Uruguai

No Parlamento do Mercosul, Humberto denuncia dumping social do Brasil

Humberto alertou os integrantes do bloco para o início de uma concorrência desleal brasileira alcançada em cima dos direitos dos trabalhadores. Foto: Asscom HC

Humberto alertou os integrantes do bloco para o início de uma concorrência desleal brasileira alcançada em cima dos direitos dos trabalhadores. Foto: Asscom HC

 

A reforma trabalhista do governo Michel Temer (PMDB) – que precarizou as relações laborais no Brasil, com alterações em mais de 100 dispositivos da legislação – pode levar o país a praticar dumping social, uma prática rechaçada pelos organismos internacionais. A argumentação foi levada ao Parlamento do Mercosul (ParlaSul), em Montevidéu, no Uruguai, pelo líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que alertou os integrantes do bloco para o início de uma concorrência desleal brasileira alcançada em cima dos direitos dos trabalhadores.

“Essa reforma elimina direitos da classe trabalhadora. Barateia o capital humano. Ela vai promover a redução do emprego qualificado e a proliferação do subemprego. É uma distorção. Por isso, vimos com muita satisfação a manifestação do Uruguai junto ao Mercosul em razão dessa ameaça de prática desleal por parte do Brasil”, informou Humberto no plenário do ParlaSul.

Juntamente com outros parlamentares progressistas do bloco, o líder da Oposição vai acionar a Comissão de Relações Laborais do Mercosul para que discuta o tema e avalie se o que o governo Temer chama de “modernização das leis trabalhistas” não se configura como um artifício para que o Brasil pratique uma concorrência desleal de mercado, o que poderia até mesmo levar o país a ser acionado na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Na intervenção que fez no plenário do ParlaSul, Humberto também relatou aos colegas a rejeição pela Câmara dos Deputados da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República contra Michel Temer, o que classificou como triste episódio. “É lamentável que os deputados tenham ignorado as provas contundentes contra o presidente e resolvido enterrar qualquer possibilidade de investigação. Mas outras denúncias virão. E vamos observar como a Câmara vai se portar diante delas”, alertou o líder da Oposição.

Parlamento do Mercosul aprova relatório de Humberto condenando violência policial de Temer

Humberto: Trata-se de uma importante moção, que contou com apoio da esmagadora maioria, em meio à situação absurda pela qual passa o nosso país hoje. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Trata-se de uma importante moção, que contou com apoio da esmagadora maioria, em meio à situação absurda pela qual passa o nosso país hoje. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O plenário do Parlamento do Mercosul (ParlaSul) aprovou, na tarde desta segunda-feira (29), por 51 votos a 3, uma resolução relatada pelo líder da Oposição no Senado brasileiro, Humberto Costa (PT-PE), que condena a violência policial no Brasil durante as manifestações contra o governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) e também contra os massacres ocorridos no campo a índios e trabalhadores rurais. A reunião dos parlamentares do bloco ocorre em Montevidéu, capital do Uruguai.

Coube a Humberto, que participa do encontro como membro permanente da delegação brasileira, relatar a proposta da Bancada Progressista do bloco formada por parlamentares do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O documento também expressa a vontade do Parlasul a favor de uma saída democrática para o Brasil e pede respeito à soberania popular.

“Trata-se de uma importante moção, que contou com apoio da esmagadora maioria, em meio à situação absurda pela qual passa o nosso país hoje, em que um ministro da Justiça é trocado em pleno domingo com o claro objetivo de tentar salvar a pele de Michel Temer da investigação da Lava Jato”, afirmou Humberto.

Ele ressaltou que os integrantes do ParlaSul consideram que a democracia brasileira, juntamente com os trabalhadores e as minorias, está sob forte ataque por parte do governo Temer. O senador explicou que, durante o debate sobre a moção, aliados de Temer agiram de maneira absurda, ofendendo, inclusive, o deputado Jean Wyllys (PSol-RJ), e tentaram obstruir a votação.

“O ex-ministro da Cultura e atual deputado Roberto Freire (PPS-SP), e o deputado Rubens Buenos (PPS-PR) foram agressivos, truculentos e tentaram confundir as pessoas aqui no ParlaSul. Eles querem mascarar a realidade do país, falando apenas sobre a Venezuela e deixando o Brasil de lado, como se estivesse tudo norma no país. Mas foram amplamente rechaçados e não obtiveram sucesso”, contou.

Também nesta segunda-feira, enquanto os parlamentares do Mercosul articulavam a condenação da violência no campo e contra manifestantes no Brasil, várias ações articuladas por outros deputados e senadores da oposição marcaram protestos contra a corrupção e a violência do governo Temer.

Na Universidade de Brasília (UnB), está sendo realizado, durante todo o dia de hoje, o seminário “Estado de Direito ou Estado de Exceção”, que conta com a participação de vários juristas e parlamentares da oposição a Temer.

Já à noite, em São Paulo, vai ocorrer um ato em defesa das eleições presidenciais diretas e também pelo lançamento de um plano popular de emergência. Irão participar do debate o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), o ex-ministro da Ciência e Tecnologia e ex-presidente do PSB Roberto Amaral, além de artistas e outras personalidades.

Humberto pede mobilização internacional contra o golpe

Humberto convocou todos a organizar uma manifestação no dia 4 de julho em Montevidéu, quando deve ocorrer a Cúpula do Mercosul na cidade e da qual devem participar Michel Temer e José Serra. Foto: Assessoria de Imprensa

Humberto convocou todos a organizar uma manifestação no dia 4 de julho em Montevidéu, quando deve ocorrer a Cúpula do Mercosul na cidade e da qual devem participar Michel Temer e José Serra. Foto: Assessoria de Imprensa

 

Ao lado da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e do deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ), o líder do Governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE), participou de um encontro com estudantes da Universidad de la República do Uruguai para falar sobre o golpe parlamentar ocorrido contra a presidenta. O encontro, que aconteceu na noite dessa terça-feira (21), contou, também, com a presença de brasileiros residentes em Montevidéu que são contrários à gestão interina de Michel Temer.

Os três parlamentares fizeram uma narrativa do processo de impeachment e analisaram as incontáveis medidas retrógradas adotadas pelo governo interino desde que se instalou. “Afastaram uma presidenta honesta para substituí-la por uma gestão corrupta, que perde um ministro a cada 20 dias envolvido em falcatruas”, relatou Humberto.

O público presente mostrou-se extremamente curioso com a situação brasileira e preocupado com o fato de que o Brasil – por decisão de Temer e do seu ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP) – abandone o Mercosul.

“Essa é a disposição manifesta dos golpistas: deixar o bloco, o que será um retrocesso para toda a América Latina”, afirmou o senador, que dividiu as abordagens dos temas com Gleisi e Jean Wyllys. “É extremamente importante que vocês se juntem a essa cruzada em favor da democracia e difundam o que se passa no Brasil atualmente”, avisou o Humberto aos presentes.

Os parlamentares brasileiros pediram a mobilização permanente dos estudantes e dos defensores da democracia no Brasil para aumentar a pressão internacional sobre o país. Humberto convocou todos a organizar uma manifestação no dia 4 de julho em Montevidéu, quando deve ocorrer a Cúpula do Mercosul na cidade e da qual devem participar Michel Temer e José Serra.

No Uruguai, Humberto acusa Temer de querer acabar com o Mercosul

 

Para Humberto, o interesse deles são os Estados Unidos, é a Europa. Eles dão as costas para a América Latina, para o Mercosul, para os nossos vizinhos. Foto: Assessoria de Imprensa

Para Humberto, o interesse deles são os Estados Unidos, é a Europa. Eles dão as costas para a América Latina, para o Mercosul, para os nossos vizinhos. Foto: Assessoria de Imprensa

 

A reunião da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos do Parlamento do Mercosul (ParlaSul), em Montevidéu, foi marcada por intenso debate dos congressistas, na manhã desta terça-feira (21), sobre a situação interna dos países do bloco. Representante brasileiro no encontro, o líder do Governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE), alertou os participantes do encontro de que a gestão interina de Michel Temer (PMDB) quer retirar, gradativamente, o Brasil do grupo.

Humberto fez um relato sobre o quadro institucional brasileiro e cravou aos colegas do continente: “no momento, há, sim, um golpe se desenrolando no Brasil. Um golpe que derrubou uma presidenta honesta com a intenção de paralisar as investigações sobre corrupção da maior operação da nossa história, que é a Lava Jato”, esclareceu o senador.

De acordo com o parlamentar, o governo interino de Temer já anunciou, por meio do seu ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), que está retirando o Brasil de diversos foros de que participa no Mercosul e que seu real interesse é deixar o bloco, que vem sendo construído desde a década de 1980.

“O interesse deles são os Estados Unidos, é a Europa. Eles dão as costas para a América Latina, para o Mercosul, para os nossos vizinhos. Esse governo golpista do Brasil quer implodir o bloco de integração que erguemos com tanto sacrifício”, esclareceu Humberto a mais de 20 parlamentares de Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela que participam da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos. No encontro, também estavam a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) e os deputados federais Roberto Freire (PPS-SP) e Jean Wyllys (PSol-RJ).

Os parlamentares aprovaram a realização de uma viagem à Venezuela para poder acompanhar de perto a situação do país, que passa por uma forte tensão entre governo e oposição e vive um sério quadro de desabastecimento. A visita da delegação do ParlaSul a Caracas deve ocorrer na segunda semana de julho.

Isolar a Venezuela é mais um erro de Temer, denuncia Humberto no ParlaSul

Humberto: O Brasil tem de exercer a sua posição de liderança continental e conduzir um debate com todos os atores políticos da Venezuela.

Humberto: O Brasil tem de exercer a sua posição de liderança continental e conduzir um debate com todos os atores políticos da Venezuela.

Em Montevidéu, no Uruguai, onde representa o Brasil na 39º Reunião Plenária do Parlamento do Mercosul (ParlaSul), o senador Humberto Costa (PT-PE) teve uma reunião na noite dessa segunda-feira com parlamentares do bloco para discutir a situação da Venezuela. O consenso é de que é preciso investir no diálogo com o país vizinho para tentar debelar a crise que, entre outras coisas, tem levado ao desabastecimento, em prejuízo dos venezuelanos.

“O Brasil tem de exercer a sua posição de liderança continental e conduzir um debate com todos os atores políticos da Venezuela. Esse governo golpista e interino de Temer recebe a oposição venezuelana quase que às escondidas e se recusa a falar com o presidente Maduro. A falta de um diálogo claro e aberto prejudica as nossas relações, instiga a divisão no país e diminui o papel do Brasil”, avalia Humberto.

Durante esta terça-feira (21), o senador petista vai articular integrantes do ParlaSul para tentar aprovar uma resolução instando a abertura de canais de negociação entre os países do Mercosul com todas as forças políticas venezuelanas.

“Asfixiar a Venezuela para derrubar o presidente Nicolás Maduro é uma posição tão golpista quanto à brasileira. A América Latina tem de reagir a essa nova onda de deposição de governos legitimamente eleitos”, ponderou Humberto, que foi líder de Dilma no Senado.

Para Humberto, aumenta pressão internacional sobre o Brasil

Humberto: Vamos denunciar aqui no Uruguai a situação alarmante que o país vive. Foto: André Corrêa/ Liderança do PT (Arquivo)

Humberto: Vamos denunciar aqui no Uruguai a situação alarmante que o país vive. Foto: André Corrêa/ Liderança do PT (Arquivo)

 

O aumento da instabilidade política no país com a chegada do governo interino de Michel Temer (PMDB) ao poder, que já perdeu três ministros envolvidos em denúncias de corrupção em pouco mais de um mês, tem repercutido negativamente no mundo todo. Esta é a avaliação do líder do Governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que está em Montevidéu para participar de reunião do Parlamento do Mercosul (Parlasul) e intensificar a pressão internacional sobre o Brasil por ruptura da ordem democrática.

Depois de virem à tona delações premiadas de pessoas do próprio partido de Temer que revelam pagamentos milionários de propina a integrantes do Governo e após revelações de que caciques do PMDB tramaram o fim da Operação Lava Jato, Humberto acredita que o cerco externo contra o país aumentou consideravelmente.

Segundo o senador, que é membro da Comissão Especial do Impeachment do Senado, autoridades públicas do mundo todo acompanham o processo de afastamento de Dilma Rousseff com preocupação, em meio a um quadro político que se agrava cada vez mais desde a saída da presidenta.

“Vamos denunciar aqui no Uruguai a situação alarmante que o país vive. Não é possível que assistamos a tudo isso que as investigações estão mostrando sem tomar nenhuma providência. Eles rasgaram a Constituição Federal num ato antidemocrático para tirar uma presidenta legitimamente eleita pela maioria do povo brasileiro com o objetivo de barrar a Lava Jato e saírem impunes”, diz.

Responsável por conquistar a oportunidade de o Brasil sediar a assembleia geral do Parlamento das Américas (ParlAmericas) este ano, Humberto resolveu propor o cancelamento do encontro no país por conta do quadro político instável e da insatisfação popular com o governo interino.

“Com esse clima de quebra da ordem democrática, de protestos pelas ruas das cidades brasileiras contra o golpe aplicado a Dilma e de revelações da Lava Jato sobre tentativas de estancar a sangria das investigações, o Brasil não possui condições de sediar um evento de parlamentares do continente inteiro. Vamos organizá-lo em outro país”, comentou Humberto, que integra o Conselho de Administração do ParlAmericas.

O ParlAmericas foi criado há 15 anos e tem como objetivo discutir o fortalecimento do papel dos parlamentos na governança democrática e no desenvolvimento sustentável da América. No total, a rede independente é composta por representantes de legislaturas nacionais de 35 países das Américas e do Caribe.

O senador retorna ao Brasil na próxima quarta-feira (22) e deverá participar da sessão plenária do Senado e de reunião da Comissão Especial do Impeachment.

No Parlamento do Mercosul, Humberto denuncia golpe no Brasil e pede reação internacional

Humberto alertou que é preciso haver reação dura e urgente contra esse movimento, sob pena de ver o continente passar por uma nova onda de deposições de governantes legitimamente eleitos. Foto: Divulgação

Humberto alertou que é preciso haver reação dura e urgente contra esse movimento, sob pena de ver o continente passar por uma nova onda de deposições de governantes legitimamente eleitos. Foto: Divulgação

 

 

Membro do grupo de parlamentares do Mercosul (Parlasul), o líder do Governo Dilma, Humberto Costa (PT-PE), denunciou nesta segunda-feira (23), em reunião realizada em Montevidéu com a presença de deputados e senadores de todos os países que compõem o bloco, o “golpe” contra a democracia que foi aplicado no Brasil “por deputados e senadores oposicionistas que rasgaram a Constituição, em uma conspiração urdida pela elite econômica e pelos grandes grupos de mídia do país”.

“O que denuncio aqui é que o Brasil foi vítima de um lamentável golpe de Estado, que não coloca em risco somente a jovem democracia do país, mas também se configura como ameaça a todas as democracias da nossa América Latina”, declarou.

Em longo discurso, Humberto alertou que é preciso haver reação dura e urgente contra esse movimento, sob pena de ver o continente passar por uma nova onda de deposições de governantes legitimamente eleitos, “desta vez por quarteladas civis, que nada mais são do que o equivalente funcional contemporâneo dos golpes militares de ontem”.

Humberto ressaltou que toda a trama “suja” foi articulada e coordenada pelo atual presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), que hoje, “sem votos e sem legitimidade”, ocupa interinamente a cadeira que Dilma conquistou por meio das urnas. “Ele é do mesmo partido do corrupto presidente da Câmara dos Deputados – atualmente, afastado das funções pela Justiça – que o ajudou para tomar o poder de assalto”, afirmou.

Ao descrever a tramitação de todo o processo contra Dilma no Brasil, Humberto declarou que não há dúvida de que houve uma clara ruptura da ordem democrática no país.

“Um golpe sem tanques e sem fuzis, um golpe sem o uso das forças armadas. Um soft golpe, como chamam alguns, um golpe moderno, em que um parlamento corrompido – respaldado pela elite econômica e pela mídia – manobra a Constituição e as demais leis para dar um verniz de legalidade à ação que visa retirar do poder um governante que não lhes agrade”, disse.

Ele lembrou que a presidenta foi acusada de ter descumprido a meta fiscal em cerca de US$ 200 milhões no ano passado, dentro de um orçamento de US$ 400 bilhões, e de ter utilizado o Banco do Brasil para financiar o Plano Safra 2015, uma política agrícola do Estado de incentivo aos produtores rurais.

“É absurdo. Ao contrário de muitos que a afastaram, Dilma não responde a qualquer inquérito na Justiça. Não é ré. Não se apropriou de dinheiro público. É uma mulher limpa e honrada, que sofreu os horrores da ditadura militar brasileira, foi presa e torturada, e, novamente, se vê vítima de uma ação injusta perpetrada pelo Estado brasileiro”, registrou.

O parlamentar observou que não está sozinho na denúncia que formaliza diante do Parlamento do Mercosul. Ele listou várias personalidades mundiais contrárias ao golpe aplicado no Brasil, como o filósofo americano Noam Chomsky; o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luiz Almagro; o presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, Roberto Caldas; e o Nobel da Paz argentino, Adolfo Pérez Esquivel.

Humberto também lembrou que alguns dos principais veículos de comunicação do mundo, como o New York Times, The Guardian, Le Monde, chegaram à mesma conclusão: um bando de parlamentares corrompidos afastou do cargo uma presidenta honesta. “Isso é um claro e escancarado golpe de Estado”, reforçou.

Desmonte
Durante a longa fala aos parlamentares do Mercosul, Humberto também fez questão de falar sobre os retrocessos que já observa no governo “golpista”. O senador ressaltou que as mulheres e os negros foram expulsos do ministério, a pasta da Cultura foi extinta e as demarcações das terras dos descendentes de escravos foram submetidas a uma área comandada pelos grandes proprietários rurais.

“O nosso sistema público de saúde, de acesso e cobertura universais, começa a ser esfacelado em favor da iniciativa privada. Uma pauta legislativa assustadora contra os trabalhadores, a igualdade de gênero, a discussão sobre o aborto mostra a sua face porque o presidente interino nomeou como seu líder na Câmara um deputado evangélico conservador, que é réu na Suprema Corte por tentativa de homicídio”, afirmou.

Parlasul cria comissão sobre uso e tráfico de drogas

Humberto:  "Esse é um grande desafio para os Estados Membros do Mercosul, que vêm sofrendo com o avanço das drogas. Foto: Assessoria de Comunicação

Humberto: ”Esse é um grande desafio para os Estados Membros do Mercosul, que vêm sofrendo com o avanço das drogas. Foto: Assessoria de Comunicação

 

Os membros do Parlamento do Mercosul (Parlasul) decidiram criar uma comissão especial para analisar a situação do uso e do tráfico de drogas nos países do bloco. A proposta foi votada e aprovada na 35ª Sessão Ordinária da instituição, que ocorre nesta segunda-feira (14) em Montevidéu, no Uruguai, e da qual participa o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

“Esse é um grande desafio para os Estados Membros do Mercosul, que vêm sofrendo com o avanço das drogas sem políticas públicas inteligentes para fazer face a esse fenômeno”, afirmou o líder do PT. No mesmo encontro, os congressistas também discutiram a criação de centros de reabilitação de dependentes de drogas nas zonas de convergência de três fronteiras dos países membros.

Desde 2013, o Governo do Uruguai passou a controlar toda a cadeia produtiva da maconha: cultivo, colheita, produção, venda e consumo. O país criou o Instituto de Regulação e Controle de Cannabis (IRCCA), que pode dar licenças, aplicar multas e suspensões a infratores até destruir produções irregulares. Os primeiros resultados positivos mostram que a experiência tem sido exitosa.

Na sessão desta segunda, o Parlasul também aprovou recomendação referente à implementação de medidas de controles e prevenção da dengue nos países que compõem o bloco. “Há uma forte preocupação que os mesmos problemas pelos quais o Brasil passa hoje com o Aedes aegypt estendam-se para todo o continente. Precisamos de medidas coletivas na área de saúde para combater o mosquito”, ponderou Humberto.

Humberto articula apoio de parlamentares do Mercosul a Dilma

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Reunido no Uruguai para debater a situação política do continente e trocar experiências sobre democracia, representação e transparência com os membros do Parlamento do Mercosul (Parlasul), o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), declarou, nesta segunda-feira (14), que congressistas do bloco irão divulgar uma carta de repúdio ao “golpe” tramado contra a presidenta Dilma Rousseff.

Humberto, que está em Montevidéu desde sábado reunido com os demais parlamentares progressistas do grupo, relatou a situação política do Brasil e solicitou aos membros da bancada apoio à presidenta “contra o golpe que está em curso no país”.

Segundo ele, os membros do Parlasul se sensibilizaram com o tema e decidiram divulgar uma carta de repúdio ao movimento golpista em que será declarado apoio integral a Dilma.

“Estamos vendo no Brasil uma tentativa de impedimento de uma presidenta eleita de forma legítima pelo povo brasileiro e que não cometeu qualquer crime. São setores da oposição que não se conformam com o resultado das urnas e brigam contra a democracia”, afirmou.

O senador ressaltou que o Paraguai, membro do bloco junto com Brasil, Argentina, Venezuela e Uruguai, viveu situação semelhante em junho de 2012, quando o ex-presidente Fernando Lugo foi deposto em um procedimento contestável, realizado pelo Senado daquele país, que durou apenas 30 horas e passou para a História como “golpe paraguaio”.

“Lá, o golpe foi ainda pior porque não foi assegurado sequer o amplo direito de defesa do então chefe do Executivo, em razão de que o Paraguai foi suspenso do Mercosul por conta da ruptura da ordem democrática. Só voltou depois que realizou novas eleições. Os congressistas do Parlasul estão acompanhando esses atentados que desrespeitam o voto dos eleitores e prejudicam a integração da região”, acredita.

Para Humberto, os membros do bloco têm consciência de que houve muito esforço e sacrifício por parte dos países da região para alcançar a democracia. “Não podemos jogar tudo isso fora agora porque alguns descontentes com o processo democrático querem ganhar no tapetão”, disse.
O líder do PT volta ao Brasil amanhã, terça-feira (15), direto para Brasília, onde retoma as atividades legislativas no Senado Federal.

Após Mercosul, Humberto articula pauta da semana no Congresso

 Derrubar os vetos não é impor derrota ao governo, mas ao Brasil, disse Humberto. Foto: Assessoria de Comunicação

Derrubar os vetos não é impor derrota ao governo, mas ao Brasil, disse Humberto. Foto: Assessoria de Comunicação

 

Terminada a XXXIV Sessão Ordinária do Parlamento do Mercosul (ParlaSul), em que representou o Congresso Nacional brasileiro, o senador Humberto Costa (PE), líder do PT no Senado, deixou Montevidéu com destino a Brasília, onde desembarca na tarde desta terça-feira (22). Humberto chega à capital federal e segue direto para o Senado, com a finalidade de discutir a pauta legislativa da semana com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e demais líderes partidários.

Outro desafio importante do dia é a sessão do Congresso, marcada para 19h. A base governista está discutindo sobre como proceder em relação a ela, tendo em conta que está prevista a análise de vetos presidenciais com sérios impactos orçamentários. Os textos em questão referem-se a projetos da chamada pauta-bomba aprovados por deputados e senadores, que foram vetados pela Presidência da República diante das ameaças que oferecem às contas públicas. A estimativa é de que, se passarem, essas leis aumentem as despesas da União em mais de R$ 127 bilhões.

“Vamos trabalhar para que os vetos sejam mantidos. São matérias que podem causar danos irreparáveis ao equilíbrio fiscal. Não entro nem no mérito dessas normas vetadas, se são justas ou não. A questão é que o país não está em condição de dar sequência a pautas que aprofundem o desequilíbrio econômico. Nessa linha, contamos com que a oposição não aja de maneira irresponsável. Derrubar os vetos não é impor derrota ao governo, mas ao Brasil”, explicou Humberto.

ParlaSul – Em Montevidéu, onde esteve reunido desde domingo com parlamentares de Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela, o líder do PT se somou à preocupação dos colegas com a crise síria, que já resulta na maior quantidade de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. O tema tomou conta da Comissão de Direitos Humanos do ParlaSul porque o drama humanitário tem imposto aos países do bloco uma preparação para ajudar os sírios que migram para os integrantes do Mercosul.

“É uma questão de direitos humanos. Essa massa de refugiados tem de ser acolhida pelos Estados de todo o mundo. O Brasil já acolhe mais sírios do que muitos países europeus, como Itália e Espanha. Já demos refúgio a mais de dois mil deles, assim como a milhares de haitianos. Mas precisamos integrar melhor essa política intrabloco”, avaliou Humberto.

Os senadores e deputados do Mercosul também trataram de temas ligados a comércio, economia, meio ambiente, educação, cultura, ciência, tecnologia, esporte, moradia, saúde, meio ambiente e turismo.

O ParlaSul foi constituído em 2006 e é um órgão, por excelência, representativo dos interesses dos cidadãos dos Estados Partes do bloco: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A Venezuela, ainda em processo de adesão, e demais países associados, participam das sessões com direito a voz, mas não a voto.

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