União

Projeto criminoso contra Petrobras proposto por Temer será derrotado no Senado, afirma Humberto

Para Humberto, apesar do projeto ter sido aprovado na Câmara, a matéria deve encontrar bastante dificuldade para ser aprovada no Senado. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, apesar do projeto ter sido aprovado na Câmara, a matéria deve encontrar bastante dificuldade para ser aprovada no Senado. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Prestes a ser analisado no Senado Federal, o Projeto de Lei (PL) nº 8939/17, mais conhecido como projeto de cessão onerosa, já encontra fortes reações na Casa. O líder da Oposição, Humberto Costa (PT-PE), disse que é contra a medida que permite à Petrobras a venda de até 70% dos direitos de exploração do petróleo da camada pré-sal. Segundo o senador, a medida trará enormes prejuízos aos estados, municípios e, principalmente, à União.

“Essa é uma dupla agressão ao povo brasileiro. Primeiro, porque vamos perder recursos que seriam destinados a governos municipais, estaduais e ao federal. Depois, não está claro como seriam essas licitações que liberam os direitos de exploração do pré-sal e quais são os interesses que estão envolvidos nessas transações”, afirmou o senador. Especialistas, calculam que, caso o projeto seja aprovado, o Brasil perderá cerca de R$ 721 bilhões em investimentos, oito vezes o orçamento do Ministério da Educação para 2018.

A medida enviada ao Congresso pelo presidente Michel Temer trata do direito de exploração de áreas negociadas por meio de cessão onerosa, em que União cede à Petrobras o direito de explorar o petróleo em áreas do pré-sal que não estejam sob o modelo de concessão. O sistema prevê uma extração de até 5 bilhões de barris de petróleo dessas áreas do pré-sal em favor da estatal. “Tem muitos interesses por trás dessa tentativa de enfraquecer a Petrobras”, disse o senador.

Para Humberto, apesar do projeto ter sido aprovado na Câmara, a matéria deve encontrar bastante dificuldade para ser aprovada no Senado. “Vamos trabalhar para que essa matéria não seja aprovada na Casa. Vamos unir forças para que o país não sofra prejuízos bilionários provocados por este modelo perverso e entreguista de Michel Temer. O que ele quer é, até 1° de janeiro, acabar com o que for possível no país. É assim que age com o setor elétrico, é assim que age com o setor petrolífero, é assim que age com tudo. Mas vamos fazer uma grande mobilização para que esse projeto seja derrotado no Senado”, afirmou Humberto.

No Conselho da República, Humberto diz que governo não justifica intervenção e desconhece realidade

Para Humberto, a decisão do governo de intervir no Rio de Janeiro não foi baseada em evidências e dados concretos sobre a criminalidade no Estado. Foto: Marcos Corrêa / PR

Para Humberto, a decisão do governo de intervir no Rio de Janeiro não foi baseada em evidências e dados concretos sobre a criminalidade no Estado. Foto: Marcos Corrêa / PR

 
Integrante do Conselho da República, órgão previsto na Constituição Federal para tratar de temas de alta gravidade para do país, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou, em reunião do grupo na manhã desta segunda-feira (19), a desorganização e o desconhecimento do governo Temer com a real situação do Brasil.

Para Humberto, que esteve no encontro no Palácio da Alvorada, a decisão do governo de intervir no Rio de Janeiro não foi baseada em evidências e dados concretos sobre a criminalidade no Estado, mas, sim, pelo calor do momento, com registro de imagens de violência no carnaval.

O senador explicou que sete integrantes do Conselho da República, composto hoje por nove membros, manifestaram-se a favor da intervenção. Ele e o deputado José Guimarães (PT-CE), líder da Oposição na Câmara, se abstiveram, tendo em conta que os partidos de oposição ainda não fecharam uma posição conjunta sobre o tema.

Humberto disse que Temer e seus ministros não conseguiram explicar os motivos pelos quais tomaram a decisão, agora, de intervir no Rio de Janeiro. Segundo o líder da Oposição no Senado, eles também não falaram sobre o resultado de outras operações realizadas pelas Forças Armadas na unidade federada, não informaram sobre a previsão de gastos orçamentários e quanto será liberado pela União e desconsideraram a opinião do conselho antes da edição do decreto.

“Nós, da oposição, perguntamos a eles sobre tudo isso e não obtivemos nenhuma resposta. Não há qualquer análise de planejamento sobre o resultado que se espera a curto ou médio prazo. Na ausência de todas essas informações e diante do fato do Conselho da República ter sido chamado a ser ouvido só depois do decreto, nós consideramos adequado votar contra a medida no Congresso Nacional”, resumiu Humberto.

O parlamentar afirmou que o ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS-PE), se limitou a mostrar quatro matérias de jornais para justificar a intervenção federal no Rio. De acordo com Humberto, ele não tratou de dados objetivos, como se houve crescimento no número de homicídios no Estado, se os dados são mais graves em comparação com outras unidades da Federação, o que mudou nos últimos meses, por exemplo

“Essa decisão do governo foi tomada muito mais pelo calor do debate e pelas cenas do Carnaval do que efetivamente por algo organizado e planejado. O governo demonstra alto grau de desorganização e a intervenção não é baseada em evidências e dados sobre a criminalidade no Rio”, concluiu.

O líder da Oposição avalia que não há qualquer argumento que justifique a intervenção da noite para o dia e que esse instrumento deveria ter sido o último a ser utilizado, depois de todos os demais terem sido esgotados.

Humberto vota a favor de proposta que aumenta repasse da União a municípios

Humberto: o rateio do FPM é fundamental para a economia municipal e melhoria da qualidade de vida da população. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: o rateio do FPM é fundamental para a economia municipal e melhoria da qualidade de vida da população. Foto: Roberto Stuckert Filho

Em defesa do fortalecimento financeiro dos municípios, principalmente em meio à imensa crise econômica, aprofundada pelo governo Michel Temer (PMDB), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), votou a favor da proposta que eleva em um ponto percentual o repasse da União ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A matéria segue, agora, para a Câmara dos Deputados.

Para Humberto, o rateio do FPM é fundamental para a economia municipal e melhoria da qualidade de vida da população, principalmente das cidades de menor porte, que são mais dependentes dos repasses.

Ele afirmou que as cidades menores dependem fortemente das transferências de outros entes federados, em especial dos recursos do fundo, porque menos habitantes implica menor capacidade de consumo. “Menos gente significa menor participação municipal na distribuição da arrecadação do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços, de competência estadual”, explicou.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 29/2017 propõe a elevação de 49% para 50% do produto da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza e do imposto sobre produtos industrializados distribuído pela União.

Além disso, define a entrega desse um ponto percentual adicional ao FPM, a ser realizada no primeiro decênio do mês de setembro de cada ano, época em que os municípios sofrem um profundo impacto em suas receitas decorrente do repasse do fundo, em virtude dos procedimentos de restituição do imposto de renda aos contribuintes.

Segundo Humberto, a aprovação do texto visa diminuir as dificuldades suportadas pelas prefeituras. “Assim, sem prejuízos das questões que envolvem preocupações macroeconômicas, o olhar da Constituição e do Congresso Nacional à atual situação dos municípios brasileiros demanda uma imediata, porém responsável, resposta deste Parlamento, sobretudo em momentos de crise”, finalizou.

Humberto vota a favor de projeto que garante repasses para ações de segurança pública nos municípios

Para Humberto, a proposta, tem o objetivo de gerar menos prejuízos à população, que sofre com a paralisação de serviços essenciais por conta de problemas, muitas vezes, burocráticos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, a proposta, tem o objetivo de gerar menos prejuízos à população, que sofre com a paralisação de serviços essenciais por conta de problemas, muitas vezes, burocráticos. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

Com o voto do líder da Oposição no Humberto, Humberto Costa (PT-PE), o Senado aprovou, nessa terça-feira (28), o projeto de lei que garante aos Estados e municípios receberem repasses federais para executar ações de segurança pública mesmo que estejam com pendências fiscais. Atualmente, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) garante que as transferências da União sejam feitas, nessas condições, somente para ações de educação, saúde e assistência social.

Para Humberto, a proposta, que segue à Câmara dos Deputados, tem o objetivo de gerar menos prejuízos à população, que sofre com a paralisação de serviços essenciais por conta de problemas, muitas vezes, burocráticos. Ele argumenta que a medida é fundamental, principalmente por conta do ritmo crescente da violência no país e da grande insatisfação popular frente à atuação do poder público.

“A suspensão dos repasses acaba por penalizar, injustamente, a população do ente que sofreu a punição, pois os moradores das cidades não são responsáveis diretos pela inadimplência que motivou o cancelamento das transferências, e sim o gestor que não cumpriu adequadamente os termos do convênio ou deixou de prestar as contas junto à administração federal”, explicou.

Segundo ele, o responsável pelo município ou unidade da Federação deve ser pessoalmente responsabilizado, nos termos da lei, pelos prejuízos a que tiver dado causa. Hoje, 96,4% dos municípios estão no cadastro de inadimplência da União e sofrem com a suspensão dos repasses.

O senador lembra que os convênios são firmados entre a União, Estados e municípios justamente para que haja investimento em políticas públicas de interesse comum e ações de desenvolvimento social.

“Esses acordos fixam obrigações para os entes federativos que, se não cumpridas, sujeitam o ente à sanção temporária de não recebimento de novas transferências voluntárias. A vedação tem o objetivo de preservar o patrimônio público”, observa.

O parlamentar ressalta que o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu, em julgamento, que a inviabilidade de formalizar acordos e convênios, bem como receber repasses de verbas, pode gerar prejuízos ainda maiores para a população.

Humberto reconhece o fato de que as restrições impostas pela LRF, referentes às transferências voluntárias, têm foco no equilíbrio e na responsabilidade fiscal do país e objetiva impedir condutas fraudulentas de gestores de recursos públicos. Mas o senador entende que a proposta não contraria esse espírito da lei e não há desvio do foco no equilíbrio fiscal.

É um governo de asnos, jericos e jumentos, a começar pelo presidente, diz Humberto sobre a gestão de Temer

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Não satisfeito em destruir os direitos trabalhistas no país e rasgar a histórica CLT, o governo ilegítimo de Michel Temer, na avaliação do líder da Oposição do Senado, Humberto Costa (PT-PE), investe agora contra os aposentados e pensionistas brasileiros com a espúria articulação feita com verba pública e com o toma-lá-dá-cá de cargos para votar a reforma da Previdência no Congresso Nacional.
O senador ressaltou, nesta terça-feira (21), que o Palácio do Planalto e seus aliados querem aumentar a idade mínima, acabar com o regime previdenciário próprio dos servidores públicos e elevar o tempo de contribuição, medidas inadmissíveis sem uma ampla discussão com todos os setores sociais, principalmente neste momento em que o país está mergulhado no caos por conta de uma gestão altamente desastrosa.

“Afogado em denúncias, asfixiado pela rejeição popular e com uma base mantida à custa do saque do dinheiro do brasileiro, esse presidente golpista insiste em aprovar uma reforma que vai destruir a segurança de uma velhice tranquila. É um governo de asnos, jericos e jumentos, a começar pelo presidente da República”, afirma. “E quero aqui, aliás, me desculpar com esses animais, que não merecem esse tipo de comparação.”

Segundo o parlamentar, mais de R$ 20 milhões do orçamento da União foram gastos em uma campanha de publicidade mentirosa para convencer os brasileiros dessa barbaridade que se quer perpetrar. Para Humberto, as peças publicitárias são cretinas e elegem os servidores públicos como inimigos da população, sendo que uma delas diz: tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo.

“Quem fala essa atrocidade é o governo de um presidente que se aposentou aos 55 anos sem nunca ter pegado no pesado e, hoje, ganha R$ 33 mil por mês. É mais um ato calhorda de uma gestão moribunda”, atacou.

O líder da Oposição reconhece que o sistema previdenciário brasileiro está longe de ser perfeito e deve ser corrigido, mas esse é um trabalho que não pode ser feito sem a participação de todos os setores sociais e, muito menos, por uma gestão sem absolutamente nenhuma credibilidade como a de Temer.

PAC sofre com cortes do governo Temer, denuncia Humberto

Para Humberto, o cortes no PAC paralisam o Brasil e dificultam a retomada da nossa economia. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, o cortes no PAC paralisam o Brasil e dificultam a retomada da nossa economia. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Os projetos financiados pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) têm sofrido duro golpe no governo de Michel Temer. Mesmo depois da Lei Orçamentária deste ano ter previsto um total de R$ 36 bilhões para o programa, valor menor que o repassado no ano passado, o PAC recebeu uma nova tesourada de R$ 12,6 bilhões. O programa é o principal responsável por promover obras de infraestrutura em todo o País, como portos, rodovias, ferrovias, aeroportos, saneamento, geração de energia e hidrovias.

Segundo o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), o cortes no PAC paralisam o Brasil e dificultam a retomada da nossa economia. “O programa foi criado como uma ferramenta para estimular o desenvolvimento do País, garantindo ações estruturadoras que trouxessem benefícios diretos aos brasileiros. Estão reunidas no programa as obras mais importantes. Cortar o PAC é congelar o crescimento e paralisar construções que podem acabar se tornando elefantes brancos e custar ainda mais dinheiro à União”, alertou o senador.

De acordo com o balanço mais recente do governo federal, em 2015 foram investidos R$ 47,2 bilhões no programa. Em 2016, houve uma redução e foram repassados para o PAC R$ 42 bilhões. Neste ano, no entanto, o corte é ainda mais expressivo. Até junho deste ano, foram investidos apenas R$ 10,3 bilhões. “O País precisa de estradas, ferrovias, obras estruturadoras para atrair investimentos, gerar mais empregos e melhorar a qualidade de vida da população. O PAC é um programa imprescindível que faz a roda da economia girar. Sem investimento, todos os setores perdem”, avaliou.

O senador disse ainda que o Nordeste é a principal vítima dos cortes do PAC. Só em Pernambuco, existem 2.111 empreendimentos financiados pelo programa. “O Nordeste é quem mais sente o efeito dos desatinos desse governo. Temer está promovendo uma paralisia na economia da região. Pernambuco, por exemplo, tem um dos piores índices de desemprego do País e não é por acaso. Estão querendo matar por inanição a região brasileira que mais cresceu nos últimos 14 anos”, assinalou Humberto Costa.

CPI da Previdência vai mostrar ao país caixa preta bilionária do sistema, diz Humberto

Humberto: É a primeira vez, em 92 anos, que uma CPI vai investigar essa caixa obscura, fechada, que desperta o interesse de empresários, muitos, inclusive, devedores da União. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: É a primeira vez, em 92 anos, que uma CPI vai investigar essa caixa obscura, fechada, que desperta o interesse de empresários, muitos, inclusive, devedores da União. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Um dos principais defensores da CPI da Previdência Social, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou, nessa quarta-feira (26), dia de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito, que o país terá uma oportunidade única de conhecer, a fundo, todas as receitas e despesas do bilionário sistema previdenciário brasileiro.

“É a primeira vez, em 92 anos, que uma CPI vai investigar essa caixa obscura, fechada, que desperta o interesse de empresários, muitos, inclusive, devedores da União, e deste governo ilegítimo que quer tirar, de maneira cruel, os direitos dos trabalhadores e aposentados”, avalia Humberto.

O senador acredita que os trabalhos da comissão terão como foco, independentemente da ideologia partidária, a apuração dos desvios de recursos, sejam anistias, desonerações, desvinculações, sonegação ou qualquer outro meio que propicie a retirada de fontes da Previdência.

“Vamos olhar com lupa não somente os valores, mas também os beneficiários desses desvios. Sabemos que, somente em quatro anos, mais de R$ 100 bilhões foram recolhidos do trabalhador e não foram repassados para a Previdência. Vamos investigar esses dados”, afirmou.

Na sessão de instalação da CPI, o senador Paulo Paim (PT-RS) foi eleito, por aclamação, presidente do colegiado. Hélio José (PMDB-DF) será o relator. A comissão, que tem sete membros titulares e cinco suplentes, irá se reunirá às terças-feiras, às 8h30, e realizará audiências públicas, às quartas e quintas-feiras, às 14h.

Para Humberto, os parlamentares terão a difícil missão de responder se existe ou não déficit na Previdência, motivo de polêmica até para economistas especializados na área, e quais são os setores deficitários e superavitários, a posição de órgãos de controle sobre o assunto e a melhor forma do governo zerar o eventual déficit.

“Nós vamos ouvir todos os interessados no assunto para descobrir quem são os mil maiores devedores da Previdência. Os procuradores da Fazenda já afirmaram que, somados, eles devem R$ 1 trilhão. É muito dinheiro, que serviria, com folga, para cobrir qualquer rombo no sistema”, afirmou.

O líder da Oposição foi um dos primeiros a assinar o requerimento de criação da CPI da Previdência, que contou com o apoio de 62 senadores, mais que o dobro do necessário, 27 assinaturas.

Governo mente sobre rombo bilionário que deu nas contas, alerta Humberto

Humberto lembra que até as despesas discricionárias, aquelas que o governo tem autonomia para não realizar, subiram muito em 2016, em relação a 2015. Foto: André Corrêa/Liderança PT no Senado

 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comemorou, nessa segunda-feira, (30) o anúncio de déficit recorde de R$ 154,3 bilhões nas contas públicas no ano passado por “ter sido menor que o esperado e ter cumprido a meta fiscal”. Mas, na avaliação do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), como se não bastasse “soltar foguete para recorde negativo”, o governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) escondeu que aumentou significativamente as suas despesas.

“O ministro disse que o cumprimento da meta se deve a uma execução orçamentária rigorosa e a um diagnóstico realista da situação das contas públicas. Isso é uma mentira. Na verdade, houve aumento real dos gastos da União em 2016 na comparação com 2015 e, como a economia continuou em recessão, as despesas também cresceram em proporção ao PIB, provavelmente atingindo o nível mais elevado da história. Isso eles não contam”, afirmou Humberto.

Para o senador, a comemoração de Meirelles de que a meta fiscal foi cumprida e o resultado das contas públicas foi melhor do que o previsto – a expectativa era um resultado negativo em R$ 170,5 bilhões – omite que a perspectiva do rombo nos cofres da União era excessiva e foi feita para pagar o golpe aplicado sobre Dilma Rousseff.
“Para derrubar a presidenta, os golpistas alardearam para o mundo que as contas do país estavam no fundo do poço e prometeram uma retomada de crescimento imediata assim que ela saísse. Vemos que a situação piorou, e muito, com a chegada deles no poder. Estão fazendo festa até para déficit recorde, algo inimaginável”, ressaltou.

Humberto lembrou que até as despesas discricionárias, aquelas que o governo tem autonomia para não realizar, subiram muito em 2016, em relação a 2015. “Elas aumentaram 2,8%, em termos reais, em decorrência, principalmente, da decisão do governo de reduzir os restos a pagar de anos anteriores”, comentou.

De acordo com o parlamentar, o governo ainda mente quando afirma que o resultado do orçamento não consegue mais cobrir o déficit da Previdência Social e por isso é preciso realizar a reforma. “Ora, o resultado negativo grande da Previdência é devido à forte queda na arrecadação por conta do aumento do desemprego e não por questões estruturais. E o espaço fiscal que houve não foi utilizado para retomar a economia, sendo que os investimentos caíram, mesmo com um grande aumento real das despesas”, disse.

A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou, ontem, que o o governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central) encerrou 2016 com um déficit recorde de R$ 154,3 bilhões nas contas públicas, o maior desde 1997, quando teve início a série histórica.

Humberto articula mais verba para conselhos tutelares com líderes do setor

Humberto ressalta que que o governo da presidenta Dilma trabalhou intensamente por melhorias e conseguiu avanços significativos em relação à proteção de crianças e adolescentes. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto ressalta que que o governo da presidenta Dilma trabalhou intensamente por melhorias e conseguiu avanços significativos em relação à proteção de crianças e adolescentes. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

Responsável pela elaboração de emendas parlamentares destinadas à construção de unidades protetivas de crianças e adolescentes e à compra de equipamentos para estrutura-las adequadamente, o líder do Governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE), recebeu nesta quinta-feira (7), em seu gabinete, representantes do Fórum Nacional dos Conselhos Tutelares.

O senador e os conselheiros conversaram sobre os problemas atuais encontrados nas unidades espalhadas por todo o país, a fim de buscar soluções tanto no orçamento da União quanto na atividade legislativa.

Dados mostram que cerca de 40% dos conselhos não têm sedes exclusivas; 44% não possuem sequer veículo motorizado próprio; 25% não têm telefone próprio e 37% não têm celular de plantão.

“Nós temos que mudar essa realidade. Todos temos consciência de que é preciso trabalhar incansável para isso. Hoje, estreitamos ainda mais as nossas relações e demonstramos preocupação com a aplicação dos recursos previstos no orçamento ao setor. O ritmo de liberação ainda é muito lento e batalho para acelerá-lo”, afirmou Humberto.

Ele ressaltou que o governo da presidenta Dilma trabalhou intensamente por melhorias e conseguiu avanços significativos em relação à proteção de crianças e adolescentes, com a construção de unidades de atendimento em mais municípios do país. O parlamentar reconhece que é necessário avançar ainda mais.

Por isso, tem destinado emendas a que tem direito no orçamento para a execução de conselhos tutelares em Pernambuco e para a aquisição de equipamentos, os chamados kits, que incluem um automóvel, cinco computadores, uma impressora multifuncional, um refrigerador e um bebedouro. Mais de 20 cidades pernambucanas já foram contempladas.

“Esse material que chega até os conselheiros e funcionários responsáveis por lidar com a questão é muito importante para garantir condições adequadas de funcionamento dos conselhos”, diz.

Para o senador, isso é fundamental para atuar no enfrentamento à negligência, à violência física, à violência psicológica, à exploração sexual e a outras formas de violações que infelizmente vitimam meninas e meninos.

Temer já fala em aumentar impostos, alerta Humberto

Humberto: Esse presidente sem voto e sua equipe realmente estão completamente perdidos na área da economia. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Esse presidente sem voto e sua equipe realmente estão completamente perdidos na área da economia. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

A equipe econômica do presidente provisório Michel Temer já começou a assumir que vai aumentar impostos, a exemplo da Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e cortar benefícios sociais de 30 mil beneficiários do Bolsa Família. Depois de fazer uma série de anúncios que aumentarão o déficit de 2016 e compromete também o déficit de 2017, Temer deve anunciar medidas impopulares.

“Esse presidente sem voto e sua equipe realmente estão completamente perdidos na área da economia. Depois de receber um cheque em branco do Congresso Nacional quase dobrando o déficit de 2016, autorizou uma série de gastos que prejudicam o orçamento da União. Agora vem falar em aumentar impostos e cortar benefícios sociais dos que mais precisam”, afirmou o líder do governo Dilma no Senado, Humberto Costa.

Temer já confidenciou que,caso a presidenta Dilma Roussef receba o impeachment do Senado, anunciará um pacote de medidas impopulares após assumir de vez o cargo de presidente. Para conseguir isso o interino vem trabalhando nos bastidores para conseguir votos no Senado. Já autorizou R$ 669 milhões em emendas parlamentares e já surgiram rumores que ele vem prometendo a parlamentares recursos para obras inacabadas nos estados.

Na lista das medidas para conseguir caixa para o Tesouro Nacional estão privatizações de empresas federais, aumento de impostos, cortes de programas sociais; e para medidas em longo prazo, vai fazer uma reforma na previdência alterando para 70 anos a idade mínima da aposentadoria.

“É engraçada a matemática do presidente sem voto. Dinheiro para emendas parlamentares e terminar obras “escolhidas” por conveniência política tem, mas para não aumentar impostos e para dar continuidade a programas sociais importantes e também garantir os direitos dos trabalhadores ele não tem”, avaliou Humberto.

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