Senado

Bolsonaro tem de explicar fotos ao lado de assassinos de Marielle, cobra Humberto

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Passados 70 dias de governo Bolsonaro, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou que o Brasil está absolutamente estupefato com a sequência de escândalos sem fim patrocinados pela gestão do capitão reformado. Para Humberto, todos os dias, desde que “essa turma de lunáticos” subiu a rampa do Planalto, há um incêndio novo consumindo o país.
“O desemprego sobe, o Produto Interno Bruto cai, a participação da indústria no PIB é a menor desde 1947, os direitos sociais são terrivelmente rasgados e, a despeito de tudo isso, o presidente usa suas redes oficiais ora para fingir que governa, ora para gerar crises com suas postagens”, resumiu.
Segundo o senador, o Brasil em 2019 está marcado por retrocessos, declarações estapafúrdias, um vai-e-volta sem fim em decisões de governo, medidas absurdas, escândalos envolvendo laranjas e milícias e projetos extremamente danosos. Ele declarou que o povo assiste a tudo isso incrédulo e sem perspectiva.
O parlamentar não entende como alguém tão despreparado e desqualificado, que ataca uma jornalista pelas suas redes, com base em mentiras, é absolutamente alheio ao fato de ser vizinho de condomínio de um assassino de alta periculosidade, acusado pela execução de Marielle Franco e Anderson Gomes, cuja filha namorou um dos filhos do presidente.
“É muita coincidência para um caso só. O envolvimento da família Bolsonaro com a milícia é muito antigo. Agora, nós queremos saber quem são, verdadeiramente, os mandantes por trás desse crime horrendo. E o presidente da República, aliás, pode contribuir muito com toda a clareza desse processo, se expressar seu repúdio a esse bárbaro crime e aos assassinos ao lado dos quais aparecem em fotos que circulam na Internet”, disparou.
Humberto ressaltou que o caos promovido pela atual gestão atinge as principais áreas do governo e não há qualquer perspectiva de melhora. “Há muito o que fazer. O Brasil está à espera. Bolsonaro precisa desligar o computador, largar o celular, arregaçar as mangas e governar. Porque, até agora, além de escândalos e patacoadas por redes sociais, nada se viu dessa sua gestão pífia e inepta”, criticou.
O líder do PT lembrou que os principais ministérios do governo sofrem com sucessivos problemas sem solução. O Ministério das Relações Exteriores, citou, virou uma chacota internacional, em que o ministro já é reconhecido por pesquisadores e estudiosos como o pior chanceler do mundo. “É um sujeito que tem trabalhado para obedecer servilmente ao governo dos Estados Unidos”, resumiu.
Já o Ministério do Meio Ambiente, observou, varreu 21 dos 27 superintendentes regionais do Ibama, desmantelando o órgão e flexibilizando licenças ambientais para avançar o desmatamento ilegal. “O ministro condenado por improbidade administrativa manteve o superintendente do Rio, o mesmo que anulou uma multa ambiental aplicada a Bolsonaro por infração”, disse.
O Ministério da Educação, por sua vez, está conflagrado. De acordo com o líder do PT, o ministro Ricardo Vélez – que já chamou brasileiro de bandido e determinou que crianças fossem filmadas sem autorização em ambiente escolar depois da declamação do lema de campanha do presidente – é um refém do seu mentor, o terraplanista Olavo de Carvalho.
“No Ministério da Justiça e da Segurança Pública, outra situação embaraçosa. O superministro Sergio Moro virou uma figura microscópica. Todos os seus poderes têm sido mitigados. A gestão, até agora, é marcada por incontáveis recuos, todos eles determinados por Bolsonaro, após reação da matilha hidrófoba que o rodeia”, cravou.
No fim do discurso, Humberto perguntou, diante de todas as bobagens cometidas por Bolsonaro, até quando os militares aguentarão isso. “Até quando vão seguir jogando a credibilidade das Forças Armadas no mesmo esgoto por onde transita essa gente?”

Humberto é o parlamentar mais influente do Nordeste nas redes sociais, diz levantamento

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Foto: Roberto Stuckert Filho

Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) é o maior influenciador digital em política do Nordeste dentro do Congresso Nacional. A afirmação é do ranking  FSB Influência Congresso, que analisa as redes sociais dos 594 parlamentares de todo o Brasil. O senador é também o único da região a figurar no ranking dos 20 parlamentares mais influentes do país. Além dele, só o senador e presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), figura na lista dos mais influentes entre os parlamentares das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

 

Com mais de 500 mil seguidores somente no Facebook, Humberto tem usado suas redes sociais para marcar posição contra as arbitrariedades do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e para apresentar seus projetos para Pernambuco e para o Brasil. Postagens feitas nas redes de Humberto chegaram a ter alcance de 40 milhões de usuários.

 

“Fico muito feliz com a resposta das pessoas ao nosso trabalho. Tenho dado prioridade à minha relação com a população e as redes sociais têm sido muito importantes no sentido de estreitar a nossa relação, de nos aproximar. É um canal privilegiado para falar à população e, principalmente, para ouvi-la”, afirmou o senador.

 

O ranking leva em consideração a inserção de deputados e senadores no Twitter, Instagram e Facebook e analisa fatores como número de seguidores, posts, curtidas, comentários, compartilhamentos e alcance estimado de cada post.

Proposta de Bolsonaro para previdência é pena de morte para legião de miseráveis, afirma Humberto

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Entregue nesta quarta-feira (20), pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao Congresso Nacional, a proposta de Reforma da Previdência foi alvo de duras críticas por parte do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). Para ele, a medida é destrói direitos básicos, não ataca frontalmente o problema do alegado déficit, já que setores privilegiados não foram incluídos, e cria uma legião de miseráveis sentenciada à pena de morte.

 

“Não é uma proposta de reforma é de demolição dos direitos dos trabalhadores, muitos deles adquiridos. Bolsonaro quer cortar na carne do povo e deixar de fora quem sempre teve privilégios. Em vez de prejudicar os que mais precisam, ele deveria colocar na conta do ajuste as empresas sonegadoras do INSS, por exemplo, que juntas devem mais de R$ 426 bilhões, valor muito superior ao alegado rombo da Previdência Social”, disse o senador.

 

A proposta do governo define idade mínima para a aposentadoria (65 homens e 62 mulheres) e aumenta o tempo de contribuição para os trabalhadores, além de definir uma regra de transição de 10 a 12 anos, quando até mesmo Michel Temer (MDB) havia previsto 20 anos. Para ter direito à aposentadoria integral, o trabalhador precisará contribuir por 40 anos.

 

Além disso, a proposta ainda acaba com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) como se conhece hoje. Atualmente calculado em um salário mínimo, o benefício pago a idosos e pessoas com deficiência consideradas miseráveis passará a ser de R$ 400 reais.  O valor só será elevado a um salário mínimo caso o idoso chegue aos 70 anos.

 

“A proposta é de uma crueldade sem tamanho. Querem condenar os idosos, os que já vivem na miséria neste país à fome, ao completo abandono. Mais de 1,7 milhões de pessoas recebem o benefício hoje e o efeito cascata dessa medida vai ser devastador, especialmente no Nordeste, onde muitas das pequenas e médias cidades dependem da renda de seus aposentados”, explicou o senador. “Estão criando uma legião de miseráveis sentenciados à morte. É assustador.”

 

O senador também criticou a ausência dos militares no projeto. “É impossível se falar em Reforma da Previdência e deixar de fora os militares se é exatamente nesse setor que se encontram as maiores distorções. A aposentadoria concedida aos  militares é responsável por metade do rombo na previdência. É imoral se propor que o Benefício de Prestação Continuada para uma mulher pobre seja de R$ 400, enquanto a filha de militar recebe uma pensão de até R$ 20 mil por mês. Por que Bolsonaro não tem coragem de enfrentar essa mamata ? Será que não quer chatear os generais aos quais bate continência?”, ironizou o senador.

 

Bancada do PT no Congresso quer explicações sobre abuso de poder contra Lula

Humberto criticou duramente as ilegalidades cometidas contra Lula

Humberto criticou duramente as ilegalidades cometidas contra o ex-presidente Lula

As bancadas do PT no Senado e na Câmara protocolaram, nesta quarta-feira (15), nove requerimentos de convocação, solicitação de depoimento e pedidos de informação para esclarecer os atos de desvio e abuso de poder praticados contra o ex-presidente Lula no dia 8 de julho deste ano. A ação contou com o apoio do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que criticou duramente as ilegalidades cometidas contra Lula na ocasião.

Os parlamentares das bancadas querem explicações da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, do presidente do TRF-4, desembargador Thompson Flores, e do diretor-geral da PF, Rogério Galloro.

Naquele 8 de julho, um domingo, o desembargador plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Rogério Fraveto, determinou a soltura de Lula, em resposta a um pedido de liberdade apresentado por parlamentares do PT. Porém, a decisão não foi cumprida por conta de uma série de interferências indevidas cometidas por outros desembargadores do tribunal, incluindo o presidente do órgão.

“Nós já havíamos denunciado a série de abusos ocorrida contra Lula. Agora, vimos a confirmação de tudo aquilo que dissemos na entrevista dada no fim de semana pelo diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro. Ele contou os bastidores de toda a trama que armaram para descumprirem a ordem judicial e manterem Lula preso, inclusive por meio de telefonemas”, afirmou Humberto.

Para Humberto, só quem tinha jurisdição sobre o processo de Lula na Lava Jato, naquela data, era o desembargador de plantão Rogério Favreto. Ele acredita que o momento vivido pelo país é grave e o conjunto de informações descrito por Galloro, que detalham os fatos ocorridos naquele domingo, a partir da interferência indevida de muitas autoridades para impedir a soltura de Lula, é absolutamente ilegal.

“As declarações de Galloro não deixam qualquer dúvida de que houve uma ação realizada por agentes públicos para que a medida judicial não fosse cumprida. O objetivo era evitar a liberdade de Lula a qualquer custo, infringindo as normas”, afirmou o senador. Ele ressaltou que o país não está diante de um processo judicial, mas sim da utilização dele como arma de perseguição política.

“Observamos a questão, cada vez mais sintomática, da seletividade e da não distinção entre julgador e acusador. E isso é muito mais grave quando revelado por um diretor-geral da Polícia Federal”, resumiu. “Queremos, então, que as autoridades responsáveis sejam convocadas à Câmara e ao Senado para que prestem todos os esclarecimentos necessários sobre o caso. Elas são as principais interessadas em colocar tudo em pratos limpos. Não querer falar é assinar uma confissão de culpa.”

Com julgamento de Lula, STF enterrou princípio da presunção de inocência, afirma Humberto

Para o senador, o Supremo reverteu a lógica constitucional de que todos são inocentes até que se prove o contrário. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para o senador, o Supremo reverteu a lógica constitucional de que todos são inocentes até que se prove o contrário. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de negar a concessão de habeas corpus ao ex-presidente Lula enterrou o princípio constitucional da presunção de inocência no Brasil, afirmou o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE). O senador – que acompanhou, nesta quarta-feira (4), a decisão de Brasília e participou da manifestação pela liberdade de Lula na Esplanada dos Ministérios – se disse decepcionado pelo entendimento da Suprema Corte.

Na prática, os ministros definiram, por 6 votos a 5, que Lula deve ser preso pela condenação em 2 ª instância, mesmo antes do trânsito em julgado da sua sentença. Ou seja, ainda que ele recorra ao Superior Tribunal de Justiça ou ao STF com a finalidade de anular a condenação, isso não evita que cumpra a pena na cadeia.

“O STF entendeu que a liberdade de uma pessoa vale menos do que o patrimônio. A lei garante, por exemplo, que – se alguém pagar duas vezes por algo que comprou – tem direito a receber de volta o que pagou a mais, com juros e correção. Mas um cidadão preso que, nos tribunais superiores, tiver sua sentença condenatória anulada, quem vai repor a sua liberdade perdida injustamente?”, questionou. “Ê uma decisão lamentável, que coloca o valor do ser humano abaixo do de um bem.”

Para o senador, o Supremo reverteu a lógica constitucional de que todos são inocentes até que se prove o contrário. “Agora, todos somos culpados até que provemos ser inocentes. Isso vai contra toda a construção jurídica nacional e internacional consagrada”, analisou o senador. “O STF, que deveria ser o guardião da Constituição, julgou contra a Constituição. Eliminou um direito fundamental dos brasileiros.”

No início da manhã desta quinta-feira, Humberto partiu de Brasília para São Paulo com a finalidade de participar, ao lado de outros parlamentares, de uma reunião com Lula para avaliar o cenário político e os próximos passos a serem tomados pelo Partido dos Trabalhadores.

 

 

Trabalhadores já começam a sentir os efeitos cruéis da reforma, diz Humberto

Para o líder da Oposição, o povo já sofre com a reforma trabalhista, um dos pilares do golpe

Para o líder da Oposição no Senado o trabalhador brasileiro já sofre com a reforma trabalhista

Ao entrar em vigor neste sábado, a Reforma Trabalhista terá um efeito devastador para as relações de trabalho. A avaliação é do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE). Algumas empresas e sindicatos patronais anunciaram alterações na contratação de profissionais, como a ampliação dos terceirizados, redução do horário de almoço e revisão da jornada de trabalho nos sábados, domingos e feriados.

“Já estamos sentindo os efeitos cruéis desta reforma, que é extremamente perversa para os trabalhadores e praticamente acaba com os direitos laborais dos brasileiros. A reforma beneficiou os mais ricos, os patrões e deixou os trabalhadores praticamente reféns dos empregadores.  Vivemos um dos períodos mais duros da nossa história, sem dúvida, o mais danoso para o povo desde a revogação da Lei Áurea”, afirmou.

No total, foram alterados mais de 100 dispositivos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Entre as alterações mais polêmicas está a relacionada com o trabalho intermitente, ou seja, o emprego baseado em remuneração por hora. Alguns estabelecimentos já estão anunciando a contratação de trabalhadores por R$ 4,45 a hora.

“Do jeito que as coisas estão, as pessoas vão ter que pagar para trabalhar. Talvez pedindo esmola na rua, as pessoas consigam ganhar mais dinheiro do que neste tipo de trabalho. Não podemos permitir que a força de trabalho brasileira se desvalorize, se precarize tanto. Isto é inaceitável. Vamos  reforçar as mobilizações em todo país para denunciar o desmonte da CLT”, disse o senador.

Humberto propõe R$ 90 milhões em benefício do setor audiovisual do país

Humberto: Infelizmente, Temer vetou a legislação, aprovada unanimemente no Congresso Nacional, que permite a pessoas jurídicas e físicas investirem uma pequena parte do seu imposto em filmes, como ocorre nos Estados Unidos, na França e na Inglaterra. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Infelizmente, Temer vetou a legislação, aprovada unanimemente no Congresso Nacional, que permite a pessoas jurídicas e físicas investirem uma pequena parte do seu imposto em filmes, como ocorre nos Estados Unidos, na França e na Inglaterra.   Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Preocupado com o fim do financiamento de empresas e pessoas físicas à produção de cinema do país a partir de janeiro de 2018, resultado de um veto feito pelo presidente Michel Temer (PMDB) à Lei do Audiovisual, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa, propôs um remanejamento orçamentário que inclui R$ 90 milhões para utilização do Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica (Recine).

O objetivo é estimular os investimentos na implantação de novas salas de cinema pelo país, sem onerar os cofres públicos e prejudicar outras áreas. Apenas em 2016, graças ao formato de financiamento que funciona no Brasil desde os anos 90 e que permitiu a retomada da produção nacional após alguns anos de estagnação, foram lançados mais de 150 filmes nacionais.

“Infelizmente, Temer vetou a legislação, aprovada unanimemente no Congresso Nacional, que permite a pessoas jurídicas e físicas investirem uma pequena parte do seu imposto em filmes, como ocorre nos Estados Unidos, na França e na Inglaterra. Assim, o governo pune um setor importante e eficiente que gera 98 mil empregos no Brasil e movimenta R$ 24 bilhões ao ano”, ressaltou.

A Medida Provisória (MP) do Recine, que prevê que o volume da renúncia fiscal seja inferior a R$ 11 milhões, está sob análise de uma comissão mista no Congresso, da qual Humberto faz parte. A proposta só foi editada pelo governo graças à intensa pressão de artistas e parlamentares contra o veto feito à medida semelhante anterior, aprovada por deputados e senadores.

Humberto e uma comitiva de representantes do audiovisual chegaram a se reunir com os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para articular a derrubada do veto de Temer e prorrogar os incentivos fiscais ao setor. O líder da Oposição, que propôs os benefícios ao audiovisual até 2021, também foi ao Palácio do Planalto cobrar pessoalmente uma definição do presidente sobre o assunto.

Ele destacou que o financiamento público ao setor tem se demonstrado fundamental para a defesa da cultura brasileira e a diversidade no mercado de bens simbólicos. “Todos os países com alguma expressão na produção audiovisual mantêm mecanismos de financiamento público, inclusive os detentores de posições hegemônicas no sistema internacional de distribuição de filmes e séries”, declarou.

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Ex-secretário executivo do Ministério da Cultura diz que PEC 55 vai cortar até 90% dos investimentos da pasta

"A Aprovação da PEC 55 vai afetar profundamente o orçamento da Cultura", analisou Humberto Costa. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

“A Aprovação da PEC 55 vai afetar profundamente o orçamento da Cultura”, analisou Humberto Costa. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

Em estudo recente, o ex-secretário executivo do Ministério da Cultura, João Brant, afirmou que, com a aprovação da PEC 55, a pasta da Cultura pode perder até 90% dos investimentos voltados às despesas finalísticas do Minc. “A aprovação da PEC poderá afetar profundamente o orçamento da cultura. Mantidas as condições atuais, em cinco anos, a pasta pode perder 33% do seu orçamento nominal, o que significaria a perda de cerca de 90% de seu orçamento voltado para ações finalísticas, que inclui todos os editais, obras (inclusive do PAC Cidades Históricas) Fundo Nacional de Cultura, convênios com estados e municípios, entre outros”, afirmou o ex-secretário executivo do ministério.
O líder do PT no Senado, Humberto Costa, lamentou as conclusões do estudo divulgado por João Brant. “A PEC da Maldade afetará fortemente a Cultura, deixando as ações da pasta praticamente paralisadas. Avançamos tanto nos últimos anos no setor que é muito pesaroso projetar que teremos um verdadeiro apagão cultural nos próximos anos, com consequências gravíssimas para a sociedade. Todos sabem que as ações culturais retiram milhares de crianças e jovens das ruas, e agora poderemos ter essas mesmas pessoas à mercê da criminalidade e das drogas”, disse o senador.
O Ministério da Cultura possui atualmente sete entidades vinculadas: Agência Nacional do Cinema e Audiovisual (Ancine), Fundação Nacional das Artes (Funarte), Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Fundação Cultural Palmares (FCP) e a Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB). O orçamento do Minc, excluindo o pagamento de pessoal e despesas financeiras, é de cerca de R$ 730 milhões. Desse montante, quase R$ 33 milhões são referentes a despesas obrigatórias, R$ 319 milhões para manutenção e funcionamento do ministério e de suas entidades, deixando apenas R$ 377 milhões para investimentos nas ações finalísticas.
Com a aprovação da PEC 55, o orçamento da Cultura não poderá crescer mais que a inflação do ano anterior. Como o governo não poderá mexer nos recursos do pagamento de salários, previdência de funcionários e despesas obrigatórias, o corte será diretamente nas ações do Minc, segundo documento do ex-integrante do Minc, João Brant. O corte incluirá os editais de pontos de cultura, ações voltadas à cultura negra, obras de patrimônio cultural e exposições de museus. Também serão afetados os financiamentos não-retornáveis do Fundo Setorial do Audiovisual, além de ações de digitalização da Biblioteca Nacional, bolsas da FCBR e todas as ações financiadas pelo Fundo Nacional de Cultura.
Uma das ações mais atingidas do Minc com a PEC 55 será o Programa Cultura Viva, responsável pelos 9 mil Pontos de Cultura espalhados por todo o país, criado na gestão presidente Lula. Atualmente esses pontos atendem diretamente 9 milhões de pessoas e são formados por grupos da sociedade civil que recebem verba para desenvolver atividades ligados à música, dança, literatura, artes plásticas, cinema e economia solidária. “A gestão desse Temer golpista vai prejudicar milhões de brasileiros. A Cultura sofrerá consequências devastadoras com a PEC 55. E o povo, que agora estava usufruindo de um país que começava a respeitar o seu aspecto cultural, voltará aos tempos onde a população era extremamente carente na questão cultural”, analisou Humberto.

Presidenta vai ao plenário com serenidade e firmeza, diz Humberto

Humberto: Não deixaremos essa manobra prosperar. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Humberto: Senadores que trairam terão que se explicar. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Os dias decisivos do julgamento do impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Senado, ao longo desta semana, serão de luta e de determinação na tentativa de reverter o golpe. A previsão é do líder do PT, senador Humberto Costa (PE), para quem a presidenta e toda a sua base política estão mobilizadas e com esperança de obter os apoios que faltam para impedir a aprovação do ato de força parlamentar.

“Tenho notado a presidenta muito confiante e firme. A decisão de ir pessoalmente fazer a sua defesa não poderia ter sido mais acertada e retrata com fidelidade a figura de uma governante brava, honesta e que não cometeu nenhum crime. Tentamos ao longo de todos essas dias convencer os senadores do absurdo que será, caso aprovado, o impeachment. Infelizmente, a maioria está ali de caso pensado e decisão tomada. Mas, não desanimamos e vamos brigar por mais seis votos, até o fim”, esclarece Humberto.

Para o senador, a presença da presidenta Dilma vai servir, também, para constranger senadores que eram do governo até bem pouco tempo, ocupando cargos importantes de primeiro escalão, e que mudaram de lado e passaram a apoiar o governo interino de Michel Temer. É o caso de Jader Barbalho (PMDB-PA), pai de um ex-ministro de Dilma, Edison Lobão (PMDB-AM), Eduardo Braga ( PMDB-AM) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), estes ex-ministros do governo petista, todos depois eleitores do impeachment. O pernambucano Bezerra Coelho é pai do atual ministro das Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, também do PSB.

“A presidenta vai encarar esses senadores com a serenidade de quem não teme porque não deve. Eles é que terão que explicar a mudança de lado que não tem outro nome que não seja traição”, afirmou o líder do PT.

Humberto: escândalos do governo Temer estão repercutindo mal no exterior

Humberto: Ações negativas do governo ilegítimo de Temer afetam imagem do Brasil lá fora. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Ações negativas do governo ilegítimo de Temer afetam imagem do Brasil. Foto: Alessandro Dantas/ PT-Senado

 

Para o senador Humberto Costa (PT), os fatos negativos envolvendo o governo do presidente interino Michel Temer (PMDB) têm prejudicado ainda mais a imagem do País no mundo. O parlamentar destacou reportagens de alguns dos jornais mais influentes do mundo, como o The Guardian, o Financial Times e o New York Times, que relataram, com estarrecimento, as conversas gravadas entre o ex-ministro do Planejamento Romero Jucá (PMDB) e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. No áudio, Jucá propõe um pacto para afastar a então presidente Dilma Rousseff (PT) e com isso barrar o avanço das investigações da Operação Lava Jato.

“O que a gente vê é uma tentativa de transformar o País, que é a nona economia do mundo, em uma grande republiqueta de bananas. O mundo inteiro tem se chocado com as arbitrariedades que vem ocorrendo no Brasil. Deram um duro golpe na democracia e agora mais do que nunca ficam claros os motivos para que isso acontecesse”, disse o senador.

Humberto, que na última, segunda-feira esteve no Uruguai, na reunião do Parlasul, que reúne parlamentares de todos os países do Mercosul para denunciar o golpe, disse ainda que há uma “grande movimentação internacional” contra o que ocorreu no Brasil. “São incontáveis as ações ilegítimas deste governo sem voto. O governo interino reuniu o que há de pior na política e o mundo inteiro acompanha assustado os desdobramento desse golpe que abalam ainda mais a imagem do País em todo o mundo”, afirmou Humberto.

Após as revelações de Jucá em gravação, o The Guardian classificou as ações que culminaram com a saída da presidente Dilma como uma “trama maquiavélica” e lembra que Temer incluiu em seu governo “sete ministros implicados na Lava Jato”. O New York Times, por sua vez diz, que a gravação levantar “mais questões sobre os motivos por trás do ímpeto de promover o impeachment de Dilma”. Outro jornal que deu destaque ao assunto foi o Financial Times, para o qual as novas revelações podem “prejudicar o governo Temer”.

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