Saúde

Temer desmonta Farmácia Popular para prejudicar mais pobres, diz Humberto

Humberto: Não podemos retroceder. Chega de retirar direitos dos brasileiros. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Não podemos retroceder. Chega de retirar direitos dos brasileiros. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

 

Preocupado com os avanços sistemáticos do governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) contra o Farmácia Popular, o líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou, nesta quinta-feira (23), a iniciativa do Ministério da Saúde de pretender acabar com as unidades próprias do programa.

Os estabelecimentos são mantidos com recursos da pasta, em parceria com estados e municípios, e oferecem mais de uma centena de medicamentos a custo praticamente zero à população. Para Humberto, esses locais são a única opção para quem precisa dos remédios em muitos municípios brasileiros, pois a rede privada credenciada, apesar de sua alta capilaridade, não chega a todos os lugares do país.

“Sabemos que as unidades próprias não são tão eficientes em grandes concentrações urbanas. Mas nos lugares mais longínquos, são elas que oferecem ao cidadão a distribuição quase que gratuita de mais de 100 medicamentos. Não podemos retroceder. Chega de retirar direitos dos brasileiros”, afirma o senador.

A discussão para o fim dessas unidades começou a ser feita há alguns meses, mas uma decisão final ainda não foi tomada pelo ministério porque os secretários municipais de saúde não chegaram a um consenso. Há dúvidas sobre o que será feito com a demanda atual existente. De acordo com relatos dos que tratam do tema, parte dos secretários defende a migração pura e simples para as farmácias credenciadas.

Humberto lembra, porém, que o problema está no alcance do atendimento, pois nas unidades próprias os pacientes pagam o equivalente a 10% do valor do medicamento e a cesta de produtos contém 112 itens para tratar de asma, diabetes, mal de Parkinson, glaucoma, hipertensão, osteoporose e rinite, além de anticoncepcional, incluindo analgésicos, ansiolíticos, antialérgicos, antibacterianos, antidepressivos, anti-inflamatório, entre outros.

“A única condição necessária é apresentar a receita médica ou odontológica. A unidade conta também com uma rede de profissionais farmacêuticos. Nas farmácias privadas credenciadas do Aqui Tem Farmácia Popular, a cesta de remédios atendida para o programa é mais restrita. São 25 medicamentos, dos quais 14 gratuitos”, ressalta o parlamentar.

Em janeiro deste ano, o líder da oposição já havia criticado a decisão do Ministério da Saúde de definir, sem alarde, novos critérios de acesso aos medicamentos concedidos à população baseado em faixas etárias pré-definidas pela pasta, o que restringe a distribuição.

No ano passado, o senador também já havia questionado o governo por ter suspendido, de surpresa, renovações de contrato do “Aqui tem farmácia popular” e prejudicado pacientes e farmacêuticos.

De acordo com o parlamentar, que foi o criador do Farmácia Popular em 2004, quando ministro da Saúde no governo Lula, o presidente Temer se esforça para dificultar a distribuição dos medicamentos aos cidadãos com base em argumentos frágeis.

Mais de 1,3 milhão de pessoas deixam planos de saúde e migram para o SUS, alerta Humberto

Humberto: Infelizmente viveremos momentos terríveis em todo o setor público. Não teremos recursos nem para manter os serviços que já são oferecidos pelo governo. Foto: André Corrêa/Liderança PT no Senado

Humberto: Infelizmente viveremos momentos terríveis em todo o setor público. Não teremos recursos nem para manter os serviços que já são oferecidos pelo governo. Foto: André Corrêa/Liderança PT no Senado

 

Divulgado na última terça-feira (24), um levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostrou que 1.370.000 pessoas tiveram que abandonar os planos de saúde migrando para o SUS. “A crise e o desemprego, que aumentou durante o governo do golpista Temer, estão causando essa migração. As pessoas não têm condições de pagar um plano de saúde e acabam buscando atendimento na rede pública”, afirmou o líder do PT no Senado, Humberto Costa.

O parlamentar alertou para o impacto de milhares de pessoas, a partir de agora, passarem a utilizar o SUS. “O grande problema é que, além do número alto de usuários que passarão a depender do sistema público, teremos a implantação da PEC da Maldade, que vai limitar os gastos na Saúde. Isso vai tornar o SUS completamente inviável. Poderemos ter verdadeiras tragédias no país inteiro. A PEC 55 é uma grande irresponsabilidade que esse presidente não eleito conseguiu aprovar e que vai provocar ainda muitas mortes”, denunciou Humberto.

A região Sudeste puxou esse “abandono” dos planos privados, com erca de 1,1 milhão desistências. Só no estado de São Paulo, mais de 630 mil deixaram os planos de saúde, segundo levantamento do IESS. Em seguida vem a região Nordeste com 103, 9 mil vínculos rompidos e as regiões Sul e Centro-Oeste, com 95,8 mil e 42,6 mil contratos encerrados, respectivamente.

“Infelizmente, nós viveremos momentos terríveis em todo o setor público. Não teremos recursos nem para manter os serviços que já são oferecidos pelo governo. Não poderemos pensar em novos investimentos em nenhum setor nos próximos 20 anos. Isso não pode continuar, precisamos frear este presidente golpista e restaurar a democracia. Do jeito que está perderemos tudo o que já tínhamos conquistado”, conclamou Humberto.

População mais pobre será a mais afetada com nova resolução do Ministério da Saúde, denuncia Humberto

“Sabemos o quanto é importante o acolhimento do paciente nas unidades de saúde. Foto: Assessoria de Imprensa

“Sabemos o quanto é importante o acolhimento do paciente nas UPAs”. Foto: Asscom HC

 

“Um completo desrespeito com o povo pobre”. Essa foi a avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa, ao tomar conhecimento da portaria divulgada nesta sexta-feira (30), pelo Ministério da Saúde, no Diário Oficial da União, que reduz as exige que o número mínimo de médicos para cada unidade passa a ser de apenas dois profissionais, um atendendo pela manhã e outro à noite.

“Uma medida como essa é absurda! Sabemos o quanto é importante o acolhimento do paciente nas unidades de saúde. Apenas um médico atendendo dentro de uma UPA vai tornar o atendimento altamente precário e prejudicar as pessoas que estão precisando do serviço. O que esse ministro golpista está fazendo não existe”, denunciou Humberto.

O Ministério da Saúde ainda anuncia que ficará a cargo dos prefeitos decidir quantos profissionais atenderão em cada UPA. Ainda pela portaria, o ministério vai flexibilizar as exigências mínimas de equipamentos necessários para o funcionamento das UPAs. A partir de agora, equipamentos de laboratórios e máquinas de raio-x poderão ser compartilhados entre as unidades de saúde locais.

“Essa nova resolução vai deixar o atendimento completamente solto. Como é que equipamentos e máquinas de raio-x vão ficar ‘rodando’ de unidade em unidade em município. Uma ação dessa é completamente descabida e irresponsável, pois sabemos como esses equipamentos são sensíveis e podem sofrer mudanças nos seus resultados com o transporte inadequado”, criticou o senador petista, ex-ministro da Saúde.

Humberto ainda lembrou que com a implantação da PEC 55 os recursos da saúde vão ser ainda mais escassos. “Vamos ter muitos cortes na área da saúde e o sofrimento vai para as pessoas que necessitam de atendimento no SUS. Será um verdadeiro desastre para a população que vai sentir a falta de medicamentos, unidades fechando e menos profissionais atendendo”, ponderou.

O senador também ressaltou a importância do programa Mais Médicos, criado pela presidenta Dilma Rousseff, e que está sendo abandonado pelo governo Temer. “Esse presidente golpista está desmontando o Mais Médicos. O que vemos agora são profissionais deixando o programa, inclusive os cubanos, que ajudaram a tornar o Mais Médicos um sucesso levando atendimento a todos os lugares do Brasil”, concluiu.

Nova lei federal, que implanta sistema de controle de remédios, é de autoria de Humberto Costa

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Senador Humberto Costa durante reunião do Comitê Municipal de Saúde do Recife

A Lei 13.410/2016, de autoria do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), foi sancionada hoje (29) pela presidência da República. A nova lei dispõe de um mecanismo que fará implantação gradual de um sistema de controle de remédios que vai permitir rastreá-los durante toda a sua cadeia produtiva, desde a produção na indústria farmacêutica até a chegada ao consumidor final. A medida tem como objetivo coibir a circulação de medicamentos falsificados e furtados no país.

De acordo com Humberto, a logística de movimentação dos produtos farmacêuticos, que inclui as etapas de produção, distribuição, comercialização e dispensação (distribuição) de medicamentos, é complexa e alvo frequente de problemas. Por isso, ele propôs a criação de uma identificação unitária e exclusiva dos medicamentos, seguida da captura, do armazenamento e da transmissão eletrônica desses dados de identificação individual, ao longo de todo o trajeto percorrido pelos fármacos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia feito uma estimativa, ainda no ano passado, sobre a cadeia farmacêutica no Brasil. Ela é composta por 217 empresas detentoras de registro que comercializavam medicamentos; 3,9 mil empresas classificadas como comércio atacadista (distribuidores); 242 mil estabelecimentos de saúde e 71,2 mil farmácias. O sistema comercializa R$ 3,9 bilhões de embalagens de medicamentos ao ano.

“A falta de fiscalização sobre esse complexo sistema de distribuição permitia que ocorresse tanto o roubo de mercadorias quanto a circulação de medicamentos falsificados, com data de validade vencida ou com falhas de fabricação. Além das questões de natureza comercial e tributária, as mais temidas consequências desses problemas são os agravos à saúde das pessoas”, defendeu Humberto Costa.

Para o senador, as maiores consequências para os pacientes são os efeitos farmacológicos indesejados, como o agravamento da doença devido à má qualidade do produto. Ele ressaltou que vários países adotaram medidas semelhantes para aumentar o controle sobre o fornecimento de remédios e a fim de melhorar o acompanhamento dos fármacos em toda a cadeia de distribuição.

“Esse processo vai requerer a identificação dos produtos por meio de números de série inseridos nas embalagens. Graças a essa identificação, será possível obter informações – armazenadas em banco de dados informatizado – sobre todo o caminho do medicamento até o paciente. Esse sistema de controle é habitualmente conhecido como rastreabilidade”, explicou o líder do PT.

Com a sanção da nova lei, a Anvisa terá até oito meses para análise e correção dos resultados obtidos na fase experimental. A partir daí, serão mais três anos para a completa implantação do sistema. O senador lembra que o projeto também passa a considerar infração sanitária a falta de comunicação sobre a circulação dos produtos por parte dos agentes que compõem a cadeia de comercialização dos produtos.

Esta é a quarta proposta apresentada pelo parlamentar, no atual mandato, que se tornou lei federal. Além dela, o projeto que facilita a identificação em rótulo de remédios, o que criminaliza a venda e a oferta de bebida alcoólica a menores de 18 anos e o que prevê a atribuição da Polícia Federal para apurar os crimes de falsificação, corrupção e adulteração de medicamentos já foram sancionados.

Senado aprova PEC da Maldade e rejeita propostas de Humberto de preservar área social e salário mínimo

Humberto: “Infelizmente, estamos condenando o Brasil a um retrocesso social sem precedentes no planeta. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: “Infelizmente, estamos condenando o Brasil a um retrocesso social sem precedentes no planeta. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

Contrariando a opinião da maioria da população brasileira e de especialistas em políticas públicas sociais do Brasil e do mundo, a base parlamentar do governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) no Senado conseguiu aprovar, na tarde desta terça-feira (13), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que congela os gastos do Estado pelos próximos 20 anos – sem as alterações sugeridas pelo líder do PT na Casa, Humberto Costa (PE), cujo objetivo era preservar educação, saúde e o salário mínimo.

“Infelizmente, estamos condenando o Brasil a um retrocesso social sem precedentes no planeta. É uma medida perversa e muito maldosa desse governo ilegítimo, enrolado até os fios do cabelo com denúncias graves de corrupção, que se lixa para os mais pobres”, afirmou Humberto.

Por 53 votos a 16, os parlamentares aprovaram o texto principal da proposição em segundo turno e, mais uma vez, rejeitaram os destaques apresentados pelo líder do PT que visavam excluir do congelamento estipulado na proposta os investimentos públicos em saúde, educação e infraestrutura e também o salário mínimo do trabalhador brasileiro.

Preocupado com o congelamento das remunerações da população menos favorecida economicamente, o parlamentar fez um destaque ao texto principal da matéria cujo objetivo era manter a política de ganho real do salário mínimo, implementada pelo presidente Lula e mantida pela presidenta Dilma.

A cada ano, graças a essa medida, o reajuste aos milhões de brasileiros que ganham o piso salarial é concedido com base na variação do PIB do ano retrasado, somada à inflação acumulada do ano anterior. A PEC estabelece que, a partir de 2018 e pelos próximos 20 anos, os gastos federais só poderão aumentar de acordo com a inflação.

“Estamos defendendo o que prega a nossa Constituição Federal, que é a universalização das políticas sociais e um salário mínimo decente que dê condições mínimas de sobrevivência à população”, avalia Humberto.

Reforçando o discurso do senador contra a proposta, o Datafolha divulgou hoje pesquisa que revela que a maior parte da população brasileira rejeita a PEC nº 55. Segundo o instituto, 60% dos brasileiros são contra a aprovação da emenda, 24% apoiam a medida, 4% disseram que eram indiferentes e os outros 19% afirmaram não saber como responder. A entidade entrevistou 2.828 pessoas em 7 e 8 de dezembro.

“Essa PEC 55 é quase que uma sentença de morte para o futuro do Brasil porque o governo não vai poder garantir novas vagas para estudantes, já que os recursos estão congelados. Não vai poder fazer grandes obras de infraestrutura porque os recursos estarão congelados. Não vai sequer comprar novos e mais modernos equipamentos para a saúde. Estamos falando de milhões de vidas ameaçadas, de pessoas que não terão acesso a uma vida digna”, concluiu o parlamentar.

Com a aprovação da proposta, o texto será promulgado nesta quarta-feira pelo Senado, em sessão solene.

Humberto visita ocupação e participa de debate sobre a PEC

Humberto: Essa agenda faz parte de uma série de atividades que estamos fazendo no sentindo de estar junto da população e esclarecer quais são realmente os riscos da PEC. Foto: Assessoria de Imprensa HC

Humberto: Essa agenda faz parte de uma série de atividades que estamos fazendo no sentindo de estar junto da população e esclarecer quais são realmente os riscos da PEC. Foto: Assessoria de Imprensa HC

 

 

Os riscos da aprovação Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que congela os gastos com saúde e educação, no Senado estarão no centro dos debates nesta quinta-feira. O líder do PT no Senado, Humberto Costa, estará no Recife para participar de duas agendas sobre o tema.

Às 14h, o senador participa da reunião do Conselho Municipal de Saúde. No encontro, será debatida a PEC e suas implicações para a área da saúde. Em seguida, o senador visita a ocupação da UPE. Na universidade, Humberto falará com os estudantes sobre a matéria e a possibilidade de aprovação do texto no Senado.

“Essa agenda faz parte de uma série de atividades que estamos fazendo no sentindo de estar junto da população e esclarecer quais são realmente os riscos da PEC. Essa proposta coloca em risco os direitos assegurados pela Constituição e inauguram uma nova república no Brasil, na qual ficarão institucionalizadas as benesses de Temer e sua trupe em prejuízo da maioria do povo brasileiro ”, afirmou o senador.

Agenda:

14:00 – Palestra sobre a PEC55 no Conselho Municipal de Cultura do Recife Local: Sede do Conselho Municipal de Saúde Rua dos Palmares, 253, Santo Amaro

17:00 – Palestra sobre a PEC55 na Faculdade de Enfermagem da UPE (Ocupação) Local: R. Arnóbio Marquês, 310, Santo Amaro

Aprovação da PEC poderá gerar onda de protestos, avalia Humberto

Humberto: Quando a população começar a sentir os efeitos da PEC pode haver uma convulsão social. A proposta vai de encontro a tudo que os brasileiros têm defendido. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Quando a população começar a sentir os efeitos da PEC pode haver uma convulsão social. A proposta vai de encontro a tudo que os brasileiros têm defendido. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

Com base em levantamento divulgado por pesquisadores da Unifesp e USP, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, avalia que, caso a PEC 55 seja aprovada, o País poderá ser palco de uma série de protestos ainda maiores em todo o Brasil. Segundo o senador, parte da população desconhece os feitos da medida, mas todos os levantamentos mostram claramente a rejeição da população à proposta do governo de Michel Temer (PMDB) de congelar os gastos com saúde e educação.

“Quando a população começar a sentir os efeitos da PEC pode haver uma convulsão social. A proposta vai de encontro a tudo que os brasileiros têm defendido. Na época da Copa do Mundo, milhões de pessoas foram às ruas pedir saúde e educação de qualidade. O que estão propondo é exatamente o oposto. Estão querendo acabar com o pouco que se conseguiu avançar no Brasil em termos de bem estar social”, avaliou Humberto.

O levantamento da Unifesp e USP mostra que cerca de 85% dos entrevistados condenam a ideia do governo cortar gastos com saúde e educação em momentos de crise. O levantamento revela, ainda, que a rejeição ao pacote de Temer se verifica tanto entre mais pobres (com renda de até R$ 1.760) quanto entre mais ricos (renda superior a R$ 17.600).
“À proporção que a informação sobre o que realmente trata a PEC 55 cresce, maior é, também, a crítica ao projeto. Falam de controle de despesas, usam uma retórica bonita, mas o fato é que a proposta não melhora os gastos públicos. Pelo contrário, aprofunda os problemas, as desigualdades e corta o dinheiro de áreas essenciais. No momento em que o povo precisa de incentivo, apoio para que a economia saia dessa crise, Temer parece decidido a cavar um buraco ainda maior”, acusou o senador.

Humberto Costa voltou a ressaltar as ocupações de unidades educacionais por estudantes que protestam contra a PEC 55 e contra uma reforma do ensino médio em andamento no ministério da Educação. Para ele, as ocupações estudantis têm uma importância história. “É o maior movimento da juventude desde a ditadura militar. São mais de mil escolas ocupadas”, destacou.

O levantamento foi coordenado por docentes das universidades Esther Solano (Unifesp) e Marcio Moretto Ribeiro e Pablo Ortellado (ambos da USP). A pesquisa ouviu 1.058 pessoas na cidade.

Humberto cobra medidas de Temer para garantir Mais Médicos

Segundo o senador, o projeto, no entanto, passou a correr riscos de ser extinto com Temer. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

Segundo o senador, o projeto, no entanto, passou a correr riscos de ser extinto com Temer. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

 

Após denúncias da falta de médicos do programa Mais Médicos em diversas partes do País, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, cobrou medidas do governo de Michel Temer (PMDB) para resolver o problema. Segundo o senador, o governo peemedebista ameaça a credibilidade do programa com o atraso nas contratações e prejudica a população.

“O Mais Médicos é um dos programas mais bem avaliados do Governo Federal que garante atendimento médico a quem sempre sofreu com a ausência de profissionais de saúde. Foi um projeto criado pelo Governo Dilma, mas que ninguém tem coragem de dizer que vai acabar porque a população sabe o quanto ele é importante”, afirmou.

Segundo o senador, o projeto, no entanto, passou a correr riscos de ser extinto com Temer. “Esse governo que aí está agora ameaça a credibilidade do programa. Os contratos com os médicos cubanos estão acabando e as pessoas ficam sem atendimento foi assim em Caruaru e em vários outros municípios brasileiros. E o Ministério da Saúde muitas vezes nem garante o prazo de retorno desses profissionais, deixando a população sem nenhum tipo de assistência. Isso prejudica a imagem do Mais Médicos e penaliza quem precisa de médico e não tem outra alternativa. O ministro da Saúde de Temer já defendeu publicamente a redução do SUS . Isso significa cortar programa como o Mais Médicos. Mas não aceitar esse retrocesso”, afirmou Humberto.

Base de Temer atropela debate e oposição ao aprovar PEC da Maldade, diz Humberto

Humberto: a proposta aprovada hoje atinge diretamente os mais pobres e não vai trazer, nem no médio nem no curto prazo - como alega o governo - a retomada do crescimento do país. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: A proposta aprovada hoje atinge diretamente os mais pobres e não vai trazer, nem no médio nem no curto prazo – como alega o governo – a retomada do crescimento do país. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

A pressa em aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que congela os gastos públicos por 20 anos, criticada duramente nas últimas semanas pelo líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), ficou mais evidente para o senador, nesta quarta-feira (9), ao se deparar com o rolo compressor feito pela base aliada do presidente sem-voto Michel Temer (PMDB) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa. Estudantes que acompanhavam a sessão protestaram contra a aprovação da matéria.

Além da rejeição de todas as 51 emendas apresentadas pela oposição ao texto da PEC, a fim de aperfeiçoá-lo para evitar perdas principalmente na educação e na saúde, a comissão também rejeitou outros dois destaques. Um deles, na forma de emenda substitutiva com uma proposta alternativa à PEC, não chegou a ir à votação por decisão da presidência do colegiado, o que revoltou a oposição.
Humberto já avisou que vai recorrer, junto com o líder da minoria, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), ao plenário do Senado para reverter essa decisão. “Os governistas aprovaram a PEC nº 55/2016, mais conhecida como PEC da Maldade ou do Fim do Mundo, tratorando o debate e a oposição. Eles aproveitam que são maioria no colegiado e descumpriam, mais uma vez, o regimento. Foi uma vergonha completa que iremos batalhar para revisar”, afirmou.

Em discurso no plenário do Senado, Humberto aproveitou para se solidarizar, integralmente, com a juventude brasileira, com os estudantes que estão atendendo, segundo ele, àquilo que o Papa Francisco disse recentemente: para se rebelarem e lutarem por uma sociedade melhor. “E é assim que a juventude está fazendo ao ocupar escolas e universidades, para dizer que não aceitamos um nível de educação em que se gaste menos e em que a qualidade não seja melhor do que a que nós temos hoje”, ressaltou.

O parlamentar também demonstrou solidariedade com os professores, trabalhadores e servidores públicos que estão lutando pela rejeição da proposta. “Sabemos que essa PEC realmente, se não é o fim do mundo, vai pelo menos nos conduzir até perto do fim do Brasil”, disse.

O senador reafirmou ainda que as medidas adotadas por Temer são sacrifícios inúteis que estão sendo impostos à população brasileira. Segundo ele, a proposta aprovada hoje atinge diretamente os mais pobres e não vai trazer, nem no médio nem no curto prazo – como alega o governo – a retomada do crescimento do país.

Humberto: Governo Temer deixará 95% das obras inacabadas

Segundo Humberto, falta prioridade a Temer  para concluir as obras. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Segundo Humberto, falta prioridade a Temer para concluir as obras. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, questionou, hoje, a decisão do governo de Michel Temer (PMDB) de, até o final do seu mandato, concluir apenas 5% das obras com investimentos federais que já estão iniciadas no País. Segundo Humberto, o número é “ínfimo” perto da quantidade de empreendimentos que estão nessas condições em todo o País (cerca de 30 mil) e confirma o descaso da gestão peemedebista com o dinheiro público.

“Temer não consegue sequer bater suas próprias metas. Inicialmente falou que planejava concluir, até 2018, 2.000 obras, o que já era muito pouco. Meses depois, reduziu esse número para 1.600. Se continuar assim, Temer não vai conseguir concluir uma obra sequer no seu mandato. E olhe que todas essas ações já tinham sido iniciadas antes deste governo temerário”, disse o senador.

Segundo Humberto, falta prioridade a Temer para concluir as obras. “Dinheiro para gastar com show de samba, o Palácio tem. Dinheiro para usar o cartão corporativo tem. Só não tem dinheiro para obra, para escola, para os projetos sociais”, ironizou o senador.

Para Humberto, uma eventual aprovação da PEC 55, que congela os recursos do Governo Federal, pode agravar ainda mais o problema. “Sabe o que vai acontecer quando o governo Temer não puder ampliar mais o déficit primário? Ele vai ter q tirar dinheiro de algum lugar para garantir os seus privilégios. E de onde ele vai tirar? Do pouco que vamos ter para a saúde, para a educação. Por isso, é fundamental a gente seguir lutando”, afirmou.

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