turno, Lula aparece com cerca de um terço dos votos. Contra Jair Bolsonaro, Lula tem 32,4% enquanto o candidato do PSC aparece com 19%. Está bem à frente dos 12,1% da ex-senadora Marina Silva (Rede), dos 5,3% do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e dos 3,2% do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Quando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) aparece no lugar de Aécio como candidato tucano, o cenário muda pouco: Lula tem 32%, contra 19,4% de Bolsonaro, 11,4% de Marina, 8,7% de Alckmin e 4,6% de Ciro. Com Dória, Lula vai a 32,7%, Bolsonaro (18,4%), Marina (12%), Doria (9,4%) e Ciro (5,2%).

No segundo turno, a vantagem de Lula também é grande. Contra Aécio Neves, ele chega 41,8%, o tucano fica com 14,8%, Na disputa contra os outros quatro candidatos Lula também tem resultados semelhantes. O ex-presidente fica com 41,6% contra Doria 25,2%; 40,6% (Lula) x 23,2% (Alckmin); 40,5% (Lula) x 28,5% (Bolsonaro), 39,8% (Lula) x 25,8% (Marina).

Lula também cresceu no levantamento espontâneo. Na pesquisa sobre o primeiro turno, ele cresceu cerca de 15%, em comparação ao levantamento anterior, feito em fevereiro. O ex-presidente petista aparece em primeiro com 20,2% das intenções de voto. Em fevereiro, Lula tinha 16,6%.

“Tem um frevo famoso de Pernambuco que diz que o bloco é madeira de Lei que cupim não rói. Não tem frase que venha mais a calhar que esta. Não adianta fazer campanha contra o Lula, tentar derrubá-lo no tapetão porque ele tem inúmeros serviços prestados ao País e pode contribuir ainda mais”, afirmou.

Aliados de Dilma movem ações contra autor de tese da pedalada

Humberto: O próprio Lewandowski o considerou suspeito. Avaliamos que o procurador infringiu o dever funcional da isenção e imparcialidade. Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Humberto: O próprio Lewandowski o considerou suspeito. Avaliamos que o procurador infringiu o dever funcional da isenção e imparcialidade.
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), e mais 13 senadores do PT, PCdoB, PSB, PMDB e Rede ingressaram, na noite dessa terça-feira (30), com uma reclamação disciplinar no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e uma representação no Ministério Público Federal (MPF) contra o procurador junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Júlio Marcelo de Oliveira.

A peça apresentada ao MPF também é movida contra o ex-auditor do TCU Antônio Carlos Costa D’Ávila, atualmente consultor de Orçamento da Câmara dos Deputados. Os dois trabalharam juntos, conforme admitiu D’Ávila em seu depoimento como testemunha ao Senado na última quinta-feira, na elaboração da representação apresentada ao TCU para investigação das chamadas pedaladas fiscais. “Eles infringiram o dever funcional da isenção e imparcialidade e têm de responder por isso. Não podiam atuar juntos e atuaram”, esclareceu Humberto.

Segundo o parlamentar, o fundamento das duas peças, uma de caráter administrativo e outra de caráter judicial, é solicitar a abertura de investigação para apurar a conduta de ambos, que são tidos como os principais nomes dos aliados de Michel Temer (PMDB) para derrubar a presidenta Dilma.

Em seu depoimento na etapa final do julgamento do impeachment de Dilma no Senado, Oliveira confessou ter participado de convocação, nas redes socais, de ato político-partidário pela rejeição das contas da presidenta Dilma Rousseff no edifício-sede do TCU.

A declaração, em resposta a uma manifestação do advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, fez com que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, rebaixasse Oliveira da condição de testemunha para informante por considerá-lo sob suspeição.

“O próprio Lewandowski o considerou suspeito. Avaliamos que o procurador infringiu o dever funcional da isenção e imparcialidade. Por isso, estamos pedindo ao CNMP a aplicação das medidas disciplinares cabíveis e, ao MPF, as medidas legais aplicáveis”, explicou Humberto.

Quanto à conduta do ex-auditor, o senador avalia que ele também quebrou o dever funcional de isenção e imparcialidade. “Pedimos também a imputação de crime de falso testemunho por ter apresentado duas versões distintas em seu depoimento ao plenário do Senado Federal”, adicionou.

Em um primeiro momento, D’Ávila admitiu ter participado da elaboração do parecer ao responder uma pergunta do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Mais tarde, ainda na condição de testemunha, tentou contemporizar e falou de maneira diferente ao advogado Cardozo.

Discurso de PSB e Rede é frouxo e quer confundir eleitor

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por Humberto Costa

O discurso do novo é sempre bastante tentador de ser vendido. Mas, muitas vezes, ele pode ser extremamente perigoso por vir permeado de mensagens falaciosas que pretendem levar os que as consomem a um julgamento errado da situação em que se encontram. É um mal existente, principalmente, no campo da política.

Quem nunca achou que aquele ano que começa seria completamente diferente daquele que termina? É humano desejar isso. Mas aí a gente percebe que para termos o novo durante os próximos 365 dias vamos ter que trabalhar para construí-lo. Que o novo, para nascer, depende do nosso esforço e do nosso trabalho, que não surge do nada, que não se compra num banco de feira, que ninguém – senão nós mesmos – pode nos dar.

No contexto da disputa presidencial que se aproxima, é muito curioso observar o quanto o comportamento de alguns candidatos está contaminado por esse desejo de turvar a compreensão do eleitor.

Assistimos, por exemplo, ao grupo PSB-Rede apresentar ao país propostas e frases de efeito, produtos muito mais da publicidade do que do exercício da política. Obras de marketing, que querem vender um “novo Brasil” como se vivêssemos numa propaganda de TV.

Observem isso: “Chega da política do passado. O maior risco que temos é tentar a velha política de sempre, com os mesmos velhos jogadores, e esperar um resultado diferente. (O povo) se levanta e insiste em novas ideias e nova liderança, uma nova política para um novo tempo”.

Eduardo Campos? Não, essas não são palavras do pré-candidato do PSB. Elas foram ditas por Barack Obama em 2008, quando ele disputou pela primeira vez a presidência dos Estados Unidos.

Perceberam? Pegam um discurso de seis anos atrás, utilizado em outro país e num contexto político completamente diferente do nosso, e resolvem encaixá-lo aqui em 2014 para ver se cola. Ou seja, temos aí uma pérola da marquetagem política, pura retórica destinada mais a persuadir que esclarecer o eleitor.

Para citar Cazuza, são candidatos que se vendem como o futuro e repetem o passado. São museus de grandes novidades.

Se há algo verdadeiramente novo neste país é a revolução silenciosa pela qual estamos passando há mais de uma década. O novo é termos dado dignidade a mais de 50 milhões de brasileiros com o Bolsa Família, acabando com a extrema pobreza no território nacional.

O novo é o aumento da renda das famílias brasileiras em 78% nos últimos dez anos. É termos uma classe média que, no mesmo período, pulou de 37% para 55% da nossa população. O novo é termos alcançado, no ano passado, a mais baixa taxa de desemprego da nossa história.

Mudar é investir cerca de R$ 150 bilhões em obras de mobilidade urbana, pondo o Brasil para andar e oferecendo transporte público decente aos cidadãos. Mudar é agir para resolver os gargalos seculares de infraestrutura que estrangulam nossa economia e evitar que nunca mais voltemos à era dos apagões. É oferecer 4 milhões de moradias e levar mais de 13 mil médicos aos brasileiros necessitados de todos os cantos do país.

O novo é investir como nunca em educação. É transformar a riqueza finita do nosso petróleo em creches, escolas integrais e em vagas nas instituições de ensino superior e tecnológico, expandindo o acesso de jovens de forma sem precedentes na nossa história.

Mudar este país é dar a mais de 100 mil estudantes de todas as classes sociais o direito de complementar sua formação acadêmica nas melhores universidades do mundo.

Isso é que é o novo, isso é que é mudar o Brasil. São essas as ações que vêm revolucionando profundamente a nossa realidade, num trabalho sério em que o brasileiro virou agente ativo da própria transformação.

O resto é discurso frouxo de quem não tem nem o que propor nem o que mostrar. E é essa a avaliação que o cidadão conscientemente deve fazer sobre os destinos que pretende para o nosso país. (Publicado originalmente do portal UOL)